Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para dar Nome às Coisas para ser uma mesa de bar na web. Aqui compartilho histórias que eu vivi e que eu só contaria numa mesa de boteco, no sofá de casa ou num divã de psicanalista - de um jeito honestão e em primeira pessoa. A cada play você vou te guiar por uma viagem sobre medo, fracasso, coragem, recomeço, dor e tudo o mais que atravessa uma vida viva.
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Natália compartilha uma lista de sinais que indicam quando ela se leva a sério demais, como a autoexigência de nunca errar, o medo de se arriscar em novas experiências e a sensação constante de ser avaliada. O episódio discute a importância de reconhecer essas armadilhas do ego e a necessidade de abraçar a própria pluralidade, não se fechando em um personagem, e de duvidar da voz interna que nos diminui, permitindo-se ser falível e mais leve.
A gente não quer faltar para quem a gente ama, mas a gente vai. Só que a gente não vai só faltar. A gente vai construir memórias inesquecíveis, inclusive em momentos que a gente achou que não poderia construir. Com sorte, nas relações de afeto e amor mútuo, em que os recomeços e novas memórias são possíveis, não é isso que vai definir nossas relações. É sobre isso esse episódio. E sobre como a gente calcula mal às vezes o espaço e potência que a gente tem na vida do outro. Nessa quarta em todos ...
A gente tinha chegado cedo na cidade, mas não tão cedo ao ponto de pegar o café da manhã da pousada, então a gente deixou as malas no quarto e foi procurar um lugar em que a gente pudesse comer. Na rua, tinham algumas padarias, e a gente acabou entrando numa que tinha cara de fazer bem pão na chapa. Escolhemos uma mesa e sentamos. Pedi pão com ovo mexido e um cafezinho preto. Mas quando terminei de comer, senti vontade de tomar uma vitamina. Então peguei o cardápio e comecei a procurar. Tinha vá...
Quando você estiver mudando um padrão, a última coisa que você vai sentir é alívio. Essa frase surgiu na minha cabeça quando eu decidi descansar num dia que era incomum fazer isso. Assim que sentei na cadeira de sol e peguei um livro, senti uma culpa intensa. Era como um alarme descontrolado que só para quando você levanta. Analisei racionalmente e não fazia sentido nenhum esse sentimento. Mas quem disse que o nosso inconsciente está preocupado com coerência? Ele só pede pra gente fazer o que a ...
O que eu mais gosto dessa memória é a forma com que meu pai criava em nós a sensação de que algo muito especial e muito bonito estava por vir. Algo que valia a pena esperar. A sensação de que a gente estava andando em direção a um futuro, que nos marcaria para sempre. Essa memória, que eu conto nesse episódio, foi uma das primeiras vezes em que eu senti que a vida não era linear - também no bom sentido. Que aquilo que era hoje, poderia ser diferente ou melhor amanhã. Foi uma das primeiras vezes ...
Sabe aquele carinha do café que você sempre cruza, mas nunca teve coragem de puxar papo? Ou aquela mina que treina na mesma academia que você, sempre com fone, mas que você tem certeza de que tem muito em comum? Então, e se algum app te desse uma ajudinha nesse encontro? Foi isso que aconteceu comigo em 2016. E é para te contar essa história, que no episódio de hoje, o Para dar Nome às Coisas se junta ao happn - o app de relacionamentos que entende que as conexões mais incríveis começam com enco...
Em uma semana, eu vivi situações muito semelhantes. Nas duas, eu tive a mesma reação. Disse: “tá ótimo”, quando na verdade o que eu deveria ter feito era dizer: “por que estou constrangida numa situação em que eu não fiz nada de errado?” Quando me dei conta de que os atores tinham mudado, mas o roteiro tinha sido o mesmo, me perguntei: por que, entre tantos caminhos, eu agi do mesmo jeito? E essa pergunta fez toda a diferença. Nesse episódio te conto às respostas que isso me levou. edição: @v...
Esses dias, enquanto eu pensava sobre comparação, meu corpo trouxe uma memória de uma festa que eu e meus amigos fizemos na adolescência. Ela aconteceu num salão improvisado do condomínio em que a gente morava e, de todas as lembranças que eu tenho dessa fase, essa, certamente, é a mais especial. Mas, num primeiro momento, não entendi a relação que o meu consciente estava fazendo entre a festa da adolescência e o assunto da comparação. Mas depois, lembrei do que aconteceu antes, durante e depois...
Natália Sousa reflete sobre os desafios e revelações do autoconhecimento, inspirada por uma experiência em uma sala de espera de tatuagem. Ela detalha nove lições essenciais, como a necessidade de aceitar que somos contraditórios, a dor de decepcionar pessoas ao mudar e a importância de dar significado pessoal ao sofrimento. O episódio enfatiza que o crescimento pessoal é contínuo e envolve confrontar as próprias sombras para agir conscientemente.
Natália Sousa reflete sobre a inevitabilidade dos recomeços, seja após grandes perdas ou por escolhas espontâneas. Usando as metáforas do "prato que vai cair" e do "quadro novo em casa", ela discute como abraçar o desconforto da mudança, aprender com a própria história e testar novos caminhos sem a rigidez de um plano perfeito são essenciais para seguir em frente.
Natália Sousa reflete sobre como a busca incessante por produtividade e resultados, característica da sociedade da performance, se infiltrou até mesmo em atividades prazerosas como a leitura e o exercício físico. Ela compartilha sua jornada de redescoberta do prazer e da autenticidade, destacando a importância de decidir conscientemente onde queremos "jogar para vencer" e onde apenas "brincar". O episódio incentiva os ouvintes a se reconectarem com suas paixões livres, sem a pressão de métricas ou julgamentos.
Eu tava lavando a louça que tinha acumulado do dia anterior quando, já perto do fim, me dei conta de que tinham sobrado duas coisas: a panela suja de caldo verde e os copos com resto de chocolate com leite. Eu tinha esquecido de colocar água nos dois, então a sujeira tava grudada. Me pareceu que o único jeito de resolver era colocar mais detergente na esponja e mais força. Insistir. Mas mesmo me esforçando mais, tudo pareceia impermeável. Então tive que tomar uma nova decisão sobre o que fazer. ...
Esse episódio traz uma lista. Mas não é uma lista de tarefas. Não é para ticar tudo, nem riscar, nem pra você ser produtivo. Não é para você vencer, é uma lista que, na verdade, se parece com setas no caminho. E seta é isso…a gente pode seguir ou não. A gente pode só ver que ela existe e voltar depois. Então não tem nenhuma urgência aqui. Não é sobre resultado, é sobre experiência, então você tá livre não cumprir nada, sem culpa. Mas se quiser, espero que, pelo momento que elas duraram, elas te ...
A host compartilha experiências pessoais e de uma conhecida sobre a sensação de paralisia ao se deparar com um espaço inesperado na agenda ou na vida, motivada pela cobrança de fazer a "escolha certa". O episódio critica a pressão por resultados perfeitos e a influência de expectativas externas, incentivando a prática do "bom o bastante" para se reconectar com o presente e a autonomia, liberando-se da culpa e encontrando a leveza em um esforço consciente.
É preciso suportar o preço das coisas que eu não quero. Acho que a revolução desse mantra é que às vezes a gente acha que coisas ruins não tem benefícios. E tem. Às vezes tem muitos. E saber e aceitar o preço que a gente paga ao dizer não, nos ajuda a sustentar os caminhos. edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca texto: @natyops Publicidade: Insider Cupom 15% off: NOMEASCOISAS Compre clicando aqui: https://creators.insiderstore.com.br/NOMEASCOISAS #insiderstore Meu livro: Med...
Natália Sousa compartilha duas experiências diárias, incluindo uma lição aprendida em uma reunião profissional sobre a clareza de escopo. Ela reflete sobre como a incapacidade de distinguir 'o que é nosso trabalho' gera sofrimento, e a importância de ser leal a si mesmo, separando as próprias responsabilidades das emoções e julgamentos alheios. O episódio convida à reflexão sobre o verdadeiro trabalho de cada um em diversas situações, fortalecendo a autoestima e a autoconfiança ao focar no que realmente importa.
Essas decisões que podem parecer, de longe, procrastinação, negligência, preguiça, fracasso, mentalidade pequena ou qualquer outra coisa, para mim foram autocuidado, porque elas partiram de uma análise atenciosa e profunda sobre o que eu precisava no momento. Autocuidado para mim tem sido cada vez mais fazer as coisas que são importantes para minha saúde e bem estar com constância, mas sem rigidez. Esse significado próprio me permite ter flexibilidade, sem negligência. Sem abandonar tudo. Me faz...
Enquanto esperava o trânsito seguir, me dei conta. As tarefas sempre vão existir. Vão continuar surgindo - independentemente do quão rápida eu possa ou consiga ser. E se eu for esperar terminar todas elas para conseguir descansar ou me sentir autorizada a pausar - eu não vou descansar nunca. Então é melhor aceitar que a satisfação não pode vir do fim do trabalho, mas da sensação de continuar se movimentando. Caminhando. E isso nem é só sobre isso também. Mas sobre quase tudo. As emoções difíceis...
Era noite de sábado e depois de passar uns vinte minutos tentando escolher algo que parecia bom o bastante, dei o play no filme “Três Irmãs”. Ele conta basicamente a história de três mulheres que precisam se encontrar para tomar decisões sobre uma situação importante, que afeta todas. Mas elas precisam fazer isso, enquanto lidam com as próprias sombras e diferenças de personalidade e visão de mundo que cada uma tem. Lá pelo meio do filme, Amanda e eu já estávamos sentindo que tínhamos feito uma ...
A gente pode querer que o outro deseje o nosso desejo, porque a gente acha que o nosso desejo é melhor, porque a gente acha que o outro pode mais, porque a gente tem culpa de desejar o nosso desejo sozinho, então a única forma de se libertar disso, é fazer o outro desejar também. Em qualquer que seja o caso, desejar é intransferível. É algo que só a gente pode fazer pela gente. E algo que só o outro pode fazer por ele mesmo. Cê pode jurar que o outro seria mais feliz escolhendo o caminho que voc...
Não tinha nada de extraordinário naquele momento, pelo contrário. Minha casa tava uma zona, e um monte de coisa me esperava no outro cômodo, mas nada disso me importava muito naquele momento, só por aquele agora, eu me sentia ali. Não sei quanto tempo passou - talvez uma hora. Levantei do chão, quando minhas costas e o meu quadril começaram a doer. Andei até a cozinha e tomei um copo de água, ainda emocionada. Sem entender tudo, mas entendendo alguma coisa. Acho que a gente tá exposto o tempo to...
Eu acho que, de modo geral, existem dois tipos de decisão na vida: aquelas que são tipo ponte. E aquelas que são tipo casa. As decisões que são tipo ponte são aquelas que vão te levar para um outro lugar. É quando a decisão é o caminho. Eu tomei uma decisão ponte, por exemplo, quando eu comecei a juntar dinheiro para comprar o meu primeiro rádio. No início dos anos 2000, não tinha spotify. A gente comprava um aparelho de som, colocava um CD dentro, e escutava as músicas. Um dia, passando na fren...
Chiliquei por cinco minutos, e depois me dei conta de quanto estava sendo infantil e de quanto, na verdade, aquele chilique só escondia o medo de não dar conta. De não saber fazer. Eu estava só apavorada, porque eu disse sim para uma coisa que era primeira vez que eu tava fazendo, e eu achava que não acertar de primeira, era o mesmo do que assinar um atestado de que eu nunca ia acertar. Percebi para onde eu tinha ido. Pedi desculpas e disse: “não tem nada com você, é que eu jurava que tava ótimo...
No fim, olhando para tudo e vendo que cada coisa, agora, tinha o seu lugar, eu cheguei à mesma conclusão que eu sempre chego toda vez que eu arrumo de verdade alguma coisa: porque eu não fiz isso antes? E a resposta a que eu cheguei, eu já tinha chegado outra vez: porque dá trabalho, porque demanda energia e porque exige uma espécie de confiança. Uma confiança de que a gente tá abrindo espaço para receber outras coisas. Ficaram espaços vazios. E o espaço vazio é sempre a denúncia de algo que exi...
Esses dias, eu estava tomando café, quando o meu celular apitou com uma mensagem. Ela tinha sido escrito por uma mulher que cresceu acreditando que tinha uma ficha para apostar na vida. E por isso, tinha que apostar bem, porque se errasse o alvo, talvez ela não teria outra ficha para apostar. Então, por mais que ela amasse meu trabalho, amasse o que eu digo no podcast, era difícil para ela entender como alguém poderia ter “medo de dar certo”. Como alguém poderia escrever um livro com esse tema. ...
Existe um ano novo que começa dia 01 de janeiro. Mas eu acho que há muitos outros anos novos que costuram uma vida. A notícia de uma gestação esperada é um. A mudança de emprego, de país, de casa são outros. A chegada de alguém que traz uma sensação boa, um frescor, uma paixão também são espécies de novo novo. Há nesses marcos, algo que começa, um novo ciclo que se apresenta. Fazer aniversário não é diferente disso - é isso também. E é por isso que esse ano fiz uma lista de coisas que eu quero l...
Natália reflete sobre a pergunta "como saber se estou pronta para algo novo?", usando a distinção entre "pronto" e "preparado". Ela argumenta que "pronto" implica um estado finalizado, sem dúvidas, enquanto "preparado" significa ter a convicção de tentar e a abertura para lidar com os desafios e aprender durante o processo, mesmo com medo e insegurança. A discussão é ilustrada com a experiência de morar junto e a analogia de entrar no mar, reforçando que o preparo é uma jornada contínua de adaptação.
Mudanças boas também nos desorganizam. Também pedem adaptação, abertura, resiliência. Também nos tiram do lugar e nos lançam ao desconhecido. E - distraídos - por vezes, a gente se ressente disso, dessa dinâmica. Porque se é mudança boa, porque a gente tá se sentindo mexido por dentro? A sensação, muitas vezes, é de ter pedido um bolo e o que chegou foi: farinha, ovo, óleo, chocolate e fermento. A reação é: “eu pedi o bolo e cê me manda os ingredientes? Cê me manda o trabalho de fazer o bolo?” E...
Neste episódio, Natália explora a angústia de se sentir perdida e a importância de dar o primeiro passo. Através da história de uma amiga, ela reflete sobre como muitas vezes questionamos a escolha do “melhor caminho”, quando o que realmente importa é a intenção e o movimento inicial em direção ao que nos faz bem. O ato de começar, mesmo sem certezas, é um alívio e um sinal de que algo já se transformou internamente.
Quando falo de medo de dar certo, geralmente, me refiro ao medo que está colado em sonhos que são nossos. No tema das cenas que imaginamos no meio do banho, quando estamos sozinhos. Nos prêmios imaginários que adoraríamos ganhar: melhor medo de dar certo atriz, melhor escritor, melhor desenhista, melhor artista, melhor administrador de finanças. Mesmo na imaginação, mesmo conscientes de que só estamos descalços e molhados no box do banheiro, sentimos toda a alegria e a adrenalina. E isso ocorre ...