S07EP277 - Autoestima, autoconfiança e saber o que é meu - podcast episode cover

S07EP277 - Autoestima, autoconfiança e saber o que é meu

May 14, 202545 minSeason 7Ep. 277
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Summary

Natália Sousa compartilha duas experiências diárias, incluindo uma lição aprendida em uma reunião profissional sobre a clareza de escopo. Ela reflete sobre como a incapacidade de distinguir 'o que é nosso trabalho' gera sofrimento, e a importância de ser leal a si mesmo, separando as próprias responsabilidades das emoções e julgamentos alheios. O episódio convida à reflexão sobre o verdadeiro trabalho de cada um em diversas situações, fortalecendo a autoestima e a autoconfiança ao focar no que realmente importa.

Episode description


A real é que eu passei o resto do dia pensando naquilo que ela tinha falado: “isso é o meu trabalho e isso não é o meu trabalho”. Fiquei pensando em como aquela clareza que ela tinha era boa pra quem estava com ela, mas principalmente para ela. Porque o que ela estava me dizendo ali, era: “esse tanto de coisa você pode esperar de mim. E esse tanto de cosia aqui não”. E eu fiquei pensando que seria bom se a gente levasse essa lógica para outros lugares. Porque me parece que boa parte dos nossos sofrimentos tem a ver com não saber o que é o nosso trabalho na nossa vida. Ou saber mas não conseguir cumprir.

É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?

edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
texto: @‌natyops


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Transcript

A Beleza das Interações Cotidianas

Oi, meu nome é Natália e esse é o do centésimo, septuagésimo, sétimo episódio do Para Dar Nome às Coisas, um podcast que nasceu para ser uma mesa de bar na web. daquelas que a gente senta e sente que não estamos sós. Um lugar em que a gente pode ser do nosso próprio tamanho, sem precisar esticar e nem se espremer. Como é que você está?

Como é que estão as coisas para você? Como é que está o seu mundo dentro desse mundo? Como é que você está? Hoje, gente, eu vivi duas experiências que fizeram com que eu... sentisse com que eu tivesse, com que eu ficasse na realidade, com uma sensação muito macia no corpo. Vou contar as duas para vocês. E uma delas tem a ver com uma descoberta que, nossa, enquanto eu estava vivendo essa experiência, eu fiquei num estado de gratidão e de satisfação com a vida tão intenso.

Que eu fiquei me agradecendo, assim, por estar vivendo aquilo. Fiquei, ai, muito obrigada por estar vivendo isso. Ai, que bom que eu me coloquei nessa situação. A gente tem o hábito de vez ou outra se dizer, né? Meu Deus, por que eu me coloquei nessa situação? E é bom também perceber quando a gente se coloca em situações boas pra gente, né? Coisas que a gente... conscientemente, intencionalmente, escolhe estar ali e a gente percebe que ali é um bom lugar pra gente. Vou contar...

Primeiro a situação cotidiana e depois essa situação que foi também cotidiana, mas que me gerou um aprendizado. A primeira situação é que geralmente, quase todos os dias eu posso dizer... eu levo o Chororó num cachorrodromo que tem aqui perto de casa. E é um espaço que eu gosto muito, porque ele é todo cercado, ele é de terra batida, e ele é todo cercado de grade, como a maioria dos cachorrodromos, né?

Eu gosto de levar o chororó lá porque eu acho que ele brinca bastante, ele tem um espaço grande pra cheirar, sem precisar ficar na coleira, enfim. E é um espaço que eu gosto muito de levá-lo, né, ali. E aí... Quase todos os dias tem um senhor, é muito comum que no entorno desse cachorródromo as pessoas passem, ou porque elas estão indo para o trabalho, ou porque elas estão indo para casa.

ou porque elas estão indo fazer caminhada, exercício físico. É muito comum que pessoas passem ali correndo ou caminhando, enfim. E aí tem um senhor que todos os dias ele passa e ele... tenta brincar com o Chororó. Assim, no começo ele sempre se aproximava e ele perguntava qual que é o nome dele e eu falava Chororó.

E aí ele sempre fazia a mesma pergunta todos os dias. Qual é o nome dele? Eu falava Chororó. Até que um momento ele decorou que era Chororó. Mas o que acontecia é que sempre que ele estava se aproximando, o Chororó tem alguma questão com o homem. Sempre quando ele vê...

homem ele late, é uma coisa assim que a gente não sabe muito bem o que aconteceu, porquê, enfim, mas ele tem uma questão com o homem. Com esse senhor não era diferente, então sempre que esse senhor se aproximava da grade, o chororó começava a latir pra ele. E aí esse senhor começou a...

a criar um hábito junto com o chororó, que toda vez que ele se aproxima e o chororó começa a latir, ele começa a cumprimentar o chororó. Ele fala, ei chororó, como que você tá chororó? E aí ele começa a procurar na praça um graveto. alguma madeira, que daí ele joga pro xororó, xororó

traz aonde ele tá, e ele pega outro graveto e ele joga pro chororó. E é muito bonito, gente, ver essa cena acontecendo ao vivo ali. Por aquele momento ali, parece que o tempo suspende e fica só a interação dos dois. É um cachorro dormo grande. Entendi, então eu fico no fundo sentada.

E eu fico meio que de observadora ali vendo essa cena acontecendo. E sempre me dá muita ternura, assim, porque... Porque é bonito. Porque é bonito. Eu acho que eu não preciso de mais explicações do que essa, né? Porque é bonito. E porque o cotidiano, às vezes, é isso. Eu sempre...

digo, né, o cotidiano é um acontecimento porque é isso, tem coisas muito bonitas acontecendo. Só coisas bonitas acontecendo? Evidentemente, obviamente que não, mas tem muitas coisas bonitas acontecendo e eu acho uma riqueza mesmo quando a gente consegue... presenciar isso e se sentir atravessado por isso. E aí eu tô contando tudo isso porque eu acabei de chegar com o Chororó do Cachoródromo e hoje tinham muitos cachorros no Cachoródromo, então o Chororó tava muito distraído ali e interagindo.

e engajado nas brincadeiras com os outros cachorros. E aí esse senhor chegou na grade e começou a chamar o Chororó. Tinham muitos cachorros, né? Eu achei interessante porque... Eu percebi que era uma relação que ele tem com o Chororó, porque tem vários cachorros ali que são amigos do Chororó, que já encontraram o Chororó em outros momentos, mas o lance dele é com o Chororó, ele gosta do Chororó. Aí ele, inclusive o Chororó tá me olhando aqui, porque eu tô falando o nome dele.

E aí ele começou a chamar ele e o chororó engajado com outros cachorros. E aí ele ficou procurando na pracinha uma madeira pra jogar pro chororó pra tentar chamar a atenção do chororó. E aí o chororó não percebeu que ele tava engajado com outras... coisas. E aí ele foi procurando pela praça. É tipo uma casca de árvore, assim, que é bem grande e começou a passar na grade, assim, até o Chororó perceber ele. E aí o Chororó percebeu ele e eles começaram a brincar juntos. E eu achei essa cena...

Muito bonita, gente. Muito bonita mesmo. Já falei dessa frase algumas vezes aqui.

mas tem uma frase que eu acho que é do Pessoa, deixa eu confirmar. É uma frase do Pessoa que diz, às vezes eu ouço o vento passar, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido. E esses momentos... que o Chororó tá brincando com esse senhor, pra mim é esse momento que eu falo, ai, que bom, valeu a pena ter nascido, pra ver essa cena, pra ver a ternura que é essa cena, né, eu acho que, ai, tô me emocionando já.

Mas eu acho, gente, assim, de verdade, que... Bom, eu moro numa cidade como São Paulo, né? Que é uma cidade que... estruturalmente é muito fria uma cidade em que nós, enquanto população dessa cidade, estamos sempre correndo e falando passa lá em casa, mas a gente nunca passa o endereço porque a gente não tá nunca em casa e a gente não tem tempo de receber ninguém.

E é muito fácil ficar insensível numa cidade como essa. É muito fácil ficar insensível numa cidade como essa. E às vezes tem uma outra frase que eu gosto muito que diz, quer ver?

Adélia Prado, que ela diz, de vez em quando, Deus me tira a poesia e aí eu olho pedra e vejo pedra mesmo. E é muito fácil ficar insensível, né? É muito fácil que cenas encantadoras como essa passem... percebidas, porque é isso, porque a gente tá correndo, porque a gente tá pensando em coisas mais importantes, porque a correria da vida vai tirando o encanto mesmo e...

A vida adulta traz um pragmatismo e uma objetividade que às vezes não dá pra ver as coisas, né? Mas eu sempre fico feliz, assim, quando me percebo atravessada por cenas do cotidiano e falando... Cara, que bonito isso aqui, sabe? Que bonito isso aqui. Enfim, essa foi a primeira cena que me faz chegar, então, nessa mesa de bar com uma sensação macia no corpo. E a segunda cena aconteceu hoje também.

O Poder de um Pequeno Descanso

Hoje é sexta-feira, eu tô gravando esse episódio na sexta-feira. E eu comecei a sexta-feira muito cedo, gente. Eu acordei e, assim, saí da cama e pulei no computador, sabe? Praticamente de pijama. Praticamente não, né? Eu passei o dia de pijama, com a parte de cima do pijama. Só coloquei um shorts. E aí teve um momento que era...

hora da tarde e parecia que sei lá, já tinha vivido um mês num dia só, sabe? De muita coisa e tal. E eu já falei pra vocês que eu trabalho naquele esquema Pomodoro, né? Ou Pomodoro, eu não sei exatamente. qual é a pronúncia, mas que é aquele esquema que 25-10, né? Você trabalha focado, 25 minutos, sem distração, e pausa 10.

uma pausa que necessariamente precisa ser diferente daquilo que você está fazendo. Então, se eu estou escrevendo um texto, a pausa pode ser lavar louça, pode ser levantar e tomar um café, pode ser conversar com um amigo, enfim. E aí eu tava, cheguei uma hora da tarde, e aí quando eu parei pra fazer os 10 minutos de pausa, eu percebi que não tinha sido suficiente, eu não tava dando conta de voltar.

Porque eu tinha gastado toda a minha energia. Tava realmente com o olho muito pesado, tava cansado. Eu falei, não vai ser suficiente pra me energizar. E aí eu fiz aquela pergunta que eu falei pra vocês que eu faço no episódio da semana passada, autocuidado não é performance. Eu me perguntei, o que eu preciso agora, né? Porque eu fui lavar a louça, eu falei, cara, mas não é isso, tô cansada. Aí vou ouvir uma música, eu falei, mas não é isso.

Vou rodar uns 10 minutos de feed aqui pra não pensar em nada. Falei, não é isso. E aí eu falei, o que meu corpo precisa? O que você precisa, corpo? E aí eu fui pra minha cama, pro meu quarto, né? Os privilégios de trabalhar em home office. E aí eu fui pro meu quarto e dei...

Sentei na cama e, gente, fiquei 10 minutos de olhos fechados, assim, de olhos completamente fechados. E aí eu lembrei que uma vez eu ouvi de uma oftalmologista que essa é uma boa forma da gente descansar os olhos, descansar à vista, fechar os olhos. E aí eu fiquei pirando, pensando que da hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir...

Eu não fico de olhos fechados, eu fico só quando eu vou fazer meditação, mas no dia que eu não faço meditação, eu fico com os olhos abertos do horário que eu acordo até o horário de dormir. E aí eu falei, caramba, olha só, né? E aí, enfim, deitei, fechei os olhos, coloquei uma meditação.

De nove minutos pra tocar. E gente, eu fiquei tão restaurada. Era tão o que meu corpo tava precisando. Que começou a me dar uma euforia. Uma satisfação de nossa, muito obrigada. Muito obrigada por ter feito isso. E aí eu fiz uma anotação mental de todos os dias fazer pelo menos uma pausa de 5 ou 10 minutos ou 3, o tempo que der no dia, pra fechar os olhos, pra ficar só com os olhos fechados. Isso era uma coisa que quando eu trabalhava presencial...

Eu fazia, né? Mas fazia como meditação mesmo. Então, às vezes, nos dias muito pegados, eu ia até o banheiro do trabalho. Fica a dica. Acho muito boa essa técnica. Ia para o banheiro do trabalho e digitava no YouTube. Meditação de três minutos. Tem algumas.

inclusive de um livro que eu gosto muito, que chama Atenção Plena, Mindfulness, Atenção Plena. Vou deixar o link na descrição, tá? Vou anotar aqui pra mim, pra não esquecer. E aí, eu ficava três minutos, assim, no banheiro, de olhos fechados, e aí... parece que te restaura mesmo, sabe? Porque às vezes é isso que a gente precisa, assim, é fechar um pouco os olhos, é dar esse descanso para o olhar, assim, e respirar conscientemente. Enfim.

E aí foi muito boa essa sensação, tanto é que eu gravei um áudio no nosso grupo exclusivo do Pra Dar Nome As Coisas no Telegram. Se você quiser entrar no Apoia a descrição, o link tá na descrição. E aí... Falei, gente, foi tão bom, tão bom que eu tô mandando pra vocês, pra vocês fazerem também, porque acho que a gente precisa descansar os olhos. É isso, gente. Assim que eu chego nessa mesa de bar, pelas aberturas, vocês já podem sentir que eu vim pra essa mesa de bar.

Sem roteiro. Geralmente o Abre não tem roteiro. Mas dessa vez eu vim sem roteiro mesmo. Espero que Deus segure na minha mão. E me dê o dom do foco. Pra eu não me desviar muito do assunto. Mas como estamos numa mesa de bar. Acho que tá tudo...

Definindo Meu Trabalho na Vida

tudo dentro do que eu me propus a fazer aqui. E hoje eu quero falar um pouco sobre autoestima, sobre autoconfiança, mas não sobre... sobre isso exatamente, mas sobre uma coisa que eu fiquei pensando, gente, coisas que eu refleti essa semana, que eu vivenciei.

e que eu acho que são o pano de fundo dessas duas coisas, tanto da autoestima quanto da autoconfiança. Então eu espero muito que faça sentido pra você esse episódio, mas que se não fizer, que ao menos meu amigo de bar, minha amiga de bar, te faça uma boa companhia. Mas antes de começar o episódio, bora celebrar comigo quem tá apoiando a nossa mesa de bar hoje, meus amigos de bar. Eu tô falando aqui da EBAC.

a Escola Britânica de Artes Criativas, que também é conhecida como a escola onde eu faço curso de roteiro e amo, e também é conhecida como a escola onde muitas pessoas têm escolhido para se profissionalizar em diversas... áreas, porque lá na EBAC tem mais de 150 opções de cursos. Mas tem sido lugar que muita gente tem escolhido para estudar marketing. E eu sei que tem pelo menos três cursos de marketing que estão bombando lá na EBAC, que são Marketing do Zero Pro,

marketing digital e social media. E não à toa, porque a gente sabe que a área de marketing está em constante evolução e isso faz com que a procura por profissionais atualizados fique cada vez maior. E a EBAC é esse lugar para você aprender muito com profissionais da área, que é uma coisa que eu valorizo muito. Eu amo, não preciso nem dizer, porque as aulas são online.

Elas têm tutoria individual. E ao final do curso, a gente recebe um certificado reconhecido no mercado. E sai de lá também com um portfólio, que ajuda muito nas oportunidades. E com o cupom COISASBONUS. você ganha 200 reais de desconto na matrícula. Então, vou deixar o link e o cupom na descrição para caso você esteja pensando em se atualizar ou pensando em fazer uma transição de carreira ou pensando num curso novo, eu indico demais EBAC, enfim, sua aluna.

deles, amo, e agradeço o EBAC por apoiar a nossa rodada. dia desses eu tava numa reunião com uma pessoa que talvez fosse trabalhar comigo em um dos meus trabalhos. Como vocês sabem, eu sou o pai do Július. Do Július. Do Todo Mundo Odeia o Cris. Meu marido tem três empregos. No caso, eu tenho muitos empregos. e essa pessoa talvez fosse trabalhar comigo em um desses trabalhos, em um desses projetos.

E eu tô falando, meus amigos de bar, que talvez ela fosse trabalhar comigo, porque essa conversa que a gente ia ter em instantes era justamente pra isso, pra gente se apresentar, pra gente alinhar expectativas, entender o que cada uma de nós esperava.

daquele trabalho e sentir se a gente era o que a outra tava procurando, né? Se a gente realmente conseguiria dar match, esse match profissional. Então, quando deu uma hora da tarde, a gente ligou a câmera, entrou na sala do Zoom, nos apresentamos e ela sugeriu trazer algumas informações assim logo de cara porque ela me explicou que eram dúvidas que geralmente surgiam nesses primeiros encontros, e que assim que ela pudesse já eliminar essas dúvidas, talvez a conversa fluísse mais fácil.

E eu concordei, achei ótimo. E aí ela começou a passar os slides que ela tinha preparado, começou a contar um pouco da experiência dela até ali, foi dizendo as coisas que ela já tinha feito, parecidas com aquelas que ela estava se propondo. a fazer junto comigo. E a gente foi caminhando ali na apresentação até que chegou exatamente no meio da apresentação. Nesse momento do meio da apresentação, ela disse, agora eu preciso te dizer, Natália, o que é o meu trabalho e o que não é o meu trabalho.

E aí ela começou a dizer o que estava dentro do escopo, o que estava dentro das responsabilidades, das expectativas do trabalho dela e o que não estava dentro desse escopo. Ela começou a me dizer o que eu podia esperar do trabalho dela, o que ela estava disposta a oferecer nesse trabalho e o que eu não podia esperar porque ela não estava oferecendo nesse trabalho. Era o nosso primeiro encontro, então eu imaginei que pra além dela ser muito organizada, muito...

Muito claro ali no que ela estava dizendo, talvez tivessem acontecido situações anteriores que tivessem feito com que ela determinasse isso logo no primeiro encontro e achei ótimo, porque eu falei, bom, se eu tenho todas as cartas na mesa... fica mais fácil eu decidir.

se eu sei exatamente o que eu posso esperar e o que eu não posso esperar desse encontro, fica muito mais fácil de eu entender também se ela é a pessoa ideal, se ela não é a pessoa ideal, se alguma expectativa que eu tinha e que eu não tinha conseguido nomear... Tá, como que fala? Contemplada nesse escopo, enfim. A reunião seguiu, ela terminou de se apresentar. Eu comecei a me apresentar também.

disse um pouco do que eu esperava, falei um pouco do meu cenário, das coisas que já tinha feito até aquele momento, das coisas que eu pensava em fazer. Enfim, segui mais ou menos na mesma linha de apresentação. A gente gostou da dinâmica uma da outra e a gente resolveu fechar o trabalho. Bom, terminamos a reunião, deixamos ali acordado que a gente se trocaria ali mais algumas mensagens para afinar os últimos detalhes e desliguei a câmera, voltei para as minhas atividades.

Fui fazer um café pra terminar o dia. Fui terminar um texto, enfim. Segui a minha vida. Mas quando cheguei no fim do dia. Quando já tava ali pelas 7, 8 horas da noite. Que eu tava esquentando uma comida pra comer. Pra jantar junto com a mãe. Eu percebi... que desde que eu tinha terminado a reunião com aquela pessoa, uma parte daquela conversa ainda estava em mim. Como se uma parte daquela conversa estivesse se repetindo constantemente na minha cabeça.

E pensando agora conscientemente sobre aquela parte da conversa, não demorou muito para eu entender o porquê daquela repetição. real meus amigos de bar é que eu passei o resto do dia pensando naquilo que ela tinha falado sobre o que era o trabalho dela e o que não era o trabalho dela eu fiquei pensando em como aquela clareza que ela tinha era excelente para a pessoa que ia trabalhar com ela, que estava se dispondo a trabalhar com ela, mas muito fundamental para ela mesma.

muito importante pra ela se organizar porque o que ela tava me dizendo ali era esse tanto de coisa eu me comprometo com você Eu vou fazer aqui nesse trabalho. Eu vou fazer nessa relação profissional. Mas esse outro tanto de coisa. Que talvez você possa esperar de mim. Eu não consigo te entregar. E o fato dela alinhar isso. Logo no primeiro encontro profissional. Deixava claro não só pra mim o que eu podia esperar, mas pra ela...

Qual era o papel dela ali? E aí, meus amigos de bar, isso alugou um triplex na minha cabeça, porque eu fiquei pensando, eu falei, primeiro, né, eu falei, caramba, que organização, que clareza. E aí, o segundo lugar que eu cheguei foi, cara, imagina se a gente começasse a levar essa mesma lógica pra outros lugares. Porque eu acho que boa parte dos nossos sofrimentos, não todos os sofrimentos, mas boa parte dos nossos sofrimentos, tem a ver com essa falta de clareza sobre o que é o nosso trabalho.

E sobre o que não é o nosso trabalho. E aí eu não tô falando mais sobre profissão, sobre trabalho, trabalho mesmo, né? Esse trabalho que paga os nossos boletos, mas tô falando sobre o trabalho que é viver. Que é viver com outras pessoas, que é viver nas relações, que é viver...

Lealdade a Si: A Experiência do Painel

Com as coisas que a gente faz. Fiquei pensando nisso. Que boa parte dos sofrimentos. Tem a ver com essa falta de clareza. Quanto mais eu pensava nisso. Eu lembrei de uma vez. acho que foi ano passado, talvez, que eu precisei recorrer a esse recurso para que eu pudesse diminuir uma angústia que eu estava vivendo.

Change is constant, learning to flow What you've dreamed Colors and contrast making it art Ano passado, e essa história não vai ser novidade para algumas pessoas aqui do Pratando as Minhas Coisas que ouvem mais assiduamente, porque acho que eu já contei essa história, mas ano passado eu tinha sido convidada para participar de uma mesa.

Era um evento de uma empresa que eu gostava muito. Era uma empresa cultural. Não vou dizer que empresa que era, mas era como se fosse... Vamos imaginar que era como se fosse uma revista. E essa revista ia fazer uma mesa cultural. E eles me convidaram pra falar sobre um assunto que tinha a ver com autoconhecimento, que passava também por trabalho, trabalho mesmo, esse de segunda a sexta, e que tinha uma margem muito grande, gente, muito grande.

de ser um assunto espinhoso. Era um assunto que podia ser visto por várias óticas, por vários ângulos e que facilmente poderia... se tornar um conflito. Se todos os convidados ali não pensassem do mesmo jeito poderia gerar um conflito grande.

E aí eu recebi esse convite, falei sim pra essa revista, porque eu gosto muito da revista, gosto muito do trabalho que eles fazem, gosto muito de todo mundo que trabalha lá, e eu disse que sim. E aí esqueci o assunto, coloquei lá no meu Google Agenda, anotei no Planner e esqueci. do assunto. Quando tava chegando uma semana pro evento, eu comecei a ficar ansiosa. E comecei a ficar ansiosa

Porque eu comecei a pensar que pra mim esse assunto só tinha uma perspectiva. Não era sobre isso, mas vou dar um exemplo, tá? É como se o assunto fosse sobre meritocracia. E pra mim, a única perspectiva sobre esse assunto... é de que não existe meritocracia. Não existe meritocracia, porque se existisse meritocracia, pessoas que trabalham muito mais do que eu, ou muito mais do que, sei lá, uma pessoa que ganha...

um bilhão de reais, ela estaria mais rica que o bilionário e ela não está. Isso não quer dizer também que não existe mérito, né? Que a gente não possa... Que a gente não mereça as coisas que a gente trabalha. A gente tá falando de sistema, né? De um sistema e não de um indivíduo. A meritocracia não existe porque o sistema é desigual, então as oportunidades, os obstáculos não vão ser os mesmos para todas as pessoas e isso é sistêmico. Então é como se fosse um assunto assim.

E aí eu comecei a ficar angustiada porque eu fui ver no escopo dos convidados e eu vi que tinha uma pessoa que tinha sido chamada para participar dessa mesa e que certamente eu tinha certeza de que ela pensava diferente de mim. Então eu pensei, com certeza eu vou pra esse evento e com certeza o conflito vai existir a menos que eu concorde com essa pessoa ou a menos que ela concorde comigo. Como eu sei que ela não vai concordar comigo, então...

o conflito vai existir, a menos que eu concorde com ela, né? E aí, conforme os dias foram passando, chegou o dia do evento, e eu lembro, meus amigos de bar, que eu entrei no Uber, e eu fui o trajeto inteiro do Uber, conversando comigo e dizendo...

Natália, você tá indo lá pra ser verdadeira com você. Você tá indo lá pra ser verdadeira com você. Você não tá indo lá pra fazer amigos, você não tá indo lá pra agradar essas pessoas, você não tá indo lá pra... sentar numa mesa de bar com ninguém você tá indo lá pra ser verdadeira e leal com aquilo que você acredita e com a sua visão de mundo e eu fui falando o tempo todo disso porque naquele momento eu precisei me perguntar qual era o meu trabalho naquele lugar.

Saca? E quando eu me perguntei qual era o meu trabalho e eu cheguei à resposta de que meu trabalho era ser verdadeira, eu automaticamente entendi que se o meu trabalho era ser verdadeira, logo, agradar todo mundo a qualquer custo não era o meu trabalho. Se o meu trabalho era ser verdadeira, pacificar um conflito que possivelmente ia acontecer não era o meu trabalho. E aí eu lembro muito de me repetir isso o tempo todo, assim, qual é o meu trabalho? O meu trabalho é...

ser leal ao que eu acredito, meu trabalho é ser leal às minhas perspectivas, meu trabalho é me abrir para aprender, claro, evidentemente que sim, mas meu trabalho é ficar do meu lado nesse assunto porque é o que eu acredito. Isso não quer dizer...

Separando Minha Responsabilidade das Emoções Alheias

anular o outro, não quer dizer convencer o outro, mas isso é o meu trabalho. E eu lembro que foi muito importante pra mim, porque como eu já contei pra vocês, eu tenho um lado inconsciente, não vou dizer inconsciente, porque não é inconsciente. Eu tenho um lado automático, que se me deixar, meu lado mais automático vai querer agradar. Quando eu tô no modo muito automático, é mais fácil eu querer agradar.

do que eu ser verdadeira com aquilo que eu tô acreditando. Imagina que a gente tá num momento ali, num assunto espinhoso, é muito mais automático pra mim falar, ah, não, né, não, isso aí mesmo, né? Tipo assim, e concordar pra não desagradar, do que ser... firme na minha postura, né? E conforme esses convites foram acontecendo e conforme foram surgindo convites em que eu precisava de fato defender

uma posição, não exatamente defender, mas trazer a minha perspectiva, esse foi um trabalho que eu comecei a fazer cada vez mais conscientemente. Essa conversa com essa moça me lembrou muito esse trabalho, que é basicamente o trabalho de se perguntar qual é o meu trabalho aqui.

e qual não é o meu trabalho aqui. E eu acho que boa parte, como eu dizia, boa parte dos sofrimentos que a gente tem, tem a ver ou com o fato da gente não saber qual é o nosso trabalho, ou com o fato da gente não conseguir sustentar...

o nosso trabalho. Acho que tem um exemplo clássico que é quando a gente começa a confundir os sentimentos dos outros com a nossa responsabilidade vou dar um exemplo vamos imaginar e isso de fato aconteceu, a gente não precisa nem imaginar fui pro evento, acho que esse é um bom exemplo fui pro evento, cheguei lá eu e essa pessoa que estava lá, a gente discordou

Do começo ao fim do evento, do começo ao fim a gente discordou. E aí eu lembro de ter terminado o evento e de ter sentido um desconforto muito grande, porque eu não queria que... aquela moça pensasse que a minha discordância dela era uma ofensa pessoal. Não queria também que ela pensasse que a minha discordância dela fosse um ataque pessoal, porque não era nem uma ofensa e nem um ataque. A minha discordância dela não era nada mais, nada menos do que... não era nada além, na verdade.

do que só uma discordância e uma diferença de perspectiva, né? Mas eu lembro que assim que o evento acabou, a postura dela corporal foi um pouco disso, foi um pouco de distanciamento, foi um pouco de rejeição. E aí eu tive que voltar pra casa... fazendo esse trabalho que foi a forma com que ela enxergou a minha postura, a forma com que ela enxergou aquilo que eu falei, a forma com que ela não gostou do que eu disse, a forma com que eu acho que ela se sentiu incomodada com aquilo que eu falei.

Não é problema meu. Agora, quando isso me afeta, vira um problema meu. E aí eu acho que esse é o grande lance, né? Porque às vezes a gente acha que o nosso trabalho é não frustrar o outro, quando na verdade o que é o nosso trabalho é cuidar daquilo que a gente sente quando o outro se frustra com a gente.

Ou cuidar daquilo que a gente sente quando o outro se frustra. Que seria esse o caso. O problema não é ela não gostar do que eu falei. O problema não é ela se frustrar com o que eu disse. O problema não é ela se afastar de mim. O problema é vira meu quando isso me afeta.

Encontrando-se em Caminhos Longos

Eu acho, gente, que isso pode acontecer em muitas situações, né? Eu lembro... que essa coisa da gente se perder em qual é o nosso trabalho, né? Eu lembro que quando eu tava escrevendo o livro, o medo de dar certo, né? O meu livro, fui participar do Bom Dia Óbvios. Tava bem nesse processo de escrita do livro, né? E...

Enfim, aí foi aquela gravação no teatro municipal. Foi eu, a Elisama, a Saralini, a Lela, a Lelinha e a Marcela Ceribelli. E aí eu tava muito angustiada com a escrita do livro, muito, muito angustiada. Eu, em vários momentos do processo de escrita do livro...

Achei que eu me perdi no processo. Achei que entrou mais a jornalista do que a escritora. E nesse momento eu apaguei tudo que a jornalista tinha escrito. Comecei a escrever como escritora. Enfim, me perdi. O que é natural em caminhos longos. A gente se perde mesmo. Mas eu lembro que eu estava muito angustiada.

E naquela angústia de, cara, eu nunca vou terminar esse livro, meu Deus, né? E caminhos longos são isso mesmo, né? Caminhos longos fazem com que você fique no meio do caminho por muito tempo. Quando você pensa em transição de carreira, quando você pensa em... ah, divórcio, quando você pensa

em mudanças, a maior parte do tempo, a gente passa no meio do caminho. Quando a gente tá pensando nesse processo da mudança mesmo, da transição, da escrita, do projeto grande, a maior parte do tempo você passa no meio do caminho, porque quando você toma a decisão,

pensando nessa perspectiva de que você tomou a decisão. Você tomou a decisão, você já não tá mais no mesmo lugar. Aí você fica muito tempo no meio do caminho, tentando fazer a coisa acontecer, depois que ela aconteceu, tentando se acostumar que ela aconteceu, até você conseguir chegar do outro lado.

como essa passagem da ponte mesmo, né? E eu tava muito angustiada nesse meio do caminho, e aí eu encontrei a Lizama, que eu sou muito fã, vocês sabem, no corredor do Teatro Municipal, e eu comecei a falar pra ela, eu falei, Lizama, eu tô... Cara, eu tô muito...

preocupada, porque eu não sei se esse livro vai nascer, eu tô muito angustiada e eu nunca me esqueço que a Elisama falou, não se esqueça que o livro é seu e que você não pode se tirar do seu livro. Não se esqueça que esse livro só pode ser escrito por você. E se você não está nesse livro, tem alguma coisa errada. E aquilo foi o melhor conselho que eu poderia receber. E eu acho que esse conselho tem muito a ver com isso.

Porque eu acho que tem muitas coisas que são o nosso trabalho, né? Que é ser verdadeira com o que a gente sente, pensa e é. ser verdadeira com as emoções e ser verdadeira, assim, pra avaliar como as emoções dos outros nos afetam. Não é problema meu a emoção do outro, mas é o problema meu como a emoção do outro me afeta.

É problema meu a forma com que eu me leio. É problema meu sustentar o que é meu. É trabalho meu o que eu falo. Mas não é trabalho meu convencer as pessoas ficarem. Não é trabalho meu a opinião dos outros sobre mim. Não é trabalho meu a forma com... que as pessoas me leem. Não é trabalho meu, as possíveis distorções do que as pessoas podem fazer do que eu falo ou faço, né? Mas eu acho que é isso, assim, eu acho que quando... Eu acho que isso adonou minhas coisas no fim, gente.

Quando a gente consegue dar nome às coisas, quando a gente consegue dizer qual é o meu trabalho nessa vida, saca? O que é o meu trabalho aqui? O que eu tô fazendo aqui? Qual é o meu trabalho aqui nessa galera? Qual é o meu trabalho nessa relação?

Qual é o meu trabalho nesse emprego? Qual é o meu trabalho nessa estrada, nessa fase da vida, nesse momento? Qual é o meu trabalho? Acho que quando a gente pensa qual é o nosso trabalho, acho que a gente também percebe, acho que isso dialoga com o conselho da Elisama, que a gente não vai... ter outra pessoa pra se levar nos lugares, não vai ter outra pessoa pra gente levar nos lugares que não a gente não vai ter outra pessoa pra gente levar nas relações que não a gente

Não vai ter outra pessoa pra gente levar no trabalho que não a gente. Não vai ter outra pessoa pra gente levar no evento que não a gente. Não vai ter outra pessoa pra gente levar pra fazer o projeto, o sonho que não a gente.

Autoestima: Clareza Interna vs. Julgamento Externo

E aí, se não tem outra pessoa pra gente levar que não há gente, é muito importante que a gente saiba qual é o nosso trabalho, até pra que a gente consiga separar o que é nosso e o que é do outro. E eu comecei falando no episódio que eu achava que esse episódio era sobre autoestima e autoconfiança.

Porque eu sempre digo, assim, que eu acho que a parte mais superficial do que é autoestima é você se olhar no espelho e se achar gata ou gato, sabe? Eu acho isso muito... Eu acho isso importante. Eu acho que isso mexe, sim, com a nossa autoestima. Não dá pra falar que isso não é importante, porque... é a nossa autoimagem, a forma com que a gente vê a nossa imagem é importante sim, mas eu acho que é uma parte superficial, porque no fundo, na profundeza...

O que importa mesmo é a gente saber qual é o nosso trabalho. Porque quando a gente sabe o que é o nosso trabalho, eu acho que é mais fácil não se distrair. com o olhar do outro, com o julgamento do outro, com o pensamento do outro sobre a gente, com a avaliação do outro, com aquilo que o outro pode apontar sobre a gente, sabe?

É isso, assim, nesse exemplo que eu dei. Quando eu sei que meu trabalho é sentar na cadeira e dar a minha opinião, quando eu sei que esse é o meu trabalho, eu sei que não é o meu trabalho que as pessoas vão pensar de mim. Eu sei que não é o meu trabalho controlar o que as pessoas vão pensar de mim. Então eu acho que quando a gente consegue separar, fica mais fácil. It should change Eu acho que a gente passa muito tempo da vida vivendo e sem se perguntar mesmo, né? Sem refletir sobre isso, sem...

Sem entender mesmo. E uma coisa que eu acho muito importante. Quando a gente está falando sobre isso. Sobre o que é o nosso trabalho. Eu falei da coisa do livro. E falei também dos caminhos longos. E eu acho muito natural gente. Que quando a gente.

tá muito tempo num caminho, num mesmo caminho, eu acho que o exemplo, o Pra Dando Minhas Coisas pra mim é esse exemplo, assim, por várias vezes eu tive que sentar e me lembrar qual era o meu trabalho com o Pra Dando Minhas Coisas, né? O que eu tô fazendo com o Pra Dando Minhas Coisas? O que eu quero fazer com o Pra Dando Minhas coisas e eu acho que isso é muito importante porque é muito é muito tentador e é muito comum que quando a gente tá fazendo um caminho independentemente de qual seja

que cheguem sugestões pra gente, né? Então as pessoas vão te sugerir coisas. Então você, por exemplo, sei lá, você tem um pequeno negócio em que você faz bordados. E aí sempre tem alguém que diz pra você... Nossa, cara, mas você podia aumentar o seu trabalho com bordados. Você podia fazer uma coisa muito maior com bordados. Ou você tem, ou você desenha muito bem. E aí sempre alguém vem e fala assim, mas por que você não faz uma exposição com seus desenhos?

e aí chegam sugestões o tempo todo de todos os lados sobre o que você deveria estar fazendo ou sobre o que você está perdendo em não fazer isso e a gente só consegue ficar em paz com aquilo que a gente sente com aquilo que a gente está vivendo quando a gente tem a clareza do nosso trabalho. Quando a gente sabe o que a gente quer com aquilo.

Tava falando que o Predor nas minhas coisas pra mim teve muito nesse lugar por várias vezes e em vários momentos eu pensei, eu tive que me perguntar na realidade, né? Mas por que eu comecei a fazer isso? E o motivo pelo qual eu comecei a fazer isso ainda é o mesmo hoje? Eu preciso atualizar os motivos pelos quais eu fazendo isso. E eu acho que quando a gente se pergunta qual é o nosso trabalho e qual não é, eu acho que um

é mais fácil perceber se a gente se perdeu, né? Se a gente tá emaranhado em coisas que não são o nosso trabalho. E dois, é mais fácil também da gente ir atualizando pra gente os significados das coisas que a gente tá fazendo. É mais fácil se perder, é mais fácil se perder.

O Sonho Vem Antes: Superando o Julgamento

é mais fácil perceber quando a gente se perdeu. Quando a Elisame me falou isso, eu falei, é mesmo, né? E uma coisa que quem lê o livro sabe, uma das coisas que... que me fez muito me perder no processo de escrita do livro, foi, ainda escrevendo, pensar o que as pessoas pensariam. Era muito comum. Às vezes eu sentava para escrever e quando eu via eu estava lavando a louça. E aí eu sentava para escrever e quando eu via eu estava arrumando o armário. Porque a minha cabeça o tempo todo...

Era pensando no que os outros iam pensar sobre aquilo que eu tava escrevendo. Até eu perceber que não tinha outros, né? O tempo todo era eu que tava falando tudo aquilo. Mas... Foi voltar pra esse combinado comigo, assim. Lembro também uma vez que eu...

É isso, né? Eu já tinha publicado ali. Acho que ele já tinha ido pra editora, uma coisa assim. E eu tava saindo de casa, assim. E eu tava indo... Não sei se eu tava indo pro lançamento. Eu sei que eu tava indo viver uma coisa muito marcante pra mim em relação ao livro. E aí eu lembro da cena, gente. Eu tava na garagem de casa, tava dentro do carro, tava ali esperando pra dar partida, né? Aquele momento que você arruma o cinto e tal.

Arruma o banco, vê o espelho, checa se tem gasolina. E quando eu virei a chave do carro, eu falei em voz alta para mim. Natália, não se esqueça que o sonho estava antes. Não se esqueça que o sonho estava antes. O que era um outro jeito de dizer, não se esqueça que o seu trabalho aqui era realizar o seu sonho. E qual era o seu sonho? Era escrever o livro. O que vai acontecer a partir disso não estava no escopo do seu trabalho. Não foi uma coisa que você desenhou.

E eu acho que é isso, gente. Acho que talvez esse episódio seja um encorajamento e um convite pra que a gente olhe pra cada coisa que a gente faz na vida, sabe? Ao longo da vida. E a gente se pergunte qual é o meu trabalho aqui. Qual é o meu trabalho nessa relação? Qual é o meu trabalho nesse primeiro encontro? Qual é o meu trabalho nesse grupo? Qual é o meu trabalho nessa aula? Qual é o meu trabalho? Qual é?

Será que eu tô emaranhado ou engajado com coisas que não são o meu trabalho? Qual de fato é esse meu trabalho? E diante das emoções, né? Se perguntar, tá, mas assim, por que que isso me pega assim, né? Esse era de fato o meu trabalho? Apaziguar, pacificar? remediar? Esse era de fato o meu trabalho? Ou o meu trabalho é cuidar do que eu sinto? Ou o meu trabalho é cuidar dessa vontade incontrolável de agradar as pessoas mesmo quando eu sei que não é possível agradá-las? Por que que eu tô...

Me sentindo responsável por pacificar essa situação que nem diz respeito a mim. Por que eu estou me sentindo responsável por fazer essa coisa, sendo que ela nem é minha responsabilidade? Qual é o nosso trabalho? Eu acho que esse é o... uma pergunta que vale muitos processos de escrita terapêutica. Recomendo muito que você faça isso. Inclusive, é uma partilha. Eu faço muito ver se faz sentido para você quando eu estou perdida.

Eu antes escrevia com outras palavras, né? Mas é isso, acho que vale a pena se perguntar qual é o meu trabalho aqui, né? Diante do convite, diante da mudança, diante da transição. É isso, às vezes você tá indo mudar, né? Você tá fazendo uma mudança e você tá engajado, todo enrolado, todo emaranhado, pensando no que as outras pessoas vão pensar, mas qual é o seu trabalho? Seu trabalho não é cuidar das suas emoções enquanto você muda?

da sua mudança, das coisas que você tem que encaixotar, das emoções difíceis que estão te atravessando, qual é o seu trabalho? E se tem trabalhos demais aí que não dizem respeito a você, como é que a gente consegue, né, ir se livrando disso?

Conclusão e Detalhes do Lançamento

What if happy can be built? isso, gente. Espero que tenha feito sentido pra você. Espero que tenha te feito uma boa companhia. Se você gostou, se fez sentido pra você e você puder, quiser conseguir compartilhar nas suas redes sociais, eu vou ficar muito feliz. Tô gravando esse episódio no passado, na sexta-feira, mas como esse episódio entra na quarta, então, com certeza, no meu Instagram e no Instagram do Pra Dando as Coisas, já devem ter as regras pra sessão de autógrafos e pra...

Pro bate-papo do lançamento do meu livro Medo de Dar Certo em Campinas no dia 24 de maio na Livraria Leitura no Shopping Dom Pedro. Eu rodei um formes perguntando pra vocês qual era o formato de vocês preferidos se por senha ou se por ordem de chegada a maioria votou por senha, então vocês venceram, vai ser por senha e aí na segunda-feira, ou seja três dias antes de publicar o episódio eu já vou compartilhar essas informações nas minhas redes, então se você mora em Campinas, região

tá se programando pra ir pro lançamento, dá uma olhadinha pra você saber. E me conta lá no post que você vai, que eu vou ficar muito feliz de saber que você vai. É isso, gente. Relembrando que os links todos que eu mencionei aqui estão na descrição. E a gente se encontra na semana que vem. Um beijo nessa cara linda e até mais. All the unknown, love man's throne May look different from what you've dreamed Making it art Which way you go?

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