Para mudar o mundo, eles mantêm-se na sombra. Um programa da SIC Notícias com João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira e coordenação de Carlos Vaz Marques
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Montenegro quer manter-se neutro para a segunda volta das presidenciais. Embora, no primeiro discurso público que fez depois da primeira volta, tivesse usado o adjectivo “seguro” por seis vezes. Terá sido uma forma insólita de contrapor seis seguros aos três salazares de Ventura? À parte essa contabilidade e os temas de campanha que vão dominar as próximas duas semanas, há ainda muito para analisar: a hecatombe de Marques Mendes, o facto de Cotrim ter ficado mais longe da segunda volta do que as...
Esta semana, na estante, temos “A Mais Rara Conjunção", de Luísa Cardoso; “O Tribunal dos Poderosos”, de António José Vilela; a reedição de “Abandono Vigiado”, de Alexandre O’Neill; e “Corografia Sentimental”, um dicionário toponímico e geográfico da obra de Camilo Castelo Branco. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Gafes, momentos históricos e outros inusitados para celebrar os 25 anos da SIC Notícias, com o Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares, Ricardo Araújo Pereira e Pedro Mexia, gravado em podcast e ao vivo no Edifício Francisco Pinto Balsemão. Os habituais protagonistas, desta vez ministros sem pasta, fazem uma viagem no tempo pelos 25 anos da SIC Notícias. Vamos ao baú da memória – em busca não só dos grandes momentos e dos grandes prot...
As sondagens foram as grandes protagonistas da campanha eleitoral. Mais do que candidatos ou programas políticos. Os eleitores vão escolher no domingo a sondagem a que darão razão. E dessa escolha sairá o par para a grande final de Fevereiro. Depois de um longo período de debates, arruadas e picardias é tempo de decisões. Indiferente, o mundo continua em convulsão. Os iranianos decidiram que chegou o momento de fazer frente ao regime teocrático. A repressão brutal dos mullahs não se fez esperar,...
Na estante, esta semana, temos “A Máquina de Fazer Ganhar as Direitas”, de Yves Citton, “Bonecos para o Povo”, de Pedro Piedade Marques, “O Divórcio das Nações”, de João Vale de Almeida e “Riso, Troça e Aplauso”, de Maria Virgílio Cambraia Lopes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maduro caiu, mas a ditadura venezuelana mantém-se. Aliás, a repressão policial aumentou. Trump anunciou a nova era do petróleo, não a da liberdade. Voltámos à diplomacia da canhoneira. Enquanto isso, a chamada “tracking poll” diária está a dominar as percepções eleitorais na corrida presidencial. Com Marques Mendes em queda, o último debate televisivo reavivou o conflito que o opõe a Gouveia e Melo; um confronto a que não faltaram acusações de “ordinarice”. A roubar protagonismo à campanha eleit...
Esta semana, na estante, temos “Últimos e Primeiros Homens”, de Olaf Stapledon; “Uma Aldeia no Terceiro Reich”, de Júlia Boyd; “Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen”, de Sigmund Freud; e “A Mitologia Grega de A a Z”, de Luc Ferry. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Entramos em 2026 a olhar o que aí vem, mas também o que está na ordem do dia. O ano vai ser em grande medida condicionado pela escolha de 18 de Janeiro. A campanha eleitoral para as presidenciais começa oficialmente este domingo e nas próximas duas semanas é de prever um clima crescente de alta tensão política. Quanto ao resto do ano, todos temos vatícinios, todos formulamos desejos, todos pedimos o melhor - embora, evidentemente, “o melhor” não signifique o mesmo para todos. See omnystudio.com/...
Guilherme Geirinhas conversa com Henrique Gouveia e Melo no primeiro episódio da quinta temporada de Bom Partido, uma minissérie de sete conversas com os candidatos à Presidência da República. Não perca, ‘Bom Partido’ no canal do You Tube de Guilherme Geirinhas e também no formato podcast nos sites da SIC, SIC Notícias e do Expresso. See omnystudio.com/listener for privacy information....
Quem terá saudades de 2025? Elegemos, na última emissão do ano, o melhor, o pior e o nem por isso. Trump, o sintomático, dominou o mundo e deu gás aos neo-iliberalismos. Luís Montenegro, num inédito número de equilibrismo político, foi a figueira nacional do ano, agora que o sistema se tornou triangular. O Papa Francisco morreu e subiu ao trono de São Pedro Leão XIV. A chamada diplomacia pela força conseguiu gerar uma ténue esperança no Médio Oriente, calando as armas depois da destruição de Gaz...
A lei da nacionalidade, proposta pelo governo, faleceu. O executivo de Montenegro averbou a derrota, mas com uma incomodidade moderada. Quem se manifestou de um modo mais ruidoso, paradoxalmente, foi o principal partido da oposição. No partido de Ventura, a decisão do Tribunal Constitucional foi considerada uma “traição a Portugal”. Na mesma semana em que se viu derrotado pelo Constitucional, Montenegro recebeu a famigerada prenda de Natal, anunciada pelo PGR. O caso Spinumviva foi arquivado. O ...
Houve greve geral. Inexpressiva, diz o governo. Apesar dos serviços encerrados e da união, inédita em mais de uma década, das duas centrais sindicais. Um protesto a coincidir com a distinção da revista The Economist, que considerou Portugal “a economia do ano”. Quem foi que disse que o país está melhor, as pessoas é que não? Na pré-campanha presidencial, dois debates picados agitaram as águas. Mendes atropelou Cotrim e Seguro afundou o almirante. Mas ainda falta mais de um mês para o tira-teimas...
Na estante desta semana, temos o cruel Conde de Lautréamont e um capítulo autónomos dos “Cantos de Maldoror”: “Mervyn”; há “Uma Ode à Tipografia”, de Pablo Neruda, em composições gráficas originais; lemos a poesia completa de Kaváfis no volume “Aquele Belo Rapaz”; e regozijamo-nos com a tradução portuguesa de uma clássico do humor: “Simplississimus”, de Hans Jakob Grimmelsshausen. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O teor de conversas privadas de António Costa, enquanto era primeiro-ministro, veio esta semana a público. O Ministério Público acha que o que há a fazer não é apurar a origem da mensagem, mas processar o mensageiro. Ao mesmo tempo, os elementos das forças de segurança acusados de escravizar imigrantes no Alentejo saíram em liberdade por uma minudência processual. E o líder da força política que mais tem atacado os imigrantes, reivindicando para si o papel de defensor da ordem e das polícias, só...
Esta semana, na estante, temos “Ó-Yone e Ko-Haru”, de Wenceslau de Moraes, o mais recente título do catálogo de uma editora exclusivamente dedicada a temas orientais: a Livros de Bordo; temos “Corpo de Cristo”, de Bea Lema, BD desenhada e bordada; há também “Uma biografia” de Jane Austen, da autoria de Claire Tomalin; e os segredos dos algoritmos e suas consequências em “Algoritmocracia”, de Adolfo Mesquita Nunes. See omnystudio.com/listener for privacy information....
Na estante desta semana, temos o relato autobiográfico “A Analfabeta”, da húngara Agota Kristof; um ensaio sobre a nossa necessidade de histórias: “Storytelling - Como as histórias nos tornam humanos”, de Jonathan Gottschall; uma introdução ao cristianismo para leitores japoneses em “Uma Vida de Jesus”, de Shusaku Endo; e ainda “Gambitos da Imaginação - O Xadrez como Ferramenta para Pensar”, de Diniz Cayolla Ribeiro. See omnystudio.com/listener for privacy information....
Os comentadores abordam a semana política portuguesa, desde a aprovação do orçamento até às peculiaridades dos debates presidenciais, com foco na postura de Gouveia e Melo e André Ventura. Discutem também a "guerra das flores" nas celebrações do 25 de Novembro, a controversa nomeação do juiz Carlos Alexandre e os desenvolvimentos sobre o plano de paz para a Ucrânia. O episódio termina com a partilha de quatro sugestões de livros que convidam à reflexão sobre a linguagem, a narrativa e a cultura.
Vai ser uma maratona. Vinte e oito debates até ao Natal. O primeiro demonstrou que em certos momentos o papel mais difícil será o do moderador. A juntar à enxurrada de debates prevê-se uma chuva de sondagens. As duas destas semana colocam em primeiro lugar o mesmo protagonista, mas têm resultados com diferenças suficientemente significativas para alimentarem horas de especulação. Também se especulou muito, nos últimos dias, à volta da ida de Cristiano Ronaldo à Casa Branca integrado numa comitiv...
A discussão começa com o anúncio entusiástico de Portugal como futuro líder mundial em inteligência artificial e a instalação de giga-fábricas em Sines, gerando ceticismo sobre a viabilidade de tais promessas. Em seguida, aborda-se o polémico julgamento de José Sócrates, marcado por contínuas manobras dilatórias e críticas ao sistema judicial. O programa também reflete sobre os 50 anos da independência de Angola, os seus desafios e o legado colonial, além de analisar o impacto das novas propostas de reformas laborais e a convocação de uma greve geral. Por fim, são discutidas as falhas comunicacionais no processo "Operação Influencer" e a importância da objetividade no jornalismo, culminando com as recomendações literárias da semana.
Esta semana, temos na estante o ensaio “Imaginação: Cores, Deuses, Viagens e Amores”, de Francisco Louçã; o terceiro volume da “Conta-Corrente”, de Vergílio Ferreira; contos de Clarice Lispector em “A Legião Estrangeira”; e a reedição (aumentada) de “O Silêncio dos Poetas”, de Alberto Pimenta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os anfitriões debatem a estratégia de victimização de André Ventura após um abandono de estúdio e os atrasos "kafkianos" no julgamento de José Sócrates, incluindo a saída do seu advogado. Analisam a vitória de Zoran Mamdani em Nova Iorque como um sinal de esperança e o regresso a temas materiais na política, contrastando com o trumpismo. Discutem também a gestão da crise no SNS e as declarações da Ministra da Saúde, bem como os desafios legais e retóricos do Chega.
Esta semana, na estante, temos, em verso, um dos primeiros livros de Umberto Eco: “Filósofos em Liberdade”; “Histórias da PIDE”, de José Pedro Castanheira; a reedição de um clássico da antropologia portuguesa: “Ricos e Pobres no Alentejo (Uma sociedade rural portuguesa)”, de José Cutileiro; e a reunião dos cadernos ilustrados do Nobel da literatura Orhan Pamuk em “Memória de Montanhas Distantes”. See omnystudio.com/listener for privacy information....
O programa debate as repetidas intervenções de André Ventura com a rábula dos "três Salazares" e os cartazes sobre imigração, analisando a sua estratégia mediática e a dificuldade de a combater. Aborda também a recusa de António Seguro em ser categorizado ideologicamente e a discussão sobre os "não-cortes" no Serviço Nacional de Saúde. O orçamento de 2026 é classificado como "fantasioso", e o episódio termina com a reflexão sobre a paz em Gaza e várias recomendações culturais.
Esta semana, temos na estante “Volúpia. A nona arte: a gastronomia”, de Alberto Forjaz Sampaio; as fotografias de Daniel Blufuks, em “Tentativa de Esgotamento (depois do adeus); o primeiro documento oficial do Papa Leão, com o título “Dilexi Te”; e o romance de estreia de um nosso velho conhecido, WoodyAllen, com o título “que se passa com o Baum?” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foi uma semana fantasma. O parlamento legislou sobre uma questão inexistente: quantas burqas, burkas ou burcas viram, caros ouvintes, caros espectadores, na última semana? No último mês, vá? Outro exemplo fantasma: que segurança pode esperar-se de um cabo sem certificação para transporte de passageiros que estica quatro metros? Será um cabo de plasticina? E ainda: que papel fantasma terá sido o do intelectual que descobriu, ao fim de cinco anos, estar num partido dirigido por um “predador narcís...
Na edição especial dedicada a Francisco Pinto Balsemão, Ricardo Araújo Pereira recorda o fundador da SIC e do Expresso como um verdadeiro democrata e defensor intransigente da liberdade. O humorista sublinha que, em cerca de duas décadas de colaboração com o grupo, nunca sentiu qualquer tipo de censura ou interferência, e elogia o facto de Balsemão proteger os criadores para que trabalhassem sem constrangimentos. Destaca ainda o seu espírito jornalístico e curiosidade intelectual, que o levaram ...
Durante a gravação deste episódio, registaram-se alguns problemas de rede que afectaram o áudio. Foi como em todas as eleições: houve vencedores vencedores, vencedores vencidos e os outros de que não reza a história. Montenegro deu mais uma vitória eleitoral ao PSD, nalguns casos com a habilidade de cooptar gente de outras proveniências: até uma antiga autarca comunista. De tal modo que os dois nomes de que se fala para a presidência da Associação Nacional de Municípios, no rescaldo das autárqui...
Neste episódio literário, mergulhamos no universo do cineasta David Lynch através de uma coleção de entrevistas raras. Em seguida, revisitamos a história do Império Colonial Português sob a perspetiva inovadora das petições dos marginalizados, revelando sua agência. Por fim, o programa aborda as provocações de Slavoj Zizek sobre os perigos do progresso e as íntimas reflexões de Annie Ernaux sobre o ato de escrever.
Trump não ganhou o Nobel da Paz, mas promoveu uma janela de esperança. A tragédia em Gaza ainda não acabou e a clivagem do momento é entre os optimistas e os cépticos. Na actualidade política portuguesa, o caso Spinumviva foi ressuscitado a três dias de eleições. Montenegro diz-se simultaneamente “tranquilo” e “revoltado”. Como no domingo vamos a votos, reflitamos. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, na estante, um novo livro do poeta António Manuel Pires Cabral: “A Partilha do Lume”; o ensaio “O Canto das Sirenes”, de Chris Hayes; a novela “O Lavagante”, de José Cardoso Pires, agora adaptada ao cinema; e o novo romance de Ian McEwan: “O Que Podemos Saber”. See omnystudio.com/listener for privacy information.