¶ Intro / Opening
Esta semana, Ricardo Arous Pereira confessa-se mal informado, João Miguel Tavares considera-se autorizado e Pedro Mexia declara-se ilegal. Está reunido o programa cujo nome estamos legalmente impedidos de dizer. Otimistas em relação. Субтитры сделал DimaTorzok Um Toyota é uma árvore que já plantou mais de 200 mil árvores em florestas portuguesas. que apoia instituições de solidariedade. mantenha em movimento para chegarmos onde queremos.
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¶ A Estratégia de Queixa de André Ventura
Ora, viva. Sejam bem-vindos no final de uma semana em que a Ministra da Saúde esteve na Berlinda, em que houve mais de novo. İzlediğiniz için teşekkür ederim. se tornou Mayor de Nova Iorque. Tudo isto, assunto de que falaremos mais adiante, depois do Ricardo Araújo Pereira assumir a pasta de Ministro das Queixinhas e de que se queixa o queixoso, Ricardo Araújo Pereira. Oh, Carlos, o queixoso queixa-se.
Do sistema, do sistema, essa é a entidade abstrata que o convida sistematicamente para conversar. É André Ventura, que foi entrevistado na CNN e que no último minuto da entrevista se sentiu ofendido por uma pergunta e abandonou o estúdio. É isso que quero falar. É isso, portanto, o Ventura. quer dizer, eu acho que ela... Há duas horas que já não dava uma entrevista, foi dar essa nas vésperas, dar outra ao Vitor Gonçalves e dir às tardes da Júlia também.
E, portanto, o sistema está sempre a prejudicá-lo porque o convida sistematicamente para o atacar. O exemplo é esse, é a CNN, esta é agora, é a narrativa esta. A CNN montou-lhe uma cilada. Como indo buscar o Woodward e o Bernstein aos Estados Unidos foram à Inglaterra chamar o Jeremy Paxman também não. Foi com o Chicão. O Chicão e o Pedro Costa. Essas duas bazucas. E o presidente do CDS. É um formato onde tem. Passado vários chama-se verdade ou consequência, indicando imediatamente.
Que é uma espécie, tem uma dimensão de jogo, aquelas perguntas finais, vai ao Veta, não sei o quê, mas é, reparem, eles puseram o presidente do CDS que conseguiu arranjar a maneira do partido de não entrar no Parlamento. E o presidente de uma junta de freguesia. Portanto, não admira junta de freguesia de Campo Dori. Ex-presidente. Exato. E como é que eles fizeram isso? Foi de surpresa? Não, ele sabia perfeitamente que eles iam lá estar. Aliás, ele anunciou: vou enfrentar estes tipos.
Eles já faziam parte de um programa documentário com aquele mesmo jornalista, aquilo é um formato conhecido, foi anunciado que eles iam alistar. Em que é que consistiu o Vil Ataque? Que ele sofreu na CNN fizeram insinua sobre a vida privada dele. Acusaram-me de crimes que ele não cometeu. Não. Perguntaram-lhe assim. Uma pergunta que era gira para si era porque é que berra tanto. Isso foi a última pergunta. Estava mesmo a terminar o programa.
Sequer se tinha sempre disse que queria ser primeiro-ministro. Porquê é que agora se candidata à Presidente da República? Vejam bem como é vil esta pergunta. É preciso referir o seguinte: nas tardes da Júlia, notem, nas tardes da Júlia, O Ventura queixou-se. Aqui as perguntas da Júlia. Para o Almirante eram mais fáceis do que aquele lhe estava a fazer. Ele está, portanto, ele em todo lado está a falar com estes inimigos do povo.
que o estão a prejudicar, e ele diz sempre, voltou a dizer na Júlia, que isto está tudo dominado pela extrema esquerda. Portanto, a esquerda tem menos de um terço no Parlamento, mas, pelo jeito, o MRPP deve andar aí em grande, a dominar tudo, e se o Ventura não consegue movimentar-se à vontade. Num país que tem menos de um terço de esquerda no Parlamento, porque a extrema esquerda domina tudo, isto só pode ser incompetência. Viu o que André Ventura escreveu a seu respeito nas redes sociais?
Parece que ficou zangado por não levar àquele seu outro programa. Porque isto é uma coisa curiosa que o sistema faz. O sistema quer prejudicá-lo como convidando-o constantemente para prejudicar. Ou então, não o convidando de todo, para o prejudicar. Não há nenhuma hipótese. O sistema alejo de toda a maneira efetivo. Ele, uma vez, o Ventura.
Foi a uma rubrica que a Joana Marques e as suas colegas da Renascença têm chamada Desculpa, mas vais ter que perguntar, que é uma rubrica de perguntas difíceis e humorísticas, provocações humorísticas. O Ventura foi surpreendentemente mau nesse formato. Teve quase o tempo todo de braços cruzados. Nunca as pessoas, enfim, não é segredo que as pessoas com uma inclinação autoritária não tenham. Grande sentido de humor. Mas na semana passada eu falei aqui sobre a resposta, uma resposta.
Uma espécie de antídoto contra esta escandaleira permanente do Chega, e as pessoas disseram: não, mas os humoristas celebremente não conseguem. Eu nunca falei de humoristas, se há pessoa que tem andado a dizer ao longo do tempo. Que Donald Trump resistiu a todas as piadas sobre ele todas as noites, sou eu. O que eu disse foi: os seus adversários políticos, as pessoas que têm a obrigação de o confrontar politicamente, não é o caso dos jornalistas, desculpem, dos humoristas.
Essas sim, se adotarem um tom Que é mais sarcástico do que de horror de agarrar o colar de pérolas e dizer: Meu Deus, o que ele disse? Isto não se faz. Se adotarem, por isso é que eu falei no Gonçalo Capitão, que não é um humorista, é um parlamentar, é um processo dele, e as altinimorais. O Andrezinho, o Andrezinho Andrezito. Se adotarem esse tom, foi o que eu disse.
Parece mais produtivo do que se se deixarem horrorizar por ele, que é o que ele pretende. Vê algum paralismo, João Miguel Tavares, entre esta situação do abandono do estúdio por parte de André Ventura e idêntico caso de Prata Rock que falámos aqui na semana passada por também ter abandonado um estúdio de televisão durante um debate ofendido.
Há um paralismo óbvio que é são dois abandonos de estúdio e os dois e os dois são bastante parvos. Não são isto não é abandono de estúdio. Ele recebi um SMS a dizer o Aventura abandonou o estúdio, o Aventura. Saiu mesmo antes do fim, isso tem um nome e não é um abandono, não é? Ou seja, ele esteve até ao fim, mesmo mesmo no fim, quando ele sentiu que estava a acabar, saiu. Portanto, por um lado teve tempo de antena.
Isto é um método anticoncepcional, atenção, não é um gesto político. Achas que foi um debate interruptos? Foi um debate interruptos. Eu ia dizer de qualquer forma, enfim, há esse paralelismo de alguém que. Eu percebo o que o Pedro está a dizer e concordo com ele, mas ao paralismo que os dois tiraram o microfone da lapela, puseram-o em cima e foram-se embora antes do tempo chegar ao fim.
¶ Abandono Estratégico de Ventura e Reação
Há duas coisas que eu queria dizer sobre isto. Uma é, isto eu acho que é tonto. É tonto. Até eu acho que o próprio Chega, que tem aquela fama de nós aguentamos tudo. Portanto, dá aquela ideia de André Ventura, tanto é o Ventura Fortalhaço que aguenta tudo, como é realmente o Ventura da Coelhinha Acácia, da Azia. E essa pergunta faz-me Dodói. As duas coisas não parecem bater bem uma com a outra. Era refluxo, ou refluxofágico.
Eu penso, de qualquer forma, nós já dissemos isso aqui: que anda aventura, há coisa de um ano, um ano é para cá. Está a querer-me também ele trazer para Portugal a história do legacy media que pegou brutalmente nos Estados Unidos da América, ou seja, esta ideia de que existe uma espécie de comunicação social mainstream que constantemente o prejudica. Infelizmente existem as redes sociais para falar diretamente com o povo. Essa ideia está claramente a que pegue.
Porque a atitude do Ventura, no início da sua carreira, não chega, não era nada assim, era alguém que tinha um fair play. Incrível nas entrevistas, ouvia tudo e nunca perdia a paciência, e isso tem vindo claramente a mudar, e não mudou porque ele agora está mais sensível. É claramente estratégico. Há um outro lado que eu também sou crítico, já o disse aqui muitas vezes, que é eu acho aquele formato mau, aquela maneira de abordar Oventura.
Não faz nada a não ser beneficial, chega. E isso é um erro, muitas vezes, constante em programas. Mas que maneira. Há, se þú tivés viste a entrevista, o, pásá, se a pessoa do Pedro Costa e o Chicão estar a entrevistar a André Ventura, mas, cada
O programa pré-existia. Ou seja, era como se nós convidássemos um. Coisa que já tem acontecido. Exatamente. Sim, mas eles vão mesmo fazer. Um político qualquer para vir cá ao programa. Portanto, eles têm um programa, um formato estabelecido e estabilizado.
E agora decidiram-me convidar candidatos presidenciais. Não é esse o ponto. Aliás, nós somos uma boa comparação. É tu comparares o que é que nós fazemos com os convidados quando os temos aqui ou aquilo que eles fizeram. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, não é? Not the zero. Até porque tu trazes aqui pessoas com as quais não concordas nada, mas existe sempre uma.
Uma espécie de conversa que as pessoas cegam a mão de novo. Não temos um ponto de vista adversarial em relação às convidadas. Exatamente. Mas a questão do ponto de vista adversarial ali é muito importante. Cada vez que Pedra Costa e Que Chicão pegavam na palavra. Eles estão durante, sei lá, dois minutos a fazer um discurso para mais uma vez fazerem a sinalização da sua própria virtude.
Ao final do qual colocam um ponto de interrogação. Mas aquilo basicamente não é nada. Não é nada para nenhum dos lados. O Ventura que eu conheço. Quando o filho de António Costa lhe perguntou, lhe disse: Aliás, lhe disse descontraídamente e sem. não me pareceu que tivesse a mínima intenção de.
Até porque a pergunta não é, não se pode considerar uma bandarilha no lombo, não é? Porquê é que a sua falta tão alto? Portanto, quando o filho do António Costa diz: Olha, a minha pergunta favorita destas que o público fez foi porque é que berra tanto. O Ventura que eu conheço.
não diz, ai meu Deus, eu agora, para mim chega, eu com isto não continuo, vou-me embora. O Ventura que eu conheço teria dito, sabe porque é que eu berro tanto? É porque o estado em que o seu pai deixou este país para as pessoas aos berros.
E eles estão lá fora a gritar, e como você não ouve, eu venho aqui dentro, venho aqui, pessoal a voz dela. Era isso, isso era ouvindo. Não, mas eu concordo com isso, mas o que tu estás a dizer é que achas que aquilo não foi teatral? Achas mesmo que ele foi atingido por favor? Há duas hipóteses, há várias hipóteses.
Uma é ele estar cansado, porque realmente há uma coisa, a única coisa que o Ventura não faz é trabalhar. Ele, de resto, está em todo o lado, em todos os programas, todos os dias, a toda hora, nas redes sociais, etc. Isso deve cansar, deve cansar, dá-se para falar, sempre bem. A segunda hipótese... Eu trabalho imenso no fact-checking.
Como parece ser o caso de Filipe Mel e ele cria um incidente antes que é para depois dizer: ah, isto são lá, olha a vingança deles, cá estão a estás a perceber, é a meter a cabeça, não é? Meter a cabeça na boca do leão, que é para depois dizer: Olha, o leão mordeu-me o nariz. Claro, fui lá pôr a cabeça, claro, o leão ficou zangado. Ventura tem razões de queixa da comunicação social, objetivamente, depois mexer.
Quer dizer, aventura tem razão, esquece, no sentido de que, evidentemente, um partido daquela área política, seja ela qual for, à partida não usaria de popularidade na imprensa tradicional. Mas se ele experimentasse, Uma coisa tipo um ritual que era. Um mês sem propostas demagógicas, mentiras factuais ou provocações gratuitas, se calhar os mídias poupavam-no nessa semana. Ou seja, quando ele inventa coisas.
Não é possível, eu acho que a minha naquela velha discussão de como é que se reage ou chega é o inventar coisas porque Aquelas coisas demagógicas não vale a pena, além de demagogia, todos os partidos são demagógicos num certo sentido ou outro, mas ele tem dito coisas que são.
absurdas, grotescas factualmente, e essas coisas as pessoas devem estar em cima dela. Portanto, 50 polígrafos florescham com as declarações de Ventura. Agora é evidente que nenhum partido de direita radical, ou como queremos chamar, tem boa imprensa. Na maioria dos países europeus. Entregamos ao Ricardo Ourojo Pereira a pasta de ministro das Caixinhas. O João Miguel Tavares quer ser desta vez ministro da Dignidade Profissional, para defender, certo?
¶ O Caso José Sócrates e Ações Processuais
Eu defendo sempre a dignidade profissional, já que ela não existe neste momento. A dignidade profissional foi invocada esta semana pelo advogado Pedro de Lilo para deixar de ser o representante legal do José Sócrates. Viu a ser posta em causa, João Miguel Tavar? Profissional, eu acho que é pouca, é posta em causa, mas não pelas razões que Pedro de Lilo apresenta. Pedro de Lilo destruiu a sua própria dignidade profissional. Eu acho que ele já não tinha muita, aliás, é por isso.
que ele foi escolhido. Como advogado de Zé Sócrates neste caso. É porque eu entendo que ele, como advogado, faz coisas que um advogado dito respeitável da nossa praça não se permitiria fazer, porque tem outros clientes, nomeadamente o caso que aqui mostrará. Não só, enfim, tu tens recursos para tudo e mais alguma coisa, não é? Constantemente estás a recusar juízes. Este caso é um caso que me impressiona muito, há um lado que nós podemos aplaudir pelo lado da criatividade.
Pedro de Lilo é certamente um dos advogados mais criativos do país, juntamente com José Sócrates, e eles conseguem inventar tudo e mais alguma coisa para tentarem atrasar aquele julgamento. Mas aquilo que me impressionou, e é por isso que eu trago aqui o tema, não é para meter outra vez a queixar do Pedro de Lilo e de como mais um incidente processual e de como ele estão a fazer tudo para que este julgamento se arraste e nunca mais chegue ao fim.
Mas é eu ver ainda pessoas defenderem isto, nomeadamente o Bastonário da Ordem dos Advogados. Veio criticar a juíza, dizer que realmente José Sócrates vai ficar prejudicado na sua defesa. Ah, realmente ela tinha que dar mais 48 horas ao seu advogado oficioso para estudar o processo. E tudo isto... É a luta corporativa do costume entre magistrados. Eu concordo contigo. É precisamente isso. É a luta corporativa do costume.
Custa-me muito que após 11 meses de. 11 meses, era bom que fossem 11 meses. Após 11 anos de Operação Marquês, as corporações não percebam que isto não pode continuar. É que é. Vamos ver uma coisa. Nós não queremos que as pessoas aspirem a autocracias e a líderes fortes.
E os tribunais têm que exercer a sua autoridade. E o Estado tem que exercer a sua autoridade. É evidente que a juíza fez muito bem e que nós não podemos deixar que a defesa de José Sócrates e José Sócrates continue a arrastar este processo. de uma maneira totalmente patética e que, evidentemente, põe em causa o Estado de Direito e, portanto, é mais do que tempo de, por favor, acabem com isto. Como é que interpreta Pedro Mexia este novo golpe de teatro no julgamento dos É Sócrates?
Porque o foi nomeado um advogado. Oficioso, mas parece que não tem sido fácil o contacto. Porque José Sócrates não estava lá. Porque a lei é generosa, deixa José Sócrates passear pelo mundo e ir ao Brasil, enquanto os advogados ficam cá a julgá-lo. Porque se já só que estivesse no tribunal naquela altura, ele saberia que tinha ficado sem advogado. Agora ainda tem que ser notificado. São duas coisas diferentes. Deixar ir ao Brasil é diferente de ele ter de.
De estar em todas as sessões do julgamento. A questão é que não estando nas sessões do julgamento, agora ainda tem que ser notificado, porque ele não sabe oficialmente que ficou sem advogado. Se lá estivesse, tinha sido notificado na hora. Olha, ficou sem advogado, agora rajo. Tem que haver uma. Uma burocracia de papel em todas as coisas. Mas é uma burocracia que já vem isto. Com certeza. Sim. Vê isto como uma estratégia dos é Sócrates.
Qual é a interpretação que funciona? Quer dizer, vamos lá ver, eu não sei qual é o grau de. Aliás, nem interessa, porque não interessa para as funções que um advogado exerce. Até até certo limite, o grau de convencimento do ex-advogado José Sócrates sobre a inocência de
de José Sócrates ou sobre a maneira como o processo tem sido conduzido. Agora, é evidente que ele já deve estar fartinho daquilo, não é? Porque aquilo, evidentemente, que a partir do momento em que o José Sócrates optou por uma defesa... delicosa, assim, a um nível estratosférico, já com as deficiências do processo e da acusação, que também houve, e com as estrapalhadas do juízo, dos sorteios e dessas coisas todas.
Isto tem sido um processo infindável, e, portanto, isto é mais um incidente. Poderá dar-se o caso de Pedro de Lilo ter ficado demasiado caro. Para as funções que estava a representar. Ele é demasiado velho, ele pode não querer morrer no cargo, não é? Não era o primeiro. Aliás, o primeiro era bastante. Ah, não, o primeiro. O primeiro foi o que morreu, coitado.
Sim, pois. Estás a dizer que ele morreu-me? Não, morreu por causa disso. Não, não, mas morreu. Não, morreu no cargo, sim, morreu no cargo. Mas por razões alheias hoje é Sócrates. Entretanto, foi nomeado um advogado oficioso, já se disse, para acompanhar Sócrates, mas nem Sócrates, nem Pedro de Lilo. responderam às tentativas de contacto deste advogado José Ramos.
¶ A Indiferença de Sócrates e Processo Kafka
Consegue entender, Ricardo Aros Pereira, como é que Sócrates pretende defender-se daqui para a frente? Carlos, não, mas verifico que ele não está muito preocupado. Qualquer outra ruída diria. Eu agora fiquei sem advogado, ele não indicou, não assegurou um substituto e agora?
Ele está muito calmo, muito tranquilo, não estranhou. Antes, pelo contrário, diz que acho perfeitamente compreensível que o meu advogado tenha saído, dada a maneira como o tribunal é tão áspero para ele. Ou seja, é mais um caso de abandono do local em que se está. Porque e não tem pressa nenhuma de ter um novo ator. Não tem nenhuma pressa porque José Manuel Ramos, que foi, aliás, meu colega na escola. Sério? Na escola? No São João de Brito, sim. Ele era mais velho, era um bocadinho mais velho.
O convívio foi pouco. Foi nulo, mas ele nem sequer atende o telefone ao meu antigo colega, é o seu advogado a partir de agora. E ele não lhe atende o telefone. E portanto, isto continua a ser cada novo episódio faz disto. É como o processo do Kafka, mas o Josef Kappa é de toda a gente menos o arguído, toda a gente está perplexa com tudo, e agora? E agora sai um advogado.
E o menos orgulho está. Normal, normal, compreensível. O João Miguel Tavares fica então Ministro de Dignidade Profissional, é vez de o Pedro Messias se tornar.
¶ Vitória de Mamdani e Socialismo em Nova Iorque
Ministro do Socialismo Real ou apenas aparente? O socialismo real tem um travo desagradável. Estamos a falar da vitória de Zoran Mamdani em Nova Iorque. O que é que significa, não se vai entender, Pedro Michel, a vitória de um imigrante socialista na meca do capitalismo? Ui, vamos lá devido sempre, porque Socialista na América aparentemente quer dizer uma coisa horrível, é mais ou menos assim, é dois passos do lago, não é? porque partiendo... Porque o Partido Democrata é um partido progressista.
Portanto, eu acho normalíssimo que haja um... Um político socialista e um meio socialista numa cidade progressista, enfim, não há muitos algumas figuras do Partido Republicano que se dizem às vezes socialistas ou socialistas democráticos, que mas às vezes aliás há mesmo um.
Um partido chamado assim, ou um grupo chamado assim, o Bernie Sanders ou o Casio Cortés, etc. Portanto, acha isso normal? Nova York é uma cidade de esquerda, tem uma especial animosidade ao Donald Trump. Eleitoral americano, aliás. Teve também vitórias expressivas dos democratas em Nova Gércy, na Virgínia e na Califórnia. Trump tem razões para ficar preocupado? Deixa-me só dizer duas coisas ainda. Primeiro, não acho que o capitalismo esteja em causa.
portanto não é ou seja, não é um candidato comunista não vai nacionalizar não vai e a questão do imigrante Is it true that he was born in Uganda? E é verdade que os pais são o pai indiano e a mãe é indiana-americana, mas o pai é professor de Colômbia e a mãe é uma das cineastas mais conhecidas do mundo. Portanto, também ele estudou num colégio privado na Nova Inglaterra.
Vamos lá ver, de repente ele não vem de baixo. Portanto, essa ideia. É verdade que ele é imigrante. É verdade que ele é imigrante nesse sentido- de que nasceu fora e veio de fora. Mas z punktu widzenia tego, że... nie było poświęcenia miertelów... nie było poświęcenia miertelów... nie było poświęcenia miertelów... nie było poświęcenia miertelów... nie było poświęcenia miertelów... Ele sendo novo. Trouxe debate da velha esquerda.
E esses sim são debates de classe, são debates sobre a habitação, foi a questão que ele trouxe com mais frequência. Que não são quimeras ou discussões que interessam a seminários de mestrado, mas são coisas que dizem respeito a toda vida comum das pessoas, por um lado. E tirando, em Nova York a questão não se punha de qualquer maneira, porque o candidato republicano teve 3% ou lá o que é que foi.
Mas tirando a possível base eleitoral, mais de classe média ou média baixa, que votou no Trump e que aderiu ao Partido Republicano nos últimos tempos, voltar a casa. Convém dizer que Nova Iorque não é a América. Embora seja parte da aulas que era do Partido Democrata, Mamdani ganhou, como já foi sublinhado, sem aquele discurso identitário que tem sido associado a esse setor. falando de rendas de casa, redistribuição fiscal, direitos dos imigrantes, que significado é que atribui?
A esta, pelo menos, aparente mudança de discurso, Ricardo Araújo Pereira. Carlos, acho que é uma surpresa enorme o facto das pessoas, não estava à espera desta, as pessoas. estarem preocupadas com as suas condições de vida e se mobilizarem por causa de temas como a habitação está muito cara, a redistribuição da riqueza, os transportes, o custo de vida e tal.
Outra surpresa enorme, então, não é que as propostas do trampismo internacional não são um canto de sereia, de tal forma sedutora que as torna absolutamente imbatíveis. E não há nada a fazer porque o povo não se mobiliza com nada de construtivo que a gente tenha para lhes propor. Afinal, mobiliza, não é giro? Eu não estava nada à espera desta. Também é interessante a ideia de que. Isso foi uma espécie de reply to all. Foi, exatamente, foi reply to all. Foi. E a ideia de esperança.
Ser sedutora, porque eu lembro. Lembro-se da gente aqui de ter trazido o livro da Susan Neiman, que, aliás, o terceiro capítulo, ou quarto, se contarmos com a introdução. É sobre essa ideia de uma crença no que o progresso é possível, não é? Que é o contrário da visão catastrofista de que estamos pior do que nunca porque as estruturas fazem. com que não tenha havido qualquer evolução desde os tempos da escravatura até hoje.
Os progressos que houve foram ilusórios foram ilusórios, a esperança mobiliza, os temas que têm a ver com as condições materiais de vida das pessoas mobilizam.
¶ Esperança e Otimismo na Política Americana
Não estava à espera deste vez. Vê a vitória de Mamedana em Nova Iorque como um perigo ou como uma esperança, João Miguel Tavares? Não, às vezes como uma esperança, como é evidente, pelas razões que o Ricardo está a apontar. A questão da esperança é fundamental, tal como a questão do otimismo. Foi nessa base que.
Barack Obama foi eleito presidente americano. Com certeza, e o Mandani, quando fala, é a coisa mais parecida com o Obama que a gente conhece, e depois é este lado meio bizarro: parece que são as pessoas, não é? que são aqueles que vêm de fora Que conseguem encontrar mais luz do que aqueles que já estão dentro da América, com um ar, com a cabeça enfiada debaixo da areia e um ar realmente muito deprimido, seja porque as alterações climáticas vão acabar com o mundo.
seja por causa das questões identitárias. Não quer dizer que isso não sejam problemas, mas existe uma grande diferença entre dizer isto é um problema ou isto é uma catástrofe e o mundo está à beira do fim. Portanto, não perfilha as preocupações que vi expressas. Nomeadamente, foi partilhado por mais gente, pela deputada Rita Matias, que publicou uma estátua de liberdade com uma burca a dizer que era o que aí vinha.
Tendo em conta que eu conheço a mulher do Mamdani, não me parece que a mulher do Mamdani encaixe numa mulher de burka, ou nós hoje em dia acharmos que todos os muçulmanos desejam burkas, isso é evidentemente infantil. Não quer dizer que eu concordo com as opiniões do Mamdani, que ele, aliás, tentou suavizar grandemente em relação a questões como Israel, a Palestina. Mas ele é uma coisa que faz muita falta, que é um político carismático, divertido, alegre, que faz piadas e que se ri.
Isso não é suficiente, ele tem enormes desafios pela frente, agora tem que entregar, não é? Agora não é só prometer, agora vem a parte difícil, não vai ser fácil. Mas quer dizer, ter um político otimista tem uma força gigantesca e era bom. Eu estou totalmente até para isto que a esquerda se escolheu. Mas há uma tradição na América, meramente nos presidentes, coisa que ele não é.
Naturalmente do país, mas uma tradição de otimistas acho que era direito. De otimistas, isto é, de discursos esperanços. O Roosevelt teve um discurso esperançoso, o Kennedy teve um discurso esperançoso e o Reagan teve um discurso esperançoso. E as pessoas gostam. O Pedro Mexia fica então Ministro do Socialismo. Estão entregues as pastas ministeriais por esta semana. A altura, para sabermos.
¶ A Crise da Saúde e Declarações Infelizes
Porquê é que o Ricardo Araújo Pereira se declara mal informado e Com a obrigação de ter a informação correta? Eu acho que isso é bom. Estamos a falar das informações que a Ministra da Saúde. Hvala. Hvala. Hvala. Hvala. Hvala. No Hospital Amadora Sintra, o que é que explica as informações truncadas da Ministra? Não sou a entender, Ricardo. Eu queria por acaso não tenho a certeza se as informações são truncadas ou se a ministra se precipitou por umas conclusões.
Que não lhe tinham sido comunicadas. Eu acho útil e saudável uma pessoa estar na posse de informações corretas. Eu acho que se governa melhor assim quando sabemos com rigor o que é que a realidade é, podemos intervir melhor na realidade e portanto. Houve... Há muito... Este debate todo, não é? Morreu aquela senhora que estava grávida e o bebê também morreu. A ministra deve demitir-se ou não? É ou não é responsabilidade da ministra esta morte específica e tal?
Eu acho que isso é discutível, não é? Uma coisa que eu acho indiscutível é a ministra é ou não é responsável pelas declarações que faz? Isso eu acho que é. que já se demitiu, tinha sido nomeada por esta ministra. Por esta ministra, certo. Que carga adicional é que este facto acrescenta ao caso? Bom, esse cargo da administração ter sido nomeada pela ministra tem a carga adicional de...
Eu ainda me lembro quando Eu não sei se foi antes destas eleições ou das anteriores, mas elas foram praticamente com duas semanas de diferença, por isso foi uma dessas. em que o Montenegro sugeriu que em seis meses ia limpar aqui o pôr o Serviço Nacional de Saúde a funcionar. E, portanto, em princípio, a alteração da direção já seria uma dessas, uma medida tendente para esse objetivo final. Mas a questão é que na Conferência de Imprensa a ministra disse várias coisas sobre.
A senora que morreu. Was? Was no Parlamento? No Parlamento, desculpe. E disse o seguinte, disse: Bom, isto sabe como é que é esta malta, que não é seguida pelos médicos, não vai às consultas de rotina e não sei o quê. Υπότιτλοι AUTHORWAVE Està a confiar no resta a última hora. Enfim.
Sobre essas declarações, acho que a ministra é responsável por as ter preferido. Como é que enquadra, neste caso, Pedro Michel, a referência feita, esta que o Ricardo estava agora a... A recordar, a referência da ministra às grávidas sem telemóvel, sem dinheiro para ir ao hospital particular, ao hospital privado. Não parece que seja, digamos que a saúde é, entre outras coisas, uma. Área humanista por excelência e, portanto, dizer sobre uma pessoa.
sobre uma pessoa que está em qualquer situação ou de doença ou então se for um caso fatal pior ainda que Não vou dizer que a ministra disse que a culpa foi dela, mas são considerações realmente, porque uma coisa é uma coisa política, é. O governo prometeu que em X tempo punha isto em ordem e não pôs. Bom, isso não é inédito na história de Portugal, portanto, isso entra no capítulo vasto de promessas não cumpridas por Governos da República. Isso é normal.
Há sucessão de ministros, por acaso ministras, mas é casual serem ministros e não ministros, é indiferente, que têm dito coisas que são objetivamente infelizes. Sou objectivamente infeliz de dizer é uma coisa que não estou a dizer que ela disse literalmente que a culpa foi da senhora, mas fica implícito e isso é uma coisa. Extraordinariamente desagradável e um pouco chocante mesmo. Perante isto, a ministra tem condições para continuar no cargo. Foi esta?
A pergunta que percorreu a semana, João Miguel Tavares. Eu concordo com tudo o que os meus caros colegas disseram. Aliás, também o escrevi. Aquelas declarações da ministra falam de uma extrema infelicidade, mas eu acho que o setor da saúde. Está tão complexo que a pergunta já é um pouco ao contrário. Já são os primeiros-ministros que tentam agrilhar os ministros para impedir que eles se vão embora. É o papel do Luís Montenegro neste momento. É ele que não quer que a ministra vá embora.
dá-me a ideia que a Ministra por ela já tinha ido para outra. Imaginar que seria difícil encontrar substituto. Quem é que escreveu que ela pediu admissão, mas está em lista de espera? É uma boa piada. Há argumentos para estar em lista de espera, supostamente está também a trabalhar numa lei de bases de saúde nova e tudo isso.
aqui a questão É que a sensação, eu pelo menos é a sensação que eu tenho, é que vem um novo ministro da Saúde e vai-se embora também, daqui a um mês já está a fazer declarações ou ter casos infelizes e que também não tem condições de tocar. Porque o problema está no setor da saúde. Pelo Estado a que ele chegou, e atenção, o Estado daquilo chegou, em boa medida, é culpa de António Costa, convém sempre sublinhar bem isso. Mas e depois. Em que sentido?
Porque houve um desenfestimento gigantesco, embora note. Vai-se dizer que não, mas reparem que os investimentos do setor da saúde aumentou. Sim, pois, pois aumentou, porque as 35 horas regressaram e porque as PPPs desapareceram, hipóteses paralelas para ter um. um sistema de saúde a mais eficiente foram dinamitadas agora dito isto chega Luís Montenegro, com o seu Alfan Farrão, e diz: Epá, tenho aqui um plano espetacular em 60 dias e nós vamos resolver os problemas. Claro que não resolveram.
E esta maneira infantil de olhar para um problema gigante, que é os custos, é simultaneamente temos um SNS que as pessoas acham que não funciona e os seus custos são cada vez mais elevados. Estamos a falar de um SNS totalmente descontrolado em termos de gestão. E é isso que falta. E é essa complexidade que eu acho que tem que começar a se levar a sério e está muito para lá de saber se um ministro da Saúde é capaz ou é incapaz.
Está esclarecido porque é que o Ricardo Aros Pereira se declara mal informado quanto ao Pedro Mesia diz sentir-se ilegal.
¶ Propostas de Ilegalização do Chega
Isso é legal, Pedro Mexia? Ser ilegal é legal. Estamos a falar das iniciativas. Para a ilegalização do Chega. Mas houve várias. Parecem legítimas? Até agora houve duas, tanto quanto eu percebo, que esta é diferente das anteriores. As anteriores. Υπότιτλοι AUTHORWAVE Garcia Pereira, ex-leader of MRPP, and the tentatives anterior were no ideológic, no in which the Constitution prohibits participants with ideologia fascista.
O Chega teria uma ideologia fascista e, portanto, embora tenha sido dada à luz verde do Tribunal Constitucional, Entendiam essas pessoas que as declarações, as propostas, etc., do Chega configuram um partido fascista e por isso deve ser dissolvido. Eu nunca acompanhei essas críticas porque Não só acho, enfim, é uma discussão meio académica, o que é que é o fascismo ou não sei o que é mais, mas na verdade o Tribunal Constitucional decidiu e não Acho que não vamos estar a cada momento a fiscalizar
A ideologia, embora pode haver algum momento em que haja uma ultrapassagem, se torne assim numa coisa, como é que se chama aquele partido grego, o Partido de Extrema-Direita? A Aurora Dourada pode-se tornar um partido desses, daqueles que é. Que fazem saudação romana e tudo. Mas não é, apesar de tudo, não é disso que estamos. E portanto, se o Tribunal constitucional desceu bem ou não, não sei, porque há uma diferença grande entre aquilo que o Chega diz, o que Chega diz em vários momentos.
Mesmo essa coisa dos três salazares. Parece uma coisa lançada agora na 25a hora. O discurso do Ventura não tenha sido propriamente salazarista, embora sempre com aquele marcador dos 50 anos, há 50 anos, que esteja uma bandealheira, etc., sempre jogando nessa ambiguidade. A outra, que é o caso do Garcia Pereira. Marcia apresentou duas apresentou duas tem a ver com as regras, tem a ver com as questões que nós sabemos, que houve várias impugnações.
de as questões estatutárias, as questões de irregularidades no Congresso e tal. Bom, é verdade que há partidos que são extintos por causa disso. Isso é normal. O Chega não apresenta dos órgãos nacionais, ao Tribunal Constitucional, há quantos anos? Mesmo que essa caixa seja politicamente cultivada, é normalíssimo que se faça. e deve ser julgado. Agora, A razão ideológica parece-me perigosa, porque proibir um partido, sobretudo um partido que agora tem 60 deputados,
é abrir um precedente que a mim me preocupa porque as pessoas nestas matérias nunca pensam que vão estar do outro lado. Ainda por cima é alguém que foi liderador MRPP que foi proibido de ir à Constituinte. Agora, a partir do momento em que existe, não pode ter existir na legalidade, se não apresenta contas, ou seja o que for, ou os estatutos, não sei o quê, então está obrigada às regras de todos os partidos. Parece-lhe que é comprometedora esta.
Falta de cumprimento da lei dos partidos, João Miguel Tavares, ou, como dizia Alexandra Leitão, no princípio da incerteza. Isto já é uma questão política e é impossível. ilegalizar o Chega ao ponto a que chegámos, digamos assim? O Chega deve cumprir, evidentemente, a lei, como estava Pedro Mechia a dizer, isso não há dúvida, a questão do discurso de ódio, ou o Chega, de repente, poder ser ilegalizado como uma espécie de golpe.
Secretaria é evidentemente impensável, não só por ter 23% dos votos nas últimas eleições, mas por mais do que isso. E é uma coisa mais pertinha. Teria efeitos devastadores. E era bom que as pessoas metessem isso na cabeça. A democracia ganha em ser o mais lata possível. E isso não é uma deficiência na democracia, é uma virtude. Claro que não podem deixar que os partidos de repente estejam a criar milícias ou recorram à violência.
Se, se não existir o terem opiniões más odiosas, obscenas, é chato. Mas é democracia e nós temos que saber viver com isso. O que é que se lhe oferece dizer este respeito, Ricardo? É exatamente isso: não é surpreendente que o Chega esteja fora da lei, há anos que está fora da lei, não cumpre as regras que os partidos devem cumprir.
¶ A Retórica do Chega e Falsa Realidade
O outro aspecto, que é a ideia de que os cartazes Essas coisas, os cartazes, o discurso, eu acho que a isso se deve responder. Não é proibir, é responder. Por exemplo, os cartazes têm sido engraçados porque a única interpretação. possível para aquilo não ser como lhe chamou o Francisco Teixeira da Mota uma geverdeira
É a literal. Eu estive a ler esta semana uma coisa sobre. Formulação cuidadosa. Exatamente. Eu estive a ler esta semana que acho que são as crianças aos 6, 7 anos que começam a interpretar. Ou começam ou deixam de interpretar as coisas literalmente, a gente diz ao pé de uma criança que estou a perder a cabeça e ela vem verificar se o pescoço está a agarrar a cabeça, e foi isso que os partidários do GS eles acham mesmo que o cartaz, isto não é o Bangladesh.
É a manifestação de um facto, é geografia. O Chega quis ali exibir um facto. Podia ter sido a água molha. Ou escorvesse-se pior, mas não quiseram pôr isto no Bangladesh porque tinham muita fazia muita questão. Em que as pessoas soubessem desse facto. É que são países que estão perto e confundem-se muitas vezes. É como Bandajos. Exato. Por exemplo, se o Trump puser a.
Em Newark, um cartaz a dizer isto não é Portugal, os portugueses não devem ficar preocupados. Ele significa apenas que o que ele está a dizer é que aquilo é território americano e, portanto, é um facto que lhe apeteceu. Dizer ali. E, portanto, outra coisa que é interessante, que ele tem dito, e eu acho que deve ser respondida, é que é esta ideia agora de que ser português é um gene.
Há um gene que nós temos e que os outros povos não têm, e, portanto, ser português, uma pessoa que obtém a nacionalidade, digamos que é um português provisório, ou assim, o que significa que Marcos Santos, o deputado do Chega, que é brasileiro, em princípio não é português e, portanto, eu não sei se nas legislativas é possível. Não corre sangue português nas veias. Outra questão é o facto da culpa de tudo ser dos imigrantes. O Chega tem.
Assinalado o momento, são vários, mas vamos supor que foi no dia em que António Costa foi eleito. Foi em outubro de 2015 que os imigrantes entraram e destruíram tudo. Eu proponho o seguinte exercício, eu ponho um no Google, entre aspas. Peçam ao Google, procurem-me resultados só até outubro de 2015 e ponham. Cris na habitação.
E vejam como nós vivíamos no paraíso e de repente ficámos no inferno por causa da vaga migratória. Já sabemos assim porque é que o Pedro Mexia se considera ilegal, vamos tentar perceber porque é que o João Miguel Tavares.
¶ O Direito de Acesso ao Processo de Ivo Rosa
Se declara autorizado, e uma vez mais por causa de um caso de justiça, compreende melhor, João Miguel Tavares, o facto de, num primeiro momento, ter sido negada a autorização ao juízo Rosa. Para consultar os processos em que foi investigado ou a decisão que agora lhe dá. A autorização para o fazer. Não, eu celebro a decisão do PGR de, evidentemente.
Dar a um interessado, alguém que foi investigado, a oportunidade de saber porque é que foi investigado. Então o que é que se passou num primeiro momento? Num primeiro momento acho que houve uma espécie de excesso de zelo do Ministério Público.
Que evidentemente não aprecia Ivo Rosa por excelentes razões, mas o facto do Ministério Público ter excelentes razões para não apreciar Ivo Rosa, o Ministério Público, acho que a maior parte dos portugueses, porque eu tenho muitas dúvidas da sua capacidade para ser juiz. Mas isso não significa que ele, em primeiro lugar, possa ser investigado sem boas razões. E a única maneira de saber se ele foi investigado por mais razões.
É, evidentemente, haver acesso ao processo e haver um escrutínio daquilo que o Ministério Público fez. Acho que é assim que funciona num Estado de Direito e, portanto, acho que Ive Rosa tem todo o direito de aceder ao seu processo, como, aliás, O Ministério Público teve direito a investigá-lo se as queixas. que recebeu e as denúncias Fogem, evidentemente, tiverem pés e cabeça, e sem investigação.
Tiver cumprido a lei. Alguém quer fazer uma anotação sobre este caso? Querem concordar comigo, não é? Não, a frase uma pessoa tem direito a consultar o seu processo não me parece. É possível de grandes discussões. É difícil de contestar, sim. Eu gostava de consultar este processo.
¶ Recomendações de Livros e Cultura
Tem boas razões para o fazer, é meu. Ah! Só sobre mim. Só mesmo em O Processo. Exato. No livro O Processo. Está na altura dos livros e eu trago esta semana um livro curioso, um divertimento, na verdade. Foi um dos primeiros livros publicados. Humberto Eco, o intellektual italiano, que sempre teve queda Para brincar com coisas sérias. Neste caso, estamos perante um livro publicado originalmente em 1958, só agora resgatado ao esquecimento. Tem por título
Filósofo sem Liberdade, e como se explica logo na capa, trata-se de uma divertida história da filosofia com 15 desenhos originais do autor. Podia mostrar aqui os desenhos, mas se calhar. Dá muito trabalho, portanto, vamos passar à frente, talvez mostrando assim. Tem assim uns. E Humberto Eco, neste livro, compõe em verso... Uma descrição ligeira de alguns dos capítulos fundamentais da filosofia: dos pré-socráticos ao existencialismo, de Aristóteles a Karl Marx.
And autores literários à mistura, Proust, Joyce ou Thomas Mann. São exercícios curiosos, como já disse, mais do que ensinamento. Para quem queira aprender mais sobre a história da filosofia, mas o autor garante que se esforçou por ser integralmente fiel à verdade dos factos. O ato ideal, ético, escreve Humberto Eco, que dominou cada uma destas exercitações conviviais, foi sempre o de uma absoluta correção científica e sirva isso de aviso para as gerações futuras. Brincar sim.
Mas seriamente. Filósofos em Liberdade, de Humberto Eco, tradução de Alessandra Balsamo, edição Garativa. O João Miguel Tavares sugere Histórias da PID. Sim, Histórias da PID. É o primeiro volume, aparentemente vão ser dois, de José Pedro Castanheira, uma edição sempre muito bonita da Tinta da China. E isto são histórias, reportagens, investigações que o Jepé de Castanheiro foi publicando no expresso desde 1998 até ainda há pouco tempo, algumas são de 2025.
e são seis no total, e essas seis têm algumas reportagens deliciosas e artigos deliciosos. Sob, por exemplo, a vezem que Carlos Kulbenken foi preso pela PVDE, portanto, a Antes da PID e não levou mal, extraordinário, e também uma investigação especialmente famosa do Jean Pedro Castanhaga que foi quando conseguiu entrevistar a Rosa Casaco.
o famoso inspector da PID e também o chefe da brigada que assassinou Humberto Delgado e depois mais tarde o Luís Carvalho conseguiu fotografá-lo em frente à Torre de Belém e causou na altura grande escândalo nacional. E eu celebro muito não só estas histórias que vieram para aqui, mas também a forma como elas conseguiram ser paginadas neste livro, porque às vezes existe esta dificuldade de passar. Reportagens de revista para livro foram muito, muito bem passadas, com caixas e com fotografias.
e está uma edição muito boa e que eu espero que sirva de exemplo para outras editoras poderem fazer o mesmo, porque há imensos trabalhos incríveis que estão dispersos por grandes jornais. Ao longo dos anos 80, 90, e que mereciam ser recuperados e publicados em livro. O Pedro Messias traz ricos e pobres no Alentejo uma reedição. Sim, é um clássico da antropologia.
A Inglaterra, em Oxford, quando ele estudou em Oxford em 1971, chama-se Recos e Pobres no Lentejo, e é sobre, ele era alentejano, de uma família das classes altas, mas com, em parte, a família com uma tradição oposicionista. E, portanto, com conhecimento dos dois lados, e fez um estudo a partir de uma localidade de Vilavelha sobre a estrutura fundiária e as relações de classe.
Seguinte, como aliás, é explicado nesta reedição, é um livro do Jorge Dias, que era um antropólogo, mas do norte e que tinha uma visão benigna. Sobre o latifúndio, e esta visão não é benigna, e é muito interessante explicar de um homem que não era, embora tenha sido na sua juventude comunista, mas que não foi na sua. vida de adulto maioritariamente dessa esquerda, e no fim da vida creio que nem de esquerda, mas... Mas é um clássico.
Discussão, as reformas agrárias e tudo isso que viriam logo, e é um livro respeitado à esquerda e à direita nesta área. O Ricardo Arouso para traz um Nobel profusamente ilustrado. Exatamente, trata-se de Oran Pá Muco. Arrumar na prateleira, não só porque o género é muito invulgar, mas também fisicamente difícil de arrumar porque o formato é difícil. Vai dar ao trabalho de mostrar os bonecos? Ah, é verdade, não, não, dá muito trabalho. Vou fazer isso, vou então.
Reparem, isto a questão é, o subtítulo são Cadernos Ilustrados. E, portanto, isto é um misto de cadernos diário, no sentido em que tem entradas a dizer que esteve cá fulana e comemos uma sopa de lentilhas, mas também tem reflexões acompanhadas de desenhos. Há palavras sobre os desenhos, essas palavras às vezes são meramente descritivas, outras vezes são, digamos, poéticas, e, portanto, eu não sabia, mas durante a infância e a juventude o Arampa Amu que.
Queria ser pintor, era o que ele queria, e é por isso que os cadernos barra diários dele. São tão melhores do que os nossos porque ele sabe desenhar e nós, eu se calhar estou a ser um estes plorais são abusivos, mas realmente eu não. Memórias das Montanhas Destantes. Assim se conclui mais uma reunião semanal dos oito dias, à mesma hora, os mesmos, sempre, também em podcast. Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Brux Pray.
