¶ Intro / Opening
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¶ Gouveia e Melo e a Busca por Opiniões
Ora viva, sejam bem-vindos no final de uma semana em que se cumpriu, com a abstenção já esperada dos socialistas a aprovação do orçamento para o ano que vem, a semana em que houve uma guerra de flores na comemoração parlamentar do 25 de Novembro. E em que prosseguiram os debates entre os candidatos presidenciais. É justamente por aqui que começamos, com Ricardo Araújo Pereira a ocupar à distância, desta vez, a pasta de ministro das Opiniões por ter constatado.
Cada um tem a sua ou não será bem assim, Ricardo? Bom, quem pergunta tem a sua, mas há pessoas que desejam não ter nenhuma porque percebem que manifestando uma vão aborrecer quem tenha outras. Pelo que percebi, quero dar uma atenção especial à prestação de Gouvei e Melo nos debates. O que é que de particular lhe chamou a atenção, Ricardo? Eu tenho já admirável a capacidade que o meu email tem.
De, por um lado, não ter opinião nenhuma, por outro, ter todas. Ele consegue muitas vezes fazer ambas essas posições. Por exemplo, agora recentemente sobre a Sobre o pacote laboral, GovaMel disse basicamente o seguinte. Ele pretende uma lei que satisfaça todas as aspirações das empresas e, ao mesmo tempo, não obelisque nenhum dos direitos dos trabalhadores. Pronto, agora é fazer, não se percebe porque é que as pessoas têm andado aqui a discutir para trás e para a frente, basta isto.
Numa entrevista à TVI também disse que não consegue decidir qual das datas 25 de abril ou 25 de novembro é mais importante. Parece-lhe significativa esta posição? Sim, porque lá está. Há pessoas para as quais o 25 de Abril é mais importante e outras para as quais o 25 de novembro é mais importante.
Gouveia Mel quer agradar a ambas e por isso não consegue decidir. Há apenas uma opinião forte que Gouveia Mel tem que é Certas perguntas não lhe devem ser feitas, como por exemplo, perguntas sobre o apoio que José Sócrates lhe deu em princípio.
¶ O Embaraço do Apoio de Sócrates
Se o José Alberto Carvalho livrou-se de um castigo de não abandonar o quartel esta semana e ficar com a limpeza das latrinas. Vamos aí, se o Convê Melo recolheu esta semana. Esse apoio relevante de José Sócrates, que fez saber que vai votar no Almirante, mas o Almirante levou a mal que lhe fosse perguntado se está confortável com esse apoio. Henrico Vemel. Numa entrevista hoje, ao fim da tarde, aqui na CNN de Portugal, José Sócrates, precisamente, o ex-prime-ministro. Grazie.
Ele não tem nada a ver com isso. E essa pergunta parece-me uma pergunta até provocatória. Υπότιτλοι AUTHORWAVE No espaço público. Sim, mas acho estranho que me façam essa pergunta. O Gouvei Melo incomodado com a pergunta de José Alberto Carvalho, apesar de José Alberto Carvalho, no início, ter contextualizado por completo a situação que Sócrates disse que não conhecia o Almirante, etc.
¶ A Pergunta "Provocatória" a Gouveia e Melo
Acompanhe a ideia do candidato que a pergunta sobre o apoio de Sócrates foi provocatória, Pedro Mexia. É a pergunta mais normal do mundo. Um ex-primeiro-ministro, particularmente polémico. E aparentemente desligado da vida política imediata, visto que já se desvinculou do PS e não tem propriamente apoiado candidaturas, devia dizer que o apoio, embora por uma razão.
Até, digamos, atendível, pelo menos aquele alega. Eu não sei se a razão que ele alega é a verdadeira razão. Aquele alega é de que é o Mela que está em melhores condições para travar à extrema-direita para chegar à extrema direita ao cantar para vencer a aventura. But I don't know if it's just that. A partir do momento em que o José Sócrates, que foi primeiro-ministro e que está nas notícias por outras razões há 10 anos, apoia um candidato.
E se tem esse candidato à frente, a pergunta é normal. Portanto, se o governo emel começa antes de ser, sequer presidente da República, se for eleito. A irritar-se com perguntas, então vai ter 5 anos ou 10 anos muito penosos. Porque lhe vão fazer perguntas provocatórias, ou seja, perguntas. Por todas as perguntas que não nos agradam são provocatórias. Não nos agradam. Que não nos agradam. Mas estava a dizer o que disse no principi, que é...
Eu aceito os votos, não faço. Ele, por acaso, no dia seguinte até disse o contrário, e contexto com eles, disse que dispensa bem esse apoio. Sim, porque ele acha que a associação a Sócrates lhe é prejudicial. Mas, basicamente, o que faz mais sentido na lógica de um candidato, a não ser que seja um apoio do Charles Manson, é dizer todos os votos vêm por bem, não perguntar às pessoas onde é que vêm, quais são as suas convicções, etc. Isto estava para cá.
¶ Análise do Apoio de Sócrates
Mas facilmente, ele estava realmente. Eu acho que limpar latrinas é pouco, eu acho que o castigo militar seria. Que ele querer aplicar as elas. Ele queria aplicar, sim, sim. Ele desde os marinheiros a quem ele deu uma descompostora em frente às câmaras. Que eu não ouvia assim tão irritável. Será que Sócrates teve consciência do embraço que iria provocar em Gova e Mel ao declarar o próprio Delta Bates? Ele próprio disse na introdução à resposta.
Mas deixa-me, antes de responder a isso, só sublinhar uma coisa que tu disseste que é. Já Alberto Carvalho é um exemplo para todos os homens, porque o preliminar foi extraordinário. Ele andou ali às voltas e sabia que ia fazer uma coisa. Naquele caso, não especialmente agradável, e deu voltinhas e voltinhas e muito tempo. Não especialmente agradável. Eu partilho a opinião, sou jornalista.
A opinião do Pedro Mexia. Tu partilhas tu e partilho eu. A pergunta até podia ter sido muito mais direta. Como é que acolhe, como é que vê o apoio de José Sócrates que lhe foi deparado? Ela fez uma caminha antes de pôr a. Muito lubrificante, e eu achei imensa graça.
Tu achas que ele devia ter sido mais direto e eu também acho que sim, mas isso revela a personalidade do Geilberto Carvalho. Podia ter sido. Eu agora vou fazer uma pergunta que é um bocadinho chata. Repara, ainda por cima, esta pergunta já foi o final de uma série de outras perguntas sobre a operação Marquês.
Portanto, mais preliminar não podia ter havido, e mesmo assim, depois de todo o cuidadinho, o almirante a tira-lhe uma chapa à cara que realmente é uma coisa que não se concebe. E mais que isso, o problema que isto demonstra. And non so Que o almirante é um bocadinho a guicho e não está habituado a que façam basicamente perguntas que os jornalistas fazem como é lento.
Porque a resposta que ele devia ter dado era aquela que deu 24 horas depois, ou 18 horas depois. Mas demora um bocadinho mais do que estas imagens, porque ele depois tenta mudar de tema e ainda volta. E isso mostra que ele não tem essa agilidade, porque aquilo que ele disse no dia seguinte, que é despesso bem esse apoio, ora, podia ter dito ali, e era o que se impunha, era o que se impunha, acho eu.
Eu acho muito lamentável que os defensores da presunção de inocência não tenham saído em defesa de Jéssócrates, porque Jéssócrates é um presumível inocente e, portanto, têm tudo diranto a apoiar e o repúdio. Que o Almirante mostra por um presumível inocente, a mim choca-me um bocadinho. Mas é engraçado que, como estava agora o João Miguel a dizer, o Zé Alberto Carvalho faz uma pergunta, faz uma apresentação da pergunta, digamos assim.
Que é que parece realmente uma conversa com os namorados? Vou dizer uma coisa, mas não te chateias. Prometo que não te chateias, mas eu tenho que te perguntar. Prometes? Eu acho. Eu temo que a razão possa estar relacionada, não com a questão da protecção da sistema direita.
Mas com as posições de muita gente à volta do Almirante em relação às questões da Justiça, incluindo o seu mandatário incluindo o seu mandatário, mas não só, naquela relação difícil com o Ministério Público e, portanto, eles estão juntos nessa luta. E também porque eu acho que há os órfãos socialistas. De um certo socretismo, de um certo costismo, e esses órfãos, ainda que certamente não chegarão a público.
Para se manifestar, mas as chamadas viúvas do socretismo têm aqui uma indicação de voto em onde é que devem colocar a cozinha. Também referiu António Costa, os costistas, mas António Costa disse esta semana que vai votar. Seguramente, não dizem quem vota, mas vai votar. Seguramente, sim, quando eu falo dos costistas, não é necessariamente António Costa, é aquela enturagem.
De certa maneira, Costa herdou e que vinha desde o Sócrates. É que o Ladga de Morte não foi de borla. Acho que António Costa é um profissional. Ele não larga. De forma inopinadamente advérbios. Eu gostava de ser mosquinha para estar na Cabin de Voto quando ele for fazer a cruz. Parece-me que ele disse isso. Para ficar bem, e já Sócrates também teve muita graça numa altura numa explicações que não aparecem aqui, que é
Bom, eu pensei em votar nas pessoas que eu conheço bem. Lembrei-me de António Felipe. Essa parte foi muito boa. Já que se fala de Sócrates, o antigo Primeiro-Ministro tem agora um novo advogado. O facto de
¶ O Sentido de Estado de Ventura
José Preto, esse novo advogado, de ter pedido cinco meses e meio para estudar o processo e de lhe terem sido dados pelo juízo há apenas dez dias. Que consequências é que poderá vir a ter João Miguel Tavares no evoluir do julgamento? Não sei, mas o que eu sei é que isto é. Eu acho que vai ser recomposta a velha dupla de Lilo João Araújo com um novo advogado.
Que, pelo que eu tenho lido sobre ele, é também daqueles muito, muito aguerridos. Eu acho que ele não vai ficar abaixo de Pedro de Lilo, vai ficar mais parecido com João Araújo e, portanto, a substituição de Pedro de Lilo. Penso que foi puramente estratégica, aliás, como se soube. Esta sexta-feira, Pedro de Lilo não está. Já se tinha sabido que Pedro de Lilo não abandonava os casos internacionais. E agora, se soube.
Esta sexta-feira, uma notícia do Luís Rosa no Observador, que ele também vai estar num outro caso que é subsidiário da Operação Marquês. E portanto Pedro Lilo continua ao lado de José Sócrates, mas agora vamos ter mais um advogado fogoso. E vai ser bem giro que já disse que quer meter. 77 recursos. Oui, c'est candidat du MRPP, c'est défenseur de Bruno Carvalho. E um senhor que tem um ar assim zangado vai ser bom de certeza.
Entregamos ao Ricardo Barões Pereira a pasta de Ministro das Opiniões. Quanto ao Pedro Mechia... Ainda à volta dos debates presidenciais, quer ser desta vez ministro do sentido. Ando à procura do sentido da vida nesta corrida presidencial. Se ainda estivesse à procura do sentido da vida nesta altura. Já o encontrou? Pois é. Não, não, já desistiu.
Já desisti de procurar. Assim devia ser a machete de expressas. O sentido, não da vida, mas o sentido de Estado foi um dos pontos de atrito no debate esta semana entre André Ventura e Marcos Mendes. André Ventura, nesta matéria de representação do Estado, atua com total falta de sentido.
É Angola, é Brasil, é Espanha, isto é um padrão. O senhor de facto não tem sentido de Estado. Falta sentido de Estado, faça favor de responder. Eu vou lhe dizer uma coisa: sabe qual é o meu sentido de Estado? É amar este país. Este é que é o sentido de Estado. O sentido de Estado, na versão de André Ventura, que sente-se faz deste despique, Pedro Mesia.
de na cerimónia dos 50 anos da independência de Angola, ter havido umas referências ao colonialismo e ao esclavagismo por parte do presidente João Lourenço. No per a mi, però per als meus comentaris. E Marcos Mendes lembrou-lhe não só esta ideia de que o nosso presidente devia... Ou ter reagido depois. E Ventura já tinha tido, e ele deu esses exemplos, Marcos Mendes, já tinha tido reações...
Semelhantes com aquela fantuchada quando veio cá o presidente Lula ou quando foi a um comício em Espanha com as direitas e com o Vox, dizendo que o Sanchas devia ir para a cadeia. Quer dizer. E se fala, todos os exemplos falam por si, isto é, primeiro. Ir a um Estado que ainda por cima é nosso vizinho. Dizer que o primeiro-ministro deve ir para a cadeia é uma ingerência e uma grosseria absurda. Marcos Mendes disse-lhe que ele não é candidato a xerife. A xerife foi uma das boas frases do bairro.
O presidente Lula pode-se dizer muitas coisas e eu até partilho algumas das críticas ao presidente Lula, mas é o presidente do Brasil, foi eleito pelos brasileiros e não temos que gostar dele. E no limite, se não gostamos dele, não estamos presentes na cerimónia. Mas aquela fantuchada que eles fizeram no Parlamento foi endocorosa. E em relação à Angola, o que é que o presidente ia dizer? O presidente João Laurence queixou-se de colonialismo e esclavagismo.
São factos, essas duas coisas são factos enquanto factos. Outra coisa, e eu aí nessa crítica acompanho, é Angola. Nos 50 anos da independência, ainda dizer que tudo é culpa de Portugal. Em grande parte é culpa de Portugal, porque o colonialismo demorou tempo demais. E o fim do colonialismo foi feito a toque e foja, como todos os nós. descolonizações que foram bastante desgraçadas. Mas que eram necessárias e era indispensável descolonizarmos, como é óbvio, e portanto.
Um chefe de Estado não está ali para ter reações epidérmicas e tem que engolir alguns sapos se ele dissesse alguma coisa sobre Portugal de agora. Se insultasse a República Portuguesa, digo, agora, agora, ele estava a falar de outros tempos. Há alguém que pedisse uma defesa da honra, seria o O Franco Nogueira, que já morreu. O sei lá, Dom João II, mas amar.
Muito este país ser o sentido de Estado que é invocado. Sim, porque não, porque amar o país e o sentido de Estado são duas coisas completamente diferentes. Pode-se ter sentido, no limite, pode-se ter sentido de Estado e não amar o país. E no caso de Ventura pode-se amar o país, segundo ele diz, e não ter sentido de Estado. Sentido de Estado é Semelhante a ter maneiras à mesa ou qualquer coisa. Há uma coisa que eu queria dizer, porque o André Aventura está sempre com essa conversa, que é
Os senhores não gostam que eu fale com isso tem a ver também com esse concentrado de Estado. Que eu falo, como falam as pessoas, que digam a conversa de atrás, a conversa de chá.
¶ Debate Ventura vs. Mendes
Ora bem, primeiro nem todas as pessoas falam assim, e há quem fala pior e há quem fala e as pessoas falam como quiserem e não tenho nenhum problema com o que as pessoas falam. Há uma diferença entre o café e um debate presidencial. Há uma diferença, portanto, essa insistência que para representar o povo. Tem que se dizer conversa tem que ter conversa de chance, é verdade.
Que o saudoso, o Almirante Pinheiro da Zvedo disse merda-merda para o fascista e falou como o povo aí, mas realmente aí foi num momento de tensão revolucionária. Mas não é preciso falar assim no dia a dia, não é? E, portanto, isso também há uma falta de sentido de Estado. O que é que destaca no debate entre Mendes e Ventura, João Miguel Tavaro? Olha, a primeira coisa é que André Ventura respeita claramente mais Luís Marcos Menos do que António José Seguro.
Ou então chegou a conclusão. Do que respeita António José Seguro. Ou então chegou à conclusão que não deve interromper tanto como interrompeu no primeiro debate. Estava mais posto em sentido. Não, estava e foi um debate normal. Foi um debate normal. Foi um debate normal, no sentido em que um falava e depois de repente falava o outro, e de repente havia ali umas tricazinhas, mas foi um debate nesse aspecto, um debate civilizado.
O tom abrasivo do primeiro debate. Que não lhe foi favorável, sim. Pode ter chegado a isso, mas eu tenho a sensação que às vezes há pessoas que o Vandergo Ventura respeita mais. Seja porque as começou no passado, não sei. Mas fiquei com essa sensação quando estava a ouvir o debate. Depois, Marcos Mentes arrancou de forma bastante agisca e não se deixou intimidar. E confrontou bem André Ventura nem irritado o que significa que André Ventura é de facto ele.
Eu sei que quando nós vemos as notas e já se tornou uma piada, André Vadeira perde sempre os debates, mas na verdade muitas vezes não perde os debates, porque consegue marcar os ritmos, consegue impor os seus temas. Mas marca um ponto no fim só. Sim, e neste caso acho que marcou um ponto no fim com a história do BES, que esse é o problema de Marcos Menses ser comentador há muitos anos, e no caso do BES nunca ninguém saiu muito bem, a começar pelo Presidente da República de então.
Mas o debate foi interessante. Eu acho que Luís Marcos Mendes ficou por cima e isso significa que André Aventura é derrotável em debates. E é uma coisa que a gente às vezes não é a primeira vez que isso acontece, em termos com o Rui Tavares, também já aconteceu há muito tempo. E é bom que as pessoas tenham isso na cabeça, porque às vezes temos um discurso tão concreto.
Tão negativo do género, ah, ele tem uns truques que fazem com que seja impossível conversar com ele e debatê-lo num terreno de saber. Conheço muitas pessoas que dizem que é impossível ganhar um debate à Ventura, só no sentido em que às vezes é impossível falar quando a Aventura fala. Também viu diferenças, Ricardo Araújo Pereira, na postura de Ventura, neste frente a frente com Marcos Mendes, por contraponto com o debate em que enfrentou António José Seguro.
Sim, eu tinha o meu cartão de bingo e falhei porque tinha posto conversa de chacha como no. Mas logo nos primeiros minutos do debate, logo no início do debate, Ventura diz a certa altura que está farto. Da esquerdalhada fazer tudo o que quer no Parlamento. Sim, a escardalhada também lhe chamou melhoral, como já tinha chamado melhoral. Eu essa tinha no bingo, tinha melhoral no bingo e acertei. Não faz bem nem faz mal, disse isso já ao seguro e ao Marcos Mendes, em princípio vai dizer a todos.
E sim, tinha também esse havia duas ou três coisas. Por exemplo, essa ideia da escradalhada, que é aquela coisa, é Oventura a dizer aquilo que ele costuma dizer, que é ele fala como o povo fala, diz o que o povo diz. E o Ventura, isso é uma coisa extremamente ofensiva para o povo, porque ele tem uma caricatura aquilo que o Ventura acha que o povo é. É uma caricatura do povo. É esse, é o tipo de caricatura que os humoristas fazem do povo português.
y o Ventura conforma-se a esa caricatura cuando pretende Falar pelo povo, de resto, há aquela iconoclastia fanfarona dele, não é? Que se ele estivesse lá como presidente da República em Angola, não admitia que os outros lhe falassem em colonialismo. Alguma vez nós agora estarmos numa antiga colónia e dizerem-nos que colonizamos. Como é que isso é possível? Mas eu acho que falta.
Ah, eu tenho a impressão que para se é esse o plano, ou seja, se é essa aquela a iconoclastia fanfarrona, faz falta dar o passo em frente. E dizer que se eles estivessem em Angola teria defecado na mão e depois arremessado das fezes ao João Lourenço. É a única. Eu fizeram um bom método, Ricardo, que é. Supondo que, portanto, o Presidente da República amar Portugal.
Podíamos fazer, em vez de eleições, análises. Os candidatos alinhavam-se, era medida a tensão enquanto passavam imagens da Batalha do Orique e não sei quem mais, e quem amasse mais Portugal era eleito. Uma espécie de polígrafo patriótico. Olha, nas eleições do Benfica correu muito bem, não correu, Ricardo? Foi ótimo. Mas há outra coisa que o Ventura faz que é que eu começo a ver ali a certa alta. Ele começa normalmente começa relativamente. uh calmo.
Mas depois o tom de voz dele começa a subir à medida que ele se vem e me dias, Mano, começa a ficar cada vez mais agudo. Eu dou conta porque os meus cães começam a uivar. Isso não funciona sem os auriculares. Ele não me está a ouvir agora também. Eu não sei o que é que eu vou fazer. Ele tirou os auriculares. Ele tirou os auriculares para vocês. Tem os auriculares e não funciona. Os auriculares são também o microfone.
É só uma pequena explicação. Parece aquela novela antiga em que o marido desligava o aparelho para não ouvir a mulher. Tiveste uma vontade muito intensa de coçar o gajo. Fica-se. Não fiquem sem bateria. Eu estava a dizer que há um certo momento do debate em que eu acho que o jornalista devia pedir ao André Ventura para interpretar a área Um Belo Divedremo.
Só para ver se ele e a Maria Cala estão em pé de igualdade, porque dá-me a sensação que sim quando ele começa a ficar um digno melhordeiro do Farinelli, eu amo tanto este país.
¶ A Guerra das Flores no Parlamento
Chega ao dó de peito. Muito bem. O Pedro Mexia fica então ministro do sentido e é a vez agora do João Miguel Tavares se tornar ministro da Floricultura. Prefere cravos vermelhos ou rosas brancas? Como sabe, qualquer pessoa com sensibilidade para os arranjos florais, como é o meu caso, evidentemente. É a mistura, a mistura é que fica bonito. Houve cerimónias de celebração do 25 de novembro na Assembleia da República e no Terreiro de Passo, com uma parada militar onde só estava o militar.
Onde teve lugar esse desfile? O país ficou mais unido ou mais dividido com estas cerimónias? Eu acho que o país esteve-se nas tintas. E bem, neste caso. Este é um daqueles casos em que eu posso desenvolver a minha veia de contrarian porque estou contra todos. Em primeiro lugar, e isso é bom, é bom, em primeiro lugar, é bom que a esquerda não se arme em sonsa.
Porque é extraordinária as coisas que eu ouvi. Ai, a direita só gosta do 25 de Novembro, que horror! Estão a desvalorizar 25 de Abril. É bom recordar que esta. Palhaçada em boa medida, não é? Esta espécie de guerrinha ideológica que não tem interesse nenhum. Começou por responsabilidade da esquerda, no tempo de António Costa, que decidiu organizar umas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.
Comemorações essas que demoravam mais de cinco anos e meio, mas onde de repente o 25 de novembro parecia que não ia ter lugar. E em 2013, o próprio Augusto Santos Silva disse que 25 de novembro, os 50 anos, nem sequer estavam planeados para serem comemorados no Parlamento, porque só iam só se ia celebrar as datas que não nos dividem. Foi aí que começou esta conversa. E é bom não esquecer, porque é obviamente ridículo andar a fazer celebrações de 50 anos.
E nos 50 anos do 25 de Novembro, não se celebrar com dignamente a data, uma data absolutamente fundamental e também ela fundadora da nossa democracia. Vai daí que pararam-se as duas datas. Vai daí. E dito isto, Aquilo que a direita também aparentemente quer fazer e já começou o ano passado, porque este ano foram os 50 anos de 25 de Novembro. Acho muito bem que haja uma cerimónia para assinalar os 50 anos de 25 de Novembro. Mas no ano passado foram os 49.
E para o próximo ano, para o caso de alguém Ter dificuldade em fazer as contas, são os 51. Eu espero que agora não vá haver também celebrações do 25 de novembro, no 49, no 51, no 52. É verdade que elas existiram, em 76, em 75. Os militares têm de ser dos quartéis, de vez em quando. Sim, e podem. E eu sou sensível a um bom argumento que é é verdade que a pureza também, alguma da boa pureza do 25 de Novembro, que é creio que seja uma democracia a séria. Está no vinte e cinco de abril.
Pode já não estar, é no 26 de Abril. Mas da mesma maneira que as pessoas não devem simplificar o que é o 25 de novembro, também não. Não devem convidir o 25 de Abril com o 26 de Abril. E, portanto, o bom 25 de Abril, o tal dia inteiro e limpo que falava à Sofia eternamente citado.
¶ As Comemorações do 25 de Novembro
É o 25 de novembro que também de certa maneira está e isso é verdade. Mas uma parte dos militares que fizeram o 25 de novembro não se associaram a estas comemorações por péssimas razões aliás, mas por péssimas razões Ramalhano esteve lá. Sim, estás a falar da Associação Vinted. Sim, estava a falar de Vasco Oriente.
Sim, mas isso é porque, infelizmente, a Associação 25 de Abril também, lá está, eu não tinha falado nesses como responsáveis, mas também tem a sua responsabilidade, nomeadamente nos tempos de passos com a lida Troika, que nem sequer puseram os pés na Assembleia da República. É aí em que a memória histórica é utilizada para a luta política do presente, que é mau trabalho para a história e mau trabalho para a política do presente. Há uma história que o Cotrinho contou que é as dificuldades da IEL.
Poder integrar o desfil na liberdade, ou seja. Com a noção de que o 25 de Abril há uma coisa de esquerda. Celebrou o vinte de novembro, Pedro. Eu nunca celebrei o vintei de novembro, nunca celebrei o vinte e cinco de abril, o dez de junho, o cinco de outubro, o primeiro de dezembro. A passagem de anos só porque me obrigam e o Natal não tem alternativa. No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no,
Hoje em dia, já houve alturas em que isso aconteceu. Ninguém festejou 1o de dezembro, por exemplo. Mas ninguém festeja. Havia umas manifestações dos restauradores onde ia cantar o José Campos e Souza. Sim, exatamente. 17 pessoas que festejam tudo, o 5 de Outubro é festejado. クルルルルルルルルルルルルルルルルル Que se celebre no contexto dos 50 anos do 25 de Abril. Novembro. Que se celebre. Agora, o que não faz sentido é o argumento de não se fala daquilo que dividiu os portugueses, porque aqueles dois anos.
Foi um momento de divisão constante dos portugueses, não só de divisão normal numa sociedade já democrática com partidos em que os partidos defendem posições diferentes. Mas com modelos de sociedade, portanto. Não faz sentido dizer ah, não vamos fazer isto, nem toda a gente está de acordo com isto. Claro que não, nem pode e também da última vez que eu li os livros de história, eu tenho ideia que no 25 de Abril também não uniu todos os portugueses, mas se calhar fui eu que estudei mal.
¶ O Sarcasmo da Guerra das Flores
Porque existe aquela ideia que o 25 de Abril é uma data que une todos os portugueses. Bem, todos não. Há também alguns que não se sentem unidos. Como é que viu aquele despique no Parlamento põe flor, tira flor, rosas sim, cravos não? Foi o querido, mudei a Revolução. Basicamente, foi uma. Nós temos um episódio que é a Guerra das Laranjas, não é?
E este foi a Guerra das Flores, enfim, é um passo de tempo com outros qualquer. Vou ter de repetir a pergunta, Ricardo Aros Pereira, que já fiz a João Miel Tavares. Prefere cravos vermelhos ou rosas brancas? Oh Carlos, eu costumo celebrar datas, mas não tenho sentimentos fortes sobre botânica. De qualquer modo, devo dizer-lhe que.
Eu achei que, para assinalar um dia em que houve grande estratégia militar, mas acabou por ninguém dar um tiro em ninguém, and no dia seguinte, o governo que estava em funções. se manteve em funções e seguiu tudo como estava no dia anterior para celebrar esse dia. Eu acho que não há nada melhor do que uma discussão sobre esta flor é que é boa, não, estúpida, esta é que é. Gostei disso, eu tenho pena que ninguém...
Se tenha lembrado, era o que eu teria feito, ninguém se tenha lembrado de levar outras plantas para lá, como alecrim e manjerona. Acho que teria feito falta no meio daquela discussão. Ou Rosas, exatamente. Eu teria levado Alcrim e Manjarona. Acho que era o Rio. O João Miguel Tavares fica então ministro da Floricultura.
¶ A Paz dos Cemitérios na Ucrânia
Depois destas guerras de Alecria e Manjarona com cravos e rosas, estão entregues as pastas ministeriais por esta semana. A altura para sabermos porque é que o Pedro Mexia se sente na paz do cemitério. Já será caso para declarar o óbito? Não é por isso, é porque na verdade não há sinais de que possa haver um entendimento. Estamos a falar justamente da situação na Ucrânia, do plano de paz de Trump. É desta que acaba a guerra com este plano, Pedro Meshiá?
Quer dizer, não, porque a Ucrânia não pode aceitar. A Ucrânia tem muito interesse em fazer sedências e acabar com a guerra, como é óbvio. E eu acho que o deve fazer e deve dar a. Mas não, por exemplo, os territórios ocupados durante a invasão. E, portanto, é isso que seria a paz dos cemitérios, que é a paz.
Construída em cima de uma derrota militar da Ucrânia, que nem sequer existe propriamente, existe, evidentemente, não estão a ganhar a guerra, mas também não a perderam, como os russos chamam, que eram duas semanas ou um mês, lá quanto tempo é que eles achavam. que ganhavam a guerra e, portanto
Trump tem notoriamente mais simpatia por Putin do que por Zelensky e duvido muito. Acho que a Ucrânia vai ter que fazer das tripas de coração, mas agora é a Rússia também que se está a fazer difícil. Dovido muito, gostava que. Aqui acontecesse. Todo o fim de uma guerra é positivo, mas se a guerra for, se a paz for alcançada com a humilhação da Ucrânia, é muito negativo e incentiva à Coccia.
Eu não sei se resulta. Por um lado, nós temos ideia de qual é a fórmula, que é tentar engraxá-lo da melhor maneira possível, oferecer-lhe uns aviões e outras coisas assim. Há aquelas imagens fantásticas dos CEOs. Lá na mesa, na Casa Branca, cada um andar mais havia aquele sketch, acho que era do João Soares, não era e lhe embaraçou-se porque cada um deles subia a parada do anterior.
E realmente só faltou, como não se catch de uns comediantes muito engraçados, dizerem não, não é que te faço aqui um falácio, porque foi mesmo uma coisa. Mas, de qualquer forma, por muito poder, por muito poder que os Estados Unidos têm e têm. Aquilo não é uma guerra entre os Estados Unidos e Rússia, portanto, convém não esquecer a Ucrânia, que acho que tem uma palavra a dizer sobre o tema, e a própria Europa, que, enfim, não é propriamente um gigante.
Mas também tem alguns meios para fazer face àquela guerra, não é? Como é que interpreta, numa frase Ricardo Arouspreira, o alinhamento de posições entre a Casa Branca e o Kremlin? Oh Carlos, o facto de Casa Branca e Caramelina estarem alinhados é tão pouco surpreendente que eu gostava de voltar ao tema anterior, só para repetir um pedido que tenho feito muitas vezes: é agora que estamos a celebrar finalmente o caráter profundamente transformador.
25 ноября, que reorientou politicamente o país no sentido certo. De dizer que a Constituição, que é de setenta e seis. Afinal, manteve o país no caminho errado. São coisas incompatíveis, das duas, uma. Ou 25 de Novembro, de facto, foi uma data transformadora que realmente nos retirou de uma determinada orientação. ¿O no lo ves y después en 76 aún estábamos a regredir y a hacer constitución? ¿Y temas de semana pasada? ¿No quieres decir nada? ¿No quieres decir nada sobre temas de semana pasada?
Riccardo, sembra che non piacciono la domanda del moderatore. Parecias o almirante é ignorar o moderador. Pois é. Olha, ele está aqui triste agora. Ele parece que já não quer falar mais. Está ali todo triste. Isto não quer dizer mais nada. Pronto, estás esclarecido isto. Tu zangaste o homem. Assim é fácil. Agora vamos ter que o aturar, não é? E tu estás a não sei quantos quilómetros de distância.
Bom, está bem, o Ricardo não quer falar da Ucrânia, nem da Rússia está a saborrifar para isso. Está esclarecido porque é que o Pedro Meschias, se calhar está em algum sítio onde não pode falar à vontade. Está esclarecido porque é que o Pedro...
¶ Pedro Nuno Santos e a Geringonça
Pedro Mestia se sente na paz dos cemitérios. Quanto ao João Miguel Tavares, voltando à política nacional, diz sentir-se mea culpado, quem é o destinatário do neologismo? É, é Pedro Montes. Pedrinho Santos quis escrever um artigo. Quer falar do artigo dele no público em que. Faz um meia culpa celebrando. Os 10 anos da geringonça. Sim, é uma meia culpa que, na verdade, é meia culpa, ele não admita a culpa toda. A meia culpa era aquele par de alterne damarante tragicamente.
Sim, e que depois deu origem indiretamente a um grande filme do Canicho. O Pedro Nunes Santos lembrou-se, coisa que ninguém se tinha lembrado, mas ele lembrou-se, olha, isto faz 10 anos que começou o governo da Jardim. E escreve um texto de tu. Mas foi um ato de celebração ou um ajuste de contas? Eu acho que a graça está nessa mistura. Por um lado é um ato de celebração e Pedro Nunes Santos quer relembrar o país que.
Houve ali um momento muito bonito ali entre 2015 e 2019, coisa de que eu tenho altas dúvidas. mas ao mesmo tempo ele coloca-se numa postura independente em relação àquilo que foi parte desse percurso. E deixa mais uma vez críticas aos erros que foram cometidos pelo governo de António Costa. E eu achei que graças a isso significa que, embora hoje em dia, pouca gente já dá alguma coisa pelo Pedro Nuno Santos, mas ele continua a dar alguma coisa por si próprio. Parabéns pela autoconfiança.
¶ Juiz Carlos Alexandre no SNS
Já sabemos porque é que o João Miguel Tavares se considera meia culpado. Agora vamos tentar perceber porque é que o Ricardo Araújo Pereira se declara mais magro. Está a fazer dieta ou conseguiu ganhar o brevê de diabético? Pois é isso, não estou a fazer dieta, mas tenho acompanhado com interesse esta coisa do chamada Operação OBLIX. Parece-lhe adequada à designação, Ricardo.
Bom, digamos que não é o nome mais delicado colocado no país pelo gabinete de relações públicas da polícia. Não digo que não seja bem visto, mas delicado talvez não. O gabinete de imprensa da polícia. Tenho acompanhado com interesse isso, porque na verdade é uma burla, é o Estado a comparticipar medicamentos para pessoas em que a comparticipação não faz efeito.
E, portanto, é um daqueles casos em que, em vez de cortar nas gorduras de um Estado, em vez de cortar nas gorduras do Estado, que é a nossa ambição de sempre, se corta nas gorduras do cidadão. O Governo nomeou esta semana o juiz Carlos Alexandre, já que estamos a falar de gorduras, para uma nova estrutura de combate à corrupção no SNS. A Polícia Judiciária e o Ministério Público não estavam a dar conta do recado. Tens que esclarecer os termos da tua pergunta.
Os termos da pergunta tajem a ver com o objetivo desta estrutura de Carlos Alexandre, que é cortar 800 milions de alegadas fraudes. Há duas coisas, independentemente do mérito da causa que são essas investigações. a dar um cargo de nomeação política a um juiz que foi tão
Problematik. Problematik. Agora, não estou a fazer uma apresentação positiva ou negativa. Acho que teve coisas positivas e negativas. Mas a minha pergunta é se não havia já PJ, Ministério Público. Mas é certo. Bom, segundo ponto. O segundo ponto é que... Isso é um atestado de incompetência passado às instituições a quem cabia investigar isso e, portanto, são as duas coisas. Uma é uma parece-ma a ideia.
E eu outra parece-me pelo menos a chincalhante para o Ministério Público e a PJ. Quem reajuda imediato à demiação de Carlos Alexandre foi o arquivo inimigo. José Sócrates, que considera um prémio político esta nomeação do magistrado. na frente à Operação Marquês, a ideia de prémio ao super-juiz. Aventada por José Sócrates faz sentido.
O Sócrates lembra aquela andota do Zé que era tão famoso, tão famoso, tão famoso que um dia foi ao Vaticano e as pessoas perguntavam quem é o senhor de branco ao lado do Zé. E isto aqui é igual, tudo, tudo, absolutamente do que acontece no universo. Vai dar a Jessócrates à operação Marquês e ele já fez comparações, nomeadamente, com Sérgio Moro, que é uma comparação.
Enfim, tal como Sérgio Moro que prendeu Lula e depois foi recompensado no Ministério da Justiça. Ah, agora Carlos Feminista é uma comparação absurda, mas ele vive naquele mundo, e o problema é que aquele mundo.
¶ Livro: Analfabeta de Agota Kristof
Insistem tomar conta do nosso. Parabéns, Angé Sócrates. Bom, chegámos à altura dos livros e eu trago esta semana um texto curto, cru e que nos transporta para um tempo. Que aqueles que leram a extraordinária trilogia da cidade de Kappa experimentaram de forma impressiva. A autora da trilogia é também a autora deste livrinho, intitulado Analfabeta, a Húngara Agotha Cristof. A segura da linguagem é a mesma, a força evocativa também, embora este livro, ao contrário da trilogia,
Não seja um romance, mas um relato autobiográfico. Aliás, com o subtítulo, a indicá-lo expressamente logo na capa, trata-se da Um relato autobiográfico, é assim o subtítulo. Trata-se de uma narrativa de como a autora, depois da infância, no período da Segunda Guerra Mundial, e obrigada no pós-guerra a adaptar-se à língua russa. Acabou por fugir aos trinta e um anos para a Suíça.
Aí, no país onde ficaria até à morte, Agotha Christophe viu-se confrontada com a necessidade de voltar a começar tudo do zero, até a sua própria alfabetização, não sabia francês. Sente-se de novo analfabeta, mas percebe que ler e escrever-lhe são essenciais. E escreve a certa altura do que estou inteiramente segura é que teria escrito em qualquer lugar, em qualquer língua, e assim fez uma obra em língua francesa. Torna-se uma escritora de língua francesa na Suíça e conclui.
Não escolhi esta língua, foi-me imposta pelo destino, pelo acaso, pela circunstância. Escrever em francês é uma obrigação, é um desafio, o desafio de uma analfabeta. Além de dezenas de livros policiais. Agora estou aqui só. Mas vais confundir o senhor espectador este momento. Esta é outra. Esta é húngara. Agota Cristofe, analfabeta, tradução de Rui Paiva, edição Dois Dias. O João Miguel Tavares sugera um livro.
¶ Livro: Storytelling de Jonathan Gottschall
Também sobre a necessidade de contar histórias. Sim, casa muito bem com o que tu acabaste de dizer. Eu, em tempo, já tinha falado deste livro. Eu acho que fizemos um governo de sombra especial em que levámos livros. em estrangeiro e que faltavam ser editados em Portugal. Quando chamava assim. Quando chamava assim. Eu já não sei em qual das encarnações foi. E um dos livros que eu tinha levado como sugestão para ser traduzido era este storytelling do Jonathan Gottschalk.
e na verdade é que agora foi traduzido em português, descobriu nas livrarias, o subtítulo é como as histórias nos tornam humanos. E é realmente um percurso extraordinário e casa muito bem com o que tu estiveste a dizer. Que é que contar e escrever histórias não é entretenimento, é mesmo uma atividade tão essencial para o ser humano.
Como comer e beber. E portanto o Gotchel conta muito bem essa história, cruzando a neurociência, a psicologia, a biologia evolutiva, e esta é uma área em franca expansão e é uma área que me fascina profundamente. E aqui está um livro que é uma belíssima introdução a esse tema. Está um bocadinho datado em alguns dos exemplos, porque o livro já tem uns 13, 14 anos e ainda é pré-era da explosão das redes sociais, mas vale imensa a pena lê-lo.
Jonathan Gottschall, Storytelling, com as histórias no História Alemana, de editora Vogais. O Pedro Messia traz um cristianismo nipónico.
¶ Livros: Cristianismo e Xadrez
É um livro muito sui género, sobretudo lido por um europeu, porque o Endo, escritor japonês, ficcionista japonês, que era católico. Os católicos eram e são uma minoria ínfima no Japão. Ele é o autor do Silêncio, que o Scorsese adaptou, que é justamente sobre as extremas dificuldades.
Da cristianização do Japão, porque houve uma, por um lado, uma facilidade em converter as pessoas, mas uma recusa total das autoridades, por razões políticas e também teológicas, que o LIVRE explica, e este livro é. Uh É como se ele estivesse e estava, provavelmente, para a maioria dos leitores.
A contar os evangelhos pela primeira vez. Ele dizia: havia um homem na Galileia, se isto fosse escrito em Portugal, mesmo hoje, em que os países já estão bastante descristianizados, etc. Lê isto, é uma forma de contar a Bíblia a quem nunca ouviu falar da Bíblia, e isso é muito fascinante, e claro, que ele conta de forma diferente e com reflexões pessoais, mas é. Acaba por ser um romance ensaio sobre isso. E o Ricardo Aros Pereira, o que é que levou na mala?
Trouxe este livro, Carlos, que se chama Gambitos da Imaginação. O subtítulo é do professor Diniz Caiola Ribeiro, que é professor na Faculdade de Belas Artes do Porto. O subtítulo diz os xadrias como ferramenta para pensar, mas é mais do que isso. São 64 textos, que é o número das casas no tablete de xadrias. E abordam vários aspectos não só da história dos xadrez, coisas atenção fascinantes mesmo para leigos em xadrez, como por exemplo eu, mas as relações dos xadeês com a criatividade.
Com a arte, por exemplo, tem aqui, como é evidente, tem um capítulo dedicado a xadrez e humor que começa da seguinte forma: num sketch do Gato Fedurento intitulado Partida de Xadês, o jogo serve de pano de fundo para um exercício de humor. O parágrafo seguinte zaczyna. Apesar de não considerar este sketch particularmente conseguido, mas é bem observado. Porque realmente não é dos melhores, mas é o pretexto para iniciar um capítulo sobre.
Por exemplo, o uso dos xadrez em textos humorísticos e mostraste assim admiração e fair play. E humildade. E um check-bate ao gato de verde. Está concluída mais uma reunião semanal, de hoje a oito dias, à mesma hora, os mesmos de sempre, também em podcast. Pedro Messias, João Miguel Tavares e Ricardo Roas Pereira.
