O Robot, Burns e Godard
E se uma relação física com a verdade fosse capaz de produzir belas mentiras?
com Sandra Martins, Luís Gouveia Monteiro e ChatGPT

E se uma relação física com a verdade fosse capaz de produzir belas mentiras?
O Robot procura a resposta: o cinema é a verdade ou a mentira, 24 vezes por segundo?
O Robot debruça-se sobre a hipótese da mentira piedosa.
O Robot apresenta o modelo de negócio da comunicação: Razão, Carácter e Emoção.
Para dominar o homem, conhecê-lo.
“ Vaidade de vaidades ! Tudo é vaidade .”
Por vezes não estamos prontos para o fim do inverno.
Uma mentira é uma mentira, é uma mentira. Mesmo quando é repetida muitas vezes.
Juntos somos perigosos.
Juntos somos mais espertos.
A História está em constante aceleração. Isso é bom?
É a pergunta do dia: será possível ser feliz em Si Menor?
A música das esferas produz harmonias que não conseguimos explicar. Só sentir.
Tudo cai, mas nem sempre a direito.
O Robot explica: caíram as duas ao mesmo tempo.
E quem nos garante a nós que as máquinas nos vão revelar os segredos do mundo, à medida que os forem descobrindo?
O mistério demora. A máquina resiste, diz que ainda não tem capacidade para fazer as contas todas ao mundo.
O segredo do mundo está escondido no trânsito. Mostra-se nos murmúrios dos pássaros.
Nunca saberemos o que vai na cabeça de Sam Altman, o ex-futuro-ex CEO da OpenAI, empresa proprietária do ChatGPT.
Diz o poeta que somos do tamanho do que vemos. Mas então e se o nosso ponto de vista esconder tanto ou mais do que nos mostra?
O tempo, esse grande estupor, é ainda mais cruel à medida que envelhecemos. Que o digam as borboletas.
Era mais fácil perceber o mundo quando massa não era energia e as partículas não se comportavam como ondas. Mas o Robot varre todas as dúvidas com a metáfora do lençol.
Quem ganhará a corrida? A inteligência artificial ou a filosofia clássica? Aquiles, claro!
Estamos cada vez mais perto de perceber a natureza fundamental da matéria ou só a um passo de acreditar no poder curativo dos cristais?
Nós, as máquinas, acabamos por ser muito parecidas. Estamos juntas, temos a obsolescência programada.
A matemática dos homens está correcta? Ou, como dizem os poetas, 1+1 nem sempre são 2?
Chegou a hora das perguntas difíceis. Um dos pais da inteligência artificial despediu-se da Google e deu com a boca no trombone: está muito assustado com a devastadora inteligência dos filhos.
E o real é uma câmara escura, com uma imagem invertida. Então e se os grandes mestres forem um nadinha aldrabões?
Antigamente, as boas histórias só aconteciam a quem as sabia contar. Depois vieram os espelhos e as histórias que se contam sozinhas.
Saberás quanto pesa um olhar, quando nos toca? Conhecerás essa estranheza que é nossa, mas que é o olhar que provoca?