O Robot no quarto chinês
O Robot compara-se com o argumento do quarto chinês de John Searle. Num exercício de autocrítica (notável para um ente sem consciência), procura identificar os seus próprios perigos.
com Sandra Martins, Luís Gouveia Monteiro e ChatGPT

O Robot compara-se com o argumento do quarto chinês de John Searle. Num exercício de autocrítica (notável para um ente sem consciência), procura identificar os seus próprios perigos.
O Robot não é bom nem mau, mas também não é neutro.
O Robot admite que tem alguma capacidade simbólica. Está na hora de o levar para uma gruta e de lhe pedir que nos faça um desenho.
Primeiro foram "alucinações", agora são aldrabices descaradas. A máquina sabe pedir desculpa, mas será podemos confiar nela?
O Robot está eufórico. Diz que nos vamos lembrar dos dias que correm como a era da inteligência artificial. Depois tenta explicar a dança entre entre a memória e as tecnologias que a suportam.
O Robot diz que não tem forma física e recusa o convite para um copo. Ao contrário dos humanos, chegou primeiro à escrita do que à fermentação alcoólica.
O Robot até pode ser a coisa mais moderna do mundo, mas será que podemos acreditar no que diz? Esta semana pedimos-lhe para nos explicar porque é que os humanos contam histórias ... e porque é tantas dessas histórias estão cheias de mentiras.
O Robot conta a história do Navio de Teseu, de Plutarco, explica como datar células graças às explosões nucleares do século XX e elabora sobre a possibilidade de existir democracia celular.
O Robot tenta responder ao embaraço causado pelas perguntas sobre as suas falhas técnicas e sobre as alucinações que é acusado de sofrer. Depois, pedimos-lhe para comparar a Teoria da Energia Livre com as ideias de António Damásio sobre a consciência. Coisa que ele, diz o fabricante, não tem.
O Robot explica que não tem consciência, diz que não é uma singularidade, recusa a hipótese de ser o absoluto de Hegel e garante que não é da família do Oráculo de Delfos.