O chachachá, um ritmo essencialmente dançante, surge em 1950 e logo se tornaria uma coqueluche, em todo o continente. Ouçamos a gravação de dois chachachás de Reina com a Estrellas Cubanas. Duas canções com foco similar e típico deste ritmo: “Baila mi gente” e “Pa bailar”. Observem como o estilo alegre do chachachá se reflete usualmente em seus versos.
Mar 21, 2022•11 min•Season 2022Ep. 215
Argelia fez uma rara trajetória, para uma cantora da música popular. As duas canções que apresentaremos hoje constam de Cds gravados no século XXI. O primeiro deles, de 2003, foi integralmente dedicado à obra de Vivente Garrido. Garrido participou de todo o projeto, inclusive tocando o piano em todas as faixas. Mas, não pode ver o disco pronto: faleceu 3 meses antes. A faixa selecionada deste Cd, “Canción de otoño”, foi a última das inúmeras declarações de amor que fez à sua mulher em seus boler...
Mar 19, 2022•10 min•Season 2022Ep. 214
Carlos Lyra já disse que o samba-canção é o bolero brasileiro. Penso que, com tal afirmativa, ele quis dizer que o samba-canção sofreu grande influência do bolero. Zuza Homem de Melo talvez tenha sido mais preciso, ao afirmar que o bolero é o único gênero estrangeiro que tem um correspondente nacional: o samba-canção. Como me identifico com as ideias de Lyra e Melo, o samba-canção passará a integrar a temática do Compasso Latino. Comecemos essa novidade com a curiosa história de “Risque”, samba-...
Mar 17, 2022•9 min•Season 2022Ep. 213
Atahualpa Yupangui, tema do programa de hoje, é o mais destacado folklorista argentino. Curioso, porque ele nasceu na província de Buenos Aires, em 1908. Mas, aos 9 anos mudou-se para Tucumán, onde viveu toda a sua juventude, iniciou sua atividade musical e percorreu, em lombo de burro, boa parte do altiplano argentino, chegando até à Bolívia. Viveu em diversas cidades e não só no norte argentino. Antes da fama chegar passou um tempo também em Montevidéu. No programa de hoje, Lidia Borda nos apr...
Mar 13, 2022•10 min•Season 2022Ep. 211
A zamba é um gênero e uma dança que possivelmente se originaram no Peru. São manifestações culturais oriundas das comunidades mestiças de negros com índios. Afinal, zambo é o vocábulo espanhol que designa a pessoa pertencente a essas comunidades. Ouvimos, com María Estela Monti, Zamba del angel, de Ariel Petrocelli e Hugo Diaz e, com António Zambujo, Zamba del olvido, de Jorge Drexler.
Mar 11, 2022•10 min•Season 2022Ep. 2010
Neste programa, voltaremos ao tema das canções pouco conhecidas de compositores com grandes êxitos. Falaremos hoje de Álvaro Carrillo e Mario Fernandez Porta. Ouvimos, com Patrícia González, “Diariamente”, de Alvaro Carrillo, e “Ya no me acuerdo”, de Mario Fernández Porta.
Mar 09, 2022•9 min•Season 2022Ep. 209
Nascida em 1983, na Catalunha, em uma pequena cidade quase na fronteira com a França, a cantora Silvia Pérez Cruz, que já apresentamos no compasso latino, tem se destacado no cenário musical de seu país. No programa de hoje, Sílvia Pérez Cruz interpretará “Que dirias de mi”, uma canção da mexicana Maria Grever, provavelmente dos anos de 1930.
Mar 07, 2022•8 min•Season 2022Ep. 208
Curiosa a história de “Nostalgias”, um dos mais destacados números do tango, de autoria do pianista Juan Carlos Cobián e do poeta Enrique Cadícamo. A dupla havia sido contratada para escrever a trilha sonora de um musical. Foi em 1936. Rapidamente, produziram uma meia dúzia de tangos e os submeteram à consideração do diretor da peça. Todos foram aceitos, menos “Nostalgias”, que foi considerada uma melodia muito sofisticada para o gosto popular. Ouvimos, com María Volonté, de Juan Carlos Cobián e...
Mar 05, 2022•8 min•Season 2022Ep. 207
O grupo musical cubano Irakerê, criado na primeira metade da década de 190, de 1970, sob a liderança de Chucho Valdés, contou em sua formação inicial com jovens que iriam se transformar em grandes nomes da música instrumentista internacional. Além de Chucho, notável pianista, e filho de outro pianista não menos notável, Bebo Valdés, integravam essa formação inicial o saxofonista Paquito D´Rivera, o violonista Carlos Morales, os trompetistas Jorge Varona e Arturo Sandoval. A seguir ouviremos “Bol...
Mar 01, 2022•9 min•Season 2022Ep. 205
Uma das mais estranhas histórias associadas ao mito de Carlos Gardel refere-se a uma de suas supostas amantes: Yvonne Guiltry. Pessoalmente, creio que a história que se conta a esse respeito é completamente fantasiosa, embora tenha tido guarida no romance O Jogo da Amarelinha, de Júlio Cortazar, que lhe dedicou um dos capítulos desse livro. Ouçamos duas gravações de épocas distintas de Madame Ivonne: a de Gardel, de 1933, e a de Adriana Varela, do ano 2000.
Feb 27, 2022•9 min•Season 2022Ep. 204
Ouvimos, com Carlos Navas, de Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy, “Como os rios correm pro mar”, e, com Zezé Gonzaga, de Valzinho, “Doce veneno”.
Feb 25, 2022•8 min•Season 2022Ep. 203
José Alfredo faleceu em 1973, aos 47 anos. Seu fígado não resistiu aos litros de tequila que tomava, dia após dia. Na juventude, tentou a sorte no futebol, sem qualquer sucesso. Dedicou-se à música, a partir de 1950 e o sucesso começaria a chegar na segunda metade daquela década, com marcante presença, no cinema e na televisão mexicanos. Sua mais destacada interprete foi Chavela Vargas. Entre as canções de José Alfredo de que mais gosto, estão dois temas do período final de sua obra: “De um mund...
Feb 23, 2022•10 min•Season 2022Ep. 202
Um tema, duas canções de uma mesma época, uma mexicana e outra brasileira, pertencentes a gêneros aparentados; o bolero e o samba-canção. O tema refere-se às uniões fracassadas, mas que não podem ser rompidas, porque um amor inquebrantável segue unindo o casal. Ou seja, a vontade de separar não consegue superar o desejo de permanecer juntos. Ouvimos, de Carlos Arturo Briz, com Nana Caymmi, “Encadenados”, e, com Áurea Martins, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, “Moeda quebrada”.
Feb 21, 2022•11 min•Season 2022Ep. 201
A releitura de canções antigas, com roupagem moderna e vanguardista, tem sido usual em todos os gêneros populares. A nova interpretação, por vezes, parece outra canção. Já tratamos desse tema no Compasso Latino e voltamos a ele hoje, com uma canção de Agustín Lara. Escutemos “Pobre de mí”, em sua primeira gravação e na última que conheço. Ouvimos “Pobre de mí”, de Agustín Lara, em versões de Ramon Armengod e Iraida Noriega.
Feb 19, 2022•11 min•Season 2022Ep. 200
Há casos que a realidade parece imitar a ficção. Um deles é o de Fredesvinda García, tema do programa de hoje. Freddy, em 1959, passou a frequentar um bar da cidade, à noite. Sentava-se a um canto, tomando seu rum e cantarolando as músicas que saiam de uma vitrola. O dono do bar achou que ela levava jeito para a coisa e a contratou. Quando Freddy começou a cantar, a notícia espalhou feito um rastilho. Ia gente de toda a cidade, para escutar sua voz única. Não demorou e era a estrela de um dos gr...
Feb 17, 2022•10 min•Season 2022Ep. 109
Há quem pense que, entre o bolero e o samba-canção, houve algo muito sério. Carlos Lyra pensa que foi casamento. Ele costuma dizer que o samba-canção é o bolero brasileiro. Com essa afirmativa, ele provavelmente se refere à grande influência do bolero sobre o samba-canção, a partir dos anos de 1940. Ouvimos, com Dalva de Oliveira, de Tom Jobim e Newton Mendonça, “Teu castigo” e, com Ângela Maria, de Tom e Helena Jobim, “Não devo sonhar.”
Feb 15, 2022•9 min•Season 2022Ep. 108
Consuelo Velazquez, a autora daquele que talvez seja o mais conhecido bolero em todo o mundo, “Bésame mucho”, dizia que o havia composto muito jovem, antes mesmo de conhecer o beijo de amor. Ouvimos, de Consuelo Velazquez, Amar e vivir, com Eugenia León, e “Que seas feliz”, com Joana.
Feb 13, 2022•10 min•Season 2022Ep. 107
La Lupe foi uma cantora cubana que desfrutou de um momento de grande destaque no cenário internacional, mas de fugaz duração. Em meados dos anos de 1960, La Lupe começou a ter grande prestígio. Nessa época, gravou dois boleros do então quase desconhecido porto-riquenho Tite Curet Alonso. Duas gravações que impulsionariam a carreira de ambos. Dois boleros e uma mesma temática: a separação de um casal, em que a mulher ousava acusar o homem pela culpa do desenlace do romance. Ouvimos, de Tite Curet...
Feb 11, 2022•9 min•Season 2022Ep. 106
O compositor Enrique Santos Discépolo, muitas vezes referido por seu apelido Discepolin, foi uma das maiores figuras do tango. É possível que só Gardel supere o seu prestígio na canção argentina, a despeito de ter tido uma vida relativamente curta, 50 anos, e ter criado pouco mais de 40 canções. Ouvimos, de Enrique Santos Discépolo, “Noche de abril”, com Nelly Omar e “Sueño de juventude”, com María Volonté.
Feb 09, 2022•10 min•Season 2022Ep. 105
O mexicano Luis Demetrio, natural de Mérida, conterrâneo e compadre de Armando Manzanero, talvez para justificar sua extensa obra musical, dizia que Mérida é a terra em que todas as dores terminam em canção. Um dos boleros mais belos de Demetrio é “Apoyate en mí alma” e sua gravação de que mais gosto foi a realizada, já no século XXI, pelo panamenho Rubén Bladés, que ouviremos a seguir.
Feb 07, 2022•9 min•Season 2022Ep. 104
O pianista mexicano Armando Manzanero, que completou 82 anos, no final de 2017, é, sem controvérsias, o grande autor do bolero, depois de 1960. Manzanero, Don Juan por natureza, fez do bolero sua arma irresistível, para encantar e seduzir suas incontáveis mulheres. Caro ouvinte, escute as versões em português de “Contigo aprendí” e “Me vuelves loco”, nas vozes, respectivamente, de Gal Costa e Elis Regina.
Feb 05, 2022•10 min•Season 2022Ep. 103
O pianista e diretor de orquestras mexicano Luis Arcaraz marcou sua presença na música latina com belas canções, que fizeram muito sucesso, durante mais de 2 décadas. Em sua obra autoral, marcadamente influenciada pelo jazz, pelo blues e pelas frequentes temporadas nos Estados Unidos. Ouçamos “Superstición”, em interpretação do próprio Luiz Arcaraz, e “Viajera”, na voz de Pedro Vargas.
Feb 03, 2022•9 min•Season 2022Ep. 102
Ouvimos, com Francisco Alves, de Alcyr Pires Vermelho e David Nasser, Esmagando rosas e, com Diego Cigala e Bebo Valdés, de Tom e Vinícius, Eu sei que vou te amar.
Feb 01, 2022•10 min•Season 2022Ep. 101
É difícil se encontrar um personagem da canção popular que tenha tido tanta identificação com o seu povo quanto o porto-riquenho Tite Curet Alonso, que primava pela simplicidade, e cuja história de vida é também rara. Tite, um negro nascido em 1926 e de origem muito humilde, conseguiu superar as barreiras sociais, que eram mais fortes ainda em seu tempo, e chegar a universidade, tendo estudado farmácia, sociologia e jornalismo. Tite é amplamente reconhecido como o terceiro mais destacado criador...
Jan 31, 2022•8 min•Season 2022Ep. 100
O argentino Chico Novarro, nascido em 1928, filho de imigrantes do leste europeu e com ascendência judaica, é uma das mais importantes referências na canção portenha da segunda metade dos anos de 1960. Ele transitou por uma infinidade de ritmos muito diversos, que incluem o jazz, a cumbia, a zamba e até o tango, mas sua contribuição mais destacada talvez tenha sido no bolero. Muito bem-humorado e simpático, Chico costuma dizer que tem um DNA dispersivo. Ouvimos, com Daniel Maza, de Chico Novarro...
Jan 27, 2022•9 min•Season 2022Ep. 99
Lolita era uma jovem de seus 16 anos, quando começou a compor. Embora, segundo seu depoimento, não tivesse tido ainda qualquer envolvimento sexual, seus versos eram carregados de erotismo. Razão pela qual, as casas gravadoras do México passaram a recusar suas músicas ou a exigir que ela alterasse alguns de seus versos, o que recusou. A sorte de Lolita, foi que a cubana Olga Guillot, já exilada no México, e uma das grandes recordistas de venda de discos do país, se interessou por suas canções. Ou...
Jan 25, 2022•10 min•Season 2022Ep. 98
O pianista Sebastián Piana e o poeta Homero Manzi foram parceiros em várias canções, entre tangos, candombes, valsas e milongas. A dupla é lembrada especialmente por uma série de milongas. A primeira delas, Milonga sentimental, foi composta em 1931, quando Homero tinha 24 anos e Sebastián, 28. Gardel a gravaria 2 anos depois. Mas, a milonga da dupla mais apreciada no cenário internacional é “Milonga triste”, de 1936. Ouçamos essas duas milongas. “Milonga sentimental”, na intepretação de Tito Rey...
Jan 23, 2022•9 min•Season 2022Ep. 97
Não é raro que nomes destacados do tango eventualmente visitem o bolero. Já tratamos desse tema no Compasso Latino e voltamos a ele hoje, para falar de uma trinca de gente do tango, que só se associou para compor um destacado bolero. São eles o violinista Enrique Mario Francini, o bandoneonista Armando Pontier e o poeta Carlos Bahr. O bolero de autoria do trio tem por título Pecado e será apresentado em interpretação da mexicana Gabriela Bojorquez.
Jan 21, 2022•9 min•Season 2022Ep. 96
A rumba é o gênero musical cubano de maior ascendência africana. Sua origem remonta ao tempo em que os escravos começaram a ser libertados e se estabeleceram nas cidades, especialmente em Matanzas e Havana, vivendo em solares. Os solares eram construções que se constituíam de grande número de exíguos quartos e de um grande pátio, onde a vida social e a música ocorriam. Ouvimos, com Carlos Embale, Unión de Reyes, de Arsenio Rodriguez, e com Miguelito Cuní, de Elpidio Oliva, Guaguancó de los rumbe...
Jan 19, 2022•9 min•Season 2022Ep. 95
O son é o gênero musical cubano mais popular no país. Um de seus mais destacados compositores foi Faustino Oramas, conhecido como El Guayabero, que faleceu em 2007, 3 meses antes de completar 96 anos. Oramas teve expressiva projeção internacional e, quase nonagenário, ainda se arriscava em temporadas no México e na Europa. Ouvimos, com Faustino Oramas, dele próprio, “Como baila Marieta”.
Jan 17, 2022•9 min•Season 2022Ep. 94