O engenheiro hidráulico Ñico Rojas, nascido e falecido na cidade de Havana, respectivamente, em 1921 e 2008, foi um dos primeiros integrantes do movimento de renovação do bolero que se tornou conhecido pelo nome de feeling e que se iniciou na segunda metade dos anos de 1940. Foi um dos líderes do movimento, ao lado de nomes como César Portillo de la Luz, José Antonio Méndez e Angel Díaz. Ouvimos, com Martirio, de Ñico Rojas, Mi ayer.
Jan 15, 2022•8 min•Season 2022Ep. 93
O danzón é um dos gêneros musicais mais antigos da rica música popular cubana. Seus ancestrais são a contradança inglesa e francesa e a música africana do Haiti. A revolta dos escravos africanos do Haiti contra os colonos franceses, no final do século XVIII, está em sua origem. Ouvimos, com Marina de La Riva, de Enrique Jorrín, Central Constancia.
Jan 13, 2022•9 min•Season 2022Ep. 92
Vamos apresentar no programa de hoje dois boleros dos mais antigos que se conhecem, em gravações modernas. Ambos já completaram mais de 100 anos de idade e, um deles, em uma intepretação de uma cantora brasileira. Ouvimos, de Pepe Sanchez, com o conjunto Vieja Trova Santiaguera, Cristinita, e, de Sindo Garay, com Olivia Byington, Perla Marina.
Jan 11, 2022•10 min•Season 2022Ep. 91
Já falamos no Compasso Latino do violonista mexicano Arturo Castro, que na visão de alguns importantes personagens da bossa nova foi uma das influências estrangeiras do movimento. Vamos apresentar no programa de hoje duas canções de Arturo Castro, em interpretações de cantoras brasileiras, em épocas bem diferentes. Inicialmente, ouviremos Maysa cantando “Yo sin ti”, em gravação de 1970. Posteriormente, Leny Andrade cantará “Lluvia en la tarde”, gravação de 2010.
Jan 09, 2022•9 min•Season 2022Ep. 90
O candombe é um gênero musical das duas margens do Rio da Prata, cujo esplendor se deu no início do século XX. É um ancestral do tango, de origem marcadamente africana. Atualmente, tem maior presença no Uruguai, mas vem, lentamente, ressurgindo na Argentina. No programa de hoje, apresentaremos dois candombes argentinos, em interpretações de seus próprios autores. Ouvimos, “Sudacas”, de Juan Carlos Cáceres, com o próprio autor, e “Candombe bailador”, de Maria Volonté, com a própria autora.
Jan 07, 2022•10 min•Season 2022Ep. 89
Agustín Bardi, nascido em 1884 e falecido em 1941, foi um pianista singular e mítico do tango. Sua celebrada destreza no piano só pôde ser testemunhada pelos que o escutaram ao vivo: não fez qualquer gravação. A última vez que tocou em público foi em 1921. Ou seja, não há mais ninguém que tenha escutado seu piano. Ouvimos, com a Orquestra de Anibal Troilo, “Tierrita”, de Agustín Bardi, e com Lídia Borda e Martín Iannaccone, “Nunca tuvo Novio”, de Bardi e Cadícamo.
Jan 06, 2022•9 min•Season 2022Ep. 88
Na canção popular, o choro é usualmente associado à infelicidade, ao fracasso de um romance, ao rompimento de uma relação. Mas, há versos em que o choro se associa à felicidade de um amor bem-sucedido. É o caso das canções que apresentaremos hoje. Em ambos, o choro é a revelação, para um dos parceiros, do amor a ele dedicado pelo outro, até então duvidoso ou não suspeitado. Ouvimos, com Horacio Molina, de Mario Ruiz Armengol, “Estoy enamorado”, e com José Antonio Méndez, dele próprio, “Ayer la v...
Jan 06, 2022•9 min•Season 2022Ep. 87
Gabriela Bojórguez é uma cantora mexicana, natural do estado de Sonora e radicada na cidade de Tijuana, na fronteira com a Califórnia. Em 2016, Gabriela, em parceria com o pianista Roberto Salomón, seu colaborador habitual, gravou um belo Cd, intitulado “Luz de Noche”. O disco contempla a gravação de Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro. Mas o número deste álbum que me pareceu melhor interpretado por Gabriela foi “Luz de luna”, de Álvaro Carrillo, que ouviremos a seguir.
Jan 06, 2022•8 min•Season 2022Ep. 86
Negra consentida, de 1929, cujo título significa algo como Negra mimada foi um dos primeiros boleros mexicanos a fazer sucesso no exterior. Seu autor foi o humorista, de circo, teatro e cinema, Joaquín Pardavé, nascido em 1900 e falecido em 1955. Ouvimos, com o Conjunto Puerto Candela e vocal de Violeta Ortega, Negra consentida, de Joaquín Pardavé.
Dec 30, 2021•9 min•Season 2021Ep. 85
Nascida em uma comunidade indígena das montanhas do sul do Equador, em 1983, a cantora e compositora Mariela Condo, está se destacando internacionalmente, com um repertório com nítidas influências da música andina. As duas canções que apresentaremos hoje integram esse repertório: “Deja que salga la luna”, do mexicano José Alfredo Jiménez, e “Drume negrita”, do cubano Eliseo Grenet.
Dec 30, 2021•8 min•Season 2021Ep. 84
Magos Herrera é uma cantora e compositora mexicana, nascida em 1970 e radicada nos Estados Unidos, desde 2008. Ela graduou-se em música aos 22 anos, em Los Angeles. Sua carreira tem sido vinculada ao jazz, mas seu repertório inclui diversos gêneros da música latina, inclusive a brasileira, muitas vezes cantando em português. Ouçamos uma das faixas do Cd Distancia, Tú mí delírio, de Cesar Portillo de la Luz.
Dec 30, 2021•9 min•Season 2021Ep. 83
Vamos apresentar no programa de hoje duas milongas de Manzi que recordam esse tempo. A primeira delas, cuja melodia é de Sebastián Piana, Papá Baltasar, é um tema natalino focado na tradição dos reis magos. O garoto Pedro, o mais negro e pobre dos meninos, pede uma série de presentes à Baltasar. A interpretação que apresentaremos é de Susana Rinaldi. Oro y plata, cuja melodia é de Charlo, conta uma história de amor usual nas canções populares. Nos versos de Manzi, ela ocorre em uma comunidade ne...
Dec 30, 2021•9 min•Season 2021Ep. 82
Ouvimos, com Natália Lafourcade e Los Macorinos, de Natália Lafourcade e Gustavo Guerrero, Mexicana hermosa, e de Natália e David Aguilar, Soledade y el mar.
Dec 30, 2021•9 min•Season 2021Ep. 81
Canções brasileiras, às vezes muito pouco conhecidas por aqui, com versos em espanhol, cuja autoria nem sempre é conhecida, tornaram-se êxitos do bolero. São os casos, por exemplo, de Manhã de carnaval e “De cigarro em cigarro”, de Luiz Bonfá; de Risque, de Ari Barroso; de Caminhemos, de Herivelto Martins, de Ponto final, de Jair Amorim e José Maria de Abreu e de Vingança, de Lupicínio Rodrigues. Ouvimos, de Luiz Bonfá, “De cigarro em cigarro”, com Danny Rivera, e “Punto Final”, de José Maria de...
Dec 24, 2021•9 min•Season 2021Ep. 80
O tema amores proibidos já foi tratado em nosso programa, apresentando boleros que desafiam os preconceitos sociais, impondo-se a eles. Hoje voltaremos ao tema dos amores proibidos, mas agora enfocando canções que se acomodam a esses preconceitos e procuram a felicidade dentro dos limites aceitos pelos códigos sociais. Ouvimos, com Argelia Fragoso, “Neustro secreto”, de Félix Pasache, e, com Sofronín Martínez, “Soy lo prohibido”, de Roberto Cantoral e Dino Ramos.
Dec 24, 2021•9 min•Season 2021Ep. 79
“Sabor a mi” do mexicano Alvaro Carrillo, é uma das canções latinas universalmente mais conhecidas. A Bing Band Jazz México interpretou, de Alvaro Carrillo, “Sabor a mí”.
Dec 24, 2021•10 min•Season 2021Ep. 78
Há canções que me parecem ter sido especialmente feitas para serem interpretadas por vozes femininas e outras, por vozes masculinas. Talvez seja porque as conheci sabendo quem eram seus autores. Mas, ouvinte, veja se você não concorda comigo nos dois casos que apresentaremos hoje. Ouvimos com Syvia Rexach, dela própria, “Nave sin rumbo” e com Cesar Portillo de la Luz, dele próprio, “Interludio”.
Dec 24, 2021•11 min•Season 2021Ep. 77
O tango tem muito a ver com os personagens que habitaram os subúrbios de Buenos Aires no final do século XIX. Ouvimos, com Julio Sosa, “Guapo y varón”, de Enrique Delfino e Manuel Romero e, com Roberto Goyeneche, “Malevaje”, de Juan de Dios Filiberto e Enrique Discépolo.
Dec 24, 2021•8 min•Season 2021Ep. 76
Este é o sétimo programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling. Orlando de La Rosa foi autor de vários boleros de muito êxito. Entre eles, incluem-se os dois que ouviremos no programa de hoje, ambos inspirados pela lua: “Anoche hablé con la luna”, em interpretação de Antonio Machin e “Vieja luna”, com Célia Cruz. Orlando de La Rosa faleceria aos 38 anos.
Dec 11, 2021•8 min•Season 2021Ep. 75
Uma família de músicos cubanos notáveis, assim são os Valdés. Pai e filho, Bebo e Chucho, se destacaram como grandes pianistas e compositores, no cenário internacional. Mayra Caridad, irmã de Chucho, nascida em 1956 e também vivendo em Cuba, se destaca como interprete do jazz latino e da música afro-cubana. A música "San José", um tema de Chucho Valdés, interpretada por Mayra, cujos versos referem-se a uma mescla eclética habitualmente presente nas canções cubanas: culinária, bebida, música, bai...
Dec 11, 2021•9 min•Season 2021Ep. 74
Há canções que descrevem momentos de amor intensos. Muitas vezes, seus versos expressam esse momento de forma sútil, usando metáforas que requerem audição atenta, para sua compreensão. Ouvimos, de Sylvia Rexach, com a própria autora, “Olas y arenas”, e, de Jorge Drexler, com Argelia Fragoso, “Horas”.
Dec 11, 2021•9 min•Season 2021Ep. 73
Vamos apresentar no programa de hoje dois boleros que homenageiam os interpretes da canção popular. Dois boleros muito pouco conhecidos. O primeiro deles, La bruma, é provavelmente um bolero dos anos de 1980. Conhece-se muito pouco de seu autor, Efrain Rios, nascido em Havana, no início da década de 1960. Em seguida, apresentaremos “El que canta”, um bolero do final dos anos de 1940. Seu autor foi um dos mais destacados interpretes do bolero, Daniel Santos, mas esta canção é também pouco conheci...
Dec 02, 2021•10 min•Season 2021Ep. 70
Un chaparrito com cara de foca, que significa algo como um baixinho com cara de foca, foi a expressão usada em versos por Benny Moré, para defender que Dámaso Pérez Prado foi o criador do mambo. A paternidade é polêmica; há muita gente que a reivindicou e outros que, sem o reivindicar, tiveram seu nome lembrado. Ouvimos, de Perez Prado, “Que rico el mambo”, em interpretações da Orquestra de Pérez Prado e da cantora Lucrecia.
Dec 02, 2021•9 min•Season 2021Ep. 69
Há canções que têm asas grandes e fortes. Voam longe, no tempo, no espaço e entre culturas diferentes. O programa de hoje falará de uma delas. Quirino Mendoza foi um mexicano que viveu quase 100 anos, fato raro, para quem nascera em 1859. Quirino tinha 23 anos, quando compôs uma canção que o imortalizou: “Cielito lindo”, um dos maiores símbolos da música mexicana. Ouvimos, de Quirino Mendoza, “Cielito lindo”, com Marta Gómez e “Está chegando a hora”, com Carmem Costa, esta última, com versos de ...
Dec 02, 2021•10 min•Season 2021Ep. 68
Rita Montaner, um mito, na canção e no cinema cubanos, falecida no auge da fama, aos 57 anos, em 1958, era uma mulher muito avançada para o seu tempo. Apresentaremos hoje duas canções interpretadas por Rita Montaner: Lamento esclavo, de Eliseo Grenet, e Júrame, de María Grever.
Nov 22, 2021•9 min•Season 2021Ep. 67
Pouca gente vai se lembrar, mas a cantora mexicana Elvira Rios, uma das mais importantes vozes femininas do bolero, fez muito sucesso no Brasil da década dos 40 e dos 50. Aqui vinha com assiduidade. Com voz grave, rouca, personalidade excêntrica e temperamental. Apresentaremos, a seguir, dois belos boleros na voz de humo, como era conhecida Elvira Rios: “Janitizio”, um tema de Agustín Lara que canta as belezas naturais dessa ilha lacustre mexicana, e “Caminos de ayer”, de Gonzalo Curiel.
Nov 19, 2021•10 min•Season 2021Ep. 66
O programa de hoje bem que poderia se chamar a metamorfose de uma canção. Será a primeira vez que apresentaremos um fado no compasso latino. Fado? Conto a história, decida o ouvinte. Ouvimos, com Karina Beorlegui, Barco negro, de Caco Velho, Piratini e David Mourão.
Nov 19, 2021•8 min•Season 2021Ep. 65
Assisti a bons espetáculos no saudoso Club del Vino, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. O mais notável deles foi, certamente, uma apresentação do duo piano-violão, constituído por Horácio Salgán e Ubaldo de Lío. Foi por volta do ano 2000. Salgán faleceu em 2016, pouco depois de completar 100 anos; De Lío se foi em 2012, aos 83 anos. Ouvimos, com Horacio Salgán e Ubaldo de Lío, El entreriano, de Rosendo Mendizabál, e, a seguir, Comme il faut, de Eduardo Arolas.
Nov 19, 2021•9 min•Season 2021Ep. 64
É quase inacreditável, mas o cantor e compositor porto-riquenho Daniel Santos, nascido em 1916 e falecido em 1992, gravou mais de 300 Lps! Não, não pensem que este número reflete exclusivamente sua popularidade em seu país. Aliás, Santos viveu a maior parte de sua vida em outros países, sobretudo em Cuba, na Colômbia e nos Estados Unidos, onde faleceu. Santos, que ganhou em Cuba, o apelido de El inquieto anacobero, algo como o inquieto diabinho, e, nos bairros pobres de Medellín, tornou-se conhe...
Nov 18, 2021•9 min•Season 2021Ep. 63
Este é o sexto programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling. A bela gravação de Que me importa saber, que ouviremos no programa de hoje, foi realizada já no século XXI, em Nova Iorque, pela cantora espanhola Martírio.
Nov 18, 2021•8 min•Season 2021Ep. 62