Este é o quinto programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling. No programa de hoje, ouviremos dois boleros-mambo de Julio Gutierrez, em gravações do final da década de 1950. Que es lo que pasa, com Orlando Vallejo e Llanto de luna, com Omara Portuondo. Esta última integra o primeiro disco solo de Omara Portuondo. Observem a frescura de sua voz.
Nov 18, 2021•8 min•Season 2021Ep. 61
Este é o quarto programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling. Vamos ouvir dois dos mais belos boleros de Juan Bruno Tarraza, ambos do início dos anos de 1940, ou seja, de sua safra inicial. “Besar”, na voz do equatoriano Julio Jaramillo, e “Alma libre”, seu maior sucesso, na rara interpretação de um dueto de cantores famosos: o cubano Benny Moré e o venezuelano Alfredo Sadel. Observem a filosofia de vida expressa nos versos de “Alma libre”, muito conveniente, ma...
Nov 17, 2021•9 min•Season 2021Ep. 59
Este é o terceiro programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling . Ouvimos, com Omara Portuondo e Chucho Valdés, “Que te pedi”, com Fernando Mulens, e com Ivete Cepeda, “Aqui de pé”, de Fernando Mulens e Olga Navarro.
Nov 17, 2021•9 min•Season 2021Ep. 58
Este é o segundo programa dedicado aos pianistas cubanos da geração entre o lirismo e o feeling. Ouvimos, de Bobby Collazo, “La última noche que pasé contigo”, com Cascarita e o conjunto Casino de la Playa, e “Raro hechizo”, com Olga Guillot.
Nov 16, 2021•9 min•Season 2021Ep. 57
Este é o primeiro de uma série de programas destinados a homenagear um conjunto de pianistas cubanos que o musicólogo colombiano César Pagano qualificou como a geração entre o lirismo e o feeling. O feeling foi um importante movimento de renovação do bolero surgido em Havana no pós-guerra, influenciado pelo impressionismo e pelo jazz. Ouvimos, de Adolfo Guzmán, “Profecia”, com o Cuarteto D’Aida e “No puedo ser feliz”, com Selma Reis.
Nov 16, 2021•10 min•Season 2021Ep. 56
Pedro, que nasceu pobre, muito pobre, soube administrar as benesses que a música, e sobretudo o bolero, lhe propiciou. Morreu rico, aos 83 anos, e deixou cerca de 2000 canções gravadas, a maioria delas, boleros. Ouviremos duas delas no programa de hoje. A primeira, a pouco conhecida “Silenciosa”, de autoria de um sofisticado compositor mexicano, Mario Ruiz Armengol; a segunda, um de seus maiores sucessos e um dos boleros de que mais gosto: “Mujer”, de Agustín Lara.
Nov 11, 2021•9 min•Season 2021Ep. 55
Simples, humilde, desapegado das coisas materiais e extremamente exigente consigo mesmo, assim era Bola de Nieve, um dos ícones da canção cubana cujo verdadeiro nome era Ignacio Villa. Ele compunha, tocava piano e cantava, com estilo único. Vamos apresentar no programa de hoje dois boleros compostos por Bola de Nieve. O primeiro deles, “Tú me has de querer”, na interpretação dele próprio e, em seguida, “Ay! Amor", na voz da jovem colombiana Ikira Baru.
Nov 11, 2021•9 min•Season 2021Ep. 54
O Porto-riquenho Pedro Flores, nascido em 1894 e falecido em 1979, é um dos grandes compositores do bolero. Autor de grandes sucessos como Amor Perdido, Perdón, Obsesión e Linda, Pedro também compôs belos boleros que não obtiveram tanto êxito. Dois deles serão apresentados no programa de hoje. Dois boleros que celebram o amor bem-sucedido ou a esperança disto. Ouçamos, de Pedro Flores, com Daniel Santos, “Amor” e com Nydia Caro, “Si no eres tú”.
Nov 11, 2021•9 min•Season 2021Ep. 53
Dois boleros famosos e uma única história. Este é o caso de “Sabras que te quiero” e “Mucho corazón”, ambos do final da década de 1940. O primeiro, da autoria de Teddy Fregoso; o segundo de Ema Elena Valdelamar, ambos mexicanos. Ouvimos de Teddy Fregoso, com Raul Shaw Moreno, “Sabras que te quiero” e, de Ema Elena Valdelamar, com Omara Portuondo, “Mucho corazón”.
Nov 10, 2021•10 min•Season 2021Ep. 52
As diásporas políticas na América Latina frequentemente se refletem em suas canções. No caso de Cuba, a oposição e o apoio ao movimento revolucionário de Fidel Castro, ainda com maior habitualidade, aparecem nas canções de seu povo. Escutaremos no programa de hoje dois desses temas que envolvem dois personagens da música que se destacaram nas duas faces dessa moeda. Ouvimos com Olga Guillot El son se fué de Cuba, de Bilo Frometa, e com Maria Victoria, Son a verdade, de Cesar Portillo de la Luz.
Nov 07, 2021•9 min•Season 2021Ep. 51
Há canções que não nasceram como boleros, mas que se transformaram em boleros. É o caso de La hiedra, a palavra espanhola que designa a planta hera. Em realidade, La Hiedra nasceu italiana. Saverio Seracini e Vicenzo Acquisito venceram o Festival de San Remo de 1958, com a canção L’edera, ou seja, hera em italiano. Escutemos a canção dos italianos Serracini e Acquisito em uma gravação, que considero a melhor desse tema. O piano de Tete Montoliú e a voz de Mayte Martin, ambos espanhóis, realizada...
Oct 23, 2021•9 min•Season 2021Ep. 50
Um dos maiores poetas do tango, Homero Manzi, com frequência, refletiu em seus versos os momentos de sua vida. Dois temas que ele abordou com habitualidade foram a conturbada relação extraconjugal que manteve, anos a fio, com a cantora Nelly Omar, e a perspectiva de sua morte, já que teve um lento e doloroso final de vida. Ouvimos, com Roberto Goyeneche, de Hugo Gutierrez e Homero Manzi, Torrente, e com Nelly Omar, de Mariano Mores e Homero Manzi, Una lágrima tuya
Oct 23, 2021•9 min•Season 2021Ep. 49
O programa de hoje será dedicado a Pilar Morales, cantora cubana nascida em 1931, uma belíssima voz, praticamente desconhecida. Ouviremos duas gravações de Pilar Morales: a primeira um registro dos tempos de rádio em Havana, o bolero “Nuestras vidas”, em que é acompanhada pelo piano de Orlando de la Rosa, o autor da canção. A segunda, acompanhada por Tete Monteliu, o bolero Abrazame así, do argentino Mario Clavell.
Oct 23, 2021•10 min•Season 2021Ep. 48
No programa de hoje, vamos apresentar dois tangos muito antigos, em versões apenas instrumentais. Dois tangos compostos, respectivamente, nos anos de 1918 e 1920. Ouçamos com o Sexteto Mayor, de Juan de Dios Filiberto, Quejas de bandoneón e, com a Orquestra de Osvaldo Pugliesi, Shusheta, de Juan Carlos Cobián.
Oct 16, 2021•10 min•Season 2021Ep. 47
Lágrima Rios é o nome artístico da cantora negra uruguaia Lídia Melba, falecida em 2006, aos 82 anos. Ouvimos, com Lágrima Rios, Abuelo regalame, de Tonã Cruz e Hugo Balle, e Recién, de Osvaldo Pulgiese e Homero Manzi.
Oct 16, 2021•9 min•Season 2021Ep. 46
Nascida em 1956, Eugenia León talvez seja hoje a mais renomada e destacada cantora de seu país. Eugenia interpreta gêneros diversos da canção universal, mas em seu repertório há espaço privilegiado para o bolero. Apresentamos no programa de hoje dois boleros na interpretação de Eugenia León: Envidia, dos irmãos espanhóis Gregório e Alfredo García Segura e Incertitumbre, do mexicano Gonzalo Curiel.
Aug 18, 2021•9 min•Season 2021Ep. 45
No te importe saber, tema do programa de hoje, foi composto em 1939. Mas, a gravação que apresentaremos é do século XXI. Realizada ao vivo, em Barcelona. A voz é da cantora Lucrécia, cubana radicada na Espanha desde a última década do século passado. Ela canta acompanhada pelo sax de Paquito D’Rivera, um ícone da música latina. Escutem que maravilha.
Aug 18, 2021•8 min•Season 2021Ep. 43
Irrequieto, transgressor, rebelde, identificado com movimentos sociais em defesa de pobres e humildes, assim era Daniel Santos. Pouco conhecido no Brasil, mas uma das vozes masculinas do bolero mais prestigiadas na América Hispânica. Seu sucesso como cantor pode ser medido por um número quase que inacreditável: gravou mais de 300 Lps. Daniel Santos tornou-se um dos maiores amigos de Gabriel Garcia Marquez, amizade que cultivaram até a morte de Daniel, ocorrida em 1992, na Flórida. Quando Gabo fo...
Aug 08, 2021•7 min•Season 2021Ep. 42
Júlio Gutierrez nasceu em 1918, no oriente de Cuba. Chegou a Havana em 1940. Sempre ganhou a vida como pianista.Por vezes, aventurava-se na criação de boleros, sendo um dos primeiros a mesclar o bolero com o mambo, gênero que se tornou conhecido na segunda metade dos anos de 1940. Além de Inolvidable, suas canções que se tornaram mais conhecidas são Llanto de luna e Un poquito de tu amor. No programa de hoje vamos escutar Un poquito de tu amor, em interpretação de Graciela, cantora cubana radica...
Aug 08, 2021•9 min•Season 2021Ep. 41
Ex-ministra da cultura do Peru, ex-presidente da Comissão de Cultura da OEA, ganhadora de dois Grammys latinos, esta é Susana Baca, a maior expressão da música negra peruana e uma das artistas latinas de maior projeção internacional atualmente. Susana Baca, admiradora de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Mercedes Sosa e Gabriela Mistral, gravou um de seus mais belos discos em 2001, intitulado Lamento Negro. É desse disco a canção que ouviremos no programa de hoje, Lamento Negro, de Guillermo Galv...
Aug 06, 2021•7 min•Season 2021Ep. 40
Boleristas de um só bolero, expressão que já usamos no Compasso Latino, para referenciar a compositores que se tornaram conhecidos, e até mesmo famosos, com um único bolero. São dois boleros com estas características que escutaremos no programa de hoje. Ouvimos, com Juan Arvizu, de Joaquín Pardavé, Negra consentida e com Hugo Romani, de Oscar Kinleiner, Una aventura más.
Aug 06, 2021•9 min•Season 2021Ep. 39
Duas canções antigas, duas histórias do tango. A primeira é curiosamente uma valsa e a segunda, um tango. Ouvimos, com Susana Rinaldi, Desde el alma, de Rosita Melo e Homero Manzi, e com Héctor Pacheco e a orquestra de Osvaldo Fresedo, Nostalgías, de Juan Carlos Cobián e Enrique Cadícamo.
Aug 06, 2021•9 min•Season 2021Ep. 38
Em 2011, a jovem cantora catalã Silvia Perez Cruz gravou, em companhia do Javier Colina Trio, um disco belíssimo chamado En la imaginación. A faixa desse disco que selecionamos para o programa de hoje é Debi llorar, um bolero do final dos anos de 1950, da autoria de Giraldo Piloto e Alberto Vera. Ouçamos este lindo bolero em destacada interpretação de Silvia Perez Cruz, acompanhada pelo Javier Colina Trio.
Aug 05, 2021•8 min•Season 2021Ep. 37
José Marquetti, mais conhecido como Cheo Marquetti, nascido em 1909, foi um cantor cubano que granjeou razoável reconhecimento da crítica, mas que não alcançou grande popularidade. Pelo menos uma de suas canções tem sido objeto de gravações recentes. Trata-se de Amor verdadeiro, uma guajira, o ritmo preferido de Cheo. Vamos ouvir a versão desta guajira do conjunto Afro Cuban All Stars, gravada em 1996, que conta com Rubén González no piano, Barbarito Torres, no alaúde, e vocal de Manuel Puntilli...
Aug 03, 2021•9 min•Season 2021Ep. 34
Vamos apresentar no programa de hoje dois tangos instrumentais que estão separados no tempo por exatos 80 anos. O primeiro deles, Unión cívica é de 1904. O segundo, Oblivión, foi composto em 1984 e a gravação que apresentaremos é do mesmo ano, uma gravação lindíssima. Ouvimos, com Hernán Valencia e Fernán Leandro, de Domingo Santa Cruz, Unión Cívica, e com o Quinteto Piazzolla, acompanhado do trombonista Juan Pablo Torres, Oblivión, de Astor Piazzolla.
Aug 03, 2021•8 min•Season 2021Ep. 33
Cidadã mexicana, nascida provavelmente no ano de 1885, em família abastada, María Grever passou boa parte da infância e da adolescência na Europa, residindo em Madrid e Paris, onde estudou piano com Claude Debussy, e tornou-se fluente em 4 idiomas: francês, inglês e italiano, além do espanhol. María Grever faleceria em 1951, deixando um invejável portfólio de canções, a maior parte delas vinculadas ao bolero. Entre elas, a belíssima Alma mía, que ouviremos na interpretação de Argelia Fragoso.
Jul 29, 2021•8 min•Season 2021Ep. 30
O violonista Miguel Matamoros teve importante papel na modernização do bolero observada no final dos anos de 1920. Escutamos duas gravações de Olvido separadas no tempo por quase 30 anos. A original, do Trio Matamoros, constituído apenas por vozes, violões e percussão. E, em seguida, a realizada pelo tenor mexicano Pedro Vargas, em 1957, acompanhado pela Orquestra de Cordas Estrelas Cubanas.
Jul 29, 2021•8 min•Season 2021Ep. 29
Já nos primórdios de sua existência, ainda na primeira década do século XX, o tango tornou-se um produto de exportação e conquistou Paris. Como seria inevitável, o sucesso em Paris repercutiu no tango que era produzido em Buenos Aires. Muita gente identificou essa influência parisiense sobre o tango como nefasta, por tirar-lhe o aroma rústico que determinaria sua personalidade. Esse modo de enxergar a influência de Paris sobre o tango chegou ao próprio tango. No programa de hoje, apresentaremos ...
Jul 29, 2021•8 min•Season 2021Ep. 28
Em 1962, no auge de seu prestígio, Agostinho dos Santos gravou um Lp cujo título foi Agostinho do Santos canta boleros famosos. O repertório do disco constituiu-se de 12 temas da música hispano-americana, com versos em português. No ano seguinte, Agostinho gravaria outro Lp, este integralmente dedicado ao bolero, com versos cantados no original, ou seja, em espanhol.Apresentamos dois boleros do disco de 1963. O primeiro, “Recuerdos de ti”, é da autoria do médico e compositor mexicano Roque Carba...
Jul 29, 2021•9 min•Season 2021Ep. 27
Escritor, poeta, músico, enfim, um intelectual, o catalão Juan Manuel Serrat, nascido em 1943, é uma das mais expressivas personalidades da cultural espanhola da segunda metade do século XX.Sua firme oposição ao franquismo custou-lhe, por dez anos, a proibição de ser apresentado nas rádios e televisões espanholas. Em 2006, o governo espanhol reparou a injustiça contra ele cometida por Franco. Em 2005, uma plêiade de músicos cubanos gravou um álbum duplo intitulado Cuba Le canta a Serrat. O disco...
Jul 29, 2021•8 min•Season 2021Ep. 26