Você não aprendeu essa habilidade e ela pode mudar a sua vida | Comunicação não-violenta (CNV) - podcast episode cover

Você não aprendeu essa habilidade e ela pode mudar a sua vida | Comunicação não-violenta (CNV)

May 07, 20251 hrEp. 997
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Você não aprendeu essa habilidade e ela pode mudar a sua vida | Comunicação não-violenta (CNV)

Transcript

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Desconhecido

Já pensou se você? Sei lá, é mal educado e mal educada. Não é por mal, você simplesmente não teve educação suficiente. Você já parou pra pensar que de repente você é analfabeta, né? É forte isso porque a gente aprende, começa a estudar desde criança e a gente tem a sensação de que a gente aprende um monte de coisa.

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Desconhecido

Nessa pré escola, você aprende a fórmula de Bhaskara e essas coisas úteis que a gente aprende desde criança. Só que tem um monte de coisa que a gente não aprende, você já reparou? Tem desde tipo assim como é que declara Imposto de Renda que você nunca aprendeu, mas tem um negócio que é mais importante do que tudo isso, que é o tema da nossa live de hoje, que é o tema desse nosso vídeo, é Educação Emocional.

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Desconhecido

Será que você é uma analfabeta emocional? Você é mal educada, emocional a ponto de está gerando um monte de sofrimento pra sua vida e você de repente nem sabe sobre isso que a gente vai conversar hoje e eu não vou falar sozinho aqui, eu vou falar junto com a Ju Coelho. Então, sem mais delongas, seja bem vindo ao Projeto 800.

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Desconhecido

Se você puder, começa Ju se apresentando para as pessoas. Eu tenho um monte de perguntas para te fazer, mas eu quero saber Ascendente pra quem nunca viu você na vida, não te conhece. Como é que essa sua trajetória e por que você é a pessoa que eu chamei para a gente falar sobre saúde e Comunicação, Saúde da Comunicação e Saúde Emocional e Educação emocional?

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Desconhecido

Tá ai. Primeiro uma honra tá aqui. Bom dia, boa tarde, boa noite família e da vida. Seja a hora que vocês forem ouvir isso tenho a honra como aluna, sou aluna da primeira turma do F4 p. Então é muito lindo estar aqui agora. 2020 foi a primeira turma ficar 2020 e uma pra frente. Tomou pra frente exatamente quando olhar celular é bom.

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Desconhecido

Por que eu estou aqui? Eu vou me apresentar muito brevemente e vamos ver o que é que cabe falar, né? Mas eu trabalho em comunicação desde sempre, talvez porque eu comecei com 14 anos dando aula de dança. Eu era bailarina, minha mãe é bailarina profissional, então eu comecei mais como um a comunicação do corpo. Na verdade. E essa educação mais formal assim de dar aula.

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Desconhecido

Então eu fui toda treinada pela escola de dança como dar aula e tudo tinha muito a ver com comunicação, né? E aí fui fazer jornalismo, fui jornalista ambiental. Alguns anos depois, fui para Comunicação Empresarial, Então trabalhei oito anos na maior agência de comunicação da América Latina e eu trabalhava com crise de comunicação na era da equipe de crise.

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Desconhecido

Então trabalhei muito com o Lava Jato, crise, crises grandes e mesmo assim treinar executivo para falar na CBN, para dar entrevista e Jornal Nacional pra derrubar matéria, né? Enfim, aquela loucura assim mesmo de comunicação. E aprendi muito assim foi. Nem sei é muito mais o que faculdade do que qualquer coisa prática de oito anos de só. Crise atrás de crise.

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Desconhecido

E aí? No meio do caminho eu descobri a comunicação não violenta, que aparentemente não tinha nada a ver com a minha área. Olha só que loucura, Eu descobri a Comunicação Não-Violenta porque o meu colega da época me deu de presente que eu estava numa crise no meu relacionamento pessoal de casal. E aí depois eu acho que seria legal esse livrinho.

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Desconhecido

Que tal esse livrinho para você? Comunicação não Violenta E eu até eu. Eu dei um TED no final de 2014 e eu falo isso. Eu brinco isso que assim parece que eu não tinha nada a ver, mas era uma semana em que eu estava recebendo um bônus porque eu tinha sido uma super especialista em comunicação da e eu estava sim chorando no chão do banheiro, tipo meu Deus do céu, por que é tão difícil falar?

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Desconhecido

Ele entende bem, a gente não consegue falar o que está acontecendo. Eu não sei me comunicar. Então assim, eu era uma grande especialista em comunicação, falando e treinando vários setores, líderes, América Latina, tudo indo em. Que eu não conseguia me comunicar com as pessoas ao meu lado, que eu vou me comunicando muito mal com a minha mãe, sabe assim.

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Desconhecido

E acho que também vivi um momento assim, de arrogância, de tipo eu sei me comunicar e eu entendi que eu era muito boa mesmo de oratória, que isso de argumentar, de ganhar a discussão, de saber sair de qualquer conflito. Eu fui treinada para isso a minha vida inteira. Eu sou de uma família de espanhóis e de gente que fala muito e que tem que se expressar.

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Desconhecido

E foi há oito anos cria dessa mega empresa em que a gente era treinado para ter uma oratória maravilhosa e conseguir manipular de alguma forma. Então, para mim foi um combo maravilhoso. E aí na Comunicação Não-Violenta, quando eu comecei a estudar que eu achei maravilhoso isso, que eu entrei nos grupos de prática achando que eu só precisava aprender a ser mais clara.

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Desconhecido

E como é que eu fazia para o meu ar ser entendido como ar e não como bico. Então, de alguma forma, eu ainda não sei muito bem como é que eu posso falar melhor. Eu quero melhorar a minha fala e não o entendimento sobre o que está acontecendo. Claro que eu não achava que eu tinha, que eu falo muito isso hoje eu uso essa expressão da pele para dentro.

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Desconhecido

Eu não achava que eu tinha que mudar nada da pele para dentro. Eu achava, na verdade, que o que é CNV Comunicação não violenta. As vezes eu vou usar a CNV aqui é o que a CNV, o que a Comunicação Não-Violenta tinha para me trazer e como que eu sou mais legal? Como é que eu? Como é que eu sei como é que fica mais legal isso que eu vou falar?

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Desconhecido

Como é que eu fico menos prática e ainda mais no mundo corporativo. Eu era ainda mais prática, assertiva. Então como é que eu pareço mais legal para as pessoas? Como é que as pessoas com menos ofendidas com o que eu falo? E aí eu entrei para isso. E foi assim, tipo um cata plaft atrás de passaporte. Eu senti o meu Deus, eu sou completamente analfabeta em mim mesma, sem tipo para eu ter clareza nas para me expressar, eu preciso ter clareza do que eu quero e quais são os meus limites, do que é negociável, do que não é negociável para mim e de quais são as minhas necessidades, Do que eu espero dessa relação, dessa

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Desconhecido

reunião, sei lá do que assim foi. Tipo o quê? E aí foi um mega caminho de autoconhecimento. Mega. E eu falo muito isso, que para mim, a Comunicação Não-Violenta é um portal de autoconhecimento bizarro na vida de qualquer pessoa que esteja disponível para realmente melhorar, se desenvolver. Enfim, quero aprender a me comunicar melhor, porque imagino eu, você e a maioria das pessoas que estão ouvindo a gente agora.

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Desconhecido

Não sei se não é o caso de alguém que esteja ouvindo, mas a maioria das pessoas chegou na fase adulta e falando assim cara, não é possível. Irritada, mal humorada, patada, Um cansaço nas relações, uma preguiça. Eu vejo muitas alunas assim, muitas misturadas. Hoje falando Ju, Mas cara, bom, vou ter que falar isso. Isso é meio ocasionar, tipo, que preguiça!

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Desconhecido

Tipo, ai claro que é isso que eu quero. É claro que eu quero que a louça seja lavada, ou claro que eu quero que ele se esforce um pouco mais no trabalho, sei lá, meio óbvio. Putz, saco. É óbvio que isso é bom senso. É uma sensação que, tipo assim, todo mundo concordaria com esse negócio. E aí? E isso é uma trava.

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Desconhecido

Eu Assim, eu acho que qualquer pessoa que está na Live que agora sofre com esse negócio e como você já sofreu, como eu sofri e continuo sofrendo muitas vezes, porque parece que também é um processo que não termina nunca de você ter clareza para você. Primeiro porque tá meio que uma raiva do outro não saber o que eu quero.

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Desconhecido

Só que se você parar pra olhar mesmo, você também não sabe. Aí dá uma raiva ainda que a gente foi educado de certa forma pra alguém vir de fora e me resgatar de mim mesmo. Essa coisa do amor, a visão romântica, desenvolver que eu tenho, esse troço eu tô ferrado, eu tô lascado, eu tô na pior, mas vai vir alguém que vai me elevada.

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Desconhecido

Salama Tá ali. Então, quando eu encontrar essa pessoa ou na versão da Disney que esse ser humano vai vir num cavalo ou na versão que você quiser do Gonçalves Dias, alguém vai me tirar dessa dessa sofrência toda E aí essa expectativa botar isso na outra pessoa, Tipo, a minha mãe deveria saber o que é bom para mim. O meu pai, o meu marido, meus amigos, meus alunos, meus, todo mundo que eu conheço, meu chefe é tipo e todo mundo, menos de Pelotas.

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Desconhecido

Conhecer alguém vira pra você sentar. Desculpa, João, mas o que você quer? Tipo, sei lá, Como assim que que eu quero? Como é que começa por parada, Ju? É muito mais fácil, às vezes, saber o que eu não quero do que o que eu quero. Então, aí. Pulando esse capítulo que é, eu comecei a estudar Comunicação Não-Violenta. Comecei a pirar nisso que falar meu Deus, está mudando a minha vida.

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Desconhecido

Fiquei ainda anos no mundo corporativo, comecei a levar isso no mundo corporativo. Os clientes começaram a ver essa mudança, tipo meu nível de feedback, as minhas perguntas nas reuniões eram outras, o meu nível de escuta para o cliente, menos relação de trabalho, contornar as crises internas que tem entre uma equipe e outra. Porque quando você está com uma crise tem um monte de gente fazer relatório, pesquisa, enfim, designer.

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Desconhecido

E eu comecei a ver aquilo mudar muito e falar gente, eu estou descobrindo coisas novas sobre mim, inclusive que não é mais essa carreira que eu quero. A gente cobre coisa mais ou menos gente. E aí fui estudar educação emocional. Em algum momento, enfim, pedi demissão, fui trabalhar com isso, abri a minha própria marca e trabalho já desde então, há seis anos, só ajudando pessoas a se comunicarem melhor no o universo pessoal delas.

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Desconhecido

Hoje em dia eu já trabalho com líderes também dentro de empresas, congressos, etc. Porque eu entendi que era importante estar dentro das empresas, mas não para cuidar da imagem, da marca da empresa, mas para cuidar da cultura da empresa, da qualidade de comunicação entre os funcionários, enfim, como que as lideranças se comunicam que a gente aprendeu muita coisa errada, que a gente vai conseguir aprofundar um pouquinho aqui.

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Desconhecido

E aí fui estudar pra Alma. Dr. Gabor Matter Fui estudar tudo isso na Educação Infantil, minha mãe também educadora infantil. Mas aí hoje em dia a gente estuda educação positiva e tantas outras coisas. Quanto mais clientes vão chegando para mim com demandas, eu falava Bom, ok, então preciso estudar sobre a minha pós graduação em estudos familiares. Como Como é que a família funciona para casais?

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Desconhecido

Hoje eu atendo muitos casais na facilitação de diálogo entre casais, então eu preciso agora ter uma pós em um curso em terapia de casais. Enfim, eu sou meio nerd igual a você também. Eu gosto de focar no finito. É infinito, infinito, infinito. E o ponto comum para mim, pelo menos no meu fio, na minha linha e sempre foi da minha vida toda, também é saúde.

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Desconhecido

Esse é o grande valor assim da minha vida. É gente, é saúde. Eu amo gente. E é cara, se você me falar que é saudável eu já vou gostar mais, sabe? As chances de eu gostar é melhor. E eu comecei a olhar para isso assim Cara, por que a gente está sofrendo tanto? O que começou comigo depois que começou com os clientes?

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Desconhecido

E aí hoje, depois de estudar tanto e de tanta palestra no meio social, também, a gente realmente não teve educação emocional. Então, por que é tão dignificante? Por que parece que muitas vezes eu falo lá outra pessoa entende? B Por que tem tanta patada, tanta irritação? Tem que às vezes eu falo pior com as pessoas que eu mais gosto, com as pessoas que estão a minha volta.

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Desconhecido

Por que eu congelo e fujo? Por que tem gente que tem apego equitativo, que é assim o medo do conflito. Então eu prefiro me bloquear. Eu prefiro evitar aquela dor. Eu não consigo lidar com o outro com essa dor de imaginar ser rejeitada ou imaginar tomar uma bronca, porque isso me dá um monte de gatilho, Então eu bloqueio.

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Desconhecido

Quanto mais eu estudando comunicação, mais eu percebia que comunicação é a consequência. Comunicação é o fim. Tem sempre uma causa por trás de uma boa comunicação ou de uma comunicação ruim. Então, quanto mais eu estudava comunicação, mais essa parte da educação emocional ficava evidente para mim. Na Comunicação Não-Violenta, a gente tem as quatro principais lentes a lente da observação, a lente dos sentimentos, a lente da necessidade, a lente do pedido e a lente dos sentimentos.

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Desconhecido

Assim, é uma grande chave, né? Para a gente poder entender. Senti que eu sinto como que como que eu me sinto. E aí quanto mais eu estudava, quanto mais estava comunicação, mais eu estudava educação emocional. Quanto mais eu estudava a educação emocional, mais caía no lugar de reconexão com nosso corpo. Porque é aí eu comecei a voltar lá atrás na minha história de trabalhar com o corpo, com expressão corporal.

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Desconhecido

Só que agora de um lugar mais somático, agora de um outro lugar que é eu não consigo atravessar uma crise de raiva ou de frustração, ou de tristeza, ou um luto ou irritação na minha vida. Se eu estou completamente desconectada do meu corpo, porque como eu fui ensinada culturalmente, como nós fomos ensinados culturalmente que o que vale é a cabeça, o que a gente fosse desenhar na sociedade, no palitinho, assim seria um grande cabeção, com um palitinho fininho, várias bolotas de cabeça andando e o nosso corpo nada.

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Desconhecido

Eu fui ensinada que comunicação é sobre oratória, é sobre falar, é sobre quem raciocina melhor, sobre quem ganha discussão. Eu fui ensinada que a raiva é perigosa ou é mimimi, tristeza. A gente tende a racionalizar tudo, porque é assim que a gente foi ensinado. E aí a gente começa a entrar nesse cabo de guerra, do que tem lógica ou não faz sentido.

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Desconhecido

A pessoa está se sentindo triste ou às vezes a gente fala isso, mas não faz essa pessoa parece tem tudo ai, como no caso do burro, por acaso eu não está entendendo o que eu estou falando? Se é burra por acaso atualmente é nossa, tanta coisa assim que a gente precisa olhar realmente a cultura, a comunicação, ela é consequência da forma como a gente foi ensinada a enxergar o mundo, a comunicação.

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Desconhecido

Ela tem a ver com as nossas crenças, as nossas crenças religiosas, nossas crenças familiares, as nossas crenças culturais. Você tá aí na Índia, né, De novo? Então imagina o choque de crença e a maneira que as pessoas se comunicam. Demorou na Alemanha já não foi outra forma das pessoas se comunicarem, porque são outros valores, outras crenças, outros traumas coletivos, outras questões.

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Desconhecido

A comunicação e o jeito que a gente se relaciona, inclusive em casal, inclusive dentro do ambiente de trabalho, tem tudo a ver com o que a gente experiencia dentro. A minha bagagem de vida, socialmente, o que eu ganho, estrelinha, que é que é legal de fazer e o que é tipo Nossa, que pessoa esquisita! Quando eu abro e vez e falo Nossa, então.

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Desconhecido

Mateus É porque eu percebo, sem querer checar se tem alguma coisa estranha entre a gente que eu tô imaginando que cê tá com alguma questão assim. Tô sentindo um clima. Queria te dizer que enfim, posso abrir e começa a falar muito. Tem gente que fala assim, que pessoas inscritas para não tá tudo certo, deixa pra lá, tá tudo ótimo.

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Desconhecido

Estou bem treinada. Gil para Ju, para Ju, para Miguel. A Ju tá sempre tentando falar alguma coisa sobre a emoção, os sentimentos. Mas é verdade. A gente não foi educado para esse troço. Ju É muito e parece que é um medo de vulnerabilidade. Parece que é uma coisa assim Se eu começar a abrir, vai que cê entra e faz algo, faz uma zona ou sei lá.

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Desconhecido

Se eu botar o meu, ainda mais a gente como homem, não quero falar, ainda mais porque não sei, né, Cada pessoa diferente da outra. Mas eu fui muito educado para ser esse bastião da fortaleza no seio da masculinidade. E aí você fala cara, vou botar esse negócio aqui fora, o que quer que eu sou, o que ajudou a achar que meus alunos, porque essas milhares de pessoas que estão vendo vão achar e geralmente se confirma.

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Desconhecido

Porque quando a gente entrega algo muito precioso, é muito sensível, é julgamento que ridículo! Ai, tá vendo? Não é homem suficiente então ou lá essa mulher é muito grossa. Aí, gente, Olha, a gente julga demais gente, sentencia demais, já fazendo uma distinção entre julgamento e sentenciar meu julgar é normal, gente. Tem o Dominic Barter para quem estuda Comunicação não Violenta.

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Desconhecido

Hoje, quem trouxe a CNV para o Brasil assim, é um dos caras importantes na cena do Brasil de comunicação não violenta no mundo. É o Dominic. Ele fala Eu aprendi isso com ele, que ele falava cara, não querer julgar é igual você ficar assim Cabelo, não cresça, não cresça, cabelo, unha não cresce. Não é sobre desejo. Não adianta você querer que não aconteça.

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Desconhecido

Vai acontecer. A gente julga. E julgar é faz parte do funcionamento humano. É preciso julgar para entender se uma situação é perigosa ou não, Se eu estou me colocando em risco. Não é aquela pessoa confiável ou não é bom que a gente julgue. Não é ruim que a gente julgue. O problema é o que eu faço com meu julgamento.

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Desconhecido

Se eu transformo meu julgamento em sentença sobre aquela pessoa, E aí, a partir de agora, eu acho que você, porque eu julgo que você, sei lá, não tem. O mesmo mesmo jeito de se comportar, que eu fico desconfortável quando você fala ou você lava a louça diferente de mim e aí eu acho ruim. Você lava a louça diferente de mim, que eu acho que a louça tem que ser lavada assim que termina de comer e você acha que pode ser lavada no dia seguinte de manhã, antes do café da manhã e como depois, no dia seguinte Não pode, não tem como, etc.

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Desconhecido

E aí esse não tem como que é legítimo, que é uma preferência que você tem vira, você é uma irresponsável, você é pichador. Você ter azar é o primeiro comigo, porque você é péssimo, você é um imbecil. Você daí por diante não é muito isso. E é interessante como a gente se apropria. Mesmo as pessoas que tem alguma educação, que leram alguma coisa.

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Desconhecido

As vezes a pessoa chega, eu vejo porque eu estudo esse troço que nem você há muito tempo já, e eu me vejo fazendo essas coisas também. Até hoje. Mas eu vejo a pessoa que começou querendo. Você começa uma ayurveda, ela começa a julgar o dosha de todo mundo. A pessoa começa no processo de educação emocional de você. Olha, não tô te julgando não, mas olha esse negócio que você está fazendo aí não foi legal falar Não estou não, não é.

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Desconhecido

Eu não estou querendo dizer que você errou, mas assim está toda cagada e você não está querendo dizer Você está querendo dizer, sabe? Tipo, tem esse problema também das de as palavras. A gente se apropria de um vocabulário de comunicação não violenta para se comunicar de maneira violenta, às vezes muito. Isso acontece muito. Eu assim, incontável. O número de pessoas que chegam pra mim ou que participam de um retiro meu do vários retiros presenciais assim falam Nossa, não sabia que isso era comunicação não violenta ou que chegam depois de assistir alguma lá e ver alguma coisa, fala Nossa Ju, você está desbloqueando um preconceito muito.

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Desconhecido

Eu tenho muito preconceito com essa galera de CNV, Caixa, um bando de gente arrogante. Eu sempre falo isso no último dia do retiro eu falo assim gente, por favor, vamos combinar que se vocês não vão ser nós, não vamos ser essas pessoas que chegam em casa depois de um retiro, você passa uma semana, tem choro, você revê toda sua vida, mapeia os seus gatilhos, entende suas crenças, entende que você aprendeu isso, que você tá reproduzindo pai e mãe sem querer, inconsciente, entende um monte de coisa.

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Desconhecido

Daí um monte de ferramenta. Então tá, como que a gente abre essa conversa? Como que eu lido quando eu estou com raiva? O que eu faço quando estou com medo? Quando estou com vergonha? Se eu recebo um monte de coisas, está indo para casa com uma baita ferramenta. E aí você chega em casa e fala Olha, você não está sabendo expressar suas necessidades.

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Desconhecido

Isso não é um pedido, é uma exigência. Caraca, eu já fiz. Eu fiz exatamente isso com uma galera que eu morava junto lá atrás, quando eu comecei a estudar. E aí eu, eu digo foi e foi tão interessante, porque é isso, você tem que passar, passa por essas coisas e não esquece. Eu super sentei e tipo assim desculpa, senta porque eu preciso te explicar que você não está sabendo se comunicar direito e eu vou te falar exatamente como eu acho que você deveria se comunicar de agora em diante, porque eu sei, tá ligado que eu eu sei.

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Desconhecido

Mas hoje essa pessoa que recebeu esse meu comentário me deu um esporro, ela me deu um esporro e começou a gritar comigo. Ela chorou, ela falou você tá sendo arrogante. E aí depois que ela gritou de volta comigo, eu falei Cara, ela tem toda razão. Tipo, eu viajei completamente na maionese vendo essa conversa toda ao contrário, assim, assim.

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Desconhecido

Então, sim, muitas vezes a gente na história da humanidade, em nome de algo que teoricamente não violento, a gente é violento em nome de várias cruzadas que se fizeram na história da humanidade. A gente é violento. Por que eu acho que tem uma confusão, talvez. Não sei se dá tempo da gente entrar aqui, mas é. É violência que não é violência.

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Desconhecido

Nesse olhar assim, da comunicação não violenta, da educação emocional, que é a violência e tudo aquilo que eu uso para reduzir a humanidade do outro tão violenta toda vez que eu reduzo a humanidade de alguém e que é isso que eu quero punir, eu quero segregar. Eu acho que eu sei o que é melhor e por isso eu tenho direito de falar com você, agir com você, me comportar com você do jeito que eu quiser, sem me importar como isso vai chegar para você ou não.

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Desconhecido

Então, quando a gente acha que a gente está aqui, uso muito esse lugar. É muito bom que a gente vai passando por um conflito. Segue assim horizontalidade, onde é fundamental para a gente ter diálogo, para a gente ter troca, comunicação, encontro e troca, sabe? A gente trocar um com o outro, uma via, o outro falar, a gente discordar.

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Desconhecido

Inclusive, a gente pode discordar. Super saudável. Ninguém precisa passar a mão na cabeça de ninguém, não precisa concordar com ninguém. A gente pode ter posições absolutamente distintas, estratégias distintas e continuar achando que as nossas estratégias são melhores sim, para cuidar daquilo que a gente gostaria sim de respeitar o outro e sem achar que o outro precisa morrer. Porque no fundo, é isso que a gente faz.

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Desconhecido

Eu quero que essa ideia morra, eu quero que o mundo exista sem isso para o mundo existir. Sem isso, isso precisa morrer. Isso precisa ser varrido. E tem algumas pessoas que levam isso ao fim, Então matam as outras ou se matam. Então esse lugar a gente foi criado para achar que os sentimentos, as emoções, elas são ruins ou tem essa positividade tóxica de que a gente precisa estar bem o tempo todo.

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Desconhecido

E a alegria são sentimentos bons e a raiva e a tristeza são sentimentos ruins. Vai atrair. Nem fala que você não atrai. Se você falar uma coisa que não é boa, está atraindo aí pra sua vida, hein? Pois é. E aí o que a gente faz é a gente querer matar a parte de nós, seres humanos e tem uma coisa básica que eu sempre falo isso a gente vai se frustrar igual julgar que é diferente, você sentenciar, você vai se frustrar se você está vivo e respira isso, você está vivo.

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Desconhecido

Você respira. Se você se relaciona, se você vive em comunidade, você vai se frustrar. E te saco. E isso a gente vai se frustrar, porque o mundo não existe para me servir. O mundo não existe para acontecer do jeito que eu gostaria que eu imaginei o ideal. Eu tenho todo o direito de me mover na direção disso que eu acredito e construir toda a minha vida e focar as minhas ações naquilo que eu acredito, no mundo que eu quero construir.

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Desconhecido

Isso é muito legítimo. Isso é maravilhoso. É isso que faz a gente evoluir e a gente andar, a gente caminhar. Mas daí eu achar que o mundo tem que acontecer do jeito que eu imaginei, isso é o lugar maior que a gente entra de frustração num lugar de vingança do mundo. E aí eu acho que eu tô aqui, né?

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Desconhecido

Então eu fico muito frustrada ou muito ressentida, magoada, com raiva, sentindo injustiça. Não é justo que seja desse jeito. Eu não aceito que seja assim. Eu não aceito que você seja assim. Eu não aceito que você pense isso. Eu acho um absurdo. Eu acho ridículo toda vez que a gente acha tão absurdo o que a gente acha ridículo.

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Desconhecido

Alguém não lava a louça. Desde essas pequenas guerras, a gente está envolvido em muitas guerras, não só essas guerras entre países que a gente vê o tempo inteiro, mas a gente nutre e faz parte. Está no centro dessas pequenas guerras cotidianas, que é a toalha molhada em cima da cama que é quem que deveria ser responsável por ser o provedor da casa ou não tem que deveria ser o mais responsável afetivamente ou não?

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Desconhecido

Como que você me dá amor? Como que eu me sinta amada? Todos os deverias os tem, que eu crio na minha cabeça e que eu acho um absurdo. Ridículo. É uma injustiça quando eu me dou conta de que não é todo mundo que tem esse mesmo ideal que eu. O que gostaria que o mundo fosse exatamente igual ao mundo que eu gostaria de criar?

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Desconhecido

Tem muitas pessoas sim, e que a gente pode se unir e juntar a nossa energia, inclusive a energia da raiva. Para isso. Mas tem esse princípio básico que a gente não teve na nossa educação, que é as pessoas. Que frustração é básico, igual respirar. E a gente vai precisar aprender a treinar essa uma escultura da frustração para que ela não vire guerra e que as pessoas existem para além das projeções de quem eu gostaria que elas fossem.

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Desconhecido

Eu sei que é um saco isso, eu sei. É um saco. É um saco que o meu companheiro exista para além de quem eu gostaria que ele fosse. Ator é a ele fosse exatamente. Eu gostaria mais. Eu, mas é a minha mãe. Existe, para além das projeções de quem eu gostaria que essa mãe fosse, o que essa mulher fosse, o meu trabalho, as pessoas que eu convivo, o meu vizinho existe para além das projeções de quem eu gostaria que ele fosse.

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Desconhecido

E ele tem tanto direito de existir quanto eu. E aí eu sei que algumas pessoas estão torcendo o nariz agora falando mais e fulano, mas e eu? Não vou nem falar muito para não atrair aqui?

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Desconhecido

Mais então na história de quem mata, quem estupra, que tem tanto direito. Cara, a gente vai entrar numa discussão filosófica que a gente não vai ter tempo, mas basicamente é Tá tudo bem se você quiser muito ser violenta, mas se você está tentando não ser violento, você quer um mundo aonde a violência não seja a tônica desse lugar.

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Desconhecido

A gente precisa começar a se olhar e se perceber, e não só colocar a culpa nos outros, né? Mas que violentos são sempre os outros, né? É o inferno, são os outros. Acho que essa frase do Goethe na é, tem essa, essa observação que é muito básica, que é enquanto eu estiver me relacionando com o marido que vive dando na minha cabeça que eu quero que ele seja, eu não tô em relação com a pessoa que ele é e é uma mentira.

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Desconhecido

Parece que você está vivendo uma mentira e aí a gente se decepciona porque a gente simplesmente encontra uma pessoa diferente da que eu inventei. Muitas vezes a decepção em relação humana é isso. O Delta é a diferença entre o que eu inventei e o que a realidade é. A realidade. Ela meio que ganha sempre. Então a pessoa inventou aqui porque a Ju ia falar um negócio que eu inventei na minha cabeça.

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Desconhecido

Ela não falou, eu falo Gente, aquela live foi muito ruim. Caju não falou aquele troço é o Delta, é só o Delta. E eu quero muito te ouvir falar um pouquinho nessa reta final sobre porque você falou como isso gera frustração. Você falou sobre sofrimento. Parece que é uma jornada muito interessante para as pessoas que tem interesse em se alfabetizar em emocionalmente ou que querem aprender esse troço.

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Desconhecido

Eu não acho que ela vai sair da sala e vai falar pronto, agora eu peguei. Mas eu acho que tem uma definição muito importante, o que eu acho que todo mundo, de certa forma, quer ser feliz. A pessoa não quer ficar em estado de sofrimento contínuo. Ela só não foi educado de como é que faz, né? E tem uma diferença que você comenta que eu acho muito linda entre construir muros e construir pontes nas relações.

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Desconhecido

Fala um pouquinho sobre como e qual a diferença de atitude, digamos assim, porque a pessoa as vezes ela. Acho super que ela está construindo uma ponte a. E olha, eu diria que a maioria das pessoas sabe que não está construindo e as vezes, às vezes a gente acha e toma um susto, mas explica o conceito, para início de conversa, para o que é construir ponte?

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Desconhecido

O que é construir muro, construir ponte. Assim, quando eu estou nessa postura que acusatória você não fez, você não lavou no jeito que eu gostaria? Ou você prioriza no seu trabalho? Eu estou precisando de abraço. O que eu estou precisando? Eu estou. Eu estou precisando garantir que a gente está conectado, que a gente está priorizado, que a gente está junto nessa e que você se importa comigo.

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Desconhecido

Essa é minha necessidade de conexão. Enfim, é como que eu estou me sentindo, diz. Priorizada. Sozinha, carente, com raiva e tristeza ao mesmo tempo. É o que eu imagino que eu crio na minha cabeça. Você não gosta mais de mim. Você se importa com várias outras coisas, Você se acomodou e para você tanto faz. Você não me olha, você não me vê, você não me percebe.

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Desconhecido

Você acha que eu sou chata? O que eu faço com isso? Matheus Não é possível saber. Inacreditável! Toda vez que você chega atrasado porque você prioriza o seu trabalho sobre mim, que você não quer mais saber. Eu não sou mais interessante para você. Você não se preocupa em me ver e me perceber quando eu já falei 1000 vezes.

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Desconhecido

Eu já fui legal, eu já fui fofinha mesmo assim, é só gritando que você entende. É isso que você precisa que eu seja, que eu seja maluca, que eu grite.

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Desconhecido

Quando a gente está desde essa postura que eu exagerei, a.

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Desconhecido

Essa apresentação que você tem que me mostrar para ela, mais você. Eu não preciso gritar, Não preciso levantar a minha voz. As pessoas passam a decepção.

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Desconhecido

Eu posso falar de vários tons e posso falar de vários jeitos. E todos eles estão te acusando de alguma coisa. É esse padrão que a gente quer mudar. A gente foi criado numa sociedade de padrão acusatório e punição. Eu te puno. Eu acuso porque isso é que eu acho que eu preciso te ensinar alguma coisa, que eu preciso te botar de castigo.

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Desconhecido

Porque desde criança, desde que a gente é bebê, a gente está sendo ensinado que fez alguma coisa errada. Tapinha ou castigo, ou vou tirar alguma coisa que você gosta muito. Isso também é outro. Parece que não. Eu não bato mais, Eu tiro tudo o que você mais gosta. Então você não comeu tudo. Vai ficar sem videogame uma semana.

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Desconhecido

O que tem a ver uma coisa com a outra? Eu não sei. Não come sobremesa e tem crianças na África que estão morrendo de fome. Quer dizer, ainda tem uma consequência global para Portugal. Então eu vou botando, vou fazendo você se sentir pequeno, vou te humilhando, vou te diminuindo, vou fazendo você se sentir péssimo em nome do amor.

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Desconhecido

E eu estou fazendo você aprender. E é pior na rua do que assim em casa. Aprende casa porque na rua vai ser pior. Então todos nós penso que importante a educação emocional. Não tô dizendo a sua pergunta, mas assim a gente precisa entender que a gente é criado numa cultura hoje, que é uma cultura de violência estrutural. A gente precisa lidar com essa realidade.

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Desconhecido

Por mais que às vezes seja dolorido olhar pra ela, isso significa que todas as estruturas, o nosso imaginário de como se relacionar, ele é calcado na violência, as relações de trabalho são violentas, as relações de governo com a população são violentas, as relações familiares são violentas, as instituições agem na violência. Então a gente naturalizou a violência, a gente normalizou a violência e a gente acha que sentir alguma coisa é ruim e vai ser trás igual você tinha falado antes.

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Desconhecido

Então, como a gente está numa sociedade hiper valorizando o cabeção e a intelectualidade e não quem eu sou, como que eu me sinto? O que eu preciso, o que eu gostaria? Comunicação é para isso. Comunicação é a habilidade divina maravilhosa que a gente recebeu que a gente poderia não ter essa habilidade. A gente tem uma habilidade de conseguir expressar o que eu preciso, sinto, imagino, penso, gostaria de receber.

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Desconhecido

E também consigo escutar o que o outro gostaria, sente e precisa. Quando eu acho que isso é frágil e eu sou ensinada e eu preciso ganhar a discussão. E o ser humano é um bicho perigoso que eu preciso desconfiar das pessoas. E se eu der mole, as pessoas vão sentar em cima de mim e eu preciso gritar. E eu recebi todas as informações da minha mãe, das minhas tias na escola, no mercado de trabalho que vence o mais forte, o mais esperto, eu me habituo.

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Desconhecido

É normal, não tem como. É um experimento. A sociedade inteira está te dizendo que é assim que você deveria agir. Se não, você vai ser um idiota. Então a gente naturaliza. Não tem como. Na hora que eu tô irritada ou que eu estou estressada, a minha bagagem, a gaveta que eu tenho pra pegar as minhas ferramentas são essas de acusação e então eu acuso ao invés de eu falar naquela situação.

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Desconhecido

Matheus a gente precisa conversar, eu preciso. Eu tô tão confusa, eu tô me sentindo um pouco sozinha e eu preciso garantir que você tá junto comigo nessa. Eu preciso saber que eu ainda sou importante para você. E aí talvez eu chore, talvez Eu me emocionei. Ou se eu estiver com raiva, na verdade eu fale com raiva. Fala cara, na verdade eu percebi que eu estou com raiva de você.

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Desconhecido

Eu estou até com inveja dessa liberdade que você tá tendo. E como que você consegue? Eu fico me contando a história de como você consegue, porque eu não estou conseguindo, tô colapsando e eu? Para mim é muito importante saber se a gente tá junto, se é importante. Eu sei que seu trabalho também é importante, mas assim, cara, eu tô me sentindo sozinha e você é uma das pessoas que eu mais confio no mundo.

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Desconhecido

Então eu tô me arriscando e vindo te dizer isso total. E é um risco de vida, porque é um risco. Você está. Você está colocando uma sensibilidade, uma vulnerabilidade que você corre o risco de eu não tendo esse nível de sensibilidade ou de acabamento de conversa, dizer assim a garota se toca pelo amor de Deus, para de e chata pra caceta.

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Desconhecido

Aqui eu só tô trabalhando o pó vai arrumar uma roupa para lavar e você ainda entra. Você vem com a vulnerabilidade, ainda sai com uma grosseria e geralmente é pior que é mais cruel, porque geralmente nem é tão estereotipado. É tipo ai você sempre reclama e aí dói. Isso é muro ou ponte? Quando a gente constrói um muro e quando eu chego para outra pessoa e despejo tudo em cima dela, ou eu acuso a ela e falo Você é péssimo, você não me escuta, você não me ouve, você não.

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Desconhecido

É natural que a pessoa construa um muro de proteção, Ela querer se defender, falar eu não, Você que é maluca ou eu não. Eu estou fazendo tudo por essa família. Você que não me vê, você que não me enxerga, você que tem tudo. Eu estou aqui me ferrando. Você ainda quer mais? Então a gente fica nesse cabo de guerra e a gente vai construindo o muro.

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Desconhecido

Cada palavra, cada sentença vai construindo um muro ainda mais alto e a gente vai se afastando cada vez mais, se desconectando emocionalmente. Construir ponte E essa conexão eu e você. A gente vai construindo uma ponte. Isso significa que é um milagre, que é uma. E isso é igual o remédio, né? Imagino que muita gente procure, não é verdade?

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Desconhecido

Qual o chá que eu tomo que eu vou conseguir dormir? Eu não preciso mudar nada nos meus hábitos noturnos. Eu só preciso tomar esse chá. Ou qual é o remédio que vai acabar com a minha dor de cabeça. Não precisa fazer nada para acabar com isso. Na comunicação é a mesma coisa. As pessoas me procuram. O que eu preciso falar para o meu marido entender ou pro meu chefe entender, ou para essa criança entender.

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Desconhecido

Minha mãe fala Então como é que eu falo se nada disso funciona, como é que eu falo? E não existe essa pílula mágica? E aí, de novo, esse lugar de tá dói o. É frustrante. Talvez você esteja precisando chorar sobre isso. Pular, gritar, botar uma música alta, tirar. Tem um monte de exercício emocional que a gente faz para botar a emoção em movimento para você se dar conta de um monte de coisa que está estagnada, que está presa em você e está fazendo você ficar cada vez mais rígida, cada vez mais dura, cada vez mais impaciente, cada vez mais crítica com você mesmo e com o outro.

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Desconhecido

A gente está num lugar de estrangulamento interno por falta de auto escuta, por falta de percepção de tá bom, realmente. Nossa, essa pessoa está um horror esse comportamento, Não tem como continuar existindo e muitas vezes a gente mesmo não tem como continuar existindo. Qual é a estratégia que eu vou usar para me comunicar, para acessar essa pessoa? Vai ser repetir as estratégias de de gritar, reclamar, acusar, fazer o outro se sentir péssimo, punir, me retirar emocionalmente.

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Desconhecido

Então, para ver se eu puno ele, para ver se dá um jeito, para ver se ele se toca, que são estratégias que dão errado há milênios, há séculos. E a gente só continua criando guerra e mais guerra e se sentindo mais exausto. As nossas avós, as nossas mães, os nossos pais, o mercado de trabalho, nível de banal te batendo nas alturas.

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Desconhecido

Ansiedade. Esse é um do mal do século. Exaustão. Pessoas se medicando que assim precisam continuar de tão exaustos. E a gente está esquecendo da saúde emocional e o quanto a saúde emocional impacta na nossa saúde, na nossa disposição, na nossa capacidade de fazer renda, inclusive, ou de se comunicar. A gente precisa parar tudo. Se você se importa com você mesmo e com as suas relações, você precisa parar e se dar conta.

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Desconhecido

Primeiro passo de caramba, realmente eu sou fruto dessa sociedade que não teve educação emocional. A gente não teve na escola, eu pelo menos não tivesse. Não sei a idade de todo mundo que está assistindo aqui, mas quem tem mais de 20 anos não teve na escola e quem tem menos de 20 anos, mesmo assim é raro. Mas tem.

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Desconhecido

Tem mais de 20 anos. Com certeza não teve na escola nenhuma aula de educação emocional. Eu tive aula que nem se falou de química orgânica, química inorgânica, matemática um e dois e era assim o cálculo, história do mundo, história das guerras. Eu tive aula de história de guerra, é claro. Antes disso eu História do Brasil, eu não tive uma aula, não é uma matéria, eu não tive uma aula, um dia de aula sobre educação emocional, que é uma coisa que a gente precisa usar para tudo na vida.

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Desconhecido

Então, se eu não aprendi na escola, que é o lugar que me ensinam as coisas do mundo, é na minha casa, poxa, meus pais também são fruto dessa sociedade. Estavam tentando dar o melhor que eles tinham, mas provavelmente um barco analfabetos emocionais também, ou ao último totalmente. O muro não fala aqui nessa casa, não fala sobre as coisas que a gente não entra em conflito ou armado.

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Desconhecido

Cara bomba atrás de bomba na casa, com explosões emocionais, um monte de trauma. Beleza, eu preciso me dar conta desse cenário. E o que que eu faço com isso? Que eu sou adulta, Não sou vítima disso. Isso só é a realidade acontecendo. Nós crescemos analfabetos emocionais na nossa sociedade. A gente chega na fase adulta, você pode ser doutor, médico, pós graduado, ter doutorado, ser advogado, engenheiro, arquiteta, designer, ser super premiado na sua área e ao mesmo tempo que você é doutor, você também é analfabeto emocional.

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Desconhecido

Muita gente. E o analfabetismo começa com a gente aprendendo o alfabeto, que é a primeira coisa para quem está ouvindo. É como que você se sente, começa a fazer esse exercício para além de eu estou bem, eu tô mal. E aí, como é que você está? Bem mal? Como é que você está? Eu estou assustada com essa notícia.

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Desconhecido

Eu estou preocupada porque isso me faz crer que tal tal cenário vai acontecer. Eu tou estranha. Eu estou magoada. Eu estou. Como que você está? Eu estou animada. Eu estou empolgadíssima, Animada, Diferente de ansiosa. Posso falar? Estou muito ansiosa para te ver. Você está ansiosa? Você está animada. São coisas completamente diferentes. E eu estou. E a gente não tem esse vocabulário.

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Desconhecido

Muitas vezes não tem nem a palavra. É o que eu sinto muito. Eu venho falando isso já há muitos anos aqui. A galera para os amiguinhos Fogo do Viver é como a gente se desautoriza também. A gente desautoriza os outros e se desautoriza. E eu tenho uma tendência a ser muito bem humorado. Por exemplo, e ser muita energia alta.

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Desconhecido

Mas quando você faz mais de 1000 lives, alguma live, você vai estar de mau humor, está cansado, está com sono, está com alguma coisa e já teve mais de uma live que eu vim falar assim Gente, hoje eu não tô legal, mas eu vou fazer live mesmo assim, porque é o meu compromisso contigo. Mas eu não tô legal porque aconteceu isso, isso ou morreu alguém ou aconteceu alguma coisa horrível.

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Desconhecido

E aí a sensação é muito interessante, que isso sempre acontece. Eu vim fazer outra live depois para falar sobre exatamente isso. Vinha alguém falou assim Ai Matheus, não fica assim não, fica triste sabe? Tipo, imagina, mas vê pelo lado bom ou é ver pelo lado bom ou é ver pelo lado ruim. Tem gente muito pior do que você, mas tem gente na Síria tomando bomba na cabeça.

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Desconhecido

Isso aí você está reclamando, mas não é nada, é horroroso. E que tipo, só me deixa ficar feliz ou triste, ou sentir esse troço que eu tô sentindo agora? Tá ligado que eu estou sendo honesto com você? Como eu estou me colocando aqui? Você está falando Há um convite muito lindo da pessoa virar e falar assim Como que você está?

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Desconhecido

Eu estou bem, tão nervoso, tão puto da vida. Estou querendo celebrar ou eu tô com ciúme? Eu tô com raiva. Só que sempre tem um deixa disso. Mas imagina. Mas amiga, para você tá maravilhosa, você não está? O que eu te conheço? Você imagina o jorro aí? O mar nunca, nunca ficaria desse jeito. E aí a pessoa parece que você já está fazendo um trabalho, cortando um dobrado para ter algum tipo de educação emocional.

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Desconhecido

Aí vem alguém e fala assim não é tranquilidade, é aquilo que eu falei, isso é a vida acontecendo, só isso. A gente vai se frustrar, uma árvore vai cair a Uber vai atrasar e putz, de repente vai chegar atrasado na reunião, o que deu um super transe que você não estava imaginando. Sinal de internet cai e pessoas são grosseiras numa coisa alguém vai te dar uma patada do nada, alguém no momento que você está ali entregando o seu potinho supersensível, a pessoa fala Ah amiga, pelo amor né?

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Desconhecido

Sério isso? A gente precisa começar a aprender a lidar, já que a gente não aprendeu a lidar quando a gente tinha um ano de idade, cinco anos de idade, 15, 25. A gente precisa aprender agora a lidar para a nossa vida ficar melhor. O objetivo de tudo isso que a gente está falando é como a gente tem uma vida mais gostosa, como as nossas relações ficam mais fluidas, melhores, como que a gente para de ficar entrando em briguinha em círculo vicioso empatada, irritação o tempo inteiro?

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Desconhecido

Como que eu paro de me sentir tão exausta com a vida que eu estou vivendo? Isso começa dentro, Não tem como assim? Tudo é contexto, circunstância, graus de privilégio, Tenho certeza absoluta. Ninguém está excluindo isso. Inclusive comunicação não violenta não existe sem olhar sistêmico. A gente olha para a sociedade, a gente olha para as camadas de privilégio dentro da sua realidade, do que você tem agora, como que hoje, do jeito que você tem, com a família que você tem, com o trabalho que você tem?

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Desconhecido

Como que você consegue se colocar melhor? Porque se comunicar isso, se comunicar com a vida? Por isso que eu falo que comunicação não é só oratória, não é o jeito de você mudar. USA essa palavra, não usa essa palavra, fala desse jeito, não fala. Duvidam? O que fazer, O que não fazer Na hora de uma crise, isso funciona como um remédio.

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Desconhecido

Isso pode até te ajudar num dia que você está desesperado e naquele momento exato você não está com tempo de desenvolver essa musculatura. Mas isso não é sustentável. Oratória é uma parte da comunicação. Comunicação é o meu jeito de me relacionar com a vida. Comunicação é meu jeito de me relacionar com o mundo. E como eu tenho a capacidade de contar sobre o meu universo interno para essa habilidade de comunicação, funciona através da minha fala, através do meu corpo, através do meu humor, através dos gestos faciais, através do ritmo da minha fala ou como eu me expresso para o mundo, Como eu conto sobre aquilo que eu estou vendo que eu preciso, o como eu

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Desconhecido

me sinto, o que eu acho, o que eu quero construir, quais são os meus desejos e a minha capacidade também de escutar. Porque a comunicação não é só fala, não é só a expressão comunicação. Escuta também 50% da comunicação. Escuta, como que eu estou escutando que você pode chegar pra mim e falar assim já tá bom? Muito obrigada, cara e muito obrigada.

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Desconhecido

Pode ser interpretado de 1000 formas, como que poder dar. Não gostou? Você tá vendo? Eu sabia, Não ia ser bom. Só que ou você é amor ou é nossa, falou na dúvida Então comunicar só não é só como eu me expresso e como a outra pessoa recebe o como eu recebo também. Então, como a minha capacidade de escuta.

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Desconhecido

Essa é a grande chave. Até porque para eu me expressar eu preciso estar em dia com a minha escuta. Eu vou me expressar comigo. Então eu preciso escutar, me escutar como eu estou me sentindo aqui? Mesmo que você não saiba a palavra exata, isso e depois isso é outro grau de faixa. A gente tava falando desse outro grau de faixa e primeiro o básico faixa branca, só precisa saber exatamente nomear.

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Desconhecido

Muita gente fala isso, mas eu não sei, Eu aprendi isso. Tudo bem, isso faz parte do seu processo de alfabetização, seu processo de educação, que a palavra veio de vocabulário mesmo e vem de vocabulário. Mas para além do seu vocabulário, como que você está confortável? Está desconfortável? Vamos tentar combinar esse essa base você começar a perceber se você está confortável com isso ou se você está desconfortável com isso.

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Desconhecido

Percebeu que está desconfortável? Como que eu me coloco? Como que eu me comunico nessa reunião com essa família, com essa pessoa, com a minha vida? Comunicação é isso aí, é isso. São muito apaixonado nesse cara. A comunicação é um jeito de estar no mundo. Saber como você dialoga com a vida. Então comunicação é esse lugar e é a oportunidade que eu tenho de criar pontes com tudo o que eu me relaciono.

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Desconhecido

Minha relação com dinheiro, minha relação com o trabalho, minha relação com meu corpo, minha relação com outros seres humanos. Como que eu dialogo com isso? Como que eu entendo o que é? Porque você é a minha mãe e eu não tenho nenhuma capacidade de controlar ou se eu posso só desejar, eu posso influenciar, mas eu não tenho controle sobre o comportamento do outro.

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Desconhecido

Eu só tenho controle sobre mim mesmo. Mesmo assim, marromeno, né? Muito marromeno. Mas não ia longo. E isso você vai falando. E a comunicação não é só com o outro. Se você botar você se trancar numa caverna e botar pedra na porta, você também está fazendo comunicação. Porque o que você falou e como é autoconsciência sobre como é que você tá e quem você é de certa forma, existem.

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Desconhecido

Existem vozes o tempo inteiro na sua cabeça também, representando essa comunicação interna o tempo inteiro tem alguém falando aí e às vezes tem um monte de gente discutindo dentro de você mesmo, dando sopa, caverna sozinho. Então, assim, mesmo que você tenha o argumento do tipo assim Ah, mas eu não gosto de gente e eu quero morar sozinho nessa fase, numa fazenda, tudo bem, mas tu vai ter que falar com você mesmo também.

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Desconhecido

E se você tem essa dificuldade de entender como você está, fala muito bem, está bem, sabe? Está tudo legal. Você acorda de manhã e abre a janela. O céu se comunica, se fala puta, que dia feio, Está chovendo hoje A comunicação você pode está falando com ninguém, mas você está falando o jogo. Como é que a pessoa veio até aqui com a gente?

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Desconhecido

Ela está aqui agora, 54 minutos de live e ali já estava escrevendo o canal do YouTube. Deixar o like aí, como é que ela continua esse processo? Eu vou botar o link pro teu Instagram aqui na descrição pra galera que está assistindo. Nem arroba joio fácil pra caramba, inclusive de achar lá no insta é porque esse processo pra mim pelo menos tá levando décadas.

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Desconhecido

E se a pessoa se animou a dar o primeiro passo, ou se ela já deu vários passos e ela pegou alguns insights da sua live, que seria um próximo passo possível pra praticar, porque aqui nessa live a gente está só trazendo, abrindo a cabeça, refletindo. É quase que um aulão assim que a gente está juntos, refletindo sobre, trazendo com consciência como que pode praticar se for comigo.

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Desconhecido

Eu tenho mentoria individual, de acompanhamento longo e de acompanhamento curto. Depende do momento, da fase de vida que a pessoa tá, seja do momento financeiro, seja do momento de tempo que essa pessoa tem. Mas ela já pode começar de alguma forma. No mínimo cinco sessões ela já consegue começar, Então tem o mentor em grupo, tem mentoria individual, eu do Retiro, que é um lugar que eu amo assim porque a gente meio que desliga, né?

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Desconhecido

Retiro muito bom e se conecta com várias pessoas. Tem gente que vira sócio, depois faz amigos, você meio que encontra um pouco a sua galera, não se sente sozinho. Então tenho retiros e também tem curso on line, que é cara. Nesse momento da minha vida eu tô num S.O.S. Não tenho tempo, não tem como curso on line porque no curso online além de ter os aulões eu falo tem um curso, fala sobre como lidar com a raiva, como lidar com a frustração, como abrir conversas difíceis e que é como que você se percebe dentro de um padrão violento ou não.

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Desconhecido

Tudo isso que é muita reflexão, que gera insight, abre a cabeça, mas no final sempre tem um PDF que eu sempre dou exercícios práticos e no final você pode fazer os exercícios na apostila mesmo sem o meu apoio, claro, com o acompanhamento eu prefiro sempre que a gente aprende muito mais, mas assim não precisa ser comigo também, né?

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Desconhecido

E sim, se você que está aqui assistindo percebeu que isso faz sentido, o que que dialogou com você? Cara, primeira coisa é parar um tempo e se escutar E aí, vai fazer alguma coisa que facilite isso? Se é ficar sozinho um tempo, vai ver um pôr do sol algum dia, pega no fim de semana e vai correr no parque.

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Desconhecido

Vai nadar. Eu não sei. Geralmente esporte ao ar livre faz, a gente facilita pra gente, se retira, sabe? Vai viajar, Vai, vai organizar essa casinha dentro, sabe? Assim como como que você está? Se escuta em primeiro lugar essa escuta. E aí você vai descobrir, talvez que a casa esteja bem bagunçada. Aí você consegue pedir apoio, sabe? Criar rede de apoio é fundamental, fundamental.

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Desconhecido

É um monte de coisa que dá pra fazer língua do eu. E como que a gente abre conversas difíceis? Tem um monte de dispositivo que facilita, mas basicamente é cara, escuta o seu corpo, silencia um pouquinho pele para dentro, se não você não vai conseguir ter clareza e conexão pele pra fora, sabe? A gente precisa. É preciso universo Primeiro e quem quiser pode me achar lá no Instagram wi fi lá.

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Desconhecido

Mas ela não vai lá e acha o jogo lá no Instagram que não custa nada. Tem tanta porcaria no Instagram, é tão raro, tão negócio. Bom, aproveita e vai lá. Aí segue uma coisa boa no Instagram, para variar um pouco. Ju, obrigado pela tua presença, obrigado pelo carinho, obrigado pela disponibilidade, por tudo isso que você trouxe. Eu acho que esse é o tipo de assunto que você é apaixonado.

00:58:15:27 - 00:58:40:15

Desconhecido

Eu também. Só a gente podia ficar o dia inteiro aqui falando sobre comunicação, porque é muito a base do troço todo, assim tipo como as pessoas sofrem, porque elas fazem isso mal, porque a gente é mal educado, é analfabeto emocional de certa forma. Então tive essa live aqui. Ela vai ficar como um desses sms's aí jogados na internet pra pessoa meio que esbarrar nela.

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Desconhecido

Vou chamar ela do tipo assim você tem que assistir eu só para poder assim, se eu falar alguma coisa sem saber para ver se a pessoa lá ela toma tenência e melhora essa e essa, essa falta de habilidade que a gente tem, não por mal, mas por falta de educação mesmo. Quer falar mais alguma coisa para terminar hoje para a gente encerrar?

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Desconhecido

Ou falamos todos ou eu tô rindo que assim, caramba, 01h00 de live, gente! Falam pra caramba e chega lá e piscou Dá 01h00, não tem jeito não. Eu acho que assim tem realmente muita coisa para falar. A gente poderia ficar o dia inteiro aqui. Eu sou muito apaixonado por isso e tem lá só para as pessoas realmente acreditarem.

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Desconhecido

Acredita que dá para fazer diferente? Que não é tão difícil quanto te disseram? Não é? Não é perigoso. A gente se mata porque a gente não olha para as nossas emoções. Entrar em contato com todas as suas questões não é tão perigoso quanto te contaram. É muito mais perigoso continuar não olhando para isso que é possível, cara, tem tanta gente assim, não só nós aqui, mas tanta gente.

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Desconhecido

Tem milhares, 100 milhões de seres humanos. Agora estamos fazendo muito diferente de antes. Então acredita que dá para fazer diferente? Acho que essa é a principal coisa. Assim dá mesmo, De verdade. Não tô mentindo. Dá para fazer diferente. Maravilhoso. Obrigado, João. Um beijo para você e um beijo para vocês todos. Esse foi nosso projeto antes de hoje e até a próxima.

01:00:15:06 - 01:00:15:25

Desconhecido

Tchau, tchau.

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