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Desconhecido
O que não falta no mundo hoje em dia é problema. As pessoas que você conhece estão com problemas diversos de saúde e a gente vira e mexe fala do negócio, dos bichinhos, dos bichinhos abandonados, Tem bichinho sofrendo e ainda por cima tem negócio de crise climática, crise ambiental. Essa live daqui ela foi inspirada muito quando rolou aquele desastre lá em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
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Desconhecido
Eu falei cara, eu queria falar sobre possíveis soluções para essas situações que a gente está vivendo, porque parece que é um amontoado de problema. Você abre o jornal, o Instagram, o Facebook e parece que está tudo dando errado para ser um monte de problema acontecendo no mundo. Vai rindo de nervoso e a pergunta é tem alguma solução ou tem 1000 soluções para tudo isso?
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Desconhecido
Vou começar hoje com o Ricardo Laurindo, que quando eu vejo o Ricardo falar, parece que ele tem uma solução para essas coisas todas. E eu fico assim, meio que me coçando. Falei cara, vou chamar o Ricardo, porque eu estou nessa onda de quero conversar com pessoas que parece que têm alguma ideia de alguma solução. E o mais interessante é quando parece que as soluções todas passam por uma solução, porque a gente pensa poxa, em vez de eu ter que fazer 200 coisas, se eu pudesse focar minhas energias numa só, seria bastante interessante.
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Desconhecido
O Ricardo focou numa coisa só e vamos falar sobre isso então Hoje Salve, salve família, Vida, vendo o projeto 800 no ar e hoje é O08, são os episódios 942 aqui para vocês ao vivo. A galera do Instagram, se quiser acompanhar, vem para o YouTube e a galera do YouTube. Sintam se em casa, Fiquem confortáveis porque hoje a gente vai simplesmente resolver todos os seus problemas e os problemas do mundo e dos animais e das crises climáticas em 45 minutos, quem sabe?
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Desconhecido
Então, Ricardo Lauriano, deixa eu botar o para dentro. Seja muito bem vindo ao Projeto 800 e o Ricardo assim antes, deixa eu já começar meio que chute, porrada e bomba e depois a gente se apresenta e tem alguma solução para essas coisas, porque tipo, eu vejo você falando muito nas redes sociais e vocês organizam eventos e tal e tal, e vocês falam tem uns animaizinhos, tem as crises climáticas, saúde, doença cardiovascular e câncer e Alzheimer e diabetes.
00:02:14:06 - 00:02:47:23
Desconhecido
E eu falo como esses caras estão exagerando? Será que vocês estão exagerando? Caramba, Matheus, Bom, primeiro prazer estar aqui com você. No teu projeto eu quase consigo ser o programa 1000, porque geralmente aí tem até entre uma banda ganha prêmio, quase 940 tá próximo, mas não valeu demais e parabéns aí por quase 1000, né Cara, A gente sabe que isso as pessoas acham que a gente só ligar quando ele tá lá e tchanam, tem todo um trabalho.
00:02:48:00 - 00:03:10:15
Desconhecido
É uma preocupação do que? Do que levar o conteúdo, a forma de levar. E você faz isso muito bem. Inclusive quando eu divulguei que eu estaria aqui com você hoje, batendo esse papo, muita gente falou Cara, que legal vocês dois, Adoro vocês dois, To me incluindo aqui para me sentir bem também. Nós. O pessoal falava mais de você aí tá bom.
00:03:10:17 - 00:03:39:24
Desconhecido
Legal, Matheus. Bom, obrigado mesmo. E vamos lá, né? Vamos falar dessas soluções. Vamos falar de da nossa, da forma que a gente pode contribuir diante de tantas coisas que você já citou, Fala como se as coisas estivessem todas ligadas. Tipo, muitas vezes quando eu te escuto falar, eu acho que isso diminui um pouco a sensação das pessoas de que primeiro que uma coisa não tem a ver com a outra e outra que eu não tenho gestão nenhuma sobre essas coisas.
00:03:39:24 - 00:04:10:17
Desconhecido
Tipo, deve ser culpa de algum político lá em Brasília e eu não tenho o que fazer, tá ligado? Eu sou eu. Estou só esperando o mundo acabar lentamente e quando vocês falam, quando você fala, conta da entrevista, primeiro que tem uma coisa de uma fúria, uma energia que eu acho muito contagiante. Dá vontade. Tipo assim Pô, eu quero saber por que esse cara tá cheio de energia de segundo que parece que tem uma ligação entre essas coisas do tipo o sofrimento dos animais no sofrimento dos seres humanos e o sofrimento da natureza.
00:04:10:24 - 00:04:31:14
Desconhecido
Parece que eles estão ligados por algum fator ou alguns fatores. Então queria muito te ouvir começando a falar sobre essas ligações e depois eu queria muito investigar um por um assim que tá com tesão. Mó legal. Matheus, Vou tentar montar um cenário inicial para o pessoal entender um pouco como é que a gente enxerga isso e como essas coisas se conectam.
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Desconhecido
E esses pontos se conectam. Acho que tem alguns conceitos que permeiam vários setores da nossa vida, né? Fala um pouco assim, um pouco mais distante do tema, para a gente trazer para ele. Quando a gente pensa, por exemplo, em religião, é muito comum. É muito fácil a gente identificar esse conceito que eu vou falar naquelas frases ou ideias ligadas ao karma ligado ao AO.
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Desconhecido
É dando que se recebe, né? E aí a gente pode enxergar isso em vários conceitos e religiosos de crenças e tudo o mais. Ou a gente entra no campo do dia a dia. Eu lembro muito, minha mãe, quando a gente conversava assim, o novinho aprendendo as coisas. Ainda aprendo muito. Ela dizia assim Ah, Ricardo, lembre se disso aqui se faz, aqui se paga.
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Desconhecido
E eu caramba, eu estou fazendo o que? Eu vou ter que pagar aquilo tudo em dinheiro. Já tô em dívida, né? Isso é muito comum a gente no nosso dia a dia, a gente ter essa percepção. Por exemplo, uma música eu ouvi ontem no Paul MacCartney, né, que é um cara ligado ao movimento. Também tem uma música muito famosa que ele termina o show da turnê dele e a última frase que ele fala.
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Desconhecido
Não sei se isso ele pensou, mas é a frase que que é a última da última música que é. E no final, o amor que você recebe é o mesmo amor que você dá. Então assim é bem interessante. E por que eu estou falando isso? Porque isso mostra para a gente a conexão entre as nossas ações, aquilo que a gente recebe de volta, aquilo que a gente dá.
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Desconhecido
Isso traz para a gente uma percepção de que sim, a gente tem influência sobre as coisas que acontecem com a gente. Bom, entrando no campo da ciência, a gente pode também ouvir isso da ação e reação. Então você tem a ação. Toda ação recebe uma reação. E falando em ciência, foi lendo um livro que o livro A Teia da Vida, do Christoph Capra, do austríaco físico teórico.
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Desconhecido
Eu deveria ter lido mais obras dele. Acho que eu li duas. Acho que essa é o ponto de mutação. São as obras mais eu me mudou a minha vida quando eu li ele quando eu era adolescente. Pois é, é bem legal e eu li o A Teia da Vida quando eu estava virando vegano. Fazer o quê? Virando. Eu já tinha algum tempo e eu estava nessa volúpia, nessa fúria de querer ler, de entender e tal e tal.
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Desconhecido
E caiu esse livro na minha mão que não fala sobre veganismo, mas que me trouxe um conceito dentro desse livro que eu trouxe para a ideia do veganismo, que eu falei Caramba, e você falou muito na tua abertura bem rapidinho sobre essa questão que é sobre crises, né? No livro A Teia da Vida, o Fritjof Capra, em determinado momento ele fala sobre as crises humanas e aí ele faz uma provocação E aí, qual é a principal crise que a gente vive?
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Desconhecido
É a crise climática, É a crise da saúde, crise ambiental, crise econômica, É a crise da fome, é a crise, Sei lá. Ele fala várias e ele Bom, não é nenhuma dessas todas essas crises. Elas são importantes, elas precisam ser tratadas, mas elas têm uma mãe que é a mãe de todas as crises, que se pelo menos ela não cria, ela alimenta todas essas outras crises que a crise de percepção, né?
00:08:09:17 - 00:08:32:12
Desconhecido
Cara, isso me arrepiou de um jeito quando eu vi isso. Cara, que louco isso. E eu até lembro que eu pensei em não ser vegano, aí eu já dei até uma roubada nas páginas pra ver se ele ia falar de animais de veganismo e não era o caso. Mas ele falou muita coisa próxima que tem conexão com essa visão que o veganismo como movimento acabou trazendo.
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Desconhecido
Eu vou explicar o porque o acabou, por que inicialmente a proposta do veganismo nada tinha a ver com isso. E aí tem a ver com aquilo que a gente comentou anteriormente do que você dá que você recebe, da ação e reação que às vezes, sem perceber, você desenvolve um processo positivo ou não tão positivo que você vai colher lá na frente e tal.
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Desconhecido
Bom, e no nosso caso, o que O que se refere? Essa crise de percepção, essa ação e reação É tudo o que eu comentei antes. Eu acho que todo mundo. Mateus Todos nós, todo mundo que está assistindo aqui, a gente identifica nos animais de forma fácil, sem um estudo muito aprofundado que existe. Mas nós, no nosso dia a dia, a gente identifica nos animais características muito parecidas com a gente.
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Desconhecido
Se você olhar o animal, ele também não gosta de passar fome, ele quer se alimentar, ele não gosta de passar sede, ele sofre. Ele tem a capacidade de sofrer. Ele tem a capacidade de se relacionar. Ele não quer sentir frio. Calor são características que diariamente a gente busca também evitar diariamente e nunca passar fome. É quase como se nós fôssemos animais também, né?
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Desconhecido
É mais ou menos, né? Ou seja, é o que a ciência já diz nós somos animais, estamos no reino dos animais. Nós queremos nos retirar, né? Acho que isso para o ser humano é meio vergonhoso. Imaginar que somos animais e que temos essas necessidades e essas características tão animalescas que não deveria ser nem nem ser questionado, nem ter juízo de valor.
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Desconhecido
Simplesmente existem e estão aí. A gente lida com elas, né? Bom, eu falei que nesse nesse dia a dia a gente identifica isso, mas a nossa crise de percepção, que a gente pode até falar como ela veio e eu não estou falando da origem dela em si, mas que ela é alimentada por nós. Essa percepção equivocada, apesar de identificar isso nos animais, apesar de em alguns momentos, em algumas circunstâncias, nós defendermos o direito dos animais de não sofrerem essas esses e essas situações em que leva ao desconforto, ao sofrimento.
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Desconhecido
Por outro lado, a gente tem uma percepção de que algumas, em alguns setores da nossa vida, isso não é apenas aceitável, como faz parte e precisa ser assim. Sim, e isso é uma percepção tão equivocada que faz com que, apesar de a gente identificar nos animais todas essas características, a gente fecha os olhos, os olhos e não liga para a ideia de que provavelmente só de animais terrestres nós exploramos e matamos 80 bilhões para virarem alimento.
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Desconhecido
Eu estou colocando entre aspas porque quem é vegano já não vê isso como um alimento. Eu não vou. Podemos falar sobre isso também para uma parcela da população, porque não é todo mundo que tem acesso. Geralmente é quem tem mais condição de escolher outros alimentos que tem acesso a carne. E eu estou falando de animais terrestres. Sim, porque se a gente entrar no campo dos animais marinhos e no meu podcast de zona ver fazendo uma propaganda bem rápida aqui no Zona V, nessa terça feira eu recebi a Natalidade Shelter, que fala sobre animais marinhos.
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Desconhecido
E aí Mateus, A gente chega a trilhões de animais e nem se calcula números, calcula em toneladas. Tipo, porque não dá pra calcular o número de animais que estão ali nesse processo de pesca e tudo mais. Então isso faz com que aquela visão que o Fritjof Capra comentou da crise de percepção alimentar outras crises eu identifiquei nessa nossa crise de percepção de não identificar os animais como seres que merecem o respeito que nós também damos uns aos outros, ou pelo menos defendemos que todos nós tenhamos.
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Desconhecido
Ainda estamos construindo uma sociedade que consiga abarcar todos esses a esse respeito que o ser humano merece, mas que internamente, na sociedade a gente luta diariamente para que as pessoas não sintam fome, para que as pessoas não sintam frio, para que todos possam ter uma vida integral, onde possa ter emprego, transporte e tudo mais. Essa é uma luta contínua da sociedade, mas que com os animais é o inverso.
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Desconhecido
A gente luta para continuar explorando. A gente continua a explorar, negando o básico das características que nós também temos e que nós compartilhamos com eles. E aí é que vem a grande questão. Se você quiser fazer algum corte, aí eu vou entrando, acumulando o assunto, no outro eu fico me. Eu fico me colocando na posição de advogado do diabo aqui e porque eu quero, eu quero ouvir a tua perspectiva.
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Desconhecido
Mas assim, eu acho que a tua fala, ela vem de um lugar fofo, sabe? Do tipo parece que você tem um coração legal. Eu fico pensando que há 150 anos atrás a gente achava que africanos não eram equivalentes a pessoas, não tinham alma. Então, até 1888, no Brasil, uma classe dos seres humanos não eram considerados seres humanos. Então o racismo ainda é um problema absolutamente estrutural.
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Desconhecido
Não só no Brasil como no mundo inteiro. E a tua fala lá me coloca de volta para um lugar de pensar que há 100 anos atrás e em muitos lugares no mundo, as mulheres não votavam no Brasil, não tinham direito a ter CPF. Então sim, as mulheres nos Estados Unidos começaram a ter alguma independência na década de 70.
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Desconhecido
Quer dizer, tem 50 anos que a gente está tentando ver se existe uma equiparação de percepção das mulheres em relação aos homens. Então é por isso que eu estou fazendo o advogado do diabo aqui, porque eu acho que a tua percepção, ela acaba sendo muito fofa de querer englobar. Somos todos um uma coisa We need is love John Lennon da vida, quando o ser humano não parece ser esse bicho dadivoso, querido que vê todos como se fossem um.
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Desconhecido
A gente vê a pessoa que é de uma cor diferente da nossa como pior inferior, que tem menos direitos do que eu deveria ter na sociedade. Um homem. Ele olha para a mulher como um ser que tem menos direitos e em muitos países, cidadão de segunda classe. Eu acho que é olhado desse ponto de vista, de compaixão com os animais.
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Desconhecido
Acaba sendo uma abstração muito grande, porque parece que tem alguma coisa que eu acho que tem tudo a ver com o que você falou do fez chocar para dar a percepção de que não só eu acho que os animais estão a serviço dos seres humanos, sejam eles o meu Buda ou que eu quero ter em casa, porque eu acho bonitinho, seja ele a vaca, que ela é feita para me dar leite, carne mesmo, seja ela a mulher que é feita para mim, servir, fazer minha comida, limpar a minha casa, seja ela o negro africano que é feito para me servir, trabalhar para mim.
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Desconhecido
Então eu acho que a nossa sociedade, ela foi erguida na base dessa coisa que o homem branco, ele está no topo da hierarquia. Eu estou falando de África, estou falando às vezes muito de Europa. Tô falando de Américas aqui. E aí eu falo que eu não vou comer o peixe porque ele sofre. Me parece meio tipo se for só por isso, eu tenho certeza que tem muitas pessoas que se alinham, você tem muitas pessoas que te seguem, eu tenho também que admiram já isso.
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Desconhecido
Sobre a peixada, a perspectiva de olhar e falar vamos olhar para todo mundo como se fosse igual, mas eu tenho certeza que tem muita gente que olha para isso e fala assim Balela. Tipo assim eles foram feitos, Deus botou os animais no mundo para a gente comer mesmo, sabe? E eu fico me perguntando, pensando das outras crises, a minha decisão de que maltratar mulheres é ok, maltratar negros é ok, maltratar vacas é ok.
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Desconhecido
Maltratar, maltratar pessoa, violência é ok que eu acho que é o teu argumento original na violência, não é? Ok? Pois é. Para quem acredita que violência não é ok, tudo bem, mas quem não acredita não vai se convencer por causa disso. Ficar do Laureano? Não acho, não, não, não concordo. Matheus, que legal que você falou isso, porque você trouxe um aspecto que talvez facilite muito, muito, muito as pessoas entenderem como essa ideia está mais próxima delas do que elas imaginam.
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Desconhecido
Você citou questões de dessa relação humana, de desenvolvimento da sociedade, dessas lutas de forças, de classes e de várias formas que você pode enxergar a construção da sociedade. Mas olha que interessante quando você falou dessas lutas aí eu convido as pessoas que estão assistindo a pensarem a respeito disso e se tranquilizarem quanto a não ser algo tão nossa.
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Desconhecido
Pô, que coisa viagem, Que coisa distante ter que ficar se preocupando com o peixe, com a carne que eu coloquei no prato, o leite. Gente, esses homens vão se preocupar porque é algo tão simples no dia a dia, porque você não tem. Olha, a grande parte dos animais. Aliás, 99% dos animais que são explorados é que tem uma ação efetiva.
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Desconhecido
Nossa pra essa exploração. Nós sequer vemos. Nós não temos relação nenhuma com eles, estão escondidos. É basicamente uma nova escolha. Eu costumo dizer que é uma postura diante das escolhas e você não vai precisar mudar seu jeito de viver. Você não vai perder nenhum relacionamento com seus amigos, deixar de ir em locais, nada disso. Você simplesmente vai fazer novas escolhas baseado num conceito que eu presumo que a grande maioria das pessoas tem dentro de si, de que a violência, de que o sofrimento não é algo desejável e que se eu puder evitar, eu vou evitar.
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Desconhecido
É aí que vem a grande questão. Matheus Eu acho que o esse, esse cenário que você de você trouxe, ele é cruel porque dá uma sensação daquela de ah, tem tanta coisa acontecendo por a gente tem tantas injustiças na sociedade e tal. E aí você larga tudo porque você não tem condições de ter uma ação nisso. Mas é interessante a gente perceber que nós somos isso.
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Desconhecido
Tem gente que vê de forma negativa. Eu costumo olhar tudo de uma forma positiva, pelo menos encontrar algo que muita gente diz assim o ser humano é muito influenciável. Que bom que se a gente puder levar influências positivas, as pessoas podem ser influenciadas. Então a gente sempre olha a forma negativa de tipo ah, as pessoas são influenciáveis e tal, O cara vamos levar a coisa legal, vamos convidar coisas que que fazem sentido, ainda que esteja contra a maré.
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Desconhecido
Hoje a gente pode pessoa a pessoa, indivíduo, indivíduo, grupos a grupos, a gente começar a ter uma nova visão em relação a essa questão. E aqui eu vou voltar de novo pro o nosso tema, pra essa questão de quando eu for fazer uma escolha, eu lembrar essa percepção de que eu também não acho que os animais merecem sofrer e que se eu puder evitar, se eu puder ter uma ação que reduz essa visão, essa percepção humana de que os animais estão aí para nos servirem, que os animais estão aí, que o sofrimento faz parte do mundo e quem quer mudar isso tá querendo mudar algo imutável.
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Desconhecido
Não é nada disso. E a gente se pode fazer a gente poder evitar. Eu sempre dou um exemplo muito simples é fato que no trânsito, hoje morrem milhares de pessoas, centenas de milhares de pessoas no trânsito. Isso não faz com que se eu estiver dirigindo e uma pessoa passar na minha frente e falar a violência no trânsito, existe, O que que eu vou fazer lá?
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Desconhecido
Opa, Não, não, não faz sentido isso. Então não é questão de querer mudar o mundo por conta da minha atitude, mas é a minha atitude influenciar para que o mundo vá se moldando e mudando naturalmente. Eu acho que essa ideia é que ao invés de a gente ampliar para esse todo esse problema, é como é que inatingível que a gente tem no dia a dia e trazer para o aspecto simples da postura que a gente pode ter no nosso dia a dia e que essa postura pode influenciar é de uma e de uma forma simples.
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Desconhecido
A gente tem uma reação em cadeia, já que a gente falou entre ação e reação. Então essa ideia, se eu tivesse no júri, lá no tribunal, você como advogado do diabo, eu ia falar a verdade. Ele é advogado, está falando coisas que fazem sentido. Mas, por outro lado, esse caminho aqui também faz sentido. E aí, qual que a gente quer seguir?
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Desconhecido
Qual? O que a gente vai fazer no nosso dia a dia? Sem culpa, sem apontar dedo para um ou para outro? Mas aquilo que a gente pode fazer como indivíduos que influenciam a nossa própria coletividade. Eu acho que é maravilhoso te ouvir e eu queria azucrinar você um pouco mais numa direção específica, que é tudo isso que você está falando.
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Desconhecido
É muito maneiro. Se eu tiver um pingo de consciência e perspectiva dentro da minha alma ou de compaixão na hora que a pessoa está atravessando a rua porque tem tanta violência no trânsito, isso não justifica que eu vou atropelar pessoas. Falo isso muito bem. E se eu acho que maltratar seres humanos não é bom, maltratar cachorros não é bom, Maltratar porquinhos não é bom.
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Desconhecido
E aí vocês fazem aquela campanha de botar um cachorrinho do lado do porquinho e dizer Olha, é parecido, não é diferente, entendeu? Você é inventor. Tem essa perspectiva que a gente chama de especiais, que muitas pessoas não talvez não conheçam. Queria até te ouvir um pouquinho sobre isso, que é essa ideia de que eu trato bem. É um bicho, mas eu não trato necessariamente bem outro bicho.
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Desconhecido
Eu acho que numa perspectiva humana é dizer assim eu trato bem a minha namorada, mas eu não trato bem uma pessoa qualquer que eu encontro na rua, que eu inventei, que não são seres humanos. Então eu acho que a tua perspectiva ela funciona. Se a pessoa tem um pingo de compaixão, se ela consegue se tocar pelas suas palavras, eu penso assim Caramba, 80 bilhões é muito bilhão é muito.
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Desconhecido
São 200, mais de 200 milhões de aves todos os dia de frango é tipo uma população inteira do Brasil por dia. Tipo, para que você não é um absurdo? São são. Aqui no Brasil são próximos de 200 animais por segundo? Sim, Então se eu tenho alguma compaixão e eu penso nisso, posso ficar emocionado, posso chorar. Eu já tive o meu encontro com esse troço quando eu tinha 15 anos de idade.
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Desconhecido
De lá para cá tem sido cada vez mais emocionante olhar para essa realidade. Mas isso eu sou um puta de um egoísta. Sim, eu acho assim. Ah, Laurindo, dane se, Usou, entendeu? Está tudo no mundo, Está aqui para me servir, tá ligado? Eu quero mais é que esses frango todo virem máquina. Eu quero mais é que os escravos construam minha casa e que as mulheres mesmo façam minha comida.
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Desconhecido
Se eu sou essa pessoa, eu sou completamente egoísta. Ainda assim, tem algum motivo para eu olhar para essas coisas sem ter um motivo completamente egoísta para eu poder olhar para isso? Legal, Matheus, Legal você falou sobre especismo. Não sei se quer que a gente fale agora, eu já te respondo É isso que você puxou. Vai na tua. O que você.
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Desconhecido
Eu vou fazer o seguinte eu vou deixar pra depois a gente falar de especismo e tal, porque eu acho que você puxou algo que é bem importante a gente pensar e que conecta com a crise de percepção. Bom, eu comentei que a gente tem essa a nítida noção e a gente identifica facilmente que os animais também lutam por suas vidas.
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Desconhecido
Eles também sofrem. E tal como eu falei no começo, essa é uma percepção clara. Porém, a gente tem uma outra percepção de que é em situações específicas. Eles estão aí para nos servir. É assim mesmo e que que continue o baile, siga o baile. Bom, algumas pessoas começaram a colocar isso em prática do dia a dia. De fora Vocês têm essa percepção.
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Desconhecido
Eu acho que os animais merecem o meu respeito e por conta disso eu vou ter uma nova atitude. E qual é a nova atitude? O meu prato eu não vou colocar nada de origem animal. Eu não vou colocar a carne, eu não vou colocar leite, eu não vou colocar ovos. Mas por que isso? Porque eu acredito que isso é muito violento contra os animais e eu não quero participar disso.
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Desconhecido
Eu não quero. E aí eu ampliando até para o pessoal entender o que é veganismo ampliando, eu também não quero. Como eu não quero que os animais só falam, vou utilizar uma uma jaqueta de couro. Eu vou evitar lazer que explorem animais e eu vou ter uma postura que eu costumo chamar de eu do respeito aos animais, a minha postura de olhar e quando eu vou fazer uma escolha eu falo.
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Desconhecido
Só que tem relação com exploração, morte, crueldade contra animais. Tem ou eu vou evitar o máximo que eu puder? Tá bom ser humano, Vamos questionar isso. Ah, você vai ficar doente, cara, Você não vai ter proteína, Você não vai comer carne, você não vai. E isso gerou que estudos para se avaliar o impacto negativo desse tipo de dieta?
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Desconhecido
As pessoas começaram a questionar, começaram a mudar. Vamos analisar isso? Ótimo. Vamos ver o quão mal isso faz. E aí começou se a perceber o inverso. Os estudos, que antes eram bem raros para avaliar isso, começaram a mostrar que olha, tem um fundo aí que de repente pode trazer benefícios e a gente pode falar sobre esses benefícios também.
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Desconhecido
Matheus E também um outro aspecto que é muito dessa visão da natureza de que não. Mas pera aí, você está querendo romper com a natureza humana que faz parte de uma cadeia alimentar? O que vai acontecer? Os animais vão invadir as cidades? Vai ter animal, Vai ter galinha voando nos escritórios, vai ter porco andando por tudo quanto é estrada e é rua na cidade está os bois vão morar na sua casa e aí, vamos lá, vamos estudar isso, né?
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Desconhecido
E aí, viram que é o inverso que esse modelo provoca? A produção absurda desses animais pela demanda de consumo? Mas pera aí, se a gente precisar plantar comida pra todo mundo, não vai faltar espaço, porque o animal ele alimenta muito mais. Imagina um boi perto de um pé de alface, né? E aí as pessoas pensavam isso. Então vamos estudar, vamos analisar.
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Desconhecido
E aí começou se a perceber que é totalmente o inverso. A gente utiliza muito mais terras. A gente é muito menos eficiente quando a gente produz produtos de origem animal do que produtos de origem vegetal. E aí é que entra aquele link do como a gente lida com as coisas. Elas podem retornar para nós. A gente nega aos animais o respeito que eles merecem da nossa, o nosso próprio desenvolvimento moral e ético, de lutar contra a violência, de evitar a violência.
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Desconhecido
Tem gente que fala que não gosta de falar, de lutar. Então, de evitar a violência, né? Mas a partir do momento que a gente nega isso para um grupo de bilhões de seres que estão ao nosso alcance da gente alterar a nossa forma de lidar de alguma forma. Matheus eu não gosto de dizer se é karma, se é ação e reação, se é, se é a crise de percepção.
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Desconhecido
Eu não gosto de cravar o que que é, mas o fato é que as coisas se inter-relacionam. O fato da gente negar o respeito a bilhões, a trilhões de animais vem impactando a nossa saúde, vem impactando o nosso meio ambiente e vem fazendo com que crises que hoje são cada vez mais emergentes e urgentes serem cada vez mais alimentadas.
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Desconhecido
E a nossa postura poderia ter uma relação. E aí vem com a chamada de nesse nosso bate papo e a nossa simples, simples, mas poderosa postura poderia começar a ter uma ação reversa de reduzir muito esses impactos e trazer uma nova, uma nova realidade para essas questões, para essa conjuntura que a gente vive hoje. E se quiser, a gente pode entrar em dados, em números, que eu acho que a galera até aprova a jogar.
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Desconhecido
Aí tá bom, mas prova, né? É porque assim eu acho que eu coloquei três pontos fundamentais aqui no tema dessa live Primeiro. Maus tratos com animais. E aí eu acho que você já zerou esse ponto, que é um pouco direto, que é maus tratos com animais. Tem solução? Tem solução? É só parar de maltratar, tipo eu só cuidar como se você fosse parecido com ele.
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Desconhecido
Eu acho que a gente está vindo de muitas lutas nos últimos 200 anos e eu acho que existe algo pra ser dito sobre lutar sim pela paz, né? Então tem o guerreiro sem armas, digamos assim, mas ele continua sendo um guerreiro e eu acho que essa luta ela vem vindo para equiparar a nossa percepção, digamos assim. A gente achava que africanos não eram iguais e aí agora a gente já tem uma luta enorme que vai continuar durante muito tempo para dizer.
00:31:22:29 - 00:31:45:23
Desconhecido
E essa percepção está equivocada. Hoje eu achava que mulheres e homens não eram iguais e até hoje elas ganham diferente, trabalham mais. E existe um machismo estrutural que precisa ser combatido e está sendo combatido e vai continuar sendo combatido. E aí você traz esse elemento tipo assim, a nossa percepção de que os animais estão a nosso serviço para ser nosso casaco, ela tem que ser revista também.
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Desconhecido
E aí a pessoa diz mas não o casaco de couro. Você fala mas tem casaco de pano, sabe? Tipo para não tem necessidade desse troço. Então, eu acho que isso aqui já está tranquilo. E eu queria, para fechar esse assunto que eu ouvi falar sobre especismo, Tipo assim Boal, que eu acho que tipo, por que que eu acho que o meu cachorro se você tocar no meu cachorro eu te mato mais eu mato um porco, sabe?
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Desconhecido
Tipo, parece que são bichos de um efeito para eu comer e o outro feito eu vou fazer carinho. Sim, sim Ricardo Tá. Tem um termo que usam de dissonância cognitiva para esse tipo de visão de defender um animal e o outro. Eu costumo chamar de malabarismo ético, malabarismo mental. Você tipo, tá se segurando em algo que você vê que tá estranho aquilo, Mas você trouxe dois exemplos que facilitam para as pessoas entenderem o que é especismo.
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Desconhecido
E eu tive contato com esse termo num livro que eu quero indicar para o pessoal que se chama Libertação Animal, que foi escrito em 1975, na verdade lançado em 75 e que é meio que um divisor de águas dessa nossa visão em relação a como a gente lida com os animais. Então tem um antes e depois desse livro Libertação Animal e nele os primeiros capítulos repousam, mergulham na ideia do que é o especismo e é exatamente um primo irmão, digamos assim, do racismo, do sexismo, que é o que um grupo específico se auto determinar arbitrariamente por conta dos seus próprios conceitos e suas próprias visões arbitrárias.
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Desconhecido
Determinar que é que aquele grupo é superior.
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Desconhecido
Sumiu. Só aí sumiu. Mas voltou. Agora tá, tá. Aquele grupo é superior a um outro determinado grupo ou a todos os outros grupos. É fácil a gente entender aqui o que é o especismo. É o grupo espécie humana. Então os humanos se auto intitulando arbitrariamente que suas características e suas necessidades são mais importantes do que de seres que têm características e necessidades muito similares a deles.
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Desconhecido
E a gente já falou anteriormente quais são, então, a minha fome é mais importante do que a fome dele? A minha vida é mais importante do que a vida de um porco, ainda que individualmente a gente saiba que isso, em determinados momentos, pode acontecer, inclusive entre humanos, numa situação extrema. Mas não é sobre o extremo, porque quando a gente fala isso, as pessoas querem dizer ah, eu queria ver se tá pegando fogo.
00:34:34:06 - 00:35:04:16
Desconhecido
Não, não é isso, não é? Quando tá pegando fogo ali, a gente nem sabe como a gente vai escolher. É agora, no dia a dia, na circunstância, no conforto da possibilidade da escolha, da gente levar em conta a possibilidade de que, sim, a nossa espécie tem o mesmo nível de importância de outras espécies. E aqui a gente tem que lembrar que em 2012 foi divulgada a Declaração de Cambridge da Consciência Animal.
00:35:04:18 - 00:35:42:13
Desconhecido
E aí a ciência falando é a ciência, não é o achismo, né? É a ciência dizendo que os animais, os animais, todos eles, compartilham de características que são conectadas à consciência ou à senciência, ou seja, aquelas aquelas características que eu comentei de ser, de se auto querer prover, de lutar por sua vida, de se reconhecer e se identificar no meio que está aí, no meio que está, ainda que de forma diferente, muitas vezes não perceptiva por nós humanos.
00:35:42:16 - 00:36:15:00
Desconhecido
Então isso já está mais do que definido. Então, o especismo é o primo irmão do sexismo, onde um sexo acredita ser acima do outro, é primo irmão do racismo, onde uma determinada raça que a gente sabe que nem daria até para eliminar esse termo raça, mas a gente entende como ele é utilizado. Infelizmente na nossa sociedade em que uma raça se auto intitula acima, é melhor e mais importante que a outra.
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Desconhecido
No caso, o especismo é a espécie humana acreditar que está acima de outras espécies. Aí eu acho que a gente demonstra isso de maneira intuitiva, por realmente sentir mais afinidade com a nossa própria espécie ou com animais que são próximos da gente que a gente não tem contato. A maioria das pessoas nunca fez carinho numa vaca, nunca alimentou um bezerro, não sabe como é, né?
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Desconhecido
Então eu lembro da gente levando pessoas lá no No Vale da Rainha e aí é transformador muitas vezes para as pessoas visitarem um santuário animal, porque elas não se contato com esses animais, Elas acham que eles são feitos para produção mesmo. E aí quando ela pega e brinca com o porco um pouco, ela falou Sabe que porco era divertido assim?
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Desconhecido
Eu não sabia que sou carinhoso. Eu achava que porco era um era linguiça. E aí a pessoa quebra nessa imagem essa dicotomia disso, de achar que esse bicho não ia ter sentimentos. A primeira vez que eu vi um bezerro sendo removido da mãe, por exemplo, e a mãe mal ficar louca esperneando, eu lembro que aquilo para mim foi um choque, porque eu pensei eu não sabia que vaca ficava triste, tipo chateada.
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Desconhecido
E eu pensei pô, mas é óbvio, né, Se eu pegasse, tirasse um filhote dos braços de uma mãe, ela também ia ficar maluca E parti para cima. Total. Eu não sabia que os animais também tinham esses impulsos de proteção, de defesa, de carinho, de maternidade, porque a gente acha que é isso, como se fosse uma coisa industrial. A percepção fica embotada.
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Desconhecido
Então, eu acho que esse troço do especismo. E aí eu queria muito de novo voltar para. Eu sou um puta egoísta, Eu não tô nem aí, tô nem aí. Aí tipo, fala para mim porque sei lá o que tem a ver esse meu consumo de carne com tudo que está acontecendo no mundo que alagou o Rio Grande do Sul?
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Desconhecido
Não é possível que tenha a ver, sabe? Tipo assim crises climáticas tem haver com essa parada de. Então é interessante. Deu uma palestra na semana passada ou retrasada para uma grande montadora de veículos e eu achei muito legal que depois da palestra me disseram assim Ricardo, foi a palestra esse ano que mais gente participou. Foram centenas de pessoas e eu achei muito legal.
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Desconhecido
Era da América do Sul e aí eu estava exatamente falando sobre a questão ambiental, então muita gente não tem ideia. Por exemplo, hoje em dia se fala muito sobre os gases de efeito estufa. A crise climática não tem um receio, às vezes, de falar de um ponto específico, uma textura, e aí dá aquela impressão de que o humano sempre tem.
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Desconhecido
Resolvi esse pontinho aqui que me falaram Uau, tá tudo beleza, resolvemos tudo. Então hoje o problema são os gases, o efeito estufa. Então vamos resolver isso logo mais jeito. Mas a gente não percebe que esses é que tudo está interligado com outras coisas que eu vou falar aqui rapidinho também. Mas por exemplo, o Brasil está entre o top sete das dos países emissores de gases que estão conectados ao efeito estufa, que não é só o seu O2.
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Desconhecido
Tem o metano e tem outros. Mas no Brasil o principal contribuidor é a pecuária. As pessoas não sabem disso. As pessoas não tem noção de que o desmatamento hoje no Brasil, o que emite o principal emissor no Brasil são principalmente das queimadas, que a gente tem exatamente que cobrir pasto. Ah, não, Ricardo, É para eu também abrir espaço para a soja que você come, para o milho que você come.
00:40:00:09 - 00:40:26:07
Desconhecido
Não em torno de 70, 80% dessas grandes monoculturas, que são as maiores no Brasil, elas viram ração para animais, né? Então, quando a gente começa a entender tudo isso, a gente percebe que aquele bife no prato, que é aquele produto de origem animal no nosso dia a dia, ele está conectado a desmatamento, Ele está conectado a emissão de gases de efeito estufa?
00:40:26:10 - 00:40:54:13
Desconhecido
Ele está conectado ao uso excessivo de áreas. Você sabe, Matheus, eu sei que você tem conhecimento sobre isso. Não sei se esse número você já teve contato. Se a gente reunisse numa área só, a gente pega uma área só e reúne tudo que é utilizado pela pecuária em um espaço apenas. O tamanho que a gente teria em relação ao uso de áreas da pecuária.
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Desconhecido
Vou reformular porque acho que eu falei muito mal. Perguntei muito, Está bem? A gente vegano às vezes também se enrola, mas se você pegar todas as áreas da pecuária utilizadas no mundo, qual o tamanho dessa área que você teria se você reunisse num lugar só? Você tem ideia? Nenhuma. Um continente africano inteiro. Se você reunir toda a área da pecuária em um espaço apenas, você teria uma África inteira.
00:41:24:08 - 00:41:51:26
Desconhecido
E as pessoas falam Pô, é bastante. Mas não é só isso. Se você reunir toda a área utilizada para plantar a ração que vai virar comida para esses animais, você tem uma ou uma Europa inteira ou seja, só de uso diária, só de uso diária do planeta. A gente utiliza dois continentes para um setor apenas. Se isso são números que não são números de veganos.
00:41:51:28 - 00:42:15:08
Desconhecido
Esse número eu até anotei aqui porque esse número estava. Eu tive contato com ele e ele é vegano, que inventa e da Unesp, que é um programa da ONU que não é vegana. Tem gente que acha que ah, mas não a ONU. O pessoal termina a sessões da ONU, eles vão comer carne e eles estão falando isso aí eles mesmos assumem isso.
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Desconhecido
Então, quando a gente tem essa noção de que o que a gente coloca no prato está dando um sinal para o que se deve produzir ou que vai se produzir, A gente tem ideia de como a gente tem um poder de fazer a mudança acontecer por conta da nossa própria ação, por conta da nossa própria escolha diária e não para por aí.
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Desconhecido
Quando a gente pensar em gases do efeito estufa, a gente pensa muito se é o dois. Mas tem o metano, né? E o metano, hoje o principal emissor de gás metano são as vacas e os bois no Brasil, né? Pensando no nosso país, em torno de 90% existem dados 70, 80, 90. Por quê? Porque dependendo de quando você faz as medições, você tem um número de animais maior ou menor.
00:43:05:20 - 00:43:45:14
Desconhecido
Mas o fato é que a grande quantidade de metano que é. Expelida na atmosfera vem do processo digestivo de bois, de vacas. E não, não. Seres humanos também tem processo digestivo, mas as emissões são ridiculamente pequenas. Eu já ouvi isso. Ah, então o ser humano também comeu? Vai gerar gases, então não. O processo de de de ruminante a gente exato que eles fazem.
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Desconhecido
E eu acho que exatamente essa questão do metano. E tem uma questão também que é interessante porque quando você fala sobre esse uso diário agrícola e uso diário de pecuária, por exemplo, intensiva e extensiva, as pessoas às vezes também não têm consciência do tamanho do uso da água necessário para esses espaços existirem e da quantidade de dejetos que derivam.
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Desconhecido
Diz que vão parar em lençol freático e oceanos. Então parece que isso que você acabou de falar também tem uma relação bastante importante com o que a gente vê de poluição dos oceanos, de destruição. Muito se falam de crise ambiental. Agora eu podia falar um pouquinho Laureano sobre isso, Tipo, como é que é? Porque a gente você traz uns números ou uma perspectiva que pode ser interessante para as pessoas.
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Desconhecido
A gente fala muito de algo, a água tá poluída. Não sei o que está contaminar, o quanto disso tem a ver com pecuária, com agricultura para pecuária. Sim, é o perfeito. Como eu disse, eu comecei falando sobre a questão climática, porque é o que o pessoal mais hoje tem essa preocupação. Gases de efeito estufa é só pra dar um panorama de como a pecuária, a produção de produtos de origem animal acabam contribuindo com isso.
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Desconhecido
Mas é o que você falou, Mateus. Quando a gente pensa em crise hídrica e aqui no Sudeste a gente teve há alguns anos uma grande crise hídrica. A gente lembra de como isso afetou cidades como São Paulo. Aqui em Curitiba, onde eu estou, também houve uma grande preocupação e uma uma mobilização enorme para conseguir evitar o máximo a o desperdício de água.
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Desconhecido
E como eram as campanhas? Fecha a torneira a hora que você está escovando o dente. Legal, Pô, eu sou a favor mesmo. Quando tiver tomando banho, for se ensaboar, feche o chuveiro quando estiver lavando o carro. Ou melhor, não lave carro, mas for lavar, use o balde. Não use a mangueira, ou seja, ações que sim, podem ser interessantes.
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Desconhecido
Mas poxa, quando a gente olha que pode se produzir um quilo de carne bovina, você gasta em torno de 15.000 litros de água no processo inteiro. E você fala poxa, essas campanhas deveriam informar as pessoas de que existem outras formas, porque tudo que a gente consome consome água. Qualquer produto que a gente tem em casa. No seu processo de produção, utilizou se a água, mas ninguém tem ideia de que um dos maiores consumidores está no prato.
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Desconhecido
Então a. O grande consumo de água no Brasil também está conectado à produção de produtos de origem animal. A pecuária. Como eu disse, um quilo de carne em torno de 15.000 litros de água. Quando a gente pensa em carne de porco, a gente chega a mais de 6000 litros de água. Ou seja, você tem vários pontos que se conectam a isso.
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Desconhecido
Quando a gente pensa em poluição, não só das águas do solo também. A gente tem um solo cada vez ou mais pobre ou mais poluído. Também está conectado. A questão do uso excessivo de terras e de áreas para pecuária. Então você tem um problema de para onde vai o dejeto. Eu estava essa semana, eu vi um post e rodando eu não lembro o número.
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Desconhecido
Exato. Matheus. Talvez o pessoal aí lembre porque ele rodou. Eu vi algumas vezes ele rodando aqui na internet que aqui uma fazenda com se eu não me engano 4000 vacas, 4000 ou 10.000 vacas. Eu não estou lembrado agora. Era tinha produção equivalente ou similar de dejetos a uma cidade com 400.000 pessoas até o total. Vaca produtor é gente cara, é muito, é muito.
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Desconhecido
Eu lembro que quando eu não tem noção, eu tenho. Às vezes alunos falam assim ah, mas esse eu tiver a minha própria vaquinha, eu falo, mas não tem noção da quantidade de comida que uma vaquinha come de água que a vaquinha bebe. Você não tem, Eu tenho. Eu resgatei três cachorros e a gente sofre para pagar a comida dos bichos, que é caro.
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Desconhecido
Comida, né? Exato. Para alimentar uma vaca, se você perguntar, você vai lá. Mas se eu tiver minha própria vaquinha, não posso tomar o leite da minha vaquinha primeiro. Tenta primeiro tenta, alimenta. Vai que pra ter para produzir leite ela tem que ter um bezerro, Aí tu vai ter que alimentar o bezerro também. Experimenta e depois tu me conta se vale a pena esse sacrifício todo, se não vale mais a pena pegar umas amêndoas e bater na água e fazer um leite de amêndoas?
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Desconhecido
Sim, sim. Agora a gente tem mais uns cinco, dez minutos e eu vou insistir eu não tô nem aí para os animais, eu não tô nem aí para o meio ambiente. Quero mais é que as vacas façam metano, mesmo que o planeta esquente. Eu acho que isso tudo aí não está esquentando nada. A crise climática é uma invenção dos Rockefeller, da Agenda 20 30.
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Desconhecido
Não tô nem aí para nada dessas coisas. Acho que é tudo balela, mentira, manipulação da mídia. Tá? Tem algo, você comentou um troço cair. Pegou a minha atenção. Eu que sou um baita de um, que não tô nem aí pra nada, mas estou aí para mim, Você falou. Começaram a fazer uns estudos pra ver se fazia mal não comer produtos de origem animal e aí viram que talvez faça bem.
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Desconhecido
Então assim, queria terminar falar de te ouvindo um pouquinho se eu não tô nem aí pra nada nem ninguém, eu só preocupo com o meu próprio umbigo, Meu próprio corpo tem algum motivo pra eu só me preocupando com a minha saúde? Ainda assim, fazer essa opção que você está falando? Matheus Eu só vou pedir um minuto para eu completar um dado sobre a questão ambiental, que é super importante, mas eu vou entrar nisso rapidinho, que é o seguinte na questão ambiental, uso de terras, eficiência de alimentos e de produção de alimentos, é bom a gente perceber porque tem muita gente que acha que não dá pra alimentar o planeta se todo mundo só se alimentar
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Desconhecido
de produtos de origem vegetal. E eu quero reforçar que isso é totalmente inverso. Primeiro, pelo que o Mateus Solano já ficou claro o cálculo que se tem é que o principal pra se produzir, por exemplo, uma caloria de carne de boi, você tem que dar dez calorias pra esse animal, ou seja, você dá dez calorias, ele só devolve uma a média e que a cada dez calorias que se dá para os animais, você recebe de 1 a 3 calorias de volta como alimento.
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Desconhecido
Pela a ineficiência disso, você poderia levar esse alimento para os seres humanos e mais do que isso, sai o número da Associação Brasileira da Indústria de Exportação de Carne. Em 2022, o Brasil produziu por ano, ou seja, no ano de 2022, em um hectare de terra, se eu não me engano, são 10.000 metros quadrados. Se eu tiver enganado, desculpa, mas aqui a gente vai fazer a comparação por um hectare com todos.
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Desconhecido
O Brasil produziu em torno de 65 quilos de carne de carne bovina um ano, um hectare e 65 quilos de carne bovina. Você sabe quanto a gente produziu no mesmo ano em um hectare feijão? Nossa, 65 quilos de carne. Não faço a menor ideia. Duas toneladas de feijão. Então, quem pensa assim? Ah, mas se a gente não tiver carne, não vai dar pra alimentar o mundo e tal.
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Desconhecido
É o inverso. Sim, de arroz eu tenho anotado aqui porque são números de trigo. São três toneladas de aveia, 2,5 toneladas de soja, 3,3 toneladas de arroz, 06h30 toneladas de batata, 27 toneladas no mesmo espaço e no mesmo tempo. Tipo, não era pra ter gente morrendo de fome? Então. E aí tem gente que pensa ah, mas aí você não inclui os peixes?
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Desconhecido
Bom, os peixes, Como eu falei nessa terça feira, quem estava me assistindo ouviu 2% das calorias consumidas pelos seres humanos vem dos animais marinhos, 2%. Só as pessoas acham que os peixes alimentam o mundo. É por isso que são trilhões de animais que são mortos. Nada. 2% das calorias consumidas pelos seres humanos vêm de peixes. Eu só quis trazer isso Mateus, pra cortar de vez a ideia de que se a gente não tiver carne, a gente não vai ter espaço pra plantar.
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Desconhecido
É o contrário, a gente perde muitas, muitas áreas e terras que poderiam inclusive serem regeneradas, como florestas e tudo o mais, porque a gente ia precisar de um espaço muito menor pra produzir um alimento muito mais eficiente, que são os alimentos a base de vegetais ou os alimentos vegetais. Só pra pra finalizar. Isso porque eu acho que era super importante, então foi muito bom você ter feito essa finalização.
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Desconhecido
Mas mas aí o cara fez. Eu não me importo com nada disso, Ficado lá nem aí. Dane se os hectares, dane se os animais, dane se a crise ambiental. Eu moro aqui no meu palácio. Não tem negócio de crise ambiental. Aqui tem ar condicionado, tá tudo limpo, tem filtro de água, não tem água poluída, isso nada vai cheio jet ski.
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Desconhecido
Se der enchente eu saio com o meu jet ski. Tá bom. Lago Eu sou amigo do Willard Bosque do Bill Gates. Eu fico aqui na minha casa. Eu tô tranquilo. Tipo, ainda tá bom. O motivo que você acha que eu deveria considerar essa sua opção aí? E acho que pra você curtir a tua vida, quanto mais saudável você tiver, melhor.
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Desconhecido
E aí, nesse sentido, a gente pode ter certeza que a alimentação à base de vegetais traz inúmeros benefícios. E não só eu estou falando. Tem gente que gosta muito de Ana. Qual é o estudo que diz isso? Eu não trago o estudo. Matheus O que eu mais prefiro são pareceres, pareceres, instituições que analisam vários estudos. E aí você não tem a tendência de um ou outro estudo.
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Desconhecido
Eu gosto muito de trazer o parecer de mais de duas décadas que é renovado de tempos em tempos. Acho que a última, a última renovação, foi 2019. Eu não vou lembrar agora o ano que é da Academia Americana de Nutrição e Dietética, que é uma das maiores instituições de nutricionistas do mundo e há mais de duas décadas eles já tem os pareceres indicando que uma alimentação à base de vegetais, diferente do que as pessoas imaginam, ela é viável.
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Desconhecido
Ela é saudável e ela é possível pra qualquer idade de humana que a gente pensar, desde a gestação até a idade mais avançada, né? Isso tá lá no parecer. Mas não é só isso. Ele também mostra que a alimentação à base de vegetais. E aí é legal a gente pensar, pode trazer benefícios para a saúde das pessoas que adotam, claro, uma alimentação à base de vegetais adequada, balanceada como qualquer alimentação deve ser.
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Desconhecido
Porque quando quando você fala isso, as pessoas dizem assim ah, para, vai. Aí você tem que tomar cuidado com a alimentação, a gente alimentação. Para ela ser saudável, qualquer uma, você tem que conhecer um pouco. Você tem que balancear. Você tem que entender um pouco. E, é claro, eu não estou dizendo que você tem que ter o entendimento nutricional de um nutricionista, mas você tem que saber ali que o arroz, o feijão e principalmente os feijões são a tua base de proteína.
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Desconhecido
Você tem que saber que, poxa, frutas fazem bem. É importante eu comer, Você tem que ter essa noção para você montar um prato, verduras, legumes e tudo mais. E esse é um parecer que quando você olha, por exemplo, no Brasil, o Conselho Federal de Nutricionistas, a questão de dois ou três anos, inclusive a SBD, fez parte desse estudo, também lançou o seu parecer positivo em relação à alimentação à base de vegetais, apontando esses benefícios possíveis que a gente pode ter ao adotá la.
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Desconhecido
E aí, quais são os benefícios? Bom, Matheus, eu gosto muito de citar, mas quando a gente pensa em tá aqui que melhora, vamos pensar os principais motivos de morte no mundo, tá? Na verdade eu não gosto de pensar nisso, mas vamos trazer isso. É péssimo pensar nisso, mas vamos trazer isso para Para ilustrar para as pessoas. A alimentação à base de vegetais reduz o risco de desenvolvimento das três principais doenças causadoras de morte no mundo hoje.
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Desconhecido
Que é AVC? Acho que todo mundo aqui deve conhecer uma pessoa que que teve algum problema de AVC e tal e eu conheço o meu pai, infelizmente teve três e acabou falecendo por conta de problemas relativos a isso, né? Você tem o ataque cardíaco, no caso o infarto, que infelizmente eu tenho certeza que todo mundo que está assistindo aqui também conhece pessoas que que acabaram vindo a falecer por conta disso e diversos tipos de câncer que também é muito simples.
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Desconhecido
Infelizmente a gente conhecer pessoas que estão lutando em relação a isso significa que a alimentação à base de vegetais. Então a pessoa não vai morrer disso não, mas reduz o risco. E quando a gente pensa em reduzir, é importante a gente lembrar. É igual o cara que pega o carro e sai a 200 quilômetros por hora na estrada.
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Desconhecido
Ele pode chegar ao seu destino? Pode. Pode chegar, mas o risco dele sofrer um acidente é maior do que um cara que pega o carro e sai respeitando as leis de trânsito, a velocidade máxima e assim por diante. E ele também pode sofrer um acidente, mas o risco é muito menor. Mas não é só isso, Matheus. Diabetes tipo dois que a maior ou maior incidência de diabetes é a de tipo dois, né?
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Desconhecido
Ela também é reduzida, não só o desenvolvimento, mas também ela pode ser. Eu sei que você estuda isso e você pode inclusive reforçar aqui, mas ela também tem a redução do risco de desenvolvimento. Mais do que isso, ela vem demonstrando em vários estudos que você pode reverter via alimentação à base de vegetais, diabetes tipo dois e vários outros problemas que são comuns.
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Desconhecido
Então a pressão alta, você tem uma regulação maior nas pessoas que adotam uma alimentação à base de vegetais, na pressão, você tem a questão da obesidade. Então você tem um controle de massa corpóreo maior. Quando você tem a adoção de uma alimentação à base de vegetais. Ou seja, se você não liga para os animais, você não está nem aí para o meio ambiente, mas quer curtir a sua vida, eu tenho certeza que você vai curtir muito mais estando saudável e a alimentação à base de vegetais, ela proporciona isso.
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Desconhecido
E não só eu estou dizendo, são inúmeros estudos e para os seres de instituições de nutricionistas que lidam, que lidam com isso diariamente, que vem dizendo cada vez mais. Aliás, quando digo cada vez mais é que a última foi a. Eu não lembro o nome da instituição como ela é chamada, mas é a principal instituição de nutricionistas na Alemanha, junto com o Ministério da Saúde.
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Desconhecido
Agora deram seu parecer também de que a alimentação à base de vegetais é inviável. Além disso, ela pode trazer inúmeros benefícios para a saúde das pessoas, ou seja, tem muito medo disso, eu acho. Tipo, e da onde vai tirar o cálcio? De onde é a proteína e você não vai crescer? E ainda lá. E aí eu acho que tem um pessoal quando saem esses documentários que mostram ah, tem um cara que ele é fortão e ele é vegano.
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Desconhecido
Aí você fala Caramba, então dá. Aí tem o atleta e ele é vegano. E a Serena Williams não segue lá. E tem o cantor. E aí ele canta direitinho e aí a gente chega pô, então a pessoa não vai ficar branquelo, sem fã, anêmico e sem disposição e tudo mais. E aí vem o eu aqui e vem você aqui.
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Desconhecido
As pessoas olham a gente falar e a gente não, até que o normal e tomando soro na veia, né? Ou a gente está cheio de energia e tal e tal. Eu corri a maratona de Nova Iorque vegano. Eu fiz a competir no Iron Man no Rio de Janeiro, vegano. Agora estou aí fazendo a atividade de hipertrofia muscular para ver como é que faz isso acontecer também.
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Desconhecido
E é isso. Assim do tipo parece que essa argumentação, se você tem uma preocupação com os cuidados com os animais, fica meio óbvio o passo que você precisa dar para parar de ver. Essa divisão entre o boi está aqui para me servir, mas o meu cachorro eu amo. Se você ama um vez, se você consegue amar o máximo possível, deixe seu coração abrir.
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Desconhecido
Se você tem alguma preocupação com crises climáticas, crise ambiental, enchentes e tal e tal, parece que isso também é uma opção que diminui a poluição e o estresse que a gente está colocando como seres humanos no planeta Terra. E ainda por cima nessa cerejinha, digamos assim, desse e desse bolo maravilhoso. E se você ainda não tem preocupação com nada disso, vai está só preocupado com o seu próprio umbigo.
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Desconhecido
Ainda existe uma argumentação bastante sólida. Se falou dos nutricionistas, eu lembrei aqui do American Horror Association, a Associação de Cardiologia dos Estados Unidos tem inúmeras. Ele e eu não sei se é o atual, mas é. Ele é vegano. E aí perguntaram para ele por que você decidiu ser vegano? Aí o cara falou Olha, eu não sei se eu vou, que eu vou, se eu posso controlar do que eu vou morrer.
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Desconhecido
Mas enquanto o que eu puder fazer, eu vou fazer. Sim, vai ser culpa minha. Eu não vou. Vai me levar a morrer da doença. Eu sou especialista que é sim. Ele é o ex-presidente. Ele deu uma frase muito interessante que ele diz assim Existem dois tipos de cardiologistas os que indicam a alimentação vegana e os que não leram.
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Desconhecido
As evidências. Então é um clássico, né? E aí eu acho legal essa gente. Saíram os estudos Dr. Enormes, que eu cobri aqui numa live falando sobre potenciar controle e reversão de Alzheimer com alguns fatores, entre eles uma dieta à base de plantas. A gente tem o governo do Canadá alterando o guia alimentar para a população canadense e excluindo os lácteos, também com base em evidências e retirando as evidências que são pouco poluídas pela indústria.
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Desconhecido
Então é uma onda, uma onda. Aí sim, foi interessante, porque eu vejo isso muito parecido. Ricardo Com aquela onda do tabagismo da década de 50, 70 e todo mundo, todo mundo não. Mas muitas pessoas estão aqui na Live e lembro de uma época que as pessoas fumavam dentro do avião e eu lá. Era estranho você não fumar, era estranho no campo, cara meio cara, então não fuma?
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Desconhecido
Cinzeiro na mão, no braço da cadeira. E eu lembro de um moleque entrando no restaurante e perguntando Fumante ou não fumante? E você senta o fumante. Você estava do lado, não fumante, falava do outro no mesmo ambiente, Mas isso já era uma mudança, porque antes não tinha essa pergunta de fumante, era fumante, era tudo junto ali e as mesas tinham um cinzeiro, as mesas tinham cinzeiro, Todo mundo fumar junto para fingir que dá para separar, para proibirem cigarro em locais públicos.
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Desconhecido
Às vezes, isso tudo foi uma caminhada que foi nunca foi bem recebida. Todo mundo brigava. Eu lembro quando, em São Paulo, o governador proibiu lá o cigarro no absurdo que é meu livre arbítrio. Você quer explicar, não é? O seu livre arbítrio é o meu livre arbítrio. Você não pode escolher fazer uma coisa que caga minha saúde, porque aí você está roubando a minha liberdade.
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Desconhecido
Se você quer fumar, eu vou botar você num cubículo que você fuma e só você fuma. E aí a gente começou a ter essas revoluções sociais e levaram anos, levaram décadas para a gente. Sim, é um consenso que cigarro faz mal, que era uma coisa óbvia desde a década de 70. E eu digo isso aconteceu nos últimos dez anos.
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Desconhecido
Tem uma diferença muito grosseiras, muito brutal entre a percepção das pessoas sobre ser vegano. Eu virei vegetariano com 15 anos, já tem 25 anos e está lá atrás. As pessoas achavam que eu ia morrer e eu falo Eu tenho um metro e 86, eu passo mais de 90 quilos. Eu estou super bem, sabe? Tipo, mas a minha família mesmo achava que eu ia morrer, que eu não ia crescer, que eu não ia desenvolver direito.
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Desconhecido
Então a gente tinha da onde vem o cálcio e os minerais e os nutrientes e tal e tal. Então teve uma batalha, está tendo essa batalha, digamos assim, pacífica, para conscientizar lentamente as pessoas de que de repente não é por causa dos animais que você vai fazer isso de repente. Não é por causa da crise ambiental de repente, por causa da tua saúde.
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Desconhecido
Mas é difícil você achar um argumento, você não fazer na real, pois é interessante isso. Mas é bem isso. Quando você estava falando do cigarro e eu fui, eu fui fazer assim. A gente já faz isso há algum tempo e você também, né? A gente vai fazendo a conexão, mas quando a gente vê a amplitude do ato de você deixar de comer carne, de deixar de comer produtos de origem animal, o queijo, o ovo tal.
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Desconhecido
E você vai comparar com o cigarro, Soltar o cigarro, ter uma relação forte com a saúde? É, mas cara, a gente está falando de algo que transcende, né? Como você disse, a gente tá falando de meio ambiente. A gente está falando da nossa relação com os animais. A gente está falando de fome no mundo, por exemplo, se todo mundo tem, tem muita gente.
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Desconhecido
Eu pego muito isso quando as pessoas em debater falam assim, mas eu acho que todo mundo. O problema da fome não é não é um problema de falta de comida. O problema é falta de distribuição ou de de de outros interesses e tal. Então tá bom, vamos lá então ser contra a fome. Só sou contra a fome, tá?
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Desconhecido
Você acha que as pessoas deveriam comer o que você come ou comerem algo diferente? Não acha que todo mundo tem que ter acesso a mesma comida que eu tenho? Não dá, Não dá. Só as pessoas consomem carne, elas só conseguem porque é um grupo reduzido, que consome, porque a grande maioria das pessoas não consome. Então você está defendendo algo que as pessoas não devem passar fome.
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Desconhecido
Porém, você defende algo que não é viável para todos. E aí entra nessa questão que você está dizendo de tipo pera aí, você não pode fazer algo que, de uma forma ou de outra, acaba afetando todo o todo, toda a sociedade ou todo o grupo. Por que? Porque você faz escolhas que não são escolhas viáveis para todos. Isso, no mínimo.
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Desconhecido
E aí, falando desse personagem que você diz então não é egoísta, no mínimo é egoísta. Mas quando você pensa que além de não ser viável, ele também acaba gerando problemas adicionais, que são os ambientais. A gente falou aqui de saúde. Eu sei que aqui, em um ambiente até um pouco mais profundo de debate e tal, mas assim, quando a gente pensa que mais pessoas ficam doente, ah, mas isso é uma, é uma decisão delas, tá?
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Desconhecido
Mas isso acaba gerando o que acaba gerando demanda no sistema de saúde. O sistema de saúde vai precisar utilizar investimentos, vai precisar contratar mais pessoas, vai precisar comprar mais e isso acaba impactando na economia do próprio país. Não, não estou dizendo aqui. Como eu disse, isso aqui já seria um nível de de de debate mais profundo e tal.
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Desconhecido
Mas o dinheiro que você e você comentou, ele fala muito sobre isso. Segundo ele, 70% do gasto americano em saúde tem relação com o consumo de produtos de origem animal. Então, o que isso impactaria, né? O fez com que isso impactaria? A gente tem evidência suficiente de que isso impacta a maioria das doenças que mais matam hoje em dia.
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Desconhecido
E assim a gente já está no finalmente live. Então, para as pessoas que estão assim, tá, Matheus, mas esse negócio da saúde aí tudo bem, eu entendi que vale a pena fazer isso, mas eu não sei como é que faz. Então semana que vem eu vou fazer uma live com o Filipe Testoni, que é um nutricionista, e a Live vai ser inteira sobre alimentação.
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Desconhecido
É só sobre como é que você pode substituir o comer saudável, fazer escolhas melhores e tal e tal. Então, se você que ficou vai terminar essa live na dúvida de como é que você faz, o que você faz, como é que faz. Semana que vem, na quinta feira, eu vou fazer uma live com um nutri especialista nessa parada.
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Desconhecido
E aí volta aqui que aí a gente vai te ensinar 01h00 de alimentação boa. Aliás, o Felipe foi o principal, foi quem escreveu o Guia para Atletas que a SBB lançou acho que há dois meses. E fica o convite quem quiser saber mais. Mateus na SBB contorne Ponto BR e o site. A gente tem inúmeros guias de nutrição para gestantes, para criança, pré adolescente, para adultos gratuitos.
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Desconhecido
É só ir lá baixar que você tem todas essas informações, inclusive desse guia que eu acho que o pessoal nem vai comentar aqui. É um grande parceiro da SBB e pô, que legal que você vai trazer e dar continuidade. Quando a gente fala do assunto amplo, não dá para entrar num aspecto em si. Você tem que. E eu acho que esse foi o nosso objetivo, mostrar aqui uma atitude nossa ou uma postura nossa diante de escolhas.
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Desconhecido
Elas têm reflexo com vários aspectos que hoje nos paralisam. E a gente sente que caramba, o que eu vou fazer? O que eu posso fazer? Será que é só o político ou só o grande milionário pode fazer algo? Pelo contrário, a gente pode também adotar uma postura de amplo respeito aos animais e isso reverberar. Isso tem influência em vários aspectos da nossa vida.
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Desconhecido
Como a gente conversou aqui. Prefeito Ricardo Laureano Obrigado cara, tá demais! Tamo junto e obrigado pela presença. Obrigado pela generosidade aí com o seu tempo. Essa conversa lá é infinita, né? Então a gente continua tendo ela por cara. Eu termino falando cara, não falei nada, um monte de coisa, mas quero dizer, para falar hoje, eu acho que é isso que quem precisa ouvir ouviu.
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Desconhecido
O link para as redes sociais do Ricardo e da Sociedade Vegetariana Brasileira estão na descrição desse vídeo aqui no YouTube. No Instagram. Vocês vão ter que meio que buscar lá looping. Ah, não tem muito jeito, tá? Alguma ou a última coisa recado para se destacar Uma coisa eu quero agradecer. Vou fazer um convite para o pessoal acompanhar. Aqui tem a minha, o meu Instagram, mas quem quiser eu participo de dois podcast, um que é o meu próprio, que é o Zona V e outro que eu lancei há pouco com a Valentina Buck, que é uma atriz também, que é vegana, que é uma pessoa sensacional também.
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Desconhecido
A gente estreou entrevistando a Mel Lisboa, que anunciou que virou vegana e a gente por No podcast, ela anunciou. A gente ficou super feliz que é sencientes o nome desse podcast. Então, o meu pessoal é Zona Verde, toda terça feira, às 19h00 eu entro ao vivo toda terça feira. Essa semana eu vou entrevistar o Dr. Jonas, que é um dermatologista vegano.
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Desconhecido
Tem muita gente tem dúvidas sobre isso e o Sencientes também está lá no YouTube. Tá todo mundo convidado. Matheus, parabéns e obrigado pelo convite à disposição. Se a gente tiver um repeteco aí para aprofundar em mais coisas, tal disposição, tá combinado? Um abraço para você, Beijo para todo mundo e seu projeto 800 Até o próximo! Tchau!
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Desconhecido
O.
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Desconhecido
Futuro.
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Desconhecido
É o.
