00:00:01:06 - 00:00:20:20
Orador 1
Tem um detalhe que eu acho que pode virar a chave para você, principalmente no que tange a sua rotina matinal. Eu estou fazendo uma série de vídeos aqui no YouTube falando sobre rotinas diárias, rotinas matinais, o Dina Share na visão do Ayurveda e hoje a gente vai meio que fechar esse ciclo para o ano de 2025, de rotinas diárias.
00:00:20:22 - 00:00:49:14
Orador 1
Falando sobre o aspecto mais físico dessa rotina diária e como esse aspecto físico pode fazer totalmente diferença no seu dia, de repente, um detalhezinho pode virar a chave da tua saúde. Eu não vou fazer a salada aqui sozinho. Eu vou fazer essa live que com talvez um dos meus maiores inimigos na minha vida, uma pessoa que eu entro conflito quase todo dia com ele, pelo menos no que tange a xadrez, porque de todas as outras coisas, o Caio talvez é um dos meus melhores amigos da vida.
00:00:49:14 - 00:01:19:13
Orador 1
A gente é amigo desde criança, a gente já trabalha junto há cinco anos e a gente é sócio numa empresa. Quer dizer, o pessoal fala que sociedade é casamento, então esse homem é praticamente meu marido, né? Então ele vai vir aqui, ele é professor e está à frente do yoga lá e aqui, a nossa escola de Ayurveda. E aí eu queria trazer o Caio pra gente trocar essa ideia era fazer um bate bola aqui para vocês sobre rotinas diárias, especificamente, o que você poderia fazer de manhã para virar a chave da tua saúde sobre sua família Vida Venda Projetor 800 no ar.
00:01:19:14 - 00:01:35:02
Orador 1
Esse é o projeto zero oito Episódio 1014, se eu não me engano 1013. Pronto 1013 aqui para você e Caio Correia, Venha para a Live e já começa se apresentando para as pessoas, diz quem você é aí pra gente poder começar esse assunto.
00:01:35:04 - 00:01:39:24
Orador 2
Só para um parênteses que você falou que o Yoga lá é a nossa escola de Ayurveda.
00:01:39:27 - 00:01:49:00
Orador 1
E olha só nossa escola de yoga e o Vida veio da nossa escola de Ayurveda. Mas se tu é meu maior inimigo, tu é mesmo tá.
00:01:49:02 - 00:01:50:05
Orador 2
Tomando uma surra.
00:01:50:07 - 00:02:00:03
Orador 1
Muleque. Não tem ninguém que eu tenho tanto conflito armado quanto você. Todo dia tô tentando pegar o meu bispo ou eu tentando pegar a tua.
00:02:00:05 - 00:02:02:05
Orador 2
Então há anos.
00:02:02:07 - 00:02:04:18
Orador 1
E anos, inclusive a anos.
00:02:04:20 - 00:02:05:12
Orador 2
A gente está nessa.
00:02:05:12 - 00:02:10:05
Orador 1
Batalha e a gente joga xadrez todo santo dia só para vocês saberem.
00:02:10:07 - 00:02:20:00
Orador 2
Eu Eu acho que no nosso jogo ali eu acho que deve ter uma matriz. A gente deve ter jogado 20, 140 jogos. Eu acho que eu ganhei para cá.
00:02:20:01 - 00:02:22:07
Orador 1
Não precisava ter falado isso para as pessoas.
00:02:22:07 - 00:02:26:24
Orador 2
Caio Não, Mas é importante. Eu acho importante porque importa.
00:02:26:27 - 00:02:31:27
Orador 1
Não é verdade? A humildade desse homem.
00:02:31:29 - 00:02:38:00
Orador 2
Bom dia galera! Então meu nome é Cara Correia, como é que eu já me apresentou maravilhosamente? A gente é muito amigo, a.
00:02:38:00 - 00:02:39:09
Orador 1
Gente é muito.
00:02:39:11 - 00:03:10:15
Orador 2
Irmão em muitas coisas. Eu sou professor de yoga, entre várias outras coisas. Mas hoje em dia a minha atividade principal é dar aula de yoga. A gente tem juntas, escola, o yoga lá é uma escola que a gente abriu junto em parceria, tentando realmente fazer a escola de yoga que a gente sonhou de verdade. Assim a gente, como a gente começou a conversar sobre abrir uma escola de yoga em 2019, foi abrir aula em 2022, Então foram três anos assim, realmente conversando como é que poderia ser?
00:03:10:15 - 00:03:31:25
Orador 2
Como é que eu não poderia? É uma coisa que eu tenho muito orgulho, de que a gente realmente abriu uma escola, né? A gente não abriu um estúdio, a gente não abriu um lugar onde a pessoa vai lá e faz prática. A gente realmente conseguiu abrir um lugar onde existe um espaço de abertura para o aprendizado. Isso eu acho muito legal.
00:03:31:25 - 00:03:57:00
Orador 2
Acho que isso, inclusive, tem a ver um pouco com a nossa Live de maneira indireta. Sim, o como é importante a gente entender e o aprendizado é um processo, né? Então, se a gente está querendo ensinar yoga, a gente tem que ensinar a entender que ensinar yoga é um processo na escola. Não é à toa que você tem uma carga horária, que você tem um conteúdo programático que segue uma ordem.
00:03:57:02 - 00:04:18:00
Orador 2
Existe um processo para você aprender as coisas e eu acho que isso tem tudo a ver um pouquinho com o que a gente vai falar hoje. Mas falando um pouquinho que no yoga as coisas não são só você fazer que nem muito se fala, né? Só faz aí que você vai se iluminar fazendo a postura do guerreiro. Vai muito bem assim, né?
00:04:18:03 - 00:04:41:06
Orador 2
E realmente, no Yoga Laya a gente consegue fazer esses processos, porque a gente tem abertura, estrutura para que a gente realmente consiga dar a base teórica, consiga ter um momento de reflexão e troca entre os alunos e pegar todo esse conhecimento e levar para a prática. Então, hoje mesmo recebi uma mensagem de uma aluna falando como está sendo bonito.
00:04:41:09 - 00:05:07:18
Orador 2
A gente está fazendo uma semana especial de pranayama, uma semana que vai virar duas, né? E ela falou o quanto esse processo está mudando a vida dela. Ela já pratica ioga, décadas e falou mas eu nunca tinha aprendido o pranayama, por exemplo, com essa cadeia didática. Então, quando a gente fala que a gente abriu de fato uma escola, é porque a gente realmente tentou abrir uma escola, não só um lugar de práticas, né?
00:05:07:21 - 00:05:32:14
Orador 1
Total e total. Acho que o encadeamento pedagógico é um diferencial muito gigante assim, né? E você é como eu que quando a gente conversava de abrir o yoga, lia desde o início foi Como é que a gente monta um troço baseado na tradição? Então, como é que a gente não faz simplesmente um método que são um número X de ásanas com o número Y de pranayamas que se repete toda vez?
00:05:32:14 - 00:05:49:22
Orador 1
Ou uma série um, dois e três vai fazer aulas pro resto da vida. Mas sim, como é que você se aprofunda e entende realmente o que é esse negócio. Então assim, vamos começar. Caio, fazendo um primeiro parêntese assim do tipo o que que é o estudo do yoga? Porque eu acho que essa é a base do que é para onde a gente vai, né?
00:05:49:22 - 00:05:53:21
Orador 1
Quer dizer, como, onde? Quando estudar yoga?
00:05:53:24 - 00:06:26:22
Orador 2
Bom, então esse é um assunto muito legal, porque primeiro eu queria dizer que existem muitas possibilidades de entendimento, né? Yoga é uma coisa que foi sistematizada por diversas pessoas em diversos momentos diferentes, com carinho diferente. Então, de fato, tem um yoga que é mais técnico, mais ritualístico, né? Tem um yoga que é mais de como você interage com a vida, ou seja, nas suas ações, nas suas ações, nos seus entendimentos, nas suas intenções.
00:06:26:24 - 00:07:14:06
Orador 2
Existem várias formas de interpretar o yoga, então não dá pra dizer que yoga é uma coisa só. Mas o que dá para dizer é que em todas as abordagens de yoga a gente vê. Existe um objetivo muito profundo, que é você conseguir olhar para a realidade sem confusão. Então, o yoga é um corpo gigante de abordagens, de possibilidades, de práticas, de técnicas, de estudos, de reflexões, de auto análises, de investigações muito profundas, para que eu possa ir aliviando um pouquinho esses movimentos que a minha mente faz o tempo inteiro, que são muito intensos e que às vezes eles atrapalham a minha forma de olhar para a realidade.
00:07:14:08 - 00:07:41:17
Orador 2
Então, por exemplo, muito se fala que yoga é igual a meditação, né? Tem muitas pessoas que falam em sala de aula. Você não pode ser patriarca de meditação, yoga, meditação. E o que é interessante é que, por exemplo, usando o texto que eu mais me baseio, que é o Yoga Sutra de Patanjali, que é considerado um dos principais textos do yoga, mesmo, ele coloca a meditação como um estado de fluidez.
00:07:41:20 - 00:08:03:22
Orador 2
Então, esse texto ele não fala, não é um texto que ensina técnicas. Ele mostra justamente esse processo pedagógico. Como é que é o jogo enquanto estratégia, né? E ele fala que o estado meditativo não a prática e não a técnica de meditação, mas o estado meditativo, é um estado em que eu estou conseguindo olhar para a realidade com muita clareza.
00:08:03:22 - 00:08:28:07
Orador 2
Eu consigo fluir com ela. Ele chama isso de uma mente prática para que é um livro que a sua mente chega a um nível profundo da mente, em que eu consigo olhar para a realidade do jeito que ela é e fluir com ela. Um exemplo que eu sempre gosto de dar é o exemplo de um rio. A gente morou junto lá, num lugar que tinha um rio e me vinha muito isso na cabeça.
00:08:28:09 - 00:08:47:21
Orador 2
Se você tem um rio fluindo, ele joga uma pedra dentro do rio. O rio não fica assim, porra! Sacanagem, Caio, tu jogar essa pedra aqui? Eu estava fluindo bem. Pisam aqui no meu curso, aí tu vem, me joga uma pedra aí eu Agora eu tenho que concordar com a pedra que você jogou. O rio não faz isso. O rio.
00:08:47:21 - 00:09:13:06
Orador 2
Ele. Quando a pedra encosta, ele já contornou a pedra de maneira perfeita. Ele também não ficou de birra. Agora que você jogou uma pedra boa lá para a outra margem, né? Ele não faz isso. Mas a gente faz isso pra caramba porque a gente estava no estado em que. Por que a gente está em conflito e olhando para a realidade de maneira mais conturbada, um pouco atrapalhada e com muitas coisas na frente, né?
00:09:13:08 - 00:09:40:22
Orador 2
A gente não consegue fluir de maneira adequada de maneira ajustada, né? Então, o que o yoga ensina para a gente é basicamente isso. Como é que eu consigo olhar para a realidade entendendo o como que eu consigo fluir com esse momento que se apresenta? Então, quando a gente vai ver esse mesmo texto, a primeira palavra desse texto mostra o que a gente vai estudar e o texto começa a jogar no chão.
00:09:40:22 - 00:10:09:28
Orador 2
Essa e atrai agora muitas vezes esse sutra traduzido como Agora vamos aos ensinamentos do Yoga, mas dentro da minha tradição a gente vai em outras camadas de entendimento desses versos e a gente entende que essa primeira palavra está dizendo que o yoga estuda o yoga, estuda o Agora, como é que eu olho para o agora de maneira aberta para poder realmente entender o que o agora está me trazendo?
00:10:09:28 - 00:10:32:06
Orador 2
Não só ficar eu querendo que o agora seja de um jeito que eu quero, mas eu consegui ter abertura para entender o agora, como ele se apresenta, do jeito que ele é e o que eu tenho que fazer, né? Então, basicamente, o yoga é uma tentativa de olhar para a realidade de maneira clara e conseguir atuar de maneira ajustada, condizente com isso.
00:10:32:09 - 00:10:40:26
Orador 1
Isso é demais, porque assim como, quando e onde, é tipo o tempo inteiro, em todos os lugares, sempre que você dá conta e no final do dia.
00:10:40:28 - 00:10:41:23
Orador 2
Como é que ao longo do tempo?
00:10:41:23 - 00:11:04:17
Orador 1
Porque é interessante que a gente fala de yoga dentro do Ayurveda também. Quando a gente estuda aqui na Índia, Ayurveda, yoga, Vedanta vai esticar. Sabe que a gente tem um nome para essas escolas de entendimento da realidade. A gente chama los de darshan. E a palavra darshan vem da raiz, que significa ver. É como se fossem visões de mundo, digamos assim.
00:11:04:23 - 00:11:29:16
Orador 1
Como eu estou me posicionando perante a realidade e eu vou escolher um ângulo, digamos assim, para olhar essa realidade de um jeito que me gere. É menos sofrimento e menos doença, mais felicidade, mais saúde. E eles falam que o yoga é um darshan, uma maneira de olhar para a realidade. Mas o próprio Ayurveda, que também é um darshan separado para algumas escolas e a gente estuda yoga.
00:11:29:21 - 00:11:48:25
Orador 1
Então, se você abre lá o chacra samhita, por exemplo, que é um livro de três, 4000 anos atrás no Chair Asana, que é um volume inteiro que fala sobre anatomia e fisiologia. No capítulo um ele fala de yoga e ele fala para a gente do tipo assim o que é yoga na visão do Ayurveda? Para que serve o yoga na visão do Ayurveda e não tem postura?
00:11:48:25 - 00:12:16:24
Orador 1
A respiração não tem nada disso. Ele fala de yoga como uma, como se fosse um caminho para moksha, um caminho para a libertação e um caminho para você atravessar os desafios que essa ilusão aqui ela acaba impondo e chegar num lugar que você está liberto. Moksha, literalmente pode ser traduzido de várias maneiras, mas uma delas é libertar. A gente chama de moksha, por exemplo, a inspiração quando se solta o ar.
00:12:16:27 - 00:12:43:16
Orador 1
Em Ayurveda, muitas vezes a gente usa a palavra moksha também para inspiração. Então é quando você se liberta, você solta, digamos assim, uma realidade que não estava te servindo mais. O exemplo que você deu do rio, você jogando a pedra, Morri. É muito interessante porque diferente dos seres humanos, por uma série de obviamente de motivos e de perspectiva diferente, o Rio ele não tem, não leva essas coisas que o pessoal é o Rio.
00:12:43:16 - 00:13:10:00
Orador 1
Ele não acha que o Caio jogou uma pedra contra ele porque o Caio acordou e aí tinha um plano maquiavélico dele. Era o ser humano, a gente diferente, a gente. Se você realmente você passa na minha frente no trânsito, a sensação muitas vezes que a pessoa tem por tomar as coisas muito pro lado pessoal e de que você passou na frente dela contra ela, chamando ela de otária e deixando ela pra trás.
00:13:10:03 - 00:13:31:11
Orador 1
Parece que a gente está levando o tempo inteiro as coisas para um lugar de pessoalidade que há O exemplo que você deu é muito lindo, porque é tipo isso o Rio não fica berrado com a pessoa que jogou até durante um ano. Nunca mais eu passo aqui na sua casa em tal e tal, mas o ser humano faz isso e às vezes não tem nada a ver com você.
00:13:31:14 - 00:13:51:12
Orador 1
Quantas pessoas eu estava falando só todo dia com alguém aqui que estava me perguntando sobre Rui ter eu não sei o quê. E eu estava tentando explicar para essa pessoa exatamente o que a gente está começando, que agora eu falei Nenhum rei tem nada contra mim. Tipo, a pessoa não está fazendo nada contra mim, ela está fazendo alguma coisa dentro dela.
00:13:51:14 - 00:14:09:17
Orador 1
E é muito bizarro, porque eu já interagi muitas vezes com pessoas que mandaram a mensagem tipo grosseira, alguma coisa assim, e eu respondo tipo assim Caramba, desculpa, não era minha intenção. E aí a pessoa lá manda a mensagem depois dizendo assim Cara Mateus me desculpa que eu te mandei essa mensagem e que eu estava num dia muito ruim.
00:14:09:19 - 00:14:32:00
Orador 1
Eu estava num momento muito complicado, aconteceu tal e tal coisa e olha que interessante, realmente não tinha nada a ver comigo, Era a pessoa passando por um momento e um comentário que ela deixou. Foi um jeito dela experienciar aquele momento e como para mim não tem nada a ver comigo, eu estava lendo aquele comentário como Tipo assim cara, eu tou vendo que você está sofrendo aqui por esse comentário, Será que eu posso te ajudar?
00:14:32:03 - 00:14:55:07
Orador 1
Sabe de algum jeito? Então é muito interessante como levar as coisas pro lado pessoal. Leva a gente pra muito longe disso que você está falando, desse convite de você estar presente ali, recebendo uma pedrada de repente fluindo na pedrada. Flávio Tipo, deixando a vida fluir. Então achei lindo que é o tempo inteiro, em qualquer lugar, da melhor forma que você dá conta de fazer.
00:14:55:08 - 00:15:15:03
Orador 1
Isso não necessariamente tem a ver com postura, porque quando os alunos vêm para nossa escola, muitas pessoas eu estou vendo aqui nos comentários do YouTube. Eu dizia assim Cara, eu não sei fazer ioga, não gosto de fazer ioga, não mando bem no ioga, mas vou dar mais uma chance. Vou tentar de novo. Eu prefiro. Teve uma aluna que botou assim.
00:15:15:03 - 00:15:33:19
Orador 1
Eu prefiro correr. E aí era tipo ébano. Acho que essas coisas não tem nada a ver uma coisa com a outra, porque eles pensam como atividade física e você está abrindo uma porta para dizer olha, tem movimentos físicos dentro da escola, sem dúvida nenhuma, Mas tem camadas do yoga que são não físicas, não.
00:15:33:21 - 00:15:57:13
Orador 2
Até até a camada física. A gente estava estudando as últimas duas semanas. Eu tenho um curso dentro do yoga lá e inclusive estou recebendo uma mensagem aqui no Instagram também. A gente tem um curso de formação de professores da que está rolando de está no primeiro módulo inclusive, e quem quiser conhecer é só mandar mensagem pra gente. Mas eu também tenho um outro curso que é um estudo desse texto que é o poder.
00:15:57:13 - 00:16:18:16
Orador 2
Tudo é baseado aqui e esse, inclusive esse curso tá dentro do curso de formação, então todo mundo para mim que está comigo tem acesso a esse curso tudo. Pra mim isso é o básico, né? O que muitas pessoas consideram que é o curso avançado pra mim é o básico, que é mostrar de onde o longa vem, qual o pensamento do yoga.
00:16:18:18 - 00:16:45:13
Orador 2
E a gente está junto às últimas duas semanas da turma que começou no ano passado, foi falando de ação, né? Que a ação é muitas vezes traduzido como as posturas do yoga, né? Então, muita gente tem a ideia de que yoga são as posturas. Sem essa ideia das posturas, da forma como a gente vê hoje, é uma das interpretações de entender o que é ação.
00:16:45:16 - 00:17:09:07
Orador 2
A ação nem sempre necessariamente é você fazer uma prática que se estende um tapete, fazer umas posturas lá com a mensagem que tu podes ter. Eu amo, eu pratico isso todo dia. Eu ensino isso também diariamente, mas tradicionalmente não precisa, né? Tem um outro texto chamado Amarcord, que é de um sábio amar acima que aquele meio que é como se fosse um dicionário.
00:17:09:10 - 00:17:53:28
Orador 2
Ele explica um pouco as palavras e tal, e quando ele vai explicar a cena, ele fala de duas coisas ele fala de aciclovir e o pavê. Então ele fala que essa primeira coisa de ação é explodir. Significa ser tipo tubi, né? Então um tipo é o Hassan, é quando você se torna aquilo que é, né? Então o astro era muito mais do que uma coisa que eu faço, É algo que eu me torno, é algo que eu viro, é uma atitude interna, é uma atitude interna de você ser ou não, de eu querer ser.
00:17:54:00 - 00:18:15:21
Orador 2
E normalmente a gente está vivendo no querer, no que eu quero ser. Aí eu quero ser, eu quero estar mais concentrado, eu quero comer bem, eu quero comer doce, eu quero comer gostoso, eu quero dormir bem, Eu quero um monte de coisa. Mas o que é? É assim. É uma busca por uma atitude interna de você ser o que é.
00:18:15:24 - 00:18:50:09
Orador 2
E outra coisa é upa, vc se upa, é de sentar e também de assentar, ou seja, o ar. A cena também é uma atitude interna de deixar as coisas se assentar em você, né? Então, por exemplo, a gente estava inclusive refletindo isso, como as vezes essa prática que a gente faz de meditação, né, De sentar, organizar, observar, ela é muito mais uma prática de ação do que de Diana, né?
00:18:50:12 - 00:19:38:05
Orador 2
Porque Diana, pela perspectiva do yoga, é um estado que você consegue mais. A prática de você sentar e deixar as coisas se assentarem, deixar estabilizar a isso. E assim é isso você pode estar fazendo enquanto corre, Por exemplo, por exemplo, eu posso estar com uma atitude de ação enquanto eu estou correndo de tentar me manter presente naquilo que eu sou, daquilo que tá acontecendo, daquilo que eu estou fazendo enquanto eu estou utilizando aquele momento para deixar as coisas se assentarem e para que esse turbilhão de pensamentos, de coisas que atrapalham a minha visão da realidade, eles se assentem como aquela, aquela imagem clássica, um laguinho que está paradinho, você pisa, sabe o outro, né?
00:19:38:12 - 00:20:03:12
Orador 2
Você tem que deixar aquele lodo assentar. Isso, teoricamente, é a Eu posso fazer a cena fazendo uma postura tipo passo de Motta nasce na posso, mas eu também posso fazer a ação sentado. Eu posso fazer a cena correndo, Eu posso fazer a cena trabalhando que a cena é o momento em que eu paro e eu me estabeleço. É isso, a gente tem que fazer em diversos momentos.
00:20:03:14 - 00:20:26:28
Orador 2
Então, mesmo que você não queira fazer yoga da forma como a gente entende, Yogod que vai botar uma roupinha de lycra, vai pegar um tapetinho e vai ouvir uma fazer uma prática com músicas indianas que eu goste que eu faço. Sempre existe um momento, simplesmente uma atitude que todo mundo meio que já faz, só que talvez você faz de maneira não consciente.
00:20:27:04 - 00:20:52:21
Orador 2
Você faz não de uma maneira que existe uma didática, uma pedagogia que te ajuda a te mostrar um caminho. Então, o yoga não é só o que está virando no inconsciente da galera. Hoje em dia as pessoas falam vou praticar yoga, mas está subtendido que eu vou fazer uma prática de ação dentro de um molde e que não precisa ser cara.
00:20:52:21 - 00:21:13:08
Orador 1
Vamo! A gente está mais ou menos na metade desse papo e eu queria fazer primeiro fazer uns jabás aqui e depois a gente passar pro finalzinho, que é prática. Pra gente botar isso. Tem que ver que a gente está conversando tudo na real, o tamanho de um ser humano. Então, primeiro um jabá que eu acho muito importante e pô, temos um monte de alunas aqui.
00:21:13:08 - 00:21:41:24
Orador 1
Então, Débora Peri está aqui falando Sou aluna do curso de 300 horas na nossa formação em Yoga. Sou iniciante em Olga. Tou a ver que nunca soube bem o que quer yoga. Estou descobrindo alguma coisa além o Caio. Os demais professores são excelentes. Ela está falando da nossa formação de 300 horas em professores. Se você tiver curiosidade de saber, é aqui nesse vídeo do YouTube, no no, na descrição tem o link do Instagram do Caio e lá no Instagram do Caio você descobre todos os cursos que a gente tem na escola.
00:21:41:26 - 00:22:04:05
Orador 1
E o Instagram também tá aqui Arroba Yoga Lá em Berlim, a Ana Pérsio falou A abordagem que o Caio traz sobre yoga é a mais real que eu já encontrei. Ele não romantiza, segue uma tradição e uma visão lúcida sobre yoga. E a Cris, cadê o Tony? Maravilhosa, falou. Eu adoro yoga. Acho que se você quer está num estado de obsessão muito facilitado.
00:22:04:05 - 00:22:21:28
Orador 1
Se você praticar Ayurveda é por isso que a gente tem escola de Ayurveda e de yoga, porque essas ciências elas são irmãs. A Flávia disse Eu sou aluna do Mapa da Mente diariamente. Aprendo muito com o Caio. Está desconstruindo tudo o que eu pensava ser yoga. Fala um pouquinho de novo. O que é o mapa da mente? Porque ele está conectado.
00:22:21:28 - 00:22:27:08
Orador 1
Você falou que tem um curso que leu, mas não chamou ele de mapa da mente. Poucas pessoas sabem que é a mesma coisa.
00:22:27:10 - 00:22:48:13
Orador 2
Legal é o estudo do Yoga Sutra, Yoga Sutras, texto que é o texto mais conhecido do Yoga, que ele é muito conhecido por uma parte desse texto, que são os oito anos, os oito membros do Yoga. Isso é a parte mais conhecida e mais falada do Yoga, que é o momento em que ele está apresentando ali algumas ferramentas.
00:22:48:16 - 00:23:11:00
Orador 2
Ele de fato apresenta algumas possibilidades de ferramentas. Só que o que muitas vezes as pessoas não estudam, ou não veem, ou não dão o devido valor é pra tudo o que vem antes e tudo o que vem antes, na minha visão, é mais importante para nós do que essas oito ferramentas. Mesmo porque, imagina essas oito ferramentas? É como se eu tivesse uma caixa de ferramentas, só que não sendo de ferramentas.
00:23:11:00 - 00:23:33:15
Orador 2
Solução Te explico como é que constrói a casa, se vai ficar lá no terreno baldio com uma caixa de ferramenta e um saco de cimento, vai falar beleza? Então eu para eu ficar só mexendo, brincando com as ferramentas aqui é o que vem antes. E o que é mais importante, porque o yoga é um estudo muito aprofundado sobre a mente, sobre a mente humana.
00:23:33:15 - 00:23:56:16
Orador 2
Então, por exemplo, isso que Mateus falou dos darshan, as. Cada darshan tem uma especificidade, tem um campo de estudo mais específico. Então, por exemplo, o Vedanta tem um campo de estudo. O sábio que tem um campo de estudo, ainda tem um campo de estudo e o yoga tem um campo de estudo, o campo do estudo do yoga e o funcionamento da mente, né?
00:23:56:19 - 00:24:24:03
Orador 2
Aí a gente entende que a mente, a gente acessa ela através do corpo, então tem muito sim do corpo ali. Assim como o Ayurveda, que fala muito do corpo, usa muito da mente, porque as coisas estão muito juntas, não tem como separar. Mas o yoga, ele é um estudo de como a mente funciona e quando foi estudando esse texto, como digo que o meu professor, eu fui vendo como esse texto realmente ele traça um mapa de como a sua mente funciona.
00:24:24:06 - 00:24:47:05
Orador 2
É um negócio bizarro, né? Como está tudo ali? Como é que você Você vai tropeçar quando você tropeçar? Você vai tropeçar aqui, aqui, aqui para você levantar, se levanta por aqui e fica tranquilo, você vai tropeçar de novo, mas aí você já vai estar com mais experiência. Lembra disso? Cuidado! Se estuda nesse processo, tenta ter esse tipo de atitude, mas tudo bem, se você não conseguir, tem isso.
00:24:47:07 - 00:25:07:15
Orador 2
Se você está pensando muito sobre as coisas, isso te diz uma coisa, eu sei. E veio uma sensação de leveza. A gente diz outra coisa. É de fato um mapa, né? Para que mostra como que a sua mente funciona. E quem deu esse nome foi o Google, o meu professor e o Diego. Ele estava aqui, estuda como se fosse um mapa da mente e eu falei isso muito genial, porque é exatamente o que é.
00:25:07:17 - 00:25:27:24
Orador 2
E aí eu falei pra ele, pedi autorização pra usar esse nome, que foi de autoria dele e ele super deixou. E aí hoje em dia a gente tem esse estudo, que é um estudo muito interessante, porque com essa turma que começou em 2024, a gente entrou nesses oito anos. Agora, uns oito meses depois e é quando a gente entrou.
00:25:27:25 - 00:25:50:10
Orador 2
Tem uma galera que fala assim Caraca, eu nem lembrava mais dos oito anos que eu entrei, como sabia fazer com anos e eu nem lembrava mais que a gente ia falar disso de tão profundo que a gente tinha ido. No entendimento da mente que as ferramentas vira até uma pergunta. Agora, um pedaço pequeno, muito importante, mas é até pequeno, porque é um texto que realmente é transformador.
00:25:50:10 - 00:25:53:16
Orador 2
Assim, na forma de olhar para as coisas.
00:25:53:19 - 00:26:11:21
Orador 1
Então, aí no mapa da mente, que faz parte também da formação em que faz parte da escola, porque isso vocês tem que vocês entenderem, é que eu estou lá na parte do jabá, ainda mais o Caio fica dando conteúdo, não tem jeito. Se menino não tem jeito, então a gente tem uma escola de yoga e dentro da escola tem um curso, chama o mapa da mente.
00:26:11:21 - 00:26:25:24
Orador 1
Aí tem aulas on line. Se você tem dificuldade de fazer yoga on line e vem experimentar só para você ver o que que é, porque você já teve outras aulas que você não conseguiu fazer, mas se fizer a nossa, tu vai gostar. Tem um monte de gente que diz que não gosta de fazer on line e vem fazer com a gente.
00:26:25:24 - 00:26:44:06
Orador 1
Adora e tem uma formação de 300 horas. Então essa é a parte on line do nosso trabalho Jabá número um, feito segundo ponto que eu acho que é muito importante a gente falar aqui para as pessoas. A gente tem retiros presenciais, então em maio vai ter um. E quando é que vai ser o do Sana? Caiu agora abril.
00:26:44:09 - 00:26:46:04
Orador 2
Fora também e maio.
00:26:46:06 - 00:26:48:25
Orador 1
E maio também é início de maio e o de maio.
00:26:48:27 - 00:26:50:12
Orador 2
É final de maio. Exatamente.
00:26:50:12 - 00:27:05:05
Orador 1
Então vamos falar desses dois cursos, porque são duas oportunidades incríveis para as pessoas que estão no Brasil de estarem, praticarem ao vivo, meditar, fazer as coisas. Todos falam um pouquinho. No início de maio tem o retiro lá do Sana. Como é que vai ser um pouquinho para quem quer saber.
00:27:05:07 - 00:27:10:01
Orador 2
A gente vai ter esse E é o retiro de feriado, né? Então, um retiro mais curto.
00:27:10:01 - 00:27:12:13
Orador 1
Em relação a e do Dia dos Trabalhadores.
00:27:12:20 - 00:27:40:01
Orador 2
Eu trabalho exatamente. Então a gente a gente vai pegar o de quinta a domingo, um feriado desses clássicos, né? E a minha ideia quando eu estava desenvolvendo esse retiro em parceria com a Carol e com a Bruna Alonso, foi a gente de fato botar as pessoas para vivenciar um pouquinho da rotina do yoga. Segundo os textos, descreve, porque isso é uma coisa que eu realmente nunca vi assim, né?
00:27:40:04 - 00:28:14:05
Orador 2
A gente vê muitos retiros que unem muitas coisas, que é maravilhoso. A gente mesmo faz vários retiros de olho em diversos tipos de conhecimento, que fazem com que a pessoa sai muito transformada, com muitas ferramentas. Mas eu, como professor do yoga e como um cara que estudo e valorizo muito essa tradição, eu sei o quanto é distante para nós em termos de possibilidade de vida, de ambiente no qual a gente mora e como a nossa alimentação é pensada e preparada para que a gente de fato viva uma rotina de yoga séria de verdade?
00:28:14:05 - 00:28:37:21
Orador 2
Sim, né? Então eu, Karuna e Bruno, a gente. Nossa, cara, como é que a gente pode pegar os textos que dão essas ideias de caminho, de rotina, de estrutura? Vamos seguir essa parada e vamos mostrar para as pessoas o que é uma rotina de yoga. Se a gente fosse um iogue, né? Porque uma coisa que é legal a gente entender é que a gente não é e a gente não vive na condição que os iogues viviam.
00:28:37:24 - 00:29:01:17
Orador 2
Então a gente usa ferramentas do yoga, de viver a nossa vida. Provavelmente você aí onde você trabalha, na contabilidade, você engenheiro, você é médico, você tem várias coisas que você faz e o yoga é uma ferramenta que você usa. Mas e se a gente vivesse dedicado para isso? Como é que seria, né? Então foi um retiro que a gente desenhou a rotina inteira.
00:29:01:19 - 00:29:22:25
Orador 2
Segundo os textos clássicos, a alimentação inteira eu peguei com a Bruna. A gente ficou estudando os textos de Hatha Yoga para mostrar o que pode e o que não pode. Como é que a alimentação é feita. Então a gente realmente está fazendo um processo em que vai ser tudo direcionado para o yoga. Então a prática, na hora que se acorda, como é que a gente faz de manhã?
00:29:22:25 - 00:30:00:16
Orador 2
Quais são as rotinas de manhã? Qual é o processo de entrada nos Estados para o processo de entrada nas técnicas? Porque, por exemplo, o pranayama, que é uma coisa que muito se fala dentro do yoga, não pranayama, a gente não deveria necessariamente chegar. Qualquer pessoa chega aí faz um ano. Mas, segundo está descrito no texto, o texto escrito para pessoas que vivem numa condição tal e tal e sendo orientado de uma forma tal, uma condição, tal, e a gente fazer isso, achar que vai seguir o texto no meio de São Paulo, 07h00 da noite, fazendo uma prática de 01h00 é um pouco irreal, né?
00:30:00:18 - 00:30:23:13
Orador 2
Então, a ideia é a gente mostrar o que seria. Você quer entender o que é rotina do yoga? Isso aqui Agora pega esse exemplo e leva para a vida. Mas ali a gente de fato tem uma rotina de yoga que não dá para ter fora dali, sabe? Para a gente poder realmente vislumbrar e sentir um pouco o que é o estado de yoga, muito mais do que a técnica.
00:30:23:16 - 00:30:50:28
Orador 2
Sim, mas você está vivendo nessa clareza. Então, o que o yoga propõe é você está com uma mente muito serena. Eu estava inclusive falando com os alunos ontem rapidinho. E quando a gente está querendo adquirir vitalidade, é isso que a gente chama de prana, que é essa energia vital, Uma pessoa com vitalidade para nós no yoga não é uma pessoa super agitada, que faz um monte de coisa que quer tudo.
00:30:51:00 - 00:31:10:04
Orador 2
É uma pessoa que tem a mente estava serena. Isso é vitalidade. Eu ter a capacidade de me manter equilibrado o tempo inteiro, equilibrado e sereno. É isso que a gente quer trazer dentro desse, desse desse retiro.
00:31:10:06 - 00:31:19:20
Orador 1
Muito massa! Então, se você está pensando ainda, o que você vai fazer daqui a um mês? Aí no feriado do dia do trabalho, tá rolando esse retiro lá no Sana Sana Rio de Janeiro.
00:31:19:25 - 00:31:33:10
Orador 2
Caio no norte do Rio de Janeiro, um lugar para onde é o lugar das cachoeiras mais bonitas que eu já fui. Ali no estado do Rio. É um lugar muito bizarro. Mata Atlântica legal é um lugar, não é de praia, ele é de Rio e é norte do Rio de Janeiro.
00:31:33:10 - 00:31:34:23
Orador 1
Tá legal.
00:31:34:25 - 00:31:46:21
Orador 2
Uma imersão no coração do yoga e quem quiser é só mandar mensagem lá no Instagram com a palavra imersão que a gente explica tudo ou manda uma dúvida e manda a pergunta É só mandar mensagem que tem tudo lá.
00:31:46:23 - 00:32:06:29
Orador 1
E lá no insta do yoga lá e tem tudo! E no final de maio, na última semana de maio, eu vou ao Brasil e a gente vai fazer uma semana de detox em São Paulo. Então se o Rio de Janeiro é a boa, vai para o Sana nesse feriado do Maio. Vai ser a boa, vai para o Sana esse final de maio e a boa para você vem para São Paulo, em Nazaré Paulista.
00:32:06:29 - 00:32:31:06
Orador 1
Vou estar eu, Caio, Carol, bro, a mesma galera, só que eu vou estar dentro também e a gente vai fazer uma semana um pouco mais longo. É uma semana de detox para você que está precisando dar aquela resetada no menu. Aí então fizemos o jabá dos retiros e dos eventos presenciais. E aí o último jabá que eu quero fazer antes da gente ir para esse, para essa coisa tudo da rotina matinal.
00:32:31:06 - 00:32:51:19
Orador 1
E hoje, às 15h00, o Caio vai dar uma aula especial na minha comunidade no UNE Laia, que é a nossa comunidade de estudos em Ayurveda. Vai ser uma aula de duas horas prática sobre rotinas matinais. Então assim, o que a gente vai falar agora um pouquinho só para te dar um detalhe para você não a virada de chave hoje a tarde.
00:32:51:25 - 00:33:10:27
Orador 1
Se você curte esse tipo de papo aqui, a gente vai aprofundar pra caramba. Então se você quiser, venha para a nossa comunidade. O link está na descrição desse vídeo aqui no YouTube também, tá? Então eu vou deixar a mensagem do Edson aqui porque ela tá muito maravilhosa falando que é transformador. 20 anos de prática de yoga, né? Ele falou que conheceu o Caio.
00:33:10:27 - 00:33:37:27
Orador 1
A escola foi um dos melhores presentes da sua jornada. Agora está fazendo dois mapa da mente. Então Edson, venha na aula das 15h00 que vai ser muito massa. E aí eu acho que eu tinha me inspirado para a gente fazer hoje. Hoje, muito no fato de que a gente morou junto, tipo dois anos em Paraty. É um negócio que eu acho muito interessante e que muitas pessoas percebi, são de mim e de você, e que a gente é extremamente disciplinado.
00:33:37:29 - 00:33:58:01
Orador 1
A gente é filho de pais e mães diferente, mas a gente tem algumas coisas muito parecidas, tipo assim, a gente é é de terra, cabeça dura pra cacete, É difícil de mudar de ideia, mas a gente também é tinhoso. Quando a gente bota um troço na cabeça, é difícil de tirar. Então, tanto você quanto eu, a gente tem uma rotina matinal muito redondinha assim.
00:33:58:04 - 00:34:19:16
Orador 1
Se você acordasse lá em Paraty seis, seis e pouco da manhã, 07h00, você ia ver você lá, meio que se esticando para um lado, eu para o outro fazendo ondas vertebrais. Eu estar os dois meio que se mexendo, às vezes com ar frio, às vezes com mais molhado. E então eu queria terminar a nossa live efetivamente falando um pouco sobre rotinas matinais.
00:34:19:16 - 00:34:38:21
Orador 1
Assim você vai expandir isso na aula hoje das 15h00. Mas eu queria dar uma palinha para a galera que veio aqui agora para o Projeto 800, com a importância de ter uma rotina matinal. Quer dizer, por que você faz o que você faz e assim dá uma pitadinha de o que você faz? Caio Porque você tem uma rotina que é diferente da minha.
00:34:38:23 - 00:34:57:15
Orador 1
E o que eu fui percebendo que eu preciso para me nutrir De manhã, convivendo contigo, eu fui vendo que é diferente do que você sente que você precisa. Então fala um pouquinho sobre como a tua rotina matinal é importante, como é que as pessoas poderiam tirar? Tipo assim, uma virada de chave, sabe? Dessa, desse fato?
00:34:57:18 - 00:35:08:03
Orador 2
Bom, só antes de falar que você esqueceu, a gente. A gente é pai de pais diferentes, mas é muito parecido. Você esqueceu de falar da barba bem feita e do Reclame Aqui.
00:35:08:05 - 00:35:18:26
Orador 1
Pode crer, cara. E isso eu não sei como Creso é. Kadu e Belita e Cris fizeram dois seres humanos muito parecido no final das fotos. Exato.
00:35:18:28 - 00:35:42:24
Orador 2
Mas então vamos lá então. Baseado nisso tudo que a gente falou um pouquinho sobre o que a yoga tem, uma coisa que para mim é a grande foi a grande virada de chave de compreensão, porque teve uma. Durante muito tempo eu fazia, sentia no corpo, mas depois de tanto fazer e de tanto falar sobre, eu entendi uma coisa.
00:35:42:27 - 00:36:05:02
Orador 2
Na nossa última live, se eu não me engano, na última penúltima, eu até falei disso e vou frisar aqui porque é o mesmo ponto que eu vou chamar hoje. Mas hoje na aula a gente vai aprofundar isso no corpo mais zero. A importância da gente entender que a gente é tudo o que a gente faz, precisa de processos.
00:36:05:04 - 00:36:29:19
Orador 2
Não é do nada que as coisas acontecem. Então, por exemplo, se eu acordo, o meu corpo tá de um jeito. Existe um processo até ele estar de outro. Não é automático, sabe? A gente, às vezes a gente é muito bruto com o nosso corpo, com a nossa mente. Acha que ele vai sair de um estado para o outro assim, né?
00:36:29:21 - 00:36:54:15
Orador 2
Então, eu acabei de passar 08h00 dormindo, às vezes dormindo meio mal, sonhando um monte de loucura. E eu acho que só porque o meu despertador tocou o meu corpo já está pronto para levantar, sair, trabalhar ou tomar café, né? E a grande ideia que eu entendi a partir desse estudo profundo do yoga e da aplicação disso no meu corpo é o meu corpo não faz isso, é o meu corpo.
00:36:54:15 - 00:37:23:22
Orador 2
Ele é muito bem cuidado, inclusive. Então, se você não tão bem cuidada, o seu corpo vai fazer isso menos ainda. Tudo, né? Então o grande, o grande segredo conceitual é depois eu vou trazer isso na prática, Não, objetivamente. É entender que existe um processo. Tudo, né? O meu corpo, principalmente fisicamente e mentalmente. O nosso corpo, não faz transições assim, sempre um processo.
00:37:23:24 - 00:37:26:15
Orador 2
Então vou dar um exemplo básico, tá bom?
00:37:26:15 - 00:37:47:20
Orador 1
Calma aí. Antes de você dar um exemplo, deixa eu só frisar o quão isso é. Tipo assim, isso é um detalhe que pode te ajudar a virar a chave da sua saúde, porque é a mente. Ela tem uma velocidade, o corpo tem outro e outra, né? Então é isso que você tá falando. É muito fundamental. As pessoas não têm essa noção que você pode virar como você falou.
00:37:47:20 - 00:38:15:28
Orador 1
Você virou de dormindo para acordado, você virou de tá sonhando? Para ter uma ideia do que você precisa realizar. E o corpo? Ele não tem a mesma agilidade de transição que a mente tem. Eu estou só repetindo e frisando que o cara falou porque eu acho que isso aqui é transformador pacas. Tipo, eu olha que interessante, hoje está tendo aqui dentro da faculdade, da universidade que eu estudo, está tendo provas de corrida, de lançamento de negócio, de distância.
00:38:16:00 - 00:38:38:06
Orador 1
E aí os meus colegas do mestrado do PhD é um bando de gente sedentária que nunca faz nada. Eles se inscrevem para fazer corrida de 100 metros, chegar lá. Aí eu encontro as pessoas no final do dia, eles estão tudo estrupiado. Eles acham que porque a mente deles decidiu que vai correr, o corpo deles vai acompanhar o movimento de corrida.
00:38:38:06 - 00:38:54:00
Orador 1
Como se eu só tive uma ideia, acordei, tive uma ideia e vou fazer essa ideia acontecer. E aí é como a pessoa que nunca abaixa para pegar nada no chão e um dia tem a ideia de pegar a caneta que caiu e trava a coluna. A pessoa nunca bota os braços acima da linha dos ombros e um dia vai pegar uma coisa no negócio.
00:38:54:00 - 00:39:18:03
Orador 1
O ombro trava. Então, é muito interessante essa perspectiva. O cara ouvia os seus exemplos e a prática disso, mas assim, você entender que o corpo, ele precisa ser esquentado. A coisa do aquecimento que a gente faz antes de treinar, por exemplo, você tem um processo, como você falou muito bem, de sair da onde eu estou agora, para onde eu já decidi na mente que eu quero chegar?
00:39:18:05 - 00:39:31:15
Orador 1
A mente acha que eu já estou lá, mas eu preciso lembrar a minha mente que calma, calma e calma aí que você já chegou lá, mas o corpo ainda não chegou lá e a gente tem que levar ele para lá com com carinho, com amor.
00:39:31:17 - 00:40:01:00
Orador 2
Exato. Um exemplo que é muito clássico e muito importante para mim está é por exemplo, quando eu vou ao banheiro de manhã. O dois é bem fisiológico mesmo. Eu acordo de manhã, eu tenho vontade de ir ao banheiro, mas meus esfíncteres ainda estão pressionados. Eu tenho que entender que para eu acordar até o banheiro existe um momento em que os nossos filtros vão relaxando e eu não faço isso na marra.
00:40:01:02 - 00:40:23:02
Orador 2
Eu não posso fazer isso na eu não pode arrumar alguma coisa, forçar aquele troço para baixo, porque eu tenho que entender que ele acabou de acordar ele por proteção do meu corpo. Ele segura. Isso é um movimento de segurança para você não fazer número dois na sua cama, então ele pode travar. Eu fiz.
00:40:23:02 - 00:40:28:18
Orador 1
Exemplo. Foi o exemplo mais escatológico que eu já ouvi você dando na nossa vida inteira, dando aula junto.
00:40:28:21 - 00:40:39:13
Orador 2
Mas é porque ele é muito marcante. Quando você acorda, existe um tempo dos seus esfíncteres de estarem travados até eles se soltarem para você poder evacuar de maneira adequada.
00:40:39:16 - 00:40:46:11
Orador 1
Não vai sair como uma água. Você faz um chazinho, você se espreguiça, Você tipo acomoda o corpo.
00:40:46:18 - 00:41:09:26
Orador 2
Exatamente. Então é isso para tudo. Então, por exemplo, dando, falando o que eu faço? E aí depois Matheus fala um pouco que ele faz. Eu queria, inclusive, te fazer uma pergunta. Vou inverter a ordem aqui. É uma coisa que eu vejo que nós dois fazemos muito e para mim é das dicas mais importantes de todos. Mas eu não vou pular etapas porque ela é um pouco mais a frente.
00:41:09:28 - 00:41:46:19
Orador 2
Mas a primeira coisa é eu passei muito tempo dormindo, né? O meu corpo vai se enrijecendo, as articulações vão se enrijecendo, o músculo vai atrofiando um pouquinho, né? De tanto que a gente fica paradinho, é só você ficar muito tempo parado e se levantar. O exemplo que o Matheus sempre dá se você faz uma viagem de 08h00 de carro, quando você sai do carro, você vê que o seu joelho está meio travado, sua coluna está bem travada, você tem que entender que existe um processo de que eu preciso ir soltando isso.
00:41:46:22 - 00:42:06:07
Orador 2
Então eu preciso ir soltando o meu corpo de manhã. Uma coisa que eu falo muito de meio das minhas aulas é que isso eu vejo quando é transformador para as pessoas e o nosso abdome é muito travado. A gente, a gente tem uma pressão estética grande, porque as pessoas têm que estar o tempo inteiro com o abdômen chapado.
00:42:06:09 - 00:42:28:21
Orador 2
A gente, as pessoas vão ficando com o abdômen travado, abdômen travado, abdômen travado, o abdômen travado. Ele piora o movimento do diafragma, o diafragma que faz a gente respirar com qualidade. A nossa respiração é diretamente ligada com a agitação, a pacificação da nossa mente. Então, por exemplo, eu acordo, eu mexo o meu corpo devagarzinho, passo todos os perigos, sabendo que é o que a gente vai mostrar.
00:42:28:21 - 00:42:45:20
Orador 2
Hoje, na aula das 15h00, como que eu vou soltando o meu corpo de maneira carinhosa, não bruta, não do tipo assim vambora que eu estou com pressa, né? Porque isso aí é o que o Matheus falou um monte de ideia que você tem, mas você não está olhando para o que é, que é o que o yoga propõe.
00:42:45:20 - 00:43:08:12
Orador 2
Lembra que eu falei O yoga propõe Olha para o que é e o que é e meu corpo acabou de acordar, está travado. Então eu vou soltando ele, passo vários movimentos na cama, aí eu sento e fico um tempo dedicando isso para muitas pessoas. Pode ser muito louco, mas eu fico um tempo sentado dedicando a minha atenção a solta.
00:43:08:12 - 00:43:34:20
Orador 2
Abdômen relaxa, diafragma, falta. Eu fico um tempo sentado. Talvez quem estivesse do meu lado sem achar que eu estava meditando, mas eu dentro de mim. Eu estou soltando o meu diafragma, soltando o meu abdômen, deixando a minha respiração um pouco mais, com mais espaço. E aí eu vou abrindo um pouquinho de espaço no peito. Eu vou, porque a nossa respiração é muito fundamental e não dá para achar que depois de ficar 08h00 assim, eu vou acordar respirando.
00:43:34:20 - 00:44:08:12
Orador 2
Maravilhoso. E eu estou falando de pranayama, de fazer uma técnica de elevação da Kundalini. Eu estou falando você respirar minimamente com qualidade o tempo, o pragma, sair do lugar de tensão e ir para um lugar de espaço não é a mesma coisa. Os esfíncteres. Então, por exemplo, normalmente eu acordo, me mexo na cama, sento solto meu diafragma, solto toda essa região torácica, faço algumas respirações para para que a respiração se ambiente no meu corpo.
00:44:08:14 - 00:44:31:06
Orador 2
Aí eu levanto, vou ao banheiro, vou ao banheiro e a mesma coisa. É o mesmo pensamento em todos os processos. E quando eu sento no banheiro, no banheiro, eu penso tem que soltar o que está preso, né? Então eu estou com os esfíncteres presos. Então ao invés de ficar empurrando o corpo numa direção, eu fico tentando entender como salto, né?
00:44:31:08 - 00:44:53:03
Orador 2
Então é isso. E isso, inclusive está descrito nos textos de Giovanna, não no esfíncter mais de você fazendo. Entende como salta o Sutra 47 Descendo desse sutra, ele fala que a ação, essa ideia que a gente acha que são as posturas, ele fala, não é o empenho para você soltar aquilo que está preso. Então, isso que eu estou fazendo de manhã, de soltar o diafragma.
00:44:53:03 - 00:45:22:14
Orador 2
É a isso que eu estou quando eu sento e relaxo os meus esfíncteres. E assim, sabe? Em termos de conceito, de teoria e de atitude, também. E aí uma coisa que eu faço e é nesse ponto que eu queria entrar e te passar um pouco a bola e eu acho fundamental. Aí a minha opinião está aí. Eu sei que o Matheus faz isso também, mas é tomar banho de manhã é das coisas mais transformadoras, é o que eu sinto.
00:45:22:16 - 00:45:44:13
Orador 2
Eu estou de fato limpando o que já foi. As minhas discretas. Então eu queria que você justamente falasse um pouco disso, porque eu tenho isso de percepção, mas você vai saber isso. Imagina o quanto que a gente de fato excreta no corpo e aquilo fica na nossa pele, fica na nossa cara, no nossos olhos. E quando eu tomo banho eu tiro aquilo para mim.
00:45:44:13 - 00:46:08:06
Orador 2
Não tem sensação mais despertador que eu não sei se existe essa palavra do que é tomar um banho, né? Eu posso fazer toda a minha rotina, mas se eu não tomar meu banho, eu sinto que a minha cara continua mais inchada e mais, sabe? E o banho é uma ferramenta, Não é para eu ficar limpo, cheiroso, é para eu tirar essa carga de ontem, né?
00:46:08:08 - 00:46:11:22
Orador 2
Isso existe teoria disso? Alguma coisa nesse sentido de cara.
00:46:11:22 - 00:46:36:06
Orador 1
Interessante quando você. Se você pegar os locais sobre banho nos clássicos do Ayurveda, eles fazem uma ode ao banho, o banho, ele é rejuvenescedor, o banho ele melhora, ele melhora a sua vida, independente da bala, ele te dá força para você viver e tudo mais. Mas eu estava rindo porque isso é muito verdade para você. Tipo assim eu consigo tranquilamente acordar e não tomar banho.
00:46:36:09 - 00:46:54:18
Orador 1
Imagina que eu tomei banho de noite, eu acordei eu Eu vivo a minha vida sem problemas. Ah, você não consegue. Tipo, isso é uma parada, é muito. Caio Isso, Tipo, eu não consigo imaginar você de manhã. Meu pai é exatamente que nem você. Eu não consigo imaginar meu pai não tomando banho de manhã. Teu pai também é assim.
00:46:54:18 - 00:47:19:27
Orador 1
Com certeza o bebê, meu pai. Se ele não for ao banheiro e toma banho, parece que ele não sabe nem como é que é o nome dele, entendeu? E eu entendo. Existe uma lógica muito interessante por detrás disso, principalmente pelo tipo de corpo, digestão e tudo mais que você tem. E eu acho que o banho matinal a gente meio de semana No Ayurveda ele é recomendado pelos clássicos do Ayurveda.
00:47:20:00 - 00:47:42:14
Orador 1
Se você vai ao banheiro, depois toma banho ou se você vai ao banheiro, faz as operações, malha e depois toma banho. Essa regra lá não é fixa não. Desse jeito você inclusive toma banho. Aí tu é capaz de malhar e depois tomar banho de novo, escovar e eu acordo. Aí eu falo já que eu vou malhar, eu tomo banho, depois vou malhar.
00:47:42:17 - 00:48:10:15
Orador 1
Aí eu ficava te azucrinando a vida porque tu tá todo cheirosinho, malhando. Depois toma outro banho de novo. Então, Tipo, tem gente que e são os dois no banho e toma quatro banhos por dia e isso maravilhoso, não tem problema nenhum. E eu acho que essa parte que você estava tocando, do empenho de contrair e aliviar a contração, você usa fala o esfíncter mais do que em qualquer outra live que a gente já fez juntos.
00:48:10:17 - 00:48:38:24
Orador 1
E é interessante porque os esfíncteres eles dependem de um processo combinado de contração e relaxamento e tudo o que você faz, por exemplo, você faz xixi. Já que a gente está abordando todas as escravas do corpo nessa live, não adianta só contrair a musculatura, você precisa relaxar alguns esfíncteres e contrair outros para você poder urinar. O xixi ele não sai se você só relaxar, mas ele também não faz se você só apertar.
00:48:38:27 - 00:49:07:09
Orador 1
E eu acho isso simbolicamente interessante, porque na nossa cultura, muitas vezes eu acho que tem duas coisas que eu quero falar com base no que você falou. A primeira é que a maioria das pessoas na nossa cultura tem a sensação de que elas têm que fazer alguma coisa. Elas querem fazer o que eu tomo de suplementação, o qual é o ásanas que eu faço, qual é o segredo que eu tenho que a pessoa quer fazer e ela não entende que é a vida, pelo menos a saúde.
00:49:07:14 - 00:49:28:29
Orador 1
E pelo que você está falando, o yoga é uma combinação entre fazer algumas coisas e deixar de fazer outras. É aquela história que você sempre fala de tirar o pé de trás para botar o pé pra frente. Tipo, você não consegue só fazer sem você também deixar de fazer. Então você tem que fazer as pazes com o fato de que para entrar novidade na sua vida, tem que sair alguma coisa.
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Orador 1
Pra entrar fresco você tem que botar o ar velho pra fora. E o ritual do banho, por exemplo. Eu acho que simbolicamente, mesmo que eu esteja limpinho, que eu acho, provavelmente você está. Ele, simbolicamente é muito interessante. Você está tipo, deixando pra trás um capítulo pra abrir um novo na sua vida. E muitos de vocês que estão assistindo e muitos de vocês estão assistindo a gente agora, não tem problema, é do que você tem que fazer.
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Orador 1
O problema é que vocês não querem abrir mão, vocês não querem relaxar o esfíncter. Então a maioria das pessoas que eu vejo na clínica hoje em dia, a dificuldade maior delas está em abrir mão daquilo que ela continua insistindo em fazer, mas que não cumpre mais nenhum propósito na vida dela. E aí o segundo ponto que eu queria levantar com inspirado no que você falou, é sobre a violência envolvida nesse processo.
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Orador 1
Porque o que você disse muito bem é do tipo se eu for ao banheiro pra forçar o cocô ou sair, eu estou fazendo uma violência com o meu corpo em pequena escala, mas é uma violência. E na visão do Ayurveda, nos clássicos eles falam desculpa, não te ouvi, fala.
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Orador 2
Que acaba fazendo essa violência, por mais que seja pequeno, é todo dia.
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Orador 1
Sim. E a gente fala tipo você não deveria forçar e você não deveria suprimir nenhum impulso natural do corpo humano. Então você cria o ambiente natural para o seu corpo e o banheiro é muito bem vindo, Mas muitas pessoas que eu conheço elas sentam na privada e falam Mateus, eu fico ali até que vai sair alguma coisa. Eu falo Não, não vou.
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Orador 1
No que você está fazendo? Uma força indevida, não tem necessidade de fazer essa parada. E aí é assim, a gente está falando de cocô, mas a gente poder tá falando de qualquer outra coisa, porque é tabu, né? E depois ficam lá. Mas a real é que assim, para o seu emprego novo entrar, você tem que abrir espaço na sua agenda pra ligar pro amor da sua vida.
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Orador 1
A pessoa fica querendo encontrar o amor da vida a vida inteira, mas não tem horário na tua agenda que você tá mal da vida. Eu falo isso por experiência própria, bastante, inclusive você tem que esperar para conseguir se inspirar. E a gente às vezes quer segurar todo o ar que está dentro do corpo. Fala assim não deixa eu só manter esse ar aqui, mas me dá mais.
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Orador 1
Ah, esse meu filho num cabe. Não cabe na sua vida e não cabe na sua rotina. Eu acho que a gente já falou pra caramba, mas tipo, eu queria ainda ouvir você um pouquinho sobre como é que é a tua rotina física. Eu acho que você vai demonstrar e fazer junto com a galera depois, porque você faz umas posições, você faz uns negócios, você se alonga, não se alonga.
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Orador 1
De manhã.
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Orador 2
Estica. E onde a gente ia chegar mesmo? E aí eu vou inclusive trazer a diferença entre eu e você, né? Por que a gente faz coisas diferentes? Porque é importante que seja assim, né? Então vamos lá. Resumindo a minha rotina, eu normalmente acordo, sinto que eu estou lá, travadinha que eu tava na bailinho, né? Aí eu tenho que primeiro começar a soltar esse monte de coisa que estava solto.
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Orador 2
Então primeiro a gente solta pra depois estimular. Então isso é uma coisa que eu acho que 01h00 isso é muito importante. Eu não deveria, do nada, sair estimulando, eu primeiro tenho que soltar o que tá preso pra conseguir, depois estimular. Então eu tenho uma rotina de movimento na cama e meio sentado ali. Aí eu vou ao banheiro e eu acordo e aí depois eu faço os movimentos pra mim estimular.
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Orador 2
São duas, duas camadas de movimento ali. Isso todo dia mesmo. Então tem uma camada de movimento que é pra soltar aquilo que eu estou trazendo de informação. E aí eu me trouxe pra estabilidade. Aí quando saiu do banho ali, no meu caso, eu estou num lugar de mais estabilidade e aí sinto. Agora eu começo a jogar pra cima, agora eu começo a estimular, entendeu?
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Orador 2
Não enquanto estou em déficit e sim quando estou em instabilidade. Aí eu começo a me alongar, Aí eu faço os meus alongamentos e que quem me vê fazendo meus alongamentos, quem me vê fazendo coisas pensa caramba, o cara super flexível. Se você ver eu fazendo os meus movimentos manhã eu passo igual um robô, eu faço tudo, Tá tudo muito paradinho.
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Orador 2
Por quê? Porque a minha constituição é muito solta, sim. Então se a minha Constituição é muito mole, eu sou um cara muito solto. Articulação solta, flexibilidade em excesso. Até que as pessoas acham lindo, mas não necessariamente é bom e saudável, né? Matheus que o diga, porque ele teve que cuidar de mim durante muito tempo e hoje.
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Orador 1
Até o último suspiro, até o último suspiro, vou cuidar.
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Orador 2
Mas é impressionante como a minha saúde realmente mudou a partir do olhar do Matheus me ajudando a organizar, né? Mas hoje em dia o meu tipo de movimento de manhã pra me botar no lugar, eu tô me estimulando, eu estou abrindo espaço no peito, eu tô abrindo espaço na lateral do corpo, estou estimulando meus meus músculos a estarem mais disponíveis para o movimento.
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Orador 2
Mas ao mesmo tempo, como eu sou um cara muito solto, eu também uso esse momento de estímulo para mim encaixar e me dar um parâmetro direito, direito. Pessoas que são um pouco mais rígidas do que eu talvez tenham que fazer movimentos de soltar mais ainda. Mas agora já não há o estímulo de, no lugar de estímulo, né? Mas talvez coisas mais soltas, como Matheus faz uma transfusão da vertebral, né?
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Orador 2
Que é uma coisa que vai soltando ele. Matheus tem um rangido no joelho, então ele vai lubrificando as coisas que eu no meu caso tem o oposto, então eu tenho que por em caixa que no ombro normalmente está solto, encaixe no ombro e aí eu saio do o movimento de novo mais estimulado, com mais espaço, mais no lugar, né?
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Orador 2
Então é importante a gente entender aonde a gente está, né? Então, ter um olhar de auto observação é fundamental para eu saber que tipo de movimento eu faço. Porque eu não posso chegar e passar a minha rotina matinal em você, que às vezes tem uma constituição completamente diferente da minha. Querer fazer a mesma, né? Então, por isso que o grande lance do que a gente está falando aqui é a ideia que eu primeiro tenho que honrar as transições e os processos e entender que tudo tem tempos de processo e que o tempo que a mente tem é diferente do tempo do corpo e que a gente a partir da auto observação tem que ir entendendo
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Orador 2
os tempos do corpo pra eu poder honrar eles. E dentro do processo do yoga tem sempre esse lugar. É primeiro lugar né? Depois, ou seja, primeiro relaxa e estabiliza pra depois estimular. Eu não deveria sair estimulando antes de equilibrar, porque se não eu tô estimulando, desequilibrado e aí pode ser que eu jogue pra cima um monte de coisa que eu não queria.
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Orador 2
É o que traz ansiedade, o que traz agitação no corpo e o que traz aquela mãozinha. Aí o pézinho fica batendo, né? Uma capacidade de foco reduzida. Então, o grande lance aqui é a gente entender que eu preciso primeiro pacificar para depois estimular e honrar o tempo de cada processo. Então, infelizmente, isso tem uma ideia de eu acho que você tem que acordar um pouco mais cedo pra dar tempo de fazer isso, porque aquela ideia de que você acorda, por exemplo, eu poderia hoje ter acordado faltando 15 minutos para liberar.
00:56:53:20 - 00:57:15:20
Orador 2
Saio da cama correndo, tomo um banho rapidinho daí aqui fazendo a live, Mas eu não estaria aqui com a qualidade que eu estou, porque eu acordei mais de 01h00 antes. Eu fiz todo esse movimento na cama, soltei o que tinha que soltar, tomei meu banho, depois eu me estimulei, trabalhei, abrir, estiquei, abrir espaço, respirei melhor, sentei aqui de novo.
00:57:15:20 - 00:57:35:03
Orador 2
Eu fiz outra transição, porque eu estava ali de manhã. Quando eu sentei aqui, eu falei Eu tenho que falar, eu vou ter que meio que da uma atitude de aula, então eu vim aqui, sentei, me organizei, peguei um pouquinho dos meus mantras aqui, né? Então eu realmente o remodelam e eu tenho o tempo inteiro, entendeu? Preciso de uma transição.
00:57:35:05 - 00:57:49:00
Orador 2
Eu não vou sair de uma atitude de preguicinha da manhã de sábado pra uma atitude live aula do nada. Então eu sentei e me preparei. Então acho que esse é o grande lance pra isso que a gente está falando.
00:57:49:03 - 00:58:08:26
Orador 1
Maravilhoso! Eu acho que respeitar a individualidade de cada um é muito importante. Acho que a gente deu vários exemplos que são significativos. Eu preciso ir, que eu dou aula a dois minutos atrás na nossa formação. E deixa eu deixar aqui na tela o link para vocês Me da vida com o blog Barra Comunidade. O link está aqui na descrição desse vídeo no YouTube.
00:58:08:26 - 00:58:32:09
Orador 1
Se você quiser vir continuar esse papo. Às 15h00, tem uma aula especial com o Caio de duas horas que a gente vai praticar esse negócio e das rotinas matinais que a gente conversou tanto aqui. Caio Correia Obrigado sempre por tudo. Tamo junto e também te amo. E a gente se vê de novo muito em breve. Então mesmo, muda o seu projeto de hoje.
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Orador 1
Até a próxima, Tchau, tchau.
