Como ganhar consciência pode transformar a sua vida - podcast episode cover

Como ganhar consciência pode transformar a sua vida

Aug 12, 20241 hr 2 minEp. 935
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Como ganhar consciência pode transformar a sua vida

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Desconhecido

Você tem noção que tem um elemento da sua vida aí que é um sofrimento invisível? A maioria das pessoas não tem consciência dele, não sabe do que eu estou falando. E eu vim aqui hoje nessa live te trazer e te oferecer. Na verdade, uma oportunidade para ganhar mais consciência. E como esse ganho de consciência pode transformar completamente a sua vida, não só a sua vida, como a vida de muitas outras pessoas e de muitos outros seres também.

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Desconhecido

Então vou to meio místico. Hoje vamos falar sobre esse assunto tão importante e eu vou falar sozinho, vou trazer meu bróder aqui Lucas Alvarenga e vamos começar por essa parada. Salve, salve família, Vida! Venda projetos no ar! E hoje é o projeto zero 800 950. Segura essa numeração aí em Então 950 aqui para vocês. Espero que vocês estejam confortáveis.

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Desconhecido

Vou puxar o local aqui para a minha tela e vamos trocar essa ideia porque. Seja bem vindo ao Projeto 800. Eu acho que é a primeira vez que a gente toca essa ideia ao vivo. Eu não sei por que demorou tanto. Pode chamar. Bom dia Matheus. Bom, prazer esta aqui. Bom dia todo mundo. Sei que Matheus está. Não sei se já é meio dia aí em Portugal, é meio dia aqui em Portugal, então dirá.

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Desconhecido

Bom, prazer. Estar aqui é bom como amigo E fala também vai ser interessante falar sobre esse tópico Sim cara. Então eu chamei você aqui porque eu acho que eu estou vindo de uma leva de discussões assim. Falei com o Ricardo Lauriano e eu falei com o Felipe Testoni e aí estava combinando de falar contigo também pra trazer foco.

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Desconhecido

E na verdade, essa série de livros que eu pensei foram na esteira da questão que aconteceu no Rio Grande do Sul. E aí eu falei cara, a gente precisa falar sobre esse assunto, porque senão daqui a pouco ele repete de novo e repete de novo. E a gente fica sem entender, tipo, qual é a origem dessas coisas e o que a gente pode fazer se a gente tem algum poder a respeito disso tudo.

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Desconhecido

Então e você trabalha? Ou é dono ou sei lá o quê de uma tal de uma MS? A fala para as pessoas o que você faz e por que? Que empresa é essa que a empresa é ONG? O que que é o MC Lucas e o que você faz lá dentro para a gente aquecer os motores? Legal. Bom, é iniciar.

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Desconhecido

É amor. Se forem. Uma organização norte americana sem fins lucrativos, está presente em diversos lugares do mundo. Ela iniciou as operações em 1999 nos Estados Unidos, em um raio, na verdade, por um par. Um menino de 15 anos e a história bem interessante. Ele foi para a escola e na cidade dele, bem rural mesmo. Os professores estavam falando sobre a produção de porcos e alguns alunos tinham levado alguns porquinhos.

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Desconhecido

Ele chama a indústria, chama de leitão, Acho que para criar uma ilusão sobre algo que um que não é na verdade é um porquinho bebê de poucos, de poucas semanas. E um desses porquinho estava vivo e o professor pegou o porquinho e arremessou no chão com a cabeça para bater no concreto. E é o fundador da Montessorianos, que até então não tinha fundado A organização entrou na justiça para processar a escola e o professor pelo que eles fizeram.

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Desconhecido

E a indústria não condenou porque falou que isso é uma prática padrão da indústria. Então isso é o que acontece na indústria de forma invisível, com os porquinhos que estão doentes, porque os porquinhos doentes não vão crescer, não vão conseguir estar saudáveis ou atingir a maturidade para serem abatidos, para virarem comida. E a partir dessa revelação, ele decidiu fundar.

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Desconhecido

Nós faremos hoje e mostraremos a maior organização do mundo, focada em animais da indústria. Então, a gente busca proteger e avançar a pauta, proteger os animais que são os mais vulneráveis do planeta. Acho que é isso que a gente pensa em causas sociais. Os animais confinados na indústria de alimentos estão na última lista de prioridades ou de atenção das pessoas.

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Desconhecido

E, ao mesmo tempo, eles são são os indivíduos que mais sofrem no planeta em quantidade de indivíduos. Só por ano a gente abate mais animais para alimentação do que toda a população humana que já habitou o planeta. São mais de 80 bilhões de animais, só terrestres, fora os macacos aquáticos em fazendas aquáticas terrestres ou os os peixes pescados nos oceanos.

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Desconhecido

E aí o número vai para trilhões. Estamos falando isso hoje está presente nos Estados Unidos, no Canadá, no México, no Brasil, na Índia. E a gente está acabando de abrir o nosso escritório no Sudeste Asiático, com base na Malásia, a Ásia, onde cerca de 80% de todos os animais confinados na indústria de alimentação vivem. É uma demanda crescente a população continua crescendo.

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Desconhecido

Sei que morou na Ásia durante muito tempo. A população está crescendo muito e a classe média também está aumentando muito, porque o que eleva o apetite da população para consumir mais carne. Aqui no Brasil a gente iniciou as operações em 2015, então eu trouxe amor, esperança para o Brasil e passei alguns anos liderando. A gente cresceu muito rápido.

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Desconhecido

Hoje a gente tem escritório em São Paulo, temos cerca de 40, 50 pessoas. O Mas o meu cargo global hoje é global. Então eu supervisiono as estratégias programáticas globais e a expansão internacional também. Então acho que a gente tem também um elemento legal de ter alguém do Sul global também num cargo de liderança, numa organização tão importante quanto amor de frangos total.

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Desconhecido

Eu tenho um orgulho enorme de ti. A gente se conheceu lá, acho que no Vale da Rainha, presencialmente e naquele contexto maravilhoso, né? Patrícia, aquela deusa botando papel e tal e botando moral em todo mundo. E eu? Eu fiquei muito impressionado com o teu trabalho. Eu não conhecia muito bem a Márcia ou tinha ouvido falar assim Não tem a mínima bola.

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Desconhecido

Tem umas organizações que a gente que naturalmente se interessa, se inspira pela causa animal, acaba conhecendo de longe. Mas eu não sabia que tinha um maluco jovem que era o líder global da parada. Então você é um cara que me inspira demais assim, mas com certeza tem pessoas que estão ouvindo isso tudo que você está falando e sei lá, pensam as loucas.

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Desconhecido

Isso aí era normal. O ser humano é um bicho que come bicho mermo, então somos 8 bilhões. É óbvio que a gente vai matar 80 bilhões por ano para o nosso consumo. É gostoso, Sei lá, Eu não sei como é que você lida muito com isso, porque eu não sei se já sabem realmente essas coisas, mas o que você diria para a pessoa que não se importa, sabe?

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Desconhecido

Do tipo assim por que eu, você, a gente se importa? A gente já está nessa luta, Mas o que você diria para eles é não é que ela te odeia, mas ela. Por que isso é importante? Sabe o que ela deveria se importar? Matheus Eu enxergo isso do ponto de vista muito pragmático. Eu na. A gente precisa estudar muito sobre psicologia social e sobre motivações psicológicas, sociais, contextos de movimentos sociais diferentes para entender como que mudanças tão profundas e estruturais acontecem.

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Desconhecido

Então, acho que depois de tantos anos a frente da organização, hoje a gente entende melhor que a gente pensa muito em qual é o melhor argumento. A gente vê isso muito em documentários. Quais são os melhores argumentos para as pessoas que a gente vai fazer a pessoa mudar? E hoje a gente percebe, principalmente através de estudos sociológicos e de psicologia social, que o maior fator motivacional de uma mudança comportamental nesse nível é, na verdade, o que as pessoas próximas delas estão fazendo.

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Desconhecido

Então a gente consegue observar isso com hábitos, tanto hábitos ruins quanto positivos. Essa pessoa está no meio, onde todo mundo fuma. A chance dela fumar é muito maior porque ela precisa desse senso de pertencimento. Então nosso trabalho é muito complexo. Ela precisa atuar entendendo como funciona a mudança de comportamentos em larga escala. Mas eu acho que quando a gente pára para para analisar o que acontece, a gente está falando de um problema que é invisível, É diferente de um problema, por exemplo, até mesmo climático, que a gente consegue ver.

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Desconhecido

De consequência, a gente vê as inundações no Rio Grande do Sul, mas o problema da carne é um problema completamente invisível e a indústria faz de tudo para separar ao máximo o produto que a gente vê nos mercados e até nos restaurantes de um animal. Eu acredito que se as pessoas tivessem que presenciar tudo que o animal passa em vida e no momento da morte para tomar essa escolha, eu acredito que muitas pessoas fariam escolhas diferentes e a gente pensa até até mesmo pessoas.

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Desconhecido

E acho que existe até na comunidade ayurvédica e que a gente conversou muito sobre isso no Vale da Rainha, que vem de uma cultura milenar indiana e que lá atrás não existiam fazendas industriais. E acho que isso muda muito. Contexto também O que acontecia na criação de animais para alimentação há 2000 anos é totalmente diferente do que acontece em escala industrial nos dias de hoje.

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Desconhecido

Então, a partir da década de 30 do século passado, a gente passou por um processo de industrialização da agricultura animal, que faz a que torna animais, objetos, ingredientes e em busca para aumentar a produtividade e aumentar o lucro. O confinamento e o sofrimento animal são completamente negligenciados. Então, a própria sociedade, hoje, os nossos modelos jurídicas e estruturas jurídicas de todas essas sociedades precisam distinguir os animais vacas, porcos, patos, até coelhos.

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Desconhecido

No Brasil a gente abate cerca de 3 milhões de coelhos para alimentação. Acho que muito brasileiro não sabia disso. Gosto de falar disso na vida e é chocante. Mas o sistema precisa separar esse grupo de animais, dos cachorros e gatos. Então, hoje no Brasil é crime promover maus tratos a gatos e cães. A pessoa pode ir presa por isso, mas diariamente a gente está impondo intenso sofrimento a cerca de 3 bilhões de animais, não só no Brasil.

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Desconhecido

Todos os dias, em sofrimento intenso, em práticas. Não sei se eu estou indo muito, muito fundo, rápido. Vai louca. 40 Mas na indústria de ovos, por exemplo, eu fui vegetariano durante 15 anos antes de de largar todos os produtos de origem animal e ainda hoje de algo que eu acho que eu mesmo consumia. Algo está sendo bom. Pelo menos o animal não morreu aqui, mas na indústria de ovos, 95% das galinhas, por exemplo, no Brasil, elas vivem confinadas em gaiolas.

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Desconhecido

Significa que elas têm um espaço do tamanho de uma folha de papel A4 desse tamanho. Aqui elas não podem mexer, não podem ciscar, não podem abrir as asas, não consegue respirar ar puro. Elas vivem praticamente a vida inteira delas durante dois anos, até a produção de ovos começar a rarear. Até que elas são abatidas e viram ração para outros animais.

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Desconhecido

E nesse processo de criação de novas aves para entrar na indústria, as galinhas, que são as gestantes, os pintinhos que nascem, as que nascem fêmeas, vão para a indústria para produzir ovos, Então elas vão para esse processo. Os que nascem macho, eles são descartados, que eles não têm utilidade para a indústria, Então eles são triturados no não quase um leite por liquidificador ou em lugares mais humildes.

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Desconhecido

Eles são colocados num saco plástico gigante para morrerem sufocados. Vão morrerem sufocados junto aos às centenas. Então é uma indústria que eu acho que é. A gente não merecerem. Sempre trabalham com investigações secretas para mostrar para não fazer mal isso, isso Eu queria que você falasse um pouco mais assim, porque eu lembro da primeira vez que eu vi uma palestra do Gary Hobbes que que é um doido desses.

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Desconhecido

Eu não sei se tem alguma relação com a Comercial, mas ele invadiu uma fazenda e libertou umas chinchilas ou sei lá o que foi. E aí foi preso. E aí tem uns doidos que levam isso para um nível tão intenso de ativismo que a pessoa invade umas fazendas libertos, bichos mesmo e encara a polícia. E é isso. E vocês fazem esse rolê de investigações secretos, fala um pouquinho sobre o que que é e porque que isso que tem que ser secreto para início de conversa, porque a gente não sabe essas informações abertamente e fala um pouquinho sobre como é que rola esse negócio.

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Desconhecido

Que coisa muito interessante. Um A mãe Ela começou a nossa identidade, nosso DNA tem as investigações secretas. Nós não somos as únicas organizações que fazem investigações secretas, mas o objetivo é poder dar à luz aquilo que é invisível, poder mostrar para a sociedade aquilo que a indústria esconde, aquilo que jamais vai aparecer na TV, que aparece na TV, nas propagandas das grandes empresas de produtoras de carne e o aspecto mais limpo e mais bem cuidado, totalmente produzido do processo.

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Desconhecido

Já do animal morto, já no processo de embalagem. E o nosso objetivo é mostrar o que é que a gente acredita que a sociedade tem o direito de saber para tomar decisões mais bem informadas. Eu acho que a partir do que foi em 2015, quando a Polícia Federal realizou aquela Operação Carne Fraca do ponto de vista sanitário, acho que tem muito o ponto de vista sanitário, que já é um problema que acho que as pessoas já não consumiriam carne.

00:14:27:24 - 00:14:53:03

Desconhecido

Se soubessem o que acontece do ponto de vista sanitário. Mas tem também o aspecto do sofrimento animal, que é brutal, que gostaria eu mesmo, quando vou visitar empresas para falar sobre política de bem estar animal, sobre a opções pet, desde que a gente pode estar implementado no mercado, eu falo buscando já estabelecer uma conexão, um ponto em comum entre a gente.

00:14:53:03 - 00:15:28:05

Desconhecido

Então eu sempre falo eu acho que o que a gente tem em comum é que nenhum de nós gostaria que essas práticas continuassem acontecendo. Então a gente aqui está aqui para ajudar. É claro que se não acontecer, você entra com outras táticas para para pressionar, que a empresa tome outras atitudes. Mas as investigações secretas são justamente as táticas que a gente utiliza para documentar o que acontece dentro de fazendas, granjas e abatedouros e lançar essas investigações através de campanhas públicas de conscientização?

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Desconhecido

Ou é utilizar essas imagens para pressionar seja o poder público ou empresas para que adotem políticas diferentes? Por exemplo, acho que um caso no Brasil, que é mais que provavelmente um a maioria de vocês já deve ter escutado, é exportação de animais vivos para abate. É uma campanha que ganhou muita visibilidade em 2018 2019. A gente tem uma petição no site Exportação Vergonha pet com.br com quase 600.000 assinaturas.

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Desconhecido

Então é uma campanha com bastante apoio popular e a gente utilizou investigações secretas para documentar o que acontece nas fazendas, no processo de transporte, até os navios dentro dos navios e o que acontece no processo de abate em locais do mundo onde não há qualquer regulamentação para abate. Então, a forma de abate absolutamente brutal e inimaginável. Então, as investigações secretas tem esse objetivo.

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Desconhecido

Já realizou cerca de 100, mais de 100 investigações só lançadas. Tem umas que a gente não pode lançar por questões jurídicas, mas só de lançar a gente já lançou mais de 100 em diversos países do mundo. E a triste notícia é que toda vez que a gente entra numa fazenda, numa granja ou no abatedouro, a gente sempre testemunha cenas de extremo sofrimento.

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Desconhecido

É algo que a gente precisa preparar muito nosso time e saber como comunicar da melhor forma possível para os consumidores, para tomarem decisões mais conscientes. Eu acho que é importante também, mas eu acho que gosto muito da Dale também tem muita afinidade com a cultura indiana e budista indiana. E eu que também passei um tempo no Nepal. Eu acho que a gente toma muito cuidado para jamais passar essas informações de forma julgadora.

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Desconhecido

A gente sabe que sempre que alguém julga alguém antes coloca a outra pessoa numa posição de defesa e de se fechar. E ela não só se fecha, ela quer distância daquela de quem está julgando. Então a gente toma muito cuidado para apresentar essas informações sem qualquer chamada imperativa, mas sim convidativa e buscando oferecer opções e alternativas a isso que a gente está buscando mostrar.

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Desconhecido

Aqui no Brasil a gente tem diversas investigações na indústria de de. De carne, de frango, de porcos, de ovos. Então aqui no Brasil não acontece nada muito diferente de todas as investigações e documentários que a gente já viu internacionalmente. Acho que pelo contrário, e até em abatedouros municipais aqui no Brasil a gente vê práticas até arcaicas, altamente brutais.

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Desconhecido

Por exemplo, em todo processo de abate no Brasil, por lei, é necessário que o animal seja sensibilizado em abatedouros municipais, que representam cerca de 30% de toda a carne que é consumida no Brasil. Os animais são abatidos, os bois são abatidos com marretadas e muitas vezes, quase sempre o animal não morre na primeira marretada. Então a pessoa continua fica dando marretada aqui até que o animal relaxa e ainda mais marretadas para que o animal morra completamente ensanguentado para ir ser guinchado e aberto até que descubra de devolver.

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Desconhecido

Mas eu acho que a premissa de vocês que me toca assim, que me emociona muito é que eu vejo que vocês meio que partem do princípio de que os seres humanos são bons. Tipo assim, que ninguém é consciência sobre essas coisas. Apoiaria esse tipo de situação. Eu vejo como algumas organizações ou ativistas partem às vezes um princípio que tipo a gente é um bando de gente ruim.

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Desconhecido

Mas o argumento de vocês, que eu acho é muito e me emociona, é, esse é do tipo assim parece que vocês têm certeza de que a pessoa só tá fazendo essas coisas porque ela ainda não está bem informada a respeito do que ela tá fazendo, que não é por um lugar de maldade, ou a pessoa ou ela é vil e por um amigo de ignorância.

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Desconhecido

Então o que eu acho extremamente ayurvédico ideológico védico é que essa coisa do homem. O grande problema é a ignorância. Em a pessoa está no lugar de ignorância, ela não sabe o que quer para as ações dela estão gerando ou tem a ver com. Mas se a pessoa simplesmente informar, ela com certeza não vai fazer isso, porque nenhum ser humano em sã consciência quer que outro bicho sofra ou padeça ou então a gente vê isso nos santuários na qual trabalho.

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Desconhecido

Um santuário e a pessoa de repente ela não é vegana, ela não deu esse passo ainda. Mas aí ela brinca com o bezerro e aí ela amamenta um bezerro. Aí ela fala bróder, eu não vou te poluir, quero que esse bichinho morra para eu comer vitela. É porque a gente é isso. A gente não chama de bezerro, a gente chama de vitela, então parece que são coisas diferentes.

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Desconhecido

Mas aí, como vocês da MF e de outras organizações conectam esses pontos e a pessoa fala pô, mas isso que está no plástico e brincava aqui é um bichinho que tem sentimentos e tem sensação de família. Aí é pô, eu não quero que isso aconteça com ele. Eu não quero que ninguém sofra assim. Eu não faria isso. Eu não daria.

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Desconhecido

Se eu tivesse com alguém em algum lugar de consciência, não daria marretadas na cabeça de um bicho até que ele fique estrebuchando. Eu não quero. E a maioria das pessoas fica nessa dúvida do tipo assim cala a boca. Um Eu queria não participar desse, desses abusos, desse dessa matança, desse sofrimento, mas eu não sei como. Aí eu trago o Felipe da história.

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Desconhecido

A gente faz uma live inteira sobre como ser saudável comendo sem nada de origem animal. Mas eu sou assim, a gente pode ter grandes, posso eu ter um metro, 86, eu posso 90 quilos, eu sou forte e motor. Não estou com deficiência de nada, sabe? Tipo. E aí as pessoas olham para isso, cara, não sabia que dava. Não era por mal assim, Mas é que eu achei que eu ia morrer se eu não não comesse essas coisas.

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Desconhecido

Eu acho que eu achei que eu ia ficar fraco, Achei que eu ia, alguma coisa horrível ia acontecer. Então assim, eu estou com tudo isso para dizer que eu acho que a atitude de vocês é muito animal, muito massa, porque vocês partem do princípio que se as pessoas soubessem, elas iam fazer, sabe? Do tipo. E eu tenho certeza, aqui no Insta, por exemplo, fico vendo, as pessoas entram e elas saem, elas entram e elas saem.

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Desconhecido

E dá pra ver que quando a pessoa tá ouvindo sobre esse assunto, ela já tem uma coisa tipo assim não quero já, já ouvi falar sobre isso, mas eu não quero, então tem uma resistência pra essa tomada de consciência, sabe? Tipo, parece que tipo, se eu tomar essa consciência vai me dar muito trabalho, eu vou ter que aprender a comer outra coisa, outro lugar.

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Desconhecido

Então, mas vocês tem uma coisa suave assim vai ter umas coisas horríveis, mas parece que existe uma suavidade no coração que é do tipo assim eu estou apresentando, está horrível porque isso acontece? Isso é verdade. E vocês que estão vendo a gente? Se você ainda não, se você ainda participa desse ciclo de sofrimento e talvez você se informando um pouco melhor, pudesse dar um passo pra trás.

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Desconhecido

Eu não sei se eu não queria botar palavras na tua boca, mas essa é a sensação que eu tenho vendo o trabalho da minha fé de fora, do tipo assim eu queria ouvir sobre isso. Você tem essa sensação ou sei lá, como é que você acha que é legal você abordar isso? Uma teoria. E eu acho que isso é um problema que o nosso movimento não, não, eu acho que não reconhece ainda o movimento.

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Desconhecido

Eu digo as organizações que trabalham nesse, nesse, nesse meio e que falam sobre veganismo, sobre a para diz, sobre ativismo, sobre o que acontece em fazendas, as pessoas que fazem resgates ou que trabalham em santuários e que muitas vezes quando a gente fala sobre isso, a gente fala de uma forma que parece que a gente, a gente é dono da verdade e as outras pessoas não são.

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Desconhecido

Isso não poderia ser mais errado. É, eu acho que eu mesmo, Por exemplo, eu tive muito contato com ativistas que nem julgavam pelo meu ativismo, por determinadas abordagens, ou a forma de, por exemplo, por promover políticas de bem estar animal que não eliminam os animais do prato, mas que reduzem o sofrimento dele na indústria, que é ativista, que não concorda com essa abordagem que me julgava.

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Desconhecido

E eu pensava nossa, se essa pessoa tá me julgando como ativista, como será que ela julga as pessoas que agem de forma totalmente diferente delas? E acho que a forma como a gente leva as nossas vidas não estão relacionadas a nossa ética ou a nossa moralidade. Eu conheci muita gente. Eu peço até na mesa, na minha família ou membros da minha família que tive, que demoraram muitos anos para mudar os hábitos ou que não mudaram ainda e que eu não via como menos informados ou menos éticos, ou menos preocupados com as outras pessoas do que as pessoas que decidiram mudar.

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Desconhecido

Eu acho que isso é importante a gente fazer desse conhecimento esse entendimento, para que a gente não comunique de forma julgadora. É que eu acho que é o que afasta muita gente e que é, e com toda razão. Se eu tivesse escutando alguém, mesmo que essa pessoa esteja certa, eu não quero ouvir uma pessoa me dizendo o que eu devo fazer ou o que que é certo, que é errado.

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Desconhecido

Ninguém gosta de ouvir essas pessoas de forma professoral, então acho que a gente parte desse princípio. Mas, além disso, a gente também parte do princípio de que a gente acredita que todo mundo tem o poder de mudar e de tomar o melhor, de fazer melhores escolhas pensando no que e no que é o melhor para o bem estar comum.

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Desconhecido

Eu gosto muito da linha filosófica utilitarista que pensa como como melhor bem comum que a gente pode promover. E tem um filósofo utilitarista que separa as pessoas em três categorias em relação a como elas se comportam ou as aos princípios. Aos princípios de comportamento pessoal Uma são as pessoas que fazem tomam todas as atitudes com base para tentar atender às próprias satisfações pessoais e exclusivamente o outro grupo de pessoas tomam tudo e tomam todas as atitudes pensando em ajudar as outras pessoas ou outros indivíduos.

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Desconhecido

E tem um terceiro grupo que é um equilíbrio entre os dois, que busca a satisfação de satisfazer os próprios interesses e prazeres, mas também busca tomar atitudes que possam beneficiar os outros. É a cultura indiana Ayurveda. A budista tem muito esse aspecto de viver para servir e eu acho que quanto mais privilégio nós temos recursos, influência, poder de diversas formas, eu acho que é maior a nossa responsabilidade de poder deixar o mundo um pouco melhor do que a gente encontrou.

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Desconhecido

Sim, mas é mais forte. Então tem como ter uma análise. Eu acho que um pouco mais ampla em relação a isso, porque a gente acredita que os próprios funcionários de fazenda, de empresas, da carne, eles também são vítimas de um sistema que é extremamente brutal e cruel e que não é fácil você sair dele. Então, sempre que a gente faz uma investigação, a gente enxerga também as pessoas que estão dando marretadas, não como, não como opressores, mas como vítimas, Porque são pessoas que são sensibilizadas e que são exploradas por um sistema cruel.

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Desconhecido

Estão recebendo o mínimo para fazer aquilo decisivamente. Elas não gostam, saem traumatizadas. São as pessoas com maior índice de depressão e de traumas. Psicológico. Então a gente enxerga até mesmo as empresas. E eu. E eu penso assim mesmo. Quem se beneficia tanto em relação a lucro com o que a gente chama de exploração animal? Eu acredito que não tem.

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Desconhecido

Eu acredito piamente que não tem má intenção. Eu acho que são são. São vítimas de um sistema e que acabam sendo levadas por um caminho que provavelmente elas não veem ou são muito atraídas por algum tipo de poder ou benefício que se sobrepõe ao interesse de centenas de milhões de animais, de indivíduos que a gente vai chamar de e de pessoas que estão preocupadas com o planeta também, que eu acho que a pecuária também tem.

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Desconhecido

Tem muita relação com os três principais problemas ambientais que a gente vive hoje. Cara, é isso que você falou agora. É muito interessante porque a maioria das pessoas não tem consciência de que quando você está comendo um produto de origem animal, além dos maus tratos com o animal, além do animal, está sofrendo essa violência. Tem elementos humanos de sofrimento também.

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Desconhecido

Então, isso eu estou trazendo é muito importante, porque a gente vê como, por exemplo, trabalhadores da indústria da carne, eles têm mais suscetibilidade, por exemplo, o desenvolvimento de várias doenças, as infecções virais, câncer, então, está bem documentado. Assim, você está entrando em contato com microorganismos ali na tua prática diária, que acabam danificando a saúde humana também. Então, assim, uma perspectiva humanista.

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Desconhecido

Parece ser imperativo a gente parar para olhar para isso, para esse problema aí. Eu sou, sem dúvida, uma pessoa que está mais de um lado mais radical desse discurso. Eu me inspiro muito em vocês. Eu ouço você com um desconforto interno, porque eu acho que eu sou da galera do Mais não Fogo no barquinho e essa visão gradativa da transformação eu sou mais a parte do rolê assim, do tipo assim, fogo nessa parada toda, Baixo capitalismo.

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Mas eu aprendo muito contigo, Lucas Porque eu sei, eu entendo o que você fala me soa como verdade. Assim, eu entendo como uma visão abolicionista, que é mais a minha visão, Tipo, todo mundo devia parar hoje de fazer parte dessa parada. Ela contrasta com a visão mais gradativa, né, de ganhos gradativos, de melhora nos processos. E essa visão sua, ela é mais pragmática, sem dúvida.

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É mais possível de ser realizada hoje do que um abolicionismo completo. Uma revolução. Eu sou mais do lado radical, revolucionário, isso eu acho. Mas eu me inspiro na tua fala muito, porque eu acho que muitas pessoas que não se sensibilizar iam no meu lado, no meu discurso. Com certeza concordariam que elas não querem fazer parte de um processo de consumo que não só maltrata os animais como ainda sujeita a seres humanos.

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Então sim, se não for pelo pintinho que você falou, dane se, Eu não tô nem aí pro pintinho, mas ele pensa cara, tem um ser humano ali sofrendo no. Sou a favor de comprar uma camiseta que tem um ser humano sendo escravizado para produzir minha camiseta. Então eu penso eticamente a respeito das minhas roupas. Eu penso eticamente ao respeito humano.

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Só se for falando de ser homem, falando de bicho. E aí o argumento que você tá trazendo ele é muito relevante para isso também. Do tipo eu entender como você falou, vocês olham de maneira mais ampla, então, com um olhar mais amplo, as minhas atitudes não só prejudicam os animais, como também podem estar prejudicando seres humanos, quer dizer, colocando seres humanos dentro de um contexto de exploração e de abuso.

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Então a galera, sei lá, mais de esquerda, que quer que o trabalhador tenha o direito de ser, esses direitos sejam observados. De repente eu deveria considerar o veganismo também por esses motivos. E aí você falou sobre três crises climáticas. Eu acho que vale a pena olhar um pouquinho para isso. Tipo, o que você quis dizer com isso? Quer dizer, esse rolê todo que você está falando do consumo de animais ainda tem a ver com questões climáticas?

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Desenrolo um pouco com essa ideia? Sim. E antes de conectar com isso. Mas eu gosto de pensar assim eu mesmo. Eu busco pensar nas consequências de todas as minhas ações. Então, e tem muito essa questão da sacola plástica aqui em várias, várias cidades do Brasil e vários mercados começaram essa iniciativa para substituir por sacolas de saco de pacote de papelão.

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E eu ia no mercado quando eu morava no Rio, e eu vi que eles migraram de volta do papelão para o plástico. Eu falei Nossa, por que eles falaram que as pessoas não gostavam? Nos preferem plástico. E eu percebo que muita gente, até amigos meus, falaram. Lucas, eu concordo com tudo de pior da indústria. Eu Eu acho que deve acabar, mas eu não quero parar, porque no meio social tem muito disso.

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Mas se o governo proibir eu, eu, eu estou de acordo, eu apoio isso. Então é engraçado. E eu falei caramba, interessante. E eu perguntei e se todos os seus amigos a sua volta pararem? Você continuaria? Ele falou Não, eu pararia também. Então eu acho que tem muito. É difícil porque o ser humano é muito sociável e precisa estar em meios sociais.

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E muitas vezes a mudança quando ela acontece de forma institucional, ela tem muito mais apoio do que a mudança individual. Tem uma pesquisa interessante nos Estados Unidos em 2017 que apontou que duas pessoas, 2% da população, se declaravam veganos ou vegetariano. E, na mesma pesquisa, na mesma pesquisa, 59% dos entrevistados apoiavam o fim de abatedouros. Sim, Então eles apoiam o fim de abatedouros, mas eles continuam comendo carne.

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Então é importante a gente entender fatores psicológicos para entender como que a gente vai, como que a gente precisa trabalhar. Essa questão falando das três principais crises ambientais e a relação delas com o consumo de carne. A gente teve na ONU também e Marcelo esteve na ONU. Eu tive a honra de estar lá há dois ou três anos, se não me engano, no NA na Assembleia de Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quénia, para falar sobre isso, porque se discute de tudo nas assembleias de meio ambiente, menos sobre consumo de carne.

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Sim, e a pecuária está diretamente relacionada às três principais crises ambientais, que são mudança climática, extinção em massa de espécie e poluição. Primeiro, a crise climática. A pecuária emite mais gases de efeito estufa do que todos os meios de transporte juntos moto, carro, trem, avião e tudo se junta. Tudo não dá mais emissões do que a emissão gerada por bois e vacas, principalmente bois e vacas.

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Ao redor do mundo. Cerca de 30% da terra produtiva no mundo da Terra não congelada está tomada pela pecuária, principalmente pecuária extensiva. Então, a quantidade de terra, por exemplo, que um boi precisa é cerca de um hectare. Imagina a quantidade de terra para que um boi cresça ou se desenvolva, ou mesmo pecuarista intensiva, onde esses bois com confinado de forma intensiva precisam consumir soja e milho.

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Aqui no Brasil, cerca de 80% da soja e milho plantadas servem para alimentar animais na indústria. Então, então tem esse problema de eficiência, de produção, de eficiência, de produção calórica também. 83% de todas as calorias geradas, de todo o alimento de toda a terra agrícola no mundo está tomada pela pecuária e a pecuária só produz 18% de toda a caloria consumida pelos humanos.

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Então gente, a gente tem muita terra servindo para alimento, para produzir proteína animal, e a proteína animal só representa 18% da caloria consumida pela população. Então tem um problema também de fome mundial atrelada a essa questão. A fora a mudança climática tem a poluição, então a quantidade de dejetos. Imagine se fosse já um problema tratar a questão sanitária de 8 bilhões de pessoas no mundo.

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Imagina 80 bilhões de animais só abatidos por ano, fora os que continuam vivos, fora a poluição marinha. E sangue e dejeto e muito dejetos. A vaca consome milhares de litros de água por dia. Fora que o consumo de água também é um problema, então a quantidade de poluição gerada pela pecuária é absurda e pouquíssimas pessoas e pouca gente fala sobre isso.

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Os órgãos públicos e até ambientalistas não falam sobre isso. E a terceira é a perda de biodiversidade em massa, da extinção em massa de espécies. A pecuária está provocando a maior em extinção em massa de espécies da história, provocada por uma única espécie, a isso se deve a abertura de pastos em larga escala. 80% do desmatamento da Amazônia está relacionado à pecuária, seja para abertura de pasto, para criação de bois ou para plantação, criar plantação de milho e soja, que serve, em sua maioria, para alimentar bois e vacas em outros países ou porcos de outros países.

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Então, quando você abre terra para a pecuária, o que você naturalmente está reduzindo a quantidade de espaço e de terra e eliminando espaço onde animais ou animais selvagens costumavam viver. Daí tem essa tríplice tríplice problema ambiental relacionada a um problema sistêmico absolutamente crítico. E talvez a gente possa emendar num outro tópico agora é que os órgãos da ONU, órgãos especialistas e científicos, já vem, já identificou isso há muito tempo e é muito difícil tratar.

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E existe uma certeza de que é impossível a gente alimentar a população em 2050 com o nosso atual sistema alimentar. Então existem algumas opções que especialistas vêm. Uma delas é a produção de proteína a partir de insetos. A outra delas é a produção de carne a partir de de células cultivadas ou produzida em laboratório, que foi algo que a gente começou a recentemente ou a terceira opção, que é algo que é o caminho que a gente também tenta buscar, que é uma transição gradual para uma alimentação baseada em proteína vegetal que que é a mais sustentável do ponto de vista ambiental e mais saudável também.

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Eu acho que uma alimentação mais saudável é baseada e é alimentos orgânicos. Plant Beast. Então existem essas alternativas e que inevitavelmente a gente vai precisar de uma mudança no nosso sistema de produção alimentar, em que eu acredito que de que está havendo. Existe uma análise nesses três, três caminhos principais. Cara, isso é muito. E isso eu não entendo, porque pra mim, tudo o que você vai falando eu acho que se eu não fosse já vegano, eu ia querer entender como virar, porque é tipo, tem um sofrimento animal e eu não estaria mais participando, Tem um sofrimento humano envolvido dentro desse meio, dentro dessa lógica que eu não daria participando.

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Tem a questão climática, o desmatamento da Amazônia, que eu não quero participar desse troço. Tem a coisa da poluição. Eu também não quero participar desse troço. Dá pra ser saudável fazendo isso que tem 1000 exemplos de como 15 anos atrás, 20 anos atrás, pessoas de repente podiam pensar se dá ou se não dá. Hoje em dia a gente já tem informação abundante na internet, no Netflix, no Google, no YouTube, dizendo como é que faz esse tipo de transição.

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E ela até hoje tem mais duas crises e tem mais duas crises que a gente não mencionou. Uma é a de potenciais pandemias. 80% das doenças modernas vêm de animais, do consumo de animais. Inclusive o convite. Então existe a. Especialistas falam que o confinamento animal, principalmente em terras abertas, onde havia floresta, onde existe uma interação entre animais selvagens e animais criados e explorados para a produção de alimentos, a chance de novas pandemias é a receita perfeita para o surgimento de novas de novas doenças que podem se espalhar rapidamente para outras pessoas, para bilhões de seres humanos.

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E existe uma potencial crise que começou a se falar muito nos últimos anos, mas que muita gente não percebe. Não, não presta muita atenção, que é a resistência antibióticos total, que é algo que muita gente já tem morrido e é uma das. A OMS classifica como o principal risco de dia de crise de doenças públicas de saúde pública para os próximos anos e décadas.

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Isso acontece porque só nos Estados Unidos mais de 80% de todos os antibióticos produzidos são tomados por animais em granjas e fazendas. E por um motivo óbvio as condições precárias, insalubre dos animais são muito propensas a doenças. Então esses animais tomam muito antibiótico, muito além do que do que a gente sequer imagina. E nós, humanos, quando consumimos esses animais, estamos também consumindo antibióticos.

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E quanto mais animais consumimos, mais antibióticos a gente consome por tabela e a gente naturalmente cria uma resistência a antibióticos. E quando a gente precisar e tomar o antibiótico, pode ser que essa entidade não não funcione com a gente. Então a indústria farmacêutica, ela está em constante desenvolvimento para desenvolver cada vez mais antibióticos, mais eficazes, Mas isso em partes animais e, por tabela, tem que mexer com a gente em algum momento.

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Isso pode se tornar uma crise de saúde pública sem precedente. E o avanço? A corrida dos antibióticos é muito similar a corrida dos agrotóxicos. Quando você cria um antibiótico que ele cria um antibiótico que ele fica, ele mata o bicho e aí o bicho fica mais resistente e você cria mais um, mais forte. Aí você cria um mais resistente e o agrotóxico é muito parecido.

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Você bota um agrotóxico que ele mata o fungo. Aí tem um fungo mais resistente, aí tem o outro agrotóxico. Mas esse ainda é o que eu acho muito curioso e que é vem desse lugar de ignorância e de falta de educação. E como a pessoa às vezes odeia tomar remédio e antibiótico, mas come carne e como ela tem pavor de agrotóxico, mas come carne, é do tipo assim, ela acha que ela está evitando o agrotóxico do brócolis quando ela compra o brócolis orgânico.

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Mas ela não se preocupa que ela está comendo o frango e a carne que ficar lá dois anos comendo soja com agrotóxico, dos piores que tem. Bio acumula aquele troço no corpo do bicho e você está comendo um bando de agrotóxico com antibiótico que no dia a dia você não teria a pessoa tomar um negócio da medicina antroposófica quando ela fica doente, mas ela come frango cara, tipo e aí?

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Única. A única maneira de entender como é que um ser humano faz isso, na minha perspectiva, é por que ele não sabe o que ele está fazendo. Ele não entendeu que tem uma conexão, porque se eu falar assim, você quer uma cenoura cheia de agrotóxicos. Falou Deus me livre, Você quer um? Eu vou te dar uns antibióticos aqui no café da manhã.

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Ela falou Nunca tomaria isso. Vamos aqui que você vai comer de café da manhã, ovo com bacon. Eu vou estar fazendo essa parada os dois. Se eu coloquei só sabendo que é maravilhoso, vai ter trazido isso porque além do sofrimento animal, além do sofrimento humano, além da crise ambiental, ainda tem essa questão química. E é isso sim, Em um hectare de terra produzindo legumes, frutas e verduras, você alimenta um monte de gente.

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Um porco produzindo. Usando boi. Você só produz um bando de poluição, gasta um monte de nutrientes e de água, que é isso? Falam que as próximas guerras vão ser as guerras a respeito da água, todas essas coisas que eu ouço falar, os cenários cataclísmicos, todos eles pra mim eles esbarram nessa questão. Eu vejo e dá uma sensação gostosinha como vegano de são, de sentir que eu não estou fazendo parte desse sistema.

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Ao mesmo tempo que isso é uma ignorância vegana também, porque a gente também faz parte desses sistemas todos. Por isso que tu vem aqui. Eu venho aqui falar sobre isso para essas centenas de pessoas que estão aqui na Live do tipo assim eu não consigo mudar essa situação sozinho, eu estou até fazendo a minha parte. Tipo, eu não uso saco plástico, eu faço o que eu posso, mas enquanto tiver 1 bilhão de pessoas fazendo e só eu não fazendo, não resolve.

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Então a gente vem aqui. Eu acho que o trabalho de vocês é muito lindo nessa direção de vocês. Já entenderam o que vocês vão fazer? Todo mundo da Mercy com certeza já entendeu que precisa fazer mais. Não adianta se só a gente fizer, a gente precisa comunicar isso e educar as outras pessoas para que elas entendam qual é a verdade a respeito desse consumo aqui.

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Um Com vocês Muito bem. Parece que a indústria não quer que a gente saiba de alguma maneira, Então, e eu acho que toca num assunto legal, mas acho que. Eu acho que isso mostra porque isso explica porque que nós, ativistas, ativistas, são pessoas que não são satisfeitas com o status quo do mundo, que querem transformar as coisas para melhor e por que não estão satisfeitas com a nossa própria mudança?

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Porque a gente está falando de hábitos que impacta não só a vida de bilhões de seres sencientes sensíveis, mas também o planeta e a vida de outras pessoas também. E a gente barra no argumento que eu acho muito interessante, que é a questão da liberdade individual. E muitas pessoas falam você faz o que você quiser, eu faço o que eu quiser.

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E é uma questão muito delicada, porque a gente está falando de um hábito milenar desde sempre. A gente consumiu carne. A questão é que agora a gente vive num modelo, que isso não é sustentável e que está trazendo consequências catastróficas para o planeta e também impondo intenso sofrimento. Aí está. Dando uma sentença de morte para o animal antes mesmo dele nascer e há milhares de anos, os animais nasciam e viviam livres na natureza.

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Até que eles eram mostra. Eu não sou, por exemplo, contra, apesar de eu não gostar de diversidade de cobrir um leão pegando um jacaré, eu fico aflito. Mas eu não sou contra, porque isso está na natureza. E eles estão. Eles viveram em liberdade. Agora, você impor que um animal já nasça num ambiente de confinamento extremo e que muitos deles não veem nem nunca, jamais a luz do dia ou respirar ar puro, eu acho que é algo que a gente brinca de Deus.

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Eu acho que a gente está definindo exatamente a vida inteira, não só de um, de dois, mas de centenas de bilhões de seres vivos. E eu acho que quando a gente fala eu devo tomar as minhas escolhas e você toma as duas. Eu acho que a gente precisa entender até aonde vai a nossa liberdade, até que a gente fira a liberdade dos outros.

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E a gente precisa entender. A gente fala muito de uma expansão de círculo afetivo, círculo moral e gosta de proteger o que a gente conhece, o que está na nossa frente, a nossa família, nossos amigos próximos. Mas a partir do momento que a gente vai expandindo esse círculo e pensa em pessoas que a gente nunca, jamais viu na África ou na Ásia, a gente tende a ter menos empatia.

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Mas por quê? Isso acontece muito com os animais. A gente tende a proteger os cachorros e gatos que estão na nossa ao nosso redor. Mas os animais que aqui estão. A gente se conheceu num santuário. É difícil você olhar e brincar com uma vaca e olhar nos olhos dela e ela te dá uma lambida que nem um cachorro.

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Dá e você pensa nossa, eu sou capaz de de de matar você para que até um bife na minha mão é impossível. A mesma coisa com cachorro. Muita gente fala Lucas, você se sente incomodado de ter alguém comendo carne na nossa frente, na sua frente? Eu falo para responder essa pergunta. Talvez eu te faça uma pergunta. Você se sentiria incomodada se alguém estivesse comendo carne de cachorro na sua frente e a pessoa fala Sim, eu falo para mim, o cachorro e a vaca não tem diferença nenhuma.

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A nossa une. A única diferença é a nossa percepção. Então sinta incômodo ao mesmo tempo, porque eu entendo que isso é um problema sistêmico, cultural e que. Acho que é o meu pedido. O meu pedido é que as pessoas reflitam. Eu também não sou um vegano perfeito, não sou uma pessoa que tem um impacto só positivo no mundo.

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Acho que tem. Tem muitas coisas que eu faço que muito provavelmente não são conscientes de que provavelmente eu estou causando algum dano com roupa, com o que a gente consome de produtos médicos também. Mas eu acho que o estímulo é o que a gente pode fazer para se informar sobre o que a gente faz e o que a gente pode fazer no nosso dia a dia da melhor forma possível, mesmo que não vá de um extremo a outro.

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Mas o que é que a gente pode fazer gradativamente parar para tomar decisões mais informadas e conscientes a cada escolha que a gente faz, a cada compra, cada a cada escolha de qualquer tipo de consumo que a gente tem, Sim, isso é muito. Primeiro que o reconhecimento de que a gente é todo zuado por fazer parte de um sistema.

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Eu brinco com o Caio, que é meu bróder lá no Brasil e ontem eu estava contando pra galera aqui que eu estava tomando café da manhã com os amigos e ninguém era vegano, meus amigos, quase ninguém ligava. E aí eles estavam comendo o presunto de Parma, uma coisa assim. E aí ele tava meio maluco, tava com o presunto na boca.

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Ele perguntou Presunto faz mal pra saúde? E aí eu falei Você quer que eu responda isso depois de acabar de comer? Porque se eu começar agora, o que está mastigando parada, entendeu? Tipo, vai ser complicado, vai ser ruim pra você? Pra mim tá tranquilo, bom pra você isso vai ser bom. E aí eles estavam falando isso, tipo assim cara, mas aí você nunca.

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E eu tava falando pra eles tipo tô que eu tenho a brincadeira com o Caio, que é do tipo que nem placa de construção de antigamente que a gente botava. Assim, estamos há 100 dias sem acidentes. Eu falo o veganismo é assim também, né, de humor. E eu brinco com eles. Isso aconteceu que foi anteontem, que eu estava comendo alguma coisa e eu perguntei Vegano é vegano, você lá?

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Aí eu boto na boca. Eu falei cara, isso aqui tem algum gosto diferente. Desculpa, não tem nem manteiga não. Manteiga tem. Eu falo pelo, mas eu expliquei. Estamos há zero dias vegano. Eu sou vegano há quase uma década, mas eu brinco que sou assim. Estou há cinco minutos vegano dessa vez, sabe porque o mundo é muito. Tem essas coisas.

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Então existe uma imperfeição intrínseca e eu acho que o nosso impulso é muito menos por ser perfeito e muito mais por ser melhor. Um pouquinho cada dia, sabe? Tipo, o que que eu posso fazer hoje? Sabe com o que eu tenho disponível? E se eu posso levar a minha garrafa de água em vez de comprar uma garrafa de água?

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Porra, isso cara, é um avanço. É um puta passo. Eu vou dar esse passo na minha frente agora para eu dar, sabe? E às vezes eu vejo que as pessoas ficam batendo uma cabeça tremenda, porque já que não dá para ser perfeito, eu não vou falar, eu vou fazer tudo. Dane se. É aquela coisa que o impulso muito humano de a pessoa está fazendo uma dieta e ela tá super rigorosa com a dieta.

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E aí se ela come uma coisa fora da dieta, mermão, ela dá um duplo carpado com os dois pés na jaca e ela fala aí da dieta. Então eu volto segunda feira que vem. E aí e tudo vai por água abaixo. E eu tenho muito cuidado para não ser esse ser humano que quando pisa numa formiga eu falo.

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Então eu vi um cara tendo uma crise de veganismo uma vez porque ele estava dirigindo uma moto e aí matou um, sei lá, um bicho no capacete dele. E aí eu parei de ser vegano porque eu matei um bicho, uma. E aí ele tava tendo um ataque de pelanca na Live porque ele tinha matado um bicho. E eu penso nisso muito, falou Cara, quando eu ando de carro, quando eu piso, quando eu existo, eu tô sempre impactando o planeta de alguma maneira.

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Mas a minha busca é uma busca por hoje com o que eu tenho disponível. Como é que eu assumo um pouco mais de consciência, um pouco mais de controle sobre esse impacto, que é inescapável, de certa forma, Sabe como é que você lida com essas coisas? O que eu acho que a gente tem nisso, a gente tem a perspectiva meio parecida e eu queria tipo levar, não falar de para o final e primeiro de perguntando como é que você lida com esse mundo absolutamente imperfeito que a gente vive?

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E, em segundo lugar, quais são os próximos passos assim? MF Sabe para onde vocês vêm que vocês estão indo? É só pra galera saber o link do Instagram do Lucas e da Mors Forma ou está na descrição desse vídeo aqui do YouTube? Então vocês podem clicar lá e o estímulo que vocês vão lá conhecer, segue lá porque o trabalho deles é muito massa.

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Mas aí é isso. Acho que eu deixo as últimas palavras da lá de conteúdo legal. Eu Eu gostaria de começar essa resposta dizendo que eu me considero uma pessoa vegana, mas eu não gosto desse rótulo também. E eu acho que esse rótulo traz muito essa ideia de quem está dentro do clube, quem está fora. E para mim, não é uma questão disso.

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Eu não sou. Eu não me considero. Não gosto de pensar em polarização. Ou você está dentro ou você está fora. Eu acho que é um espectro e as escolhas que eu busco fazer são escolhas que eu busco ter consciência sobre elas. E tenho certeza que muitas vezes eu não tenho. Tem certeza que eu posso ser julgado por muita gente por algumas dessas escolhas?

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E é, eu certamente não quero julgar ninguém pelas escolhas. O que eu busco e eu, logicamente ou eu sofro com o sofrimento dos outros, não só com o sofrimento dos animais não humanos. Quando a gente viaja, eu viajo bastante até para o trabalho, na marcenaria, nos eu faço questão de ir em lugares muito pobres, que são os lugares onde onde as fazem.

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As grandes fazendas estão localizadas e abatedouros então eu sofro muito com o sofrimento humano e não humano e eu quero poder contribuir para um mundo melhor para todos nós. Mas eu estou longe de ser perfeito e estou longe de conseguir ter um nível de rigidez que evite qualquer tipo de sofrimento. Eu acho que isso até é impossível, então acho que eu começar por isso.

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Acho que a gente remover essa raça, essa pressão, eles também não permitir que que ninguém julgue a gente pelo nosso processo, mesmo que esse processo esteja diretamente relacionado a algo que te, que espero que no futuro seja condenado mais amplamente como. Mas acho que são processos culturais e estruturais e que todos nós fazemos parte dessa. E sobre a morte faremos eu.

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A gente tá num processo de desenvolver agora, de lançar a nossa teoria da mudança, que é praticamente um plano estratégico, que as organizações sem fins lucrativos, as grandes organizações, todos os braços da ONU têm uma teoria da mudança, que é basicamente uma explicação da onde a gente quer chegar e quais são as as os caminhos que a gente acredita que a gente precisa tomar para chegar lá dentro do nosso ecossistema.

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A ecologia da mudança que a gente pertence, que é um movimento com organizações e indivíduos que buscam eliminar o sofrimento para animais na indústria de alimentação. E esse esse plano é bem, é bem animador para mim. A gente acredita que não é um processo que vai acabar nas próximas décadas, mas a gente também acredita que é um processo sem volta.

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A gente acredita que que existem inúmeros fatores que levam ou essa mudança vai acontecer por bem ou vai acontecer por mal. O próprio planeta vai forçar um processo como esse. E o projeto que a gente busca fazer é acelerar esse processo de. E a gente está muito animado. Eu, particularmente, vislumbrar expandindo para abrir dois escritórios na África, no Leste europeu, no leste africano e no oeste africano, é um continente onde vai a maior, o maior crescimento populacional humano do planeta na próxima década.

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Hoje ainda é na Ásia, mas a África vai tomar a dianteira e existe já um processo rápido, muito acelerado, de industrialização da agricultura animal. Então é onde a gente acredita que a gente pode ter um impacto grande e também está estabelecendo nossa presença na Europa nesse momento, onde tem um movimento muito avançado já, mas a gente gosta de pensar em mudanças globais com estratégias locais.

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É um problema global. Eu gosto de falar que animais sofrem de forma praticamente igual em todos os lugares do mundo e os impactos que a gente que a gente tem. Engraçado que eu falei isso pra pessoas quando eu estava no monastério no Nepal no ano passado, que quando o budismo surgiu, a gente não pensava que as nossas escolhas poderiam ter impactos globais.

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Hoje a gente hoje tem. O que a gente escolhe hoje pode ter um impacto que pode afetar pessoas ou indivíduos do outro lado do mundo. Então a gente precisa ter muita consciência das nossas escolhas, das nossas opções. E a gente busca endereçar esse problema de forma global. A gente não quer, sabe? Se a gente conseguir endereçar em um país, isso não quer dizer nada, porque os animais vão estar sofrendo em outros lugares.

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Então a nossa abordagem é realmente uma relação global com a presença fortíssima do Brasil. E eu tenho muito orgulho disso. O Brasil é um dos líderes de produção e consumo de proteína animal e eu acho que existe muito que a gente pode fazer aqui para ajudar a transicionar esse modelo para algo mais sustentável e justo para pessoas e para para animais.

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Thaís, para que vocês possam seguir a gente no Instagram da MC, a Brasil tem o nosso Instagram Internacional também de amor e lá a gente vai tá atualizando sobre as próximas novidades. Maravilhoso Cara Lucas, obrigado por aceitar o convite. Eu tenho admiração profunda pelo teu trabalho, por tudo que vocês estão fazendo. Espero que seja inspirador para as pessoas.

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Segue lá o Lucas e amor. Se os links estão aqui nessa questão desse vídeo no YouTube é isso. Projetor 800 950 feito. Obrigado até hoje. Vamos um dia atrás para entradas. Um beijo para vocês e até a próxima. Um beijo.

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O.

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Seu.

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