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Cogumelos e ayauasca podem melhorar a saúde mental?

Jan 26, 202556 minEp. 965
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Cogumelos e ayauasca podem melhorar a saúde mental?

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Desconhecido

Às vezes você acha que você está enlouquecendo. É basicamente esse o tema da nossa live de hoje. Eu percebo como a gente no mundo hoje em dia eu recebo pacientes na clínica e vem com essa sensação constante de ansiedade, uma sensação de o que está acontecendo com o mundo. Eleição nos Estados Unidos, Metade das pessoas acha que o mundo vai acabar.

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Desconhecido

Metade das pessoas está feliz pra caramba. Eles estão no Brasil. Metade das pessoas acha que o mundo vai acabar a metade, acha que tá bom pra caramba. Aí aqueles que matam global aí é o Putin. Tem tanta coisa acontecendo no mundo que muitas vezes a gente não sabe o que fazer com essas informações. Eu pensei vamos fazer uma live pra gente conversar sobre caminhos possíveis pra lidar com o enlouquecimento potencial humano.

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Desconhecido

Então você e eu estamos aqui nessa bolinha azul. A gente tem a dádiva, o privilégio e também, muitas vezes, a maldição de estar aqui nesse rolê. Será que a gente pode fazer alguma coisa pra viver aqui da melhor forma possível? Será que tem algum jeito de lidar com essa loucura? Então, se você algum dia perguntou se questionou se você está ficando louca ou se você está ficando louco, eu quero conversar com você sobre possibilidade de lidar um pouquinho melhor com essa loucura potencial.

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Desconhecido

Então bora! Salve, salve família vida Venda Projetos Santos no ar são nossos projetos! 800 Episódio 980 aqui para você. Estamos chegando! Estamos rumo ao 1000 em aí e eu não vou ter esse papo sozinho não. Eu quero conversar com o Ricardo Barros. Se Mello, que é meu irmão, praticamente vou mandar uns boleto pra ele pagar aquilo vida vida também, porque porra, a gente faz tanta coisa junto e é o Rick.

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Desconhecido

Não vou falar do Rick, vou deixar o Rick se apresentar. Ricardo Mello venha para a Live e seja bem vindo. Apresentarei todos. O Rick se apresenta um pouco para as pessoas que de repente não te conhecem, não fala de todas as pós graduações, se não não vai dar tempo. Na live a gente só tem 01h00 a final. E aí vamos falar um pouquinho sobre isso assim, porque eu acho que tem caminhos diferente.

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Desconhecido

Você é professor de mindfulness? Você também está se especializando nessa coisa dos psicodélicos, cogumelos, Essas são vários caminhos diferentes para de repente, a gente tentar encontrar um lugar de mais sanidade. Enfim, é sobre isso que eu quero falar hoje, Mas começa se apresentando pra quem não te conhece, beleza? Valeu Matheus por mais uma caminhada aqui nas linhas do Vida.

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Desconhecido

A vida. Acho que pra me apresentar, como já me apresentei várias vezes aqui, essa vez vou me apresentar só como buscador mesmo, que é meio insaciável, meio incansável aqui, de entender o ser humano como um todo. Acho que desde a parte bioquímica, molecular, celular que eu fui procurar na ortomolecular, nessas linhas de estudo até essa visão integral e holística dentro das medicinas chinesa, indiana, tibetana, até aspectos espirituais, né?

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Desconhecido

Então, eu acho que o ser humano tem essa beleza por essa alta complexidade e a gente buscar compreender e entender essa complexidade para a gente funcionar melhor neste mundo que, como você falou, está cada vez mais polarizado de novo, né? Porque eu, o Simon do Ciclo e a gente já viveu polaridades e infelizmente muitas vezes essas polaridades viram guerras.

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Desconhecido

Mas e aí? Passamos numa pandemia em que todo mundo deve se trancar em casa. A galera da GoodVibe Positive Vibration acharam que agora que tá todo mundo trancado, se ferrando, o ser humano vai sair melhor. Eu juro. Agora eu era da tua galera, Ricardo Eu falei cara, e agora, bróder? E agora eu vou fazer um monte de live.

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Desconhecido

E todo dia eu fazia live. Eu pensava a gente vai sair disso tão melhor como só como comunidade. Foi tipo que nem trilha sonora de desenho animado, sabe? Popó Por. Cara, que a gente saiu e começou duas guerras, Tipo o ser humano aprendeu nada. E aí a gente continua estudando pra ver. Cara, por quê? Por que a gente passa por uma coisa que acontecia só em poucos lugares do mundo?

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Desconhecido

Nessas pandemias, de fato, quando acontecia na Europa, não chegava nas Américas. Então.

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Desconhecido

Não. A gente conseguiu fazer um vírus se espalhar no mundo inteiro e aí todo mundo se trancou em casa. Começaram a ter menos vôos de avião, menos produção de coisa, aquecimento global começou a diminuir. A gente falou nossa, agora vai. Aí voltou tudo igual. Estamos destruindo o planeta todo de novo ou entrando com duas guerras. E aí que a gente vai fazer?

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Desconhecido

Aí eu vejo que tem alguns caminhos do que a gente pode fazer. Acho que essa, essa visão global reflete muito o que o ser humano experiência dentro dele, né? É assim você fez medicina, se espalha, se especializou em medicina tibetana, fez acupuntura, essas paradas todas. Então você é um cara que eu falo assim cara, tem alguma que o Rick vai saber?

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Desconhecido

Se eu estou com alguma dúvida, é só perguntar pro Ricardo, entendeu aí? E eu queria começar falando sobre sobre o básico, assim tipo básico, bem feito, tipo, explique para as pessoas favor o que é o mindfulness e como é que mindfulness pode ser uma ferramenta para lidar melhor com esse nosso enlouquecimento. Seguinte, o mais espantoso ele é uma técnica que foi desenvolvida por um norte americano chamado John Kabat-Zinn e ele é lá da Universidade de Massachussets.

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Desconhecido

Ele estudava muito meditação, ele em retiros budistas e ele falou cara, eu preciso levar esse conhecimento. Os benefícios que essa meditação budista traz pra mim, pra outro, pra todo mundo. Mas daí pra quem não é budista, também não pode. Pra qualquer religião. Aí ele criou esse termo, que é o mindfulness, que é traduzido para português como atenção plena, que é um trabalho com o qual a gente busca um estado de consciência específico, que é estarmos atentos ao presente momento, uma atitude de abertura para tudo o que acontecer, gentileza, curiosidade e sem julgamentos, análises e críticas.

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Desconhecido

Muito parecido com o que você dá nas aulas e explica sobre o Atman, que é aquele que tudo observa. Porque quando você está observando sem julgamento, quando você está totalmente aberto ao que está nesse momento, é muito parecido com esse conceito do observador do átomo e como isso é importante, você cultivar essa capacidade de dar uma pausa e observar o que está rolando, porque grande parte do tempo a gente está julgando, analisando, criticando, comparando.

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Desconhecido

A gente está buscando antever o futuro, está comparando o passado e toda essa movimentação da mente, ela acaba gerando estresse. Por quê? Porque, poxa, aconteceu tanta coisa boa no passado, Pode acontecer tanta coisa boa no futuro, mas nossa mente não pensa tanto assim porque a gente tem uma tendência a buscar sobrevivência. Então, na busca por sobreviver, pensar em coisas boas muitas vezes não ajuda a gente a se proteger de um animal, de um predador.

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Desconhecido

Isso pensando no nosso desenvolvimento como espécie e nem ajuda, a gente antevê de pouco. Vai chegar mais boleto. Vou até onde novo do Ricardo Invest no Patreon, lá na linha. Então a nossa mente ela tem uma tendência natural a pensar em perrengues pra antever o perrengue, pra gente se proteger. Só que fique calmo e isso, isso é natural da nossa mente.

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Desconhecido

Ou a gente tá louco mesmo. É natural da nossa mente. A gente tem até uma rede de funcionamento cerebral que é chamado de Mold Network, que é uma rede que está relacionada com processos de socialização. Mas ela está muito relacionada com essa mente que divaga, vai pro futuro e vai pro passado, em que observa o corpo buscando alguma coisa que pode estar errado pra gente ajustar.

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Desconhecido

Então essa área cerebral ela quem na verdade nos ajudou a sobreviver e se desenvolver como espécie, a passar menos perrengue, Mas é um aspecto da mente. É uma rede neural que, por exemplo, em pessoas com altos níveis de ansiedade e depressão, também é uma área muito, muito organizada e disfuncional. Então, interessante que a mesma estrutura que fez a gente se desenvolver e passar menos perrengue, ela que faz a gente sofrer ao mesmo tempo que tirou a gente do perrengue de predador horrores.

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Desconhecido

Hoje enfiou a gente no monte de boleto. Então é por aí. E acho que a gente entender melhor como isso funciona. Sim, é trabalhar esse aspecto de se observar, conseguir observar, parar e observar o que tá do jeito que tá e sem analisar, criticar, comparar, só olhar É muito terapêutico. É, mas isso o que eu gostaria que você complementasse um pouquinho é esse sujeito aí lá dessa dessa universidade de Massachusetts.

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Desconhecido

Ele parece que promoveu e começou um movimento que ganhou certa validação científica. Começaram a testar esse troço. Então você tem as meditações há 2500 anos atrás, mas parece que elas estavam sempre conectadas com caminhadas, jornadas religiosas ou com movimentos que talvez para algumas pessoas eu sou católico. Aí eu olho pra pessoa que é budista pensar isso aí não é para mim.

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Desconhecido

Mas eu acho que eles tentaram tornar isso tudo um pouco menos religioso. Fala um pouquinho sobre assim tem comprovação científica pra esse troço. Quer dizer, tem benefícios que pessoas qualquer pessoa pode receber disso. Ou como você falou, que é um troço que vem do budismo. A pessoa meio que tem que ser budista pra fazer esse negócio funcionar. Como é que, como é que é esse rolê da validação científica?

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Desconhecido

Sim. Então o Jon Kabat-Zinn, ele é médico, ele é professor lá da medicina preventiva. E o que ele fez foi exatamente isso. Ele tirou os aspectos místicos, religiosos, da meditação e deixa lá, laica, sem nenhum pingo de misticismo nem religiosidade. E começou a aplicar como como organizado na metodologia científica e começou a aplicar uma um protocolo de oito semanas para essas pessoas, para os pacientes dele e ele começou a aplicar questionários de stress, ansiedade, depressão, qualidade de vida.

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Desconhecido

Antes dessa desse protocolo de oito semanas e depois o protocolo de oito semanas e começou a perceber que os questionários melhoravam muito. Então as pessoas começavam a reduzir níveis de stress, ansiedade, depressão. Começava a pontuar mais a qualidade de vida. Falou cara, tá funcionando. E aí começaram a pegar esse protocolo e aplicar, por exemplo, para pacientes com câncer.

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Desconhecido

Olha o medo, ansiedade, angústia para da morte ou da doença tem diminuído. Então eles começaram a aplicar em várias áreas. No trabalho começaram a ver que em vários aspectos, a mesma técnica funciona. Por quê? Porque a gente teve essa técnica tende a ir na raiz do processo de sofrimento, de várias questões, seja de uma pessoa que está com uma doença, que está com medo da morte, que está com medo da doença, tá com medo da dor, até Relações no trabalho Como lidar com a pressão no trabalho?

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Desconhecido

Então, esse protocolo foi aplicado em várias áreas, até por exemplo, por TDH para várias, para várias finalidades terapêuticas. E dá um resultado muito positivo, porque ele vai nessa base do funcionamento mesmo cerebral e psíquico, que muitas vezes está relacionado ao sofrimento. E eu acho isso sensacional, porque realmente dá um caminho, como você falou, que é lógico, é muito prático e é, é isso.

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Desconhecido

Assim, quando eu vejo na prática de mindfulness, a sensação que dá é que de uma simplicidade ou de uma elegância. Mas não significa que por ser simples, que é fácil de fazer. E de novo, parece que a nossa complexidade do mundo hoje ela às vezes dá um sacode e até no mindfulness a pessoa lá senta lá pra tentar observar a realidade.

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Desconhecido

Uma palavra, meu irmão, isso aqui tá muito complicado. E fora que às vezes a gente passou por situações pretéritas na nossa vida que deixam o nosso estado de alerta físico mental muito grande nas situações de trauma, por exemplo. E aí a gente fala de estresse pós traumático e situações, enfim, de estresse muito grande ou de medo muito acentuado que você vira pra pessoa e fala assim Então você está num relacionamento com predador.

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Desconhecido

Não é só boleto que é predador. Esse homem que também é um predador, só vão se sentar e observar a realidade do jeito que ela é e tal e tal. A pessoa fala meu irmão, não me tira daqui, tá ligado? Eu tô ficando louco, Eu estou ficando louca e eu preciso de uma saída. E aí vem um movimento também que eu sei que você estuda e eu quero muito escavar a sua mente a respeito desse movimento que é esse movimento novo dos psicodélicos que parece que de novo não tem nada, mas ao mesmo tempo ainda mais Coppola Aí, esse documentário aí, Netflix parece um monte de gente indo pro Peru eu ficar com o xamã.

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Desconhecido

Aí a galera vai pro Burning Maine, fica muito louco lá no Burning Man e as pessoas parece que estão buscando outras ferramentas. A gente sempre buscou essas ferramentas, mas parece que a gente está usando outras ferramentas para meio que cortar um caminho neural ou para dar uma chacoalhada. Então fala por favor. Assim, faz uma introdução ao que são os psicodélicos e por que é que isso meio que tá na moda de novo depois de milhares de anos que na tua percepção, esse é mais um ciclo nessa busca por estados extraordinários da consciência também, algo que o ser humano sempre buscou.

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Desconhecido

Acho que a gente tem esses textos clássicos do yoga que muita gente acha que é alongar, mas na verdade eles faziam técnicas respiratórias para mudar o estado da consciência, faziam jejuns, faziam várias técnicas com a finalidade de mudar a percepção e com isso se ter um estado que eles chamavam de moksha. Mas isso não aconteceu só na Índia.

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Desconhecido

Se você for ver na China, aqui nas Américas o ser humano sempre teve essa busca. Acho que alguns buscadores mais intenso, de forma mais intensa e outras pessoas que acabam buscando essas pessoas que têm acesso e conhecimento sobre esses estados e muitas vezes quando estão em estado de sofrimento mental importante. E hoje esse novo ciclo vem sendo também trabalhado dentro das universidades e assim como a meditação antes para academia, se não existe, não serve pra nada, a não ser que hoje já tem alto nível de comprovação científica.

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Desconhecido

Os psicodélicos é a mesma coisa. Era coisa de hippie, de maluco e de. E hoje tá nas universidades E é uma coisa impressionante, porque eles veem que os os resultados são muito potentes e os trabalhos, por exemplo, nos Estados Unidos, numa associação que chama Maps, eles estão usando M.D. Mead, que é o princípio ativo do ecstasy para tratar transtorno de estresse pós traumático em veteranos de guerra.

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Desconhecido

Isso e são aqueles pacientes que sofreram um trauma muito intenso e que tem um nível de sofrimento enorme, que já tomaram muita medicação, já fizeram muita terapia e continuam em alto nível de sofrimento. Eles fazem de 1 a 3 sessões com essa substância e o nível de sofrimento deles reduz absurdamente, né? E são estudos que já passaram de fase três, então estudos clínicos muito robustos comprovando que reduz.

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Desconhecido

E isso que é uma das doenças muito difíceis de tratar na psiquiatria, que é o transtorno de estresse pós traumático e também a outra substância. Agora que são os cogumelos mágicos, que é o de que vem de uma espécie que é o psilocibina, o bem. Esses que está sendo muito usado para depressão refratária, Isso é, quem tem depressão refratária é aquela pessoa que já tomou pelo -3 classes de medicação antidepressiva e que não tem melhor, ou que tem uma melhora que não é significativa.

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Desconhecido

Aí essas pessoas fazem uso dessa substância, é lógico. Tanto MDM quanto psilocibina são em ambiente com dois terapeutas o paciente, música, iluminação adequada, um setting que a gente fala totalmente adequado para a experiência desse paciente e que é isso. Depois de uma ou três sessões, dependendo do protocolo, o paciente tem uma melhora muito significativa dos seus sintomas. Então essas substâncias estão entrando dentro da academia.

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Desconhecido

Eu falei desses que são essas duas que são de maiores estudos e mais no Brasil a gente também tem estudos com a ayahuasca, que é a ilha Sinho, ou nossa ou psicodélico tupiniquim aqui, que é dividido também com outros países que fazem fronteira com a Amazônia porque são de duas plantas, que é o jagube, que é o cipó e a chacrona, que é uma folha.

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Desconhecido

E elas vão então sendo estudadas para dependência de álcool, dependência química também estudos para depressão e tem mostrado efeitos bem positivos para o tratamento dessas doenças. Então é daí um novo ciclo. Aí dessas substâncias. Na verdade, elas já eram estudadas ali nos anos 50, 60, mas elas foram proibidas por conta de uma questão político cultural ali, das guerras que a gente vivia.

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Desconhecido

E aí colocaram a culpa nas drogas por algumas alguns motivos. E aí hoje, porque a gente não está tendo saída, porque as pessoas estão num nível de sofrimento muito grande. E a Organização Mundial da Saúde falando que pelo -1 quarto da população mundial vai passar por algum tipo de transtorno mental ao longo da vida. A gente sabe que o meio ambiente influencia muito, seja o trabalho, seja o stress de cidade, violência e tudo mais.

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Desconhecido

Então é muito interessante ver que o uso dessas substâncias pode ser mais uma saída, então mais fazer uma terapia ou outra medicação e outra. Mas como tudo o que a gente tem, a gente está precisando de mais saídas, porque as pessoas estão num nível de sofrimento mental muito grande e a gente precisa de caminhos que funcionem. Algumas alguns caminhos vão funcionar pra outras pessoas, mas outros não.

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Desconhecido

Então, a gente precisa ter caminho para todo mundo tentar melhorar. E inclusive, eu vou fazer um parêntese antes de continuar, porque eu quero te perguntar sobre canábis. Eu quero te perguntar sobre micro dosagem e um monte de coisa que eu ainda quero meio que te ouvir. Mas um parênteses pra todo mundo que está aqui com a gente ao vivo, que vai assistir depois, o Ricardo vai dar uma aula hoje no nosso curso Mente sem Véu dentro da comunidade de Estudos Continuados em Ayurveda do Vida BEDA, que a gente chama de milagre, significa formigueiro em sânscrito, a casinha das nossas formiguinhas de fogo.

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Desconhecido

Então, se você quiser fazer parte dessa aula, o primeiro link na descrição desse vídeo no YouTube, no Instagram você pode escrever a palavra comunidade que eu te mando o link por DM também. Então hoje vai ter mais uma aula do curso Mente Sem Véu. São seis aulas ao todo. Já tivemos aulas incríveis, inclusive sobre ecologia do Ayurveda, psicologia do yoga, psicologia moderna também com psicanálise.

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Desconhecido

E hoje a gente vai ter uma aula sobre mim e se você puder, um pouquinho de psicodélicos que o Ricardo vai dar duas horas de aula e se aprofundar ao vivo com vocês nos um, tá? Então aqui no YouTube Primeiro link na descrição no Instagram escreve Comunidade aí que eu mando o link para você Na nossa comunidade, além de fazer o curso bem sem véu e um monte de outros cursos para.

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Desconhecido

Você tem uma mentoria ao vivo comigo uma vez por mês, aos sábados. E você ainda apoia a missão do Vida BEDA aqui de entregar esses conhecimentos de maneira livre, aberta e gratuita para todo mundo. Então queria mandar um beijo e um agradecimento para todo mundo que já é da comunidade Formiguinhas de Fogo. Aí unida está. Então Henrique, continuando.

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Desconhecido

Eu queria te ouvir, porque assim você falou um negócio que eu acho muito importante. Eu acho que as pessoas, muitas vezes elas não entendem que essas plantas, elas fazem parte do legado da humanidade há milhares e milhares de anos. E foi recentemente que, por causa realmente da política, principalmente governo Reagan nos Estados Unidos, que eles fizeram que a gente ficou coisas como a guerra às drogas e botaram tudo isso dentro do mesmo pacote e chamaram todo mundo de drogado.

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Desconhecido

E aí no Brasil de drogado, virou traficante. E aí a gente criminalizou o comportamento, a perspectiva, o pensamento. Só que antes disso, é porque a gente tem uma visão histórica muito míope. A gente não sabe que há 50 anos atrás, 70 anos atrás, essas substâncias não só não eram demonizadas como elas são hoje, como elas realmente faziam parte de uma série de culturas.

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Desconhecido

O canábis é uma planta que faz parte da cultura ayurvédica. É celebrada tradicionalmente na Índia. Um dos deuses mais importantes do panteão hindu. Usava cannabis, o bhang. Historicamente, essa substância Você falou da ayahuasca, por exemplo. Ela é usada tradicionalmente por muitos povos ali na Amazônia, os bonequinhos Yawanawá, essas substâncias do peiote. Carlos Castanheda Falando disso desde sempre. Na década de 70, 60.

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Desconhecido

Lá, os Beatles na Lucy ainda Sky, o Diamond falando do LSD. Então essas substâncias parece que elas estão entranhadas com a história da humanidade. E recentemente elas foram criminalizadas e demonizadas de uma forma que a gente criou um desnível em pessoas boas, tipo, por incrível que pareça, também fumam e bebem bebidas alcoólicas, o que não é considerado droga.

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Desconhecido

E pessoas que são ruins, criminosas, tal e tal, que usam, que se drogam, essas pessoas drogadas por aí. Então, eu acho que é importante as pessoas saberem que existe um contexto histórico para esse pensamento. Ele não veio com a humanidade. A gente na Ásia usava o ópio e os derivados dessas plantinha da trombeta, por exemplo, pra uma série de processos também religiosos e de expansão da consciência.

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Desconhecido

Eu queria que você falasse um pouquinho sobre cannabis dentro desse contexto que a gente hoje vê muita gente usando o CBD e aí tem CBD, THC. É uma enrolação, o CBD dado da onda, sabe? Tipo, se você puder, fala dois minutos de canabis. E eu queria entrar também nessa ideia de micro dosagem, porque você falou de série de serem tipo dois terapeutas, o paciente, música, condução do processo e tal e tal.

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Desconhecido

Mas também tem uma galera hoje usando, não sei se no Brasil como é que isso funciona no Brasil, mas no exterior já acontece muito de você pegar essas substâncias e usar elas em quantidades muito pequenininhas, de maneira contínua durante um período de tempo, e isso também produz efeitos interessantes no corpo. Se a pessoa está muito louca dançando numa rave, então assim começa a dar cannabis para as pessoas entenderem um pouquinho sobre o que é isso.

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Desconhecido

E depois a gente pode ir para a micro dosagem. Beleza. A canábis é usada há milhares de anos. Os primeiros relatos historicamente na China e depois ela, como todo ser humano, vai carregando para tudo que é lugar, chega na Índia e se dispersa para o vai para África. Aí faz todo esse caminho pelo mundo. Ela é uma substância que vai agir num sistema que a gente tem, que é o sistema canabinóides.

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Desconhecido

Tanto no corpo, a gente tem receptores de cannabis, tanto em células do sistema imunológico quanto no cérebro. E é um sistema partes que ele é muito incrível e está começando a ter muito estudo. Tem colégio brasileiro dizendo canabis, logia e tal, porque está começando a se entender exatamente isso. Começou a cair essas barreiras do que você falou de substância boa, substância ruim e tipo, vamos analisar essa substância e ver o que ela tem de bom que ela tem de ruim.

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Assim é a canábis. Como a maior parte das plantas e das plantas medicinais, ela tem várias substâncias químicas, várias princípios ativos que tem essa sopa de letrinhas. Então tem o CBD, o CBN, o CBG, o THC, assim como a cúrcuma, tem a curcumina em vários curcumina e a canábis tem vários canabinóides. O que está mais os dois canabinoides mais estudados é o CBD e o THC.

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Desconhecido

O CBD, onde em vários países já está em processo de legalização, já legalizou porque eles não tem um efeito psicoativo tão intenso como por exemplo o THC. Ele vai ter um efeito mais relaxante, um efeito de diminuição de ansiedade que pode melhorar o sono. Mas assim que não é pra todo mundo também. Hoje a gente sabe que a metabolização dos canabinoides varia muito de pessoa para pessoa.

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Desconhecido

Tem alguns testes até genéticos para você entender porque, por exemplo, o CBD tem pessoas que tomam e melhora o sono, mas tem pessoas que se tornam CBD depois das 17h00, ficam mais agitadas. Uau! Então existe essa diferenciação. Por isso tem gente que, sei lá, vai para os Estados Unidos ou vai para a Europa, compra, começa a experimentar porque ouviu falar que alguém melhorou o sono, que melhorou isso, que aquilo e a pessoa fala nossa, mas para mim está sendo tudo diferente.

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Desconhecido

Por que está sendo diferente? Por causa das enzimas que metaboliza e degradam os canabinoides? Pela sensibilidade de receptor de canabinoides. Então, assim, canábis é um negócio que vai variar muito os efeitos dele. Mas o que a gente tem é isso. CBD Principalmente para doenças como epilepsia e esclerose múltipla, já tem um nível, um ar de evidência, de melhora de sintomas, alguns tipos de epilepsia mais do que outros, esclerose múltipla a redução de espasticidade, principalmente, que é quando a perna os membros ficam muito rígidos e causam muita dor.

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Desconhecido

A canabis, o CBD nível um, a de redução desse espaço cidade e todo o resto está em jogo, está sendo estudado. Então estão estudando canábis para Parkinson, para Alzheimer, para a dor crônica. Então assim está uma gama de estudos rolando para a insônia também. Muitas pessoas que se referem e é isso. A gente está meio que dando uma engatinhando ainda.

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Desconhecido

Eu vejo que assim, essa questão da canábis no logia ela publicações estão crescendo cada vez mais, o que é muito difícil os estudos da canábis para a gente, essa variação genética, O que eu vejo que eu tenho uma crítica da nossa metodologia científica, é que a gente faz a medicina baseada em evidência. Mas para mim, a medicina baseada em boiada, porque tenta colocar todo mundo na mesma caixinha e o efeito das substâncias ser igual para todo mundo, algo que o Ayurveda já via que não faz o menor sentido.

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Desconhecido

A gente tem que tentar discriminar melhor o grupo de pessoas que vão receber essa substância. Então, mas carece muitos estudos. Mas é isso. Eu acho que o que a gente tem de uma área densa de canábis e epilepsia, esclerose múltipla e todo o resto está em jogo aí e tem estudos interessantes mostrando benefícios para algumas pessoas, para algumas patologias.

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Desconhecido

Isso aí que está falando tudo é dentro do guarda chuva do CBD especificamente, porque eu acho que tem uma, tem uma confusão. Eu tenho uma amiga, por exemplo, na Alemanha, que ela colocaram um amigo meu, me deu uns ursinhos e falou que por isso aqui é CBD. E aí eu ia dormir tranquila. Aí eu tomei um ursinho e fiquei muito louca.

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Desconhecido

Matheus Aí depois ela foi olhar o que tinha dentro do ursinho. E não era só CBD. Então se você puder dar uma pincelada também no que é o THC, porque eu acho que as pessoas falam cannabis, não maconha, maconheiro, traficante. Tem uma galera que vai para salinha, tem um pessoal que pensa CBD é relaxante, esquece que tem outras coisas, podem ter ali no meio.

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A pessoa está passando lá em Amsterdã e aí compra qualquer coisa e depois não sabe qual o efeito que pode ter, né? Então são coisas muito diferentes. Acho que isso você está falando tem mais a ver com os estudos de CBD e eu queria que você pincelar um pouquinho o THC só pra o pessoal saber que tem uma diferença.

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Então é isso, pessoal, o CBD é um tipo de canabinoides, ele é o que tem mais estudos, mas tem os outros canabinoides, o THC é o segundo mais estudado. Ele é muito usado e tem um nível de evidência muito bom, por exemplo, para doenças oncológicas, porque o THC é aquele que abre o apetite. A famosa larica. Então o paciente oncológico geralmente vai ter anorexia, vai ter dificuldade de comer, então o THC vai ajudar o THC também é muito interessante para a modulação de dor.

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Então o paciente oncológico também acaba sendo um alvo das pesquisas e não é feito. Muito interessante, o THC é um dos que também está relacionado com melhora do padrão do sono, né? Mas o THC aqui dentro dos canabinóides é o que vai ter um efeito mais psicoativo. Então pras pessoas que fumam maconha pela alteração da consciência, é o THC que vai gerar esse efeito.

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É o que a gente vê hoje, por exemplo.

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São plantas as pessoas que consomem as flores, as plantas inalam. São plantas que são muito ricas em THC e muito baixas em CBD. Por isso que muitas vezes a pessoa entra num estado de muita excitabilidade e aí começa a ter esses sintomas de boca seca, olho seco e muita agitação. Se as plantas tiverem um equilíbrio com CBD, muitas vezes esse efeito é um pouco menor que o CBD, o THC eles eles vão ter efeitos concomitantes e aí não dá um efeito tão intenso.

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Por isso que hoje, nas prescrições e isso, você consegue prescrever óleos medicinais com CBD e pouquíssimo THC, THC com menos CBD e óleos híbridos, que tem um equilíbrio de um para um, cinco para um de CBD THC. Então o THC é esse que vai dar mais desse efeito psicoativo, Mais fome, redução de dor, redução e hoje também estudando para processos inflamatórios e outros canabinoides menores, menos estudados, mas que estão ali com potencial de crescimento.

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E o CBG e o CPN CPN mais para processos de sono e uma metabolização do CBD e o CBG por seus efeitos anti-inflamatórios. Mais ainda, tudo in vitro, tudo pequenininho, os estudos, mas que estão crescendo. Maravilhoso! Obrigado Ric. Eu queria saber também sobre isso que falando de ayahuasca, muitas pessoas não sabem nem o que é e outras pensam que você vai ter que ir para um ritual e aí tomar aquele negócio verde, aí vomitar, passar mal pra caramba.

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Aí o negócio do cogumelo. Tem um pessoal que vai ficar muito. Acho que vai ficar muito louco numa rave na Alemanha, mas tem esse rolê primeiro dos que você falou que é utilizar essas substâncias em ambiente clinicamente controlado, o que eu acho que é fenomenal, assim tipo, a gente poder estudar e experimentar, entender melhor como fazer isso. Mas eu também vejo que hoje em dia tem cada vez mais uma caminhada na direção dessa coisa da micro dosagem, micro dosagem de psilocibina, até micro dosagem de ayahuasca, CBD, essas coisas todas.

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Então comenta por favor o que que é esse negócio da micro dosagem e qual é a diferença? Imagina que eu sou um paciente e aí eu chego pra você e falo o Ricardo cara, eu quero experimentar essa água da psilocibina que ouvi falar que é bom pra caramba e vai me ajudar. Me dá um desbloqueado aqui em algum caminho neural, Como é que eu decido se eu deveria ir pra uma clínica fazer como você falou lá, os três sessões que mudam a vida da pessoa com o princípio ativo do MDM, ou se é melhor eu fazer micro dosagem.

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Qual é o raciocínio clínico por detrás disso? Então, pelos estudos também, Tudo engatinhando nessa relação de macro dose, micro dose que a gente chama então a macro dose. E essas que tem muitos estudos mostrando que o uso pontual pode fazer esse shift e essa mudança do padrão da doença e a micro dose também está começando a ter estudos.

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Geralmente as micro doses são doses 10 a 20 vezes menor que a dose que se usa no consultório. Vai ter uma alteração muito significativa da consciência. Então são doses que geralmente não muda. A percepção não vai mudar percepções visuais, auditivas, sensoriais, táteis nem nada sensorial e que elas geralmente vão trazer uma sensação de bem estar. Geralmente vai trazer uma capacidade de observação dos problemas com uma perspectiva diferente.

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Por quê? Porque essas substâncias Elas agem nessa rede padrão que eu falei de funcionamento, de forma ou network. Então ela vai fazer com que a sua agenda aumente sua rota de pensamento. É muito comum você cair sempre a mesma rota de pensamento. Se você é uma pessoa muito preocupada com boletos, você vai sempre pensar muito, muitas horas do seu dia sobre isso.

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Se a preocupação com os filhos, se é preocupação com o meio ambiente, você tende a entrar muito nessas rotas. E quando você usa uma substância que vai mudar um pouco o padrão de funcionamento dessa área que a gente chama de uma área de neuroticismo, você vai começar a ter fluxos de pensamento um pouco diferentes. Outro benefício do uso da dessas substâncias é que elas aumentam serotonina.

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Então, muitas vezes o que acontece? A gente tem uma tendência a ser muito insatisfeito com a nossa vida. A gente tem um padrão, vai ter mais coisas da nossa vida, porque se eu gosto de viajar, eu queria viajar mais, porque se eu gozo do trabalho, eu precisava evoluir no trabalho. Se eu não gosto, trabalho, precisava trabalhar menos. E a gente tem uma tendência a não se satisfazer.

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Por isso que eu acho que a gente criou um mundo que está sendo destruído, porque a gente tem uma dificuldade de ter satisfação. E a serotonina é um neurotransmissor que traz satisfação. Especificamente, essas substâncias agem nos receptores de cinco HT dois. Ah, é um receptor específico de serotonina e que ele traz essa sensação de mais satisfação, de mais relaxamento e que muitas vezes também vai gerar um efeito de neuroplasticidade e vai melhorar a comunicação entre os neurônios por novas vias, novas conexões dos neurônios.

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Porque é isso. A gente sabe que neurônio dificilmente se reproduz como uma célula da pele, mas o que acontece? Eles formam mais conexões, diferentes conexões, e isso faz com que a gente tenha outras. Outra forma de enxergar as coisas, outra forma de se relacionar com as coisas, né? Então, acho que a micro dosagem ela é interessante. Aqui não se prescreve, tá liberado.

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Por exemplo, em alguns lugares, como nove Estados Unidos, na Austrália e tudo mais, estão em processo de legalização. Essas substâncias, esses protocolos. Mas o que eu acho interessante da micro dosagem e se a pessoa nunca fez o uso da substância, tem interesse, mas tem medo, mas começa com o tempo de micro dosagem, geralmente as micro dosagens, os protocolos e usar um dia sim um não e assim dois não tem toda uma orientação caso a caso e pra depois talvez fazer uma macro dose.

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Ou a pessoa faz uma macro dose, uma dose grande em que ela tem e atinge benefícios quando ela se ela começa a perceber que ela não está sustentando os benefícios. Muitas pessoas orientam esse uso de como micro dosagem, mas isso ainda tudo em estudos, principalmente Estados Unidos, Império College de Londres, Austrália, tem grandes centros que estão fazendo essas pesquisas aqui no Brasil.

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A Unifesp estuda bastante ayahuasca, tem estudos já também. Com isso ela sabe o cogumelo para dependência química lá no Instituto Cérebro, no Rio Grande do Norte. Também bastante estudo com ayahuasca. Então assim, isso tudo não. Você não vai conseguir chegar no médico e receber uma prescrição porque ainda não é proibido. Mas os estudos estão rolando. Vamos ver. E quando a pessoa toma uma micro dose, por exemplo, ela é isso.

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E durante um tempo são tantas sessões que nem você falou da macro dose ou é uma coisa de uso contínuo, tipo assim, porque assim, remédio mesmo, a gente está acostumado com a ideia de uso contínuo. Se você o paciente chega com colesterol alto, o cardiologista passa para ele um remédio para baixar o colesterol e a pessoa faz a tomar esse negócio para sempre.

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Essa não tem nenhuma dúvida de que vai ficar tomando. Eu tenho um monte de paciente gastrite que fala Mateus é para escrever um parasol e eu estou tomando o parasol há anos. Eu falo mas como você vai parar? Não vou parar nunca. Vou tomar o parasol para sempre. A gente meio que desistiu do tipo assim que sonegou. Não tem cura mesmo, né?

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Então a pessoa vai ser medicada para sempre. A nossa perspectiva não é muito diferente a respeito, principalmente desses dois exemplos que eu dei do colesterol alto e da questão gastrite. Quando a gente fala de micro dosagem desses dessas substâncias, isso também é de uso contínuo para sempre. Ou a pessoa tem uma expectativa de que ela vai usar durante um tempo e ela não vai mais precisar?

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Com base no que a gente sabe hoje, que ainda é limitado. Sim, eu acho que é interessante a gente pensar que todo o uso dessas substâncias elas são para dar um tempo para a gente conseguir se reorganizar, seja no estilo de vida, seja nas nossas relações, seja passar por um período difícil, sei lá, de mestrado, doutorado ou algum momento mais pesado do trabalho.

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O que eu vejo do uso dessas substâncias é na micro dosagem. Ela tem que ter data de validade, né? Acho que vai depender de perfil genético, de histórico familiar. Se a pessoa tem pai e mãe com depressão grave, ela tem uma genética para depressão muito intensa. Ela já teve três quadros de depressão muito grave. Pode ser que ela tenha mais dificuldade em reduzir o uso, mas eu acho que isso é muito variado.

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Mas a intenção é sempre reduzir e parar o uso da substância. No aspecto religioso, o que a gente tem é que, por exemplo, ayahuasca tem o uso tradicional nas tribos indígenas. Tem algumas religiões que saíram de dentro das tribos e teve um sincretismo ali com o cristianismo, com o Espiritismo, que tem o Santo Daime, a união do vegetal, a barquinha em que eles fazem uso dessas substâncias.

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Por exemplo, a cada 15 dias eles tem uma frequência, um calendário do uso consagrado, considerando essa substância sagrada, essa substância ayahuasca. Para quem não sabe, ela é liberada no Brasil, tem dentro do nosso, da legislação, mas exatamente só para uso espiritual. Só com o uso religioso você não pode fazer uso dessa substância ainda, como para tratar nada. Ela tem essa visão ainda dentro da lei, como uso espiritual, e muitas pessoas usam como mecanismo de conexão com Deus e para se aprimorar como pessoa.

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Então elas falam poxa, quando eu uso essa substância, eu consigo, consigo me ver numa perspectiva diferente e por exemplo, a relação que eu tenho com uma pessoas lá, os relacionamento afetivo, pai mãe, ela vai ter uma outra perspectiva e vai falar assim Cara, olha que interessante esse ponto de vista que eu nunca tinha tido, porque e hoje a gente neuro com a neurociência comprova que é áreas cerebrais que muitas vezes não se comunicam quando a gente está no estado ordinário da consciência que a gente fala com o uso dessas substâncias, diversas áreas que não se comunicam, começa quando se comunica muito e é associado com o que eles chamam nesse processo religioso de miração, que

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são esses processos de visões mesmo, a pessoa começa a ter um processo de rever as questões da vida, de olhar o mundo de outra perspectiva. É que eles percebem que é um fenômeno muito curativo, né? Tem a questão também, muitas vezes de efeitos gastrointestinais, principalmente de náusea, vômito, diarreia que as pessoas falam nossa, porque a pessoa falou que passou muito mal?

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Sim, o processo ocorre também porque são alcalóides que são muito imitativos. Geralmente, né? Principalmente da ayahuasca para o sistema digestivo. Mas muitas vezes o benefício da experiência espiritual e as consequências que isso gera após o uso da substância, mesmo sem continuar o uso da substância, muitas vezes é mantido. Tem um estudo de Harvard que eu acho incrível assim, que é muito antigo e que mostrou pegaram grupos de estudantes de teologia e deram cogumelo para um grupo desses estudantes e o outro grupo não, não usou nada.

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Foi o grupo Controle. Eles foram para uma missa de Páscoa até os mutantes de teologia, tomando uma substância que muda o estado de consciência numa missa, numa das missas mais em coro, saída da Igreja Católica. E pegaram depois esses, esses estudantes e perguntarem aí como foi? Eles falaram, A maior parte respondeu A minha relação com Deus e com Jesus mudou significativamente após a experiência.

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Depois o Rick Doblin, que é esse que é o presidente da Maps, que essa organização que estuda lá, transtorno de estresse pós traumático, veteranos de guerra. Ele foi estudar esses e foi avaliar esses estudantes. Depois de muitos anos, acho que foi 20 ou 30 anos depois. E ele perguntou E aí, você que foi daquele grupo que tomou uma substância e foi para a missa de Páscoa como que para você hoje?

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A experiência ali de 20, 30 anos atrás e os teólogos falaram aquela experiência mudou a minha percepção, Minha relação e percepção de Deus e Jesus até hoje. Então, o que é muito interessante dessas substâncias e eu acho que usando, seja de micro ou de macro dose, o importante é você se abrir a mente de novo e você se abrir para o que vai chegar e sustentar e aprender com o que essa substância está mostrando.

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Porque a gente sabe que nosso cérebro não. Dentro da linha cognitivo comportamental, tal quanto mais você estimula alguma via, algum aprendizado, mais você vai aprender. Acho que aprender uma língua você vai sentar em uma aula e aprender. Não. Você tem que ouvir, falar, ouvir, falar, estimular para aquilo se consolidar no cérebro, qualquer habilidade motora. Tudo vai depender. Então, o que eu acho muito interessante do uso dessas substâncias é que você vai usar.

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Ela vai te abrir uma percepção, uma percepção, uma percepção, uma perspectiva diferente sobre alguma coisa. Aprende aquilo, relembre aquilo com frequência. Não é assim? Ah, porque eu tive nós, eu tive uma visão de uma coisa, mas foi quando eu estava, porque eu tomei essa distância não chega e fala cara, que interessante isso que apareceu para mim, às vezes de forma simbólica, porque também os psicodélicos são vistos como substâncias que trazem como se fosse uma experiência onírica, como se você estivesse sonhando acordado.

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E hoje a gente sabe desde Freud, a importância do sonho para o tratamento. Então, por isso que dentro dos protocolos existem as sessões preparatórias de você conversar com o terapeuta antes de tomar a substância para você, para você se conectar e para o terapeuta entender um pouco do seu processo, do seu processo de adoecimento. A sessão com a substância e depois sessões que a gente chama de sessão de integração.

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Como trazer essa experiência e consolidar ela na sua vida? Como pegar toda essa experiência positiva e você não fala assim Ah, eu estava sonhando. Foi uma viagem, Não? O que você viu concretiza aquilo. Se você percebe, se percebeu um nível de conexão e de amor maior pela sua família, se concretiza, concretize. Isso. Às vezes concretiza isso se relacionando mais com a sua família, se conectando mais daquela perspectiva.

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Tenta relembrar que é um dos termos em pali de meditação e lembrar se, né? Então assim relembra aquilo que você sentiu e se conecta ali com o seu familiar, com a sua pessoa, com a pessoa que você se relaciona com seus alunos, nos com as pessoas, no seu trabalho, sei lá, Pega aquilo e fortaleça, porque às vezes essa essa rede neural que eu tô criando, mas que pode ser através disso, essa rede neural que começou a ser criada na experiência psicodélica, você fortalece no seu dia a dia como meditação, como um novo condicionamento de como ver a vida.

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Então, acho que esse é um caminho maravilhoso que vai ajudar você a ter o benefício da substância depois, sem ter que ficar usando tanto a substância, é errado usar. Sei que cada um vai usar na quantidade e frequência que achar que precisa, mas como é uma substância e ela não causa dependência porque ela não age em sistemas dopamina médicos, mas tem gente que acaba tendo uma dependência psicológica dessas substâncias.

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Eu vejo que a pessoa precisa tomar o negócio ali porque? Porque ela não está conseguindo trazer aquilo pra vida e sustentar aquilo na vida. Eu acho que é importante a gente ter essa consciência e essa, esse mecanismo de funcionamento com essa substância. Eu acho que com tudo, né? Acho que o ser humano passa altos níveis de stress e algumas tomam essas substâncias, outras tomam álcool, outras tomam café, outros comem açúcar.

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Mas todo mundo busca amortecer ou faz esse caos até lesão de tanto fazer exercício. Acho que a gente tem que se relacionar bem com tudo e todos. E essas substâncias são mais umas, mais alguma linha de substâncias, mas que assim Ah, Ricardo Rio E é o vício, a dependência. Os psicodélicos não tem esse caso porque eles não estão relacionados ao uso do minério da via dopamina.

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E tem muitos comentários aqui na gente, no Instagram, no YouTube das pessoas falam da experiência delas com essas substâncias. Algumas pessoas falam que mudou a vida, que foi incrível, outras falando que passaram super mal e acharam péssimo. Tem uma pessoa falando que comprou na internet micro doses e foi péssimo, Piorou a ansiedade, piorou a irritação. E aí eu acho que é importante dizer ah, não comprem essas coisas na internet, porque ser você tem que ter algum tipo de controle.

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Isso aí tem que passar esse que é o benefício. De repente ter uma indústria farmacêutica bem regulada. Às vezes a gente senta o pau na indústria farmacêutica, mas a indústria farmacêutica, quando ela é bem regulada, tem os processos de produção adequados. Você não está comprando um troço que foi feito no quarto de um adolescente que misturou urina dentro do troço que depois, passando mal em casa.

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E eu acho que você falou um negócio que é muito importante, que é. Muitas vezes na nossa vida a gente vai criando caminhos de comportamento, de raciocínio e existe uma dificuldade muito grande de desviar desses caminhos de entendimento. Pensa numa pessoa que tem uma crença muito dura e que você conversa com ela sobre uma coisa que ela não acredita.

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E ela é firme naquilo, não tem plasticidade de pensar assim. Há o que eu acredito e é possível, Mas você acredita também é possível. Quer dizer, não. O que eu acredito é o que é e o que o resto das pessoas acreditam. Bando de babona. Não existe, é baboseira. As pessoas ficam muito rígidas de comportamento e de mentalidade.

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Eu acho que sair da sua zona normal de operação já meio que faz um alongamento e um ioga para a mente, para a perspectiva. Alex Ronaldo que ele é escalador livre, né? Então é um cara.

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Que travou de doenças.

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Acho feio. No meio da roça tem gente.

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Vocês no Instagram ainda estão comigo ou eu também caio no Instagram? Eu caí no YouTube.

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Não sei se o Ricardo ainda tá tipo com a Francine falando. Então o pessoal Matheus caiu. Vamos aguardar para ver se como que vai rolar por aqui a fora. Estamos aqui e estamos aqui. O Rick, você falou no Instagram também, estamos ouvindo. Voltou para mim. Está tudo travado. Vamos ver. Ricardo, Se você está falando isso ou eu tô, pode mandar brasa, porque é.

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Ei, gente, eu só te ouvimos, eu tô na roça, a Lapinha. E aí? O Matheus voltando, eu vou dar um refresh. Isso aqui, correndo o risco de não vamos ver de casos como o YouTube de caso tá no YouTube, então manda brasa, vai mandar brasa. Não que Matheus de volta para o fogo no Instagram. Temos opiniões diversas, Tá bom?

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Desconhecido

Bom, como tá tudo travado para vocês saberem, o bom é que já deu uma fora também, então o Ricardo vai continuar esse papo, já que travou e eu vou pedir para ele falar também sobre inspiração e inspiração do Trópico. Não, não cobrir na Live que travou tudo. Mas vou pedir para ele continuar esse papo na nossa aula do curso, entendeu?

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Tá, então se você está na nossa comunidade hoje, 07h00 da noite, São Miguel tem algo bem central pra você. Se você ainda não. Bom, Matheus falou para eu continuar aqui. Então vamos lá.

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O que acontece? Essa mudança de estado de consciência pode ser feito também por respiração, que é o que o Matheus estava falando. A respiração isotrópica. Ela é uma técnica de respiração que ela chega a gerar alteração do estado da consciência. Então essas técnicas foram oriundas ali das técnicas do yoga, mas foram praticadas por diversas tipos de pessoas. Para quem compilou depois esses estudos e um psiquiatra chamado Stanislav Grof.

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Desconhecido

E ele desenvolveu uma técnica também com sete adequado, com todo um sistema preparatório de integração da experiência e que o processo ocorre ao invés do uso de uma substância psicodélica com a respiração, né? E aí a pessoa fazendo uma respiração geralmente mais forte, mais em tempo.

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Mais maior.

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Desconhecido

O. Seu.

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