¶ Intro / Opening
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o Bate-Papo número 988. Estamos gravando uma live no YouTube do PetJournal, são exatamente 21 horas e 18 minutos da quinta-feira, 11 de dezembro de 2025. Cá está a duplo de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tanguy, ou Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e tarifado. Segue tarifado o professor Bagdadi, mas com bem menos tarifas do que no início do processo. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Pagdad? Tudo bem? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para mais um bate-papo. Esse bate-papo 988 dessa noite de quinta-feira. Hoje é quinta-feira. É quinta-feira. Sejam muito bem-vindos, Daniel Souza, deixo as boas-vindas também a todo mundo que acompanha a gente, qualquer modal que você queira, pode ser no podcast, pode ser no YouTube, prazer ter vocês aqui com a gente, vocês todos aqui com a gente.
¶ Ameaça dos EUA à Venezuela e Mediação Brasileira
E Daniel, o tema inescapável dessas semanas agora é mais uma vez a Venezuela. A gente está tendo, de fato, uma elevação das tensões. Aliás, eu tenho feito esse alerta. Ao longo das últimas semanas eu estou com a impressão de que os Estados Unidos estão preparando terreno para algo mais agressivo com relação à Venezuela. Não dá para saber o que ainda, não dá para saber quando, mas me parece que é um processo que a gente já conhece.
E hoje nós tivemos mais uma informação, Daniel, que foi divulgada pela Reuters, citando a Reuters seis fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos. São fontes anônimas, então, claro, de novo, a gente não tem confirmação e tal.
Mas normalmente essas fontes anônimas conduzem a gente para um lugar que se confirma. Sempre que a gente cita aqui, a gente vai ver e depois a coisa estava certa, era aquilo mesmo. E segundo essas seis fontes... mencionadas pela Reuters, trazidas à tona pela Reuters, os Estados Unidos estão prontos para novas apreensões de petroleiros venezuelanos e que o objetivo seria o sufocamento econômico da Venezuela.
A Venezuela, Daniel, tem, a gente vem falando isso aqui ao longo das últimas semanas, as maiores reservas do mundo de petróleo. Maior do que a Arábia Saudita? Maior do que a Arábia Saudita. A Arábia Saudita é muito diferencial porque produzir lá é muito barato.
Na Venezuela não é tão barato assim, é um pouco mais caro o processo de extração do petróleo e produção, mas em termos de volume a Venezuela é um negócio inacreditável e naturalmente é muito importante para o... para a economia venezuelana, para o PIB venezuelano, para o governo venezuelano, e que o objetivo dos Estados Unidos seria gerar um sufocamento econômico do governo de Nicolás Maduro.
A apreensão do navio do petroleiro Skipper, que a gente trouxe no episódio de ontem, o nome do navio é Skipper, fez com que, inclusive, uma empresa, pelo menos uma, a gente não tem informações de outras ainda, mas pelo menos uma empresa... tenha suspendido as viagens de três dos seus petroleiros que estavam já repletos de petróleo. O medo é óbvio, Daniel, de apreensão. Eu tenho um petroleiro caríssimo, gigantesco, lotado de petróleo até o talo.
um investimento grande e tal, e de repente tem os Estados Unidos dando a entender, quer dizer, já tendo feito uma apreensão e dando a entender que novas apreensões, novas prisões de navios, petroleiros podem acontecer. a empresa começa a falar, cara, eu vou segurar aqui para ver o que vai dar. Não posso perder um petroleiro assim, até você conseguir reaver, até você acionar seguro. Imagina a quantidade de consequências que isso traz, né, Daniel? A gente está colocando...
meio que de fora do mercado, um país muito importante, vai fazer disparar o preço de seguro, por exemplo. Quem é que vai querer segurar um navio que pode ser apreendido pela maior potência do planeta a qualquer momento? É um cenário muito difícil, isso aqui eu falei no episódio de ontem e quero repetir, isso para muitos países já seriam casos belli. Casos belli é aquele que justifica uma guerra, já é uma declaração de guerra praticamente.
ainda mais para um país que depende de petróleo tanto quanto a Venezuela. E nesse cenário, Daniel, a gente teve também uma informação extraoficial, essa informação, a gente tem acesso à informação, mas não exatamente à fonte. de que na semana passada, depois de Trump e Maduro se falarem por telefone, tivemos também uma conversa telefônica entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e Nicolás Maduro.
Isso foi confirmado por fontes oficiais, a gente não sabe exatamente o dia, mas essa conversa aconteceu. Importante notar, Daniel, que essa foi a primeira conversa mais amistosa entre os dois. desde as eleições que aconteceram em julho do ano passado na Venezuela. Quero lembrar que as eleições aconteceram, o Brasil teve, inclusive, um observador na Venezuela, que foi o Celso Amorim, o Brasil pediu que as atas de votação fossem divulgadas.
o governo venezuelano não divulgou e isso levou, portanto, a um grande estremecimento. Então, desde então, a gente não tem nenhuma conversa mais amistosa ou, enfim, mais de maior proximidade entre o Lula e o Maduro. E eles se falaram na semana passada muito com a ideia do Brasil se oferecer como um possível mediador. Foi uma conversa tida como simpática, uma sinalização positiva do que pode acontecer.
mas é obviamente uma preocupação bastante grande que o Brasil tem com relação a uma possível escalada de tensões ainda maior entre os Estados Unidos e a Venezuela. Aliás, inclusive, com a informação de que, de fato, Nicolás Maduro estava pronto para deixar a Venezuela algumas semanas atrás, só que ele queria algumas garantias que os Estados Unidos se negaram a oferecer.
Vamos ver, Daniel, mas assim, eu tô sentindo um cheirinho meio estranho, oriundo da Venezuela, sabe, sei lá, o que pode acontecer, como é que os Estados Unidos podem agir naquela parte do mundo, e sim, é algo muito preocupante para o Brasil, Daniel.
¶ Ascensão da Grécia no Eurogrupo
Tanguy, o Kiriakos Pirrakakis, ministro das finanças da Grécia. Eu não entendi, desculpa, eu não entendi o nome dele. Como é que é o nome dele, por favor? Kiriakos Pirrakakis. Pirrakakis, perfeito, tá bom. Tá bom? Ele é o ministro das finanças da Grécia e foi eleito presidente do Eurogrupo derrotando o candidato da Bélgica, o ministro das finanças da Bélgica.
O Eurogrupo reúne os ministros das finanças da zona do euro e define diretrizes para a política econômica. Veja você, temos agora o ministro grego. definindo essas diretrizes, ou melhor, liderando a definição dessas diretrizes. Essa instância foi criada em 1997, e agora nós teremos, a partir de janeiro de 2026, 21 países na zona do euro. com a entrada da Bulgária. A escolha simboliza a transformação econômica que a Grécia experimentou na última década, um país que acabou enfrentando
Três resgates entre 2010 e 2015 esteve à beira de sair da zona do euro e que hoje tem indicadores econômicos bastante sólidos. Tem um crescimento acima de 2%. tem a maior taxa de investimento em proporção do PIB da zona do euro, tem superávit fiscal, tem uma dívida pública ainda alta, mas em declínio, e a eleição... foi chamada de um momento simbólico pela Comissão Europeia, destacando o retorno da confiança na economia grega. O ministro das Finanças da Grécia tem 42 anos.
e também representará o bloco no G7 e conduzirá a agenda mensal das reuniões. Líderes europeus afirmaram que a escolha reflete o longo caminho percorrido pela Grécia. E antes de assumir as finanças, ele liderou a transformação digital do estágio do grego entre 2019 e 2023. período de recuperação pós-crise da dívida, recuperação digital, inclusive, que teve impactos importantes em ganhos de produtividade e, consequentemente, aceleração do crescimento.
da economia grega. Quem diria, Tanguy, temos agora em 2025 a Grécia, sim, a Grécia, coordenando os esforços e as diretrizes de política econômica. e defendendo, veja você, mais austeridade. E defendendo mais austeridade, particularmente, daqueles países que cobravam austeridade da Grécia.
há pouco mais de uma década atrás. Uma Grécia que cobra a austeridade da Alemanha, uma Grécia que cobra a austeridade da França, cobra a austeridade da Finlândia. Então, estamos falando aí... de uma Grécia que ressurgiu e que, sem dúvida alguma, vai exercer um papel de liderança e com um simbolismo muito forte dentro da zona do euro a partir de agora.
Pois é, Daniel. E a gente tem esses países que cobraram tanto a Grécia, merecendo ser cobrados. De fato, estão muito acima do endividamento pedido. E realmente não deixa de ser uma grande ironia ter exatamente um grego fazendo essa cobrança. Daniel Souza, eu queria deixar aqui um recado para os nossos ouvintes, porque a gente está no dia 11 e a gente tem mais alguns poucos dias de promoção da Alura, que é a nossa parceira, que é a maior escola de tecnologia do Brasil.
A gente está com um cupom, Daniel, que está dando 20% de desconto em todos os planos da Alura. E aí, Daniel, é aquela coisa, né? Qual é o seu plano para o ano que vem? Se o seu plano para o ano que vem envolve tecnologia... envolve se capacitar melhor com tecnologia, começar a trabalhar com tecnologia, se aprofundar num eventual trabalho de tecnologia, ou então passar a atuar numa área correlata à tecnologia. A alura não é importante para você, não. Ela é fundamental, ela é essencial.
ela é quem vai te oferecer os melhores cursos, uma infinidade de cursos, aliás, os melhores cursos para você ter tudo o que você precisa para poder atuar na área da tecnologia. Inclusive... Eu sei que tem muita gente que quer trabalhar na área de tecnologia, mas às vezes precisa de um certo direcionamento. Caramba, eu não sei para onde ir, eu não sei no que apostar, no que investir, o que eu faço com o meu tempo. A Alura tem 22 carreiras.
que ela te dá o passo a passo de onde você tem que sair, aonde você tem que chegar, quais são os cursos que você pode fazer, quais são as capacitações que você pode buscar. inclusive com planos de 24 meses que se tornam ainda mais acessíveis, com preço ainda mais competitivo. Não perde essa oportunidade, não. O link está na descrição desse episódio com o cupom só, só para os ouvintes do Petit Jornal de 20% de desconto. Dá uma olhada lá.
Gente, a plataforma da Alura é muito boa, vale muito a pena conhecer. Uma grande quantidade de cursos nos mais diferentes níveis de conhecimento na área de tecnologia. Uma temática incontornável para qualquer profissional, para qualquer área de atuação. Vai lá. Ainda mais com essas condições especialíssimas para os amigos e amigas do Petit Jornal. Link no descritivo desse episódio. Daniel Souza, você falou agora um pouquinho sobre o Neuropeia. Eu quero trazer também...
¶ Tensões Polônia-Hungria na União Europeia
Treta na União Europeia, mas ali para o lado do leste europeu. Só para trazer aqui o contexto, a gente está tendo uma crise que está se aprofundando entre Polônia e Hungria. O estopim dessa crise se deu a partir do momento em que dois ex-funcionários poloneses, aí o nome é complicadíssimo de falar, mas um deles é o Gbigniew Ziobro,
É isso. E outro é o Marcin. Eu gostei do nome dele, tá, Daniel? Marcin. Marcin Romanovski. Então eles são dois altos funcionários poloneses que foram acusados, na verdade, de desvios. e formação de organização criminosa na Polônia e foram para a Hungria. E a Hungria está vendo a possibilidade de conceder asilo para os dois. Um deles, inclusive, que é o Ziobro,
ele foi recebido recentemente por ninguém menos que Viktor Orban. Ele foi lá, visitou Viktor Orban, Viktor Orban recebeu o cara e tal, com maior pompa e circunstância, o que, obviamente, Daniel, foi interpretado pela Polônia como uma provocação. Pô, esses caras estão acusados aqui... no nosso país de desvio e formação de organização criminosa, e eles vão para um outro país também da União Europeia e vão ter proteção lá por parte da Hungria.
Quem não se acusou, Daniel, e é claramente, quem não se segurou, foi o ministro da Justiça da Polônia, que é o Waldemar Zurek. Nessa nossa história aqui, Daniel, tem o Marcin e tem o Waldemar, tá? Isso aqui poderia ser perfeitamente uma história brasileira. Mas o ministro da Justiça da Polônia, o Waldemar Zurek, disse que o premier húngaro, o Viktor Orbán, hoje...
está mais próximo de Moscou do que de Bruxelas. Ah, não pode ser. Não pode ser. Ele descobriu isso sozinho. Sozinho, sozinho ele descobriu isso. A impressão que eu fiquei não é que ele descobriu. É que ele estava querendo falar isso já tinha um tempo. E que agora, Daniel, ele resolveu desabafar. Ele resolveu falar o que estava no coração dele. Já tinha muito tempo com aquela hashtag, pronto, falei. Que, olha, esses caras aí...
Eles não estão colaborando, eles são uma quinta coluna, eles são pró-Putin e estão aqui na União Europeia, estão na OTAN. Lembrando que quando ele fala sobre o Shell, inclusive a gente pode interpretar que a OTAN também está aí, a OTAN também tem sede. Em Bruxelas, a Hungria também é membro da OTAN e a Hungria, de fato, faz um trabalho ali que deixa o Putin muito feliz. Furban naturalmente respondeu, disse que as críticas polonesas são infundadas.
e chamou as declarações polonesas de provocatórias e injustas. Então, Daniel, a gente tem mais um cenário de crise ali no leste europeu, o que... Para a União Europeia, de uma forma geral, é muito ruim, né, Daniel? A gente tem uma União Europeia que já passa por tanta dificuldade, está enfraquecida, tem dificuldade de crescer economicamente, tem dificuldade de crescer do ponto de vista demográfico.
está ali com uma ameaça russa, a Rússia entrando na Ucrânia, a Ucrânia que tem fronteira com a Polônia e você ainda tem esse tipo de tensão entre esses dois países. Até pouco tempo atrás, aliás, a Polônia era relativamente próxima à Hungria.
inclusive nas suas críticas à própria União Europeia, nesse momento estão em lados opostos, mas temos mais uma renovação de tensões entre Polônia e Hungria. Vamos ver no que vai dar, Daniel, mas é mais um elemento aí de... uma dificuldade maior da União Europeia de gerenciar as suas questões domésticas, Daniel.
¶ Impasse Comercial EUA-Indonésia
Tanguy, na próxima pauta, eu queria repercutir um pouco uma matéria do Financial Times que destaca o risco de colapso do acordo comercial entre Estados Unidos e Indonésia. A Indonésia é um país super importante. Um gigante ali do sudeste asiático, um dos países mais populosos do mundo. E, consequentemente, esse acordo é bastante estratégico para os Estados Unidos. Estados Unidos e Indonésia assinaram em julho um acordo quadro.
com tarifas de 19%. E, desde então, Washington pressiona a Jakarta a aceitar novas exigências. É interessante registrar que esse acordo traz cláusulas que permitem... aos Estados Unidos reincidir o acordo caso a Indonésia assine pacto com países considerados prejudiciais aos interesses americanos. A pressão na prática é para que não sejam firmadas parcerias com China e Rússia na área de minerais críticos. A Indonésia tem minerais críticos e, inclusive, nos últimos anos chegou a firmar...
algumas parcerias com a China nesse segmento. Os indonésios, desde então, temem a perda de autonomia estratégica em setores essenciais e também temem... a deterioração das relações com a China e a Rússia. Existe aí realmente uma preocupação muito grande nesse sentido. Aliás, no caso da China em particular, nós tivemos... Nos últimos seis anos, um crescimento de 31% dos investimentos chineses na Indonésia. Foram mais de 35 bilhões de dólares entre 2020 e 2025.
Foram mais de 15 bilhões de dólares só em processamento de minerais críticos. A China é essencial em capital e tecnologia para esses minerais justamente que estão disponíveis. na Indonésia. No acordo comercial entre Indonésia e Estados Unidos, a Indonésia aceitou comprar 19 bilhões de dólares dos Estados Unidos a mais, incluindo 50 aeronaves da Boeing.
concordou em eliminar tarifas e regras de conteúdo local para produtos americanos, mas agora vê risco de comprometimento excessivo com o Washington, em bom português. Jakarta considera agora Tanguy que se precipitou e que acabou celebrando um acordo excessivamente favorável aos Estados Unidos e excessivamente desfavorável à Indonésia. E agora os indonésios estão amarrados nesse acordo, com medo de perder acesso ao mercado americano, com medo realmente de você ter uma reversão.
E, ao mesmo tempo, do outro lado, eles também temem uma deterioração dos seus relacionamentos com a China e com a Rússia, e particularmente com a China, país com o qual a Indonésia enxerga... relações absolutamente estratégicas. Uma vez mais, fica claro que o Brasil acabou indo relativamente bem no que diz respeito às suas negociações com os Estados Unidos.
E, uma vez mais, parece que o mundo não aprende a lidar com o Donald Trump. O Donald Trump coloca muita pressão na negociação justamente para que você celebre um acordo rápido, e celebrar um acordo rápido acaba significando... necessariamente um acordo mais favorável aos Estados Unidos e a ele, Trump, que está colocando pressão. É óbvio que existem casos e casos. Uma coisa é o México, que tem ali uma dependência umbilical com os Estados Unidos. Mais de 80% das exportações...
Há mexicanas indo em direção ao seu vizinho do norte. Mas tem outros países que poderiam ter tido um pouco mais de calma. O Brasil, muito beneficiado pela diversificação... das exportações ao longo dos últimos 20 anos, pode ter um pouco mais de calma para conseguir acordos um pouco melhores. E, uma vez mais, fica claro como países emergentes como a Indonésia, a Indonésia que, inclusive, faz parte do BRICS, acabam ficando numa situação em que o ideal...
Não é abraçar nem os Estados Unidos, nem a China, nem a Rússia, nem ninguém. É adotar ali um posicionamento de não alinhamento. E com a liberdade de um não alinhamento, você vai barganhando vantagens comerciais, financeiras, de investimento, de transferência tecnológica, etc., em diferentes situações.
¶ Apoio de Rússia e Belarus à Venezuela
Daniel Souza, eu quero voltar a falar sobre a Venezuela. Foi o nosso tema de início do nosso episódio de hoje. E eu quero trazer de novo porque Nicolás Maduro não está sozinho em Daniel Souza. Não está abandonado. Tem gente que deseja, que quer Nicolás Maduro perto de si. E dois países se destacam. Essa é a minha pauta.
minha pauta final aqui nesse episódio, que são Rússia e Belarus. Daniel, a gente teve uma sinalização por parte do presidente de Belarus, o Lukashenko. É um rapaz jovem aí, Daniel, um rapaz novo, está começando a carreira. Muito potencial ele. Presidente desde 1994. Tem uma longa trajetória pela frente ainda. E o Lukashenko, Daniel, disse que já passou da hora de Nicolás Maduro fazer uma visita a Belarus.
Ele é sempre bem-vindo em Belarus, disse Lukashenko para a agência estatal, para a agência de notícias estatal de Belarus, a Belta. Já está na hora de ele nos fazer uma visita. O Lukashenko, aliás, Daniel, recebeu... Ao longo das últimas duas semanas, o embaixador venezuelano em Moscou duas vezes. A Venezuela não tem embaixador em Minsk, na capital de Belarus, mas tem embaixador em Moscou, que é o Ressus Rafael Salazar Velásquez.
Ele já foi para Minsk duas vezes para se encontrar com o Lukashenko e os dois estão ali conversando sobre coordenações e tal. E não duvido, Daniel, que inclusive eles estejam falando sobre eventualmente um lugar, um quartinho, um apartamento, uma casinha e tal, uma dacha, como dizem os russos, para o Nicolás Maduro poder ficar em segurança caso ele seja deposto.
no futuro breve. O Kremlin, Daniel, também se manifestou e informou que Vladimir Putin telefonou para Maduro nessa quinta-feira. Ah, telefonou para Maduro no dia de hoje. reiterando apoio à política do governo Maduro voltada à proteção da soberania diante da crescente pressão externa.
Isso significa, Daniel, que Donald Trump está adotando uma lógica, sobre a qual a gente já falou várias vezes, de zona de influência. Então as Américas são a zona de influência de Donald Trump, tem um documento oficializando isso. que foi divulgado pelos Estados Unidos na sexta-feira passada, e que, portanto, a Ucrânia seria uma esfera de influência russa. É a Rússia que tem que ver lá como é que vai fazer e tal, tanto é que a proposta de paz de Donald Trump é amplamente favorável.
a Rússia. Porém, da mesma maneira que os Estados Unidos se metem no que acontece na Ucrânia, a Rússia também vai se meter no que acontece na Venezuela. Então também vou dizer que o Maduro é meu aliado, também quero ter uma certa... interlocução, eu quero ter o que falar, eu não quero que o Maduro passe por uma humilhação muito grande, é um cara que, para a estratégia global da Rússia, pode ser útil, é uma força de resistência aos Estados Unidos.
dentro da esfera de influência norte-americana, levando em consideração essa lógica mais imperial, essa lógica da zona de influência, e a gente tem, portanto, uma certa pressão por parte da dupla Lukashenko-Putin. O Lukashenko, Daniel, não faz nada sem consultar o Putin antes, estão absolutamente alinhados. E quem falou também foi a porta-voz russa, a Maria Zakharova. A Maria Zakharova, Daniel, toda vez que ela pega o microfone para falar...
Pode esperar que venha bomba. Ela é uma mulher muito vocal e muitas vezes bastante incisiva. E agora não foi diferente. Ela disse que espera que a Casa Branca evite um deslize rumo a um conflito em larga escala. de consequências imprevisíveis para todo o hemisfério ocidental. Basicamente, o que a Maria Zakharova está dizendo é que a Rússia jamais faria uma guerra que pudesse trazer estabilidades maiores. Jamais, jamais.
Mas os Estados Unidos a gente não sabe. Os Estados Unidos a gente não tem como garantir. Então, Daniel, os eslavos aí, Rússia e Belarus, abraçando Nicolás Maduro para o caso de haver uma necessidade para o futuro, Daniel.
¶ Metas Econômicas da China para 2026
Tengui, registro rapidamente que tivemos a conferência de trabalho econômico realizada ontem e hoje na China. É uma reunião do Partido Comunista para definir a agenda. E também algumas metas para o próximo ano. Os líderes chineses prometeram manter uma política fiscal ativa em 2026 para estimular o consumo e o investimento. Teremos aí uma meta de 5% para a China em 2026, 5% de crescimento do PIB. E a política monetária também deve ser expansiva.
incluindo redução de compulsório bancário e possíveis cortes na taxa de juros. Pequim reafirma o foco duplo em ampliação do consumo e do investimento, mas evita ali... uma mudança estrutural no curto prazo. Sabe, inclusive, que essa mudança estrutural não seria nem alcançável se houvesse esse desejo. Então, teremos aí uma China em 2026.
tentando estimular o crescimento econômico, particularmente o consumo e o investimento, e tentando também alcançar 5% de expansão para o seu PIB. Daniel Souza, estava fazendo a pauta hoje... E aí eu comecei a digitar as notícias, ler as notícias e tal. E eu vi que eu estava usando a fonte errada, Daniel. Agora a fonte também tem negócio de direita e de esquerda e tal. Você pode me explicar, por favor, o que está acontecendo na ex-Gelera Shakira de hoje?
¶ A Guerra das Fontes: Marco Rubio
Ah, Tanguina, ex-geleia da Shakira de hoje, temos Marco Rubio. Sim, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, está com pouca coisa para fazer. está com ociosidade no seu tempo, ele ficaria pensando o que eu vou fazer, o que eu tenho de importante. Pois bem, o secretário de Estado, Marco Rubio, resolveu anular a diretriz de 2023 do governo Biden.
que exigia o uso da fonte Calibri em documentos oficiais do Departamento de Estado. A partir de agora, houve o retorno à Times New Roman. A decisão reverte a mudança. para a fonte e restaura a preferência por fontes serifadas consideradas mais formais e legíveis. E tem mais. Rubio afirmou que a mudança de fonte feita por Biden foi uma concessão desperdiçadora aos programas de diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade. Acabou isso! Acabou, Tanguy. A partir de agora...
não nos renderemos mais essas pautas esquerdistas, comunistas que aconteciam no governo Biden. Agora não, agora nós estamos falando de um governo que se preocupa com o que realmente importa, e agora teremos a Times New Roman de volta como padrão de fonte nos documentos da Secretaria de Estado dos Estados Unidos da América, do United States of America. E ficaremos de olho.
Quem aí que tá ouvindo a gente continua usando fonte calibre, hein? Vamos ficar de olho pra saber se vocês são comunistas, né? Vai entregar trabalho aí na faculdade, fazer aquele relatório no trabalho. Se não for Times New Roman, a gente vai saber quais são suas inclinações políticas. Estejam avisados. Daniel Soda, dessa maneira, a gente chega ao fim do nosso episódio. Esse foi o último bate-papo da semana. Na semana que vem, a gente volta com mais...
Bate-papa, aliás, amanhã tem episódio do Petit Jornal ainda, né? Na sexta-feira de manhã, como sempre, a gente tem o Petit Invest. Eu deixo aqui um super agradecimento a todo mundo que nos acompanha, todo mundo que está junto com a gente ao longo da semana.
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Fica aqui o nosso agradecimento a todos os apoiadores do Petional, todos vocês que ajudam a manter esse projeto de pé. Fica o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Petional Mídia Pequena. Não tem nenhum conglomerado, não tem nenhuma produtora. É um trabalho bastante artesanal e, por isso, a ajuda de nossos apoiadores é tão importante, a quem agradecemos enormemente.
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É isso, Daniel Souza. Segunda-feira tem outro bate-papo. Aliás, tem dois bate-papos na segunda-feira. E na sexta-feira, agora, amanhã, nós temos a gravação do nosso Petit Invest. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.
