¶ Intro / Opening
Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água.
¶ Abertura e Boas-Vindas
Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo 1010. Estamos gravando numa live no YouTube do Pet Jornal. São exatamente 17 horas e 26 minutos, da quinta-feira, 29 de janeiro. De 2026, cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, tangue, vírgula, o bagdadia animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retubante, descansado e tarifado. Apesar dos múltiplos esforços, algumas tarifas permanecem de pé e também preocupado em função dos
Sinais trocados que a dinâmica internacional tem apresentado ao longo dos últimos tempos. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas e registro, Tangi, que amanhã, dia 30, em função desse mês extremamente carregado, a gente vai ter um último bate-papo.
Onde a gente vai consolidar, inclusive, algumas questões. Então, excepcionalmente, teremos o Invest às 9 da manhã e teremos um bate-papo que será gravado às 17 horas. Dito isso, Tangi. Podemos ir adiante? Vamos a isso? Vamos lá, Daniel Souza, para esse bate-papo 1010, o bate-papo 1010. Um prazer estar aqui, Daniel Souza, nessa quinta-feira. Deixo aqui um alô, um abraço, boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente.
Um abraço para você que está acompanhando a gente aí no YouTube, né? Seja ao vivo, seja na versão gravada. Um abraço também para você, boas-vindas a você que nos ouve no podcast. Daniel Souza, você me mandou hoje mais cedo.
¶ Microsoft: Expectativas e Queda da IA
Um link de uma notícia falando sobre a Microsoft. E aí eu fui me interá, já que a gente ia falar sobre isso aqui no episódio de hoje. E as informações, as notícias todas que estavam saindo até ontem sobre a Microsoft é resultado maravilhoso. Resultado ótimo e tal. E hoje as notícias viram completamente.
E a notícia que está hoje em todos os jornais relacionados a finanças e tudo é um desastre, né? Você tem ali uma queda monumental da Microsoft. Pelo amor de Deus, o que está acontecendo, Daniel? Está tudo bem ou está tudo derretendo? Me conta. Tangi, tudo tem a ver com expectativas e preços que foram fixados em função dessas expectativas. Como você muito bem colocou, no dia de hoje as ações da Microsoft chegaram a despencar 12%.
em um dos piores pregões desde março de 2020, quando nós tivemos ali o início da pandemia da Covid-19, e isso acabou trazendo consequências ali para os índices americanos em geral. De onde vem a explicação justamente para essa queda tão importante? A explicação é a seguinte: você teve uma desaceleração no crescimento da divisão de computação em nuvem, a Azure da Microsoft. O segmento é visto como um termômetro da demanda corporativa por inteligência artificial.
Ou seja, você ao longo dos últimos tempos botou muito dinheiro em inteligência artificial, investiu muito em inteligência artificial, projetou um determinado crescimento, Que agora dá sinais de que pode não se confirmar. Consequentemente, Se o crescimento da demanda corporativa por inteligência artificial não será aquele que eu imaginava, consequentemente, as ações da Microsoft não podem valer hoje o que eu imaginava que ela valeria.
Ou que elas valeriam. E diante disso, você acaba tendo um ajuste como esse. And not just this. Você teve aí um crescimento dos investimentos na área de inteligência artificial pela Microsoft, então você colocou mais dinheiro em inteligência artificial. E o mercado, na prática, está questionando. se esse investimento vai ter retorno, ou, pelo menos, se vai ter retorno na magnitude que se esperava.
Esse debate, inclusive, nós fizemos de forma bastante aprofundada na aula do Petit Cursos dessa semana, no curso que nós estamos, inclusive, debatendo as diferentes camadas. Da inteligência artificial, camadas econômicas e políticas. Ao longo dos últimos tempos, o mercado colocou caminhões e caminhões. De dinheiro na inteligência artificial, é razoável que você esteja muito otimista com uma tecnologia tão disruptiva, uma tecnologia que tem impactos.
transversais sobre a economia como um todo, o grande problema é que ninguém sabe exatamente qual a velocidade dessa inovação. E qual a velocidade e intensidade do retorno de quem desenvolve essa inovação? E isso é fundamental, porque se houver aí um descasamento de timing, o que acaba acontecendo é que o preço das ações pode estar no patamar errado.
E é esse tipo de discussão que surge com o resultado da Microsoft. Quer dizer, o resultado da Microsoft foi ótimo. Você teve ali uma empresa extremamente lucrativa, uma empresa que teve resultados sólidos e tudo. O grande problema são as expectativas que foram criadas. Expectativas que foram criadas que podem eventualmente não se confirmar. A gente tem uma discussão muito difundida no mercado de capitais global, se não existiria uma bolha na inteligência artificial.
Uma bolha em função da grande quantidade de dinheiro que está sendo colocado, que está sendo investido e que tem um retorno relativamente incerto. E não é só isso, são muitas empresas ao mesmo tempo investindo muito dinheiro no desenvolvimento dessa tecnologia, e pode ser que em algum momento não tenha espaço no mercado para todo mundo. Há, inclusive, um paralelo que muitas vezes é traçado com a bolha das.com, que aconteceu no início dos anos 2000.
Naquela altura, você teve muita gente botando dinheiro nas empresas de internet, nas empresas.com, e o que acabou acontecendo é que o mercado não absorveu todo mundo, não teve espaço para todo mundo. A bolha das.com gerou o Google, a bolha das.com gerou a Amazon. Quer dizer, algumas empresas saíram dali de forma estruturada, se tornaram gigantes e se tornaram poderosas. Mas muitas empresas ficaram pelo caminho e, eventualmente, alguns ajustes podem ser necessários.
Esse resultado da Microsoft no que diz respeito justamente ao crescimento da demanda. Corporativa por inteligência artificial pode ser um sinal de alerta. É claro que pode ser um ponto fora da curva, pode ser que a coisa se corrija, pode ser que outros resultados. Mostrem uma dinâmica um pouco diferente num futuro próximo, mas é um enorme sinal de alerta. A gente está falando de uma gigante.
Do Vale do Silício, que continua extremamente lucrativa, que continua dando muito dinheiro, mas que talvez não tenha na inteligência artificial o retorno esperado no prazo esperado. A gente vai ter impactos sobre produtividade? Vai! Quem investir em inteligência artificial vai ganhar muito dinheiro? Vai, mas quanto dinheiro e quando? Isso não está exatamente claro e, consequentemente, você pode ter turbulência pelo caminho, conforme algumas expectativas eventualmente têm que ser calibradas.
E tem que se adaptar à realidade que não necessariamente é tão espetacular quanto você traçou num momento anterior.
¶ Tecnologia e Educação: Alura
Tudo isso, Daniel, mostra como é que a inteligência artificial, tecnologia, de uma forma geral, é fundamental para praticamente todas as áreas. Quando a gente fala sobre trabalho, quando a gente fala sobre investimento, quando a gente fala sobre o futuro da economia, quando a gente fala sobre crescimento econômico no futuro. A tecnologia está em absolutamente tudo. E aí, Daniel, quem somos nós réis mortais?
Para não sabermos mais sobre tecnologia. É por isso que a gente tem, como um dos nossos parceiros, a gente tem muito orgulho disso- a LURA, a maior escola de tecnologia. Do Brasil. Aliás, a Alura, Daniela, quer tanto que as pessoas entrem ou se aperfeiçoem mais nessa área de tecnologia que ela oferece 15% de desconto para todos os planos da Alura. Você tem vários planos diferentes, desde o plano
Plues até o Ultra Lab, né? Então, são várias possibilidades que você tem ali, inclusive com planos de 12, 24 meses, né? Que você consegue valores até mais competitivos, valores melhores. E que te ajudam a se inserir, ou reinserir, ou se aperfeiçoar ainda mais na área de tecnologia. Tanto eu como o Daniel, a gente assiste várias aulas lá na LURA e ajuda muito a entender.
Tudo que está ao nosso redor. A gente usa a tecnologia o tempo todo. A gente não pode se dar o luxo de ser apenas um usuário que não entende exatamente o que está por trás daquilo, como é que aquilo é desenvolvido. A LURA tem tudo o que você precisa para conseguir agir melhor e atuar melhor nessa área tecnológica tão importante para todos nós. A plataforma da Lura é espetacular. Gente, link no descritivo, conheçam a plataforma, você vai ver a quantidade enorme de cursos disponíveis.
Com as mais diferentes temáticas dentro da questão tecnológica, para os mais diferentes níveis de conhecimento, esse letramento tecnológico é fundamental para qualquer. Profissional e, claro, condições especialíssimas para os amigos e amigas do Petit Jornal. Link no descritivo. Conheça o trabalho da Lura, vai valer muito a pena, tenho certeza que você vai gostar.
¶ Reino Unido Reaproximação com a China
Daniel Souza, como próxima pauta, eu queria repercutir algo que você já tinha anunciado. Você tinha dito que o Key Starmer, o primeiro-ministro britânico, estava indo em direção à China. Ele já foi para a China, ele já se encontrou com o Xi Jinping e nós já temos agora, portanto, uma certa ideia de como é que foi esse encontro. Ao longo das últimas horas, a gente teve várias informações acerca do que aconteceu nesse encontro entre os dois. Daniel Souza.
Céu de brigadeiro na relação entre Reino Unido e China. Nem parece, Daniel Souza, que até outro dia. O Reino Unido estava demonizando a China. O Reino Unido estava preocupado com espionagem chinesa. O Reino Unido estava proibindo tecnologia chinesa no seu território, porque é perigoso, meu Deus, não pode acontecer e tal.
O que Storm foi lá, Daniel, e a relação ela parece muito bem azeitada. Tá aí o parabéns para Donald Trump, né? Conseguiu algo que a gente realmente não imaginaria até pouco tempo atrás. O que Storm disse que. Reino Unido e China precisam de uma relação mais sofisticada, com melhor acesso a mercados, redução de tarifas, ampliação de investimentos, e que o Reino Unido está muito.
Está muito entusiasmado, está muito motivado com a possibilidade de oferecer mais serviços para a China: serviços financeiros e profissionais. Saúde, indústria farmacêutica, educação, qualificação, serviços jurídicos, tudo isso pode fazer parte dessa reaproximação entre Reino Unido e China.
Alguns resultados concretos, Daniel, que inclusive chamam a atenção, até pouco tempo seria difícil imaginar, é que a China, por exemplo, concedeu para cidadãos britânicos e a isenção de visto. Se um cidadão britânico for para a China para passar até 30 dias, Não precisa mais de visto. A gente sabe, Daniel, como é que a China muitas vezes era muito cautelosa com a questão do visto. O brasileiro, por exemplo, Costuma precisar de visto para ir para a China. Você tem. Agora está isento.
Agora está isento, mas é um negócio meio que vai e volta. Então, durante muito tempo precisava- é uma burocracia- algo complicado. Os britânicos agora não precisaram mais. Eu quero reiterar, Daniel, isso aqui é algo que a gente vem falando o tempo todo, porque isso é muito significativo. O Reino Unido é o maior parceiro histórico dos Estados Unidos.
O Reino Unido, até pouco tempo, estava arrumando briga com a China, indo junto com os Estados Unidos. Os americanos estavam lá: não, a China, um perigo, espionagem, blaná. E o Reino Unido era o primeiro a ir junto, não era um único. Você tinha vários outros países da Europa Ocidental que estavam ali juntos, o Canadá. Também indo junto com os Estados Unidos, mas o Reino Unido era meio que uma ponta de lança no apoio aos Estados Unidos para a contenção da China. Nesse momento, nós temos.
O primeiro ministro britânico dizendo que as relações com a China são relações que, a partir de agora, elas têm que ser priorizadas, elas têm que estar na agenda. O Kirstarm, inclusive, disse que existe um plano da AstraZeneca. A AstraZeneca é britânica e sueca, né? De fazer grandes investimentos na China para a produção de medicamentos.
O que Starmer, ele lá, ele chegou a falar sobre algumas preocupações relacionadas, por exemplo, a direitos humanos. Olha, os direitos humanos aí é uma questão, tem que ver, direitos humanos, na China, vocês têm que dar uma resposta e tudo. Mas o fato, Daniel, é que a gente teve uma relação muito, né? Um encontro muito melhor do que se poderia projetar.
Principally se você me falasse dois anos atrás que esse encontro ia acontecer, eu diria que não me parecia que a relação poderia ser tão boa. Foi a primeira visita de um primeiro-ministro britânico desde 2018, o último que visitou, na verdade, a última que visitou. Foi a Theresa May, né? No ano de 2018. E o clima foi tão bom, Daniel, que eles chegaram a falar sobre futebol. Falaram sobre Shakespeare. O primeiro-ministro britânico e presenteou Xi Jinping com a bola de jogo.
Que foi utilizado ali no jogo entre Manchester United e Arsenal. Então, ali um clima é positivo. E o Xi Jinping também foi muito elogioso e disse: Olha, a gente tem que pensar numa parceria que sobreviva ao teste da história. Ou seja, quando for contar a história desse período, a relação entre o Reino Unido. E China, ela tem que ser lembrada como uma boa relação, uma relação construtiva, Daniel. Então, o que está me volta para casa?
Com uma imagem diferente da China e a China certamente entendendo que essa aproximação ao Reino Unido é uma oportunidade para deixar os Estados Unidos um pouco de lado e ter essa relação com um país importante da Europa, Daniel. E a oferta de uma bola, Tanqui, não é exatamente um acaso. O futebol inglês é muito popular na Ásia em geral e na China em particular.
Consequentemente, é uma forma de você adotar uma estratégia e de usar um determinado soft power nessa abordagem, na construção de um relacionamento com o chinês. E aí, Daniel, a próxima pauta que eu queria trazer, eu vou trazer junto aqui, porque me parece que é um contraste, que é um negócio meio impressionante, né? Como é que o mundo está mudando, ou talvez já tenha mudado, né? E a gente está vendo isso aqui agora.
¶ Trump e Reorganização Geopolítica Global
O primeiro-ministro britânico vai para a China e é elogioso com relação à China. Ao mesmo tempo, a outra notícia que a gente tem hoje é que Donald Trump deu um telefonema para o Putin. Trump e Putin estão se relacionando de maneira muito fluida. Então, até pouco tempo, a gente tinha China e Rússia se juntando contra. Estados Unidos, seus aliados,
E na primeira prateleira, como a gente sempre coloca, os britânicos. Agora a gente tem o Reino Unido incomodado com os Estados Unidos, se aproximando da China. E os Estados Unidos se aproximando da Rússia. Esse telefonema, Daniel, foi um pedido que Donald Trump fez para Vladimir Putin para parar de atacar Kiev e algumas outras grandes cidades por uma semana. Uma semana, sete dias. A justificativa de Donald Trump é: tá muito frio.
Está muito frio, né? Está lá um inverno congelante na Ucrânia e a Rússia tem feito ataque exatamente ao sistema de energia. Ou seja, os ucranianos estão passando por muita dificuldade para conseguirem se manter minimamente aquecidos. E aí, Donald Trump, daquele jeito dele, disse: olha, me falaram para não ligar para ele. Me falaram para não ligar. Não ligue para a Vladimir, mas eu vou ligar.
Eu vou ligar. Ainda queima os assessores, é isso. Ele tá queimando os assessores inclusive. Os assessores não acreditaram na habilidade dele, Daniel Soares. Não acreditaram, pô, que não é Donald Trump, Daniel. É claro que eu vou ligar, eu vou ligar. E ele foi ótimo comigo, foi excelente. E aí, segundo ele, o jeito do Donald Trump, tá? Os meus assessores disseram: não perca tempo com essa ligação. Ele não vai atender o que você pediu.
E eu consegui. Então, esse é um cenário que a gente tem agora. O que é curioso é que, ao mesmo tempo em que isso acontece, Rússia e China continuam mais próximos do que nunca. Recentemente, inclusive, falaram: olha, nossa parceria é uma parceria estratégica, de longo prazo e tal. Não sei se dá pra reparar com isso, Daniel. Quem está meio sobrando nessa história toda são os Estados Unidos. A Rússia está se relacionando com a China.
Normalmente, e a Rússia estaria sinalizando para os Estados Unidos, que dá para dialogar. Os Estados Unidos é que estão sobrando nessa quadrilha aí, Daniel.
¶ Fed, Juros e Críticas de Trump
Tangi, avançando para a próxima pauta, eu quero registrar que no dia de ontem o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, decidiu manter E não reduzir, obviamente, os juros básicos da economia americana entre 3,5% e 3,75% ao ano. A explicação para não reduzir a taxa de juros é bem simples. A inflação nos Estados Unidos ainda não convergiu para a meta, a meta de inflação nos Estados Unidos é de 2%, e você tem tido dificuldade.
Para empurrar essa inflação de volta para a meta, ou seja, para ancorar a inflação próxima à meta de 2% ao ano. Eis que Donald Trump ficou uma fera com essa decisão. E ele acabou destacando que os Estados Unidos deveriam ter uma taxa de juros, abre aspas. Substancialmente mais baixa agora, que até esse idiota admite que a inflação não é mais um problema nem uma ameaça. Fecha a ácha.
O idiota, no caso, Tangui, eu queria dizer que é Jerome Powell, presidente do Fed, que foi colocado como presidente do FED, não pelo Obama. Não pelo Biden, não pelo George W. Bush, mas por Donald Trump. No mandato anterior. Só que o Jerome Powell tem o nome a zelar, é um técnico, é alguém que não está disposto a rasgar a sua reputação em praça pública para agradar o presidente dos Estados Unidos. Jerampowell é, inclusive, tem sido alvo ali de um inquérito.
Do DOJ do Departamento de Justiça por conta de uma reforma da sede do FED em Washington. Então existe ali, inclusive, um assédio judicial por parte do governo americano. Contra o Jerome Powell. A gente observa, numa situação como essa, um tensionamento institucional de grandes proporções. O Donald Trump, inclusive, disse hoje que semana que vem vai anunciar quem é um novo presidente do Fed, o mandato do Powell acaba em maio.
E ao antecipar quem é o novo presidente do Fed, o que o Trump quer fazer é tornar o Powell um pato manco. É dizer assim, meu amigo, você já não manda mais nada, ninguém mais vai te dar atenção, porque o novo presidente do Fed já está, inclusive, escolhido. E há muito temor em relação a essa escolha, porque teme-se. Que o Trump faça com o Fed o que ele fez com outros cargos importantes da estrutura da burocracia americana nesse segundo mandato, que é o seguinte: escolher alguém que é fraco.
Escolher alguém que não tem uma reputação a zelar, escolher alguém que nunca, jamais, em hipótese alguma, chegaria à presidência do FED. Mas você coloca essa pessoa lá porque essa pessoa acaba sendo suscetível a pressões do próprio Donald Trump e a pressões do presidente. É interessante, inclusive, destacar que um dos aspectos que está gerando pressão inflacionária nos Estados Unidos são as tarifas colocadas pelo Trump. Então, segundo o Trump, Isso não é verdade.
porque a porque centenas de bilhões de dólares por ano Têm sido gerados pelas tarifas, e, consequentemente, a arrecadação de impostos está maravilhosa e a questão fiscal está equacionada, resolvida. Enfrentada e assim por diante. Você sabe que ele fica andando em círculos e é um pensamento absolutamente confuso. E o Trump está acusando o Fed de gastar dinheiro dos contribuintes com juros.
Fica querendo gastar com juros dinheiro que poderia estar sendo usado em outras áreas da economia, Tanqui. O Donald Trump tem um coração latino-americano, eu realmente acho. Eu acho que ele é um caudilho latino-americano que está tentando justamente implantar uma nova filosofia nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos não poderiam passar impunemente ao fato de estarem aqui na América Latina. Acho que os Estados Unidos sempre foram um país latino-americano e agora estão apenas rascando a fantasia, Tagui. É isso. Donald Trump está mostrando que no coração dos americanos sempre bateu, um sempre bateu no peito do coração dos americanos, melhor dizendo, um coração latino-americano.
¶ EUA e a Relevância da OTAN
Daniel Souza, por falar em Donald Trump, eu queria dizer que a certidão de óbito da OTAN. Está muito próximo, pelo menos ao TAN, da maneira como a gente se acostumou a ver, a maneira como fez parte de todo o pensamento da segurança internacional ao longo das últimas décadas. A gente vai ter, Daniel, uma reunião de ministro da Defesa da OTAN, que vai acontecer no dia 12 de fevereiro, daqui a pouco mais de duas semanas.
É uma reunião, vou repetir, de ministros da defesa, de uma organização que fala sobre segurança. Deveria ser uma das reuniões mais importantes para você participar, principalmente levando em consideração O secretário de Defesa dos Estados Unidos, que é a grande potência, que é o maior orçamento militar do planeta, que é o sustentáculo da segurança da OTAN. Hoje, no entanto, foi divulgado que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Heggsett, não participará da reunião de ministros.
Mais do que isso, não foi dada nenhuma justificativa. Não é eu não vou porque, sei lá, e aí você tenta justificar aí: não sei, tem que levar meu filho na escola. Sei lá, não houve justificativa. Porque sou como desprezo, né, Daniel? Você não ir numa reunião da OTAN,
É só como desprezo. E aí você pode falar assim: pô, mas de repente é um apanho isolado, né? Não sei, de repente o presidente pediu pra ele não ir porque precisa dar. Não sei, Daniel. Sei lá, né? O problema, Daniel, é que não é isolado. Em dezembro. Aconteceu uma reunião de ministros das Relações Exteriores da OTAN. Eu acho, Daniel, que é a reunião de ministros das Relações Exteriores.
Ela só não é mais importante do que a reunião dos ministros da defesa. Você está falando ali sobre temas internacionais, meu amigo, qual é a avaliação que vocês estão fazendo aí do mundo? Quais são as ameaças? Para onde a gente tem que olhar? Quem são nossos parceiros e tal. E em dezembro, o Marco Rubio também não esteve presente. Eu lembro que, em dezembro, Daniel, eu cheguei a pensar em trazer a pauta do Marco Rubio ausente.
Mas eu falei, assim, na época eu lembro que eu pensei assim: pô, não vou nem trazer, porque foi uma reunião que o cara não foi. Isso não quer dizer muita coisa imediatamente. Mas a partir do momento em que o Margo Rubio não vai, na reunião do ministro das Relações Exteriores. E que o Peter Hexett não vai na reunião de ministro da Defesa. O que os Estados Unidos estão dizendo, com todas as letras, apesar de ser de forma tácita, é a OTAN não é mais a mínima prioridade para os Estados Unidos.
Os Estados Unidos não vão mais olhar para a OTAN no momento no qual a relação dos Estados Unidos com os países europeus é uma relação muito tensa por conta da questão da Groenlândia. Já era tensa antes, né? A Groenlândia acrescenta ainda mais de lenha nessa fogueira. No momento em que você tem uma guerra comercial batendo a porta, você tem os Estados Unidos sendo agressivos com relação aos europeus, ameaçando colocar tarifa, depois volta atrás e tal.
Mas os europeus estão meio de saco cheio, a relação já não está boa, e você ainda tem uma ausência muito grande do país que é o maior sustentáculo da OTAN. Me parece, Daniel, Não é irreversível, tá? Não é reversível. Mas me parece que, na toada que está indo, a OTAN deixará de ser. Um aparato relevante para a gente pensar na segurança internacional, o que muda muita coisa. A Europa, durante muitas décadas, se fiou a sua segurança na OTAN, fiou a sua segurança.
Nos Estados Unidos. E aí a gente teve, inclusive, uma declaração recente, né, do Mark Ruther, que é o secretário-geral da OTAN, dizendo que a Europa não está pronta para se preparar para se defender sozinha sem os Estados Unidos. Daniel Souza, mudanças muito importantes na maneira pela qual a gente enxerga segurança, particularmente dos países europeus.
¶ Fracasso Documentário Melania Trump
Dengi, podemos avançar para a geleia da Shakira de hoje, terminando o nosso episódio com uma nota um pouco mais leve? Daniel Sul, a gente não sabe quem é que vai ganhar o Oscar ainda, né? Mas eu acho que a gente já sabe quem é que não vai ganhar, tá certo? Tá certo, Tanguia. Hoje nós vamos falar sobre o lançamento do documentário sobre Melânia. Ou seja, sobre a primeira dama, mais especificamente o lançamento no Reino Unido. Tem tudo a ver com a nossa pauta de hoje.
O documentário autorizado, então, é uma biografia autorizada de Melania Trump, lançada pela Amazon, enfrenta vendas consideradas muito fracas. No Reino Unido. Segundo o jornal The Guardian, nós tivemos aí vários cinemas bastante centrais em Londres, vendendo um ingresso para a estreia. Teve cinema que não vendeu nenhum. Teve cinema que vendeu ali dois ou três.
E, na prática, a gente está observando uma sinalização de fracasso retumbante de público para o documentário da Melania. É importante registrar que os direitos foram adquiridos pela Amazon. Por 40 milhões de dólares e com um gasto adicional também de 35 milhões de dólares em marketing global. Claro que a campanha foi concentrada principalmente nos Estados Unidos. Eu tenho certeza que a Amazon está apostando nesse documentário por razões absolutamente artísticas.
Viu ali potencial nessa obra e considerou que era uma obra importante para se botar dinheiro. O filme foi exibido na Casa Branca. E terá a estreia oficial nos Estados Unidos no Kennet Center, que foi rebatizado para Trump Center. O Donald Trump, inclusive, promoveu o filme nas redes, afirmando que os ingressos estariam esgotando rapidamente, o que a gente está vendo que não é exatamente verdade.
A Melania Tangui é produtora executiva do filme e participou ativamente do roteiro, trailer e campanha publicitária. O diretor é um pouco controverso, é o Sr. Brett Hatner, ele dirige o filme, e é seu primeiro projeto desde as acusações de má conduta sexual em 2017.
Negadas por ele e também que não levaram informados. Eu não aguento mais, Daniel. Cada frase que você traz, eu fico mais angustiado. Por favor, vai sair. Não, eu acho que depois dessa, eu acho que eu posso encerrar a direta Shakira de hoje. Socorro, Daniel Souza, eu quero mudar a geléia chaqueira pra gelé de socorro. Pelo amor de Deus, cara! O que tá acontecendo? Meu Deus, cara.
¶ Encerramento e Apoio ao Projeto
Enfim, cara, você quer terminar a pauta? Ou já tá bom o suficiente? Já é suficiente, acho que podemos encerrar por aqui, Tanguia. Beleza. Gente, muito obrigado por aguentar. Na verdade, Daniel, o direito é gravar o Petit Jornal.
É claro que é uma atividade profissional nossa e tal, mas também é uma forma da gente não ficar sofrendo sozinho, né, Daniel? A gente tem o bate-papo, a gente ter o podcast, a gente ficava sofrendo muito sozinho, que a gente lia as notícias e fala assim: meu Deus, mas o que está acontecendo? Mas o mundo está piorando. E pelo menos a gente tem gente para sofrer junto com a gente, né, Daniel? Então eu agradeço aí por essa sessão coletiva de análise, né?
De psicanálise junto com a gente aqui. Muito obrigado por vocês estarem junto com a gente. Muito obrigado pela audiência. Muito obrigado pela companhia. E lembra que, se você quiser ainda mais pet jornal, Você pode se tornar nosso aluno, né? Vai ser um prazer ter você como nosso aluno. A gente tem esse projeto que é o Petit Cursos. O link está na descrição desse episódio, então você pode acessar lá.
peticursos.com.br. Aliás, um dos cursos que a gente está desenvolvendo agora, nesse momento, é exatamente o Daniel falou sobre isso no início do episódio. Num curso sobre inteligência artificial. A gente está vendo como é que inteligência artificial mexe com geopolítica, mexe com economia, mexe com perspectivas futuras, e tudo isso está sendo abordado com muito carinho lá no Peticurso. Acessa lá petcursos.com.br.
Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Pichanal, vocês que são fundamentais para a manutenção do nosso projeto. Afinal, PT é uma mídia pequena, não tem o suporte de um conglomerado de mídia, nem de uma produtora, é um trabalho bastante artesanal, consequentemente, a ajuda de nossos apoiadores acaba sendo absolutamente central. Fica aquí nuestro cariño, nuestro abrazo, nuestro muy obrigado a cada uno de ellos.
E fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o Petir, inclusive dá para ativar o Pix recorrente. Tem também o link do Apoia-se, o link do Patreon, que acaba sendo muito bacana para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.
Tem algum conglomerado por trás, Daniel, do Petit Ou? Não tem, Tangi. Nós somos um projeto independente, artesanal e que precisa bastante do auxílio dos nossos apoiadores. Perfeito, Daniel Souza. Amanhã tem dois episódios, a gente grava o Peitim Invest, às 9 da manhã. Você vai ser muito bem-vindo na gravação, depois vai para o podcast. E às 17 horas temos o último bate-papo da semana. Nos vemos, um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.
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