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Lula e Trump se encontram - BP 956

Oct 27, 202529 min
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Summary

O Petit Jornal aborda o encontro entre Lula e Donald Trump em Kuala Lumpur, destacando a busca por acordos comerciais e a complexidade das negociações sobre tarifas e interesses geopolíticos. Em seguida, detalha a expressiva vitória de Javier Milei nas eleições parlamentares argentinas, analisando seus desafios econômicos, como a inflação e a questão cambial, e o apoio externo dos EUA. O episódio também apresenta uma curiosa campanha publicitária alemã inspirada no roubo do Louvre.

Episode description

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No episódio de hoje, analisamos o aguardado encontro entre Lula e Donald Trump, realizado em Kuala Lumpur, em um clima de aparente amizade e cooperação. A reunião abordou temas políticos, econômicos e comerciais, com destaque para o papel do Brasil nas cadeias globais e para as possibilidades de reaproximação entre os dois países após meses de tensão diplomática.

Também discutimos as eleições parlamentares na Argentina, que resultaram em uma expressiva vitória de Javier Milei e consolidaram seu poder político no país. O episódio examina o impacto desse resultado sobre a política argentina e sobre as relações regionais.

Na Geleia da Shakira, o destaque vai para uma ação publicitária inusitada: uma empresa alemã usou o recente roubo do Museu do Louvre como tema de uma campanha criativa — e, claro, bastante controversa.

#Brasil #EUA #Trump #Lula #Argentina

Transcript

Abertura e Boas-Vindas ao Petit Jornal

Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente! Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 956. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 9 horas e 23 minutos da segunda-feira, 27 de outubro de 2025. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.

Tanguy, ou Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e tarifado. Tarifado, mas negociando. Tarifado, mas buscando alternativas. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais dos últimos dias. Fim de semana que foi muito intenso, fim de semana que foi recheado de acontecimentos de grande envergadura, de grande importância.

Como vai, professor Pagdad? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza. Vamos lá para esse bate-papo 956, começando essa semana com você, que nos acompanha na academia. Você que está lavando a louça, você que está fazendo almoço, você que está no transporte, você que está aí, sei lá o que você está fazendo, um abraço para você. Deixo aqui um super abraço para todo mundo que acompanha a gente também nessa live do YouTube. Sejam todos muito bem-vindos.

E Daniel, a semana começou agitada, viu? Porque o domingo, naturalmente hoje, é que a gente repercute o que aconteceu ao longo do fim de semana. Tivemos informações importantes, principalmente com isso que a gente começa o nosso episódio de hoje.

Encontro Lula-Trump: Acordos Comerciais

com o encontro entre Lula e Donald Trump. Descobrimos, Daniel Souza, que segundo Donald Trump, tanto Lula quanto Bolsonaro são perseguidos políticos de Daniel Souza. Com ele não tem essa, todo mundo é perseguido político. Então, os dois se encontraram às margens da cúpula da ASEAN. A ASEAN, só para lembrar, é a integração regional do Sudeste Asiático, envolve 10 países do Sudeste Asiático.

É comum que essas cúpulas tragam convidados, então tanto o Lula quanto o Trump foram convidados dessa cúpula e criou-se, portanto, a oportunidade. para esse encontro entre os dois. A química entre os dois foi anunciada, foi revelada, na verdade, na Assembleia Geral. O Lula discursou um pouquinho, depois o Trump discursou. Os dois acabaram conversando, houve aquela ideia de se encontrarem, mas...

Houve uma preocupação do governo brasileiro de eventualmente esse encontro acontecer nos Estados Unidos e isso poder significar uma furada, sabe-se lá o que poderia acontecer. Então quiseram fazer esse encontro em território neutro. E o encontro finalmente aconteceu na Malásia, em Kuala Lumpur, no dia de ontem. Naturalmente, Daniel, a gente ficou sabendo muito o que aconteceu a partir das declarações que tanto Lula quanto Mauro Vieira, o chanceler brasileiro, deram a posteriori.

Mas é importante, assim, a parte que estava diante das câmeras, né, Daniel? O Trump disse que era uma grande honra se reunir com o Lula e disse que pretende firmar acordos comerciais. no encontro que foi acompanhado pela imprensa, parecia haver uma boa disposição do governo dos Estados Unidos em negociar, tanto é que houve a ordem do Trump já no próprio dia de ontem, no próprio domingo,

que a equipe dele se reunisse para começar a ver o que poderia ser feito do ponto de vista comercial. A gente sabe, Daniel, que quando você tem algum tipo de promessa nesse sentido, normalmente você joga para frente. A gente vai ver, a gente volta a se falar.

as equipes vão entrar em contato, mas houve até uma certa urgência do governo dos Estados Unidos, claro que a gente não sabe se é para valer, a gente vai ter que acompanhar, não tem resultados práticos ainda, isso é importante dizer, não houve resultados práticos imediatos já anunciados.

mas o pleito brasileiro foi de cortar a sobretaxa, né, Daniel? Então, só para lembrar, os 10% são meio que o piso agora, é bem mais alto do que os Estados Unidos aplicavam antes, mas 10% é de se esperar que seja o piso nesse momento. os 10% também padronizados para todo mundo, e o Brasil está demandando, portanto, a queda da sobretaxa de 40%, né? É, exatamente isso. Na prática, a estratégia de negociação do governo brasileiro...

é buscar a revogação completa dessa tarifa adicional de 40% e que foi imposta unilateralmente pelos americanos. O que acaba acontecendo é que o governo considera que a melhor estratégia, nesse momento, É defender o princípio de tratamento isonômico, em vez de negociar concessões pontuais que poderiam fragmentar a posição brasileira.

É claro que você tem aí demandas muito fortes do setor de café, também do setor de carne, porque são setores, inclusive, nos quais o Brasil tem um peso muito grande e que tem trazido aí...

algum impacto para a inflação nos Estados Unidos. E isso foi deixado muito claro por parte do MIDIC, o Ministério do Desenvolvimento e Indústico mais exterior do Brasil, que não há discussão de setores. É também uma forma de evitar... o lobby corporativo e a aposta de uma abordagem diplomática unificada, além de tentar preservar uma certa coerência multilateral.

É importante registrar que estima-se que, se mantida por 12 meses, a tarifa extra de 40%, ela pode reduzir em até 4 bilhões as exportações brasileiras para os Estados Unidos. A opção... de não pedir exceções nesse momento, reforça o discurso de previsibilidade e seriedade da diplomacia econômica brasileira.

É razoável você seguir esse tipo de estratégia, porque, na prática, se você começa já pedindo exceções, já sai da mesa a possibilidade de tirar completamente a sobretaxa de 40%. Se você começa tentando retirar a sobretaxa de 40%,

Pode ser que no final do dia você consiga apenas a remoção de alguns setores, você consiga apenas algumas exceções extras. Mas, como estratégia de negociação, você começa pedindo o máximo, e o máximo... é removir completamente os 40%, mesmo antes da celebração de qualquer tipo de acordo, mesmo antes da celebração de qualquer tipo de cooperação mais aprofundada entre Brasil e Estados Unidos ou da oferta de vantagens para os americanos.

Negociações Brasil-EUA: Estratégias e Interesses

Faz sentido, acho que é uma boa estratégia inicial e vamos ver como é que vão evoluir as negociações e as conversas. Não vai ser simples, você tem aí interesses em choque. Ah, mas o Brasil tem déficit comercial com os americanos. Sim, mas os americanos querem ter o superávit comercial ainda maior com o Brasil, por conta justamente da necessidade de reduzir o déficit comercial global que eles possuem, que é uma estratégia que o Trump...

quer implementar, que é uma promessa inclusive que ele quer cumprir. Então, dentro desse contexto, é importante destacar que essa negociação ao longo dos próximos dias não vai ser simples. Os americanos vão querer mais acesso ao mercado brasileiro. vão querer também mexer em questões relacionadas a big tax, vão querer mexer em questões relacionadas a terras raras, a etanol, etc. E o Brasil vai ter que fazer algumas concessões, me parece que isso está bastante especificado.

mas quem sabe não consegue já de antemão a remoção das tarifas adicionais de 40%. Do lado americano, eles resistem a essa ideia porque se você retira as tarifas adicionais de 40%, você retira a pressão do seu Brasil. O Brasil está pressionado. Quer dizer, por que eu vou retirar essas tarifas e retirar a pressão sobre o Brasil se o Brasil pressionado numa negociação acaba sendo algo vantajoso para mim, Estados Unidos?

E a gente só viu uma parte, Daniel, da conversa. Tem uma parte que a gente viu depois. Aliás, nessa parte que foi aberta, o Lula entregou para o Trump uma pasta vermelha com o brasão da presidência da República do Brasil. contendo os argumentos brasileiros sobre as tarifas comerciais e sobre crises políticas recentes. Então, naturalmente, ele deve ter feito referência. Claro que a gente não teve acesso ao conteúdo dessa pasta.

mas deve ter feito referência, inclusive, à questão do Bolsonaro, ao julgamento do Bolsonaro. E aí, depois da conversa, o Lula pareceu um pouco desconfortável, Daniel, durante a... a entrevista, na verdade não é exatamente a entrevista, estavam os dois ali, o Lula e o Trump, e a imprensa começou a fazer perguntas, e várias perguntas foram feitas sobre o Bolsonaro, isso claramente deixou o Lula desconfortável e tal.

E tem uma hora que o Lula falou assim, a gente pode passar para o encontro privado e tal, está bom já de perguntas. E o Trump concordou, o Trump falou assim, é, realmente, essas perguntas estão muito entediantes e tal. E encerrou ali, portanto, as perguntas. Agora, depois, tanto o Lula quanto o Mauro Vieira falaram. E o Lula disse que a reunião foi surpreendentemente boa. E no que depender dele e do Trump, vai ter um acordo. Então, como eu disse, as equipes...

Devem se reunir já nos próximos dias. O Trump disse que já tinha dado a ordem para ontem mesmo a equipe dele começar a se mobilizar para ver o que seria feito. E além do tarifácio, o Lula disse que eles também trataram do julgamento do Bolsonaro. Então, disse o Lula, né, abro aspas, eu disse para ele que o julgamento de Bolsonaro foi muito sério, com provas muito contundentes, e óbvio, Daniel, falaram sobre Venezuela, a Venezuela como um tema crucial.

É importante notar, gente, que a Venezuela é mais um tema para o Trump, ele coloca pressão em vários países e tal, mas ele tem aumentado muita pressão sobre a Venezuela, inclusive com a movimentação de porta-aviões, o que é muito sério, a gente está falando sobre o... um armamento muito, mas muito grande, norte-americano para aquela parte do mundo, e o Brasil se colocou à disposição para ajudar a manter a América do Sul como zona de paz.

E aí quem falou sobre isso também foi o Mauro Vieira, que o Mauro Vieira disse que o Trump agradeceu e concordou em ter o Brasil como intermediário, o que para o Brasil é muito significativo. O Brasil poder fazer esse meio de campo é muito interessante.

E outra coisa que foi falada também foi sobre as visitas recíprocas. Segundo Mauro Vieira, ambos concordaram em trocar visitas. Então, o Trump disse que teria uma boa disposição, estaria interessado em visitar o Brasil, e o Lula disse que também poderia perfeitamente ir. para os Estados Unidos. Uma coisa que chamou bastante atenção, Tanguy, é o fato de você ter tido ali uma curiosidade do Donald Trump em relação ao tempo que o presidente Lula passou preso.

Esse é um aspecto que acabou funcionando ali como um diálogo entre os dois e foi dentro desse contexto que o Trump passou a considerar que o Lula, assim como o presidente Bolsonaro, também tinha sido injustiçado e perseguido pela justiça, etc. e abrir o espaço ali para que você pudesse ter conversas e uma certa aproximação. Me parece natural que a imprensa pergunte bastante sobre o Bolsonaro, afinal, o Bolsonaro esteve envolvido no início desse tarifácio.

E ele foi, inclusive, utilizado como justificativa pelo presidente Trump para o tarifácio em si. E é muito sintomático que os dois presidentes queiram mudar de assunto, digamos assim, queiram avançar. A interpretação do governo brasileiro, inclusive, é que o Trump é um negociador e que está buscando vantagens para os Estados Unidos. Aliás, é algo que a gente disse no Petit Journal desde o início. O objetivo do Trump era obter vantagens para os Estados Unidos.

A questão do ex-presidente poderia ser útil como um elemento de pressão, mas se houvesse ali um contexto onde as vantagens americanas fossem alcançadas... sem um alinhamento com os interesses do ex-presidente, os americanos seguiriam adiante, seguiriam em frente, mais ou menos como parece estar acontecendo agora. O que, aliás, é razoável, é racional.

Os Estados Unidos estão em busca dos interesses dos Estados Unidos. E tudo bem. Se as negociações forem ao encontro dos interesses dos Estados Unidos, eles vão considerar que isso é algo satisfatório. E existe um contexto, claro, no qual os americanos querem trazer o Brasil para próximo dos Estados Unidos, querem afastar o Brasil um pouco da China. Num primeiro momento, houve ali a estratégia do tarifácio.

Há uma percepção de que essa estratégia não foi bem sucedida. Então, vamos agora à conversa, vamos à negociação, etc., para trazer o Brasil para perto dos Estados Unidos e para afastar o Brasil da China. E dentro dessa dinâmica, o Brasil...

Se souber jogar o jogo, pode ser muito beneficiado, que aliás é o ideal. Há momentos em que o Brasil pode estar mais próximo da China, obtendo vantagens da China. Há momentos em que o Brasil pode estar mais próximo dos Estados Unidos, obtendo vantagens dos Estados Unidos. É a vantagem de não estar.

Promoção Insider Store: Black Friday

alinhado a nenhum dos lados dentro dessa disputa geopolítica que esses dois gigantes têm implementado. Agora, Daniel Souza, falando sobre economia, tem uma excelente forma de você fazer economia. Falta aí um mês para a Black Friday, mas a Insider Store já começou a antecipar os descontos. Você está acostumado a ver aqui no Petit Jornal que usando o link que está na descrição...

você consegue 15% de desconto. Aí, Daniel Souza, vem a Insider e fala que é o seguinte, esse desconto já vai acumular com os descontos de Black Friday que estão no site. utilizando o cupom PETIBF, BF de Black Friday. Então você usa lá o cupom PETIBF, não apenas você ajuda o Petit Jornal, como você garante descontos que podem chegar a 50... 50%, Daniel Souza. Só tem que tomar cuidado, Daniel, porque os estoques estão voando. Então, entra lá, não perde tempo, porque a Black Friday daqui a um mês.

e você já tem a possibilidade de fazer as suas compras antecipadamente com super desconto, mas toma cuidado para você não ficar sem aquela peça que você quer, o tamanho que você quer, os estoques já estão valendo, tá? Entra lá e aproveita. Gente, aproveitem rápido, porque isso já aconteceu comigo, eu papei uma certa mosca numa super oportunidade que a Insider nos ofereceu, e quando eu vi, não tinha do meu tamanho.

Eu tenho um tamanho, Tanguy, muito comum. Você sabe que eu tenho a estrutura média do brasileiro, né, Tanguy? Eu sou uma pessoa... 1,62m, sim. Não, que isso, 1,62m não. Mas, de qualquer forma, aproveitem essa condição especialíssima.

Javier Milei: Grande Vitória na Argentina

da Insider Store antecipando a Black Friday e utilizem o cupom do Petit Jornal. Daniel Souza, como próxima pauta, eu queria falar sobre as eleições na Argentina. A gente vinha antecipando essas eleições na Argentina. no dia 26 de outubro, no dia de ontem, no domingo, porque era considerado, Daniel, quase como um referendo, uma avaliação geral do governo do Javier Milley.

As condições que o Milley chegou nessas eleições eram as piores possíveis. Faz pouco mais de um mês, no dia 7 de setembro, a Argentina passou por eleições, na verdade a Argentina toda não, a província de Buenos Aires passou por eleições. E a província de Buenos Aires é muito representativa. 40% da população da Argentina vive em Buenos Aires. E o Javier Mele sofreu uma derrota contundente nas eleições locais em Buenos Aires.

Além disso, Daniel, a gente teve uma economia que veio derrapando de lá para cá. A gente teve escândalos de corrupção, não um, mas alguns escândalos de corrupção. A situação do Javier M. Ley, do seu partido, o Partido da Liberdade, avança. eram muito complicadas para as eleições de ontem. E aí, Daniel Souza, a Argentina foi à Argentina. E o resultado veio completamente contrário de tudo que se imaginava.

completamente contrário, inclusive, às pesquisas. As pesquisas davam um certo equilíbrio ali entre o peronismo e o partido do Millet, a liberdade avança. E no fim das contas, o partido do Millet conseguiu uma grande vitória, uma vitória muito importante. Só para lembrar o que estava em jogo ontem, a gente está falando sobre metade do parlamento, a Câmara de Deputados, tem 257...

Cadeiras, 127 delas estavam em jogo ontem e um terço do Senado. O Senado tem 72 cadeiras, 24 estavam em disputa. Daniel, das 27 cadeiras da Câmara... O governo, o Javier Miley, o partido dele, conseguiu 64. Ele conseguiu metade das cadeiras que estavam em disputa na Câmara dos Deputados. E quando a gente fala sobre o Senado, das 24, ele conseguiu...

Ou seja, Daniel, ele avança muito, muito mesmo no controle da câmera. Ele continua não tendo uma larga maioria, não tendo maioria, na verdade, mas ele passa a ter um conforto um pouquinho maior. Só para a gente ter uma noção, mais uma vez, as eleições de ontem renovaram uma parte da Câmara e uma parte do Senado. Mas contando tudo, tudo que ele ganhou e somando com o que ele já tinha, o partido dele, a liberdade avança, passa de...

37 deputados para 101. Daniel Souza de 37 para 101 deputados. E passa de 6 senadores para 20 senadores. Isso significa, Daniel, que ele passa a ter mais de um terço da Câmara. E com esse mais de um terço da Câmara, ele consegue, por exemplo, manter vetos presidenciais, o que é muito importante. Às vezes o Senado...

O Congresso vai vetar, vai aprovar alguma coisa, o presidente veta e vai para a Câmara e o governo muitas vezes não conseguir fazer muita coisa. É claro que ele vai ter que continuar contando com composições. A principal composição que ele tem feito tem sido com o partido do Macri, do Maurício Macri, também ex-presidente. É uma aliança meio desconfortável, nenhum dos dois ama essa aliança.

mas essa aliança vai ter que continuar. Agora, Daniel, diante da expectativa que se tinha diante das eleições, que era uma expectativa tenebrosa para o governo, dadas as condições, a Argentina deu uma reviravolta. Repito, é muito difícil. que a gente conseguisse antecipar isso com as pesquisas e com a última eleição. A população de Buenos Aires tinha dado um recado muito sério para o governo. O recado era não estamos satisfeitos, não estamos satisfeitos.

E na eleição de ontem, o Millet conseguiu uma votação expressiva, inclusive em Buenos Aires. Então não é que foi espalhado por outras regiões e Buenos Aires manteve uma postura crítica e tal. Não, ele conseguiu votações expressivas mesmo na região.

Milei: Desafios Econômicos e Políticos

de Buenos Aires. Então, hoje, naturalmente, Daniel Milley está numa posição de triunfo. E isso se deve muito também a uma resistência muito forte que a população vem construindo com relação ao peronismo. O peronismo, quando a gente fala assim, ah, o Milley tem uma reprovação muito grande. Sim, mas o peronismo também. O peronismo também. Então, isso me parece que foi o que ajudou a desenhar um pouco o resultado das eleições de ontem. Então, mais uma vez, a liberdade avança do Milley.

conseguiu enormes ganhos parlamentares na Argentina, o que vai dar um certo fôlego para ele. Ele vai começar essa semana, pelo menos, Daniel, com uma aura de vitorioso nas eleições argentinas. Agora, existe um super desafio do ponto de vista econômico para o Milley que pode trazer consequências bastante sérias. Afinal, apesar da queda expressiva da inflação anual para algo em torno de 31% a menor em sete anos,

O custo de vida disparou em dólares. Buenos Aires tornou-se uma das cidades mais caras do mundo para itens simples, como um café ou um fast food. E isso é explicado pela... sobrevalorização do peso argentino. Sobrevalorização do peso argentino por conta da intervenção sobre o câmbio que o governo Milley vem fazendo. O governo Milley impede que a cotação do dólar suba.

Impede que a cotação do dólar suba vendendo dólares. Ao fazer isso, o peso argentino continua forte, o que ajuda no asfixiamento da inflação. O problema é que, na prática, isso está sendo obtido... na forma de aumento do endividamento. E isso não é sustentável. Em algum momento, você vai ter que fazer um ajuste no câmbio na Argentina. O ajuste no câmbio viria através de uma desvalorização cambial.

E essa desvalorização cambial pode trazer consequências para a inflação um pouco imprevisíveis. A Argentina precisa muito de ajuda externa, ajuda que tem vindo principalmente dos Estados Unidos. E nós tivemos uma declaração, aliás, algumas declarações do Scott Bassett, que é o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em relação a isso. Em entrevista à NBC, ele disse o seguinte, abre aspas, não haverá perdas para o contribuinte.

Essa é uma linha de swap. Não se trata de um resgate, fecha aspas. Mais ou menos, né? O swap é que o Besant faz referência com a Argentina. É quando os americanos entregam dólares para os argentinos e recebem em troca pesos. Em um momento no futuro, você destroca. Ou seja, se os argentinos pagarem, realmente não vai ter custo para o contribuinte americano.

se os argentinos pagarem. E esse é um elemento que o Besant acaba não dizendo. Ele também destacou o caráter geopolítico desse tipo de ajuda. Ele destacou o seguinte, abre aspas, estamos apoiando... um aliado dos Estados Unidos na América Latina e queremos dar o tom na região. Não queremos que a Argentina siga o caminho da Venezuela. Fecha aspas.

Ou seja, fica muito claro, estamos ajudando a Argentina porque queremos salvar o governo Milley, queremos que o Milley tenha força e que, consequentemente, o Milley se espalhe, o modelo do Milley, o exemplo do Milley se espalhe pela região. Ele, inclusive, chegou a citar nominalmente Bolívia, Equador e Paraguai como países que deveriam seguir o exemplo.

da Argentina, embora nem todos esses países sejam governados pela esquerda. A Bolívia agora vai voltar a ser governada pela direita, o presidente do Paraguai é de direita. No caso do Equador, nós temos tido inclusive governos de direita também no Equador, não é? algo, digamos assim, tão fora do esquadro, digamos assim, da influência dos Estados Unidos. De qualquer forma, me parece que existe um problema a ser administrado pelo Melec. Como é que ele resolve isso? Como é que ele...

coloca o câmbio num patamar equilibrado, de maneira gradual, sem gerar um impacto muito forte sobre a inflação, ao mesmo tempo sem minar a credibilidade da moeda argentina. Porque é aquilo, né, Tanguy Si? Se a moeda argentina vai se desvalorizar em algum momento no futuro, o que você faz? Vende moeda argentina e compra dólares. Se muita gente faz isso ao mesmo tempo, o governo argentino é obrigado a vender dólares, é obrigado a intervir no câmbio.

Só que essa capacidade de intervenção não é infinita e é uma capacidade de intervenção que depende muito de endividamento externo, depende muito de captação de recursos lá fora, o que também é muito perigoso. É um super desafio que o Milley tem. É claro que agora ele está fortalecido, pode ser que ele consiga recuperar um pouco da sua credibilidade, da sua força, da capacidade de atrair dólares para a Argentina e ganhar mais tempo e eventualmente buscar alguma alternativa.

mais estruturante, mas é um super desafio e a gente vai ter que acompanhar como ele vai enfrentar essa questão do câmbio, que, aliás, é sempre o nó da Argentina, é sempre o câmbio, o nó da Argentina, essa incapacidade que os argentinos...

tem de gerar dólares em quantidade suficiente para honrar seus compromissos externos, os seus compromissos em modo estrangeiro. O impacto que ele pode sentir no curto prazo, Daniel, é porque você começou a ter, ao longo das últimas semanas, como havia uma perspectiva muito ruim para o governo,

A gente chegou a usar a expressão aqui no Petit Jornal que era sangue na água. Tem uma galera que começa a se afastar do governo. O governo está parecendo que está capotando aí, não está legal, está catando com a vaca, não vai chegar a lugar nenhum. O cara que poderia...

Até concordar com o governo, ele já começa a se distanciar, ele já começa a ser mais crítico e tal. Na hora que vem um resultado como esse, naturalmente você começa a ter uma galera que vai começar a se aproximar do governo de novo, né? Ô, Milley, imagina, sempre estive do seu lado.

sempre gostei de você, faço parte da base e tal. Então, naturalmente, isso pode ajudá-lo bastante. Outro detalhe importante, Daniel, só para a gente finalizar aqui com relação à eleição de ontem, é que o comparecimento foi significativamente mais baixo. Então, apenas 58% dos eleitores compareceram às urnas, e isso significa 20 pontos percentuais abaixo da média histórica. A população argentina, normalmente, é bastante mobilizada para votar, então uma avaliação que pode ser feita também.

é que o Milley teve o mérito de conseguir fazer com que os seus apoiadores fossem votar. Gente, tem que votar, tem que sair para votar. Se você tem uma galera que não é do Milley, também não é peronista, aquela galera meio do centro ali. o cara que poderia decidir a eleição. Esse cara está desmobilizado, ele não quer votar nenhum nem outro, ele não sai de casa para votar. A galera, quem está mais mobilizado, naturalmente consegue uma grande vantagem.

Então, um comparecimento bastante baixo às urnas, mas isso não invalida o fato de que Milley conseguiu 40% dos votos totais, o que significa uma enorme vitória para ele. Daniel Souza, ainda hoje temos mais um episódio, né? Mas...

Geleia da Shakira: Campanha Controversa do Louvre

Tem geleia nesse episódio da manhã também. Me conta, Daniel. Ô, Tengue, você sabe que uma empresa alemã chamada Bokker, que vem ser justamente a fabricante... daquela escada de transporte móvel que foi utilizada pelos ladrões para surrupiar as joias do Louvre, achou que havia ali uma oportunidade e fez uma postagem na sua rede social destacando...

Tanguy como o equipamento da Boker é de qualidade. Eles disseram o seguinte, abre aspas, quando você precisa se mover rápido, o Boker ágil transporta seus tesouros de até 400 quilos a 42 metros por minuto. Silencioso como um sussurro. Fecha aspas. É isso, Tanguy. A Bóquia está dizendo que se você tiver um trabalho que precisa de velocidade...

De silêncio. Força para carregar ali um grande peso. O tesouro. Força para carregar um tesouro. Carregar um tesouro. Eles estão ao seu lado. A campanha é um sucesso, Tanguy. Aliás, o diretor-geral, Taboker. O Alexander Poker, que aliás é o cara da família, explicou à FP que publicou a matéria, abre aspas, o crime é absolutamente repreensível, mas vimos uma oportunidade para usar o museu mais famoso do mundo como vitrine.

Então, não cometam crimes, mas podem utilizar os equipamentos da Boker, porque os equipamentos da Boker são seguros. Os equipamentos da Boker não deixarão você na mão. Os equipamentos da Boker transportam tesouros. Muito rapidamente, com muita eficiência, com muita segurança. Tem que acampar um sucesso. O pessoal está curtindo, compartilhando, comentando. A postagem da Boker. Quem quiser pode ir lá no Instagram da empresa.

que você vai ver que a postagem está lá, inclusive com uma foto do equipamento em frente ao Louvre. Está ali mostrando toda a eficiência que o equipamento da Boca, essa fabricante alemã... é capaz de te proporcionar. E a Boca não faz perguntas. Não faz perguntas. Ah, vai usar pra quê? Isso é um assunto... seu. Você vê aí, não cometa crimes. Não estamos apoiando. Mas a Boca também não faz perguntas. Daniel Souza.

Encerramento, Cursos e Apoio ao Podcast

Dessa maneira, a gente encerra esse nosso episódio da manhã de segunda-feira. Às 21 horas, temos a gravação de mais um episódio para falar sobre as loucuras e insanidades dessa segunda-feira. Deixo aqui um super abraço a todo mundo que nos acompanha e deixo uma recomendação. acessa lá, peticursos.com.br. A gente tem falado muito sobre a América Latina, Venezuela, Colômbia, o Panamá voltou muito à tona ao longo desse ano agora de 2025, com o canal do Panamá e tal.

Nicarágua. O Daniel falou sobre a Nicarágua hoje, rapidamente. Tudo isso está no curso que está rolando nesse momento sobre a América Latina, lá no Petitcurso. Acessa lá, petitcurso.com.br. É um streaming de aulas, de atualidade.

Tenho certeza que você vai gostar de muitos dos temas que estão sendo abordados por lá. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petit Jornal. Vocês que ajudam a manter esse projeto de pé. Fica o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. Petit Jornal Mídia Pequena.

Não tem nenhum conglomerado por trás, nenhuma produtora por trás, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é tão importante, e por isso registramos aqui o nosso agradecimento. Fica também o convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar.

No descritivo desse episódio, tem várias alternativas. Tem a chave Pix para apoiar o Petijornal, petijornal.pj.gmail.com. Uma forma prática e instantânea de apoiar o Peti. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Tem também o link para o Apoia-se, o link para a Aurelo. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Hoje mais tarde estamos de volta. Um abraço e até a próxima. Valeu! Tchau, tchau!

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