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Irã volta à mira - BP 1011

Jan 30, 202628 min
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Summary

Este episódio explora a crescente pressão dos Estados Unidos sobre o Irã, com movimentações militares e um ultimato sobre o programa nuclear, além das potenciais rotas de ataque. Também aborda a repercussão positiva da nomeação de Kevin Ward para o Federal Reserve por Donald Trump. Outros tópicos incluem a visita do presidente sírio a Vladimir Putin, indicando uma reaproximação, e a decisão geopolítica do Panamá de romper contratos com empresas chinesas no Canal.

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No episódio de hoje, analisamos a intensificação da pressão dos Estados Unidos contra o Irã, marcada pelo envio de um porta-aviões ao Oriente Médio e pelo aumento do nível de alerta na região. A movimentação militar reacende temores de escalada e amplia a instabilidade em um contexto já sensível, com impactos potenciais sobre segurança regional e mercados de energia.

O episódio aborda ainda a indicação, por Donald Trump, do futuro diretor do Federal Reserve, nome que foi bem recebido pelo mercado e ajudou a reduzir incertezas sobre a condução da política monetária americana. Também comentamos a visita do presidente da Síria a Vladimir Putin, sinalizando uma reaproximação política entre Damasco e Moscou, além da decisão do Panamá de romper contratos com empresas chinesas ligadas ao Canal do Panamá, movimento com forte carga geopolítica.

Na Geleia da Shakira, encerramos com o protesto inusitado de um manifestante vestido de Batman que entrou em uma corte da Califórnia contra a política migratória de Trump.

#Irã #EUA #OrienteMédio #Geopolítica #Fed

Transcript

Intro / Opening

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água.

Abertura e Alerta Geopolítico

Olá gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1011. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal, são exatamente 17 horas e 21 minutos da sexta-feira, 30 de janeiro. De 2026, cá está a dupla de costume à dupla que você conhece cor, Tangui, vírgula ou bagdadinha animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e tarifado? Apesar das múltiplas tentativas, o professor Bagdadi segue com algumas tarifas impostas a ele?

Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Tangi Baghdadi já estou de olho no Pizza Index. Estou monitorando o Pizza Index. Porque não sabemos o que pode acontecer nas próximas horas, mas o pizza ainda

Eventualmente pode antecipar determinadas movimentações. Tudo bem, Tangue? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel. Por enquanto, tudo bem, né? A gente está aqui nessa sexta-feira, são 17h22. A última vez que a gente falou que estava meio desconfiado que alguma coisa pudesse acontecer lá na Venezuela, deu problema. E Daniel, sei não, hein?

Pressão dos EUA Contra o Irã

Sei não, hein, Daniel Souza. Os Estados Unidos estão fazendo aqueles movimentos ali em direção ao Irã. Que a gente normalmente costuma saber que dá ruim depois, não claro, não dá pra afirmar que algo vai acontecer. Mas a sinalização vai exatamente nesse sentido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está se esgotando tempo para que o Irã negocie um novo acordo.

Sobre o seu programa nuclear. Isso é a cara do Trump, né, Daniel? Ele vai mudando de assunto e ele vai focando muito em determinados cenários em diferentes momentos. Então, no início do mês, era Venezuela. Não sei se você se reparou há quanto tempo que não se fala sobre Venezuela. Tem alguns dias aí que a Venezuela meio que saiu da pauta, não é mais um grande assunto e tal. Depois foi Groenlândia. Foi hiperfoca na Groenlândia, Groenlândia, Groenlândia, Groenlândia, e agora a gente está.

Com esse foco com relação ao Irã, tudo isso no mês de janeiro, tá? Eu não tô nem falando do governo como um todo. Só no mês de janeiro a gente já teve uma operação militar na Venezuela, a ameaça de uma operação militar na Groenlândia, e agora o que parece ser ao menos uma preparação, a gente não tem como dizer que vai acontecer, mas uma preparação.

Para algum tipo de ação militar contra o Irã. O Trump disse também, Daniel, que a força enviada à região, então você tem amplas forças americanas sendo deslocadas. Em direção ao Oriente Médio, essa força naval enviada ao Oriente Médio é maior do que a mobilizada antes da operação que os Estados Unidos mobilizaram para capturar.

Nicolás Maduro. Aliás, a gente tem alguns pontos de sobreposição. A gente falava sobre isso mais cedo, né? Em OFF aqui, e eu e o Daniel Souza estavam conversando sobre isso: a quantidade de F-35 que passaram pela base das lajes, né? Ali na região. Dos Açores exatamente indo em direção ao Oriente Médio. Além disso, você também tem porta-aviões, você tem uma quantidade grande de armamentos.

Que estão indo em direção ao Irã, o que levou, inclusive, a uma declaração por parte do ministro das Relações Exteriores do Irã, o Abbas Arakshin. Que disse que as forças armadas iranianas estão com o dedo no gatilho, prontas para responder de forma imediata e poderosa a qualquer agressão por terra ou mar. Sempre é importante lembrar, Daniel: o Trump voltou a falar sobre o programa nuclear do Irã. Então, assim, os Estados Unidos já tiveram.

Várias fases nessa relação com o Irã, já foi programa nuclear. Já foi o apoio ao Hamas e ao Hezbollah, já foi as manifestações, né? Então, aquelas manifestações que começaram no final de dezembro, que se estenderam agora. Ao longo do mês de janeiro, o Trump já falou: continue as manifestações, porque a ajuda está a caminho e tal. E agora, nesse momento, volta a falar.

Sobre o programa nuclear do Irã. E como eu disse, ele colocou meio que um ultimato: olha, o tempo está acabando, é para negociar agora, porque senão alguma coisa pode acontecer, algum tipo de movimento pode acontecer. Então, Daniel, esse nosso episódio aqui de hoje. Ele é em grande medida também um alerta a todo mundo que acompanha, temas internacionais e tudo, porque.

A gente está tendo algumas movimentações realmente esquisitas no Oriente Médio. Está tendo a chegada de caças americanas à Jordânia. Muitos deles foram esses que passaram pelos Açores. O aumento de voos militares para bases no Oriente Médio, se tem base na Jordânia, se tem base no Qatar, você tem base no Iraque. Todas essas bases estão recebendo, estão tendo movimentações bastante intensas. Pode ser Pode ser os estados mostrando que podem agir e não agirem.

Como a gente tem visto que o Donald Trump normalmente ameaça e faz algo ainda que rápido, né? Então o Trump não parece ter muito apetite, não parece ter muito estilo dele, fazer uma guerra longa. Mas em junho do ano passado ele atacou instalações nucleares iranianas. Então não dá mais para a gente dizer, Daniel, não, que isso não aconteceria. Isso já aconteceu.

Não dá pra gente dizer que ele não tentaria fazer alguma coisa, por exemplo, contra o Alik Amenei, que me parece que é uma possibilidade muito real identificar onde é que o Alik Amenei está, o líder supremo do regime iraniano, e fazer alguma coisa direcionada contra ele. Os Estados Unidos

Prenderam, sequestraram Nicolás Maduro. Foram lá, entraram no país, pegaram o cara, mantiveram o regime, mantiveram tudo o jeito que estava e pegaram o presidente do país. Então, a gente está falando, Daniel, sobre um momento de tensão bastante grande.

Em que a gente tem visto, inclusive, isso tem me chamado a atenção também, Israel meio calado. A gente não tem visto o Netanyah, por exemplo, dar grandes declarações. O Netanyah foi sempre muito preocupado com o Irã, claro. Não consigo imaginar o Netanyah. Ou qualquer coisa assim, mas é algo que de fato passa pelos Estados Unidos. Estarem fazendo esse tipo de movimentação. O Irã tem feito a movimentação que pode para tentar

Se proteger. A crise econômica no Irã é muito séria. É claro que isso afeta também a sua capacidade militar em termos de investimento ao longo dos últimos tempos, mas o Irã deslocou, por exemplo, um navio porta-drones. pra perto da sua costa E aí, a gente vê, Daniel, o tamanho do descompasso. Você tem os Estados Unidos movendo porta-aviões, enquanto o Irã movimenta porta-drones. Não estou dizendo que os drones sejam desimportantes, pelo contrário, os drones podem ser muito poderosos.

እእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእእ Esses ataques mais pontuais. Eles podem incomodar muito, mesmo uma potência muito maior. A gente tem visto o que a Ucrânia conseguiu fazer ao longo dos últimos quase quatro anos contra a Rússia, utilizando basicamente a força de drones. Mas é um descompasso muito grande, né? Entre um país que movimenta porta-aviões e

Caças F-35 contra um país que movimenta porta-drones. Por fim, Daniel, me parece que quando a gente vai analisar o momento, a gente vê os Estados Unidos vendo a oportunidade para se livrar de um problema de uma vez por todas. A preocupação dos Estados Unidos nesse momento é que o Irã está num momento de muito enfraquecimento.

Perdeu grandes aliados, quer dizer, não perdeu, mas seus principais aliados estão muito enfraquecidos. É o caso do Hamas, é o caso do Rezbolá, não tem mais o regime Assad na Síria, que sempre foi um grande aliado também. Vladimir Putin, nesse momento, está dialogando com os Estados Unidos, não era um grande aliado, mas era um país com o qual o Irã sempre dialogou, teve ali alguns pontos de contato, e o Irã está enfraquecido recentemente, inclusive.

Foi atacado nas suas instalações nucleares e os Estados Unidos têm uma certa preocupação com a possibilidade de dar tempo ao Irã e o Irã, de uma certa maneira, reconstruir esses laços. Então, talvez os Estados Unidos estejam entendendo que. Chegou a hora de tentar derrubar o regime, fazer alguma coisa contra Ali Kamenei, ver se o regime cai. Não é fácil derrubar o regime iraniano, como a gente já trouxe aqui várias vezes.

Mas essas movimentações todas, Daniel, talvez queiram forçar o Irã à mesa de negociações, mas também podemos ter alguma coisa um pouco mais severa acontecendo ao longo dos próximos dias, a gente vai ficar de olho aqui no Petit Jornal.

Sanções e Rotas de Ataque ao Irã

Eu falei há pouco sobre o Pizza Index, né, Tangui? Porque a gente sabe que se tornou até caricato esse monitoramento. Por conta da grande quantidade de pizzas que são pedidas pelo Pentágono quando você tem alguma movimentação importante. Ou seja, se você tivesse uma disparada no número de pedidos de pizza pelo Pentágono, Significaria que algo estaria para acontecer. É interessante, inclusive, que você já tem pelas agências internacionais um mapeamento das alternativas americanas de ataque.

E nenhuma delas você utiliza o território, ou espaço aéreo, melhor dizendo, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos que já mandaram avisar os Estados Unidos que não pode passar por cima deles. para atacar o Irã. Você tem uma rota que viria da Jordânia, e da Jordânia passa por cima do território do Iraque, chegando ao território iraniano.

Uma segunda rota que você vem ali pelo Mar Mediterrâneo, passa por cima da Síria, por cima do Iraque e alcança o território iraniano, e uma outra rota onde você vem do Mar Arábico e chega direto no Irã. Quer dizer, não passa por cima do território de ninguém. Seriam as três possibilidades que você tem de ataque nesse momento.

Sem ali fustigar aliados, sem passar pelo espaço aéreo de aliados dos Estados Unidos. E no dia de hoje, nós tivemos o governo americano impondo sanções contra o ministro do interior do Irã. And também o Zanjane, que é um empresário que, segundo o governo americano, ajudou a lavar dinheiro para o país do Oriente Médio, para o país dos Ayatolás. Quer dizer, você tem novas sanções sendo colocadas.

Você tem um mapeamento de todas as alternativas e opções de ataque. A grande questão é se o Donald Trump vai ou não. Pressionar o gatilho, né? Se ele vai disparar contra o Irã. Mas esse argumento que você traz, essa ideia de que, olha, temos aqui uma janela de oportunidade para resolver um problema grave e antigo. Pode pesar no caso do Trump, ainda mais ele que busca ali uma biografia, busca ter um legado para deixar para a história dos Estados Unidos.

Nomeação do Presidente do FED

Aliás, falando ainda sobre os Estados Unidos, nós destacamos no episódio de ontem, aqui no Petit Jornal, a irritação do Trump em relação ao presidente do FED, o Jerome Powell. E o destaque que ele havia dado à escolha, muito em breve, de um novo nome, de um substituto para o Powell. O Powell tem um mandato que vai até o mês de maio desse ano de 2026. Pois bem, o Donald Trump anunciou hoje nas redes sociais, no melhor estilo do Donald Trump, que Kevin Ward.

Será o próximo presidente do Federal Reserve, será o próximo presidente do FED. O Kevin Worth foi diretor do FED entre 2006 e 2011, indicado originalmente por George W. Bush. Have a papel relevant during the crisis finance of 2008, including intermediate and a series of articulations. Ele já havia sido cotado para o cargo em 2017 pelo próprio Donald Trump, que fez referência a isso. E agora vem uma questão curiosa.

O Wars tem um histórico de uma postura de defesa, de uma postura muito rigorosa contra a inflação e apoio a juros altos. Entretanto, Em 2025, ele passou a ecoar críticas de Trump, defendendo que os juros poderiam ser mais baixos. Diante da escolha dele, Tangui, a reação dos mercados foi até positiva. Porque temia-se o pior. Temia-se que o Donald Trump escolhesse alguém absolutamente doneida. Absolutamente aleatório para tocar o FED, alguém que não estivesse à altura do carro.

Claramente não é o caso do Kevin Moore. Ele já foi diretor do FED. Ele já foi, inclusive, ventilado como presidente do Fed há alguns anos, quando Powell foi escolhido pelo próprio Trump, e agora acaba sendo escolhido. Há uma dúvida em relação ao posicionamento dele? Até há, mas o Fed é um colegiado. A gente sabe que tem muitos diretores ali, inclusive com mandatos longos. E dar um cavalo de pau na política monetária do Fed não é simples e não é trivial.

Consequentemente, o dólar no dia de hoje se recuperou. Acabou tendo ali um processo de valorização, o ouro caiu, inclusive, o preço do ouro acabou caindo. O pessoal se acalmou pensando: ufa! Poderia ter sido muito, muito pior, estava precificado algo muito, muito pior, e apareceu apareceu alguém que realmente tem mudado ali um pouco o discurso, tem feito algumas declarações um pouco diferentes do próprio padrão dele.

Mas ele é empoçado. Aí, depois que ele foi empoçado. É como de garfo e faca, né, Daniel? É como de garfo e faca. Depois que ele foi empoçado, ele vai ter autonomia. Ele tem um nome a zelar. E aí a gente tem lá um colegiado que vai apoiá-lo, e aí as coisas podem seguir um rumo um pouco mais normal, digamos assim. Até porque o FED é independente, o Fed realmente tem muita força do ponto de vista da sua autonomia.

E essa acabou sendo uma notícia super importante do ponto de vista da economia internacional no dia de hoje e fez com que muitos ativos tivessem que ser reprecificados, inclusive o próprio dólar.

NordVPN: Segurança e Acesso

Daniel Souza, queria trazer um recado para os nossos ouvintes aqui, porque nesse mundo de incertezas que a gente vem tendo, a informação é um ativo extremamente valioso, né? Tanto a informação que as big techs podem querer ter com relação aos seus dados.

Quanto o seu acesso a informações em outros países. A gente sabe que o mundo globalizado é um mundo no qual a gente busca informações no mundo todo. Para tudo isso, Daniel, ter uma boa VPN instalada no seu celular, no seu computador, nos seus dispositivos, de uma forma geral, é crucial. E é por isso que a gente traz aqui o link da Nord VPN, são os nossos parceiros.

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Isso significa, portanto, que você consegue ter acesso a informações à internet mesmo que elas estejam bloqueadas por geolocalização. Aliás, Daniel, só por curiosidade, no Irã, só para você ter uma ideia do poder. Não estou recomendando que ninguém vá para o Irã, tá? Ainda mais nesse momento. Mas no Irã tem Nord VPN. Os manifestantes lá, inclusive, muitos deles usam Nord VPN para contornar os bloqueios do governo iraniano, o que apenas mostra o poder que a Nord VPN tem.

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Síria Reaproximação com a Rússia

Daniel Souza, como próxima pauta, eu queria falar um pouquinho sobre uma visita que Vladimir Putin recebeu em Moscou. Que foi o presidente interino, né? Não é o presidente de forma definitiva ainda da Síria, o Ahmed al-Sharah. O Xará, Daniel, ele é um cara que está tendo uma trajetória política bastante curiosa. A gente nunca deixa de mencionar aqui que ele fazia parte de um grupo vinculado ao Qaeda, o Hayet Tarhir Al-Sham. Então ele tem uma formação ali.

De combate islâmico, né? Ali nas fileiras, bastante próximas ao Caira. Se tornou presidente derrubando o governo de Bachal Assad, prometeu. Que faria um país completamente diferente, um país mais aberto, um país que respeitaria as minorias, o que até agora não se verificou tem tido vários momentos de rusgas, de agressões e de ataques, inclusive, contra. Em determinadas minorias, mas tudo isso tentando manter uma boa relação com os Estados Unidos e com aliados dos Estados Unidos da região.

Agora ele tenta buscar uma aproximação também à Rússia. A Rússia é um país que, por si só, já é estratégico para a Síria. É um país que tem relações muito antigas com a Síria. Aliás, a União Soviética já tinha relações bastante intensas.

Com a Síria, acaba a União Soviética, a Rússia mantém esse espaço lá na Síria e mantém, portanto, Tanto uma base aérea quanto uma base naval- aliás, uma base naval importantíssima, super estratégica da Rússia- que é a base naval de Tartus, uma base ali na costa do Mediterrâneo.

E esse encontro, Daniel, já vinha sendo esperado há algum tempo, porque desde que mudou o regime, o Bashar al Assad era um aliado do Putin, um aliado da Rússia. Aliás, Assad está na Rússia, depois que ele saiu da presidência na Síria, ele está na Rússia. E havia uma preocupação que era ficar: como é que vai ser a Rússia? Vai manter as bases? Não vai? Como é que vai ser? E a informação que a gente tem, portanto, a partir desse encontro, Daniel, é que

A Rússia está remanejando os seus ativos, os seus militares, sua presença dentro da Síria. Então, provavelmente, a Rússia vai manter a base aérea de Rhmeyim. Que fica perto de Latáquia, no oeste do país, e vai manter também a base naval de Tartus. Então são pontos estratégicos para a Rússia, pelo encontro, ao que tudo indica, a Rússia vai manter essas posições. Por outro lado, a Rússia começou já a retirar as suas tropas do aeroporto de Kamishli.

Que fica no nordeste do país. E essa é uma informação muito valiosa para a Síria. Porque nessa região nordeste, Daniel, você tem a presença dos kurdos. Então você tem a presença daquelas forças que lutavam contra a Bachá Alassade. E que se mantém lá e que agora são o alvo do governo sírio. O recado que a Rússia parece estar dando para o novo regime da Síria é

Pode ir em frente contra os kurdos aí, que a gente, inclusive, está tirando as nossas forças. Então a Rússia atuou várias vezes do lado dos kurdos, por quê? Porque os kurdos estavam ali lutando contra. O Estado Islâmico, né? E aí a Rússia está junto, está perto e tal, assim como os Estados Unidos já fizeram em outros momentos.

Agora, o Estado Islâmico não parece ser mais uma preocupação naquela parte do mundo. A Rússia faz um acordo com a Síria, mantém duas bases, mas deixa esse aeroporto nordeste do país. E, mais uma vez, a sensação que deve estar passando para os kurdos é. Fomos abandonados. Então a Síria parece ganhar meio carta branca. Tem um Sessa-fogo em vigor nesse momento, mas a Síria parece ganhar carta branca a partir do momento que os Estados Unidos dizem.

Deixa os cudos lá se virarem, Ô Siria, vem aí o que você vai fazer? Pô, não exagera e tal, mas vai lá, faz o que você tem que fazer aí, e aparentemente, uma outra grande potência Rússia. Vai mais ou menos no mesmo sentido. Então a gente vai ter que ver ainda os desdobramentos, mas essa visita de Ahmed Shará a Vladimir Putin, aparentemente, para ele foi muito exitosa. Ele conseguiu aparentemente o que ele queria.

Panamá Rompe Contratos Chineses

Tanque a Suprema Corte do Panamá decidiu e declarou inconstitucionais os contratos da Panama Ports Company, que é subsidiária da CK Hutchinson de Hong Kong. Isso afeta a operação dos terminais de Balboa no Pacífico e de Cristóbal no Atlântico. Nas entradas do canal do Panamá, se acaba tendo um porto em cada uma das extremidades do canal. O presidente José Raul Mulino afirmou que os portos Funcionarão ininterruptamente, que não vai ter nenhum impacto sobre a operação.

A Terminals do Panamá, que é controlada pela Maevsky, disse que pode temporariamente assumir a operação se for necessário. E a decisão complica o plano da Hutkisson, da CK Hutkson, de vender dezenas de portos, incluindo os do Panamá, a um consórcio liderado pela BlackRock. e pela MSC A empresa, inclusive, does not ter sido notificada e considera a sentença sem fundamento jurídico. Afirma ter investido 1.8 bilhão de dólares em quase 30 anos.

E sinaliza ações judiciais, nacionais e internacionais diante dessa decisão. A China prometeu todas as medidas necessárias para proteger empresas chinesas e Hong Kong condenou o que chamou de meios coercitivos que ferem interesses. Commercial. Não é segredo para ninguém que Donald Trump tem pressionado demais o Panamá e tem pressionado o Panamá por conta da presença de empresas chinesas.

E essa empresa, em particular, que controla ou controlava as operações nos dois extremos do canal, era considerado um ponto absolutamente sensível dentro dessa dinâmica de pressão. Vamos acompanhar, Tangui, mas é o Panamá sentindo a pressão e dizendo que, olha, Estados Unidos, está tudo bem. Estamos do seu lado, porque, afinal, nós fazemos parte do hemisfério ocidental.

Eu não consigo ver uma decisão como essa sendo tomada se não existisse Donald Trump e a pressão que está sendo exercida pelos americanos nesses últimos meses. Daniel Souza, hoje é sexta-feira, são 17h44. Esse não é um bate-papo tradicional, né? Normalmente a gente não tem bate-papo nesse horário. A gente está aqui porque a quantidade de assuntos ao longo da semana foi grande demais. A gente tem esse alerta com relação ao Oriente Médio.

Protesto do Batman na Califórnia

Eu queria saber, Daniel. Hoje tem geleia? Não tem? Está diferente a programação? Me conta aí, Daniel. Tanque sempre tem geleia. Esse mundo, Tangi, ele está permeado por geleias por todos os lados. Na gelenda chequeira de hoje, para terminar com uma nota um pouco mais leve, eu registro que um morador da Califórnia resolveu se fantasiar de Batman, Batman, o super-herói, para protestar contra a política anti-imigração do governo Donald Trump.

O protesto dele ocorreu durante reunião do Conselho Municipal de Santa Clara, na Califórnia. O encontro, Tanguir, tratava de uma parada que tinha nada a ver. Eles estavam falando sobre segurança do estádio Leves. Que sediará o Super Bowl em 8 de fevereiro. E os cidadãos tinham ali o direito de falar. Penante o público, né? Por conta justamente daquela sessão pública. O Batman resolveu discursar, vestido de Batman, e falou por cerca de três minutos, num tom duro e confrontacional.

Na prática, então, ele criticou a prefeitura por, segundo ele, permitir que o governo federal atropelasse autoridades locais. E admitiu quebrar o decoro para chamar a atenção a gravidade do tema. Então é isso, Tangui. O Batman vai salvar os Estados Unidos. Contra a política migratória de Donald Trump e ele acabou tendo um impacto midiático. Conseguiu, inclusive, vir no Petit Jornal e chamar a atenção para a sua causa- a sua causa anti AICE. que nesse momento ganha força nos Estados Unidos.

Você pesquisou pra essa pauta, Daniel? Eu tinha uma pergunta muito pertinente para te fazer. É o mesmo Batman que aparecer nas manifestações aqui do Rio de Janeiro? Não, não é o mesmo Batman. Você sabe que são vários Batmans, né? São vários Batmans, dependendo. Da da especialidade do tipo de protesto. Então, é um protesto anti-AIS, é um bar.

É um protesto no Rio de Janeiro? É outro Batman. Você tem uma especialização e uma divisão internacional do trabalho entre os Batman como forma justamente de aumentar a eficiência desse tipo de protesto.

Cursos e Apoio ao Petit Jornal

Perfeito. Daniel Souza, aqui eu tenho que decepcionar quem vai ouvir a gente. Não temos nenhum curso sobre Batman, mas sobre todo o resto a gente tem. Sobre Irã tem, sobre os Estados Unidos tem, sobre Panamá tem aula. Sobre Panamá, ela falou de Panamá hoje. Tem aula sobre Panamá. A gente tem aula sobre toda essa bagunça que está acontecendo por aí.

Sobre Irã, um monte de aula sobre Irã, um monte de aula sobre Israel, um monte de aula sobre Estados Unidos e sobre China, tem aula sobre isso tudo, tudo lá em peticursos.com.br.

Deixo aqui, pela primeira vez eu vou ter que falar, né, Daniel? Não temos aula sobre Batman. Eu costumo vir aqui e dizer que todos os assuntos a gente tem aula. Sobre Batman, não tem. Fica aí a crítica, né? Essa nossa falha, mas se você quiser aula sobre qualquer outra coisa, Tem lá petcursos.com.br Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petro Anal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé.

Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Petit é uma mídia pequena, não tem aí o suporte de um conglomerado ou de uma grande produtora, é um trabalho bastante artesanal e por isso a ajuda de nossos apoiadores.

É fundamental, e por isso registramos aqui o nosso carinho e o nosso agradecimento a cada um deles. Fica até meu convite. Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a Chave Pix,

É uma forma prática, instantânea, de apoiar o Petit Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. A chave Pix está no descritivo. Temos também o link do apoia-se, do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.

Daniel Souza, a princípio a gente volta com bate-papo na segunda-feira, nove da manhã. Sabe sei lá o que vai acontecer ao longo do fim de semana? Mas vou deixar aqui até segunda-feira, Daniel Souza. Nos vemos, um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e Reverência em doses diárias. Acesse dá wábli dáblio.petjornal.com.br.

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