Irã oferece concessão nuclear - BP 1019 - podcast episode cover

Irã oferece concessão nuclear - BP 1019

Feb 10, 202631 min
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Summary

Este episódio detalha as recentes negociações nucleares entre Irã e EUA, onde o Irã propõe diluir urânio em troca da retirada de sanções. Aborda também a análise do Brasil sobre o acordo comercial EUA-Argentina e suas possíveis violações das regras do Mercosul, além da oposição de Macron ao acordo UE-Mercosul e as novas salvaguardas agrícolas. Outros tópicos incluem o endurecimento da política migratória europeia, os riscos enfrentados por brasileiros na guerra da Ucrânia, e as pressões de Donald Trump sobre o México para cortar o envio de petróleo a Cuba, e sua ameaça de bloquear uma ponte entre EUA e Canadá.

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No episódio de hoje, analisamos a concessão feita pelo Irã nas negociações com os Estados Unidos, com o anúncio da diluição de parte do urânio enriquecido, movimento que sinaliza disposição ao diálogo e busca reduzir tensões em torno do programa nuclear iraniano. O episódio discute os impactos diplomáticos da medida, os limites da confiança entre as partes e as possíveis consequências para a segurança no Oriente Médio.

Também abordamos as repercussões do acordo entre Estados Unidos e Argentina, que levou o Brasil a analisar uma eventual violação das regras do Mercosul. No eixo europeu, comentamos o reforço da oposição de Emmanuel Macron ao acordo UE Mercosul, ao mesmo tempo em que o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas relacionadas ao tratado. O programa analisa ainda a aprovação de regras mais duras contra a migração pelo Parlamento Europeu, a decisão do México de suspender o envio de petróleo a Cuba após ameaça de Trump e o alerta do Itamaraty diante da morte de mais um brasileiro combatendo na Ucrânia.

Na Geleia da Shakira, encerramos com a ameaça de Trump de impedir a inauguração de uma nova ponte entre Estados Unidos e Canadá, em um episódio de forte tom personalista.

#Irã #Nuclear #Mercosul #Europa #Geopolítica

Transcript

Intro / Opening

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água. Olá gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1019. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 17 horas e 25 minutos da terça-feira, 10 de fevereiro de 2026. Cá está a dupla de costume à dupla, que você conhece de Coá. Tangue, vírgula o bagdade animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado e preocupado.

Segue muito preocupado o professor Pagar de Tempos, também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1019. Um prazer estar aqui mais uma vez. Deixo aqui as super boas-vindas.

A você, Daniel Souza, do outro lado do planeta Terra, e também a todo mundo que está aqui junto com a gente nessa nossa live, né? Nessa tarde aqui de terça-feira. Um prazer ter vocês aqui. Que bom que vocês estão acompanhando o mundo junto com a gente, né? O momento aqui da gente poder.

Irã e Negociações Nucleares

Também sentir que a gente não está sozinha acompanhando as maluquias que estão acontecendo por aí. Daniel, eu quero começar a nossa pauta de hoje falando sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear, né? Sobre a temática nuclear. Hoje, a gente teve a informação de que o chefe da Organização de Energia Atómica do Irã O Mohamed Eslami sugeriu que o país pode diluir o seu estoque de urânio enriquecido para fins civis, evitando o seu uso militar.

A estimativa que a gente tem hoje, Daniel, é que o Irã possua cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60%. Essa é uma estimativa da Agência Internacional de Energia Atómica. De que o Irã teria esses 400 quilos de urano enriquecido a 60%. Só para a gente ter uma ideia do que significa o urano enriquecido a 60%, para você fazer uma bomba nuclear, você precisa de um enriquecimento a 90%. Pra você conseguir fazer um explosivo.

Até ali, a partir de 80, 70 e poucos, dá para você fazer um explosivo. Rudimentar, vamos colocar assim. Continua sendo explosivo nuclear, mas ele tem um poder um pouco menor, ele é menos confiável e tal. O que o chefe da organização de energia atômica do Irã está dizendo. É que o Irã aceitaria pegar esse urano enriquecido a 60% e diluí-lo. Dessa maneira você mistura, como se fosse você mistura esse urânio.

Enriquecido a 60%, com urânio menos enriquecido, e, portanto, a taxa de enriquecimento reduziria e ela chegaria, portanto, a níveis um pouco mais seguros, a níveis que não permitiriam fazer bombas nucleares. Isso acontece no momento no qual os Estados Unidos e Irã estão engajados em negociações. A gente já falou sobre negociações que aconteceram nos Emirados Árabes Unidos. Tivemos uma nova rodada de negociações acontecendo no em Oman, né? Também no Oriente Médio.

Só que o Irã coloca uma condição. A condição é: Estados Unidos, eu aceito fazer essa diluição, eu aceito diminuir o nível de enriquecimento de urânio que eu tenho aqui, desde que os Estados Unidos retirem as sanções contra o Irã. Já sabemos com isso, Daniel, que não vai ser esse o caminho. Não é assim que vai acontecer. Os Estados Unidos não vão retirar sanções contra o Irã. Quero lembrar. Que havia um acordo nuclear assinado entre Estados Unidos e Irã, né? Na verdade,

Não apenas Estados Unidos e Irã, alguns outros países participando também, assinados durante o governo do Obama, e que o Trump saiu lá no seu primeiro mandato, lá em 2018. Foi o próprio Donald Trump que saiu desse acordo. Alegando que o Irã estava enganando a comunidade internacional, dizendo que não enriquecia o urânio, mas que continuou fazendo enriquecimento para chegar na sua possibilidade de fazer bombas nucleares.

Então, Daniel, se a condição do Irã for essa, me parece que a gente está aí num beco sem saída. Não vai ser esse o caminho. Mas o fato, Daniel, é que não é muito comum a gente ouvir o Irã. Fazendo uma proposta na qual ele admite que poderia eventualmente diminuir. O enriquecimento de urânio, recuar no enriquecimento de urânio, principalmente no momento no qual existe uma tendência a considerar que a confiança está em falta, Daniel. Você tem, inclusive, declarações por parte.

Da liderança da Agência Internacional de Energia Atômica, que é uma organização sediada lá em Viena, ligada à Organização das Nações Unidas, que disse que o Irã não dá acesso total, a gente não consegue fiscalizar tudo, não consegue monitorar tudo. O Irã colocar isso na mesa parece que o Irã está querendo encontrar uma solução, ou, pelo menos, está querendo ganhar tempo.

De novo, sou cético. Acho que a gente não vai conseguir avançar muito nessa proposta especificamente, mas o fato é que as negociações, pelo menos, E estão acontecendo. Importante lembrar sempre que em junho do ano passado os Estados Unidos bombardearam pela primeira vez instalações nucleares iranianas. Isso, claro, é um elemento de pressão sobre o Irã. Já não é mais aquela ameaça, Daniel, abstrata. Algum dia, se nada avançar, eu poderia atacar instalações nucleares. Esse ataque já aconteceu.

E você ainda tem, do lado dos Estados Unidos, Israel exigindo um desmantelamento total do programa nuclear iraniano e também da sua capacidade de produção de mísseis balísticos. Essa é uma outra preocupação gigantesca. De Israel, dos Estados Unidos também, mas principalmente. De Israel, e são todos elementos que certamente vão estar na mesa nas próximas rodadas de negociação. Lembrando, a gente já teve negociações nos Emirados Árabes,

Já tivemos negociações ao longo dos últimos dias em Oman. A gente certamente vai ter outras rodadas de negociações. Falta muito, mas muito mesmo até se encontrar uma solução. Mas um passo minimamente foi dado com o Irã assenando para a possibilidade de eventualmente diluir o seu Urano enriquecido, desde que os Estados Unidos retirem as sanções, o que, repito.

Acordo EUA-Argentina e Mercosul

Muito provavelmente não vai acontecer. Tangi, dando continuidade a uma pauta que a gente tem acompanhado aqui no Petit Jornal, o Brasil iniciou análise do acordo comercial entre Estados Unidos e Argentina. A preocupação central é avaliar se o pacto dos dois países excede os limites permitidos pelo Mercosul para acordos bilaterais com países terceiros. A informação acabou sendo revelada pela Reuters, que trouxe realmente a conhecimento público essa informação.

O Mercosul restringe acordos comerciais individuais, obviamente, para preservar o poder de barganha do bloco, do esforço coletivo do bloco. Argentina e Brasil obtiveram algo em torno de 150 exceções tarifárias cada. Uruguai e Paraguai receberam cotas maiores do que Brasil e Argentina. E o governo argentino afirma que todas as reduções tarifárias do acordo com os Estados Unidos estão dentro das exceções.

O chanceler argentino, inclusive, disse que o Mercosul não impede acordos desse tipo. O que não impede mesmo, a grande questão é se você está excedendo o número de exceções permitidas. Já os diplomatas brasileiros avaliam que o escopo é maior do que o permitido. Aliás, é uma desconfiança que nós aqui no Pet Jornal tivemos desde o início, Tangi, que o escopo desse acordo parecia muito maior do que é permitido.

pelo Mercosul, pelas regras do Mercosul. E o que acaba acontecendo é que o Brasil pode convocar o Conselho Europeu, ou Conselho Europeu, o Conselho do Mercosul. Se considerar que houve excessos no estabelecimento dessas reduções tarifárias no acordo entre Argentina e Estados Unidos, a próxima reunião de cúpula do Mercosul. Acontece no final de junho em Assunção, quando o Paraguai, inclusive, vai passar a presidência rotativa para o Uruguai.

De qualquer maneira, Tangui, a gente tem um Javier Milly que dá inequívocos sinais. De que considera o seu alinhamento com os Estados Unidos uma prioridade e que não está disposto a enfrentar qualquer tipo de constrangimento em relação ao Mercosul. Ao mesmo tempo, o governo argentino, pelo menos

Até o presente momento, dá sinais de que quer manter, pelo menos, a ideia de que, não, veja bem, o Mercosul está de pé e tal. Até porque o Mercosul recentemente conseguiu uma vitória super importante, uma vitória maiúscula. com a celebração do acordo entre União Europeia e Mercosul, que ainda depende de uma série de trâmites, mas, de qualquer maneira, já foi muito adiante no que diz respeito à celebração desse acordo.

Vamos acompanhar, mas me parece que essa história não acabou. O Brasil percebeu o que a Argentina está fazendo, a Argentina está dando ali um Dijon sem braço. Está fingindo que não está vendo, não, o Mercosul continua de pé, etc., e deixa eu celebrar aqui um acordo com os Estados Unidos que ultrapassa os limites do Mercosul, tendo a achar até o presente momento. Que as suspeitas brasileiras são verdadeiras.

E de que a Argentina realmente ultrapassou os limites, algo que a gente já desconfiava aqui no Petit Jornal desde o início do anúncio desse acordo. Pois é, Daniel, porque assim o Argentina ela pode assinar um acordo com os Estados Unidos, não tem problema. Desde que seja, por exemplo, um acordo de promoção comercial, por exemplo. Ah, então vai ter um acordo aqui, e produtos americanos vão passar a ter um acesso maior a determinados mercados e tal. Agora, ele mexeu com tarifa.

Você está mexendo com uma tarifa que é comum, é a tarifa do Mercosul como um todo. Então, se a Argentina começa a aplicar para determinados produtos oriundos dos Estados Unidos tarifa zero, Teoricamente, isso mexe com os outros países do bloco também, porque são país que, eventualmente, vou chutar aqui, tá? Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia aplicam tarifa de 12%. Aí a Argentina vai lá e aplica zero.

Você tem uma entrada de produtos americanos aqui no espaço regional que vão entrar pelos Estados Unidos com custo muito mais baixo e, eventualmente, podem ser reexportados para os mais países do Mercosul, também sem pagar tarifo, porque a circulação dentro do bloco. Ela é livre. Então, realmente é estranho e tem que ver os detalhes. Apenas o anúncio que a gente viu, Daniel, que saiu pela imprensa.

Ele é insuficiente, mas ele acende de fato uma luz amarela. Será estranho, né? O anúncio desse acordo aí é realmente bastante esquisito. Agora, Daniel, você está falando sobre acordos aí, Mercosul. Mercosul, União Europeia, Argentina e Estados Unidos, quem vai se dar bem, Daniel Souza, vão ser os europeus que, com esse acordo aí entre Mercosul e União Europeia, vão passar a ter acesso a produtos brasileiros.

Entre eles, quem sabe, Daniel Soas, é Insidestore, produzida no Brasil, produto de altíssima tecnologia, Brazuca. E você não pede por esperar. Aliás, o link está na descrição desse episódio. Você dá uma olhada lá. Que maravilha que a Inside está fazendo, diversificando cada vez mais a sua linha de. De produtos, né? Então tem produto pra tudo que você precisa. Precisa trabalhar. É para ir para a academia, para final de semana, para algo mais casual, para ir no cinema, para ir jantar.

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Endurecimento da Política Migratória Europeia

Link no descritivo desse episódio. Daniel, a próxima pauta que eu quero trazer não é exatamente uma novidade, mas ela evidencia um movimento que vem acontecendo na Europa. Hoje, o Parlamento Europeu aprovou um texto que endurece a política migratória da União Europeia.

Então, isso passou no parlamento europeu por grupos, né? E aí o Parlamento Europeu era dividido por partidos europeus, né? Enfim, que os partidos nacionais se filiam a partidos europeus e mandam, portanto, seus parlamentares para lá. Então, essas propostas passaram com apoio de partidos de direita e da extrema direita e consolidam, de fato, uma mudança de rumos da União Europeia com relação à questão da migração.

Uma das medidas que foi aprovada hoje, Daniela, autoriza o envio de solicitantes de asilo para terceiros países. Desde que eles sejam considerados seguros. Então, basicamente, seria a União Europeia. Ela vai fazer acordos com países que ela considere que oferecem uma segurança para os solicitantes de asilo. Essas pessoas que entrem na União Europeia para demandar asilo, elas

Essa possibilidade, não vão mais esperar na União Europeia. Elas vão ser mandadas para outro lugar e o processo vai acontecer em outro lugar, em outro país. Alguns países já foram. Levantados com possibilidades, Kosovo, até para a Índia você tem a possibilidade de mandar pessoas, Bangladesh, Colômbia, Egito, Tunísia, são todos países que eventualmente podem receber essas pessoas.

O que não é uma novidade, tá? Giorgio Meloni, por exemplo, já assinou acordo algum tempo atrás, a gente falou sobre isso aqui no Petit Jornal. Para mandar, por exemplo, pessoas para a Albânia. Então você chega lá na Itália, ah, eu sou solicitante de asilo. A Itália te pega, manda para a Albânia enquanto o processo rola. Então, de início, o que seria razoável seria essa pessoa ao ser

Pega, né? Indocumentada, ser mandada de volta para o seu país de origem. Agora, essa pessoa vai para um centro de detenção num outro país para esperar o processo ser finalizado para eventualmente ser liberada a sua entrada.

Ao mesmo tempo, Daniel, é importante a gente notar que essa medida é aprovada no momento no qual, quando a gente pega no ano passado, por exemplo, 2025, a gente teve uma queda de cerca de 25% das entradas irregulares na União Europeia. Então não é que Isso está sendo aprovado porque houve um aumento muito grande, está aumentando dramaticamente a entrada de pessoas na União Europeia, sem documentos, sem autorização.

É o contrário, né? Você está tendo, na verdade, uma queda. Agora, é um tema muito popular em agendas eleitorais por vários partidos ao redor da União Europeia. Um fenômeno que a gente vem percebendo, isso naturalmente dialoga muito com o que vem acontecendo nos Estados Unidos, é que a gente tem cada vez mais partidos na União Europeia que acham ótimo o que está acontecendo nos Estados Unidos com relação ao ICE.

Então, por exemplo, na Bélgica, na França, na Alemanha, em alguns outros países, você tem política que dizem que isso que os Estados Unidos estão fazendo é o correto. Você não vai apenas pegar um migrante indocumentado por acaso. Ah, pediu o documento ali, pô, o cara não tem documento, eventualmente ele vai ser. Detido e mandado embora, vai ser mandado para outro lugar, sabe sei lá o que vai acontecer com ele. A ideia é você começar a pegar pessoas ativamente. A FD na Alemanha.

Tá falando sobre isso. Tem que bater na porta, já saber quem é o cara e já pegar e já levar. Você não, viu, Daniel Souza? Você tem uma FD aí que é taxado de neonazista, de repente tá falando pra bater na pó das pessoas aí, estrangeiros e tal, mandar embora. Sei lá se isso não dá frio na espinha das pessoas que estão ouvindo a gente. Na Bélgica, por exemplo, você tem um movimento parecido, o partido Vlaams-Belang, que fala mais ou menos a mesma coisa, and na França, o Eric Zemmour.

Fala o Henrique Zemur, Daniel, ele faz a Marine Le Pen parecer uma social democrata, né? O Henrique Zemur está muito à direita da Marine Le Pen, por exemplo, que já está muito à direita do espectro político, diz a mesma coisa: tem que ter uma polícia especializada aí na França. Para pegar pessoas e mandá-las embora ativamente. Então a gente vê, Daniel, como é que o clima na União Europeia é um clima de hostilidade à entrada de migrantes.

No momento, Daniel, no qual a Uniarapé claramente precisa de pessoas: precisa de pessoas jovens, precisa de trabalhadores, precisa de pessoas que entram lá querendo trabalhar. A migração, naturalmente, é uma ótima possibilidade. Você tem dois caminhos: você ajuda na regularização, as pessoas viram mão de obra. Ou você dificulta a regularização e dá um jeito de mandá-las embora. É mais ou menos isso que a União Europeia vem considerando como uma prioridade sua.

Macron e Salvaguardas no Acordo UE-Mercosul

Ao longo dos últimos tempos, Daniel. Aliás, ainda falando sobre a União Europeia, Tangi, mais especificamente sobre a França, como é chato o Emmanuel Macron, hein? Meu Deus do céu, mas como é chato, Tanqui? Aceita que você foi derrotado, Emmanuel Macron. Manal Macron, o Tangier, ele deu uma entrevista conjunta a alguns veículos de imprensa europeus.

E voltou a classificar o acordo entre União Europeia e Mercosul como, abre aspas, um mau negócio, fecha aspas, e abre aspas desatualizado, fecha aspas. Aí ele foi questionado pelo óbito. O Macron, mas cumpriar parceiros comerciais da União Europeia? E rejeitar, defender a ampliação de parceiros da União Europeia e rejeitar o acordo com o Mercosul me parece meio contraditório da sua pessoa, né? Da sua biografia.

E aí ele veio de forma muito sambarilov. Não, o sinal geopolítico é correto, a estratégia geral é boa, o problema está no mandato do acordo. Que seria antigo e inadequado às exigências atuais da União Europeia. Ele insiste, Tanque, nas chamadas cláusulas de espelho, Onde produtores do Mercosul deveriam cumprir exatamente as mesmas normas ambientais, sanitárias e de produção impostas.

Aos europeus, e dessa forma, na prática, inviabilizar a entrada de produtos do Mercosul no continente europeu. Aliás, dentro desse contexto, nós tivemos a aprovação. Na data de hoje, das salvaguardas agrícolas do acordo. Quer dizer, a União Europeia aprovou no Parlamento Europeu salvaguardas agrícolas. Na prática, o que acaba acontecendo é que, se o acordo entrar em vigor, e somente se o acordo entrar em vigor, a Comissão Europeia pode abrir investigações.

Se duas condições ocorrerem simultaneamente. Primeira, importação de produtos sensíveis com aumento de 5% na média de 3 anos anteriores, na média dos três anos. Ou então preços dos produtos importados pelo menos 5% abaixo do preço praticado no mercado europeu. Ou seja, Se os europeus forem incompetentes,

Se o Mercosul for muito eficiente, o Mercosul é bonito. É disso. Produtos considerados sensíveis: carne bovina, carne de frango, ovos, frutas cítricas e açúcar. Ou seja, tudo aquilo que a gente é bom pra caramba, que a gente consegue vender barato. Ah, então, se as importações da Europa aumentarem muito, vamos abrir uma investigação contra o Mercosul.

Se o preço for muito mais baixo do que o produto europeu, vamos abrir uma investigação contra o Mercosul. Isso é insegurança jurídica. Isso é falta de seriedade desses europeus que não sabem cumprir um acordo. Assinou o acordo? Siga o acordo. Ah, porque o produto do Mercosur é muito bom. Paciência, trabalhe mais, acorde mais cedo. Tem ali condições de competir conosco. Porque o que acaba acontecendo numa situação como essa é a seguinte.

O Mercosul vai lá, abre o seu mercado, aí de um dia para o outro, ah, veja bem, salvaguardas, porque os produtos do Mercosul estão entrando em quantidade superior ao que eu imaginava, porque vocês são ainda melhores. Do que eu imaginava. Um país como o Brasil, que ao longo das últimas quatro décadas teve no agronegócio um crescimento da produtividade em média de 3% ao ano, vai engolir os europeus. E é da vida.

É o mercado funcionando, assim como os europeus vão ter acesso ao mercado no Mercosul, numa série de áreas. Nas quais o Mercosul não vai ter condições de competir, e tudo bem. Então, esse é um processo que acaba sendo natural quando você celebra um acordo de livre comércio. Mas os europeus estão incomodados.

Perdão, Daniel. Isso ele falou durante uma entrevista longuíssima que ele deu, reclamando dos Estados Unidos. Então, segundo ele, os Estados Unidos estão pressionando a Europa, porque o momento de geopolítico é complicado, e temos que encontrar outros parceiros. おぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉぉ

Tem que encontrar outros parceiros, mas eu não quero fazer concessão comercial de mercado para outros parceiros. Aí não é fazer parceiro, aí é ter colônia, é ter exclusivo colonial. Só eu vendo para você e você não vende para mim. Não tem condição, né? Então o Macron está reclamando.

De a position of certailidade, um certo isolamento que a União Europeia está a partir do momento que não pode mais confiar nos Estados Unidos, mas também no momento de fazer outros aliados, enfim, de eventualmente trazer o Mercosul mais para o seu lado.

Brasileiros Mortos na Guerra da Ucrânia

Ah, não funciona tão bem, porque ele é pressionado lá pelos agricultores que representam, sei lá, 2% do PIB francês. Daniel, a gente teve uma nota. Triste e preocupante. Da morte de mais um brasileiro que estava integrado às forças ucranianas. Morreu lá na guerra na Ucrânia. Adriano Silva é paraense, era paraense. E morreu na cidade de Kupiansk, atingida por fogo indireto de artilharia. Então, não morreu a partir de um combate corpo a corpo, foi um combate de artilharia.

Mas Adriano Silva veio a óbito. A gente teve recentemente, Daniel, uma nota do Itamaraty dizendo que ao registro de 22 brasileiros mortos e 44 brasileiros desaparecidos. Só no conflito na Ucrânia. Esse dado, de 22 brasileiros mosos e 44 desaparecidos, não inclui o Adriano Silva, porque é mais recente, essa nota já tem alguns dias. E, portanto, o Itamaraty está meio assim falando mais uma vez. Que desaconselha fortemente a ira de brasileiros à zona de guerra.

Alerta que não é uma aventura, não é uma brincadeira, vou lá brincar da tira em russo e tal, porque há uma dificuldade muito grande de romper contratos com força estrangeira depois do alistamento. Meu amigo, você está se alistando numa guerra, não é paintball, não é coisa séria. Então tem gente que vai e aí descobre lá que, poxa, se eu quiser ir embora, eu não consigo, não posso, retém meu passaporte, eu não tenho como ir embora.

Existe uma assistência consular limitada. Essa ideia de que também, ah, se der problema, eu li para o consulado brasileiro, alguém vai me resgatar. Não tem nenhuma obrigação do Estado brasileiro de custear resgate, retorno, ou qualquer coisa assim. E que esses brasileiros alistados em Forças Armadas estrangeiras podem responder criminalmente no exterior. E em determinados casos podem responder também no Brasil, de acordo com o artigo 7 do Código Penal.

Que permite a aplicação extraterritorial de leis brasileiras em determinados casos. Ou seja, não é apenas um risco físico, mas você também tem um risco legal e, eventualmente, até. Patrimonial. Não dá para saber exatamente quantos brasileiros estão na Ucrânia na condição de combatentes, mas o fato, Daniel, é que a gente está falando aí de 22 brasileiros que já se sabem que estão mortos.

Mais os casos que eventualmente não estão contabilizados, então o Adriano Silva, por exemplo, não está contabilizado nesses 22. E mais 44 desaparecidos, que sabem, sei lá, o que aconteceu com eles, onde é que eles estão, o que é bastante preocupante. Eu sei que اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی اینجا روسی E houve realmente muita gente que foi para lá para se alistar.

Ações de Trump: México e Ponte Canadá

Fazer a diferença e tudo, mas o risco é muito grande se é algo que o Itamaraty vem ressaltando constantemente, Daniel. Tem que registrar aqui rapidamente que a presidente do México acabou. Recuando em relação ao que ela havia dito há alguns dias a Cláudia Shenbaul, e ela destacou que Cuba não receberá mais embarques de petróleo provenientes. Do México. Na prática, isso é uma resposta dos mexicanos à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De taxar países que abasteçam a ilha com energia. A gente sabe o quanto as exportações mexicanas em direção aos Estados Unidos são importantes. E, consequentemente, diante dessa pressão exercida pelo Donald Trump, a Cláudia Schenbao recuou, e, ao contrário do que havia dito há algum tempo, e inclusive nós destacamos isso aqui no Petit Jornal. Ela não vai mais enviar petróleo para Cuba, o que vai colocar a Ilha Carimpenha numa situação ainda mais delicada.

Recorrendo aí o risco de um certo colapso energético, e a ideia do governo americano é justamente essa: o colapso aumentando a pressão. Sobre o regime que hoje é liderado pelo Miguel Dias Canel. Pessoas, vamos para a geléria Chaqueira de hoje? O que você conta pra gente hoje? Tenguinha, na gera da chaqueira de hoje eu quero repercutir o que um prefeito do interior decidiu, ou melhor, foi o presidente dos Estados Unidos, mas parece um prefeito do interior.

O Donald Trump ameaçou bloquear a abertura da ponte internacional Gord Highway, que liga Detroit a Windsor, Detroit nos Estados Unidos, ao Windsor no Canadá. Ela tem uma extensão de pouco mais de 2,4 quilômetros. E ela custou mais de 4 bilhões de dólares. A abertura está prevista para 2026 após testes. O Trump afirmou que não permitirá a abertura da ponte até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados, totalmente compensados.

É trata os Estados Unidos com injustiça e com desrespeito que os canadenses precisam mudar. E isso é absolutamente inadmissível. Outro aqui eu fiquei pensando, mas tem outras pontes, tem outras formas de acessar os Estados Unidos e o Canadá, e vice-versa. É, achei um pouco estranho. Mas, de qualquer maneira, o Donald Trump está com o hiperfoco dele em ponte. A ponte agora.

É a ponte que liga ali os Estados Unidos ao Canadá, que ele não permitirá que seja aberta, enquanto os Estados Unidos continuarem sendo desrespeitados e maltratados pelos canadenses, esses inimigos mortais dos Estados Unidos. Essas pessoas ruins, essas pessoas que impedem que os Estados Unidos possam se tornar great again, né? Que a América possa se tornar great again. Achei um pouco ridículo.

Pode dizer o mínimo, mas o Donald Trump agora está com esse por hiperfoco para pressionar o Canadá. Isso mostra um pouco até que estão se. Reduzindo as alternativas, estão reduzidas as alternativas do Donald Trump de pressão sobre os vizinhos do Norte.

E eu fiquei com a impressão de que ele estava falando sobre uma ponte de Lego, né, Daniel? Um negócio meio assim: não, essa ponte aqui eu vou tirar, não vai abrir. Essa ponte não vai abrir. É um negócio meio infantil, né, Daniel? Bem infantil. E eu tenho a impressão que o Donald Trump, o maior risco que o Donald Trump nos traz.

É no momento que ele está entediado. Se ele estiver entediado, meu amigo, com o céu lá na mão, ele vai ver alguma notícia qualquer e vai querer mostrar que é poderoso. Essa ponte aqui, ponte? Não vai ter ponte. Não vai ter ponte.

Encerramento e Apoio ao Petit Journal

Essa ponte não vai abrir, isso é a cara de Donald Trump, Daniel Suza. Dessa maneira, Daniel Soza, a gente termina o nosso episódio de hoje. E queria agradecer a todo mundo que acompanha a gente, todo mundo que está aqui junto com a gente. Ao longo da semana, né? Hoje é terça-feira, já tivemos dois episódios hoje, mais um episódio- dois episódios ontem, né? Mais um episódio hoje, temos episódio até sexta-feira.

Para a gente é muito prazeroso oferecer essas aulas, oferecer esses episódios todos. A gente pesquisa muito, dá muito trabalho, realmente toma parte importante do nosso dia para produzir esses episódios. E a gente só consegue fazer isso por conta do seu apoio. Então, eu queria agradecer de maneira assim, de coração,

Pelo seu apoio, você que é apoiador, você que ouve a gente, você que divulga o Petit Jornal. Tem várias maneiras de ajudar o Petit Jornal. Você pode, por exemplo, aliás, algumas são gratuitas, né? Você pode, por exemplo, se inscrever no canal do Petit Jornal no YouTube. Você ajuda demais a gente. O Petrijunal tem também um canal de cortes, né? Que tá na descrição desse episódio. Se inscreve lá no canal de cortes.

Dá cinco estrelinhas pra gente no podcast que você escuta a gente. Se você quiser ajudar a gente de outra maneira, tem várias formas, estão todas na descrição desse episódio. Você pode ajudar a gente. Fazendo PIX, inclusive Pix recorrente. Você pode ajudar a gente pelo apoio, você pode ajudar a gente pelo Patreon se você estiver no exterior. Tem várias formas de apoiar o petrodicional e para a gente isso faz. Toda a diferença, né? Eu realmente senti.

Que a gente tem apoio, apoio direto de vocês para manter o nosso projeto. Aliás, Tengui, hoje temos uma nova aula do peticursos.com.br, aula de número 4 do curso dedicado a falar sobre inteligência artificial e todos os desdobramentos econômicos e políticos. Que essa nova tecnologia tem, o streaming de atualidades do petitornal.

Ele acaba sendo uma ótima maneira de aprofundar todos os temas que são discutidos aqui no podcast. E na plataforma nós temos lá, sei lá, 150 aulas, 160 aulas, já perdi a conta, Tanquinha. Disponíveis, é no sistema de streaming, é barato, é acessível. Vai lá, peticurso.com.br, conheça o projeto Irmão do Petornal, que eu tenho certeza que você vai gostar demais.

É uma forma de você manter atualizada, se manter atualizado em relação às discussões internacionais peticursos.com.br. É isso, Daniel Souza, mãe, estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e Reverência em doses diárias. Acesse www.petjornal.com.br

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