EUA e Índia se acertam - BP 1013 - podcast episode cover

EUA e Índia se acertam - BP 1013

Feb 03, 202629 min
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Summary

Este episódio analisa o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Índia para reduzir a compra de petróleo russo, impactando o mercado global de energia. A discussão se estende ao destino do petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro e as eleições na Costa Rica, onde a nova presidente Laura Fernandes elogia o estilo de governo de Nayib Bukele. Aborda também a iniciativa do Japão de extrair terras raras do fundo do mar e a retomada das negociações nucleares entre EUA e Irã.

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No episódio de hoje, analisamos o anúncio de Donald Trump sobre um acordo entre Estados Unidos e Índia que prevê a redução das compras indianas de petróleo russo, com impactos relevantes para o mercado global de energia e para o redesenho das alianças geopolíticas.

Discutimos também o destino do petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro e como a reorganização política em Caracas vem alterando fluxos, contratos e interesses no setor energético.

O episódio aborda ainda as eleições na Costa Rica, que levaram Laura Rodríguez ao poder com um discurso que elogia o estilo de governo de Nayib Bukele, além da iniciativa do Japão de extrair lama rica em terras raras do fundo do mar, movimento estratégico em meio à disputa por minerais críticos. Comentamos também a confirmação de uma reunião entre Estados Unidos e Irã, em Istambul, para tratar da questão nuclear.

Na Geleia da Shakira, encerramos com a repercussão na Itália de uma pintura de anjo em uma igreja que foi comparada à primeira-ministra Giorgia Meloni.

#EUA #Índia #Energia #Geopolítica #Irã

Transcript

Abertura e Temas da Semana

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água. Olá gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1013. Estamos gravando numa live no YouTube do Pet Jornal, são exatamente 19 horas e 13 minutos da segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. Cá estar a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, tangue, vírgula, ou bagdadia animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumban.

Descansado e tarifado. Segue tarifado o professor Baghdadi, apesar de suas inúmeras tentativas de solução para essa questão. Temos também um professor Baghdadi muito preocupado. O que acontece no scenario international in these ultimate semanas, in these ultimate meses, muta imprevisibility. And Daniel Souza, who's queues fala ao longo dos próximos minutos. Vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais.

Dos últimos dias. Como vai, professor Bagdadi? Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza? Nesse dia 2 de fevereiro já é o segundo bate-papo do DID, não tá faltando assunto, viu, Daniel? Quando a gente falou assim, pô, vamos fazer dois na segunda-feira. Teve determinado momento que a gente falou assim: Pô, será que vai ter assunto para estudo? E é garantido, sempre tem muito assunto, e a gente, aliás, se arrependeria se não fizesse esse segundo episódio. Deixo aqui.

As boas-vindas a todo mundo que acompanha a gente. Muito obrigado pela sua presença. Você que está lavando louça, você que está dirigindo, você que está na academia, você que está fingindo que está trabalhando, né, Daniel Suas, acontece, a pessoa está ali com cara de concentrada e tal, mas está ouvindo o Petit Jornal. Sejam muito bem-vindos a mais esse episódio Bate-Papo 1013. Daniel, já tem um tempo.

Acordo EUA-Índia e Petróleo

Que a gente fala sobre a habilidade que a Índia vem tendo para lidar com esse cenário de transformação. Nariandra Modi não se sente acuado, ele não costuma se sentir muito acuado, o primeiro-ministro indiano. Então, no momento em que Você tem Estados Unidos, China, Rússia disputando espaço? Quem é que vai estar na liderança internacional? Quem é que vai conseguir mais espaço? Tudo a Índia.

Ela não se aperta, Daniela. Então, tem um determinamento que ela está comprando armas alucinadamente da Rússia, comprando petróleo como se não houvesse a manha da Rússia. Aí vai ser tarifado pelos Estados Unidos. E no outro dia, que no caso é hoje. O Donald Trump vai lá e anuncia que assinou um superacordo com a Índia. Me conta aí, Daniel, o que aconteceu no dia de hoje?

Pois é, Tang, tivemos esse anúncio por parte do Donald Trump destacando que Índia e Estados Unidos chegaram a um acordo comercial, e duas coisas obviamente chamam demais a atenção. A primeira delas É que os Estados Unidos reduzirão tarifas sobre produtos indianos de 25% para 18% de forma imediata. É tarifa para Xuxang. É muita tarifa 18%, inclusive é sensivelmente maior do que tarifas na casa de 15% que foram alcançadas pelos europeus.

Pelos sul-coreanos, japoneses, entre outros. E uma outra coisa que me chamou demais a atenção é que o Trump afirmou que o Mold concordou em parar de comprar petróleo russado. o que me parece algo no mínimo estranho. É bem verdade que o Mood não confirmou isso, e não me parece que a Índia, que tem uma fome, uma voracidade enorme por petróleo, cogita realmente parar de comprar petróleo russo. Mas o Trump afirmou isso.

E esse é um ponto que é muito sensível sempre, né, Daniel? Porque isso é algo fundamental- a Índia é um país que está numa trajetória de crescimento impressionante. A Índia hoje cresce o que a China crescia alguns anos atrás. E a Índia é um país que tem uma deficiência energética muito grande. Ela precisa de muita energia. Então ela compra energia de quem aparecer na frente dela. Até pouco tempo a Rússia estava vendendo peto. Quer dizer, a Rússia está vendendo, aliás,

Até pouco tempo, não. Agora, a Rússia está vendendo petróleo a valores mais baixos por conta das sanções e tal. Então ela oferece um deságio. A Índia vai lá e compra tudo que puder da Rússia. O Trump já tem um tempo que vem pressionando, aliás, já tinha inclusive anunciado tarifas de até 50%, para, de uma certa forma, punir a Índia pelo fato de que estava comprando petróleo russo.

E aí, qual é a alternativa? A alternativa é comprar energia dos Estados Unidos. Portanto, lembrar que os Estados Unidos são os maiores produtores do mundo de petróleo. E uma coisa que eu achei maravilhosa, Daniel, que é uma reviravolta daquelas que a gente realmente não consegue imaginar. Se a gente tentasse antecipar isso aqui, iam chamar a gente de viajante, de mentiroso, é que. O Trump anunciou que a Índia vai começar a comprar petróleo dos Estados Unidos e potencialmente da Venezuela.

O Trump está vendendo petróleo venezuelano. É isso, Daniel? Eu entendi errado. Não, você não entendeu errado. A gente, inclusive, tem um primeiro balanço nesse mês de janeiro. O Maduro foi capturado no início de janeiro e nós tivemos aí os Estados Unidos. Assumindo as exportações de petróleo. Uma primeira coisa que chama a atenção é que aumentou bastante o volume de embarques.

Nós tivemos um crescimento forte. Só para você ter uma ideia, Tangi, em dezembro, a Venezuela exportou, em média, 498 mil barris. E em janeiro, essa cifra subiu para 800 mil barris em média por dia. É claro que existia ali um represamento, você tinha uma grande quantidade de petróleo nos estoques venezuelanos, por conta de toda a tensão geopolítica anterior à captura do Maduro.

Mas não deixa de ser algo que chama a atenção. Desses 800 mil barris por dia, 284 mil foram para os Estados Unidos. Então, o principal destino das exportações. De petróleo da Venezuela voltaram. O principal voltou a ser os Estados Unidos, e desses 284, 220 mil barris. Foi enviados pela Chevron. Um outro aspecto que chama a atenção é que a China recebeu 156 mil barris. Por dia da Venezuela no mês de janeiro. Até dezembro, a China absorvia mais de 70% das exportações venezuelanas.

Mas continuou recebendo uma quantidade bastante razoável do petróleo venezuelano. Tivemos ali outras participações menores. Como você colocou há pouco, a Índia tem uma voracidade, uma fome por petróleo muito significativa. Aliás, é um país que apresenta ótimas taxas de crescimento e depende do petróleo importado. Acaba dependendo de importação de energia de quem tiver para vender, sejam os russos, sejam os venezuelanos. Agora fica o registro de que Cuba não recebeu nenhum barril de petróleo.

Cuba que recebia petróleo venezuelano antes da extração, da captura do Maduro, agora não recebe mais e, consequentemente, nós temos um aumento da pressão.

Sobre a Ilha Caribenha. E outra coisa que me chamou muito a atenção é que são aqueles anúncios do Trump que às vezes a gente não entende muito bem, né? E quando o Trump estava lá na Truth, na rede social dele, Falando sobre o acordo que ele chegou lá com o primeiro-ministro da Índia, o Narendra Mod, ele disse que a Índia se comprometeu a comprar mais de 500 bilhões com B de bananada. Em bens americanos, incluindo energia, tecnologia, produtos agrícolas e outros. Daniel, 500 bilhões de dólares.

É um bocado de dinheiro, né? E ele joga uma cifra: 500 bilhões de dólares. E não fica claro. Também não dizem que horizonte de tempo, né? Em quanto tempo? Você vai comprar 500 bilhões em um mês, em um ano, em dez anos, em 50 anos. Em um século, 500 bilhões de dólares é um volume de comércio muito grande, realmente muito grande. Então, esses são daqueles anúncios que o Trump faz. E que, como não foi confirmado pelo Narendra Mod, a gente não sabe se o Trump está jogando isso.

Para pressionar o Narendra Mod, para obrigar o Narendra Mod a aceitar alguma coisa, se for acertado com o Narendra Mod mesmo, a gente não sabe exatamente, isso é uma coisa que a gente vai ter que esperar um pouquinho mais para saber como é que vai ser feito. O que a gente sabe é que o Narendra Mod também. Não costuma se deixar pressionar muito, não.

Se você começar a pressionar demais, ele vai lá se aproximar da Rússia, ele vai se aproximar da China. O Narendra Mod não tem demonstrado muito constrangimento em se aproximar. Inclusive de um país como a China, com quem a Índia tem problemas de fronteira e tal. Então, esse não é exatamente o tipo de questão.

Que abala muito o Narendra Mod. Daniel Souza, quero aproveitar a pauta aqui de Estados Unidos, né? A gente sabe que nos Estados Unidos a questão migratória está sendo muito importante para te lembrar que talvez você que está nos ouvindo. Tenha direito a uma nova nacionalidade, uma nacionalidade europeia. Se você souber, por exemplo, que na sua família você tem algum antepassado que tenha sido português, italiano ou espanhol,

Confere essa possibilidade porque isso pode te abrir portas muito importantes para o futuro. A gente sabe que o mundo vem mudando muito rapidamente, né, Daniel? E a ajuda da você, português, Pode ser fundamental para que você tenha um pouco mais de segurança daqui para frente. Você é português, ela te oferece tudo o que você pode precisar para conseguir uma nacionalidade portuguesa.

Espanhola ou italiana. Uma boa parte da população brasileira pode ter acesso, inclusive, a análise de viabilidade é gratuita. Se você tiver um antepassado de alguma dessas nacionalidades, A análise de viabilidade com a você português é gratuita. Procura lá, que eu tenho certeza que você não vai se arrepender. Aliás, Tangi, nesse último mês a você português, concluiu o processo de nacionalidade do Pequeno Souza. O Pequeno Souza agora é oficialmente cidadão português.

Fica aqui o meu agradecimento aos amigos da Você Português e a recomendação do trabalho dele. Então, se você tem direito a essa nacionalidade ou quer avaliar um pouco melhor essa possibilidade, link no descritivo. Conheça o trabalho da VC Português. Eu tenho certeza que você vai gostar demais, e eu, inclusive, posso contar aqui a minha experiência pessoal absolutamente satisfatória e bem sucedida.

Eleições Costa Rica e Bukele

Daniel, no dia de ontem, 1o de fevereiro, nós tivemos eleições na Costa Rica. Costa Rica, Daniel, é um país pequeno da América Central e que se notabilizou muito pela sua estabilidade democrática. É curioso, né? Porque ela está ali logo ao sul da Nicarágua, né? A gente já falou sobre o Nicará aqui várias vezes, a gente tem problemas democráticos muito graves. E a Costa Rica é meio que oposto disso. A Costa Rica já foi uma ditadura um século atrás.

Ela tem um século de uma série de garantias democráticas e tudo. E logo depois da Segunda Guerra Mundial, isso foi de 48 para 1949, a Costa Rica aboliu, inclusive, as forças armadas. Então é um país que é meio que um modelo. Ali na América Central, em termos de estabilidade democrática. Como sempre, Daniel, nós tivemos eleições na Costa Rica que aconteceram sem grandes intercorrências e levaram à vitória da cientista política Laura Fernandes, de 39 anos.

Que conseguiu 48,3% dos votos. Na Costa Rica, como aliás, em outros países da América Latina, se você conseguir mais de 40% dos votos, E uma distância de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, você já está eleito, e foi exatamente o que aconteceu com a Laura Fernandes. Ela representa o governo, então ela tem uma lógica de continuidade, o presidente anterior. Que é o atual, né? Continua sendo presidente ainda, é o Rodrigo Chaves.

Ele não pode se reeleger. Na Costa Rica não há reeleição. Então, Laura Fernandes será a próxima presidente da Costa Rica. Por que isso está virando pauta aqui, Daniel? Porque a Costa Rica. Ela vem passando por um processo de transformação, principalmente na área da segurança pública. A segurança pública se tornou um grande problema. Só para ter uma ideia, Daniel, em 2025, a taxa de homicídios bateu 16,7%.

Para cada 100 mil habitantes. Aqui no Brasil a gente dá risada disso. No Brasil é 21,2, foi 21,2%. Homicídios para cada 100 mil habitantes, mais 16,7% para cada 100 mil habitantes para o padrão da Costa Rica é bastante elevado. E, portanto, 40% dos eleitores apontaram a violência como o principal problema do país.

Isso se dá, em grande medida, Daniel, por conta de uma mudança na rota do narcotráfico que passou até a Costa Rica como uma via, né? Então, o narcotráfico tem passado mais pela Costa Rica do que passava há algum tempo atrás. E aí, Daniel? É, isso é que se torna uma questão importante porque a Laura Fernandes tem como uma das suas grandes inspirações para iniciar o próximo governo Naíb Bukele, o presidente de El Salvador.

Na Ibuquéria, Daniel, presidente de El Salvador, que conseguiu resolver a questão da segurança pública no país. Eu sei que aqui do Brasil existem muitas críticas ao Bukele pelo que ele faz com a democracia, e tem que ser criticado mesmo. Porém, grande parte da população salvadorenha está satisfeita com o Naíb Bukele. O problema é a democracia, mas a questão da segurança pública está sendo resolvida. Essa é a percepção que está sendo resolvida por Naíb Bukele.

A preocupação que se tem na Costa Rica nesse momento, Daniel, é a possibilidade de a nova presidente. A Laura Fernandes. Tentar fazer na Costa Rica mais ou menos aquilo que Naí Bukele fez em El Salvador. Ou seja, em nome da segurança pública, concentrar poderes nas suas mãos, ela, aliás, conseguiu uma maioria importante no parlamento, não o suficiente para.

Mudar a Constituição, mas uma maioria razoável para conseguir, inclusive, constranger os outros poderes. E isso é algo que vem levantando algumas. Preocupações, porque ela já manifestou isso abertamente: que o Naí Buquê é um modelo para a forma pela qual ela gostaria de governar a Costa Rica. Por um lado, portanto, entregar, sim, segurança pública, por outro lado.

Subverter, erodir determinadas bases democráticas que, particularmente na Costa Rica, são muito bem fundamentadas. Então, eu vou ficar de olho na Costa Rica, Daniel, porque aparentemente esse mandato vai ser bastante movimentado por lá. Num país que, repito, é um modelo democrático para a região. A Costa Rica sempre foi um oásis, né, Tangi? De estabilidade na América Central, de progresso, desenvolvimento econômico, de previsibilidade do ponto de vista de regras.

Realmente bastante significativos de desenvolvimento humano em comparação com a região, é algo que chama bastante atenção você ter esse tipo de guinada. Υπότιτλοι AUTHORWAVE Na região. Caso se confirme, né? Isso é importante dizer. Aqui a gente está trazendo possibilidades e tal. O discurso dela, que era muito voltado para o Naibuquê. A gente vai ter que analisar. Aguinada não aconteceu ainda, mas me parece, né, Daniel, que é importante a gente ficar atento ao que pode acontecer.

E quando você tem tanto apoio popular, Tangi, é sinal de que se não vai acontecer agora, acontecerá um pouco mais para frente. Quer dizer, você já tem esse processo em gestação, digamos assim.

Japão Extrai Terras Raras

Avançando para a próxima pauta, Tangi, eu queria registrar um complemento de uma pauta que nós tivemos há alguns dias aqui no Petit Jornal. Eu registrei Aqui no Petit Jornal, que o Japão tinha iniciado uma operação para coletar lama do fundo do oceano rica em terras raras. Que a operação tinha sido iniciada, e hoje nós tivemos o anúncio de que a operação teve êxito.

O Japão conseguiu perfurar e recuperar sedimentos marinhos profundos ricos em terras raras. A extração ocorreu a quase 6 mil metros de profundidade. Fato inédito no mundo. E o objetivo desse tipo de operação, claro, é reduzir a dependência da China no fornecimento de terras raras e construir cadeias de suprimentos resilientes. Para esse tipo de insumo absolutamente importante. Para o Japão. Esse seria, inclusive, um primeiro passo importante.

Na construção de toda uma cadeia produtiva nesse segmento. A primeira-ministra japonesa Atakaishi chamou a operação de abre aspas, primeiro passo rumo à industrialização fecha aspas, e aqui, claro, ela está fazendo referência. Ao outro tipo de industrialização, a industrialização envolvendo os diferentes segmentos da cadeia de Terras raras. E ela também destacou a necessidade de evitar a dependência excessiva de um único país, o que acaba sendo algo super importante.

Dentro de um contexto onde China e Japão estão experimentando um tensionamento adicional. Claro que a relação entre China e Japão nunca é boa, mas nesses últimos tempos o relacionamento tem se tornado Ainda mais difícil. De qualquer maneira, Tangi, a gente pode observar uma nova fronteira. Da mesma maneira que existe extração de petróleo em águas profundas, Muito provavelmente ao longo dos próximos anos. Teremos extração de terras raras em águas profundas.

No fundo do oceano e potencialmente também minerais críticos. É claro que os japoneses ainda vão avaliar a qualidade do que foi retirado, do que foi removido, ainda vão fazer estudos adicionais. Para entender a viabilidade desse tipo de empreitada, mas, de qualquer maneira, é algo que chama demais atenção dentro de um contexto onde o muro está ávido, o mundo está ávido por terras raras.

A busca por esse tipo de insumo no fundo do oceano, em águas profundas, me parece que é uma tendência meio inescapável.

Negociações Nucleares EUA-Irã

Daniel, como próxima pauta, eu queria falar sobre algo que a gente falou hoje de manhã, né? No episódio que a gente gravou hoje mais cedo, no bate-papo 1012. Eu comecei o episódio falando que Irã e Estados Unidos aparentemente estavam ali abrindo uma via diplomática, né? Os Estados Unidos vêm. Mandando armas para o Oriente Médio, então o mundo estava meio preocupado com a possibilidade de um novo ataque.

Norte-americano à Índia, ao Irã, a gente já falou sobre, né? A gente viu isso acontecer em junho do ano passado. E eu disse aqui que tanto o Irã quanto os Estados Unidos estavam Mostrando os músculos, mas ao mesmo tempo abrindo uma via diplomática para de repente negociar e tentar contornar qualquer coisa mais grave que possa acontecer. Pois bem, Daniel, dito e feito, hoje Foi anunciado que Estados Unidos e Irã vão retomar as negociações.

Acerca do programa nuclear iraniano, numa conversa que vai acontecer nessa sexta-feira, sexta-feira agora, dia 6 de fevereiro, em Istambul, na Turquia. O objetivo é exatamente garantir que você tenha negociações, que você busque possibilidades e as conversas vão ter com principais representantes, claro que não apenas, mas principais representantes. No enviado especial dos Estados Unidos, aliás, o Steve Whitcoff, Daniel.

Esse aí tá trabalhando, viu? Onde tem que mandar alguém, o Trump manda esse camarada, viu? Pra onde foi? Esse cara lida com a Ucrânia, esse cara lida com Israel e Gaz, esse cara agora tá lidando, inclusive, com. O chanceler, o ministro das Relações Exteriores, o Abbas Arakshin. Alguns outros países devem participar também na função de facilitadores, a Turquia, naturalmente, é a anfitriã do encontro, assim como a Arábia Saudita, Egito, Catar.

E Emirados Árabes Unidos estão ali para tentar encontrar uma forma e tal de garantir que as conversas continuem acontecendo. Os Estados Unidos já impuseram três condições para retomarem plenamente o diálogo. Querem que esteja na mesa: enriquecimento zero de urânio no Irã. O Irã precisa parar todo o enriquecimento de urânio. E o Irã não se sente muito confortável com isso. A ideia de parar completamente o enriquecimento de urânio.

Não é muito confortável e tal, mas o Irã abre a possibilidade de um enriquecimento zero, desde que haja um grande arranjo internacional, um consórcio, para que o Irã tenha acesso ao urânio enriquecido. Beleza, eu não vou enriquecer, mas eu preciso ter acesso ao urânio enriquecido. Lembrando, ter um programa nuclear é algo lícito, não é um crime. O Brasil tem um programa nuclear, né, Tanguia?

Claro, o que você não pode é ter bomba nuclear. Ter bomba nuclear, de fato, é proibido para alguns países. Tem cinco ali que podem ter legalmente, enfim, isso é uma outra questão. Mas o Irã é proibido ter ogíveis nucleares. Então, o que o Irã está dizendo é que eu aceito não enriquecer urânio desde que eu tenha acesso ao urânio enriquecido. Os Estados Unidos também exigem limites ao programa de mísseis balísticos do Irã. Isso é algo a ser negociado e tudo.

Assim como o fim do apoio iraniano a grupos aliados na região. Então, os Estados Unidos também exigem: olha, Irã, para a gente poder negociar qualquer coisa aí e tal, você tem que parar de ajudar. Hamas resbolar os Rutes e outros grupos menores. Que existem por aí, tudo isso a ser negociado. Então o Irã está demonstrando uma certa flexibilidade no momento no qual o Irã está muito. O Irã não é hoje o mesmo que foi algum tempo atrás. Israel aproveitou. Todo o cenário ali de Gaza pra tentar.

Liquidar de uma vez por todas, liquidar talvez seja forte, mas pelo menos enfraquecer muito os principais aliados iranianos. Inclusive ajudou ali a fazer aqueles ataques diretos dos Estados Unidos ao Irã. Israel, aliás, atacou o Irã também desde 2024, até agora atacou algumas vezes. Então, a gente tem que ver Daniel como é que a coisa vai acontecer, mas sexta-feira, portanto. Temos uma conversa marcada.

Em Istambul, para ver se sai alguma coisa. Não é uma negociação fácil, tem muita água para passar por debaixo dessa ponte- é uma das negociações mais difíceis, mais importante. Do mundo contemporâneo, mas são dois países que não têm relações diplomáticas oficiais desde 1979, há quase 50 anos. E que vão, portanto, conversar de forma direta na sexta-feira em Istambul, Daniel. Tem que registrar rapidamente que os Estados Unidos entraram de novo em Chetão.

Nós tivemos aí na virada agora do mês de janeiro para fevereiro o governo dos Estados Unidos em passe, uma vez mais. Por conta da falta de um consenso no Congresso, o líder democrata no Senado, o Chuck Schumer, exigiu frear. Por fim, a violência, proibir o uso de bala clavas por agentes federais. E a retórica dele tem sido: chega de polícia secreta.

Esse se tornou um elemento absolutamente sensível, ainda mais depois do que nós observamos nas últimas semanas, e especialmente na cidade de Minnesota. Daniel Souza

Polêmica da Pintura de Anjo

Hoje nós temos uma geleia italiana. Você confirma isso pra mim? Ah, tem que confirmar. Na geleia da Shakira de hoje vamos terminar com uma nota um pouco mais leve. E envolvendo uma gigantesca polêmica na Itália. E essa polêmica envolve a restauração de uma pintura de um anjo em uma igreja no centro de Roma. Aliás, é a Capela da Basílica de São Lourenço, em Lucina. O que acabou acontecendo, Tangi, é que fizeram a restauração lá do rosto do anjo.

E o anjo ficou a cara da Georgia Meloni. Eu achei que não era sério, mas eu fui ver a imagem e é impressionante. Ficou a cara da Georgia Meloni, Tangue. E o Ministério da Cultura da Itália abriu uma investigação e determinou uma inspeção na obra antes de decidir os próximos passos. Bruno Valentinetti Que também criou a pintura original em 2000, negou ter alterado a imagem deliberadamente. Ele pode não ter alterado a imagem deliberadamente, mas que ficou a caroça da Georgia Melone.

Daniel Souza, enquanto você está falando, eu botei aqui. Daniel, é a caro. Não tem jeito. Isso aqui não tem jeito. É ela, com toda certeza. Enfim. Ah, que eu não sabia, que eu não pensei. Mas estava no seu subconsciente, você fez a Jodia Melone. Ali, você me desculpa, mas a Jodia Melone tá ali. Segundo paro local Tang, a restauração ocorreu após danos causados por água e a pintura não é tombada por ser recente. A premê italiana ironizou no Instagram.

Não, definitivamente eu não pareço um anjo. Fecha aspas e acrescentou um emoji de reza. Ela não disse que ela não parece com a pintura, ela disse que ela não parece com um anjo. Acho que ela foi, inclusive, capciosa. Na postagem dela. De qualquer maneira, tá dando a confusão, Tanguinho. O rapaz lá botou a caroça da Georgia Melone em um anjo numa capela no centro de Roma. E como você viu,

Agradecimentos e Encerramento

Gente, tá a cara da Jorge Aneloy, né? Não dá pra dizer que não parece. Daniel Souza, dessa maneira a gente encerra o nosso episódio. Queria agradecer de novo você que está junto com a gente, você que nos acompanha, você que divulga o Petit Jornal.

Deixar aqui um pedido, a gente está quase chegando a 70 mil inscritos no YouTube do Petit Jornal. Se você está ouvindo a gente, confere lá se você já está inscrito. Às vezes você recebe a live, por exemplo, mas não está inscrito ainda. Você que está ouvindo a gente pelo podcast, Se inscreve lá no YouTube também. Para a gente, isso faz muita diferença. Aliás, se inscreve também no podcast, né? Dependendo da plataforma que você utilizar, você pode.

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Temos também o link do Apoia-se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza, mãe. Estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e Reverência em doses diárias. www.petijornal.com.br

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