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Crise entre EUA e Colômbia - BP 952

Oct 21, 202532 min
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Summary

O programa detalha a grave crise entre Estados Unidos e Colômbia, impulsionada pelas acusações de Donald Trump contra o presidente Gustavo Petro e ameaças de corte de auxílio e invasão. Analisa também as exigências comerciais de Trump à China e sua controversa reunião com Volodymyr Zelensky, onde pressionou o líder ucraniano a aceitar as condições de Vladimir Putin. Adicionalmente, o episódio discute o roubo de joias no Louvre e a crise política e econômica na França, bem como a abordagem desastrosa de Trump sobre a Argentina e a gradual, mas lenta, desvinculação da União Europeia do gás russo.

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No episódio de hoje, analisamos a crise diplomática entre Estados Unidos e Colômbia, após a troca de acusações entre Donald Trump e Gustavo Petro. O episódio aprofunda as tensões políticas entre os dois países e discute as consequências dessa deterioração nas relações bilaterais, especialmente em temas como segurança, comércio e combate ao narcotráfico.

Também comentamos o endurecimento do discurso de Trump contra a China, às vésperas de seu encontro com Xi Jinping, e o clima difícil entre o presidente americano e Volodymyr Zelensky durante a visita do líder ucraniano à Casa Branca. O episódio ainda aborda a nova turbulência na França, com o roubo de joias reais e o colapso da confiança em Emmanuel Macron, que agravam a sensação de crise no país.

Na Geleia da Shakira, o destaque é a tentativa inusitada de Trump de defender a Argentina — que acabou se transformando em um discurso repleto de críticas ao presidente Javier Milei.

#EUA #Colômbia #China #França #Argentina

Transcript

Início e Notícias Internacionais

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 952. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 21 horas e 26 minutos da segunda-feira 20 de outubro de 2025. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, Tanguy, o Bagdadia animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, returbante, descansado. E tarifado? Sim, segue tarifado, o professor Bagdadia apesar.

das conversas que seguem evoluindo. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. E começamos! Com mais uma confusão. É isso, né, Tanguy? Donald Trump estava entediado, estava com pouca coisa para fazer, depois de ter publicado aquele vídeo em inteligência artificial, onde ele é o rei pilotando caça e tacando um líquido marrom.

em populares, resolveu arrumar mais uma treta. É isso, né, Tanguy? Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza. Vamos lá para o bate-papo 952. Um prazer, uma honra estar aqui mais uma vez. com todo mundo que nos acompanha. Sejam todos muito bem-vindos para a gente acompanhar mais tretas nessa segunda-feira à noite. Vocês acham que acaba a pauta? Não. Continua tendo assunto para a gente aqui.

Deixo as boas-vindas, Daniel Souza, a todo mundo que acompanha a gente no YouTube, nessa live que a gente faz todos os dias aqui, de segunda a sexta-feira, e todo mundo que está com a gente também no podcast. Sejam todos muito bem-vindos.

Crise EUA-Colômbia: Trump Acusa Petro

E, Daniel Souza, a crise da vez é entre os Estados Unidos e um dos aliados mais tradicionais dos Estados Unidos aqui na América Latina, que é a Colômbia. Então, essa treta, Daniel, ela começou na sexta-feira. Na sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram, quem falou isso foi o Peter Hegseth, que é o secretário da guerra, era secretário da defesa, agora é secretário da guerra, disse que os Estados Unidos destruíram um barco pertencente

ao Exército de Libertação Nacional. O Exército de Libertação Nacional é uma das guerrilhas que faz parte daquele cenário da Guerra Civil colombiana. E é um dos grupos guerrilheiros que não tiveram acordo com o governo ainda. Então é uma grande preocupação do governo tentar trazer a ELN, chamada ELN, para algum acordo geral, o que até hoje não aconteceu.

Da mesma maneira que os Estados Unidos vêm atacando barcos que saem da Venezuela dizendo que está atacando ali traficantes de drogas, isso aconteceu com um navio que, segundo os Estados Unidos, era da ELN. É importante notar, Daniel, que o governo colombiano disse que o barco que foi destruído, foi de fato destruído, não tem absolutamente nada a ver com a ELN.

que seria, na verdade, um barco de pescadores que estaria à deriva e que estaria, portanto, com os sinais de alerta ligados, esperando ajuda, porque estava à deriva, e que seriam simples pescadores. Então, o governo colombiano denunciou violação da soberania colombiana. Era um barco colombiano, estava nas águas perto da Colômbia e, portanto...

Isso seria uma violação da soberania colombiana. E essa reclamação do governo colombiano aconteceu no sábado. Então, na sexta-feira aconteceu o ataque, no sábado o governo colombiano... reagiu dizendo que, olha, uma violação clara da soberania, isso não poderia acontecer. No domingo, Donald Trump provavelmente ouviu a história, ficou sabendo o que tinha acontecido e foi ele para a rede social.

Disse ele na Truth, na rede social dele. Abro aspas. O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, é um líder de tráfico de drogas. Vou repetir. O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, é um líder do tráfico de drogas. Ou seja, ele está colocando o Gustavo perto da mesma prateleira que ele coloca o Maduro. Ele já disse várias vezes que o Maduro não é um presidente legítimo da Venezuela, porque ele é, na prática, parte de um cartel de traficantes de drogas. Então, segue ele.

O presidente Gustavo Pérez da Colômbia é um líder do tráfico de drogas que incentiva fortemente a produção em massa de drogas em campos grandes e pequenos em toda a Colômbia. Isso se tornou, de longe, o maior negócio da Colômbia. E Petro não faz nada para impedir, apesar dos pagamentos e subsídios em grande escala dos Estados Unidos, que nada mais são do que uma fraude de longo prazo contra a América. A partir de hoje...

esses pagamentos ou qualquer outra forma de pagamentos ou subsídios não mais serão feitos a Colômbia. E ele segue, o objetivo dessa produção de drogas é a venda de grandes quantidades do produto para os Estados Unidos, causando morte, destruição e caos. Petro, um líder mal avaliado e muito impopular, com a boca suja em relação aos Estados Unidos, é melhor fechar imediatamente esses campos de morte. Ou os Estados Unidos os fecharão para eles.

E isso não será feito de maneira gentil. Obrigado por sua atenção a esse assunto. dizendo, olha, se vocês não pararem de matar, mataremos vocês. Obrigado pela atenção, Donald Trump. É sempre uma forma muito... peculiar de encerrar ameaças que o Donald Trump eventualmente acaba fazendo. Então, aqui tem alguns recados do Trump. O que ele está dizendo é, em primeiro lugar, que vai cortar qualquer ajuda ou a Colômbia recebe.

cerca de, esse número aqui não é o mesmo todos os anos, mas cerca de 740 milhões de dólares por ano para combate ao narcotráfico. Importante lembrar que a gente está falando sobre a maior produtora de cocaína do mundo. Naturalmente, a cocaína produzida na Colômbia tem como mercado tradicionalíssimo os Estados Unidos. Então os Estados Unidos, ao longo das últimas décadas, foi enviando ajuda econômica para que a Colômbia pudesse combater o tráfico de drogas.

Então, segundo o Donald Trump, essa grana vai ser cortada. Não haverá mais essa cifra, mais uma vez, de 740 milhões de dólares por ano para a Colômbia. E ainda fez uma ameaça dura, né, Daniel? Então, se você não fechar isso aí... não fechar essa produção de drogas, que, segundo Donald Trump, é incentivada pelo presidente colombiano, mais uma vez uma acusação bastante grave, os Estados Unidos é que vão fazê-lo, e isso não será feito de forma gentil.

Isso acabou fazendo, Daniel, com que o governo Gustavo Petro denunciasse hoje, nessa segunda-feira, uma ameaça de invasão dos Estados Unidos. Foi exatamente isso que Donald Trump fez. Ele ameaçou invadir, se não houver... A paralisação da produção de drogas, os Estados Unidos vão fazer essa paralisação e não será feita de forma gentil. E dessa maneira, portanto, convocou o embaixador colombiano em Washington, que é o senhor Daniel Garcia Penha, para consultas.

e anunciou que revisará as relações bilaterais. Ele, inclusive, o Daniel já anunciou, também no dia de hoje, na prática, o fim do Tratado de Livre Comércio. É um tratado também, Daniel, dos mais tradicionais que os Estados Unidos têm aqui na região. Mais uma vez, é um parceiro... antigo. A Colômbia já tinha sido tarifada no mínimo que os Estados Unidos vêm tarifando todo mundo, que é 10%, mas que é muito mais do que vinha sendo tarifado antes, que havia no Tratado de Livre Comércio.

Nunca é zero, mas tende a ser zero, próximo a zero. Então, com essa tarifa de 10%, o que a Colômbia está dizendo é, olha, na prática, esse acordo já não valia mesmo e a Colômbia, portanto, pretende redirecionar. os seus esforços, as suas atenções, as suas parcerias para outros parceiros. Então, o que o Gustavo Perro também anunciou é, olha, a gente vai olhar para outros lugares, o tratado de livre comércio na prática já não funcionará mais.

Então, Daniel, é uma crise, mais uma, importante entre os Estados Unidos e um dos mais tradicionais parceiros dos Estados Unidos aqui na região. Importante notar também que Gustavo Petro não vive uma boa fase no governo colombiano, a popularidade dele de fato vem muito em baixa e a gente sabe o que costuma acontecer com governos que batem de frente com os Estados Unidos e Donald Trump. A popularidade costuma crescer.

porque está dando uma resposta, está sendo firme. O Gustavo Petro, por exemplo, deu uma sinalização importante para os agricultores. Então, disse que pretende eliminar as tarifas sobre produção agrícola e agroindustrial. Naturalmente, ele traz para perto de si... agricultores que muitas vezes exportavam para os Estados Unidos, agora são impactados por tarifas, ele tira tarifas sobre esses produtos, impostos sobre esses produtores, o que pode aliviar e pode inclusive incentivar a produtividade.

Vamos ver, Daniel, mais um capítulo de tensionamento de Donald Trump aqui na região e a gente vê que, mais uma vez, ele coloca como o Gustavo Petro na mesma prateleira de Nicolás Maduro. De fato... Petro e Maduro são próximos, politicamente, ideologicamente. Então aquela rivalidade tradicional que a gente conhece entre Venezuela e Colômbia, ela está um pouco amenizada desde que Gustavo Petro chegou à presidência. Mas temos um ponto aí, Daniel, talvez o ponto mais baixo das relações.

entre Estados Unidos e Colômbia ao longo das últimas décadas. O Trump segue fazendo aquilo que ele tem feito já.

Exigências de Trump à China e Comércio

há alguns meses, né, Tanguy? Ele tenta, de alguma forma, desestabilizar governos que são ideologicamente desalinhados dos Estados Unidos. Ele sempre considera que essa pressão pode ser efetiva, pode diminuir ali. a força do mandatário local, eventualmente abrir espaço para a ascensão de um grupo político mais afável aos Estados Unidos. Mas, como você colocou,

Não necessariamente isso dá certo. Às vezes você recupera alguém que estava com a popularidade muito em baixa justamente porque existe ali uma certa solidariedade local, uma solidariedade nacional. quando o país acaba sendo atacado pelo presidente dos Estados Unidos. E ainda falando sobre ele, Donald Trump, ele apresentou as suas principais exigências ou as suas principais ambições.

nas negociações comerciais com a China. São elas terras raras, minerais críticos, fentanil e soja. Não é exatamente um segredo. mas ele verbalizou isso a bordo do Air Force One para os jornalistas. Ele declarou que não quer jogar o jogo das terras raras com Pequim, em referência... a dependência norte-americana de materiais estratégicos produzidos majoritariamente pelos chineses. É interessante destacar que essa fala ocorre menos de duas semanas antes...

da reunião de cúpula da APEC na Coreia do Sul, onde existe ali uma expectativa de, quem sabe, eventualmente, Donald Trump e Xi Jinping se encontrarem. Quando a gente olha, inclusive, para essa pauta... de demandas em relação aos chineses, é interessante observar como o Brasil está entrelaçado nessa discussão. E não me parece um acaso a mudança de postura do Donald Trump em relação ao Brasil.

existe ali uma percepção de que o Brasil não pode se aproximar demais da China, existe ali uma percepção de que o Brasil pode ser um parceiro dos Estados Unidos em terras raras e minerais críticos. E existe também a questão da soja. Afinal, os americanos têm a expectativa de que os chineses voltem a comprar a sua soja. Nós já falamos sobre isso aqui no Pet Journal.

E o que tem acontecido nos últimos meses é que os chineses têm trocado a soja dos Estados Unidos pela soja brasileira. Não apenas a soja brasileira, também a soja da Argentina, por exemplo, mas a soja brasileira. vem ganhando espaço no mercado chinês. E no caso do fentanil, é uma discussão já antiga. O Donald Trump acusa a China de ser uma fornecedora de fentanil para os Estados Unidos. Existe ali...

Toda uma questão envolvendo o consumo de drogas e o Trump tem se colocado ali, pelo menos tem tentado projetar a imagem de alguém que combate o tráfico de drogas e o consumo excessivo de drogas nos Estados Unidos. E claro que esse consumo tem trazido problemas importantes para a sociedade americana. De qualquer maneira, nós continuamos tendo Trump prometendo ali de pés juntos que as tarifas de 100% a partir de novembro...

são para valer, que as tarifas virão se os chineses não vierem negociar com ele e Donald Trump, se os chineses não se curvarem ali ao Donald Trump. E eu destaco que no episódio gravado nessa manhã do Petit Jornal... Eu destaquei que a China tem buscado alternativas ao mercado americano, ou seja, tem considerado que, olha, o nosso relacionamento com os Estados Unidos nunca mais voltará a ser do ponto de vista comercial como ele era antes.

E tudo bem, segue a vida, vamos buscar alternativas aos Estados Unidos, até como forma de ter um pouco mais de calma em momentos como esse. Tem países e países. Claro que se a China diminui a sua dependência em relação ao mercado americano porque busca alternativas, ela pode potencialmente ter ali uma postura um pouco mais dura na hora de negociar com os Estados Unidos. Daniel Souza, a gente está falando aí de comércio para cá, comércio para lá.

Insider Store: Tecnologia e Conforto

Lembrando que para você se vestir bem, você pode utilizar roupa integralmente brasileira. Uma delas é a Insider, é uma excelente alternativa. E aí, Daniel, roupa de adulto, tá? Quem gosta de ter trabalho com roupa, passar... Ih, tem que pensar antes, porque a roupa tem que estar passada, tem que imaginar, fazer a programação de que dia que vai usar e tal, sem praticidade nenhuma. É adolescente, né? Adulto gosta de roupa prática, né, Daniel Souza? Então você está bem vestido, claro.

com elegância, com um tecido de qualidade e não ter trabalho. E aí, Daniel, a Insider, por isso, lançou as fibras Tencel Liocel, que levam, Daniel, a chamada Nextech, que é o lançamento da... Insider para esse mês agora. Não é só uma camiseta, é o uniforme de quem chegou ao novo estágio da vida adulta, que é mais prático, sofisticado e funcional.

A gente está falando, Daniel, sobre uma roupa tecnológica, uma camisa tecnológica que não precisa passar, tem regulação térmica, ou seja, se tiver calor, se tiver frio, não vai te afetar tanto assim. Rápida evaporação do suor e conforto superior. Se você está me ouvindo, dá uma clicada na descrição desse episódio. Aqui tem lá o link. Dá uma procurada lá pela Next Tech. Eu duvido que você não vai se interessar. Camisa que não te dá trabalho e garante, portanto, que você faça um bom investimento.

e esteja sempre muito bem vestido. É muito bacana ter essa parceria com a Insider, Tanguy, até porque a Insider está o tempo todo inovando, trazendo peças mais modernas, de mais qualidade. E por isso fica a nossa recomendação aos amigos e amigas do Petijornal. Cliquem no link desse descritivo. Aproveitem as condições especialíssimas para os amigos e amigas do Petijornal.

Vai lá na loja, tenho certeza que você vai gostar demais, tem muita coisa de qualidade. E o tempo todo, novidades e inovações acabam sendo oferecidas lá na loja pela Insider.

Trump Pressiona Zelensky na Guerra

Daniel Souza, eu queria falar um pouquinho sobre uma dinâmica que a gente trouxe na semana passada, mas que hoje começou a ficar um pouco mais clara, a gente começou a entender um pouco melhor o que estava acontecendo. Eu comentei aqui, Daniel, que Donald Trump recebeu o vôlei de Zelensky na Casa Branca. Esse encontro aconteceu na última sexta-feira e...

Na expectativa desse encontro, o que o Zelensky esperava era conseguir armamentos americanos, principalmente os Tomahawk, que permitiriam à Ucrânia ter mais profundidade dentro do território russo, poder atacar mais longe. Então o Zelensky estava... animado para conseguir esse tipo de armamento. Inclusive, depois do encontro, o Zelensky disse que foi um sucesso. Foi um sucesso, Donald Trump se comprometeu com a gente, foi ótimo, foi maravilhoso. Só que, eu contei aqui também, Daniel, que...

Um dia antes do Zelensky chegar na Casa Branca, quem deu uma ligada para Donald Trump foi Vladimir Putin. E a gente sabe, Daniel, o tamanho da admiração. barra medo, barra respeito, barra sei lá o que é isso, que o Trump tem com relação ao Putin. Então, o Zelensky saiu de lá cantando vitória, mas desde ontem, desde o domingo,

a gente começou a ouvir determinados relatos de pessoas familiarizadas com o que aconteceu. O encontro não foi divulgado, não teve nenhuma nota nesse sentido, mas várias fontes, e quando várias fontes começam a apontar, Daniel, normalmente é verdade, tá? Normalmente é coisa... depois ela vai se confirmar. E os relatos que a gente teve foi que Donald Trump pressionou Vladimir Zelensky utilizando argumentos que são integralmente utilizados por Vladimir Putin.

Então o Trump, por exemplo, Daniel, teria meio que encostado o Zelensky na parede e exigido que o líder ucraniano aceitasse as condições de Putin para encerrar a guerra. Isso é uma coisa que a gente já comentou aqui mais de uma vez. Donald Trump tem um respeito muito grande pela posição de potência. Então, para ele, o fato da Rússia ter tomado 20% do território ucraniano

É ruim, pode ser um absurdo e tal, mas é mérito. É mérito da Rússia. A Rússia tem meio que direito a isso. Ela tem direito a esse spoiler. Ela venceu isso de maneira legítima por meio da guerra. Por mais contraditório que isso possa parecer... A lógica do Trump é essa. Então, que o dever da Ucrânia seria fazer a paz aceitando as condições do país que venceu.

Então, houve um relato, Daniel, que em um determinado momento, o Trump disse que não aguentava mais ver imagens do fronte ucraniano. O Zelensky, eu não aguento mais ver isso. Ele teria dito, estou farto de ver linhas vermelhas. e eu nunca estive lá. Essas linhas não me dizem respeito porque eu nunca estive lá, eu não sei que linha é essa. E que, portanto, a Ucrânia deveria fazer as concessões, se não, teria dito Trump para Zelensky,

a Rússia poderia destruir a Ucrânia. E aí, Daniel, o Trump levou inclusive para o Zelens que seria uma concessão do Putin. O Putin muitas vezes falou que os territórios onde a Rússia está... eu quero continuar, eu não vou ceder um centímetro. E aí o Putin disse para o Trump nessa ligação da última quinta-feira o seguinte, eu quero ficar com os territórios do Donbass. Donbass é...

Luhansk e Donetsk. E eu estou disposto em, para ficar com Luhansk e Donetsk inteiros, ceder os territórios de Kherson e Zaporizhia. São territórios que também estão parcialmente ocupados pela Rússia. e que a Rússia estaria disposta a, para ficar com duas regiões, entregar os territórios que ela ocupa em outras duas regiões. O Trump levou isso para o Zelensky como uma enorme concessão. Você tem que aceitar...

esse acordo. Esse é o melhor acordo que você vai conseguir e teria dito ele mais uma vez, Putin vai levar alguma coisa, ele ganhou certa propriedade. Certa propriedade é, ele merece. A Rússia merece. A Rússia não vai a lugar nenhum. A Rússia é potência. Isso foi dito, Daniel, para a imprensa, foi vazado para a imprensa, óbvio, por assessores europeus, por europeus que estão familiarizados com o que está acontecendo ali.

Me parece, Daniel, que vaza para a imprensa, inclusive para gerar um certo constrangimento nos Estados Unidos. Spoiler. Não vai gerar. Não vai mudar nada. O Trump vai continuar com a posição dele. Mas, aparentemente, Daniel, essa...

tranquilidade que o Zelensky apontou, não, pô, foi ótimo, eu tô achando que eu vou conseguir e tal, não foi bem assim, e que Donald Trump seria muito relutante até agora em ceder o stomach rock para a Ucrânia. Por quê? Porque no raciocínio dos Estados Unidos... ceder Tomahawk vai estender a guerra, vai dar trabalho e não vai me dar nada, porque na prática a Rússia vai continuar com a posição mais forte, ela vai continuar a poder exigir e o preço vai ser cada vez mais alto.

Então o embaixador europeu, Daniel, chegou a afirmar que Trump parece convencido de que a Ucrânia não pode vencer a guerra e que tem que ceder logo. Cede logo, aceita logo e vamos seguir adiante. Então isso aqui é importante para a gente ter atenção porque são...

versões diferentes. Mais uma vez, a Ucrânia saiu cantando a vitória, porque bom e tal, e a gente vai conseguir, mas as fontes, mais de uma, que falam sobre esse encontro, mostram uma situação muito mais complicada para esse pleito de Volodymyr Zelensky, Daniel. Fica a impressão, tranquilo, que o Donald Trump anda em círculos. Tem momentos em que ele está favorável ao Vladimir Putin, quer resolver a guerra logo, não quer mais que isso se arraste.

Aí depois ele se aproxima do Zelensky, aí começa a achar que o Putin talvez não seja tão confiável, que o Putin está enrolando ele, etc. Aí depois retoma, volta a se aproximar do Putin.

E o que acaba acontecendo é que a guerra não se resolve e o Donald Trump vai tendo essa posição aí que é cada vez... é mais imprevisível, mais flutuante, dependendo da semana, dependendo de quem foi o último assessor a falar com ele, dependendo de quem foi o último líder a falar com ele, ele acaba mudando de posição. E o mundo vai junto com essas oscilações que Donald Trump acaba trazendo dia a dia em relação a temas super importantes como é a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Roubo no Louvre e Crise na França

Tanguy, trazendo algumas atualizações em relação àquele roubo cinematográfico que aconteceu no Louvre no dia de ontem, segundo as autoridades francesas, oito itens históricos foram roubados do acervo. nacional, incluindo uma tiara, colares, brincos e broches, todos datados do século XIX. e pertencentes à antiga coroa francesa. O Ministério da Cultura detalhou as peças levadas, adornadas com milhares de diamantes e outras pedras preciosas.

Foram roubadas, por exemplo, uma tiara e um broche pertencentes à Imperatriz Eugine, esposa de Napoleão III, um colar e um par de brincos de esmeraldas da Imperatriz Maiaria Luisa, esposa de Napoleão Bonaparte. uma tiara, um colar e um brinco de safiras que integravam o conjunto da rainha Maria Amélie e da rainha Hortense e um broche relicário de grande valor histórico.

Duas peças, incluindo a coroa da imperatriz, foram encontradas próximas ao local do crime, aparentemente caídas durante a fuga. Agora... Esse episódio está tendo repercussões políticas importantes na França. Afinal, o Louvre foi alvo ao longo dos últimos tempos de sistemáticos cortes do governo do Emmanuel Macron, o que aumentou a vulnerabilidade do museu.

a situações como a que ocorreu no dia de ontem. O Macron tem sido bastante criticado por conta disso. Aliás, o índice de confiança do presidente Macron despecou para 14% segundo o Instituto Elab, igualando o recorde negativo do Holande em 2016, o nível mais baixo já registrado na história política recente do país. E para piorar... A dívida pública francesa ultrapassou 3,3 trilhões de euros, ou 114% do PIB, e desde a pandemia o país não consegue reduzir o déficit fiscal para baixo de 5% do PIB.

Com o endividamento crescente e a confiança em baixa, analistas já descrevem a França como o novo homem doente da Europa. E, embora um pedido de socorro do Fundo Monetário Internacional ou da própria União Europeia pareça improvável, a mera hipótese de que uma das maiores economias da zona do euro possa chegar a esse ponto... já revela o tamanho da crise. É uma situação, sem dúvida, bastante grave e, muito provavelmente, o Emmanuel Macron vai continuar sangrando nos próximos dois anos.

E não é improvável que ele bata o recorde do Holand de aprovação em baixa, de índice de aprovação baixa entre os presidentes franceses. E ainda falando sobre a Europa...

União Europeia e Gás Russo Lento

Os ministros de Energia da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira um projeto para eliminar gradualmente, sem estresse, sem pressa, as importações de petróleo e gás. russos até janeiro de 2028. Então, peraí, peraí. Você tem que eliminar, quer dizer... Peraí.

É uma interpretação aqui, né? Quer dizer, continua. Continua comprando. É, exatamente. Ih, rapaz, continua. Eles continuam comprando gás. É uma coisa louca. Segundo informou o Conselho Europeu. Durante a reunião em Luxemburgo, os ministros aprovaram o cronograma. escalonado. Tome nota, Tanguy. Fim de novos contratos de gás russo a partir de janeiro de 26. Ou seja, no atual momento, é possível continuar celebrando novos acordos com o gás russo.

Encerramento de contratos de curto prazo existentes até junho de 2026. Término de contratos de longo prazo, janeiro de 2028. Agora, desde a invasão... de 2022, na invasão da Ucrânia pela Rússia, a União Europeia vem reduzindo a dependência de Moscou. A participação do gás russo caiu de 45% para 12%. das importações do bloco. Ainda assim, Hungria, França e Bélgica, por exemplo, continuam recebendo gás russo. Hungria e Eslováquia, por exemplo, seguem importando petróleo russo.

A medida ainda não é definitiva. Tá, Tanguy? As regras precisam ser negociadas com o parlamento europeu, que ainda debate a sua posição sobre o tema. Muito devagar, lentamente, gradualmente. A gente fala bastante sobre isso no Petit Jornal, inclusive nas palestras, que contornar a Rússia do ponto de vista energético não é tão simples quanto, muitas vezes, os líderes europeus tentam transparecer.

Trump e a "Morta" Argentina

Daniel Souza, e essa relação entre Estados Unidos e Argentina? Eu estava achando que você ia trazer essa relação aí na pauta principal, mas ela vem na geleta Shakira, né? Porque não tem condição isso. Me conta. É verdade, Tanguy na Geleia da Shakira de hoje, vamos falar um pouco da relação entre Argentina e Estados Unidos. Nós tivemos aí a formalização de uma linha de financiamento de 20 bilhões de dólares com os Estados Unidos, o anúncio daquele...

Swap cambial também, onde governos da Argentina e dos Estados Unidos trocam moedas no montante equivalente a 20 bilhões de dólares. Mas o Trump estava lá no Air Force One. Aí ele foi perguntado sobre a Argentina, porque ele sugeriu que pode comprar mais produtos agrícolas, mais carne dos argentinos. Aí o pessoal falou, meu Deus do céu!

Mas isso pode prejudicar os produtores americanos. E aí o Trump saiu com algumas pérolas. Primeira pérola. Abre aspas. Nada beneficia a Argentina. Eles estão lutando por suas vidas. Eles não têm dinheiro. Estão lutando com todas as suas forças para sobreviver. Fecha aspas. Mais uma pérola. Abre aspas. Se eu puder ajudá-los a sobreviver em um mundo livre, ajudarei.

Eu gosto do presidente da Argentina. Acho que ele está fazendo tudo o que pode. Eles estão morrendo, certo? Então, eles estão morrendo. Fecha aspas. É isso que tem que ser. Quem precisa de inimigos quando você tem um aliado como Donald Trump que basicamente te esculacha em público? Diz que você está morrendo e morrendo, que você está na pior. Ô, Tanguy, eu preciso lembrar os nossos amigos e amigas.

que a Argentina, nesse momento, precisa de credibilidade, precisa vender ao mundo que está tudo bem, que está tudo ótimo, que os investidores estrangeiros podem trazer seus dólares. Os argentinos não precisam comprar dólares porque vai dar tudo certo.

Dentro deste contexto, dentro deste contexto, o presidente dos Estados Unidos acha que é uma boa ideia dizer que a Argentina está morrendo de fome, que a Argentina está tentando lutar pela sua sobrevivência. Ô, Tengue, é difícil demais. É muito difícil. lidar com o Donald Trump, lembrando que na semana passada já tinha sido aquela catástrofe, quando o Trump disse que, olha, ajuda vai vir, mas vai vir apenas esse...

o grupo do Millet for bem sucedido nas eleições que estão se aproximando nas próximas semanas, é complicado demais, Tanguy. Eu estou ficando aqui cada vez mais confuso sobre qual é o real objetivo de Donald Trump. É fã ou hater, Tanguy, Donald Trump? Ainda não sei. Daniel Souza, pegando a lógica dos governos, mundo afora, uma estratégia maravilhosa que o Milley poderia ter para reverter a situação dele...

É brigar com o Trump, porque o Trump como aliado não está funcionando agora. O Trump como hater ia aumentar a popularidade do Milley. Pô, já pensou, o Milley começa a responder, falando assim, esse Donald Trump é um canalha, é um ditador. A popularidade do Milley ia subir, Daniel. Então fica aí a sugestão para Javier Milley para melhorar sua credibilidade, a popularidade e tal. Faz que nem fez o Lula. Briga com o Trump. Faz que nem fez o Mark Carney lá do Canadá.

Briga, briga com o Trump que normalmente funciona. Ter o Trump como aliado não está valendo a pena não, viu, Daniel? Agora, quer saber mais sobre a Argentina? Quer conhecer o buraco no qual a Argentina está metida?

Agradecimentos e Petit Cursos

Quer saber mais sobre os Estados Unidos e Donald Trump? Quer saber mais sobre Donald Trump? Está tudo lá no Petit Cursos, tudo. Quer saber sobre França? Está lá também. Quer saber sobre Rússia? Está lá também. Quer saber sobre Colômbia? Sobre Venezuela? Tem curso agora, olhando agora. Exatamente sobre esses países. Tudo lá no Peticor. Você dá uma olhada lá no catálogo. Eu duvido que você não tenha um monte de aula ali que te interessa, que você vai gostar. Acessa lá.

peticursos.com.br Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petit Jornal, vocês que ajudam a manter esse projeto de pé. Fica o nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. Petit é uma mídia pequena.

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