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Cai mais um presidente peruano - BP 1022

Feb 19, 202635 min
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Summary

Este episódio analisa a remoção relâmpago de José Reri como presidente interino do Peru e a crônica instabilidade política que contrasta com a robusta economia do país. A discussão se estende à França, detalhando a escalada de tensões políticas após a morte de um ativista de ultradireita e o cenário das próximas eleições. No plano internacional, são exploradas as conversas discretas entre EUA e o neto de Raúl Castro sobre o futuro de Cuba, além do impacto da foto de Liz Truss e Donald Trump na "relação especial" entre Reino Unido e Estados Unidos.

Episode description

RIO CLARO
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No episódio de hoje, analisamos a destituição relâmpago de José Jerí como presidente interino do Peru, aprovada pelo Congresso por meio de uma moção de censura após pouco mais de quatro meses no cargo em meio a alegações de tráfico de influências e encontros não divulgados com empresários chineses, que levaram à erosão de sua credibilidade às vésperas das eleições gerais marcadas para abril. A instabilidade política crônica no país andino, que agora terá seu oitavo presidente em menos de uma década, levanta questionamentos sobre a capacidade das instituições peruanas de responder a crises sem prejudicar a economia, que sofre com incertezas e queda de confiança.

Discutimos também a morte do ativista de extrema-direita Quentin Deranque na França, espancado em Lyon, episódio que está sendo investigado como homicídio e intensifica o clima de tensão política em um país já polarizado antes de eleições importantes. No plano internacional, comentamos as conversas discretas que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem mantido com o neto de Raúl Castro sobre o futuro político e econômico de Cuba, notícias que apontam para estratégias paralelas de Washington em meio à crise na ilha.

Na Geleia da Shakira, encerramos com a foto de Liz Truss ao lado de Donald Trump compartilhada nas redes sociais, imagem que viralizou e foi interpretada como um símbolo do enfraquecimento da chamada “relação especial” entre Reino Unido e Estados Unidos.

#Peru #França #Cuba #EUA #Geopolítica

Transcript

Intro / Opening

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água.

Boas-vindas e Início do Programa

Olá gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número 1022. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Jornal. São exatamente 19 horas e 25 minutos da quarta-feira de cinzas. 18 de fevereiro de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla aqui. Você conhece Cortangue, vírgula o bagatinho animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado e preocupado.

Muito preocupado, o professor Baghdadi chega angustiado para gravar os nossos episódios, e isso acaba sendo uma característica fortíssima dele durante a nossa dinâmica aqui. Temos também Daniel Sousa, esse que vos fala ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais.

Nos últimos dias, depois desse carnaval, dessa farra momesca que tivemos ao longo desse período, o Petit Jornal retoma as suas atividades. Como vai, professor Baghtadi? Tudo bem? Vamos a isso? Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 1022. Você contou uma mentira, Daniel Souza. Você falou que estamos na quarta-feira de cinzas.

O senhor está na quinta-feira de cinza, diretamente de Sisney, na Austrália, brilhantando o nosso programa aqui. Um prazer estar aqui mais uma vez, Daniel, voltando. Depois desse carnaval, deixo aqui as boas-vindas a todo mundo que nos acompanha, pessoal que está junto com a gente. Espero que tenham curtido o carnaval ou descansado no carnaval, como você.

Preferir que você tenha tido bons momentos e a gente retome as nossas atividades com uma notícia, Daniel Souza, que daqui a pouco vai parar de ser notícia, tá? O fato é esse, né? Daqui a pouco a gente vai tratar isso aqui como um evento semanal. Dessa vez a gente já ficou meio na dúvida, né, Tangue? Quase tirou da pauta.

A gente já ficou pensando se era a pauta principal ou não. Porra, vai botar na pauta principal? Será? Ou será que, pô, isso aí fica depois ali do, né? Perto ali da jalia da Shakira, mais pro final e tal. Vamos dar um voto de confiança.

Queda do Presidente Peruano: Crise Política

Caiu mais um presidente peruano, José Reri, não é mais presidente do Peru, depois de apenas quatro meses no cargo. O Congresso peruano o destituiu na terça-feira, na terça-feira de carnaval, no dia de ontem. E ele foi, na verdade, derrubado. E aí, isso que é interessante, né? Eu fui tentar entender como é que tinha sido exatamente a queda dele, porque ele não foi impeachment, né? Como você derruba o presidente sem impeachá-lo? O fato é que ele estava no cargo de presidente.

De forma interina desde a queda da Dina Boloart. Ou seja, she had a president who was Dina Boluarte, and José Reri, como presidente do Parlamento, como presidente da Câmara, do Congresso. Assumiu no lugar dela. Então, ele foi destituído não do cargo de presidente da República, porque ele estava nessa posição de forma apenas.

Interina. Ele sofreu, na verdade, uma moção de censura, o que o retira da posição de presidente da Câmara. Se ele não é mais presidente da Câmara, ele deixa de exercer interinamente a posição. De presidente do país também. Então, no Congresso, Daniel, foram 75 votos a favor da moção de censura, 24 votos contrários e apenas três abstenções. O que motivou essa queda, Daniel, foram reuniões. Não oficiais com empresários chineses.

O que acabaram considerando que se assemelharia a tráfico de influência, né? Então ele fez algumas reuniões ali que não estavam na agenda com empresários chineses que queriam investir no país e tal. E os seus colegas ali no Congresso consideraram que

Estava mal explicado essa história e tal, e que não confiavam mais nele, por isso a moção de censura dessa maneira. Daniel, a gente tem um cargo vago, não tem presidente no Peru nesse momento. Então, qual o caminho agora até a gente ter novas eleições? O Congresso vai ter que eleger um novo presidente, e o presidente do Congresso vai assumir interinamente a presidência da República para poder conduzir o país até finalmente ter. Uma nova eleição. A gente está falando, Daniel, sobre a iminência.

Da gente ter a escolha do oitavo presidente em oito anos. José Reri era o sétimo presidente dos últimos oito anos. Uma vez que ele não é mais presidente, haverá um novo presidente, a gente não sabe quem vai ser ainda, a gente vai acompanhar por aqui. A gente chega, portanto, ao oitavo presidente, bem apenas.

Oito anos. Só um ponto importante nesse processo todo que eu expliquei. O argumento do José Heriri, inclusive, era que você precisava ter um processo de impeachment. Claro que fazia o processo de impeachment do presidente. É mais difícil. Você precisaria de 87 votos contrários a ele para ele ser impeachment, mas o regimento do Congresso diz que: olha, não importa, não interessa que ele esteja na posição de presidente. Ele não foi eleito presidente, ele está na posição de presidente.

Pelo fato, como consequência do fato dele ser presidente do Congresso. Então não foi necessário o impeachment e sim um processo um pouco mais simples de censura, e aí não precisou de 87 votos contra ele. 75 votos bastaram. Ele foi derrubado e, portanto, não é mais presidente da Câmara e, portanto, do Congresso, portanto, também não é mais presidente.

Da República. Que loucura, Daniel, o que acontece no Peru. E eu queria que você contasse pra gente um pouco sobre a economia peruana. Como é que ela fica no estudo, essa estabilidade política inacreditável? Como é que isso impacta na economia? Impacta, não impacta? Conta pra gente.

Economia Peruana: Resiliência em Meio à Instabilidade

A economia peruana também vai muito bem obrigada. Nós tivemos um crescimento acima de 3% no ano passado. E a tendência é que esse bom crescimento se repita em 2026. Você tem algumas projeções que falam que o crescimento vai ser um pouquinho abaixo de 3, algumas projeções apontam que vai ser um pouquinho superior a 3. A economia peruana tem grau de investimento.

Algo que o Brasil não tem. O grau de investimento significa que o Peru é considerado um bom pagador. Você acaba tendo uma nota de crédito boa e, consequentemente, isso facilita a atração de recursos, a atração de capitais. Apenas para registrar, na América Latina, grau de investimento tem o Chile. O Uruguai, o México, o Panamá, o Paraguai e o Peru. Os outros países não têm grau de investimento, entre eles o próprio Brasil. A gente está falando de uma economia peruana.

Que é uma das maiores produtoras mundiais de cobre, ouro, prata e zinco. A mineração representa cerca de 10% do PIB e 50% das exportações do país. Isso acaba gerando receitas em dólares. O que ajuda a manter o superávit comercial, ajuda no equilíbrio das contas públicas e ajuda a atrair investimento estrangeiro. O preço alto das commodities no mercado internacional nos últimos anos. Ajudam a impulsionar através do efeito multiplicador e do transbordamento de renda.

A economia peruana, além da mineração, o país tem exportações agrícolas e de pesca fortes, incluindo café, frutas, quinoa, peixes, frutos do mar, etc. Tem, inclusive, exportações de pescado muito significativas, e, apesar da instabilidade política, o investidor estrangeiro vê o Peru como um país estável economicamente, porque ele é estável.

A lei de incentivo à mineração e infraestrutura continua sendo muito atraente para investimento estrangeiro. Você tem uma segurança jurídica relativa, relativamente boa, para contratos de exploração de recursos naturais e justamente para proteção de investimentos. E as empresas internacionais continuam colocando recursos na economia peruana. E não é só isso. O Peru tem uma economia muito integrada no sistema internacional. O Peru tem acordos de livre comércio.

Com União Europeia, China, países da América Latina e por aí vai, garantindo acesso a mercados internacionais. Você pega, inclusive, a lista de acordos de livre comércio. Que a República do Peru tem um negócio gigantesco, Tanguinha, um negócio muito impressionante, a quantidade de acordos que foram celebrados ao longo de muitos anos. A gente está falando de um país jovem que tem aí um bônus demográfico e, consequentemente, isso impulsiona as possibilidades de crescimento.

Acaba tendo ali também um empreendedorismo muito significativo, é um país bastante empreendedor, o que impulsiona também o consumo e atividades econômicas locais. O Peru é um caso bastante singular no sentido de que, olha, crises políticas são uma coisa, crises econômicas são outra coisa, você tem um divórcio bastante significativo nesse aspecto. Um outro ponto que me parece importante é que o país tem regras fiscais e monetárias muito rígidas.

Ou seja, o coração da política macroeconômica não balança quando você troca o presidente, quando você troca o Congresso. Não interessa. A gente está falando de um país que tem um endividamento muito baixo. O endividamento peruano oscila entre 30% e 35% do PIB. O endividamento do Brasil, o endividamento do setor público, está batendo a casa de 80% do PIB.

A inflação é super baixa na economia peruana. A inflação é controlada pelo Banco Central. O Peru tem o mesmo presidente do Banco Central desde 2006. É o mesmo presidente do Banco Central, então você tem uma previsibilidade significativa na política monetária peruana, não tem surpresas. Fora isso, o Peru tem uma grande quantidade de reservas internacionais, reservas em dólares, consequentemente.

Tem contas externas equilibradas, porque tem muitos dólares entrando. O Banco Central peruano colocou uma parte importante desses dólares que entram nas reservas internacionais e, consequentemente, a economia peruana não tem problemas no que diz respeito às suas contas externas. Tengui. A inflação está sob controle, o endividamento é baixo e as reservas internacionais são altas. Além disso, você tem um arcouço jurídico que protege investimentos.

Você tem um pai jovem e que acaba sendo também muito empreendedor. É uma economia que tem tudo para andar muito bem. E vai andando muito bem, independentemente das questões políticas. O Peru, vizinho do Brasil, é uma das ótimas economias que nós temos na América Latina já há bastante tempo. Apresenta realmente excelentes indicadores, excelentes níveis de desenvolvimento.

Investimento Internacional e Rio Claro

Independentemente de todas essas questões políticas que a gente acompanha aqui no Petit Jornal. É muito interessante porque você blindou a economia, você criou um arcabouço. Institucional que blinda a economia, ninguém mexe na política monetária, ninguém mexe na política fiscal, ninguém mexe nesse arcabouço jurídico que protege investimentos. E isso faz com que os políticos fiquem embrigando, mas a economia continue funcionando independentemente da brigadeira.

Isso é interessante, né, Daniel? Porque quando a gente olha, principalmente os investidores aqui no Brasil, quando você pensa em diversificar investimento, você pensa automaticamente nos Estados Unidos, né? O brasileiro, de uma forma geral, investidor brasileiro. Claro, foi acostumado ao longo de décadas e mais décadas a pensar em diversificação internacional, basicamente olhar para os Estados Unidos aqueles que diversificam. É muito comum que o investidor brasileiro fique somente no Brasil.

E é importante, né, Daniel, quando a gente olha para o mundo, há outros perfis, outras oportunidades de investimento. E para você que está querendo construir um patrimônio financeiro, Isso é fundamental, e principalmente, ter alguém do seu lado que seja capaz de oferecer. Este direcionamento com muita consciência, com muita segurança, para você garantir que você tenha uma gestão independente, muito bem feita do seu patrimônio. Por isso, a gente indica a Rio Claro Investimento, que é uma gestora.

Independente e personalizada para te ajudar a trabalhar com o mercado do Brasil e do mundo. Com o objetivo de você não ficar vendido num caso de crise bancária no Brasil, crise econômica internacional, para garantir que você tenha uma gestão muito bem feita, muito sólida. Fica a recomendação da Recular o Investimento. O link está na descrição desse episódio.

É sempre importante lembrar que a Rio Clara Investimentos não vende produtos financeiros, não é uma daquelas empresas que recebe corretagem quando empurra produtos financeiros para você. Não é isso. A Rio Clara Investimentos faz um trabalho de gestão do seu patrimônio, focado exclusivamente no seu interesse, no interesse do cliente. O foco da Rio Clara é fazer com que esse patrimônio cresça no longo prazo e, consequentemente,

Todos os objetivos financeiros do cliente sejam atingidos. Esse tipo de especificação é super importante porque é o diferencial da Rio Claro. A Rio Claro não tem nenhum tipo de conflito de interesses, um único interesse. É o interesse do cliente, isso está sempre muito claro. Então, vale a pena, gente. Link no descritivo desse episódio, clique, conheça o trabalho da Rio Claro, que você vai gostar demais.

E, em tempos tão turbulentos, ter o auxílio profissional na gestão do seu patrimônio é absolutamente fundamental.

Tensão Política na França: Morte e Eleições

Daniel, com a próxima pauta, eu queria falar sobre a França. A gente tem uma situação política muito complicada na França. A gente vem acompanhando isso aqui. Um Congresso que está absolutamente dividido, um presidente francês que tem muita dificuldade de manter um governo funcionando. Você tem constantes trocas de primeiros ministros e uma eleição presidencial no ano que vem, que está chegando. Traz um favoritismo aí pra grupos da extrema-direita francesa, né?

Principalmente com a Marine Le Pen, Marine Le Pen, ela nesse momento está inelegível, está recorrendo, mas de qualquer maneira o seu grupo político sólido, muito consolidado para tentar. É ganhar essa presidência no ano que vem. Ela já chegou no segundo turno duas vezes e a chance de conseguir no ano que vem é maior do que nas últimas duas tentativas.

E um fato, Daniel, desses últimos dias agora balançou severamente a política francesa, que foi a morte de um ativista da ultradireita francesa, um rapaz de 23 anos chamado Quentin Daran. Ele tem ele 23 anos e ele foi morto, Daniel, no momento em que ele participava de uma manifestação da ultradireita. Então você estava tendo um evento na cidade de Lyon, uma das maiores cidades francesas.

This event estava acontecendo, Daniel. Era um evento, na verdade, da esquerda francesa de uma eurodeputada chamada Rima Hassan. E por conta, por ocasião desse evento, dessa política da esquerda francesa. Manifestantes da extrema-direita francesa também estiveram nos arredores, e você tinha, portanto, uma manifestação da extrema-direita. Isso acabou levando a um atrito, um confronto entre.

Na verdade, militantes da extrema esquerda, com esse rapaz que acabou sendo espancado. Ele foi derrubado, espancado por pelo menos seis indivíduos encapuzados. Ele passou dois dias internado. E ele faleceu. Ele faleceu no hospital. Como consequência disso, a polícia francesa prendeu 11 pessoas. ligadas ao partido, um dos principais partidos da esquerda francesa, partido que teve o maior sucesso na última eleição, que é La France en soumise, então a França Insubmissa.

Que foi de fato um dos partidos que ganhou maior notoriedade ao longo dos últimos anos. And one of these, inclusive, one of those ones present, Daniel, is the assessor of a parliamentar of France in submissive. Isso levou, Daniel, a um aumento Exponencial da tensão na França. Já é um país muito tensionado. Por conta dessa disputa, não mais entre uma centro-direita e uma centro-esquerda, como foi a tendência na França, aliás, em tantos outros países durante tanto tempo.

Mas agora, entre um centro absolutamente isolado, que perde popularidade, uma extrema direita que ganha força, uma esquerda radical que ganha força também, e uma eleição presidencial. Que vem, que vai chegar em breve. A gente teve o governo francês, né, Daniel, por meio do porta-voz. Do Emanuel Macron, do governo do Emanuel Macron, dizendo que a França é insubmissa ao partido da esquerda radical tem responsabilidade indireta e responsabilidade moral.

Naturalmente, isso levou também a uma reação muito importante por parte de militantes da extrema-direita. Então, tenta imaginar o barril de pólvora que se tornou a França nesse momento. Levando em consideração que, como eu disse, a gente tem uma Marine Le Pen, que é a candidata que, nesse momento, desponta como talvez uma das favoritas à eleição presidencial do ano que vem.

Que está inelegível, ela já indicou que, se ela não puder concorrer, se ela não conseguir derrubar essa ineligibilidade, ela vai colocar o Jordan Bardelat, que tem 30 anos apenas, mas é o pupilo dela. Para disputar a eleição, e na França não há idade mínima para você ser presidente. Quer dizer, a idade mínima só tem que ser maior de idade- maior de 18 anos. Podem ser presidentes na França. Então, isso significa que Jordan Bardelat, aos 30 anos, pode sim ser o presidente.

E ele tem pontuado bem, Daniel, nas pesquisas. Claro que ainda falta um tempo, né? A eleição vai acontecer no ano que vem, mas a gente vai ter um termômetro importante, Daniel, entre os dias, na verdade, nos dias 15 e 22 de março, ou seja, está falando daqui a um mês. A gente vai ter eleições municipais. Existe uma expectativa. The group of Rassemblement National, the Reunion National, who is the group of Marine Le Pen, the group of extreme directory.

Performe bem. A tendência é que ganhem prefeituras importantes, que ganhe espaço nas regiões francesas, são eleições. Locais e a tendência, portanto, é que com isso se prepare para ter mais palanques no ano que vem. O fato é que essa morte do Cantan derrank, Daniel, ainda mais associada a alguém que está ligado, inevitavelmente, inegavelmente, Está ligado ao principal partido, ao partido mais vocal nesse momento da esquerda francesa.

Contribui muito para essa tensão na França. A gente vai ter que acompanhar aqui- um dos países mais importantes para a União Europeia. É uma economia grande- uma economia importante. E a situação na França, nesse momento, é extremamente tensa. Me parece que isso vai ser um elemento muito importante para a gente imaginar o cenário das próximas eleições francesas, Daniel.

Notícias Internacionais: Venezuela e Navalny

Tangui, passando para a próxima pauta, o governo dos Estados Unidos concedeu licenças. Que permitem multinacionais do setor petrolífero operarem na Venezuela. É isso mesmo. O governo dos Estados Unidos está concedendo licenças para empresas de petróleo, ou para petróleo, operarem não nos Estados Unidos. Mais na Venezuela. As licenças abrangem todas as transações relacionadas ao setor de petróleo e gás.

Que essas companhias realizarem no país. Então, podem operar em todos os setores, não tem nenhum tipo de problema. As cinco grandes petrolíferas autorizadas são, tome nota, Chevron, dos Estados Unidos, N da Itália, Hapsell da Espanha, BP do Reino Unido e Shell do Reino Unido. Me chamou a atenção o fato de que só temos a Chevron dos Estados Unidos. E a Chevron já estava na Venezuela, aliás, antes mesmo.

Da captura do Maduro, a Chevron já, inclusive, enviava petróleo venezuelano em direção aos Estados Unidos. Então as companhias Podem retomar ou participar de atividades de exploração, produção e negócios no setor de petróleo e gás venezuelano sem qualquer tipo de penalização, de sanções. Dos Estados Unidos, as autorizações também permitem celebrar contratos e atrair novos investimentos. Eu acho isso maravilhoso.

Porque os Estados Unidos, inclusive, dizem qual é o marco legal, quais são as regras, como é que vai funcionar e assim por diante. Lembrando sempre que a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo. Mas a produção caiu drasticamente ao longo da última década em função de múltiplos. Uma produção ali que chegou a 3,5 milhões de barris de petróleo por dia caiu agora recentemente para algo em torno de 800.

Mil barris de petróleo por dia. E uma outra pauta que eu queria trazer aqui: Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos. Divulgaram uma avaliação conjunta, afirmando que análise de amostras do corpo de Alexei Navalni. Que era o grande opositor de Vladimir Putin, mostraram a presença de epibatidina. Uma neurotoxina encontrada em Rans Dardo da América do Sul e não presentes na Rússia.

Eles afirmam que isso indica que Navalne foi envenenado enquanto estava preso. Aliás, eu lembro das imagens do Navalny, que claramente ele estava. Com algum problema exógeno, digamos assim. Ele estava muito fraco, ele foi ali visivelmente definhando, e agora os europeus afirmam que ele foi envenenado, que não seria exatamente uma surpresa. dado o histórico que a gente acompanha na política russa, o Kremlin rejeitou as acusações, chamando as alegações de tendenciosas e infundadas, e alegando

Que não houve qualquer envolvimento do Estado russo no caso. Eu achei isso interessante. Estado russo não se envolveu. No caso, e, inclusive, eles reafirmaram que acreditam que Navalny morreu por causas naturais. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o governo americano está ciente do relatório europeu e considera as conclusões preocupantes.

E, segundo ele, os Estados Unidos não têm nenhuma razão para questionar as conclusões apresentadas pelos países europeus, embora Washington não tenha participado ali da declaração conjunta, Tanguia.

Cuba: Diálogos Secretos e Apoio Russo

Marco Rubensel vai ser um dos atores, né? Um dos personagens da nossa próxima pauta. Segundo o portal ÁCos, e aí eu estou dizendo isso, Daniel, porque é um vazamento, enfim, não é uma informação divulgada nesse momento, mas segundo o Portal Áxios. Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, estaria mantendo conversas secretas com o neto de Raul Castro, que se chama Raul Castro.

Então, a ideia, Daniel, lembrando que o Marco Rubio é de origem cubana, né? Cubano-americano, e a ideia, Daniel, que foi vazada ali para o portal Axios. É que não é exatamente uma negociação formal, mas é uma discussão sobre o futuro da ilha. A gente sabe que o Raul Castro, o velho Raul Castro, irmão do Fidel Castro, se afastou da presidência, ele não está. Enfim, o próprio Raul Castro, o neto dele, não atua diretamente ali no governo, mas é um cara que.

Que tem influência, que pode ter uma palavra importante e tudo, e que há, portanto, uma certa ideia de eventualmente pensar no que pode ser feito para além do governo do Dias Canel, que é o atual presidente do país. Importante lembrar que o Dias Canel, Daniel, ele não era um revolucionário, né? O que quebra um pouco aquela lógica que a gente teve. A gente teve durante muito tempo um governo de Fidel Castro, que era um revolucionário.

Depois Raul Castro, que era um revolucionário também, e agora você tem meio que essa nova guarda. Então há uma tentativa, haveria, segundo o Portal Axios, uma tentativa de fazer uma ligação ainda com a velha guarda para tentar entender. O que pode ser feito? Não dá para a gente duvidar, Daniel. Eu não estou afirmando, que a gente não tem como saber, mas não dá para duvidar. Porque foi mais ou menos o expediente que os Estados Unidos utilizaram com a Venezuela.

Então, antes do Maduro ser capturado, tirado de cena, enfim, naquela operação que aconteceu no iniciozinho de janeiro desse ano, houve negociações, houve uma série de contatos, de diálogos, aliás, com o próprio Maduro. Trump e Maduro chegaram a se falar por telefone, então o governo Trump não é.

Avesso, algum tipo de consulta, de conversa, vamos ver o que pode acontecer. Mas o fato é que Cuba está vivendo nesse momento um momento, um período de estrangulamento atroz por conta da questão energética. Cuba recebia energia basicamente da Venezuela, desde que Maduro deixou de ser presidente venezuelano. Aliás, a pauta que você trouxe aqui já é muito ilustrativa. Os Estados Unidos é que controlam o petróleo venezuelano.

Cuba deixou de receber essa ajuda. O México se colocou na posição de: não, pode deixar que eu vou mandar energia, mas também recuou por pressão americana. E nesse momento, portanto, Cuba está vivendo um período muito difícil, um período que, aliás, tem se assemelhado ao período do fim da União Soviética, né? No momento ali no qual Cuba também passou por um período. De penúria, dificuldades econômicas muito severas.

Não é por acaso, portanto, Daniel, que quem foi para Moscou, aí o ventinho gelado da Guerra Fria aparecendo de novo, foi o chanceler cubano Bruno Rodrigues. E ele foi para Moscou, Daniel, foi recebido por Vladimir Putin, o próprio, o presidente russo, recebeu o chanceler cubano Bruno Rodrigues e caracterizou as novas sanções americanas contra Cuba como inaceitáveis. Que Moscou fornecerá ajuda material à Havana. E defende que as negociações

Devem estar no lugar, elas devem entrar no lugar de qualquer tipo de bloqueio naval. Segundo o Kremlin, o tema Cuba não foi discutido com Washington, né? Então a gente teve conversas ao longo dos últimos dias entre Estados Unidos. Rússia e Ucrânia, né? Negociações que aconteceram em Genebra para tentar resolver lá a questão da Ucrânia.

Não deu em nada, a gente já sabia que não ia dar em nada, porque a questão territorial trava qualquer tipo de solução. Mas, segundo o Kremlin, o tema Cuba não foi colocado na mesa, não foi debatido, mas Certamente Cuba está buscando alternativas. O que eu posso fazer? Como é que eu posso movimentar? E, portanto, Moscou acabou sendo visto como uma possibilidade. Vamos ver, Daniel. Mas me parece que o Trump quer.

Ter algum tipo de manchete com relação a Cuba também. É um tema muito antigo, é um tema que mobiliza muito a ala mais conservadora do eleitorado americano. E parece que está tentando encontrar alternativas que podem ser, claro, por meio de um sufocamento, tentar derrubar o governo. Mas, segundo o Portal Axis, está tentando também fazer consultas e imaginar o que pode ser feito com determinados grupos que atuem dentro da política cubana, Daniel.

Esse me parece ser um ponto central, Tangi, porque o regime cubano está muito bem postado, você não tem uma oposição organizada, a oposição cubana mora nos Estados Unidos. É um problema um pouco semelhante ao do Irã. Tudo bem, aquele regime que tem condições de se defender. E eventualmente cai, você bota o quê no lugar? Não tem ninguém presente no tecido social capaz de tomar o lugar daquele regime constituído. E tanto o Irã quanto Cuba.

Se estabeleceram ao longo de muitas décadas, têm muitas camadas de proteção, têm sistemas de repressão fortíssimos, conseguiram realmente sufocar as oposições organizadas. E os Estados Unidos, o Donald Trump, fica ali meio sambando de um lado para o outro para tentar uma alternativa e fica. claramente tendo dificuldades para enxergar, ok, o que eu faço aqui para tirar esse regime que está tão bem postado em países que não têm uma oposição minimamente organizada e estruturada localmente?

E só para complementar aqui, Raul Castro, o velho Raul Castro, irmão do Fidel Castro, que participou da revolução, que foi presidente. Nesse momento tem 95 anos. Então é até difícil saber se ele está envolvido de alguma forma, qualquer tipo de conversa nesse sentido. Por isso, a conversa, segundo de novo, portal Axis. Tegui, avançamos para a geleia da Shakira de hoje?

Geleia da Shakira: Liz Truss e Donald Trump

Daniel, a geleia da Shakira de hoje envolve alface, por algum acaso? Ah, envolve. Envolve alface. A geleia da Shakira de hoje traz least dress. A ex-primeira-ministra do Reino Unido, que foi derrotada por uma alfácia por conta da brevidade de seu governo. Lee Stress entrou para a história como sendo a primeira-ministra que estava no cargo quando. Elizabeth II morreu. Acho que a única coisa que a gente tem a lembrar sobre Listress.

Eu lembrava mais da alface, tá, Daniel? Você me desculpa. Agora eu lembrei, né? Realmente, a Elizabeth II morreu e tal, mas a alface me marcou mais do que essa simultaneidade da morte da rainha. A sua indiferença em relação à família real britânica é algo constrangedor, Tanguin. Eu que estou aqui num território. Que é vassalo da família real britânica, é preciso trazer esse registro. Pois bem.

A Alice Trustang, que desde que perdeu ali o poder, perdeu o cargo de primeira-ministra, embora tenha ali uma belíssima pensão por ter sido primeira-ministra, Ela resolveu, Tanqui, veja você. Ela resolveu criar um programa no YouTube. Onde ela critica elites e promove narrativas de crise no Reino Unido e no Ocidente, a gente sabe mais ou menos qual é o tipo de conteúdo. Que esse tipo de político acaba oferecendo, nesse caso, esse tipo de política.

E a Liz Truss ela tweetou uma imagem ao lado de Donald Trump com a legenda Write about everything, fazendo referência ao Trump. O Trump está certo em tudo, ele estava certo, ele sempre soube. The Truss sorry victory, but the Trump apparently a little confused, with the polegar levant. E sem muito entusiasmo. É claro que a List Trash está tentando pegar ali um pouco da popularidade do Trump e mostrar que ela

Listress é alguém capaz realmente de enfrentar esse establishment político que é capaz de mostrar que ela sabe qual é o verdadeiro caminho para o Reino Unido. Deixa eu um pouco patético. Porque é muito evidente o que ela está tentando fazer. Ela está tentando, de alguma forma, recuperar uma carreira política que ela perdeu através de um processo de radicalização.

processo de radicalização que ela está utilizando as redes sociais, as plataformas digitais, etc., e também tenta colar a imagem dela à do Donald Trump. E uma coisa que também me chamou a atenção. Essa imagem mostra um pouco uma certa distância simbólica do Reino Unido em relação aos Estados Unidos nesse momento, porque.

O Reino Unido não está num momento de bom relacionamento. O Starmer tem mostrado um certo distanciamento em relação ao Trump, e aí quem aparece para tirar uma foto com o Trump é a Lista Trash. Que é uma política hoje absolutamente irrelevante no Reino Unido. E essa foto foi tirada nos Estados Unidos, na Flórida, quer dizer, ela foi até lá para tirar uma foto com Donald Trump e tentar projetar uma imagem de anti-stablishment.

Que ela nunca teve, mas está tentando construir para ver se ela tem algum tipo de relevância política, volta a ter algum tipo de relevância política que ela perdeu. Então você disse que a gente não lembra da List Trust para nada. A gente, só nessa live de hoje, só nesse episódio, a gente já vai lembrar. Que a rainha Elizabeth II morreu durante o seu curtíssimo governo.

A gente já lembra da Alfa, Alface Americana, who demorou mais pra apodrecer do que o seu proper governo, and that was a Florida to take photo with Donald Trump. Tá caindo por terra aí esse negócio. Você falou que, pô, ninguém lembra dela. Tá aí. Temos várias coisas pra lembrar já dela. Não é mais nada, tá, Daniela? Inclusive, se passar por mim na rua, é capaz de eu demorar um pouquinho pra lembrar. Mas várias coisas pra gente lembrar da senhora Liz Tress.

Recados Finais e Próximos Eventos

Quando a gente for contar a sua biografia. Daniel Soas, dessa maneira, a gente chega ao fim do nosso episódio. Deixo aqui um super agradecimento a você que nos acompanha, você que curte o nosso trabalho, você. Que gosta do peticional, você que acompanha o que está acontecendo no mundo. Junto com a gente. E lembrar, Daniel, que na próxima terça-feira temos aula gratuita no YouTube do Petit Jornal. Essa aula aqui está disponível para todo mundo, você está convidadíssimo. Vem junto com a gente.

Que vai ser uma aula na qual a gente vai falar sobre a Groenlândia, né? Por que a Groenlândia virou essa obsessão de Donald Trump? Aliás, Daniel, só para deixar claro como é que o tema não morreu hoje. O rei da Dinamarca estava lá na Groenlândia. Foi lá, vestiu um casaco com o brasão da Groenlândia e o brasão da Dinamarca para mostrar como é que nós somos uma coisa só e tal. Se você quiser saber qual a importância que a Groenlândia tem. Por que Donald Trump fala tanto sobre isso?

Tá lá, acessa lá o YouTube Pet Jornal. Aliás, a gente está quase chegando a 70 mil inscritos no YouTube Pet Jornal. Dá essa força lá pra gente. Temos o canal de corte também. Dá essa força lá pra gente, porque isso ajuda muito o nosso projeto. E assistindo a aula, você vai conhecer um pouquinho do que a gente faz lá no nosso outro projeto que é o peticursos peticursos.com.br.

Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petersonal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto. Fica o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. O PT é uma mídia pequena, é um trabalho artesanal, não tem aí o suporte de um grande conglomerado de mídia, nem de uma grande produtora, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é tão importante. E por isso registramos aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica também o convite.

Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o peticional, dá para ativar o Pix recorrente. Chave Pix no descritivo desse episódio. Tem também o link para o Apoia-se, o link para o Patreon, que acaba sendo uma boa alternativa para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma delas será confortável.

Amanhã, estamos de volta. Um abraço, até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Inteligência e reverência em doses diárias. Acesse www.petijornal.com.br

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