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Brasil e o Conselho de Paz - BP 1007

Jan 27, 202633 min
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Summary

Este episódio detalha a postura cautelosa do Brasil em relação ao Conselho de Paz proposto por Donald Trump, visto como uma possível tentativa de minar a ONU. A discussão também abrange a estratégia do Canadá para diversificar suas parcerias comerciais, reduzindo a dependência dos EUA, e a recente reaproximação com a Índia. Além disso, explora o grave escândalo de vazamento de informações nucleares na China, as prioridades econômicas e imigratórias no debate eleitoral japonês, e a reafirmação de soberania da Venezuela contra pressões americanas.

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No episódio de hoje, analisamos a conversa por telefone entre Lula e Donald Trump sobre o Conselho de Paz e o modelo de acordo proposto pelos Estados Unidos. O governo brasileiro apresentou críticas à condução americana do processo, ressaltando preocupações com legitimidade, equilíbrio político e participação internacional mais ampla. O episódio também aborda a aproximação comercial entre Índia e Canadá, movimento que reflete a reorganização das parcerias econômicas globais em um cenário de tensões comerciais e realinhamentos estratégicos.

Discutimos ainda a acusação contra um integrante da alta cúpula chinesa por suposta venda de informações nucleares aos Estados Unidos, caso que amplia desconfianças entre Washington e Pequim. No Japão, economia e migração despontam como temas centrais da campanha eleitoral, influenciando o debate político e as estratégias dos partidos. O episódio trata também das declarações da presidente venezuelana, que afirmou estar cansada de receber ordens dos EUA, reforçando o discurso de soberania diante da pressão externa.

Na Geleia da Shakira, comentamos o pedido da presidente mexicana Claudia Sheinbaum ao primeiro-ministro da Coreia do Sul por mais shows do BTS no México, episódio que ganhou repercussão internacional.

#Brasil #ConselhoDePaz #EUA #China #Geopolítica

Transcript

Intro / Opening

Petit Jornal. Inteligência e reverência em doses de água. Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Jornal. Esse é o bate-papo número. Estamos gravando numa live no YouTube do Pet Jornal. São exatamente 19 horas e 20 minutos da segunda-feira, 26 de janeiro de 2026. Cá está, a dupla de costume é a dupla que você conhece de cor. Tanqui, vírgula ou pagdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado.

E tarifato, algumas tarifas seguem de pé, apesar das inúmeras tentativas do professor Baghdadi para tentar resolver essa questão. E ele também está muito preocupado, preocupado com o cenário internacional, muito conturbado. E temos também Daniel Souza, que é esse que vala, ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos.

Internacionais das últimas horas. Agora, professor Bagdadi, vejo que há um e-mail no descritivo desse episódio. Professor Baghdadi, para que serve esse e-mail do Petit Jornal no descritivo? Então, vamos a isso? Daniel Sousa, esse e-mail é o seguinte: é que alguém quer entrar em contato com a gente?

Para uma proposta comercial, para uma palestra, por exemplo. Às vezes, Daniel, com todas essas mudanças que estão acontecendo pelo mundo aí, a pessoa gostaria, por exemplo, de ter uma análise geopolítica, econômica, perspectivas para o ano de 2026, o que vai acontecer em um determinado setor. Fala com a gente que a gente pode ir até a sua empresa e fazer algo bem direcionado para aquilo que você precisa. O e-mail está lá na descrição. E Daniel Souza,

Vamos para o nosso episódio de hoje, né? Deixar aqui um super agradecimento a todo mundo que está junto com a gente mais uma vez. Esse é o segundo episódio do dia. A gente já gravou um episódio hoje de manhã, no quase falou mais sobre o que vem acontecendo ao longo dos últimos dias, que a gente hoje.

Nesse momento, agora, né? São 7h21 da noite desse momento, né? Horário de Brasília. A gente tem o nosso segundo episódio do dia. Sejam todos muito bem-vindos. Daniel, eu quero começar o nosso episódio de hoje.

Brasil e o Conselho de Paz de Trump

Falando sobre a ligação telefônica que nós tivemos entre Lula e Donald Trump virou rotina, tá? Daniel Souza virou rotina. Os dois agora você telefonam, você falam e tal. Não é mais uma grande novidade, né? Os dois se falarem. E o assunto principal da conversa de hoje foi a questão do conselho de pai. O Brasil está sem saber se casa ou se compra uma bicicleta. Não sei se eu entro nesse negócio. Não sei se eu não entro, como é que vai ser. A gente já noticiou isso aqui outro dia, Daniel, que.

O governo brasileiro está fazendo uma série de consultas, está ligando para todo mundo: pô, e aí, você vai entrar no conselho? Não vai e tal. Então já teve conversa com a Turquia, já teve conversa com o Mahmud Abbas, da Autoridade Palestina. Já falou sobre isso com o Xi Jinping, com o Narendra Mod da Índia. Então, está fazendo uma série de consultas com os europeus também, para imaginar se entro, se não entro, como é que vai fazer. E esse foi um dos assuntos principais.

E o Lula fez algumas sugestões para o Trump sobre a questão do Conselho. Um ponto muito importante desse Conselho de Paz, Daniel, é que ele foi criado, ele foi sugerido por Donald Trump. Com o objetivo de tentar resolver e de solucionar a questão em Gaza. O contexto era aquele, esse conselho, inclusive, faz parte daquela segunda fase.

Da solução para o problema de gás. A primeira fase, obteve-se essa fogo. A segunda fase, vamos criar um conselho para imaginar como é que vai ser a gestão de gás daqui para frente. Ele falou sobre o nome do Tony Blair, ele falou sobre algumas outras possibilidades de negociação e tudo. Só que, no momento em que ele sugeriu o Conselho de Paz especificamente, não faz nenhuma menção no texto do Daniel Agasa. O Conselho de Paz para Gaza não fala.

Sobre a casa. Pelo contrário, Daniel fala de forma muito vaga sobre áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos. O que pode ser, Daniel? Qualquer coisa. Então, basicamente, o Trump formulou um conselho de paz. Que não fala sobre Gaza e que dá a impressão, essa foi a reclamação, aliás, do Lula, que está simplesmente querendo tomar o lugar da ONU, está querendo esvaziar a ONU. E olha só, a partir de agora, tiver algum problema aí?

É um Conselho de Paz criado pelos Estados Unidos, que tem Donald Trump necessariamente como presidente, and that alterações podem ser feitas, por exemplo, no texto lá do Conselho de Paz, mas têm que ser aprovadas.

Pelo presidente dos Estados Unidos, né? Pelo Donald Trump especificamente. Então, ele está se tornando basicamente o dono de uma outra ONU. Ele está criando uma ONU paralela para ele ser a principal liderança. E isso o Lula já falou abertamente em outro momento, né? Ele já disse que Se o Conselho de Paz se assemelha a uma tentativa de criar uma nova ONU controlada exclusivamente por Donald Trump.

Quando a gente fala, inclusive, sobre esse conselho, Daniel, a gente já teve 23 países que aceitaram fazer parte, entre eles, Arábia Saudita, Argentina. Catar, Egito, Hungria, Israel, Paraguai, são alguns dos que aceitaram fazer parte. Alguns já recusaram, alguns já disseram: não entrarei.

Não por acaso, são basicamente os europeus. Então a gente está falando sobre França, Noruega, Eslovênia, Suécia, Espanha e Alemanha. Esses países já disseram: não vamos entrar. E você tem alguns países que estão Ainda analisando. Eu achei curioso, né? Quando a gente fala sobre os países que estão analisando, a gente tem, além do Brasil, o Reino Unido.

A gente vem falando isso aqui o tempo todo. O Reino Unido sempre foi o país que comprou as loucuras dos Estados Unidos. Os Estados Unidos falam assim: Ô Reino Unido, tô afim de fazer uma invasão no Afeganistão. Bora comigo? O Reino Unido fala assim: pô, bora. Iraque, topa? Porra, bora também, vamos fazer. Onde é que você quer ir? No caminho você me conta. A gente não precisa nem saber antes.

O Reino Unido ainda não entrou, o Reino Unido está pensando em fazer isso junto com os demais países europeus. Você tem também a Rússia, né? Então, Trump e Putin, amigos e tal, tem aquela relação e tudo. E nem a Ucrânia. Então o Putin não entrou ainda e o Zelensky também não. O Zelensky ainda está avaliando também. Então a conversa de hoje entre os dois, Danela, foi muito nesse sentido: do Lula tentando, olha, quase que justificar.

Uma negativa que aparentemente vem pela frente. Tem alguns outros temas na conversa também: questões relacionadas à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, o que vai acontecer com a Venezuela, congelamento de ativos de grupos criminosos, tudo isso foi tratado na conversa também. Agora, o grande assunto, sem dúvida nenhuma, foi a questão do Conselho de Paz.

E continua com essa impressão, Daniel. O Brasil está meio que preparando o terreno para daqui a pouco dizer não e dizer que, olha, mas a gente conversou, a gente já tinha falado aí nossas insatisfações e tudo, mas a gente parece que um não vem pela frente aí, Daniel.

Canadá Busca Diversificação Comercial

Tangi, no episódio de hoje pela manhã, nós falamos sobre o acordo que estava ali sendo desenhado entre Canadá e China, o que irritou profundamente o Donald Trump a ponto dele ameaçar o Canadá. Com tarifas de 100%. Sobre as importações canadenses, caso esse acordo fosse adiante. Pois bem. Diante disso, Tang, a China veio em defesa do Canadá. E quando eu vi essa notícia, eu falei: Ixi, não, não, faz isso, não, não defende o Canadá. Aí você vai colocar o Canadá numa situação embaraçosa, mas enfim.

A China veio em defesa do Canadá, afirmou que seus acordos comerciais com o Canadá não são contra terceiros. Não citou, mas obviamente estava se referenciando aos Estados Unidos. Aliás, o porta-voz do governo chinês. Destacou princípios de igualdade, abertura, cooperação pacífica e benefícios compartilhados. Em linhas gerais, o porta-voz chinês, veja, você defendeu a globalização e o livre comércio. Uma vez mais, temos esse mundo muito confuso.

Onde o Partido Republicano é protecionista e o Partido Comunista... É livre cambista, né? De frente ali a liberdade. Comercial. O Trump, até num primeiro momento, chegou a dizer que o Canadá deveria fazê-lo se quisesse, mas depois inverteu e acabou se tornando muito hostil em relação a esse acordo que foi colocado. É importante registrar que o primeiro-ministro canadense afirmou que não busca um acordo de livre comércio com a China e que respeita.

O U SMCA, que é o acordo que foi estabelecido entre Canadá, Estados Unidos e México no ano de 2020. PELO PROPRIO DONALD TRUMP Ele apenas defende a diversificação comercial para reduzir a dependência dos Estados Unidos. Aliás, o Carney também sinalizou que vai visitar a Índia em março. E está tentando negociar acordos.

Em diferentes áreas, incluindo aí a questão comercial. Aí é uma tentativa de reaproximação entre Índia e Canadá depois da crise diplomática que você chegou a trazer aqui no Petit Jornal em 2023. Envolvendo acusações sobre o assassinato de um líder local. A Indy, inclusive, negou envolvimento e o processo judicial. Segue no Canadá. Mas fica muito claro que o Canadá está fazendo o dever de casa. Olha para o planisfério e pensa: bom.

Preciso reduzir a minha dependência comercial dos Estados Unidos. Converso com quem? China, bastante óbvio. Índia, bastante óbvio também. Afinal, esses dois países devem, junto com os Estados Unidos, Ser ali o clube dos três. Quando a gente projeta o ano de 2050, nós teremos três superpotências econômicas: Estados Unidos, China e Índia. O ranqueamento ainda vai variar um pouco do que acontecer ao longo das próximas pouco mais de duas décadas. De qualquer maneira.

É o Canadá fazendo o dever de casa e considerando que não pode, de forma alguma, reduzir, ou melhor, aumentar ou manter a sua dependência em relação aos Estados Unidos, o Canadá. No ano passado, ou melhor, em 2024, já no ano retrasado. mandava mais de 70% das suas exportações para os Estados Unidos e fica muito vulnerável a esse tipo de chantagem. Então, essa diversificação me parece algo que faz muito sentido e o Canadá dá sinais claríssimos que vai buscar diversificação.

Mais um aliado dos Estados Unidos que se distancia dos Estados Unidos, assim como o Reino Unido, que você colocou há pouco. Que está bastante hesitante no seu relacionamento com Washington. E hoje a gente teve, inclusive, o anúncio de um acordo preliminar ainda, que ainda deve avançar bastante, entre União Europeia e Índia, né? Então a gente chegou a mencionar isso aqui que vai avançar e tal, e hoje foi anunciada a expectativa de que daqui a algum tempo você tenha a assinatura final. Então.

As peças estão se movimentando, né, Daniel, sem os Estados Unidos ali, uma tentativa de tentar contornar um pouco os Estados Unidos. E você falava agora um pouquinho sobre essa liderança indiana que foi assassinada no Canadá. Essa foi uma tensão muito grande entre os dois países, quase teve o rompimento de relações à época. Era um cara que era um líder da minoria Sikh, uma minoria indiana, que tem uma comunidade forte dentro da Índia, dependendo dentro do Canadá.

E essa comunidade faz muita oposição à Índia. Então, eles estão no Canadá, mas fazem oposição à Índia. Esse cara morreu, foi assassinado. No Canadá. Canadá e Índia, portanto, entraram em atrito porque o Canadá disse ter prova de que a Índia tinha ordenado o assassinato desse cara. Dava a impressão, Daniel, que era um tema meio que ia durar anos e mais anos e mais anos. E a gente vê, né, Daniel, no momento em que a geopolítica começa a apertar,

Você começa a rever, a repensar se de repente aquela relação que estava estremecida não dá para a gente superar, né? Não dá para a gente deixar isso para depois. Depois a gente vê como é que a gente resolve isso e tudo. Então tá aí a possibilidade de uma aproximação. Entre Canadá e Índia. Aliás, Daniel, tanto no Canadá, Quanto na Índia? Quanto na China, quanto na Groenlândia, para onde você for.

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Escândalo Nuclear e Corrupção na China

Daniel Souza, a próxima pauta é uma pedrada, viu? A China abriu uma investigação. Sem precedentes contra um cara chamado Zhang Yuxia. Aí tem sempre os puristas do chinês que vão vir aqui me corrigir a pronúncia do mandarim não foi correta. Eu não sei como é que pronuncia isso, tá? Vou falar do jeito que eu sei. Zhang Yu Xia tem 75 anos e é um dos mais poderosos militares do país. E é considerado, pelo menos era considerado até a informação de hoje.

O braço direito do ponto de vista militar do Xi Jinping. Então, o Xi Jinping, quando ele queria lidar com as Forças Armadas, ele fazia isso basicamente por meio do Zhang e o Xiang. A acusação contra ele é de ter vazado em informações técnicas sensíveis sobre o programa nuclear chinês.

Para os Estados Unidos da América. Então, esse cara é muito graduado nas Forças Armadas Chinesas. Ele basicamente, Daniel, faz a ligação entre o Partido Comunista Chinês e as Forças Armadas. Então as Forças Armadas são diretamente Ligadas ao Partido Comunista, esse cara é o que faz a ligação. Imagina a quantidade de poder que esse cara acumula nas mãos e ele teria, portanto, vazado informações sensíveis acerca do programa nuclear, não é para qualquer um, para os Estados Unidos.

Esses dados terão sido repassados para os Estados Unidos com apoio de um ex-gerente da agência nuclear chinesa, um cara chamado Gu Jun. E, no fim das contas, acaba sendo uma falha muito severa quando se fala sobre a segurança dos dados. Então, o Gu June também está sendo investigado por violação da disciplina partidária e das leis do Estado. E aí, outras acusações acabaram vindo juntas, tá? Ele foi. Principalmente, né, o.

O Zhang Yu Xia, esse cara que, como eu disse, era bastante próximo ao Xi Jinping. Ele foi acusado, além dessa venda de informações. De formação de facções políticas internas, porque no Partido Comunista Chinês é sempre considerado um problema. Eles têm uma questão de unidade muito forte. Então ele aparentemente tentava, segundo a acusação, criar determinadas facções dentro do Partido Comunista, abuso de autoridade dentro do Partido Comunista, aceitação de suborno em troca de promoções militares.

e influência externa em deções sensíveis, incluindo promoção de oficiais e interferência na nomeação do ministro da Defesa. E essa outra acusação gravíssima contra ele. Ele teria ajudado na ascensão de um cara chamado Li Chang Fu. Que foi ministro da defesa, né? Então ele teria sido ajudado a chegar no cargo de ministro da defesa, aparentemente porque muito bem indicado, muito bem recomendado, mas porque.

O Zhang e o Xiang teria recebido suborno para tal. E aí não está muito claro ainda por que ele teria recebido esse suborno, mas aparentemente esse cara que acendeu ao cargo de ministro da Defesa tinha alguns contatos com empresas e tal. E, portanto, chegar ao cargo de ministro da Defesa facilitaria contratos públicos. Então, mais uma acusação de ter colocado o ministro. Você imagina o tamanho da força desse cara, viu, Daniel? Ele era capaz de indicar.

Com uma boa chance de ser aceito, o ministro da defesa. Esse ministro da defesa não dura muito tempo, é verdade, mas ainda assim. Você tem algo muito grave, muito sério, ali no coração do núcleo do poder do Partido Comunista Chinês. Vamos ver como é que a China vai lidar com isso.

Mas a gente tem visto, a gente vem falando sobre isso aqui, inclusive, Daniel, uma China muito discreta. A China está vendo os Estados Unidos fazendo e acontecendo, e a China tem sido muito discreta. Como, aliás, ela costuma ser, né? Se não mexer muito com a China, ela fica quieta na dela, ela quer lidar com os problemas internos. E isso incomoda muito o governo chinês, né? No momento que o governo chinês vai para os holofotes para lidar com casos de corrupção.

Pode dar a impressão de fraqueza, pode dar a impressão de um país ferido internamente. Então a China certamente vai lidar com isso com bastante rigor, ainda mais levando em consideração que é alguém tão próximo de tanta confiança do Xi Jinping, Daniel.

Eleições no Japão: Economia e Imigração

Tangue, ainda na Ásia, eu registro que nós tivemos o primeiro debate eleitoral no Japão. E dois temas acabaram centralizando as discussões. Em primeiro lugar, a questão econômica, particularmente o custo de vida no Japão, que aumentou muito, e também a imigração. Nós tivemos aí um debate onde a primeira-ministra, que está no cargo e que tenta permanecer no cargo, a Takaishi, ela propôs zerar por dois anos o imposto sobre alimentos.

O governo afirma que, apesar dessa zeragem, ele tem um compromisso com a sustentabilidade fiscal. Só que a proposta que foi divulgada por ela. Ela acabou aumentando os juros no Japão, os juros de longo prazo, o que sugere que o mercado está precificando um aumento do endividamento do governo do Japão. E você teve críticas ao risco fiscal. A oposição, por sua vez, defende a eliminação de forma permanente do imposto.

Sobre alimentos, quer dizer, vai ainda além. E aí o mercado no Japão ficou olhando assim: bom, então a primeira-ministra, que é a favorita, defende o corte de imposto por dois anos, a oposição defende o corte de imposto permanentemente. Quer dizer, nós estamos falando de aumento do endividamento do governo japonês diante de um cenário como esse. A ideia é, obviamente, baixar o preço dos alimentos e, consequentemente, o custo de vida dos japoneses.

Que tem sido um elemento de incômodo, o que é novo, o Japão é um país muito acostumado a uma inflação muito baixa, eventualmente até a ter problemas de deflação, e agora está tendo um aumento no custo de vida. No que diz respeito à imigração, nós estamos falando de um Japão onde os ventos sugerem um aumento nas restrições aos imigrantes, o que é uma maluquice.

A gente está falando do país mais velho do mundo, um país que está tendo encolhimento populacional acelerado, um país que tem problemas econômicos seríssimos para tracionar um crescimento um pouco mais forte. E se fecha. É claro que isso só pode ser explicado por componentes. culturais do Japão, você está falando de uma sociedade muito fechada, aliás, uma sociedade que tem até uma certa hostilidade em relação a estrangeiros.

E, eventualmente, até descendentes de japoneses que retornam ao Japão, acabam relatando que não são tão bem aceitos assim na sociedade japonesa, embora sejam ali filhos de japoneses, eventualmente. Então você tem aí o tema da questão da imigração. O Japão tem cerca de 4 milhões de estrangeiros, que é pouquíssimo, pouquíssimo para o potencial que o Japão tem. 20% com residência permanente. O atual governo finalizou um pacote para endurecer as regras migratórias.

E existe aí um debate para eventualmente endurecer ainda mais. As regras migratórias no que diz respeito ao Japão. De qualquer maneira. A primeira-ministra é favorita. Existe a expectativa de que a Atakaishi permaneça como primeira-ministra. Afinal, ela é do PLD, o Partido Liberal Democrático, que é praticamente um partido único no Japão, que governa o Japão sequencialmente ao longo de muitas. Décadas. E a gente tem aí ela seguindo aquela linha do Ab.

Que do ex-primeiro-ministro ab de expansão fiscal. A expansão fiscal como estratégia para tentar impulsionar o crescimento japonês, e, nesse caso, a expansão fiscal viria através do corte de impostos. Só para trazer um dado aqui, Danela, você falou que o Japão tem 4 milhões de estrangeiros, a população japonesa está estimada em 124 milhões de pessoas. Então, de 124, apenas 4 milhões são estrangeiros.

O Japão realmente é um país que tem muita dificuldade de lidar com a entrada de imigrantes e tal. É sempre um negócio muito difícil- um debate muito complicado no Japão. Aliás, a gente tem um curso só sobre o Japão. Lá no peticursos, peticursos.com.br, a gente fala bastante, inclusive, sobre essa questão migratória.

Venezuela Rejeita Ordens Americanas

Lá entre os japoneses. Daniel Souza, eu quero trazer uma outra pauta sobre a Venezuela. Hoje nós tivemos um discurso da presidente venezuelana Delcy Rodrigues dizendo estar farta. Chega das ordens-vindas dos Estados Unidos. Aí, Daniel Bailey. Roten, aí complicou. Mas ela vai fazer o quê? Ela disse o que ela vai fazer diante da pressão americana?

Olha só, ela falou isso num discurso diante de trabalhadores do setor petrolífero. Não foi nem Caracas, foi em Anzoate- Anzoate- aliás, para consertar a pronúncia aqui, que fica no leste do país. E a frase dela foi: chega de ordem de Washington sobre os políticos da Venezuela, chega de potência estrangeiros. Me parece que a Adelcia Rodrigues está com um problema. Não parece não, ela está com um problema grave, que é.

A presidência caiu no colo dela. Essa presidência caiu no colo dela, a mantém no poder legal, e está dialogando com os Estados Unidos. Ok, né? E aí ela entende que a maneira dela permanecer à frente do país é tendo um diálogo com os Estados Unidos. Só que ela mantém um regime, né? Que é o regime que ela herdou do Chaves e do Maduro- tem uma retórica anti-americana muito forte. É muito difícil você virar essa chave de forma completa e falar assim: não, gente, eu sou do regime.

Desse regime que sempre esteve aí, que está fazendo propaganda anti-americana há tanto tempo que se legitima por ser contra os Estados Unidos. Mas agora a gente vai estar dialogando com os Estados Unidos. É muito difícil fazer isso, né? Então, chega um determinado momento em que ela tem que endurecer um pouco mais o discurso e falar assim: não vai ter mais, não vamos aceitar. Você imagina você falar para trabalhadores do setor petrolífero, da Neoquitão,

Ouvindo abaixo dos Estados Unidos, fora os Yankees, eles invadiram, eles prenderam o nosso presidente, e de repente você virar e fala: não, está tudo bem com eles, nem a gente está dialogando com os Estados Unidos, está tudo bem. Então, ela, de fato, ela precisa falar. Com o público doméstico, algo um pouco diferente do que ela tem feito quando ela dialoga com os Estados Unidos. Uma figura muito importante, que eu acho importante a gente prestar atenção dentro desse governo venezuelano.

É o ministro da Defesa, que é um cara chamado Vladimir Padrino Lopes. Ele é um general venezuelano, era um cara muito forte durante o governo do Maduro, certamente uma das figuras mais importantes do país, inclusive porque a gente já falou sobre isso várias vezes: Maduro não era militar. O Vladimir Padrino do Lopes é o cara da carreira militar em si. Ele confirmou há pouco tempo que Adelcer Rodrigues é a presidente legítima por 90 dias.

E aí, Daniel, a coisa começa a ficar um pouco mais movediça. Ela se tornou presidente um pouco depois do ataque americano que prendeu lá o Maduro. Isso foi no dia 3 de janeiro. Alguns dias depois ela foi empossada como presidente. O que significa, Daniel, que até. Daqui a algumas semanas, a Venezuela vai ter que se movimentar para ver o que faz. E aí, a gente me parece que a gente vai ter um outro momento importante que é como é que as forças do regime.

Como é que os militares vão se posicionar diante disso? Me parece que a Doc Rodrigues já está meio se antecipando e dizendo: Eu não vou abaixar a cabeça para os Estados Unidos. De jeito nenhum, ao mesmo tempo que o Trump diz: não, não, o Marco Rubio tá ligando direto pra ela. Eu não falei com ela, não. Mas o Marco Rúbio, Marquinhos, tá direto falando com o Delcy. Estão ótimos aí, tá tudo sob controle. Os Estados Unidos controlam o petróleo venezuelano.

Então, Daniel, estou curioso para saber o que vai acontecer. Me parece que a gente vai ouvir falar bastante sobre a Venezuela ainda nas próximas semanas.

Acordos UE-EUA e Mediação Brasileira

Tanguei registro rapidamente que o parlamento europeu adiou a decisão sobre o acordo comercial. Aquele acordo comercial com os Estados Unidos, o adiamento foi para 4 de fevereiro para saber. Se retoma ou não os trabalhos do acordo comercial entre a União Europeia e Estados Unidos, que foi celebrado no ano passado. Ao mesmo tempo, a União Europeia também suspendeu a retaliação. Comercial de 93 bilhões de euros.

Que estava prevista para entrar em vigor no próximo dia 7 de fevereiro. Mas está aqui na gaveta, Tangi. Se precisar, a gente tira da gaveta de novo essa retaliação contra os Estados Unidos e em relação ao acordo comercial. A gente vê um pouco mais pra frente o que nós fazemos em relação a isso. Daniel, eu queria trazer uma notícia muito rápida, né? E já vou dar o gancho aqui para. Pra acelerar a chaqueira de hoje.

A gente comentou um tempo atrás, Daniel, que México e Peru romperam relações diplomáticas. Só para trazer aqui o contexto rapidamente, a gente teve uma ex-primeira-ministra peruana, Betsy Chávez. Que foi condenada a prisão no Peru por ter tentado dar um golpe naquele momento em que o Pedro Castilho, que era o presidente peruano, estava tentando dar um golpe, né? Então o Pedro Castilho.

Ele tentou dissolver o parlamento, o parlamento o destituiu. A Betsy Chávez era primeira-ministra, ela passou cerca duas semanas como primeira-ministra. Tentou dar o golpe, o golpe fracassou, e ela foi julgada e condenada à prisão. No momento que ela estava para ser presa, ela foi para o México, e lá no México, portanto, ela pediu asilo e foi aceito. O Peru ficou revoltado com isso e rompeu relações com.

O governo mexicano. Então, a embaixada mexicana no Peru está vaga. Ela não tem ninguém, o embaixador foi retirado e o Brasil anunciou hoje que vai. É assumir a embaixada. Lembrando que o Brasil já fez isso recentemente quando a gente teve o rompimento de relações entre a Argentina e Venezuela.

Venezuelana de 2024. A Argentina rompeu relações, tirou o pessoal, a embaixada ficou vaga e o Brasil também assumiu as funções dessa embaixada. Então, isso acontece mais uma vez. Nesse momento, portanto, o Brasil assume as Inclusive a interlocução: se o México precisar de alguma algum tipo de diálogo lá no Peru.

Geleia da Shakira: K-Pop no México

O Brasil vai assumir esse diálogo para tentar fazer com que as partes continuem dialogando. Agora, eu só falei isso, Daniel, para te jogar na gelera Shakira. Que fala sobre o México, né? Nós tivemos um pleito. Importante do México, o México. Foi a público aí para falar sobre algo de primeira importância e eu queria que você contasse pra gente, Daniel. Tangue, na gelé da xaqueira de hoje, eu registro que a presidente do México, a Cláudia Shenbao, enviou uma carta. Uma carta.

Com todas as formalidades, com pedidos de fundamental importância para o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Min-seok. Mais shows do BTS no país. Sim, é isso mesmo. A Xin Bau confirmou o pedido em coletiva de imprensa. Disse que aguarda uma resposta positiva do primeiro-ministro sul-coreano. O grupo sul-coreano é líder global de popularidade. Já estão previstos. Três shows no México em 2026, todos com enorme procura. Mas a Cláudia Shenbaum acha pouco, acha que tem que ter mais shows do BTS.

No México, ainda esse ano. Então veja você o poder do soft power sul-coreano, do K-pop sul-coreano, a ponto de Cláudia Shenbau fazer esse pedido. Eu fiquei com a impressão, Tangi, que a Coreia do Sul pode pedir em troca o que ela quiser. Pode pedir investimento mexicano, pode pedir abertura comercial, pode pedir exportação de petróleo, sei lá. Acho que a Coreia do Sul agora está por cima, está por cima da carne seca no seu relacionamento com o México.

Lembrando, gente, que o BTS teve que interromper as suas atividades recentemente porque os mineiros lá, os Os integrantes do BTS tiveram que fazer serviço militar obrigatório. Não tem essa, Danela. Ah, mas eu sou do BTS, não importa, você vai. Serviu ao exército, então anunciaram agora, portanto, essa volta da turnê. E a gente tem, inclusive, uma aula gratuita.

Que está no YouTube do Petit Jornal sobre a Haliu. A Haliu é a onda coreana. Então a gente falou bastante sobre a maneira pela qual a Coreia usa muito, inclusive, entre outras coisas, o K-pop para projetar a sua imagem. Então faz sentido que a Cláudia Sheimbar, no momento em que ela queira mais shows, ela não vá falar diretamente ou apenas com os empresários do BTS, ela vai falar também com o governo sul-coreano, já que existe uma ligação muito forte aí.

De novo, tem uma aula gratuita sobre a onda chinesa, sobre a cultura sul-coreana, a difusão da cultura sul-coreana, e também tem um curso completo sobre as Coreias, Coreia do Sul e Coreia do Norte, lá no YouTube, no petcursos.com.br.

Agradecimentos e Convite a Cursos

Fica aqui o convite, né? Se você curte os temas que a gente trata aqui no Petit Jornal, acessa lá petcursos.com.br, tem muita coisa por lá que vai te interessar. Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Petrojaral, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica o carinho, nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês.

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