¶ Intro / Opening
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao Petijornal. Esse é o bate-papo número 955. Estamos gravando numa live no YouTube do Petijornal. São exatamente 21 horas e 24 minutos da quinta-feira, 23 de outubro de 2025. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.
Tanguy, ô Bagdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e tarifado. Tarifado, o professor Bagdadi segue. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. E começamos, Tanguy, com uma notícia forte. Knesset.
¶ Planos de Anexação da Cisjordânia
anexação da Cisjordânia. É pra valer? Vamos a isso, Tanguy. Tudo bem, Daniel Souza? Como vai? Um prazer estar aqui mais uma vez nesse bate-papo 955. Daniel Souza tinha parado com esse negócio de me arremessar na pauta, né? Mas ele não vai conseguir, não. Eu vou fazer as saudações todas aqui. Vou deixar um abraço a todo mundo que nos acompanha aqui nessa live do YouTube. Um prazer ter vocês aqui. Também todo mundo que nos acompanha pelo podcast, onde quer que seja, qualquer aplicativo que seja.
Um prazer estar aqui mais uma vez. Daniel Souza, a gente começa, sim, falando sobre Oriente Médio mais uma vez, principalmente, Daniel, pelo fato de que no dia de ontem, então a gente está gravando esse episódio aqui na quinta-feira, dia 23, Na quarta-feira, 22 de outubro, o Knesset, o parlamento israelense, aprovou dois projetos de lei. Ainda é uma votação preliminar, então não virou lei ainda.
Cada uma dessas leis ainda tem que ser votada três vezes, ser aprovada três vezes para finalmente se tornar lei, mas esses dois projetos de lei abrem espaço para uma anexação formal da Cisjordânia.
Eu não estou falando, Daniel, sobre uma anexação de uma parte da Cisjordânia. Estou falando sobre uma anexação da Cisjordânia toda. Basicamente, Daniel, o primeiro projeto, que é certamente o que vai gerar mais repercussão, está gerando mais repercussão, é uma que estabelece que a lei, a justiça, a administração e a soberania de Israel
serão aplicadas a toda a Cisjordânia. Vou ler de novo, Daniel. A lei, a justiça, a administração e, sublinho aqui, a soberania de Israel serão aplicadas a toda a Cisjordânia. Ou seja, Daniel, um projeto aqui que está falando sobre a anexação literal. O objetivo dessa lei é abrir espaço para a anexação de toda a Cisjordânia ao território israelense.
A segunda proposta, que também foi aprovada, essa aqui até com uma margem maior, eu vou voltar a falar sobre a primeira ainda, mas a segunda foi aprovada com uma margem até mais confortável, fala sobre a anexação de um assentamento próximo a Jerusalém. É um dos maiores assentamentos que Israel tem ali naquela região, perto de Jerusalém, Daniel, que é o Male Adumim. Ele é um assentamento grande e é esse que a gente falou aqui em outros momentos, Daniel, que tinha aquele objetivo de ser ampliado.
Houve já aprovação, inclusive, dessa ampliação. Esse assentamento, Denal, sendo ampliado, se ele for ampliado da maneira como estava se planejando, ele fecha o acesso à Jerusalém. Ou seja, os palestinos não teriam mais acesso à Jerusalém. porque você teria esse assentamento tomando todo esse acesso. Esse foi aprovado por 34 a 9. Então mesmo partidos de oposição ao governo Netanyahu votaram a favor.
Agora, Daniel, o primeiro projeto certamente é o mais complicado de todos, esse que fala sobre a anexação da Cisjordânia. E foi interessante, Daniel, porque o governo Netanyahu mobilizou o partido dele, o Likud, contra o projeto. Isso por conta da pressão dos Estados Unidos. Basicamente, o que os Estados Unidos estão dizendo é, olha, esse projeto aí pode colocar tudo a perder. O cessa-fogo pode acabar agora. Vocês estão falando sobre a anexácia de Jordânia. Isso aí pode acabar hoje.
Então o partido do Netanyahu, Daniel, foi instruído a votar contra o projeto. Só que houve uma defecção. Teve um parlamentar do Likud, que era o Yuli Edelstein, que votou a favor. E o voto desse dissidente, do Likud, foi decisivo. Ou seja, nessa primeira votação, repito, não é uma votação final ainda, precisa de três votações para se tornar lei, mas...
foi aprovado por 25 a 24, por apenas um a um de diferença. Então o Yuli Edelstein, que rompeu com a fileira do Likud, acaba sendo o voto decisivo. E acabou sendo aprovado, portanto, com apenas um voto. Importante notar, Daniel, que o fato do Netanyahu estar contra esse projeto não significa que ele seja contra a anexação.
ele apenas considera, o partido apenas considera que não é assim que deve ser feito, não deve ser uma lei. Isso aqui é uma, vou abrir aqui aspas, do partido, Daniel, isso aqui é uma declaração da liderança do partido, diz o seguinte, ele é contra o projeto, mas... A real soberania não será conquistada por uma lei simbólica, mas sim...
por meio de trabalho concreto e da criação de condições políticas para o reconhecimento da nossa soberania. Ou seja, assentamentos, né Tanguy? Segue avançando com os assentamentos, vamos criar um fato consumado. e lá na frente vão acabar reconhecendo. Os Estados Unidos vão reconhecer, isso é questão de tempo. E o exemplo que sempre é dado são as colinas de Golã, que foram ocupadas por Israel em 67, em 81.
Israel declarou a anexação e o governo do Trump, no seu primeiro mandato, reconheceu. É basicamente isso. Eu tomei, não tem mais jeito, não vou sair daqui. Em algum momento os Estados Unidos vão reconhecer. Agora, veio a reação por parte dos Estados Unidos. O Trump disse que Israel perderá o apoio dos Estados Unidos se avançar com a anexação da Cisjordânia. Absolutamente ninguém acha que isso de fato vai acontecer.
Mas não é muito comum a gente ver um presidente americano falando isso. Então o Trump disse que Israel perderá o apoio dos Estados Unidos se avançar com essa anexação. Essa declaração não é de agora. Essa declaração foi dada no dia 15 de outubro, mas ela foi publicada na revista Time. Foi uma entrevista para a Time. Ela foi publicada no dia de hoje, nessa quinta-feira. Então, disse ele, abro aspas, isso, falando aqui da anexação, não vai acontecer.
Não vai acontecer porque eu dei minha palavra aos países árabes. Eles, estou falando aqui dos israelenses, não podem fazer isso agora. Tivemos grande apoio dos árabes. Israel perderia todo o apoio dos Estados Unidos. Israel não fará nada com a Cisjordânia, não se preocupem. Ele falou isso, Daniel, claramente de olho numa outra coisa que ele falou também, que é a expectativa dele de que a Arábia Saudita se junte aos acordos de Abraão ainda esse ano, acho ousado.
Acordo de Abraão significa que a Arábia Saudita passaria a ter relações diplomáticas com Israel. E o próprio J.D. Vance, Daniel, vice-presidente dos Estados Unidos, está em Israel nesse momento e também falou que não pode acontecer anexação. Foi a mesma coisa que disse o Marco Rubio também, o secretário de Estado dos Estados Unidos. Isso aí vai colocar o cessar-fogo a perder, isso aí vai dar problema e tal. Então há uma gestão do governo americano.
para tentar garantir que esse processo de anexação, essa lei, não avance porque isso colocaria a perder um cessar-fogo, Daniel, que na prática os Estados Unidos deram sua palavra, afiançaram, vai ter cessar-fogo, vai dar certo, vai funcionar. Agora, dentro do governo israelense, inclusive nas bases aliadas do Netanyahu, tem muita gente que considera que a anexação tem que avançar. Nada vai acontecer, a gente vai dar um jeito, vai ter problema.
¶ Sanções à Rússia e Impacto Alemão
mas a gente vai superar e lá na frente isso se torna um fato consumado, Daniel. No dia de ontem, nós trouxemos a informação de que Donald Trump havia decidido sancionar a Luke Coyle e a Rosneft. que são duas petroleiras russas super importantes. Pois bem, no dia de hoje, o governo da Alemanha passou o tempo todo pressionando a Casa Branca a rever... essa questão, ou pelo menos calibrar a questão das sanções impostas à Rosneft. Afinal, três subsidiárias da Rosneft ainda operam na Alemanha
sob tutela administrativa do governo alemão. As sanções dos Estados Unidos proíbem bancos e empresas ocidentais a fazer negócios com qualquer entidade controlada pela Rosneft. Isso atinge as refinarias alemães, mesmo que elas estejam sob a tutela do governo alemão. As subsidiárias, segundo Beilin, não deveriam ser punidas, pois já estão sob o controle.
de um governo aliado. Recentemente, o Reino Unido, quando foi sancionar a Rosneft, não incluiu essas refinarias na sua lista de sanções. Ou seja, os britânicos tomaram ali cuidado. para não causar embaraços aos alemães. Cuidado esse que os americanos não tiveram. Uma das refinarias, por exemplo, que fica em Brandemburgo, no nordeste da Alemanha, Ela é responsável sozinha por 12% da capacidade de refino do país e é uma das principais empregadoras da região.
O fechamento dessa refinaria causaria um prejuízo e afetaria diretamente o eleitorado em Brandemburgo, onde a AFD tem crescido bastante. Ele enfrenta pressões internas. Ele precisa proteger empregos, garantir o abastecimento energético, sem parecer leniente com Moscou. As refinarias sob tutela estatal, sob tutela do governo alemão, que foram encampadas pelo governo alemão, elas acabam tendo limitações de investimento. Afinal, não podem receber capital privado devido à incerteza jurídica.
E o governo precisa renovar a tutela, a encampação, a cada seis meses por meio de decreto, o que cria uma instabilidade regulatória. O resultado acaba sendo que o país depende dessas refinarias. mas não pode operá-las plenamente, nem privatizá-las, nem investir nelas com segurança jurídica. É um tremendo abacaxi que o governo alemão acaba administrando e agora se tornou inadministrável.
com as sanções impostas pelo Donald Trump no dia de ontem contra essa importante petroleira russa que ainda tem três refinarias na Alemanha. Por isso, o governo alemão está sistematicamente pressionando os americanos a, pelo menos, fazer como os britânicos e dizer, olha, refinarias e tal. Coloca ali uma exceção nas sanções para que essas refinarias da Rosneft...
na Alemanha possam continuar operando e não causem maiores problemas para a Alemanha, para a economia da Alemanha, para o abastecimento energético desse importante aliado. Aliás, no dia de hoje, Tanguy, o Putin... respondeu às sanções impostas pelos Estados Unidos e disse o seguinte, abre aspas, a Rússia não cederá à pressão dos Estados Unidos ou de qualquer outro país. Ele me pareceu um pouco...
mais incomodado do que o normal. Aparentemente, ele não esperava, afinal, ele teve ali uma conversa com o Donald Trump na semana passada, as coisas pareciam estar indo bem, entretanto... ele destacou que, olha, isso aqui não pode ser feito, não é dessa forma. Aliás, elencou uma série de insatisfações em relação aos Estados Unidos nas declarações dele. Falou, inclusive, dos mísseis, Tomahawks.
que poderiam ser ali fornecidos pelos Estados Unidos à Ucrânia. Enfim, é algo que chamou bastante atenção o tom do Vladimir Putin, que pareceu bastante incomodado.
¶ Tecnologia, Crescimento e Alura
quais sanções que foram impostas pelo Donald Trump nesta semana a duas importantíssimas petroleiras do país. E uma discussão importante quando a gente fala sobre energia atualmente, Daniel, não é apenas a questão de combustível e tal. mas a energia está sendo cada vez mais demandada também do ponto de vista tecnológico, uma variável muito importante, inteligência artificial, inovação, tudo isso passa muito por energia, pelo acesso à energia.
E aí, Daniel, isso mostra o tamanho da importância que a tecnologia tem em tudo, no crescimento econômico dos países e tal, inclusive nas nossas carreiras, de todos nós, eu, você e todo mundo que está nos ouvindo. depende muito da tecnologia. A tecnologia é muito presente nas nossas vidas. E para você que quer trabalhar com tecnologia, a gente traz aqui os nossos parceiros da Alura, a maior escola de tecnologia do Brasil.
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E num deles, a gente está falando aqui sobre o Ultralab, que é um dos planos da Alura, você tem uma área exclusiva exatamente para conectar pessoas que estão entrando nessa área de tecnologia ou querem mudar de área na tecnologia. a empregadores, por exemplo. Então vai oferecer, vai apresentar vagas, mentorias, eventos, networking, suporte para carreiras. Tudo isso está lá na Alura, Daniel, com 15% de desconto no link que está na descrição desse episódio.
Tanguy, conhecer tecnologia é fundamental para qualquer profissional. Aliás, a gente pode compartilhar nossa experiência profissional. Nós não estaríamos aqui sem alguns conhecimentos tecnológicos. A Alura nos ajuda demais nesse processo. Fica aqui a recomendação aos amigos e amigas do Pet Journal. A maior escola de tecnologia do Brasil oferece...
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¶ Crise Política e Protestos no Peru
Daniel Sousa, como próxima pauta, eu queria trazer a nossa discussão aqui para a América Latina para falar sobre o Peru. A gente teve há pouco tempo a destituição da presidente Dina Boloarte. Quem assumiu a presidência foi José Reri, que era presidente do parlamento, então se tornou-se presidente, uma presidência meio interina e tudo.
e caiu no colo dele num país absolutamente convulsionado, Daniel. E ele declarou, no dia de ontem, estado de emergência por 30 dias em Lima e Calau. Calau faz parte da região metropolitana de Lima. mas ele teve que declarar estado de emergência. Segundo ele, o objetivo é restaurar a paz e a confiança dos cidadãos, sempre com o discurso, Daniel, ele já assumiu a presidência com esse discurso, da questão da segurança pública.
A segurança pública, de fato, no Peru passou por uma deterioração bastante grande. É um país que teve uma piora em todos os índices de homicídios, de roubo, de assalto à mão armada, a situação da segurança pública peruana. ela piorou bastante e, portanto, esse é o discurso dele. Então ele estabeleceu o estado de emergência, principalmente, sim, por conta da criminalidade, mas também por conta das manifestações pelas quais o Peru vem passando.
Muito interessante, Daniel, porque são manifestações também da chamada geração Z. São manifestações que a gente já falou aqui em outros países, por exemplo, Madagascar, no Nepal. com pautas muito parecidas, pautas relacionadas a serviços públicos ruins, falta de apoio à empregabilidade dos jovens, falta de segurança.
tudo isso vem mexendo bastante com essa geração, quando a gente fala sobre a geração Z, é uma geração que hoje está ali entre 25 e 35 anos, então são pessoas que vêm apresentando uma frustração bastante grande com as perspectivas, com o que vem pela frente. E, principalmente, no caso do Peru, uma desilusão com relação aos rumos políticos do país. Então, caiu a Dina Boloarte, chegou agora um novo presidente.
mas há uma sensação de que é mais o mesmo, de que as coisas não estão avançando muito. Essas manifestações já deixaram uma pessoa morta e mais de 100 pessoas feridas. Esse número, naturalmente, não é muito preciso, mas...
pelo menos uma pessoa morta e cerca de, para mais, 100 pessoas feridas. E ele vem, o presidente, o José Herreri, ele vem forçando bastante esse discurso, o discurso de que a criminalidade está fora de controle, esses manifestantes estão fazendo arruaça e tal, então com o objetivo de, de fato, tomar conta das ruas do país, incluindo um toque de recolher.
Os dados mostram, Daniel, que no Peru isso não tem adiantado muito, mesmo com o estado de emergência, mesmo com o toque de recolher, a criminalidade, que é a grande bandeira dele, continua da mesma forma, não traz grandes mudanças, mas de qualquer maneira...
É um presidente mais um que assume a presidência no Peru já numa situação política muito difícil, já com desgaste, já com manifestações. Aquela coisa, né, Daniel? Não dá para a gente apostar que esse presidente peruano... vai permanecer durante muito tempo ou vai ter muito sucesso político, tanto é que quando a gente olha para os seus antecessores, a gente vê que a última vez que um presidente peruano conseguiu terminar o seu mandato, um mandato de cinco anos,
Foi em 2016. Você imagina um presidente interino, um presidente que assumiu nessas condições, com grandes manifestações. A situação peruana segue muito difícil, Daniel. Tanguy, nessa semana, a dívida pública total...
¶ Dívida dos EUA e Economia Argentina
do governo dos Estados Unidos, alcançou 38 trilhões de dólares. Eu não disse 38 milhões, eu não disse 38 bilhões, eu disse 38 trilhões de dólares. Aliás, a dívida aumentou 1 trilhão só no período de agosto até agora. Quer dizer, é um período relativamente curto. Trata-se do crescimento mais rápido da dívida americana. já registrada em período equivalente. Só para a gente ter uma ideia, em janeiro de 2024, a dívida americana era de 34 trilhões. E agora está em 38 trilhões. Alcançou.
Nessa semana, a dívida pública representa o total de títulos emitidos pelo Tesouro para financiar déficits orçamentários, além de títulos que também são emitidos para pagar títulos que estão vencendo. que é o processo de rolagem da dívida. E é interessante destacar, Tanguy, que segundo o Comitê Econômico do Congresso, a dívida americana está crescendo em média... 69.713 dólares e 82 centavos por segundo. Então a dívida americana está num ritmo de crescimento muito veloz.
o que evidencia o tamanho do desafio. É claro que o secretário Bassett, que é o secretário do Tesouro, ele enfatiza que está havendo aí uma melhora no fluxo orçamentário. que as coisas estão aos poucos sendo colocadas em ordem, que está tendo uma mitigação dos gastos públicos, um controle dos gastos públicos, um aumento das receitas, mas isso é discurso.
Na prática, nós não temos aí um endereçamento concreto do problema da dívida americana. Nós tivemos, nesse ano de 2025, a aprovação da Big Beautiful Bill, que na prática... envolve um crescimento ainda mais veloz do endividamento do governo americano nos próximos anos. Projeções do próprio governo sugerem aí três trilhões a mais.
num período de 10 anos, quer dizer, 3 trilhões a mais do que aconteceria se a dívida não tivesse, ou melhor, se a lei não tivesse sido aprovada. E parece que o governo Trump... Tem apenas algumas soluções para isso. Solução 1, você aumenta a tarifa de importação, porque aumentando a tarifa de importação, você arrecada e, consequentemente, melhora o desempenho do Tesouro. E solução 2, shutdown.
Coloca o governo de Chetown, que aí você acaba cortando gastos, paralisa o governo todo, ou pelo menos as partes não essenciais, e com isso você vai tendo ali uma economia de recursos públicos importante. É isso que a gente observa no atual momento, mas é super preocupante o crescimento do endividamento americano nessa velocidade. E outro registro que eu gostaria de fazer, Tanguy,
é que nós tivemos a divulgação por parte do governo argentino do crescimento de agosto, e o crescimento foi de 0,3%. Isso interrompe uma sequência de três meses de retração. A alta em relação a agosto de 2024, ou seja, a alta anual, está na casa de 2,4%. A gente está falando aí de uma estabilização moderada.
mas não está falando nem de perto daquele crescimento espetacular de 5% que o governo argentino chegou a sonhar em um determinado momento. Continuamos tendo crescimento, o crescimento estabilizou. retomou depois de três meses de retração, mas é um crescimento anualizado de 2,4%, que está longe de ser espetacular, ainda mais depois da retração que a economia argentina teve no ano de 2024.
¶ Ameaças de Trump na América Latina
Agora, Daniel, eu quero retomar o que você falou sobre Donald Trump agora há pouquinho, porque eu estava vendo minhas anotações aqui e eu reparei que Donald Trump parece ter dois grandes objetivos. O primeiro deles é cortar gastos do governo.
Corta gasto, vamos cortar gasto, vamos shut down, não vai ter mais dinheiro. Vamos cortar, vamos cortar, vamos cortar. E o segundo deles é ganhar o Prêmio Nova da Paz. O que você faz com essas duas informações, Daniel Souza? Obviamente, você vai para a imprensa. E você diz que, isso foi o que Donald Trump fez hoje, haverá operações terrestres dos Estados Unidos contra cartéis de droga na América Latina muito em breve. Não disse onde.
Agora, Daniel, eu acho que fazer uma guerrinha é a melhor forma, né, Daniel, de você cortar gastos e de você conseguir o seu prêmio Nobel da Paz. Eu acho que está bastante coerente, né? O que mais poderia fazer? Então você tem Donald Trump falando... textualmente, que haverá operações terrestres contra cartéis muito em breve. Não se enganem, quando ele fala contra cartéis de drogas, isso pode incluir o governo venezuelano e agora colombiano.
Ele falou recentemente que Maduro não é um presidente legítimo da Venezuela, ele é, na verdade, um líder de cartel, e essa semana agora ele chamou Gustavo Petro, presidente da Colômbia, de um narco-presidente. Ele colocou essa galera toda como parte de cartéis de drogas. Então, o que ele está dizendo é, ele falou isso hoje também, não precisamos fazer uma declaração de guerra. Nós simplesmente vamos matar.
quem tentar trazer drogas para o nosso país. Matar. Simplesmente matar. Eu acho que é um excelente atrativo para quem vai dar o prêmio Nobel. Eu já estou com vontade de oferecer o prêmio Nobel da Paz para ele já, Daniel. Me parece assim... O Tank, mas me diga uma coisa. Você pode atirar em embarcações e águas internacionais? A legislação internacional permite esse tipo de comportamento?
Peguei meus livros aqui de Direito Internacional, Daniel Souza. Se eu bem entendi, parece que não pode não, viu? Não pode não, né? Aparentemente é. Aparentemente é um pouco, um pouco, um pouco proibido, assim. Então, a não ser, claro, que você tenha um conflito aberto. que você tenha integrantes armados que vão ameaçar frontalmente o seu país, aí pode, enfim, mas não é o caso. E aí ele disse também, Daniel, ele tenta passar aquela segurança toda, ele disse que o Pentágono sabe...
Tudo sobre rotas e embarcações. Sabemos de onde ele sai. Sabemos quem está nos barcos. Pô, Daniel, eu não consigo acreditar nisso nem por dois segundos, Daniel, só que ele sabe exatamente quem é que está saindo, para onde que está indo. Agora, isso tudo também faz parte, Daniel, de um jogo interno que Donald Trump está tentando fazer. Ele está tentando pensar, Daniel, se o governo americano está mobilizado para isso,
numa tese jurídica para conseguir aprovar esse tipo de ação no Congresso. No Congresso, Daniel, tem muita gente que é muito reticente com relação a isso e fala, pô, isso não pode, né? É contra o direito internacional, não pode, não pode, isso não pode ser feito, não pode ser feito.
e ele está tentando encontrar maneiras de dizer que há uma guerra aberta para poder fazer isso. Me parece que a gente já falou sobre isso aqui outras vezes, né, Daniel? É uma tentativa de exercer um domínio militar, prático, as rotas. todas aqui na América Latina, uma reedição da doutrina moral, aquela ideia de América para os americanos, essa parte aqui toda é a nossa zona de influência aqui, ninguém mexe com a gente, então...
faz parte dessa pressão que ele está fazendo, dizendo que ele vai adiante e tudo, mas é impressionante, né, Daniel? Um presidente que fala sobre o Prêmio Nova da Paz e que está preocupado com o endividamento, está comemorando lá o shutdown, o governo está fechado.
e claramente ele não está fazendo nenhum esforço para contornar esse problema, ao mesmo tempo ele fala sobre uma intervenção por terra, que é muito caro fazer algo assim, e no momento no qual ele também está forçando a barra para conseguir um prêmio Nobel da Paz. Ele fala sobre guerra contra dois países importantes da região, que são Venezuela e Colômbia. Mais uma vez, ele não falou dos nomes, tá? Mas, para bom entendedor, pingo a letra. Tanguy, diante de tanta confusão...
¶ Roubos de Museus na França
Vamos agora para uma nota um pouco mais leve para encerrar o nosso episódio. Vamos para a geleia da Shakira de hoje? Danançoa, mas eu vou te perguntar, é leve mesmo? Ou você vai tratar de crimes, de criminalidade, desse tipo de coisa? Me conta aí. Sim. Como é que eu posso colocar? Virou passeio, como diria Galvão Bueno, né, Tanguy? Porque o Museu de Derrô, que fica na Landres, no nordeste da França, perto ali da fronteira com Luxemburgo,
anunciou que cerca de 2 mil moedas de ouro e prata, avaliadas em aproximadamente 90 mil euros, foram levadas do museu apenas poucas horas após o roubo do Louvre. As moedas que são datadas do período entre 1790 e 1840, haviam sido descobertas durante reformas em 2011. As autoridades afirmaram que a seleção das peças mostra... grande expertise dos ladrões. E o detetive de arte, o Arthur Brand, alertou que o roubo do Louvre
pode inspirar uma onda de imitações, Tang. Veja você. Ele destacou que os museus, diferentemente das joalherias francesas, costumam ter, olha lá, guardas desarmadas. sistema de alarmes defasados e menor investimento em cibersegurança. Então, Tanguy, é isso. Virou um deus no da zacuda. Agora está todo mundo querendo roubar museu francês porque ninguém dá conta de...
guardar, a França está em crise fiscal, está sem dinheiro para nada, está sem recursos. E é isso. Temos aqui o risco de uma onda de crimes na França, de um efeito dominó. Então, é chegar lá e pegar isso? Aparentemente, sim. Eu não estou incentivando ninguém a fazer isso. Quero deixar muito claro, roubar errado. Ah, mas o Louvre foi...
constituído com roubos. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Cuidado, muita calma nessa hora aí. Então, não façam isso, crianças. Por favor, não se sintam incentivados. a executar qualquer tipo de furto, roubo ou qualquer coisa parecida em museus franceses. É, não cometa crimes, basicamente é isso. Cometer crimes é proibido, não cometa crimes. Daniel Souza, querendo saber mais sobre França.
¶ Agradecimentos e Encerramento
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e por isso registramos aqui o nosso agradecimento a cada um de vocês. Fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz sentido na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix para apoiar o Petijornal, petijornal.pj.com. Tem também o link para o Apoia-se e o link para o Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.
É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta para o Petit Invest. Às nove da manhã vai para o podcast, como sempre. Nos vemos. Um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau. Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.
