África do Sul enfrenta os EUA no G20 - BP 975 - podcast episode cover

África do Sul enfrenta os EUA no G20 - BP 975

Nov 25, 202531 min
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Summary

O podcast explora como a África do Sul aprovou a declaração final do G20, desafiando a ausência e oposição dos EUA, e discute as tensões comerciais entre Washington e a União Europeia sobre tarifas e regras digitais. O episódio também aborda a controversa designação do "Cartel de los Soles" da Venezuela como organização terrorista pelos EUA, aprofundando-se nas iniciativas de segurança e tecnologia entre Japão e Índia contra a influência chinesa e as pressões diplomáticas de Pequim sobre Taiwan. Finaliza com o escândalo envolvendo os extratos bancários do presidente colombiano Gustavo Petro.

Episode description

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No episódio de hoje, analisamos como a África do Sul conseguiu aprovar a declaração final do G20 mesmo diante da oposição dos Estados Unidos, que não participaram da cúpula. O episódio também aborda as pressões de Washington sobre a União Europeia envolvendo tarifas sobre aço e alumínio e as regras digitais europeias que afetam empresas americanas. Discutimos ainda a decisão dos EUA de designar o Cartel de los Soles, da Venezuela, como organização terrorista, em meio a debates sobre a própria existência e estrutura desse grupo. Além disso, examinamos as iniciativas de cooperação tecnológica e de segurança entre Japão e Índia, bem como a intensificação da pressão diplomática chinesa em torno de Taiwan.

Na parte final, comentamos a Geleia da Shakira, marcada por um episódio envolvendo Gustavo Petro, que divulgou seus extratos bancários após acusações diversas, revelando inclusive gastos em um strip club.

#G20 #EUA #Venezuela #China #Taiwan

Transcript

Intro / Opening

Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao PetJornal. Esse é o bate-papo número 975. Estamos gravando numa live no YouTube do PetJornal. São exatamente 21 horas e 28 minutos na segunda-feira, 24 de novembro de 2025. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor.

Tanguy, Obaghdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, returbante, descansado e tarifado. Sim, menos tarifado do que semana passada, mas ainda tarifado, precisando aí de algumas conversas adicionais. para remover essas tarifas que permanecem. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir nos principais acontecimentos internacionais das últimas horas e começamos, Tanguy!

Com aquele prato que se come frio. Você sabe, né? Tem que a pessoa é maltratada. Aí ela guarda no coraçãozinho dela. Vai ter volta. Vai ter volta. Vai ter volta. Aí, no momento em que a oportunidade aparece, a volta acontece. Não é isso, professor Bagdadi. Vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 975. Prazerzaço estar aqui pela segunda vez no dia, né? A gente já gravou um episódio. Hoje de manhã tem mais assunto. Olha, é bom. E como tem? Tem mais assunto para hoje.

E, Daniel Souza, deixa as boas-vindas a todo mundo que está acompanhando a gente aqui. Um super agradecimento a você que ouve a gente. Pedir, né, Daniel, quem estiver ouvindo a gente, se puder, dá uma olhada lá se já se inscreveu no canal do Petit Jornal no YouTube. Ajuda demais a gente.

Se puder dar uma olhada também se está inscrito, ou se curtiu, assinou o Petit Jornal no podcast, em qualquer aplicativo que seja, ajuda demais a gente. E Daniel, a gente começa o nosso episódio de hoje falando sobre a cúpula do G20.

G20: África do Sul Desafia EUA

Lembrando que ano passado essa cúpula aconteceu no Rio de Janeiro. Daniel Souza estava lá em loco vendo Biden, vendo os presidentes chegando ali e tal. E dessa vez agora aconteceu na África do Sul. Então ao longo do ano de 2025... A presidência foi sul-africana e a cúpula está acontecendo nesse momento em Joanesburgo. Com um ponto importante, Daniel, que é a ausência dos Estados Unidos. Os Estados Unidos já tinham dito que não compareceriam.

A justificativa oficial dos Estados Unidos é o suposto genocídio dos brancos que está acontecendo na África do Sul. Aliás, a gente trouxe isso aqui, né, Daniel, quando o presidente sul-africano, Sirio Ramaphosa, esteve em Washington, teve um constrangimento horroroso, porque do nada o Trump mandou apagar a luz da sala onde estava acontecendo a reunião para projetar um vídeo que era uma denúncia contra a mortandade de brancos na África do Sul e tudo.

O Sirio Rama Força, Daniel, teve muita elegância naquele momento, muito sangue frio, respondeu que não é bem assim e tudo, mas de fato ficou um climão, foi uma crise política naquele momento e, portanto, o governo de Donald Trump não se fez representar. na cúpula do G20. E não apenas isso. A gente tem a cúpula do G20, as decisões do G20 são normalmente tomadas por unanimidade ou por consenso. Todo mundo aceita a decisão para que ela seja validada. E o que os Estados Unidos disseram foi...

não estarei presente e, portanto, não deve haver uma declaração conjunta. Afinal de contas, se eu não estou presente, não pode ter declaração conjunta. Fica a responsabilidade a cargo de quem está presidindo a reunião, no caso, a África do Sul. Então a África do Sul poderia ter simplesmente fomentado os debates, mas dizer, olha, gente, infelizmente não vai ter declaração final, afinal de contas temos uma ausência, não é uma ausência qualquer, é a ausência dos Estados Unidos.

A África do Sul, no entanto, Daniel, resolveu, como você disse, comer esse prato frio, Daniel, que é a vingança. E aprovou, sim, uma declaração conjunta que foi assinada por 18 dos 20 membros. Outro país que não assinou essa declaração também foi a Argentina. A Argentina também não assinou, mas a Argentina tem uma postura um pouco mais no meio do caminho, né, Daniel? Não assinou a declaração.

mas tampouco foi contra, não se manifestou contra a declaração, então foi possível aprová-la e, no fim das contas, tivemos a aprovação da declaração conjunta. Uma declaração conjunta é o que tem uma série de pontos que desagradam muito aos Estados Unidos.

Fala sobre mudança climática, fala sobre transição energética, fala sobre desenvolvimento, uma série de temas que certamente os Estados Unidos ficariam contra e está tudo lá na declaração final, o que levou muita gente, Daniel, a dizer que, olha...

É um sinal de que o multilateralismo está doente, mas continua existindo. Os europeus ali que mantêm uma boa relação com os Estados Unidos, ou pelo menos tentam manter, foram favoráveis também à declaração final. Qual o problema, Daniel? No ano que vem. A cúpula do G20 vai acontecer nos Estados Unidos da América. A presidência, ao longo do ano de 2026, ela é toda dos Estados Unidos. E aí a tendência é que, naturalmente, haja uma reversão de muitas coisas que foram discutidas.

O Trump já afirmou que vai, no ano de 2026, restaurar a legitimidade do G20. E existe inclusive uma conversa, Daniel, acerca da possibilidade dos Estados Unidos não convidarem a África do Sul. para os eventos do G20 que vão acontecer ao longo do próximo ano. Então, Daniel, a gente tem uma tensão aí entre a África do Sul e Estados Unidos e quis o destino que fossem presidências coladas uma na outra, presidência sul-africana 2025.

Estados Unidos no ano de 2026, vamos ver o que vai dar, mas o fato é que a África do Sul fez a opção de enfrentar os Estados Unidos, de peitar os Estados Unidos, e acabou, portanto, tendo uma declaração final. Que muitos países ali, Daniel, me parece que na posição sul-africana não teriam essa coragem. Mas gostaram quando a África do Sul fez. Tanto é que essa galera toda aceitou. Tem que ter declaração final? Vamos fazer. Ah, mas os Estados Unidos não estão presentes. Não tem problema.

a gente aprova uma declaração final. Assim mesmo, Daniel. A presidência aqui é rotativa, né, Tang? Todos os membros do G20 acabam ali esperando a sua vez na fila e, como você muito bem colocou, calhou aqui.

EUA Pressiona UE sobre Tarifas

de nós termos África do Sul e Estados Unidos em sequência nessa fila, África do Sul, que é a terra de Elon Musk. Tanguy, avançando para a próxima pauta, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick... declarou nesta segunda-feira que a União Europeia precisa mudar suas regras digitais para então viabilizar um acordo a fim de reduzir as tarifas sobre aço e alumínio.

O comissário europeu de comércio, o Maros Sevkovic, rebateu. A regulação tecnológica não é discriminatória e não mira as empresas americanas e a União Europeia. não aceitará interferência externa em sua regulação digital. Lutnik e o representante comercial Jameson Grier estão em Bruxelas na primeira visita. desde o novo acordo comercial Estados Unidos e União Europeia, acordo esse que estabeleceu 15% de tarifa americana sobre a maioria dos bens europeus.

A União Europeia eliminou tarifas sobre produtos industriais dos Estados Unidos e parte dos itens agrícolas. E nós continuamos tendo aí uma tarifa de 50% sobre aço e aço. alumínio. A Comissão Europeia, inclusive via porta-voz, reafirmou que não haverá negociação sobre regras tecnológicas como moeda de troca. Isso aqui, Tanguy, é o melhor estilo Donald Trump. Quer dizer, não tenho limites para pressionar o outro lado e tentar alcançar os meus objetivos.

Essas tarifas de 50% sobre aço e alumínio são tarifas setoriais. Então, na prática, essa tarifa está sendo praticada em relação a todo mundo. Qualquer país que queira levar aço e alumínio para os Estados Unidos, os europeus têm sido bastante impactados. O Brasil também, que era um exportador relevante de aço. e alumínio para os Estados Unidos. Essa tarifa é aquela que o Trump não quis remover, inclusive tratou de forma separada por considerar que o setor siderúrgico americano

precisava se recuperar. Nós temos, inclusive, fotografias do Donald Trump durante esse mandato, junto a operários do setor siderúrgico, visitando empresas do setor siderúrgico. por considerar que essa indústria é a mãe de todas as indústrias. Que coisa velha é isso, meu Deus do céu. Nem parece que eu estou no século XXI, mas a gente ainda ouve esse tipo de argumentação.

absolutamente antiquada, ainda mais vindo do presidente dos Estados Unidos, que agora, através do seu representante comercial, sugere aí uma barganha. Ninguém falou em remover as tarifas de 50%. Você falou na possibilidade de reduzir, quem sabe, um pouco as tarifas de 50% caso os europeus aceitassem aí.

Rever a sua regulação no digital. Regulação no digital que acaba sendo uma referência para muitos países do mundo, inclusive para o Brasil. Regulação no digital que incomoda... profundamente às empresas tecnológicas nos Estados Unidos, que gostam de argumentar com frequência que elas não têm como competir com as chinesas no longo prazo.

porque as chinesas não estão sujeitas a esse tipo de regulação. Elas não estão mesmo, as empresas chinesas. Isso não significa necessariamente que os países democráticos, que a China não é...

deveriam abrir mão por conta disso, de alguns valores, de algumas balizas, de algumas premissas. De qualquer maneira, é uma abordagem bastante dura por parte dos Estados Unidos. É quase... golpe abaixo da cintura, se a gente estivesse no box, porque foge um pouco, digamos assim, os protocolos usuais da diplomacia no que diz respeito a uma negociação comercial.

madura uma negociação comercial entre dois aliados tão importantes, a União Europeia e os Estados Unidos. Daniel Souza, eu queria fazer um alerta aqui para os nossos ouvintes, porque o prazo está chegando, tá? O Cambly... que é a melhor plataforma que você pode ter para estudar inglês, para você desenferrujar o inglês, para começar a estudar inglês. O inglês é aquela língua que é indispensável para qualquer coisa que você queira fazer, mundo afora.

O inglês é necessário. O inglês atualmente é basicamente o globalês. E o Cambly, Daniel, está com o menor preço da história, mas é só agora na Black Friday, viu, Daniel? Está acabando já, são os últimos dias. Não deixa passar essa oportunidade. A gente está falando sobre descontos de até 60%. Isso significa, Daniel, que você pode começar a ter aulas de inglês a partir de apenas R$ 37,00 por mês.

A gente está falando sobre a possibilidade de você ter aulas com tutores nativos, aliás, todos os tutores do Cambridge são nativos, conhecendo outras culturas em aulas que simulam situações internacionais reais, como as de um ambiente de trabalho.

E aí você tem, inclusive, aquela possibilidade de fazer aulas em grupo, né, Daniel? Que são muito legais, muito ricas. Você vai ter ali um tutor nativo e outras pessoas de várias partes do mundo. E você consegue aprender exatamente dessa forma, né? Com uma conversação viva, algo que de fato...

acontece cotidianamente. Tudo isso você encontra na descrição desse episódio, tem ali o link, tem o cupom, tem o código. Não perca essa oportunidade, são as últimas horas, é o menor preço da história do Cambly. Aliás, é uma baita plataforma, né, Daniel, pra você aprender inglês e desenferrujar. Eu sei que foi uma promessa que você já fez. Você que tá me ouvindo. É você mesmo. Eu sei que você já fez... Pô, esse ano eu tenho que estudar inglês, viu? O ano tá chegando no fim. Dá tempo ainda.

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EUA Designa Cartel Los Soles

Única, sem dúvida alguma. Daniel Souza, eu quero trazer como próxima pauta declaração dos Estados Unidos, no dia de hoje, que estabeleceram o chamado cartel de los soles, ou cartel dos sóis. como uma organização terrorista. E aí eu queria contextualizar um pouquinho o que é exatamente esse cartel de Las Solas, por que ele ganhou tanta proeminência ao longo dos últimos tempos e o que significa, o que representa...

estabelecer, colocá-lo como uma organização terrorista. Já faz algum tempo que o governo de Donald Trump vem dizendo que Nicolás Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela. Afinal de contas...

Ele seria, na prática, o líder de uma organização de narcotráfico que comanda a Venezuela. É por isso, inclusive, que ele colocou a cabeça do Nicolás Maduro a prêmio. Lembrando que ele ofereceu... a princípio 25 milhões de dólares para quem tivesse informações que ajudassem a captura do Nicolás Maduro e depois aumentou essa C para 50 milhões de dólares para quem ajudasse na captura.

do presidente venezuelano. E agora, os Estados Unidos dão mais um passo à frente e estabelecem, basicamente, designam o cartel de Los Soles como organização terrorista. o que aumenta muito as possibilidades, os poderes dos Estados Unidos para investigação, sanções e até ações militares dos Estados Unidos. Afinal de contas, é terrorismo, a gente tem mais liberdade para fazer coisas que em outras situações.

não se faria. Mas, afinal de contas, Daniel, o que é esse cartel de los soles, o cartel dos sóis, na prática? E existe uma discussão, Daniel, porque, na prática, esse cartel dos sóis não existe. Ele não é, na prática, um cartel, não existe como um cartel. Esse termo é um termo que vem na década de 1990, então não é exatamente um termo novo, e era uma forma de se referir aos militares venezuelanos.

que eram corruptos e passaram a ser chamados. E, pô, isso é praticamente um cartel. E esse nome vem do fato de que as insígnias que são utilizadas pelos militares venezuelanos, elas têm exatamente o formato de um sol. É um solzinho que você coloca no uniforme para designar a sua patente. Então começou-se a se fazer referência quando você queria falar, principalmente a partir dos Estados Unidos, você queria falar sobre esses militares corruptos na Venezuela.

você fala que, olha, tem aquela galera ali, um cartel, hein? Essa galera que tem o sol ali no uniforme é praticamente um cartel. Então o nome passou a designar qualquer funcionário venezuelano acusado de corrupção e é uma galera que, a partir da visão dos Estados Unidos, no momento em que é corrupto, começa a se valer também de narcotráfico para ganhar dinheiro, fazer vista grossa, fazer uma grana e tal.

Então, você tem uma designação que é muito vaga do que é exatamente esse cartel de la Solis. O que os Estados Unidos fazem é estabelecer que essa designação vaga... que não existe como organização formal, não tem uma coisa chamada cartel de los soles, passa a ser considerada uma organização terrorista.

Daniel Souza, isso é perigoso porque você está nomeando algo de algo muito sério, você está nomeando como se fosse uma organização de algo muito sério, que é de uma organização terrorista que traz consequências práticas. Apre possibilidades práticas muito sérias a algo que não tem uma concretude. Você está fazendo referência a algo vago, algo amplo, algo que na prática não existe exatamente.

E aí você sempre vai ter gente nos Estados Unidos que vai falar assim, não, mas existe sim, essa galera tá lá. E dá pra entender, beleza, existe, mas não existe, né? Existe no sentido de... uma casta de corrupção, que ninguém tem dúvida disso, um grupo corrupto que está ali mais ou menos organizado, que ocupa diferentes partes do Estado, ocupa diferentes...

atividades econômicas, políticas, comerciais. A gente sabe que isso existe na Venezuela, mas você colocar isso como uma organização terrorista é algo que abre uma possibilidade muito séria de uso da força para algo que não está exatamente localizado geograficamente, ou uma hierarquia. Como é que você combate o cartel de los solos? Você vai acabar com a corrupção na Venezuela? Você imagina? Olha como é que é vago isso. Você basicamente dá poderes...

ilimitados para quem quiser fazer esse combate, porque qualquer coisa você vai poder dizer que está combatendo esse suposto cartel. Isso traz preocupações também para a Colômbia. Afinal de contas, esse... Esses integrantes do cartel de Los Soles têm ligações, por exemplo, com as Farc. E se você considera que esse cartel de Los Soles, o cartel dos sóis, ele é terrorista, vai sobrar para as Farc também. E aí você passa até a possibilidade, inclusive, de uma ingerência.

até mesmo militar, também contra a Colômbia. Então, me parece, já faz algum tempo, que os Estados Unidos estão construindo uma série de argumentos jurídicos, políticos, morais. para poder fazer algum tipo de intervenção ou aumentar a pressão sobre a Venezuela e a Colômbia. E me parece que no dia de hoje nós temos mais um passo sendo dado pelo governo dos Estados Unidos, Daniel.

Cooperação Ásia e Tensão Taiwan

Tanguy, a primeira-ministra do Japão, Takashi, e o primeiro-ministro da Índia, Omoji, se reuniram presencialmente pela primeira vez durante o G20 na África do Sul. Ambos concordaram em aprofundar a cooperação em tecnologias estratégicas como inteligência artificial e semicondutores. Takashi pretende manter o foco diplomático na Índia. seguindo a linha de seu antecessor diante do objetivo comum entre os dois países de conter a influência da China na região. Os líderes reafirmaram

o compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto. A Premier assegurou também que o Japão continuará comprometido com a visão conjunta firmada em agosto. incluindo investimentos privados japoneses de 10 trilhões de ienes na Índia em 10 anos, o que daria o equivalente a aproximadamente 65 bilhões de dólares. Japão e Índia vêm aprofundando seus laços econômicos pelo menos desde o ano de 2006. Japão e Índia não têm exatamente a melhor relação do mundo com a China.

Os dois têm ali um certo ceticismo, um certo desconforto. Claro que as relações entre os dois países e a China têm momentos melhores, têm momentos piores, mas está longe ali de ser uma relação... de aliança, uma relação de confiança profunda. Aliás, falando a repórteres após o encontro, a primeira ministra do Japão, afirmou ser importante tratar de questões bilaterais e preocupações com a China, além de promover cooperação e entendimento. Ela destacou que está aberta ao diálogo com a China.

tendo mantido, inclusive, a porta aberta para a comunicação. Agora, Tengui, a Takai Shi emendou e disse o seguinte, abre aspas, é importante afirmar a... posição do Japão quando necessário, fecha aspas, ô Takashi, deixa eu te contar uma coisa, faz isso não, num momento que não convém, nesse momento, ficar aumentando ali o tensionamento com os chineses.

Dentro de um contexto onde o Japão está numa situação de fragilidade, eu entendo que você e o Japão, de uma forma mais ampla, se sentem ali um pouco pressionados. pelo crescimento da China, pelo avanço militar da China, pelo aumento do poderio militar da China. Agora, é claro que a gente está falando de algo que envolveu fundamentalmente uma declaração da primeira-ministra em relação à Taiwan, que é um ponto super sensível.

da política externa chinesa. Então fica aqui o registro, tem que China, ou melhor, Japão e Índia se aproximando ainda mais, tentando de alguma forma criar ali uma rede. de solidariedade para tentar conter um pouco a expansão da China, em particular no continente asiático. E, aliás, a China, Daniel, aproveitando esse gancho que você trouxe dessa relação complicada, cada vez mais complicada, ao longo das últimas semanas entre Japão e China,

O Xi Jinping, de fato, está se movimentando muito para firmar a posição da China com relação a Taiwan. A gente teve no dia de hoje uma ligação telefônica entre Xi Jinping e Donald Trump. E nessa alegação, Xi Jinping fez questão de afirmar que a retomada de Taiwan, esse tempo foi muito interessante, a retomada de Taiwan por parte da República Popular da China,

é um elemento central da ordem internacional construída após 1945. Basicamente, o recado que ele está dando é que, olha, se a gente quiser manter uma ordem internacional que foi construída, que funcionou e que teve Estados Unidos... Vocês, americanos, como centro, vocês aí como parte dessa ordem, como beneficiados por essa ordem, Taiwan tem que ser da China. Isso faz parte dessa ordem internacional. Eu sei que vocês não gostam.

Eu sei que vocês gostariam que Taiwan fosse independente, mas se a ordem internacional como um todo que beneficia os Estados Unidos depender disso, é melhor vocês aceitarem. Aliás, o Xi Jinping, inclusive, lembrou aos Estados Unidos que os dois países, Estados Unidos e China, lutaram juntos contra o fascismo e deveriam proteger os resultados do mundo depois da Segunda Guerra Mundial.

Há uma movimentação diplomática da China. A missão chinesa na ONU também se movimentou. Então, o embaixador, chefe da delegação chinesa na ONU, que é o Fukong, enviou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, uma carta em que afirma que a líder japonesa, Sanai Takahichi, expressa ambições de intervir militarmente devido à questão de Taiwan. Então, basicamente, o que a China está dizendo também é na ONU, é ONU, ONU. Fica de olho.

O Japão está dizendo que quer intervir num assunto que não é do Japão. Disse, inclusive, a carta que foi entregue pela delegação chinesa na ONU ao secretário-geral, abro aspas, Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação dos três de Taiwan, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU no Direito Internacional.

e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial. A China também está subindo o tom. Olha, eu vou fazer, se ela se meter, se o Japão se meter, eu vou agir e vai ser amparado no direito internacional. dá para ver que a China está levando muito a sério, colocando uma linha no chão. Tem uma série de coisas aí que dá para fazer, discute, inteligência artificial, vê aí, começa e tal. Taiwan, eu não estou disposto a debater.

É claro que o Japão não vai se meter com Taiwan, é claro que o Japão não vai se meter com a China. Me pareceu ali uma movimentação muito mais para sinalizar aos Estados Unidos do Donald Trump, para dizer, olha, Estados Unidos, estamos ao seu lado. para o que der e vier, inclusive militarmente. Estaremos verdadeiramente envolvidos militarmente? Não, mas projetar esse tipo de imagem é importante nesse momento, projetar força.

O grande problema é que o Japão toca em um ponto absolutamente sensível em relação aos chineses, dentro de um contexto onde a relação entre os dois países é historicamente muito difícil. e dentro de um contexto onde o Japão teme ele ficar um pouco emparedado justamente por essa ascensão chinesa. A China vai estar sempre ali, do lado do Japão, os Estados Unidos estão do outro lado do planeta.

Sabe-se lá se os Estados Unidos, inclusive, vão trazer mais equipamentos militares para o Japão, que é um desejo do Japão, mais equipamentos, mais munições, inclusive, pesadas para o território japonês. De qualquer maneira, é uma movimentação que tem chamado demais a atenção.

Petro e o Gasto no Clube

Tá certo, Tanguy. Você sabe que na Geleia da Chaqueira de hoje vamos falar sobre Gustavo Petro. Gustavo Petro, Tanguy, ele resolveu divulgar seus extratos bancários para rebater...

acusações de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro feitas por Donald Trump, que impõe sanções financeiras ao presidente colombiano e à sua família. Só que aí tem que... surgiu um pequeno problema, porque o presidente colombiano teve que explicar por que apareceu lá no seu extrato bancário o pagamento de cerca de 40 euros em um... Strip Ménage Club em Lisboa durante uma viagem oficial em maio de 2023. Aonde que ele gastou dinheiro, Daniel? Você pode repetir, por favor? No clube de Strip Ménage.

Estava lá no extrato dele. É, estava lá no extrato bancário dele, que ele gastou aproximadamente 40 euros. A despesa consta de um relatório da Unidade de Informação e Análise Financeira, entidade ligada ao Ministério das Finanças da Colômbia, que analisou os seus movimentos bancários entre 2023...

E 2025. E aí, Tanguy, ele está tendo que se explicar ali, né? Porque está um pouco embaraçoso. Inclusive, ele foi para a sua rede social, no X, quem quiser pode ir lá ver, e disse o seguinte aqui numa tradução livre, abre aspas. Há duas coisas que aprendi na vida. Não dormir com uma mulher de quem não nasce nada no coração. E não comprar sexo quando ainda sou capaz de sedução e poesia. Meu pai amado. Há que combinar sempre a sexualidade com a cultura.

Aí isso chama-se erotismo fechado. Socorro. Socorro. Socorro, Daniel Souza. É, socorro. O que eu tenho para dizer, está lá no X do nosso amigo Gustavo Petro. Quem tiver curiosidade pode ir lá no feed dele que vai achar. exatamente essa postagem que eu tô fazendo referência é o Gustavo Petra aí desde o final da semana passada tendo que se explicar porque ele tinha uma boa intenção ele queria mostrar que porra

Ele não lava dinheiro, pô, que ele não trafica drogas e tal. Pô, vou abrir aqui os meus extratos bancários, meus sigilos bancários e tal. Mas aí começou a aparecer esse troço aqui, né, Tengue? É um pouco complicado, um pouco embaraçoso. E eu acho que a explicação dele piorou tudo. Piorou tudo. Cara, apareceu ali. Apareceu ali. Fala assim, não, a delegação foi, eu tomei um chope. Tomei um chope. É.

Cara, a explicação é... Nossa, cara. Tá bom. Beleza. Eu fico imaginando o primeiro jantar em família. Depois. O silêncio na mesa. Silêncio na mesa. Todo mundo jantando, só o barulho dos talheres. Ninguém toca no assunto, mas ninguém também consegue evitar o assunto. Como é que você aborda? Como é que você fala? Como é que foi seu dia hoje? Você imagina a dificuldade que é. E aliás, Daniel, se alguém que estiver assistindo a gente aqui ou ouvindo a gente...

quiser saber mais sobre Colômbia, repetir cursos. Está lá, tivemos uma aula há pouquíssimo tempo, tem umas duas ou três semanas aí. Então, aula fresca lá sobre Colômbia. Aliás, um curso que a gente ofereceu há pouco tempo, que teve aula também sobre Panamá, Nicarágua e Venezuela.

E a gente vai começar amanhã, amanhã, terça-feira, dia 25, para os alunos do Petit Curso, um curso sobre a Rússia. Falando, inclusive, da história de Vladimir Putin. Tudo isso, para quem é aluno do Petit Curso, acessa lá, dá uma olhada no catálogo. PetCursos.com.br Fica também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do PetJornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica com carinho, um abraço, um muito obrigado aqui da Dupla de Costume.

E fica também o convite, se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considera nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas, tem a chave Pix. A chave é petitjournal.pj.gmail.com. Você tem também o link para o Apoia-se e o link para o Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você e não haverá constrangimento no seu extrato bancário.

não tem nenhum problema, vai ficar tudo bem você apoiando o Petit Jornal quando, enfim, você precisar abrir o seu extrato bancário. ganha pontos com o eleitorado ganha pontos com a família ganha pontos com os amigos ganha pontos com o crush Ganha pontos. Então, apoie o Petit Jornal e coloque aí mais conhecimento, digamos assim, no seu extrato bancário. Perfeito. Interessoso. Mas estamos de volta. Um abraço e até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.

Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias.

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