¶ Abertura e Contexto: Guerra na Ucrânia
Petit Jornal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente. Bem-vindos, bem-vindas ao PetJornal. Esse é o bate-papo número 974. Estamos gravando numa live no YouTube do PetJornal. São exatamente 9 horas e 15 minutos da segunda-feira, 24 de novembro de 2025. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor. Tanguy, Obaghdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado e tarifado. Menos, bem menos do que estava, mas continua tarifado.
Negociações ainda precisam ser feitas para que tarifas importantes sejam removidas. E temos também, Daniel Souza, que é esse que vos fala, ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos. internacionais dos últimos dias. Esse é o bate-papo do Petit Jornal. E começamos falando de um telefone sem fio. Cada um diz uma coisa. Cada um tem um tipo de acordo. Cada um tem um tipo de ideia.
No final do dia, ninguém sabe, Tanguy, sobre o que estamos falando. Ninguém se ouve nesse telefone sem fio que se tornou a questão da guerra na Ucrânia. Tudo bem, Tanguy, vamos a isso. Tudo bem, Daniel Souza? Vamos lá para esse bate-papo 974, abrindo a semana do Petit Jornal, na segunda-feira de manhã. Um prazer estar aqui.
Mais uma vez com você, Daniel Souza, com todo mundo que acompanha a gente, seja no YouTube, seja no Spotify, Apple Podcast, qualquer outra plataforma. Sejam todos muito bem-vindos.
¶ O Plano de Paz de Donald Trump
E é verdade, Daniel, a gente tem que falar sobre esse plano que foi apresentado para a Ucrânia. Eu acho que trazer alguns pontos importantes, os pontos mais importantes desse plano aqui, vai ser importante para a gente.
Aliás, Daniel, a gente já tinha falado um pouquinho sobre isso na última quarta-feira. Eu lembro que na quarta-feira, uma pauta que a gente trouxe aqui... foi de que tinha vazado a informação de que haveria um plano que estaria sendo formulado, que teria sido formulado, pelo governo de Donald Trump e que haveria alguns pontos ali que já foram divulgados e tal mas não haveria uma clareza muito grande ainda do que seria esse plano mas que já haveria críticas
de que esse plano teria sido formulado praticamente pela Rússia. Basicamente, você pega ali o pedido de Papai Noel da Rússia, e você coloca tudo nesse plano e apresenta. De lá para cá... a gente teve a divulgação oficial do plano de 28 pontos. Claramente o governo Trump gostou do modelo de 20 pontos que apresentou lá para resolver Gaza, que acabou levando ao cessar fogo. Ainda tem muita coisa para ser feita em Gaza, mas...
pelo menos ao plano de cessar-fogo, e agora apresentou, portanto, um plano de 28 pontos. Eu não vou falar sobre todos os pontos, Daniel, mas tem alguns que eu acho importante ressaltar. O que são os pontos mais destacados desses 28 pontos, e a partir disso a gente pode falar um pouquinho... sobre quais são os pontos de tensão que a gente ainda tem. O primeiro ponto, logo que abre, é o que diz que a soberania da Ucrânia será reconfirmada. Então esse é o objetivo fundamental.
A Ucrânia voltará a ser um país soberano, mas a soberania voltará a ser respeitada. E o ponto 2 diz que haverá um acordo de não agressão total, completo e abrangente. E aqui é o ponto que me interessa, Daniel, que é... Esse acordo de não agressão total, completo e abrangente será entre Rússia, Ucrânia e Europa. Então o plano dos Estados Unidos coloca a Europa como parte desse plano de não agressão.
e haverá expectativa, isso está nos pontos também, de que a Rússia não invada seus vizinhos e, outro ponto muito importante, de que a OTAN não se expanda mais. Isso aqui é uma promessa que o ponto faz, é uma coisa que você coloca na mesa. Para resolver a questão, a OTAN não se expandirá mais e a Ucrânia consagrará em sua constituição que não ingressará na OTAN.
Esse é um ponto importante, porque há muito tempo Zelensky fala isso, a entrada da Ucrânia na OTAN é um ponto expresso pelo Estado ucraniano, o que vai ter que ser feito agora, segundo esse plano, se ele for aceito e tal. é que a Ucrânia vai ter que colocar na sua constituição que não entrará na OTAN. Então, a OTAN vai parar de se expandir. A gente teve as entradas recentes da Finlândia e da Suécia. Fora as últimas, segundo esse plano aqui.
Outro ponto diz que a Ucrânia receberá garantias de segurança robustas e essa parte não está muito bem definida. É bem vaga essa parte. Muito vaga, muito vaga. Aliás, a gente teve uma reunião que aconteceu no dia de ontem, em Genebra, na Suíça. e que envolveu uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo Marco Rubio, o secretário de Estado, e por uma delegação ucraniana, liderada pelo Andriy Yermak, que é o...
o chefe de gabinete do Zelensky. E eles estavam ali exatamente tentando trabalhar nesse ponto aqui. Que garantias vão ser essas? Como é que vai ser? E outro ponto que a gente também falou na semana passada, Daniel, O tamanho das forças armadas ucranianas será limitado a 600 mil. Na época, o que foi divulgado vai ser reduzido a metade. Metade de quê? Qual é exatamente a referência?
Então, no plano aqui está estabelecido o número, será limitado a 600 mil. Não é um número definitivo ainda, mas é um número que foi estabelecido pelo plano.
¶ Cláusulas de Garantia e Anulação
O ponto 10, Daniel, outro que eu queria ressaltar aqui, que diz o seguinte, ele fala um pouquinho mais sobre as garantias, né, que a gente falou aqui que é muito vago e tal, mas as garantias que são colocadas são as seguintes. Primeiro, os Estados Unidos... receberão compensação pelas garantias que darão à Ucrânia. Isso é muito interessante. Então, os Estados Unidos vão garantir a segurança da Ucrânia, mas a Ucrânia vai ter que pagar por essa garantia.
milícia, tá? Que chama isso. Então, eu te protejo, mas aí você vai ter que, pô, me pagar por essa proteção. Se você parar de me pagar, opa, acabou a proteção, tá? Primeiro ponto dessas garantias aqui. Dois. Se a Ucrânia invadir a Rússia, ela perde a garantia. Parece o contrato de garantia de celular, né, Daniel? Tem um monte de ponto ali que se você fizer, acabou a garantia. Então, se a Ucrânia invadir a Rússia, perde a garantia. Se a Rússia invadir a Ucrânia...
Além de uma resposta militar robusta e coordenada, todas as sanções globais serão restauradas. Então, já está partindo a premissa de que, se esse acordo for firmado, vão acabar as sanções, mas elas serão recolocadas. se a Rússia fizer uma nova invasão à Ucrânia, e todos os outros benefícios desse acordo serão retirados. E se a Ucrânia disparar um míssil contra Moscou ou São Petersburgo,
A garantia de segurança será considerada nula e sem efeito. Ah, mas se for em outra cidade, se for numa usina nuclear, se for numa hidrelétrica, aí tudo bem, Natan. Só não pode atirar um míssel contra Moscou. e São Petersburgo. E é impressionante porque a quantidade de travas que esse acordo traz, travas de sua auto-anulação, mostra a enorme desconfiança dos atores envolvidos de que a coisa talvez não tenha muita longevidade.
É, e a qualquer momento que a Rússia ou a Ucrânia não quiserem mais o acordo, é muito fácil você desmontar o acordo, né? Porque ele realmente tem um monte de linhas vermelhas, né? Se isso aqui for ultrapassado, o acordo é nulo. Outro ponto, Daniel, é que a Ucrânia não vai poder entrar no OTAN. isso o acordo já coloca, mas a Ucrânia é elegível para adesão à União Europeia, então dá para esperar que isso vai acontecer, e haverá uma ajuda econômica robusta para a Ucrânia, para a reconstrução.
¶ Financiamento da Reconstrução e Territórios
e desenvolvimento. E tem uma série de pontos aqui, como é que vai ser essa ajuda e tal, e a Rússia será reintegrada à economia global, tá? Então, beleza, vamos fingir que nada aconteceu. Vamos superar essa questão. Quanto à questão da reconstrução, um outro ponto que me chamou a atenção, que tinha sido ventilado na semana passada também, é que 100 bilhões de dólares dos fundos russos congelados
serão utilizados para a reconstrução da Ucrânia. Então, a Rússia tem uma grana que está congelada em vários lugares, principalmente na Europa. 100 bi vão ser destinados à reconstrução da Ucrânia. Isso é bem curioso, porque na prática você está sugerindo que a Rússia vai pagar numa parte importante, 100 bilhões de dólares não é pouco, que ela vai pagar a reconstrução da Ucrânia e ela vai ficar ok com isso. Quer dizer...
Ela vai ter uma parte das suas reservas internacionais, é disso que se trata. A Rússia, antes do início da guerra, era um dos países com as maiores reservas internacionais do planeta. Boa parte dessas reservas estava na Europa e nos Estados Unidos. ela acabou sendo congelada, elas acabaram sendo congeladas com o início da guerra, e agora o que está sendo sugerido é 100 bilhões dessas reservas, isso não é a totalidade das reservas, nós vamos usar para reconstruir a Ucrânia.
Ou seja, num certo sentido, seria um reconhecimento, ainda que tácito, que a Rússia é responsável pela guerra. Se ela tem que pagar pela reconstrução, não sei se isso é tão aceitável do ponto de vista russo.
Acho que vale a pena acompanhar. É, e tem uma coisa que eu vou falar daqui a pouquinho, Daniel, mas que quem não está muito confortável, aparentemente, com esse plano aqui, é o Sergei Lavrov, que é o chanceler, o ministro das relações exteriores da Rússia. Eu vou falar sobre isso daqui a pouquinho, porque me parece que essa é uma...
uma treta palaciana que a gente ainda vai ver acontecer muito. Mas o que eu achei muito interessante também, Daniel, é que esses 100 bi russos que vão ser utilizados para a reconstrução da Ucrânia vão para um fundo que será liderado pelos Estados Unidos.
E aí, Daniel, o Donald Trump quer sempre fazer negócio, né? Então uma das coisas que está prevista ali é que os Estados Unidos ficarão com 50% do lucro desse fundo. Então ele é um fundo de investimento, Daniel. Você vai pegar essa grana, você vai investir. Vários negócios, várias iniciativas, vários planos vão ser feitos ali. 50% do lucro vai para os Estados Unidos e a Europa também vai investir 100 bi nesse fundo.
Os Estados Unidos estão olhando para isso tudo também como uma boa chance de fazer grana, fazer dinheiro. Claramente é o objetivo de Donald Trump também. Outro ponto importante que eu acho muito importante a gente falar aqui, Daniel, são os territórios. Então o plano diz textualmente que Crimea, Luhansk e Donetsk serão reconhecidos de fato como russos, inclusive pelos Estados Unidos. Vamos reconhecer...
Esses três territórios, a Crimex já foi anexada desde 2014, Luhansk e Donetsk, como territórios russos. Deixando claro, a Rússia não controla a integridade de Donetsk. Então, o que os Estados Unidos estão dizendo aqui é... mesmo territórios de Donetsk que ainda são controlados pela Ucrânia,
serão reconhecidos como rusos. Não são controlados, mas sempre foram ambicionados. Inclusive, naquele referendo lá atrás, eram a totalidade dos territórios que estavam sendo ali, digamos, incorporados, pelo menos formalmente, pela Rússia. naquela altura, o que significa que a Rússia não vai aceitar menos do que a totalidade daqueles territórios, mesmo que você não tenha ali
o domínio militar dele completo. O que é estranho, né? Quer dizer, você está sugerindo à Ucrânia que ela entregue territórios que ela não perdeu militarmente. Além de todos os territórios que ela perdeu militarmente... ela teria que entregar também territórios que não perdeu, o que é algo inusual, porque nesses acordos, normalmente, qual é a regra? Cada um fica com o que ganhou no campo de batalha. Agora, propor realmente...
Que esse capricho russo, digamos assim, seja alcançado é algo que chama bastante a atenção e vai muito ao encontro do interesse da Rússia. Agora, esse ponto que você falou, Daniel, que normalmente é, pô, pegou, você fica, ok?
vai valer para Kerson e Zaporizhia, que serão congelados na linha de contato. Aí está valendo isso, né, Daniel? Então a Rússia chegou até um determinado ponto, ela vai ficar com esse ponto, e a gente vai, assim, na prática vai ser um reconhecimento, né? Você vai reconhecer que aquele território ali é seu.
e vai negociar depois, a Rússia não vai mexer um centímetro para recuar desse território de Kerson e Zaporizhia. E a Rússia cederá outros territórios que estão fora dessas cinco regiões. Então a Rússia dominou ali, pegou...
¶ Bastidores: Eleições, Anistia e Dmitriev
Territórios pequenos ali de Sumy, Kharkiv, é muito pequeno, é realmente muito pouco, a Rússia vai ceder. Outro ponto importante, a Ucrânia realizará eleições em 100 dias. Em 100 dias tem que ter eleições. Ou seja, a ideia é vida nova, sai o Zelensky. Isso é uma exigência do Putin, né? Sempre foi, né? Exigência do Putin, exatamente.
E todas as partes envolvidas nesse conflito receberão anistia total. Vou repetir. Todas as partes envolvidas nesse conflito receberão anistia total pelas ações de guerra e durante a guerra. Dá muita impressão. de que foi a Rússia que formulou, Daniel. Porque é um acordo muito favorável à Rússia. E aí, Daniel, a gente começa a pegar os bastidores. Como é que isso foi formulado? De onde veio esse acordo, esse plano e tal?
E aí surge o nome, Daniel, que eu queria muito falar aqui, porque eu acho que vai ser um cara que vai acabar aparecendo bastante daqui pra frente. Vai ser um daqueles atores que a gente vai acabar se acostumando com o nome, quem é e tal. O plano teria sido formulado por um economista chamado Kirill Dmitriev, junto com o Steve Whitcoff, que é o enviado dos Estados Unidos para a Ucrânia.
Esse Dmitriev, Daniel, ele nasceu em Kiev, é curioso, durante o período da União Soviética, em 1975, e é fanzaço dos Estados Unidos da América. Ele adora os Estados Unidos. Ele estudou em Stanford, ele estudou em Harvard. é um usuário assírio das redes sociais, aliás, só posta em inglês, posta o dia todo, todos os dias. Dá pra ver que é um cara que gosta muito do Trump, ele gosta muito do Elon Musk, e ele construiu uma série de pontes com o governo de Donald Trump.
Está sempre na Fox News. É interessante porque ele é um russo que tem ligações com o governo russo, mas também tem pontes, conexões com o governo Trump. Fala inglês muito bem. E está sempre na Fox News. A gente sabe que o Trump ama a Fox News. O Dmitriev e o Witkov se reuniram em Miami no final de outubro. Aparentemente foi a partir daquele momento ali que isso começou a ser formulado. E ele é visto no governo russo como outsider, Daniel. Então ele não é nenhum diplomata.
Ele também não faz parte do aparato de segurança. Grande parte do governo russo está nessas duas esferas. Ou é diplomata ou é da esfera de segurança. Não é um cara que tem... a descrição tradicional dos integrantes do governo Putin. O governo Putin normalmente são pessoas muito austeras, que não falam muito, não se expõem e tal. Ele não. Ele é um cara que tem uma vibe meio americana mesmo, de ter uma super exposição.
Agora, ele é um cara que conhece muito bem tanto os Estados Unidos quanto a Ucrânia. É uma vantagem. Esse cara conhece muito bem a realidade dos dois lugares. Agora, isso aparentemente está colocando o Dmitriev em rota de colisão com o Sergei Lavrov, que não parece estar muito satisfeito com o plano de paz e me parece que é capaz de tentar torpedear o acordo. Na hora que o Putin não estiver mais satisfeito com o acordo...
Você vai ver que o Serge Lavrov vai reaparecer. Lavrov está meio sumido já tem algumas semanas. Ele continuou a falar dele, não faz aparição pública e tal. O Dmitriev tem aparecido muito. Vamos ver, Daniel, até onde que essa coisa vai. Mas me parece que a gente pode ter... um atrito palaciano entre o Dmitriev
¶ Motivações de Donald Trump e Sanções
E o segue Lavrov, Daniel. Fica aquela impressão ainda mais reforçada, né, Tanguy, que o Donald Trump quer resolver esse troço da guerra meio de qualquer maneira, contando que ele também possa obter uma grana. Vamos fazer negócios, vamos ganhar um dinheiro também com essa oportunidade. Então, para o Trump, está resolvido o conflito e ele ganhou dinheiro, está ótimo. Se vai ficar território para a Rússia, para a Ucrânia, ele não dá a mínima, isso aí.
está muito longe da zona de influência dos Estados Unidos e, consequentemente, não é alvo de preocupações do Donald Trump. Ele oferece, aliás, garantias, mas tentando ganhar dinheiro com essas garantias. Você tem ali os Estados Unidos entrando na jogada do dinheiro, intermediando e, consequentemente, tendo mais oportunidades. Quer dizer, é Donald Trump sendo Donald Trump. Fica essa impressão que você colocou.
É um acordo costurado pela Rússia que o Donald Trump seja remunerado. Se o Donald Trump for remunerado, para ele está tudo bem, a guerra for resolvida, se a Europa vai gostar ou não vai gostar da Europa. Se a Ucrânia vai ser retalhada da Ucrânia, se isso vai trazer consequências para o equilíbrio regional, ele não dá a mínima. Ele está preocupado com a zona de influência dos Estados Unidos em, bem ou mal, recolocar a Rússia.
na economia internacional, uma economia importante, vamos fazer negócios, temos aqui uma série de situações que podem ser exploradas, e ele sempre sinalizou que tem todo o interesse que essas sanções contra a Rússia sejam... removidas e, consequentemente, o dinheiro volte a fluir com mais normalidade, gerando ali oportunidades para quem tem um bom relacionamento com a Rússia, no caso ele mesmo, no caso os Estados Unidos liderados por ele mesmo.
Isso é algo que chama bastante a atenção. E ainda tem a questão, a gente está chamando de Prêmio Nobel da Paz, que ele quer ganhar o Prêmio Nobel da Paz, mas ele também quer ter no currículo dele lá que ele resolveu as questões de gás e o crédito. É um super argumento. Pogás e Ucrânia são os dois grandes conflitos, quer dizer, os mais conhecidos, os que têm mais repercussão do nosso tempo, e ele gostaria de colocar na mesa que ele resolveu os dois.
¶ Arábia Saudita Abre Mercado Imobiliário
Agora, Donald Trump está querendo vantagem, Daniel. A gente sabe que as vantagens são questionáveis e tal, mas você que está ouvindo a gente pode conseguir vantagens reais nesse mês agora com a Inside the Store, viu, Daniel? Aliás, eu vou te dar a senha, viu?
A senha é você entrar na descrição desse episódio aqui e lá no link que está disponível para você ter acesso ao cupom do Petijornal. Esse cupom do Petijornal, Daniel, ele dá 15% de desconto para qualquer pessoa. E se for a sua primeira compra... chega a 20%. Se você nunca fez a compra, o desconto é ainda maior. E aí se soma, Daniel, com os descontos do site já e tal, esse desconto pode chegar a 50%. Aproveita essa promoção de Black Friday.
E, aliás, se você quiser o desconto de forma ainda mais exclusiva, você pode acessar o outro link que está na descrição desse episódio com a Flash Prom. Você vai entrar, na verdade, numa lista de transmissão do WhatsApp da Insider Store e você vai receber na palma da sua mão.
todos os descontos com antecedência. Vai saber antes de todo mundo. E você vai conseguir, portanto, aproveitar antes que os estoques acabem. Aproveita. É por pouco tempo. Insider Stock com todas as vantagens que a Black Friday tem para te oferecer. Tanguy, na próxima pauta de hoje, eu quero destacar que a Arábia Saudita vai abrir o seu mercado imobiliário para estrangeiros não muçulmanos. Isso passa a valer?
em 2026, no início de 2026, e faz parte da estratégia Visão 2030, voltada para a diversificação econômica e liberalização.
¶ Projetos de Luxo e Visão 2030
que o Mohammed bin Salman tem levado adiante. Aliás, a gente explorou essa visão 2030 no Petit Cursos. Está lá disponível na plataforma, numa aula que nós falamos especificamente sobre essa temática. É o plano de longo prazo. da Arábia Saudita. Então, os não-muçulmanos, estrangeiros não-muçulmanos poderão possuir imóveis na Arábia Saudita em algumas zonas designadas.
Meca e Medina, por exemplo, continuam restritas apenas para os muçulmanos. Então, um não-muçulmano não pode ter ali um imóvel em Meca e Medina. É a Arábia Saudita sempre preocupada. com essa sensibilidade envolvendo as cidades sagradas da religião. Nós temos aqui um superprojeto, por exemplo, na ilha de La Réa. que fica justamente no mar Mediterrâneo. Você tem ali um projeto de luxo com 740 residências, dois hotéis, área comercial e marina, desenvolvida pela Red Sea Global.
ligada ao Fundo Soberano Saudita. A inauguração está prevista para 2028 e Tanguy é barato, é barato, é barato. A gente está falando aqui de imóveis que começam. em 5,5 milhões de reais, que é a moeda local, o que seria o equivalente a 1,5 milhão de dólares. Os corretores sauditas esperam forte demanda de chineses, de singapurianos, de indianos.
e de japoneses e investidores do sudeste asiático. O modelo segue a experiência de Dubai, que acabou sendo muito bem-sucedida. Aliás, a ideia dos sauditas é justamente oferecer uma competição... ou melhor, uma alternativa competitiva em relação aos imóveis de Dubai, onde você tem uma metragem que chega a 5 mil dólares por metro quadrado. Em Riad, você teria uma fração disso, algo em torno de mil a dois mil dólares por metro quadrado. Então, a Arábia Saudita apareceria como alternativa...
mais barata e com alto potencial de valorização, oferecendo, inclusive, o Mar Vermelho. O Mar Vermelho que é belíssimo do ponto de vista da sua natureza, que é belíssimo do ponto de vista dos seus... atrativos. Agora, tem alguns problemas. A Arábia Saudita tem que ir. Não é Dubai. A Arábia Saudita não é os Emirados Árabes Unidos. Você continua tendo a proibição total do consumo de álcool.
você tem costumes sociais ainda muito rígidos, uma vida cotidiana muito mais restrita para estrangeiros. O governo tem tentado mudar isso desde 2016, mas ainda é pouco. Você tem tido abertura de cinemas. Você tem tido a concessão de vistos para turismo. Você tem tido a Arábia Saudita participando de candidaturas e tendo sucesso em algumas dessas candidaturas para mega-eventos.
Agora, tem muita crítica dos ambientalistas. Como se a Arábia Saudita estivesse preocupada com ambientalistas, a gente viu, inclusive, recentemente na COP30. Os sauditas torpedeando qualquer tipo de acordo foram lá para tumultuar. e tiveram até bastante sucesso nesse sentido. Os ambientalistas questionam a emissão de carbono, o deslocamento de comunidades locais, danos ambientais no Mar Vermelho e na região do deserto.
De qualquer maneira, a gente está falando aí de uma Arábia Saudita que tenta dar ainda mais um passo no intuito de sua modernização e diversificação econômica.
É muito difícil você realizar uma diversificação econômica se as pessoas não podem comprar imóveis, se as pessoas não podem, de alguma maneira, fixar raízes. É a Arábia Saudita tentando atrair estrangeiros. Ela considera que, nesse primeiro momento... ela vai ter a capacidade de atrair fundamentalmente asiáticos, mas quem sabe, num segundo momento, tendo sucesso essa estratégia, pessoas de outras nacionalidades podem também...
ter ali seus imóveis e fixar residência na Arábia Saudita. Lembrando sempre que Dubai realmente é o caso considerado muito bem sucedido. Se você acompanha, inclusive em redes sociais, você vê a quantidade de... milionários, de bilionários das mais diferentes origens, expondo ali a sua vida em Dubai, a sua vida nababesca em Dubai, por conta do conforto.
que a cidade acaba oferecendo e também por conta das condições tributárias absolutamente vantajosas, algo que a Arábia Saudita também deve oferecer. Condições tributárias significa não pagar impostos que você pagaria. em outras partes do planeta. Então, você vive ali confortavelmente, tem um paraíso fiscal, pode ali desfrutar do seu dinheiro sem muitas perguntas, que as autoridades dos Emirados não farão, assim como as autoridades sauditas.
É, farão. Lembrando que na semana passada nós tivemos ali o CR7 com o Mohammed bin Salman na Casa Branca, mostrando ali que ele, acima de tudo, é parte de uma engrenagem. e de um projeto. Ele foi contratado para jogar futebol, até foi, mas a principal função dele é ser ali um grande embaixador desse projeto de internacionalização da Arábia Saudita, de mostrar que a Arábia Saudita...
pode ser ali um país, digamos assim, amigável aos estrangeiros. Lembrando sempre que a Arábia Saudita continua sendo uma monarquia absoluta. Acho que a gente pode colocar nesses termos uma monarquia absoluta.
¶ Momentos Inusitados e Agradecimentos Finais
sem qualquer tipo de constituição ou de rule of law, por conta justamente de algumas das características locais. Ah, tanguicim, geleia tem lá sim. Inclusive, Tanguy, na gelé de hoje, eu quero falar de Javier Muley. Javier Muley, ele resolveu receber o tenor italiano André Bocelli e condecorou... o Andrea Bocelli, com a Ordem de Maio, numa cerimônia agora na semana passada. A medalha homenageia a contribuição artística e cultural do músico.
Mas viralizou nas redes sociais, porque durante a entrega da medalha, o Millet estendeu a mão para o Bocelli, que é cego. E aí o Bocelli acabou... Enfim, apertando a mão do Milley. Aí o Milley meio sem graça foi lá, pegou a mão do Bocelli e aí apertou. Opa, Bocelli, estou aqui apertando a sua mão. E a cena viralizou aí nas redes sociais. Um momento um pouco constrangedor. Quem tiver curiosidade, procure.
que você vai, digamos assim, sentir um pouco de vergonha alheia do Javier Millet tentando cumprimentar, sem ali receber do Botticelli o aperto de mão de volta. É, Daniel Souza. Aquele tipo de constrangimento que dói um pouco, né? A gente fica meio, meu Deus, mas vale a pena, tá, gente? Eu recomendo. A cena é muito boa, né? Fica aí pra lembrança de todo mundo.
Daniel Souza, vamos encerrar esse nosso episódio aqui. Quero deixar a lembrança, Daniel, de que vários dos pontos que a gente tratou aqui estão presentes lá no Petit Cursos. Tem curso lá sobre Ucrânia, tem aula sobre Arábia Saudita. Tem aula sobre Mohammed bin Salman. Quem é Mohammed bin Salman? De onde veio esse cara? Está tudo lá no Petit Curso. Muito importante conhecer para você entender o equilíbrio da região.
Para tudo isso, você acessa peticursos.com.br, dá uma olhada no catálogo de aulas, tenho certeza que você não vai se arrepender. Vem com a gente, tem aula toda semana, aulas ao vivo, e também você pode assistir as aulas todas gravadas.
O próximo curso, aliás, agora é sobre Rússia, viu? Vamos falar sobre a história da Rússia, vamos falar sobre Vladimir Putin, vamos falar sobre o cenário atual da Rússia, Daniel. E fica aqui o meu muito obrigado a... todos e todas que apoiam o Petit Jornal, o agradecimento aqui da dupla de costume, porque o Petit Jornal é uma mídia pequena, não tem aí o suporte de um conglomerado de mídia, nem de uma grande produtora, é um podcast artesanal.
E por isso, o apoio de nossos apoiadores acaba sendo de fundamental importância. Fica aqui o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado a cada um de vocês. E fica também o convite... Se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença no seu dia a dia, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix para apoiar o Petit Jornal, uma forma prática, instantânea de apoiar o Petit Jornal. Dá para ativar o Pix recorrente.
A chave pix é petitjournal.pj.gmail.com Tem também o link para o Apoia-se e o link para o Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você. É isso, Daniel Souza. Hoje mais tarde, às 21 horas, temos mais um episódio para falar sobre o que aconteceu ao longo dessa segunda-feira. Nos vemos. Um abraço. Até a próxima. Valeu. Tchau, tchau.
