S07EP304 - Talvez você tenha mudado - podcast episode cover

S07EP304 - Talvez você tenha mudado

Nov 26, 202538 minSeason 7Ep. 304
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Summary

Este episódio explora a dificuldade de reconhecer e aceitar as mudanças pessoais ao longo da vida, usando a metáfora de uma aversão infantil a gengibre que se transforma em gosto. A apresentadora reflete sobre como nos apegamos a versões passadas de nós mesmos, por segurança ou medo do novo. Ela incentiva os ouvintes a questionar antigas certezas e permitir a expansão do mundo interno, honrando a pessoa que se tornaram.

Episode description

As suas versões futuras vão te fazer viver coisas que as suas versões passadas jamais poderiam acreditar.  Elas vão olhar para você e pensar: meu deus, então a gente conseguia? E vai ser um processo bonito. Mas isso não é magia, bruxaria nem algo sobrenatural - é a vida acontecendo. E talvez a função do autoconhecimento, muitas vezes seja  isso: mapear o que você é, o que você não é, o que você gosta, o que você não gosta, mas deixar um espaço livre para que as coisas se transformem, porque elas vão. Você vai.

edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
texto: @‌natyops


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PALESTRAS:

Palestra em BH: https://www.sympla.com.br/evento/natalia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-medo-de-dar-certo/3040757?referrer=www.google.com


Palestra no RJ: https://www.sympla.com.br/evento/natalia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-medo-de-dar-certo/3010972

Palestra em Curitiba: https://www.sympla.com.br/evento/natalia-sousa-em-curitiba-palestra-medo-de-dar-certo/3163529?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

Transcript

Boas-Vindas e Logística do Podcast

Oi, meu nome é Natália e esse é o 34º episódio do Para Dar Nome às Coisas. Um podcast que nasceu para ser uma mesa de bar na web daquelas que a gente senta. E sente que não estamos sós. Lugar em que a gente pode ser do nosso próprio tamanho, sem precisar esticar e nem se espremer. Como é que você está? Como é que estão as coisas para você?

Como é que tá o seu mundo dentro desse mundo? Como é que você tá? Eu geralmente faço essa abertura, né? A introdução do episódio de olhos fechados. E aí eu tava de olho fechado. E acabei de ver que o microfone tava do meu lado esquerdo e eu tava com o corpo todo do lado direito. Então, espero que o Vavá consiga fazer essa magia de dar um ganho no meu áudio, porque ficou longe, né? Um pouquinho.

Inclusive, essa é uma curiosidade que muita gente tem que me pergunta, que é como que eu gravo os episódios do Pradendo Minhas Coisas. E eu gravo, gente, do mesmo jeito desde o dia 1. Desde o dia 1 do Pra Dando Minhas Coisas, eu gravo o Pra Dando Minhas Coisas do mesmo jeito, que é em casa, com um gravador e esse gravador num tripé. E agora a gente tá numa época um pouco melhor, porque o meu tripé sempre cai aos pedaços.

E agora a gente tá com um tripézinho melhor, mas eu sempre gravo desse jeito. Mas assim, também já gravei em quartos de hotel enquanto tava trabalhando e aí empilhei vários livros pra conseguir colocar o gravador em cima dos livros e eu poder gravar. Já gravei... Ah, na casa de amigos. Na casa da Amanda. Enfim, já gravei em vários lugares. Porque... É isso, né? A vida vai acontecendo em seis anos. Muita coisa acontece. Muita coisa muda. E aí as coisas vão também...

Atualização Sobre Sorteios e Eventos

acompanhando a gente, né? Mas antes de falar do episódio dessa semana, queria só fazer uma atualização sobre os sorteios que a gente vai fazer na nossa mesa de bar. Se você não ouviu o episódio da semana passada, no episódio da semana passada eu fiz...

um episódio muito inspirado num livro que chama Esperança, um guia para lidar com momentos difíceis, que é um livro muito bonito da Jenny Godal, que foi uma naturalista que morreu esse ano, que faleceu esse ano, e que ela conta histórias de esperança, enfim, na verdade é um livro

livro diálogo, né, em que a Jane conversa com outro rapaz, que é o Douglas, se eu não me engano, e que eles vão falando ali sobre razões pra ter esperança, e que eu achei um livro muito lindo, e aí eu pedi pra sextante me enviar cinco livros desse livro. pra que eu pudesse sortear na nossa mesa de bar, e aí o combinado que eu fiz foi o seguinte, dois livros vão ser sorteados pra nossa mesa de bar, aberta aqui, do...

do Pra Dar Mais Coisas Aberto, que está em todos os streamings. E três livros, na verdade, vão ser sorteados para a nossa mesa de bar exclusiva. E esse sorteio para a nossa mesa de bar exclusiva, ele vai contemplar outros livros da Editora Astral e da Editora Sestante.

que são os meus livros preferidos, que estão entre os meus livros preferidos, porque esse sorteio para a nossa mesa de bar exclusiva faz parte de uma ação que começa a acontecer esse mês e vai acontecer a de eterno, se Deus quiser, mas que é todo mundo que...

apoia a nossa mesa exclusiva, participa de um sorteio com os meus livros preferidos, né? E aí você não precisa fazer nada, estando lá, sendo apoiador ativo do Nossa Mesa de Bar, eu pego todos esses nomes, sorteio e eu aviso por e-mail. A gente tinha, gente, combinado de que...

que enviaria os livros essa semana. Mas eu tive um imprevisto profissional, e eu não vou conseguir enviar essa semana. Então, como eu preciso embalar todos os livros, e aí eu mandei uma foto da caixa que eu recebi dos livros, é uma caixa grande. E aí...

Até embalar todos os livros. Eu quero mandar esses livros com uma carta pra vocês. Enfim, até fazer todo esse trâmite. Levar até os correios. Enfim, eu não vou conseguir enviar nessa semana e nem na próxima, que é o que eu tinha prometido pra vocês. Os livros vão ser enviados no... dia 8 de dezembro, tá bom? Eu cheguei a essa data depois de muito pensar, não queria adiar tanto assim, porque vai acabar coincidindo com...

com o sorteio de dezembro, mas é isso. É o que foi possível. Então, pra fazer direitinho e pra fazer com cuidado, os livros vão ser enviados dia 8 de dezembro e o sorteio vai acontecer essa semana. E como eu mudei a data, né? Eu deixei também as pessoas que não tinham se inscritos no... Formes, o link pra você participar do sorteio aberto aqui da nossa mesa de bar, tá no último episódio, na descrição do último episódio. Então...

Eu deixei, vou deixar um tempinho a mais pra vocês poderem se inscrever, e aí eu faço sorteio até o fim dessa semana, e conforme a gente já tinha combinado, eu aviso vocês por e-mail. eu viso os sorteados por e-mail, peço o endereço e aí a gente envia. Se você não foi sorteado dessa vez, sendo um apoiador exclusivo da nossa mesa de bar, não fique triste, porque como eu disse, a ideia é que esses sorteios aconteçam mensalmente, então em algum momento você vai...

Introdução: A Dificuldade de Mudar

ser sorteado. Mas hoje, gente, vou falar sobre mudança e não essa mudança clássica que é quando a gente precisa mudar e tá sem coragem de mudar ou quando a gente precisa mudar e a gente quer encontrar motivos e razões pra mudar. mais sobre as mudanças que a gente vive, que passam pelo nosso corpo e que muitas vezes a gente tem dificuldade de reconhecer que mudou.

Sabe? A gente tem dificuldade de atualizar, de dar um F5 na nossa mente. E o episódio fala sobre isso e fala sobre algumas razões que eu julgo que são as razões que são... Que tornam esse processo difícil, que tornam esse processo do F5. 5 difícil. Mas é isso, espero que faça sentido pra você, mas que se não fizer, que ao menos te faça uma boa companhia. Boa edição!

EBAC: Oportunidades de Conhecimento

Tem alguns assuntos que são quase universais, né? Um que sempre rola entre os meus amigos e conhecidos é guiado pela pergunta. Qual é a coisa que te faz gastar mais dinheiro? E a minha resposta é sempre a mesma. Livro. Só que um dia eu comecei a observar que eu já nem tinha mais espaço na estante, porque eu mal terminava de ler um...

e já comprava outro. E aí, me questionando sobre o porquê eu fazia isso, eu entendi que cada coisa que eu descubro me leva a uma nova descoberta. Então, eu vou comprando livros para saciar essa curiosidade. E isso acontece, gente, com tudo que eu me interesso. interesso por algo, quando eu tô apaixonada por um assunto, eu não consigo ficar só na beirada da piscina, sabe? Eu quero ir até o fundo da piscina. E é por isso que quando a EBAC me falou dos novos produtos deles, que garantem...

um oceano de conhecimento com 80% de desconto, eu pirei. Eu não sei se vocês lembram, mas eu fiz um curso de roteiro com o EBAC que eu indico de olho fechado e agora eles estão com dois novos produtos. O primeiro é o EBAC Pass, que é um pass... que te dá direito a estudar por dois anos diversos cursos dentro de uma área profissional escolhida. Então pode ser dados, programação, design, arquitetura, audiovisual ou marketing. E o segundo é o EBAC PES Carreiras, que inclui...

Tudo que está no EBAC Pass, porém nas verticais de TI, dados e design, além do programa de empregabilidade da EBAC. E nesse caso, eles prometem que você sai ou empregado ou você tem o seu dinheiro de volta. É tipo a chance de você dar um 360 na área que você escolheu, economizando muito. Mas ó, o EBAC Pass e o EBAC Pass Carreira fazem parte de um lançamento especial do EBAC que acontecerá apenas durante a Black Friday.

Então, vamos correr pra aproveitar. E pra facilitar, eles dividem em 21 vezes no cartão e 24 vezes no boleto. E com o meu cupom 300 coisas, você ganha 300 reais de desconto na contratação. Eu vou deixar o link na descrição pra você aproveitar.

Futuras Versões e Autoconhecimento

Obrigada por apoiar a rodada, Debac. Eu sou muito fã de vocês. As suas versões futuras vão te fazer viver coisas que as suas versões passadas jamais poderiam acreditar. Elas vão olhar pra você e pensar, meu Deus, então a gente conseguia? E vai ser um processo bonito. Mas isso não é magia, bruxaria, nem algo sobrenatural. É a vida acontecendo. E talvez a função do autoconhecimento, se é que ele tem uma função, mas talvez a função do autoconhecimento seja essa, então. Mapear o que você é...

o que você não é, o que você gosta, o que você não gosta, mas deixar um espaço livre para que as coisas se transformem, porque elas vão. Você vai. E a beleza acontece quando a gente permite e reconhece isso.

Uma Revelação no Restaurante

Eu comecei a pensar nisso sentada num restaurante semanas atrás. Eu já tinha escolhido um risoto de shimeji pra comer no almoço, mas ainda faltava a bebida. Eu sabia que eu queria um suco, então eu fui direto na parte de não-alcoólicos do cardápio. E ali, entre várias opções, eu vi suco de limão com hortelã, abacaxi e gengibre. E na hora eu não tive dúvida. Eu olhei pro garçom e disse... esse ele anotou saiu e a vida continuou exatamente igual

Não rolou um meteoro, o céu não abriu e caiu fogo, não teve um blackout no Brasil inteiro, não. A vida continuou exatamente igual. O casal do meu lado continuou conversando, a família atrás de mim... Continuou olhando para o celular. A música da Zélia Duncan, que estava saindo de algum lugar do restaurante, continuou rolando. Do lado de fora, nada mudou. Mas dentro de mim, algo aconteceu. Foi quando eu pensei.

Minha versão 10 anos mais jovem jamais acreditaria que eu escolheria, por livre e espontânea vontade, uma bebida com gengibre. Porque eu nunca gostei de gengibre. E isso revelou coisas muito mais profundas sobre mim e com sorte sobre você também.

Infância: O Gengibre e a Super Bonder

Na minha infância, a porta da geladeira tinha sempre duas coisas. Uma cola chamada Super Bonder. Tinha na sua casa também? era uma cola que minha mãe usava pra consertar tudo que quebrava em casa e eu tô falando tudo, mas é tudo mesmo não tô exagerando, era tipo assim o sapato do seu pai saiu a sola, cola super bonder ah, o bonequinho he-man do seu irmão saiu a cabeça.

cola super bonder a mãe, o bracinho da minha boneca quebrou cola super bonder o braço da cadeira saiu do lugar cola super bonder a gente usava cola super bonder pra tudo era uma cola bastante forte, ainda existe ela ficava na porta da geladeira. Mas junto com a cola ali, lado a lado na cola, tinha também um pedaço de gengibre, que minha mãe usava também pra consertar tudo. Mas nesse caso, era quando algo dentro da gente quebrava. Então, se eu tava... . . . . . .

A minha mãe usava, então, o gengibre pra consertar a gente. E era algo tão frequente, meus amigos de bar, e tão natural, que eu tentava ao máximo não parecer que eu tava doente, porque eu sabia que em algum momento ela ia pegar o gengibre, o mel e fazer uma mistura. que ia me fazer sarar em até 3 dias mas até sarar eu ia ter que tomar aquilo todo santo dia e o ponto é eu detestava gengibre

Eu achava o gosto forte, achava o gosto ruim. Então sempre que ela me convencia a tomar e não sem... obstáculos, porque ela fazia mistura e aí ela ia atrás de mim pela casa e eu correndo pela casa e ela andando atrás de mim e eu a não, mais gengibre não, pelo amor de deus, mais gengibre não qualquer coisa, menos gengibre

E aí tinha algum momento que eu me rendia e eu falava, então tá. Aí eu ia pra fase da barganha, né? Eu falava, então tá, eu vou tomar esse gengibre. Mas só se eu puder tomar um litro de água depois pra apagar qualquer resquício do gengibre na minha boca. esquecer que eu tomei esse negócio.

E aí ela concordava, pegava água, tomava o gengibre e depois tomava um litro de água pra esquecer que eu tinha tomado o gengibre. Eu realmente não gostava de gengibre e eu acho, meus amigos, que se me perguntassem naquela época quem eu era, eu provavelmente... Provavelmente responderia assim, meu nome é Natália, eu tenho X anos e eu sou uma pessoa que não gosta de gengibre. Essa era, essa virou na verdade, né? Uma das certezas que eu tinha sobre mim. Eu sou uma pessoa que detesta gengibre.

A Bala de Gengibre no Telemarketing

O tempo passou, ali na casa dos 20 e pouquinhos anos, eu comecei a trabalhar numa empresa de telemarketing. o meu plano com essa coisa eu comecei a trabalhar bem jovem né comecei a trabalhar com 13 anos mas naquela época da empresa de telemarketing eu tinha acabado de entrar na faculdade de jornalismo e o meu plano era trabalhar nessa empresa pegar a grana e pagar minha faculdade então

eu trabalhava de segunda a sexta, atendendo os clientes da Telefônica, que iam reclamar no Procon, e no sábado e domingo eu fazia um freela na mesma empresa, mas atendendo os clientes que iam fazer pedidos numa esfiharia, e aí esses pedidos chegavam pra gente, a gente

fechava esses pedidos na central telefônica e os pedidos chegavam na casa dos clientes, né? E um dos benefícios que tinham nessa empresa de telemarketing era uma parceria com uma farmácia específica que ficava bem próxima à empresa e que...

dava pros funcionários alguns descontos. Era um benefício bem legal, porque às vezes você precisava de um remédio pra febre, pra dor de garganta, enfim, eu era meio que a compradora de remédios de casa, porque lá tinha benefício, mas era um benefício que ficava restrito à compra de medicamentos.

Então as pessoas passavam lá quando estavam realmente precisando de algum remédio pra febre, pra dor, enfim, essas coisas. Mas um dia, e é isso que importa pra nossa história, alguém passou nessa farmácia e descobriu que, além de remédio, o algodão, essas coisas bem sem graças que a gente compra só porque precisa, a farmácia tava vendendo também balas. E aí é que eu queria lembrar que a gente hoje encontra paçoca, doce de amendoim, refrigerante nas farmácias, mas eu tô falando, gente,

de, sei lá, coisa de 15 anos... 15 anos? Pera aí. É, coisa de 15 anos atrás. Então... Não tinha com tanta facilidade esses doces em farmácias. E se tinha, tinha em algumas farmácias específicas. Nessa que tinha convênio com a minha empresa e nas farmácias que eu frequentava não tinha essas coisas. Então quando uma das pessoas, um dos funcionários descobriu que estavam vendendo...

que a farmácia estava vendendo bala de gengibre ali, com desconto, ele foi a loucura. E uma semana depois, estava todo mundo na empresa comprando balinhas de gengibre com desconto. Música Um dos outros benefícios que tinha nessa empresa é que todo funcionário ganhava um kit que vinha, uma nécessaire e uma garrafinha de água. Na verdade, não era exatamente um benefício, mas era assim que era vendido, então...

vamos considerar que era um benefício. E por que essa necessaire era importante para a empresa e é importante para a nossa história? Porque nessa necessaire, a gente tinha que colocar tudo que a gente queria levar. pro atendimento, né? Não podia levar qualquer coisa, tinham coisas que não poderiam levar, mas enfim...

Era um jeito deles limitarem as coisas que a gente levaria pro atendimento. Então a empresa era assim. Ela era uma empresa de dois andares. Embaixo tinham armários. E aí cada funcionário tinha uma chave desse armário. E aí você chegava na empresa, tirava a sua...

mochila, colocava sua mochila, colocava sua bolsa dentro do armário e pegava só algumas coisas pra colocar dentro da necessária e com essa necessária você podia subir pro andar de cima, que é onde a gente começava a trabalhar, que é onde começava o atendimento. E... e aí... Eu comecei a perceber que quando essa febre das balinhas começaram, era dentro dessa nécessaire que as balinhas ficavam.

E eu sei, porque várias vezes o meu amigo, que sentava do meu lado, cutucou minhas costas e me mostrou nesse ser aberto. E aí eu vi que as balinhas estavam lá. E aí ele sempre queria saber se eu sabia que a farmácia estava vendendo. E aí eu lembro que uma das primeiras vezes que isso aconteceu, eu balancei a cabeça dizendo que sim e escrevi no bloco de notas. Eu não gosto. No bloco de notas do computador. Eu não gosto.

E eu não sei se você já entrou numa empresa de telemarketing, mas no geral, as mesas ficam em espécies de baia. Então é uma sala muito grande e as mesas são divididas por baias. Então... Entre você, né? Se você tá sentado nessa baia Entre você e o seu colega do lado Tem sempre uma divisória de MDF Um material que lembra... Acho que é derivado da madeira, né? Mas enfim Então pra essa divisória ficar entre você e seu colega do lado

ver a cara da pessoa, você precisa jogar a sua cadeira pra trás e dobrar o pescoço pro lado, né? Você vai primeiro pra trás, aí você escapa da divisória e aí você consegue ver a pessoa que tá ali. Mas eu lembro que como a gente sempre tava em ligação, a gente fazia isso muito, assim, de se comunicar.

E aí eu sempre dizia pro meu amigo. Eu não gosto. E eu acho que ele esquecia disso. Porque realmente tava uma febre. E aí ele sempre me oferecia a bala de gengibre. E eu dizia que não gostava. E aí eu lembro que essa fase durou muito tempo. Porque era uma época assim que.

Cara, a gente ganhava muito pouco, ninguém tinha grana pra nada. Então, encontrar um docinho ali por um preço camarada na farmácia perto do trabalho era, ó, incrível. E dava super... pra entender a febre, enfim, mas pra mim era isso, assim, era uma multidão amando aquela bala e eu olhando pra aquela bala pensando, cara, prefiro tomar bezentacil por livre e espontânea vontade do que comer bala de gengibre, porque eu sou uma pessoa que detesta gengibre.

Rachando a Certeza Sobre Mim

Passei anos da minha vida dizendo a mesma coisa, que não gostava de gengibre. Até, meus amigos de bar, que pequenos acontecimentos, desses que acontecem sem pedir licença, desses que acontecem tão sutilmente que você quase não percebe que eles aconteceram. Até que esses pequenos acontecimentos começaram a rachar essa certeza que eu tinha sobre mim. Até que eu comecei a ter dúvidas se a minha apresentação ainda seria meu nome é Natália, eu tenho X anos e eu não gosto de gengibre.

Eu comecei a desconfiar que talvez algo tivesse mudado. Talvez eu gostasse sim de gengibre. E junto com isso eu percebi que se... eu continuasse falando que eu não gostava de gengibre, isso revelaria mais sobre o meu apego a uma característica que já tinha sido minha, que já tinha sido muito reveladora sobre mim, do que de fato uma...

percepção de quem eu era agora, sabe? Eu comecei a perceber que insistir nessa ideia de que eu era uma pessoa que não gostava de gengibre tinha muito mais a ver com o apego a quem eu tinha sido do que uma lealdade a quem eu sou agora. E não atualizar essa perspectiva sobre mim não tornaria a minha vida menor, nem com menos valor, eu sabia disso, mas me privaria da experiência de ser e de viver outras coisas.

Sabe, deixaria minha vida menos interessante, menos alinhada com aquilo que eu sou agora.

A Kombucha de Gengibre e a Mudança

E aí, antes de te contar o que eu aprendi com essa experiência, eu queria te contar de uma dessas vezes, de um desses pequenos acontecimentos que fez eu rachar essa certeza sobre mim, que foi... Eu tava num evento, né? E eu tô falando aqui como uma dessas experiências, porque eu acho que o momento em que a gente vai percebendo que a gente mudou, na verdade, assim, os momentos que fazem a gente mudar, as experiências que fazem a gente mudar, são sempre no plural. É difícil...

Isso existe, claro, acontece, mas acho que a maior parte das mudanças que a gente vive, elas são como rachaduras mesmo em algo concreto, assim, e você vai falando, ah, talvez, é, tipo, isso talvez tenha feito num... sentido numa parte da minha vida, numa época da minha vida, mas agora não faz mais, talvez agora eu tenha uma outra perspectiva sobre isso, né? Então acho que a gente vive várias coisas até conseguir perceber isso. E aí eu lembro de uma dessas vezes...

que eu tava num evento, e aí tinham várias bebidas sendo servidas. E a maioria das pessoas tava bebendo vinho. E aí assim, você olhava, era um mar de gente, a maior parte tava com uma taça de vinho na mão. E aí, como em todo evento, vai se formando...

grupinhos, e eu tava num desses grupinhos e todo mundo com taça de vinho na mão. E aí nisso chega uma moça segurando uma latinha colorida, uma latinha comprida colorida. E aí todas as atenções voltaram pra ela, porque ela tava segurando algo diferente. E as pessoas começaram a perguntar, o que você está bebendo? E ela disse, kombucha.

que é uma bebida fermentada de chá, né? E aí ela respondeu e perguntou, vocês querem experimentar? E aí eu fiquei curiosa, né? Eu tô no ano da experiência, o ano que eu tô me abrindo pra coisas novas e experimentando. Essa foi a palavra que guiou meu 2025. E aí eu falei, ah, quero, né? Eu não lembrava de ter experimentado kombucha, eu falei, ah, vou experimentar. E aí eu dei um gole na bebida e, gente, eu fui direto pro céu, assim.

Eu amei, eu achei muito gostoso, achei refrescante, achei com gosto diferente, enfim. E aí na hora eu perguntei pra ela, eu falei, nossa, que delícia, tal, gostei muito. Ela falou, é, pois é, eu adoro essa mistura de limão com gengibre. Mas sabe quando dá um pane na sua cabeça? Tipo, como é que eu posso dizer que... Assim, como é que ela tá me dizendo que esse negócio é de gengibre se eu não gosto de gengibre? Aí eu falei...

Isso daqui tem gengibre? E ela falou, não, tem gengibre, é limão com gengibre. E aí eu... Falei, então tá, eu acho que talvez, então, nessa mistura específica, eu goste de gengibre. E aí, perguntei pra ela onde que ela tinha comprado, pegado, na verdade, ela me apontou ali, tinha tipo um bowl, assim, com várias bebidas, e eu fui lá e peguei.

E aí, essa experiência ficou muito marcante pra mim, assim, porque eu fui pega no susto, né? Não foi uma coisa que eu realmente planejei e pedi, ou que... espontaneamente decidi experimentar mas eu experimentei e depois descobri que o nome daquilo que eu tinha experimentado era exatamente a coisa que eu disse sempre não gostar, enfim e aí depois disso eu vivi várias outras situações muito similares

Muito parecidas. Que eu experimentava alguma coisa. E aí depois as pessoas falavam. Ah, então é gengibre com não sei o que e não sei o que lá. Mas meu Deus, né? Que coisa, então. Então pode ser que eu goste, né? E aí até que chegou o momento. que eu mesma olhei pro cardápio e decidi, por livre e espontânea vontade, viver esse suco de limão, quartelã, abacaxi e gengibre, porque naquele momento tinha me parecido a melhor opção.

Apego ao Passado e Medo de Mudar

E onde eu quero chegar com essa história, meus amigos de bar? Eu quero chegar com a história de que, embora eu possa dizer com toda a convicção do mundo que eu passei uma infância inteira odiando gengibre, eu acho que o fato de eu não gostar de gengibre na minha infância era...

um não gostar totalmente genuíno e legítimo, eu não acho que eu tava enganada, eu realmente não gostava não gostava daquele preparo, não gostava daquele jeito talvez associava, enfim, eu não gostava ponto. Eu posso dizer também que essas experiências que vi depois são uma experiência entre várias que me faz lembrar que a gente muda a gente muda, as vezes a gente

se apega à perspectiva sobre a gente, à ideia sobre a gente, às vezes a gente tem dificuldade de reconhecer que a gente muda, mas a gente muda. Alguma coisa acontece, a gente tem um encontro, um encontro da vida mesmo, encontra uma pessoa...

E eu não tô falando aqui do ponto de vista romântico, não. Mas a gente vive experiências e a gente muda. Ou de repente a gente sempre jurou, né? Que a gente não tinha coragem o suficiente pra fazer determinada coisa. E aí a gente vai vivendo e vai descobrindo que na verdade essa falta de coragem

era falta de tempo, de maturação nesse tempo, era falta de outras experiências prévias, porque eu acho que coragem tem muito a ver com isso, assim, eu acho que coragem é o acúmulo de experiências um acúmulo de repertórios que te dá a condição de fazer uma coisa que antes você não tinha condição de fazer, porque antes você não tinha vivido o que você só viveu hoje.

Saca? E aí, essa primeira experiência, essa experiência, na verdade, me trouxe essa primeira perspectiva que é, nossa, é verdade, a gente muda, né? A gente muda. Mas também me fez entender que, às vezes, a gente resiste a essa... essas mudanças, né, seja resistir realmente, né, então assim ah, eu experimentei esse negócio de gengibre mas eu não vou mais experimentar porque eu sou uma pessoa que não gosta de gengibre, então

Às vezes a gente resiste ao reconhecimento da mudança, né? A gente não reconhece que mudou. Ou às vezes a gente briga com essa mudança mesmo, porque... Porque resistir a essas mudanças e tentar manter características nossas que talvez já não fazem mais tanto sentido para essa versão, é o que nos dá segurança e familiaridade. Então, às vezes eu posso resistir a ideia de que talvez hoje eu goste de gengibre, porque pô, eu sempre fui a pessoa que não gostava.

Então assim, eu era a pessoa que eu não gostava. Como agora eu viro a pessoa que eu gosto? E parece bobo, mas na verdade isso tem raízes muito profundas. Eu tô falando aqui de gengibre, mas poderia ser qualquer outra coisa. Eu lembro como um bom exemplo de uma entrevista muito antiga da JuJu. Acho que foi bem na época da pandemia.

sei lá, faz tempo e era aquela época que ela tava rodando o Brasil com o Bruninho, né? que era o carro dela e tal e aí ela parou pra dar uma entrevista e aí a apresentadora disse em algum momento nossa, eu acho tão incrível você dirigir pelo Brasil o meu sonho é fazer isso E aí a apresentadora...

riu sem graça, assim, e acho que nem sem graça, mas acho que ela riu porque a ficha caiu, né? É verdade, nossa, eu posso aprender. E eu ri junto em casa porque é isso, né, gente? Quantas vezes eu já fiz isso também? Quantas vezes eu me apeguei a características minhas?

que já tinham feito sentido em uma época, que eram verdadeiras pra mim em uma época, mas que em algum momento deixaram de ser, mas eu continuei apegada a essas características porque na verdade, na verdade eu tinha medo de crescer, medo da responsabilidade Medo de viver coisas novas. Medo de assumir outros lugares. Metaforizando essa história da Jiu Jiu. Medo de dirigir minha própria vida. Medo de conduzir minha própria vida. Medo de ser dona desse veículo.

que vai me levar pra onde eu quiser. Meu Deus, que medo de ir pra onde eu quiser, sabe? É isso, né? Quantas vezes a gente se apega a características que já fizeram sentido pra gente, seja... Porque de fato a gente não gostava. Seja porque na época a gente não tinha condições de querer outra coisa. Então, sei lá, eu não sei qual é a história dessa moça. Mas fico pensando que talvez em algum momento passado da vida dela. Cara, ela não tinha condições de tirar uma carta. Era uma impossibilidade.

impossibilidade financeira concreta não tem como tirar mas aí de repente cara ela consegue um outro trampo consegue crescer na carreira e aquela impossibilidade financeira ela já não existe mais mas a gente continua contando a mesma narrativa né de tipo aí eu não

mas eu não sei dirigir. E assim, aquilo que te prendia, aquilo que te impedia de fazer aquilo no passado, já não existe mais. Agora é o caminho pra frente, assim, mas quantas vezes a gente se apega a essas características justamente por isso. Por medo de... De desbravar, de assumir um outro lugar. Porque as características que já são conhecidas e que já são...

familiares pra gente, elas nos mantêm muitas vezes no mesmo lugar. É um pouco daquela história, né? Se eu aprender a dirigir, cara, onde será que eu vou parar? Por onde será que eu vou dirigir? Onde será que eu vou me meter? Acho que tem um pouco disso também. De quantas características que...

De quanto a gente pode, na verdade, se apegar a características que já foram nossas, mas que não são mais. Ou a histórias que já foram nossas, mas que agora são outras histórias, por medo, assim, né? Por medo de assumir um outro lugar.

Honrar Quem Somos Agora

Mas acho que a gente também às vezes se apega a características que já foram nossas e que não são mais. Porque a gente tá acostumada a dar a mesma resposta, né? Que é isso que eu falei, né? Porque ela deixa a gente segura nos mesmos lugares. Ou porque a gente tá muito apegada a narrativas sobre a gente que já foram verdadeiras, mas que agora não é mais. Que agora não são...

mais, né? Foi o que eu disse, assim, pra validar o meu gosto por gengibre hoje, eu não preciso desvalidar a minha experiência na infância. Eu posso preservar. Cara, eu realmente fui uma criança que não gostava de gengibre.

Fui uma adolescente que não gostava de gengibre. Fui uma jovem adulta que não gostava de gengibre. Mas hoje eu sou uma mulher que gosta de gengibre. Eu não preciso desvalidar o que aconteceu. Eu posso validar, mas eu posso deixar as coisas nos devidos lugares. Estou falando isso também.

me lembrando muito daquela música do Belchior, que eu acho que é roupa colorida, que ele fala que o passado é uma roupa que já não serve mais. E acho que quando a gente fala que o passado é uma roupa que já não serve mais, não é sobre jogar a roupa fora, né? Nem sobre tirar o valor da roupa.

só sobre reconhecer que aquela roupa que cabia naquela versão do passado é uma roupa feita para aquele corpo, para aquela identidade, para aquela vida, para aquela rotina. E que agora a gente tem uma outra roupa. A gente precisa de uma outra roupa, na verdade, porque a gente... A gente tem uma outra rotina, um outro corpo, uma outra identidade, né?

Enfim, gente, hoje eu gosto de gengibre. Não porque eu deixei de ser quem eu sou, mas porque eu expandi quem eu sou. Porque eu cresci o meu mundo interno, assim, e porque se antes eu gostava de, sei lá, sete, oito... opções de suco, hoje eu gosto de 16 e dessas 16 essas 16 não é tudo que eu experimentei eu devo ter experimentado, sei lá umas 30 opções de suco e eu não gostei de várias e tá tudo certo, porque a gente não vai gostar de tudo também

esse episódio não é também sobre a gente sair dizendo sim pra coisas que a gente já sabe que não gosta. Não é sobre isso, assim, mas é sobre reconhecer quando a gente mudou, sabe? E eu acho que isso é muito mais profundo do que parece. Porque às vezes são essas características do passado que nos impedem de ocupar lugares novos, de assumir novas narrativas, de compreender outras perspectivas sobre a gente. Enfim, eu gosto de Gendibre e aí, vez ou outra, eu li...

com o espanto das pessoas, porque isso acontece em todo o processo de mudança, né? Há quem pergunte, mas nossa, mas você gosta de gengibre? Mas você não era a pessoa que odiava gengibre? E a coisa mais verdadeira que eu posso dizer é...

Pois é. Até eu me surpreendi. Eu realmente não gostava, mas hoje eu gosto. E eu entendo a sua surpresa porque surpreendeu até a mim. Mas é isso, o processo de autoconhecimento é sobre isso. É sobre deixar espaços abertos pra gente se transformar e... se conhecer e se reconhecer e eu acho que essa palavra tem muito mais força nesse processo, né, que é sobre mudar, é sobre perceber que mudou e sobre reconhecer a mudança sabendo que, às vezes, né, a gente tem muito medo de mudar porque

tem um medo inconsciente que é parece que eu tô traindo quem eu sou ou quem eu fui e na verdade a maior traição é a gente não honrar quem a gente é agora em nome de uma versão passada às vezes a gente tá negando mudanças negando chamados da negando mudanças que estão nos puxando que a gente fica querendo honrar

a roupa velha, né? A roupa velha que já nos coube, quando na verdade não existe maior traição do que no on-hacking a gente é hoje. Então, é isso. E eu acho que o processo de autoconhecimento é sobre isso, assim, é sobre... Acho que a gente fala pouco disso.

sobre mapear quem a gente é, sobre saber... o que a gente gosta, sobre saber o que a gente não gosta, sobre saber cara, os seus limites, as suas limitações, mas também é sobre deixar um espaço livre pra que as coisas se transformem, porque elas vão, você vai. você vai se transformar. E a beleza acontece quando a gente permite que essa mudança aconteça e reconhece que ela já aconteceu. E a gente negando ou não, ela já aconteceu.

O Gengibre da Sua Vida

Dito tudo isso, eu te pergunto, tem algum gengibre aí na sua vida que você está precisando... ressignificar, que você tá precisando olhar de novo, que você tá precisando se dar alguma chance, né? Tem alguma situação, algum sonho. Algum desejo que você... Em algum momento da vida, né? Como essa moça do carro, você decidiu que não era pra você. Mas que talvez a pessoa que decidiu isso não é a mesma pessoa que você é agora. E talvez a pessoa que você é agora possa olhar...

olhar para essa versão passada e dizer, eu sei de que lugar você falou que a gente não podia, mas agora, desse momento presente, a gente pode. E eu vou fazer isso para te mostrar que a gente pode, para te mostrar que... que a gente pode escrever novas histórias, e pra que a gente possa viver novas coisas também. Então, acho que vale muito ficar com essa reflexão no corpo, né? Quais são as coisas, assim, que eu decidi que não era pra mim, que eu decidi que eram maiores do que eu, que eu decidi

Que não me cabiam. Ou que eu tive experiências ruins mesmo no passado. E que isso acabou determinando o meu presente agora. Quais são as coisas, né? Que vale a gente tentar de novo. E eu não acho que é tudo não, gente. Eu não acho que é tudo não. Eu acho que tem coisas que a gente não gosta. que tem coisas que a gente define e decide que não são pra gente e que a gente não precisa revisitar.

Pensamento crítico vai bem em tudo, né? Mas eu acho, sim, que às vezes a gente determina coisas sobre a nossa vida, pra nossa vida, que nos fecham em quintais. Quando, na verdade, a gente podia estar indo pra além desses quintais, sabe? poderia estar culpando outros pedaços do mundo. Fica essa pergunta, né? Quais são as coisas, quais são os gengibres que eu tô precisando reconhecer na minha vida?

É isso, gente. Espero que tenha feito sentido pra você. Espero que tenha te feito uma boa companhia. Se você gostou, se fez sentido pra você e você puder, quiser conseguir compartilhar nas suas redes sociais, eu vou ficar muito feliz se você puder deixar um comentário aqui nos comentários do Spotify.

Eu vou ficar muito feliz também. Como eu sempre digo, eu amo escutar as histórias de vocês. Os comentários de vocês. Mas se você sentir assim, cara, Nath, não tenho tempo para escrever um comentário muito grande. Queria te pedir só para deixar duas palavrinhas. Três, na verdade. saber que você chegou até o fim, queria te pedir pra você deixar chá de gengibre

Aqui nos comentários que eu vou saber que você chegou até o fim comigo. Lembrando, meus amigos de bar, que falta pouquíssimo tempo para o nosso encontro no Rio de Janeiro. Então, se você é do Rio de Janeiro ou de regiões próximas ao Rio de Janeiro, no dia 4 de dezembro eu vou dar uma palestra.

sobre o tema do meu livro medo de dar certo tem sido encontros muito bonitos que eu tenho feito pelo Brasil e aí chegou a época do Rio de Janeiro a gente tá com os últimos ingressos então não sei se quando esse episódio entrar no ar ainda terão acho que sim mas pra te dizer que se quiser

o link para esse encontro está na descrição assim como está na descrição o encontro de BH e de Curitiba obrigada pela sua companhia amorosa obrigada pelo seu tempo e disponibilidade para ouvir esse episódio até o fim e a gente se encontra na nossa mesa de bar Na nossa próxima mesa de bar. Tem episódios novos todas as quartas-feiras. Até semana que vem. Até já.

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