O caso Cuca e a violência de gênero no futebol - podcast episode cover

O caso Cuca e a violência de gênero no futebol

Apr 28, 202329 minEp. 950
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Em julho de 1987, o quarto 204 do Hotel Metropole, em Berna, foi o cenário do crime de estupro de vulnerável contra uma menina de 13 anos. Os acusados – que seriam condenados 2 anos depois pela Justiça suíça - eram quatro jogadores do Grêmio: são eles Eduardo, Fernando, Henrique e Alexi, conhecido desde aquela época como Cuca. O caso de Berna ficou esquecido até que um movimento contra a violência de gênero no futebol se consolidou após a condenação de Robinho por estupro na Itália, três décadas depois. Ao assinar com o Corinthians, o agora treinador sofreu rejeição inédita e, sob pressão da torcida e imprensa, pediu demissão. Para explicar o que a Justiça da Suíça afirma sobre o crime e o que mudou no mundo do futebol desde então, Julia Duailibi recebe André Rizek, apresentador do SporTV, e Gabriela Moreira, repórter de esportes da Globo. Neste episódio: - Rizek recorda como a imprensa e a sociedade trataram os atletas na época do crime: os quatro, afirma o jornalista, “receberam tratamento de vítima e foram recepcionados como heróis em Porto Alegre” e nem a condenação na Suíça impediu que seguissem suas carreiras; - Ele apresenta a alegação de Cuca de que nunca teria sido reconhecido pela vítima no processo, mas pondera que a “informação provavelmente é falsa”. Isso porque o advogado da vítima desmente essa versão e afirma que não só a menina identificou Cuca, como ainda teve comprovada por um exame laboratorial a presença do sêmen dele em seu corpo; - Rizek também avalia o posicionamento da torcida do Corinthians, que se posicionou pela saída do treinador em protestos públicos, reuniões internas e redes sociais – uma reação que avalia ter sido “mal dimensionada” pela diretoria ao contratar Cuca; - Gabriela justifica por que este episódio “já representa uma mudança de comportamento” do mundo do futebol em relação à violência de gênero. “É um avanço e as mulheres já não pregam mais sozinhas”, afirma; - A jornalista explica sua posição em relação à “ressocialização de condenados”: para ela, Cuca precisa “mostrar que prestou contas à sociedade” e, embora tenha tido a chance de refletir e se posicionar sobre o que fez, "não foi assim que ele agiu”.
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