É o podcast. Não. Sei ser, não é? Sejam bem vindos ao primeiro episódio desta nova rubrica, não sei ser com pessoas, vou entrevistar pessoas. É só mais um formato muita lindo para vocês. Dia 23 de maio tenho um espetáculo no Lisboa comedy Club. Os bilhetes estão à venda na link tree e é o quê mais? Ah, subscrevam o podcast em todas as plataformas para terem notificações para saberem dos convidados. Que assim não nos falta nada. E vamos a isso.
Vamos ao David Cristina, que é humorista EE biólogo. Uma cena assim, David Cristina, temos de começar aqui por resolver uma questão que é tu dizes a toda a gente que já me comeste e que eu é que te quis comer. Estabelece aqui é verdade, se faz favor. OK, para começar, eu não digo a ninguém que a gente já se comeu. A toda a gente. Começar é mentira e depois porque era uma vergonha. Eu não, mas eu passava bem isso depois. Não, não. Eu estou a dizer que é uma vergonha para mim e para ti.
Não estou a dizer que essa é uma vergonha para mim, mas era uma vergonha para os 2. Não EEAA haver alguém a querer comer alguém serias claramente tu, Joana, porquê comer me a mim? Porque, ó pá, dado o. Nosso pobre é mentira meu, tu andaste a dizer a toda a gente, a Joana é que me quis comer disseste. Nós tivemos vários projetos juntos. Era o humor. Como é que, por exemplo, tivemos o comedy? Tivemos os comedy?
Pois é, foi só esse. Não tivemos ainda o coito no foi muito giro e não nos devem dinheiro nem. Nada em r não. Em todas as pessoas. Eu e o David Cristina tivemos o coito. Nós comemos, não é? Mas porque é que porque é que disseste eu já te apanhei a dizer, até à minha frente que eu é que queria comer? E é e é um facto. Não lembro, pá, de onde é que tu tiraste? Joana Joana gama entre nós os 2, quem é que tu achas e ser
sincera? EE eu vou também ser sincero, quem é que tu achas que quereria mais comer um ao outro entre nós, os 2, tipo hoje e no passado, e eu vou ser sincero contigo também. OK, então eu acho que tu era dantes por causa do meu sucesso. Está bem? Está bem? Vamos. Vamos com isso? Então, sim, vamos. E agora? Agora, pronto, agora eras tu na mesma, porque estou uso em pique. Pronto, o que é? Que tu achas de o? Que é que eu acho? O que é que eu acho? Eu acho que sim. Antes Era Eu na eu antes
quereria eventualmente comer. Joana gama mega FM. Chupa, vês. Essa Joana gama eu quis comer, mas isso vai há muitos anos. Joana gama, isso. Pronto, mas devias ter dito às pessoas a verdade. Então, mas a verdade é que agora tu é que queres comer.
A mim não quero, não. Quero eu, eu, pá francamente envelheci bem, porque eu também o ponto de partida era mau, mas envelheci bem, eu acho que agora sou sou um deilf EEE, já não temos uma Deca laj tão grande assim de sucesso ou insucesso, temos, continuamos a ter alguma Deca alaj, mas não é tão grande, não é? Quando tu eras a Estrela da mega FME, eu era um gajo, eu ainda. Estava por assediar nessa altura? Não tinhas sido assediada. Ainda ainda não, só depois de estar lá.
Pois é, é pena, é, é pena. Agora também tem. Ninguém te assedia, não é por isso. Não, ninguém quer saber ninguém. Eu bem tento. Tenho aqui várias trolhas, vou com uma teta de fora e mesmo assim, quando assobiam é para mandar embora que é para que é para ir? Sabes à? Frente das gajas. Deixa me ver o muro que estou aqui com meia pila, olha. Eu acho que não envelheceste mal, até porque nós usufruímos de um truque bastante utilizado hoje em dia, que é o implante capilar.
Assim também tu também fizeste, não é? Fiz, mas está agora estou aqui. Quem estiver só a ouvir o podcast porque é pobre e não quer gastar dados, está a perder esta parte que nós temos. Nós temos pentelheira aqui à frente. Eu não, não lhe chamo isso, mas tu. Ainda vais fazer mais, vais deixar assim? Pá não sei por agora está bem, é
isto. O que sucedeu no meu caso foi eu. Eu estava bem, mas estava a ficar um bocadinho ralo, mas nele se notava as pessoas não ralo ralo está a ficar ralo ralinho estava que ficar com menos e quando a luz batia, de uma certa forma fazia aquilo que o Pedro Sousa chama, cabelo, piscina que é, está lá cabelo, mas dá para ver o fundo. Ah, que maravilha. É bom? É e pronto.
E então eu tive, ofereceram me 111 parceria para para meter cabelo e eu disse que sim, porque a Bora lá tem injeção na testa, literalmente injeção na testa, neste caso de cabelo. Foi exatamente o mesmo comigo. E pronto. E é isso. Mas tu também estavas ótima. Eu? Eu acho que nunca reparei fora. Tu me mencionares provavelmente para aí 300 vezes. Eu nunca teria reparado que tu estavas com cabelo de esquina. Não porque só me olhas para o cu. Não é verdade. Ocasionalmente também olho para
as tuas mamocas, mas. Isto é terrível. É assim que se vê que eu não estou numa relação tóxica, porque já tive relações em que se isto fosse falado e levava nas Trombas a seguir, não. Não, eu acho é é chato é que tu estejas sempre a tentar pôr na cabeça das pessoas que eu estou aqui em todo rebarbadão a querer comer. Te é que isto eu acho que tu estás a manifesting para o universo, o meu desejo sexual por ti. Eu quero ser uma sex homb, não sei como.
Pois mas eu não não me envolvas nisso, pá. Tipo, podes ser consegues se com má vontade, mas porque é que eu tenho que estar envolvido nessa tua fantasia? Tens razão? Não, não, não é. Depois nós no humor temos esta coisa do Yes sand não é que é tipo tu dizes Ah, tu olhas me para o Rui eu não vou dizer não olho nada, Joana, eu não olho para o teu rabo porque isto não? Tem nada, um podcast só de verdades. É um local seguro. É um local seguro?
Olha lá, tenho aqui outra pergunta para ti, estás pronto? Isto é que é assim, é que se vê a qualidade de uma entrevista, olha lá. Pior podcast de sempre, olha lá. Imagina só o que me dizem os teus olhos lá do outro gajo do do curto o curto circuito? Não, não te lembras, não te lembras, não é porque não gostavas de ser convidado, não. Eu gostava, mas não me lembro do nome, aquilo é como é que ele? Se chama alta, alta, alta definição. Alta definição. Ora, aí está.
Aqui, alta definição, o gajo tipo olha. Olá ó Ângelo, olha lá, quando tiveste a drogar te. Olha lá, mas no outro dia, Oo Ventura foi à Júlia Pinheiro acedeste a essa questão. Não. O que é que aconteceu? O que é que aconteceu? Foi a Júlia. A Júlia fez parte da da mal língua e dessas coisas, ela nunca iria ter uma postura passiva a entrevistar a Extrema direita.
Então falou sobre a questão do André Ventura ter Ventura ter mudado de opinião relativamente ao papa que dantes era papa fixe agora não dantes era papa merda, agora é papa fixe agora é papa morto não é, mas. Temos papa americano agora? Agora temos um não vamos fazer aquela piada, porque eu já vi comediantes muito maus a fazerem piada do papa americano. Ah, essa piada. Essa piada aproximou me mais de ter um cancro na próstata. Essa piada é muito má mesmo.
Já vamos ao cancro. Mas então a Júlia disse assim, Ah, você mudou de opinião em relação ao papa? Então diga lá, você é falso. Falso. Você é falso ou você deixa me acabar, você é falso ou é sonso. E eu? Uh, isso são as 2 únicas opções que há. Ela também pode ser filha da puta? No caso de aventura que é mesmo assim, obrigada por me fazeres perder o meu Patrocínio com essa asneira que. Era anão dizer asneiras. Sim, não podes. Olha, tu podes, podes.
Olha lá. A pergunta que eu te queria fazer era outra que é muito importante, muito disruptiva. E acho que, como te disse, isto é um espaço seguro e deves libertar te e dizer as verdades, David. Quem é que tem mais graça, eu ou tu? Sei lá, pá. Neste momento da minha autoestima, eu diria que toda a gente tem mais graça que eu. Por isso vais tu podes ser tu. O que é que se. Passa contigo. Pá, não sei, estou, estou tu
não. Estás numa relação fixe os filhos não não estão vivos, não tens um quintal. O que é que é que tu queres? Estou numa relação fixe, é um facto, os meus filhos estão vivos também e têm um quintal pronto, realmente dado isso, isto eu eu sonho, parece tu, parece isto, parece que de repente estamos no tempo do Salazar, não é que isto era Oo Salazar? O que o Salazar dizia às pessoas, tipo, então os teus filhos estão vivos, estás casado com um quintal, o que é que tu
queres? Hã, peed, levem no tipo é, é isso, é pá. As ambições que eram permitidas durante o tempo do Salazar eram essa. Mas olha, lá estás estás deprimido porquê? Ó pá, não estou deprimido. Eu não sou deprimido. Eu tenho aquele, eu estou naquele. A minha saúde mental não é glamorosa o suficiente para eu poder falar sobre ela. Percebes, eu não sou uma pessoa deprimida, eu sou. Não sou deprimente, eu sou uma pessoa. Que está tipo, está tipo.
Percebes, eu sou uma daquelas pessoas que quando está sozinha está triste. Estás a perceber é isto, eu não sou uma pessoa deprimida. Que tipo algum dia me vai vai suicidar ou não? Não, não. Nada de interessante. A minha, a minha tristeza é só tipo. Mas qual é que é a esfera da tua vida? Que achas que que te envia mais para essa tristeza, essa melancura? Comédia. Aí está, aí está, e porquê?
Porquê? Há quanto tempo é que tu fazes isto antes de. Mais olha, logo começamos já por aí, começamos já por aí. Há tempo para eu ter muito mais sucesso do que aquele que tem percebes. Mas tu começaste a cantar, isso é péssimo. Quando comecei a cantar o quê? Quando comecei a fazer comédia, comecei a cantar sim e canto mal. Ou seja, essa foi. Canta lá um bocadinho para a gente aqui em casa. Sei lá, dá me 11, canção para eu cantar. Silence for.
Eu não sei cantar. Eu vou cantar uma música da da da Tuna, pronto, viste? Não, eu não sei cantar. Músicas de Tunas pois é, tu fizeste parte de uma, ainda fazes parte da Tuna. Pá. Eu acho que não dá para tirar. Acho que não dá. Eu acho que não dá para sair. Eles não te deixam sair. Ficas lá para sempre, mas não vou. Não frequento, não participo, mas. Então, começaste com música há muito tempo. Há muitos anos comecei a fazer comédia com um grupo que era os
planeta flúfen por acaso. Era um projeto fixe e correu bem. Mas entretanto, acabámos por nos separar, porque é pá. Vi a Malta queria levar aquilo mais a Sério e a Malta queria levar aquilo menos a Sério. E eu? Eu era ele mais a Sério. Então fui fazer stand up. E o projeto acabou por por acabar. Ainda existe. Eles expulsaram me. Entretanto, continua os 3 não. Tinhas tempo por causa das Tunas. Não estávamos todos, éramos todas as Tunas, mas é pá.
O que é que eu acho? Eu já faço comédia há muitos anos. Já faço para aí há uns 12 anos. Comédia mais. David, eu faço há mais e nós é que vamos juntos. Eu vou adicionando sempre. Eu vejo os duo rosa e vou pondo não, mas sei lá para aí desde 2008. Quantos anos dá isso? Não. Eu faço comédia há 14 anos. 14 anos. Eu comecei para aí com 32. Antes eu comecei, antes ganhei. Parabéns. Mas tu atuaste muito mais. Mas pronto, isto não interessa lá, lá as pessoas que estão lá em casa.
Conseguir o teu, a tua. Sim, sim, sim. Então começaste há imenso tempo e aquilo que deste a entender é que é há demasiado tempo. E diretamente que tenho, sim. Se bem que eu tenho andado um bocado isto em regime. Eu passei boa parte disto em regime part time, não é porque eu não não sou. Não era um comediante, é pá. Fazia isto um bocado de carolice, se bem que depois queria ser igual às outras pessoas que faziam isto a Sério, que é uma coisa ingrata. É verdade, sabes que eu senti
isso? Como este podcast é sobre mim, vou interromper. Eu senti isso quando OK. Quando trabalhava, estava aqui quando trabalhava na rádio e via toda a gente a fazer solos e coisas do género. Deixei de seguir todos os comediantes, até o Paulo Almeida, EE reparei que eu não, que eu não conseguia pensar comédia, não conseguia escrever comédia, não, não, nada. E é porque daquilo que eu tenho vindo AA ler em estudos que tu
desprezas. Já lá vamos também, que és uma pessoa bastante inteligente e informada. Nós temos uma certa capacidade de decisões que conseguimos tomar ao longo do dia. E se nós já tivermos utilizado essa essa memória toda, esse esse caché todo? Não conseguimos utilizar para outras coisas. No fundo estamos cansados. Se calhar é isso que eu queria dizer. E concordo 100% não despreze esses estudos porque até porque uma coisa eu devo ter lido um estudo parecido com isso, ou esse estudo mesmo.
EE é verdade, há uma coisa que é de eles chamam fadiga de decisão. Eu IA dizer que é basicamente tu tens um número finito de decisões que consegues tomar durante o dia. Não é um número fixo, mas mas que quanto mais quantas mais Tomas, mais cansado, ficas e depois lá para o final dia já não consegues. E de facto, fazer as coisas em part time tem essa enormíssima enormérrima desvantagem. E eu sinto que sou um bocado
vítima disso. E também vítima de eventualmente alguma falta de graça e a falta de talento ou falta de carinho. Não concordo isso. Não concordo. Deixa me só dizer te aqui uma coisa, David, que eu acho que tanto eu como tu somos muito honestos, nos nossos ressabiamentos, nas nossas inseguranças na carreira. Não achas? Sim, acho que é por isso que não, não somos fixes. É por isso que há certas pessoas que não nos convidam para ir para os. Espetáculos deles, e não só e não só.
E não acho que é por isso que seja só por isso. Mas eu invejo os putos que começaram agora na comédia porque não têm mais nada para fazer. Eu tenho, eu tenho, tu tens de pagar merdas, eu tenho que que tratar de merdas, pá. Não temos tempo para estar no comedy Club todos os dias a fazer bicaças, não. É a fazer 4 horas de esperar para atuar, 10 minutos.
É verdade, sabes que uma coisa que me irrita muito ultimamente tenho que pensar muito sobre esta coisa de estar na idade do meio, que é que é meia idade, não é? Tenho andado a pensar muito nisso.
EE uma coisa que me irrita são os miúdos que dizem tipo, Ah, tipo os os eu tenho mais energia, os mais velhos têm menos energia, tu tens menos energia, eu não tenho energia, caralho, eu tenho mais coisas para fazer percebes porque tu, tu tens mais energia, onde é que tu tens mais energia a dormir até às 11 eu também tenho imensa energia, não é? Eu também, até às 11 tu tens filhos, não tens um emprego, não tens nada, tens energia, tu não tens energia em tu não tens?
Nada para fazer? É bué verdade. EE ainda por cima nós interrompemos QBA nossa carreira como momentos de de vida pessoal. Eu quando andei a parir não IA a pingar para o para o palco, não é placenta, não IA. Espera aí, tenho um espetáculo em que me pagam 20 EUR. Pode ser, não IA a pingar para o para OA língua de Camões, senhores e senhores, a língua de
Camões, mas. É, é a pergunta que eu te faço é, e mesmo para quem não goste de comer e ou não esteja à par e esteja a ouvir aqui o podcast que espero que seja. Porque gosto de comédia pronto. Espero que não seja tipo acidente. Como é que tu medes? O sucesso, pá. Não da maneira correta, eu acho. Porque o sucesso, de acordo com todos os gurus de de como ser feliz é, deve se medir pelo estás melhor do que estavas
antes e não sei o quê. E o sucesso é interior, é bébé, não é sucesso em comparação com outras pessoas. Normalmente eu olho. Que é uma merda. Tipo, eu não estou a dizer que isto está certo. Aliás, vou fazer mais. Vou dizer, isto está errado. Vocês idealmente se sejam pessoas seguras e meçam o vosso sucesso. Internet as. Pessoas não querem ser pessoas seguras. Ainda bem que tu disseste que a Malta estava a pensar, eu quero ver se não sou segura. Não.
Eu imagino que as pessoas querem ser seguras, não é? Mas eu vejo pessoas que que e tenho algumas pessoas na minha vida que são assim, que são, que de facto não querem saber, medem o seu sucesso pela sua Felicidade. EEE tão bem assim? E temos imensos anos de terapia em cima. E não dá. Há, há sempre. Há sempre uma vozinha lá a dizer. Eu eu não consigo, mas isso sou eu e tu. E por acaso isso nós temos. Nós temos muitas coisas em comum, eu e tu.
E 11 delas é que nós somos muito abertos acerca das coisas. Somos muito pessoais quando falamos Na Na, quando falamos na nossa comédia e nos nossos podcasts, falamos muito sobre nós. E eu acho que isso é interpretado por algumas pessoas como sendo tipo arrogância ou. Auto queres ir lá ir? Ao autocentrado, não, não, não, não, não preciso de ir lá, mas, mas. Mas eu acho que também é outra coisa que é um bocado de
vulnerabilidade. EE, é um bocado uma necessidade que nós temos de aprovação de outras pessoas, que é, no fundo, estamos a dizer, olha, olha, olha, eu sei que isto está mal. É? Eu sei também. Eu sei é que é. Abracem me. Assim as pessoas não dizem, ninguém pode gozar contigo se tu já estás a usar um pénis de borracha na cabeça, não é tipo. E estou e estou. E estás? Para quem estiver só a ouvir, não vê, mas sim, tenho um pé
nisto cabeça. Bom. Então, mas o que é que seria o reconhecimento que tu precisas para deixares de sentir esse essa síndrome de impostor? É pá. Eu acho que gostava de eu gostava de sentir, gostava de ter tipo um ou 2 projetos em que eu estou a criar ativamente. EE que estou feliz porque AA
verdade é esta. Eu estou a falar muito de aprovação externa, mas o que eu mais gosto é de perder me num projeto e do do do ponto de vista crítico, ou seja, seja escrever artigos, seja stand up. Se eu tiver perdido no projeto, EEOA coisa que estiver a correr bem no sentido em que eu estou criativamente satisfeito e as pessoas estão a gostar, mas mas pá, isso chega me. Eu. Eu estou feliz. Eu não preciso de mais nada.
Preciso que as pessoas se sentem tipo sentar algumas pessoas para verem o que eu estou a fazer e fazer uma coisa que eu gosto e sentir, que todos os dias escrevo ou faço coisas que eu pá, que acho graça e que acho que. Quando tens que trabalhar em conjunto, sentes isso. Que tenho que trabalhar em conjunto, que é pá. Se calhar, porque sim, se calhar não sei.
Olha, eu trabalhei com a, com a pipoca EE, com a Ana Garcia Martins e demo nos muito bem, porque a gente se conhece, somos amigos e, de facto, fizemos ali umas coisas muito giras. Também trabalhei nos comedy therapy contigo, mas isso pá já não achei tão. Achei que houve coisas muito giras No No projeto, mas também achei que eu não estava a bater tão bem ali, como se calhar. Gostaria porque.
Isto porquê, já agora, comedy therapy era um projeto em que estávamos 5 em palco, 4 comediantes e uma psicóloga, a Tânia graça. As pessoas escreviam no papel os problemas. Nós tirávamos à sorte e depois em palco, resolvíamos isso com humor e depois a Tânia graça repunha. E eu acho que tanto eu como tu fazemos uma comédia que ainda está a dar a volta outra vez. Ou seja, parece que as pessoas, neste momento, não aceitam bem sarcasmo absurdo, uma espécie de frontalidade à velho.
Mas é, mas é aqueles velhos que dizem tudo sabes na rua E não sei quê, não sei que mais. Acho que as pessoas perderam um bocadinho esse extremo. E ficam preocupadas. Então acho que como tu não és tão javarte como eu a falar de ti próprio, mas és mais para fora nesses casos. Ah, mas isto é isto, isto é aquilo. Talvez não, não tenhas sentido que eu não, que eu não digo isso, mas que talvez não tenhas batido tanto porque as pessoas
estranham mais. Porque sim, e também acho que aquilo é pá. Eu sou, vamos lá ver. Quer dizer, a minha leitura, eu sou um homem, não é até ver, identifico me como homem. EE, pronto, e sou homem. EE, acho que naquele contexto, algumas das minhas, do meu, o meu humor, como todo humor, é pisar os limites. EEE perante aquelas coisas. A maneira como eu escolhia pisar os limites, muitas vezes era através de piadas machistas ou de posicionamento pouco incorreto. Porque? Porque isso?
Porque isso tem graça, não é? E tem graça porque eu sei que está mal. E ele? Que nos dá prazer, honestamente, é aquilo que me dá gozo. É aquele momento de AI caraças AI. Claro, mas é para isso que a gente. Eu não faço piadas sobre coisas tipo, eu não, não faço 11 piada machista. Eu não há. Não há piadas machistas. Eu não faço um comentário machista com o intuito de ter humor, de fazer humor sem saber que aquilo está errado, porque senão não tinha graça se.
Não estavas só no café. Sim, exatamente. Não é só um comentário machista. Mas eu sinto me naquele ambiente e muito também pela lógica das pessoas que seguem a Tânia, que são, que que estão muito embrenhadas neste neste feminismo moderno e não sei quê que eu acho ótimo, ó pá.
Eu Oo que eu estava a fazer, não tinha muito lugar ali, porque as pessoas muitas vezes encaravam o que eu estava a fazer como potencialmente verdadeiro e. Ainda há outra coisa, porque eu acho que fazia o mesmo que tu, mas por eu ser mulher, que muitas coisas da minha parte passavam muito melhor do que as tuas. Nesse aspeto, porque tu como mulher, para começar estavas AA fazer uma coisa muito gira que era estavas AA dar a Liberdade às.
Ao público que eram muito mulheres de dizerem coisas ou de ouvirem coisas que elas que se calhar queiram, sempre quiseram dizer EE. Não conseguir laterarem, sim. E te ido laterarem. E por outro lado, de facto, sim, estavas estavas perdoada pelo facto estavas muito mais perdoada pelo facto de seres mulher e eu acho que isso para mim foi o valer alturas, tu sabes.
Nem falamos sobre isso que foram um bocadinho complicadas porque eu estava a sentir que não estava a aquilo que eu estava a fazer, estava a ser mal interpretado EE eu não tinha pá, eu sou assim fazer esta, eu sou este gajo tipo eu não de repente não vou para um projeto ser um gajo e para outro projeto ser outro gajo, não é? Não dá nem nem nem dá EE pronto. E eu senti que aí não conseguisse. É tão que o eu não estava a conseguir funcionar tão bem.
Como funciona? E olha que, da perspetiva de quem percebe mais de humor que tudo estava a correr, bué da bem, eu acho é que nós não podemos. Sim, sou eu. Nós não podemos. É esperar que um tipo de humor diferente tenha o mesmo feedback que o outro tipo de humor. Ou seja, nós quando fazemos em palco uma piada mais fodida. Oo ritmo da piada o volume da piada, se não for para o nosso público, claro, é completamente diferente. E um cão? Ah, Ah, e um cão para nós nalgumas piadas.
É, e depois, consoante a nossa autoestima, pensamos sucesso ou pensamos grande merda. E a minha autoestima, a minha autoestima, eu acho que está está sob controlo, acho que a minha autoestima está sob controlo.
Mas, mas é o melhor, é o melhor que eu posso salmejar é que esteja sob controlo, porque é é engraçado mesmo quando eu tive, imagina, eu tive ali um momento em que tive um sucesso para propriamente para a minha escala, uma coisa inesperada e muito, muito grande, quando, quando foi Oo podcast com pipoca, aquilo foi dos zero aos 1000 em 33 semanas, ou seja, eu de repente. Divorciados de fresco, não é separados de. Fresco eu tive. Tinha pessoas a gritarem o meu nome na rua, tipo Do Nada a
falarem. Comigo e estavas bem estacionado. E estava bem, eu não, eu não tenho, eu estava de bicicleta, mas sim, mas e os meus filhos? E o Miguel a perguntar, me tu conheces aquela senhora, não, não, filho é só é maluca, tipo e isso isso eu mesmo nessa fase estive mais estava mais estável ou cinto, mas não estava tipo Ah, agora é que eu estou bem, não nem por sombras não é?
Mas o que eu senti nessa nessa altura eu senti me mais estava de facto mais um bocadinho mais estabilizado a nível de autoestima porque senti OK, estou a caminhar, estou a fazer uma coisa que me orgulho, estou a fazer uma coisa que gosto e a coisa está a caminhar positivamente. Mas não quero que a Malta ache que que mesmo nessas alturas, uma pessoa está bem porque não está, porque tu tens um vazio que estás constantemente a tentar preencher, não é?
Acho eu. Eu acho que o vazio seria preenchido com muitos bilhetes quando fizer salas maiores e não estiver preocupada, porque é que isto não vende ou não sei quê? E eu aí penso, OK, sou a maior. Mas eu não sei. O problema é que eu acho que não. Eu tema, temo que não seja esse o caso. Temo, temo, não tenho a certeza. Que que tu nunca estejas bem,
bem, bem anão. anão ser que estejas satisfeita artisticamente ou criativamente com o que estás a fazer e que e que sintas pá. O que eu estou a fazer tem bué da graça e eu estou mesmo feliz com isto é pá isso. Existe isso. É preciso ser Parola? Não. Sim, eu acho que isso pode
existir. Eu já tive coisas que fiz que me orgulhei muito e que fiquei mesmo tipo, isto é mesmo fixe, isto é tipo, eu gosto mesmo disto e não é isto é mesmo fixe para as outras pessoas, é tipo, eu acho que isto é mesmo fixe. Fiquei mesmo orgulhoso daquilo daquilo que fiz. EE fui ouvir outra vez e não sei quê, não sei se tu tens isso, mas às vezes eu eu escrevo uma coisa que gosto.
E depois vou tipo ouvir outra vez, tipo ouvir ou vou ver outra vez, disse pá, isto é fixe e não é goverlys, não é tipo, não é a dizer Ah, eu sou muito bom, é só tipo. Não é para dizer que eu criei uma coisa boa que eu gosto que para dizer que é criar uma. Acho que o que eu mais gosto é é mesmo de de criar coisas. E o que eu tenho sentido ultimamente, que me tenho deprimido mais é que um bocado nesta, nesta pausa e nesta coisa de gestão, de carreira também.
Eventualmente não estou a fazer nada de que eu gosto muito. EEE, perco me muito a olhar para outras pessoas, olho para outras pessoas e epa, este gajo está a fazer uma coisa muito fixe. E aquilo é uma coisa para fixe e esta estás tão preocupado com aquilo que as outras pessoas estão. A fazer que não estás no próprio tempo para criar? Sim. E depois sente se um bocado que já foi tudo feito, não é mesmo? E que este formato já foi feito e depois aquilo que eu digo a mim próprio é pá.
Toda a gente já fez um talk show algures ou mas depois há há pequenas nuances que nós trocamos e fica um formato diferente. Eu. Queria queria perguntar, te acho que esta pergunta é importante especialmente para este momento de 0 a 10. Qual é que é o teu número preferido? Eu acho que é provavelmente para aí. O 10 acho que é o 10 porque é mais, e 10 é um bom número. O 9 pá, vamos ser sinceres, o 9 quer ser 10.
O 88 também é um bom número. Também gosto do 8. É aparece mamas de pé. Se a gaja estiver de lado na cama, é é 8 as mamas. Sim, o 5 não o 5 parece um número gordo. O 5 acho que é gordo o. 5 está grávida? Iá, não? Sim. E o 6 também também um bocado. E 6? Nem falemos do 6. A última vez que eu vi o 6 nem sabes como é que ele estava. Pronto, mas isto é mais uma vez para o teu público.
Nós estamos AA trazer conteúdo do melhor para as pessoas chegam em casa, alguns tem alguém em casa que estava a pensar, então este estes, estes, estes canais que estão a falar dos. Números olha, não tens medo de quando chamas a tua cadela, que a tua empregada pergunte o que é que queres? A minha empregada não se chama Sheila, a Marina, a minha empregada chama. Se Silmara é brasileira, é
diferente. Mas por acaso tive uma empregada há muitos anos que se chamava Sheila, quando juro e quando te chamei à cadela Sheila, é pá, isto é, é péssimo. Eu não, não me ocorreu porque se me tivesse ocorrido na altura, nunca teria feito, porque não queria que houvesse sequer Oo mínimo, a mínima ideia de que eu estava a ligar estas 2 coisas
uma à outra. Mas, mas sim, mas tive 111 empregada há muitos anos, criou o Miguel até quando ele era muito pequenino, que chamava, se chamava se Sheila, mas não se chamava Sheila. Marina, Sheila, Marina, Sheila, Marina, sabes? Eu estou aqui a tentar distanciar, me um bocadinho do podcast e acho que percebo, porque é que as pessoas. Estão a também, mas agora já, aqui estou. Que é? Primeiro eu tenho imensos complexos de dizer que tenho uma
empregada. Não sei porquê estou a tentar resolver isso em palco dantes dizia, AI 11, senhora, pronto, que nos dá lá uma ajudinha, tipo a senhora que nos ajuda lá em casa? Agora comecei a dizer empregado, e. Que recebo dinheiro por? Isso sim, é isso. Então ando a mas tu é, tenho uma empregada, tive outra, esta criou uma filha, esta não vamos embora homossexuais é reduzir tudo a pila, não pila. Está resolvido, mas dizer. Uma coisa, estas senhoras que tenho cá em casa de quem? São quantas?
Não, agora só só tenho uma de cada vez, mas a gente não tinha nem casa, não sei quê, tipo eu, eu pagava lhes dinheiro? Bom, dinheiro sempre fiz um esforço grande, aliás, é uma coisa que tenho orgulho, sempre fiz um esforço grande por por lhes pagar acima daquilo que que era pago normalmente no mercado e por lhes dar condições de trabalho ótimas. E eles gostavam muito de estar aqui. Eu não tenho vergonha nenhuma de ter de ter ajudado uma pessoa AA
ter uma vida melhor. Não é ajudar porque é trabalho. Sim, sim, mas ela, ela, se eu não lhe estivesse a dar aquele trabalho, não é? IA pagar bem e IA e a dar lhe as condições todas se. Calhar IA para a escola David. Por acaso houve uma que eu até até criei condições para que ela fosse. Para a escola, mas ela vai haver. Depois ela acabou por mim, não, mas é isto, é engraçado esta cena por acaso.
É engraçado que falas nisto, porque é engraçado que uma pessoa é um isto é um pensamento muito. Eu acho que é a culpa da esquerda que é. Tu tens que te sentir culpado por estares a empregar uma pessoa tipo eu estou. Eu estou a empregar uma pessoa, eu estou a ajudar isto. Eu estou a ajudar tipo é uma transação, mas isto é 11 transação que a ajuda não, não a explora, não é? Que ajuda os 2. Não é. Ajuda os 2, não é? Ajuda a mim, ajuda a ela. E tenho que me sentir culpado
por isso. Porque a alternativa a isto é esta senhora não ter emprego, pelo menos não comigo, não é. É pá. Eu não percebo e. Tu teres que pôr roupa para lavar grande merda? Não ouve lá esse esse, essa é a falha essa isso é a falha porque para tu pores roupa tu sentes culpada porque não és tu que estás AA lavar a tua roupa ou a limpar a tua casa ou seja o que for está bem, mas para tu fazeres isso.
Há outras coisas que tu não podes fazer, nomeadamente humor e piadas e laranjas que as pessoas gostam e que e que querem adoram perguntaste ao teu público o que é que tu preferias que eu passasse as minhas horas AAA limpar o chão ou a escrever piadas que vocês apreciam? As pessoas não te diziam? Olha, Joana, se calhar eu gostava então. Não deviam ser as pessoas a pagar a minha empregada. E são. Elas pagam te a ti e depois tu
pagas. A empregada é que é é só que era mais esquisito serem as pessoas a pagarem diretamente a tua empregada era mais. Criar um patreon em que era patroa? Para pagar a tua empregada, isso é uma merda de um Faro. Pá, isso era genial. Isto parece aquele aquele episódio com o Faro a dizer que queria dinheiro para umas jolas. Sim, é isso, é isso mesmo, tipo isso, se calhar. Não é, era tipo paga me, a empregada. Paga a minha? Empregada. Isso, isso, isto é muita gente
atrás de ti com isso. Que já agora é irónico, porque mais uma vez. Estás a pagar a uma pessoa? Elas já estão a pagar a empregada agora, porque eles pagam te bilhetes que usam a empregada. Mas se porventura isto fosse um patreon direto, era a Malta toda. Eu não vou pagar para ela, para ela, não, para ela estar a explorar é pá. É, é assim. Olha, eu não sei se te sentes confortável com este tema, mas não estou. Desconfortável até agora com todos os temas, já passei por.
Podemos depois apagar como acabámos apagarmos os outros 3. Sim. Então qual é o tema agora? O. Tema é porque é que não te serves da doença do teu irmão para pareceres, melhor pessoa. Qual deles? Eles têm os 2 doenças diferentes. Estás a gozar? Um tem alopecia areata, que lhe cai o cabelo todo, as sobrancelhas EE os pêlos públicos. É, curiosamente, também é uma doença que aquela que que a Jada pinta pinkers Smith, o que é que é? Também tinha sabes? Ah, sim, sim, mas ela fica lhe
bem. E o meu? Irmão, curiosamente, o meu irmão quando viu essa cena tipo o meu irmão tipo, bem, eu achei piada ótima e eu tenho esta tipo, eu tenho esta cena eu achei piada ótima e o meu outro irmão tem aspergers que. É isso, isso eu acho que esse é que é de usar ou não. Eu não sei se considera uma doença propriamente, mas mas sim, mas é só. Neurotípica, é isso? É, é neurotípico? Sim, é, é, tem, tem. Está no espetro do autismo. Porque é que não uso? Porque, pá, sei lá.
Eu acho que isso ajudava, acho que devias fazer um solo mais ou. O meu irmão? Não em que o teu irmão, o teu irmão aparece no cartaz, mas nunca falas dele em. Vez de? Ires ao jetty images buscar pessoas com aspeto doente ou esquisito. Podias usar o teu irmão no cartaz, é? Pá, acho que não. Eu acho que já estou a treinar. Mas olha, quer dizer, te uma coisa, David. Eu acho que 10 é uma péssima
escolha. E para além disso, eu não consigo bem perceber, porque é que somos amigos, mas gosto tanto de ti. És das pessoas mais inteligentes que eu conheço. És daquelas em que a quem eu acho mais graça e muito mais. É aquilo que nos une, porque não há nada que nos separe. Oh, isso agora foi fofo. Estou. Estou emocionado. Estou um bocado emocionado. Só que não sei se estás a falar a Sério, mas. Fiquei, estou, estou, estou, estou. Juro, juro, juro, juro que estou
a falar a Sério mesmo. E se queres promover alguma coisa? O meu espetáculo crivo dia 20 de maio. Não sei se isto vais, se isto. Vai, eu vou pôr isto já para a semana então? Dia 20 de maio tenho um espetáculo, é o crivo, que é muito giro, muito divertido. Tu já lá foste e sugiro que vão. O conceito é muito fixe, eu depois explico aqui em. Então, vá, pessoal, gostei muito deste bocadinho. Beijinhos gostarem. AI, que bom, que bom. Ah, fiquei de vos explicar o que é que é o crivo.
O crivo é uma espécie de kill toning, um podcast que também ao vivo e onde comediantes vão experimentar fazer stand up comedy ou mostrar algum material cómico. E depois os jurados ou o Painel comenta a as suas intervenções.
O crivo acontece todos os meses no Turim, em Lisboa, um formato criado por David Cristina e creio também e Diogo Marcão apareçam por lá os bilhetes que estão à venda, tal como também estão à venda para o meu espetáculo, dia 23 de maio, no Lisboa comedy Club e subscrevam tudo, plataformas todas. Vejam os vídeos no YouTube, os shorts, os reels, os tudo o que está para aí. Beijinhos e para a semana vou entrevistar o meu ex marido, Frederico pombares.
