com pessoas: "Odeias homens?" - Patrícia Müller, escritora. - podcast episode cover

com pessoas: "Odeias homens?" - Patrícia Müller, escritora.

Jun 10, 20251 hr 23 minSeason 1Ep. 195
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Ei-la! Patrícia Müller, autora de Madre Paula, A Rainha e a Bastarda e da minissérie O Arquiteto.

Escreve romances, séries e filmes centrados em mulheres fortes e histórias intensas.


Convidada desta semana. Confesso que só privei com ela duas vezes e teve que ser!


00:00 💔 A Relação de Patr ícia com os Homens

03:02 📚 A Perspectiva Feminina na Literatura

05:57 🧠 Traumas e Comportamentos Masculinos

08:52 📱 Experiências de Revenge Porn

11:58 🎭 Cultura e Poder nas Relações

14:53 ♀️ Reflexões sobre a Sociedade e o Feminismo

16:01 ⚖️ Reflexões sobre Masculinidade e Feminilidade

19:52 🔄 A Evolução dos Papéis de Género

24:04 👶 Desafios da Maternidade Moderna

27:13 👩‍👧 Desafios da Maternidade

30:11 ❤️ Educação e Empatia na Criação dos Filhos

32:37 ✍️ O Processo Criativo e a Vida Pessoal

35:21 🤹‍♀️ A Comédia e a Ficção como Reflexo da Vida

39:32 🚀 Novos Projectos e Desafios Literários


🎧 Este episódio super disruptivo está em todas as plataformas de podcast — não só esta, mas shhhh.


📆 Todas as terças-feiras há um novo episódio e o próximo convidado é Rui Maria Pêgo.


⭐️ Sigam o podcast, avaliem e comentem que respondo.

🍊 Tomem Vitamina C.


📌 Fiquem a par de tudo:

➡️ próximos espectáculos

➡️ códigos para merd*s

➡️ episódios e afins


🔗 Está tudo aqui: ⁠⁠www.linktr.ee/joanagama⁠

Transcript

💔 A Relação de Patr ícia com os Homens

Policia, Muller, tu odeias homens. É por isso que escreves apenas sobre sobre mulheres. Percebeste bem, foste rápido a apanhar isso. Olá, olá a todos os. Não sei seres, estou um bocadinho envergonhada, confesso que isto me afeta um pouco. Há há muitos anos que eu tenho um comportamento muito, muito pouco tolerante em relação a este assunto em particular. E sinto que em 2025 é necessário redimir me. É necessário explicar que já não penso assim.

Às vezes há coisas que só passando por elas é que. É que temos noção. EE, tenho tido a infelicidade nas últimas semanas passar por essa situação e arrepender me de toda a falta de tolerância, de empatia que tive perante essas. Pessoas. EE é isto? Acho que toda a gente tem de ter uma oportunidade para para mostrar que está arrependido, para. Para deixar de ser ignorante e para o comunicar e, portanto, eu preciso de pedir desculpa a toda a gente.

Toda a gente que tem sinusite porque é terrível, é terrível. Sempre que as pessoas dizem, Ah, tenho sinusite crónica e eu penso pá, vai te a suar não. O que é isto sinusite? Tens aqui Reino também já mergulhei na piscina e subi me um bocado a água e não morri. Pá é mesmo muito difícil não posso fazer natação isto agora com as alergias está mesmo pá

quem é que se queixa? Quem é que se queixa ter um bocadinho de de pólen no nariz ou de ranhoca ou AI mas isto apanha me pá que te apanha e que tire não há para vai ao médico toma benurons, toma vibrocilos toma o que tu não eu não tenho que ouvir estas pessoas mariquinhas a dizem é pá e de repente. Pessoas, não sei se é das poeiras de África, se é das poeiras cá de casa, se é aos quase 40 anos, estou cheia de sinusite, cheia, isto é

detestável. É uma enxaqueca que começa no nariz, não, não gosto, não gosto, quero que me tirem a sinusite. E a questão é, há ranho? Ah, está onde? Não sei, não sei onde é que está o ranho? Se tivesse aqui, eu aqui em baixo nas abas dos seios de periféricos, eu saberia que é suar. Mas está aqui algures, paradinho, estacionado em segunda fila, que um gajo, por

📚 A Perspectiva Feminina na Literatura

muito que assou está lá na mesma. Eu já vi vídeos de um romeno qualquer que massaja o nariz todo e que depois sai e escorre e descongestiona, mas depois há mais. Depois vêm, parece que há há ranho do cérebro que vai pingando tipo aquelas aquelas torneirinhas que se que têm maminhas à volta e que vai e que vai ficando aqui e que estaciona.

E isto é é é terrível uma pessoa não consegue estar bem disposta e estou a fazer uma coisa que eu abomino que é queixar me constantemente ando para aí que nem velha quase que me falta pôr AA mão na anca não tenho anca e que eu sou um bocado 11 Poliedro. E pronto, o meu gato está entusiasmado. EEE. Estou sempre a dizer, odeio isto, isto é horrível, isto é detestável, odeio estar assim. E para quê?

Claro que queixar ajuda, mas não, não me faz sentir melhor, zero, não, não, não tira, ranho, não faz, põe a água do mar, eu não vou pagar por água do mar porque é que não vais buscar um rinomero, um snickens? E depois no porque eu não vou pagar por essa merda. Isso é igual às pessoas que vão a Paris e compram latas de atum com um ar lá dentro, à r de parri. Eu não vou, eu conto te muito. Vou ali à parede ou a Caxias, porque sou de Lisboa.

Apanho 11, garrafita e ponho lá água e depois safurdo, mas não vou à praia, não me apetece sair de casa. Isto é terrível. Isto confronta me com algo. Que eu odeio fazer, que é assoar me, eu gosto do efeito de assoar, mas para mim, ir a suar me é como ir ao ginásio, é lidar com o muco. Não quero que jarta do caraço, eu não quero lidar com o muco. EE aproveito também para fazer aqui um workshop que é, há várias maneiras de de assoar e eu sinto que há aqui uma diferença de género, porque eu

nunca, nunca vi uma faneca. A assoar se, como se toda a assoalhada fosse dela, gajos gajos, parece que é o equivalente a mijar nos cantos para marcar território. É do género. Eu eu assumo com o volume que eu quero. O que toca a assoar eu é que sei o volume, estou me a borrifar para tudo e para todos. Dá para assoar de uma maneira elegante, dá para assoar assim, e isto é um podcast incrível. Pronto.

E depois faz assim uma coisa que eu admi de ver também as pessoas que depois aproveitam os cantos de papel higiénico para massajar aqui um bocado. E depois há o assoar à homem, assoar à homem, nem vou fazer. Eu acho que me explode, explode, me ovário é terrível, terrível. Espirros, espirros.

🧠 Traumas e Comportamentos Masculinos

As pessoas também são detestáveis. Há há espirros. Eu tinha uma colega de trabalho há muitos anos que espirrava, não, não me lixes a gravação. Tomgas, venha para cá a pé está a dizer que atirei o gato demasiado alto, eu eu espirro um bocado à estúpida que eu faço. O barulho de espirro da banda desenhada que faço eu não faço AI, AI, como a minha mãe também. Uma pessoa da minha família também espirra assim, é, mas é, é espirra a gajos na mesma.

Sinto que existe uma sensibilidade grande para. O. Território prático, ou seja, esta é a minha prateleira, esta é a tua, esta é a minha. Desculpem estar assim. Parece um Martinho Torres do do podcast dele, que eu oiço, mas que não sabe engolir. Mas não há território para sensibilidade auditiva. Devia haver um limite de decibéis, que é pá. Vais te a suar tudo bem, também pode ir a suar se por outro sítio, mas vais te a suar vais te a suar a um a um nível

aceitável. Não, não vais para aqui violar meus tímpanos com o teu Reino. Mas fica aqui então o meu pedido de de desculpas público, muito público. Eu odeio podcasts que incluam gatos, mas o que é que querem que eu faça? Ponho os na rua, não sabem estar na rua, não sabem, não sabem, vão para a varanda, começam a discutir com com os gatos que estão lá fora, agora estão a discutir. Bom, peço desculpa, então a todas as pessoas com sinusite, crónico, então nem imagine o que

é que é crónico. Eu espero que isto me passe, porque senão eu vou vou tornar me grande vaca. Mas mesmo grande, grande vaca, começo, começo a disparar, começo a disparar, mas baixinho, baixinho, porque eu respeito as pessoas. Disparo, mas com calma, percebem. Vamos agora à rubrica, não sei se é com pessoas. Quem é Patricia Muller? Eu não sou o Google, vão ao Google. Posso dizer que a admiro bastante, que é uma pessoa que

produz. Que que parece parece aquelas vacas, não é que a maior parte delas que inseminam depois ficam a dar leite para sempre? Estão ali as as máquinas, ela ordena se de uma maneira incrível, séries, filmes, livros, novelas e a cabeça dela é pá, sabem? E é interessante porque eu não conheci muitas pessoas mais intensas que eu, mas senhora dona Patrícia, os meus parabéns.

📱 Experiências de Revenge Porn

Eu, eu agora meto A Entrevista que não é hoje, daí ter trocado de roupa, mas foi uma entrevista algures neste ano. AI oiçam me também porque vão ficar a saber, mambos que eu nem vos conto. Patrícia Muller. Tu odeias homens? É por isso que escreves apenas sobre sobre mulheres. Percebeste bem, foste rápida a apanhar isso tudo sobre mim, em 3 palavras, tu odeias? Mesmo homem, eu acho que não. Eu sou meio 2, eu sou meio 2 homens, imagina? Então deve estar a esfolá Los de

uma maneira. Estou, estou, estás. Não estás deves estar a fazer um excelente trabalho, espero. Que sim? Espero que sim. Pelo menos um já entrou na faculdade. Já não é mau, certo? Provavelmente, se calhar vai ganhar dinheiro daqui a uns tempos. E eu escuso de o sustentar. Ah, sim, e? Portanto, nesse nível, uma pessoa tem que ser prática e pensar, faz te à vida, filho. Exato, EEE faz te bem à vida ser um homem bom. Se é um bom homem?

Se é bom alguma coisa ou és uma feminista sem sem mágoa. Não isto isto eu acho que tem a. Ver não, não é por aí, claro. Claro, não. Eu acho que isto tem a ver com conhecimento de causa. Eu, eu, eu percebo melhor mulheres. Eu identifico melhor mulheres. Eu identifico melhor dramas de mulheres. Não sei se é porque sou uma, porque fui também educada numa linhagem muito feminina. Por ter muitas amigas e porque confio mais em mulheres do que em homens?

Sim, isso é uma realidade. Não sei, acho. Acho que tem a ver com com questões de infância. Habituei me muito a confiar nas minhas mulheres mais próximas, na minha mãe, na minha avó. Pronto e foi muito por aí, tentatividade masculina. Menos representatividade masculina, sim. E a ausência, se calhar, sentida. Foi, foi uma, comecei a perceber que as mulheres em muitas coisas.

Tinham muito mais força do que os homens, também muitas coisas, e isto não, não significa menosprezar nem dizer que eles não valem nada. Eu também não gosto dessa conversa, acho isso ridículo. Claro que valem, claro que obviamente valem, só que por conhecimento de causa, todos os dramas das mulheres, todas as inquietações das mulheres, eu eu entendo, é uma coisa, bate forte cá dentro. Entendo isso e nada comparado, mas já tentei escrever ficção.

Não dá porque fico presa em mim. Parece que não consigo sair de mim, das minhas coisas, da minha cabeça. Parece que não consigo inventar personagens que não saiam só das minhas características. Exatamente por isso que estás a dizer. Mas isso é normal. Ou seja, tudo o que tu escreves é é um bocado. Quê? Claro, claro. Olha o meu próximo livro, agora que eu estou a acabar, eu tentei fazer. O início era sobre um homem. E depois, de repente, dei a volta toda.

E, afinal, são mulheres a falar sobre um homem? Não era um sobre, ouvi dizer que tinha a palavra fuck no título. É esse. Olha, fiquei tão triste. Estava há uns dias com uns amigos e comecei a contar a história, o que é que eu queria? E depois disse assim, ouçam lá, se eu disser, fuck, boy, o que é que vocês dizem? Ah, é? É tipo aquele gajo com quem nós gostamos de ir para a cama? Não. Não os gajos que não se conseguem envolver. Emocional exato, exato. Mas se calhar não vou poder dar

🎭 Cultura e Poder nas Relações

esse título, imagina? Mas é desse livro que estamos a falar. Então é desse livro que estamos a falar, porque isso é uma história, é uma, é uma, é uma coisa, é uma patologia psicológica chamado dom ruanismo, que eu descobri que são homens e isto foi muito potenciado pelas redes sociais. Ou seja, hoje em dia o nível de do dom ruanismo atingiu assim o pim, pim, pim, pim, mas foi do máximo. São homens cuja única objetivo na vida é conquistar mulheres para deixá las a seguir.

É pá ferida materna aí forte, forte. Super. Eu falei com muitos, fuckboys muitos, muitos, muitos. Quem chegaste até eles? Em cada Pedra e não em cada Pedra há um fuckboy tipo levantas uma Pedra sai de lá o fuckboy, mas eles adiem super é pá, são ótimos. Eu conheci gente ótima, amigos de amigas, ex namorados de amigas, estás a ver amigo, toda a gente que é isso AI eu tenho um ótimo para tu falares.

AI eu tenho um toda a gente, não há uma pessoa que não diga AI eu conheço um espera aí que tu vais falar com? Ele, mas eles têm claro que não vamos generalizar, deve haver vários tipos, podemos generalizar. Sim, falam de tudo, falam. Acreditam que seja um problema ou falam num sentido de conquistas? Mais ou menos é um bocadinho, um orgulho, é um bocadinho, um orgulho ter ali todas as mulheres, absolutamente, que é o é o poder, não é? Depois de largá las.

Desaparecem, isto é, é um Ghost in nível hard. Mas nível hard é do género. Eu descobrir, sei lá, que tu gostas de chocolate negro, arranjar maneira de tu receberes chocolate negro durante 2 semanas em tua casa, com bilhetes, com poemas e com coisas incríveis a dizer que tu és uma pessoa incrível. Levar te aos sítios incríveis, dizer te coisas como eu tenho um, eu tenho um ipsis verbas. Pior, porque isso assim entre os?

Meus filhos? Pior é, olha, eu vou te dizer uma coisa, eu nunca senti nada do que do que estou a sentir contigo. Estás a ver. Estamos aqui os 2 e eu nem saio muito com raparigas enquanto andar a comer 7 ao mesmo tempo, calma, eu nem saio muito com raparigas e depois, pá, há aqui uma diferença, há aqui uma diferença entre ti e as outras todas é porque isto é ipsis verbis, é porque com as outras eu sei lá, já fiz amor e foi bom

e mas faltava qualquer coisa. E depois já houve outra coisa sem amor, mas contigo é tipo, eu não sei. Eu, eu, eu ficava aqui o resto da vida só olhar para ti. Obrigada. Desculpa, não havia um que tinha o piano. Ah, muito. Foleirada, houve alguma amiga tua a cair nisso? Não foi uma amiga, mas sim, houve. Era sempre a mesma música. Não era uma adaptação. Ah, claro que não és tão linda e tu entras naquela casa e está um

piano. Claro que tem uma música para ti, depois de ele ter dito que tu és aquela especial com quem ele se sente à vontade e tem uma música.

♀️ Reflexões sobre a Sociedade e o Feminismo

Estás a ver e tu o piano e pronto. E acabou. Aquilo que me faz confusão é já tiveste a conversa antes com com outro convidado, que é nós reconhecendo de onde é que isso vem? EEO problema, como é que não temos só empatia, não é? Nós ficamos. Parece que há uma espécie de sociopatia da parte deles, não é? E daí ficarmos zangados. No entanto, alguma coisa criou aquilo. Foram más meios.

Não só não é ou maus pais também que instigaram o. Comportamento eu vi, eu vi, eu vi, eu vi mais fragilidade maternal é engraçado, pois todos eles tinham mais. Quando eu digo mais, mais também. Claro, não há mais mais cenário maternal. Cenário? Não até mães que morreram. Quando eu digo mais, mais é até mães que morreram. Portanto, não é mais mais nesse sentido. Hortas por eles se. Calhar? AI sim, quase havia uma que suicidava todas as semanas.

Uma mãe que se suicidava. Todas as semanas ela matava se as minhas rosas. Agora imagina, coitado, o que é que acontece? O rapaz não consegue.

⚖️ Reflexões sobre Masculinidade e Feminilidade

O rapaz não consegue a partir daí. Não tem trauma de abandono, não é? Tem. Trauma é tipo estar tatuado na testa dele, tem todo o tipo de trauma que tu possas imaginar. Tu achas que a solução aqui passa claramente por fazer dar a entender esses homens, que isso é um problema, mas também equipar as mulheres com uma espécie de equipar as mulheres de inteligência emocional para reconhecerem quando é que estão a ir para a trampa? Não.

É sim, mas. Nós não somos psicólogos, estamos aqui só a atirar dentight. Sim, mas se calhar, sim as. Tal sim, eles. Eles não têm muita autoestima e não têm muita vergonha. Aquilo não há muito limite. Daí uma certa sociopatia como tu estavas a dizer, não há muito limite, eu estou certo e o errado ou o que é que eu posso fazer? O que é que eu não posso fazer? Aquilo é mesmo, Bora lá, segue em frente. Outra realidade, não? É, não há muita moral. Há ali um bocadinho de

aspergarzinho que não há muito. Não há tipo, não há o bem e o mal não existe. Ah, eu vou fazer mal. Não existe, não existe, existe. Só segue em frente. É pá. Isso leva nos um bocadinho à série que ainda não saiu, que é o arquiteto. Certo. Que na altura, infelizmente, as mulheres é que eram vítimas depois de julgamento e de condenação, porque eram umas porcas e umas badalhocas. E eu senti isso na pele porque fui vítima de reven Sport.

Tive um namorado na internet que espalhou fotografias, fotografias, não que nós fazíamos aquilo pelo agora. Facetime na altura era netmeeting e o gajo espalhou fotografias minhas de 13 anos a masturbar me. E fui para várias escolas. Espalharam isso por várias escolas e imprimiram se só para Veres o quão velho eu sou e eu é que sofri tudo, percebes eu é que é pá. Imagina? Teres AA. Olha, não sei se superei, não é? Mas arranjei aqui estratégias, se calhar. Eu sou.

Claro, faço terapia há anos, há anos, e acho que ainda tenho uma dissociação muito grande do meu corpo. Ainda não abracei muito o meu lado feminino porque eu considero mais vulnerável. Percebes já aqui várias questões interessantes, mas sobre a abordagem que vais dar essa questão que já deste já está escrito, não é? Já está, já está. E já está filmado e produzido, está estava em pós produção há uns. Estava exato. Eu não posso falar muito sobre isto ainda, não, OK? Ainda não.

Não posso falar muito, eu não sei. Eu acho que é uma coisa completamente cultural. EE, é isso que nós estamos a mudar, que é explicar às mulheres. Tentar perceber aquele fascínio por homens poderosos estás a ver. É uma cena completamente cultural, que vem e vem e vem. Não existe tanto fascínio por mulheres poderosas, mas por homens poderosos. Existe.

Porque acho que muitas de nós, ou se calhar todas em medidas diferentes, procuramos segurança e, de certa forma, o poder parece dar segurança de alguma forma. Claro, e está, por exemplo, está provado que as que os famosos e que são bonitos e têm bons dentes e são simétricos. À partida granjeiam mais simpatia e confiança das pessoas. Porque não têm um ar doente, porque? Porque é, é, é, é exatamente isso, porque têm, têm, porque confiam.

As pessoas confiam nos famosos como se isso fosse, como quer dizer, como se isso fosse uma relação natural. Mas não é, é. É só estranha, é só absolutamente estranha. Neste caso estás. A dizer, não queres glorificá lo e, portanto, neste caso? Vagamente, vagamente. E isto mais uma vez são a história de 2 mulheres. Metidas aqui ao barulho certo. Portanto, isto são a história de 2 mulheres e apenas aproveitar um facto que foi completamente público.

Tu se quiseres, vais ao youporn e ao exporn. Está lá, está lá, acredita? Passou uma tarde inteira a ver aquilo. Está lá também, não há assim tanto para ver. Há muito para ver. Há muito. E depois, os filmes que fizeram a seguir, o arquiteto quebra bilhas. AI, não estou a par. Nunca vi, nunca, viste o arquiteto que é pra mim? Não. A parte da vida nunca me entusiasmou muito.

🔄 A Evolução dos Papéis de Género

Não sou muito. É um filme, é um filme clássico do porno. Português, AI, não estou a par. Vou te mandar depois o arquiteto que é Maravilhas. AI que maravilha. Pronto então. Como é que se segue de bilhas? Vamos fazer aqui uma passagem completamente quebravilhas histórica, de arquiteto quebravilhas para leroar Merlin. Ah, são só os arquitetos que andam aí a quebrar vilhas a torto e A direita. Mas sabes o que é? Sabes o que é que tu tens que

perceber? Eu às vezes ouço estas histórias, mas eu acho que se calhar não. É leroar Merlin, atenção, nós. É que é literalmente leroar Merlin. A história começa no não, mas uma coisa tu tens que perceber é, eu ouço estas histórias, como por exemplo, ouço outro tipo de histórias. Olha, a semana passada tive a almoçar com um juiz incrível com quem espero vir a trabalhar, um homem maravilhoso que apanhou o

padre Frederico na madeira. EE tu tens que perceber que a minha reação corporal a qualquer uma destas histórias é é começar a transpirar o coração, começar AA bater e eu tenho uma subida de adrenalina. É tipo como se fosse AA coisa que eu mais gosto de fazer no mundo. Imagina a coisa que tu mais gostas de fazer? Eu é ouvir isto, qualquer que ela seja, desde o padre Frederico à história de sei lá, de um gajo das FP S25, que eu ainda quero trabalhar, que vamos fazer.

Ou Leroy Merlin, em que eu estava assim, a tremer de de excitação. Conta, por favor? Isto para as pessoas saberem, isto é uma coisa, isto é uma coisa, e as pessoas têm que saber que podem fazer. Esta coisa. Não sei. Isto é um mito urbano. Pode ser ou pode não ser. Isto pode levar mais pessoas. Olha, para comprarem cenas. É da da Daniela? Quem é Daniela? Daniela. Que merda, sim.

Então, hoje estavas muito bem. Não fui, não fui, isto é, foi uma amiga que me contou, claro, ou seja, EEO, que é que eu, eu, eu não quero ir ver isto, eu quero que a minha amiga me esteja a contar isto, certo? Portanto, essa é a minha cabeça. Eu não quero ir ver cenas, eu quero que me contem as cenas para eu, certo? Certo. Então amanhã as pessoas já sabem se dirigir ao por volta desta hora, uma editar aluma, o que é que vai acontecer?

Estão lá pessoas das obras, portanto, funcionários de construção, sim, chamemos e mais quem? Senhoras carentes carentes. Maduras na zona. Maduras louras já sou da minha cabeça que interpelam os os, os, os empregados das obras, portanto, os os senhores que estão lá à procura de material. As trolhas sim, eu digo, e estás aí com merda? Eu troquei me aqui à volta e trocavam as trolhas e acabam por irem para as carrinhas deles no parque de estacionamento, onde são se viciadas.

Viciadas em. Viciadas. Pá aí está tanto trocadilho com. Tinta com balde, com pincel, com martelos. É. Era o resto do dia, era o resto do dia, mas pronto. Portanto, já sabem quem quiser, quem precisar, às vezes é o que ele precisa. Mas do Ananás, no mercadona. Exato. Esta é a coisa a seguir. Vou à procura de coiso AI e tal. Pode me ajudar aqui? Não sei qual é a Lixa que eu devia.

Levar o dona, o dona, não sei quê ele chama dona o dona levo te aqui esta Lixa. Ah, mas podia me ajudar a levar isto para o carro? Isto já sou eu na caixa. Sim, sim, sim, sim. Isto é pesado? Ah, mas são só 3 parafusos. Mas é. Pesado, como é que diz isto é pesado? Exato, ele com um saquinho, ou assim de de ele com um saquinho de nada, isto é pesado. E depois chegam lá abaixo. Ah, dona, eu tenho ali na minha carrinha, posso lhe mostrar como é que isto funciona? Jorge Sousa.

👶 Desafios da Maternidade Moderna

Ah, sou simpática, então pumba carrinha. E sabes o que é que eu acho? Eu acho que anda para aí, tio, também a disfarçar se de trolha, Ah, para não nos fundar, a comer tias numa numa camionete. O tio não quer comer uma tia. O tio quer comer quem? Quer comer casas das camionetes? É, mas isto é a Sério, é que eu não estou a par dessa, eu não. Sou nula. Olha, Ah, pronto, disfarça. Se trolha e vai e. Para as camionetes, Ah, pá

fenomenal. Isto vai servir de inspiração para alguma coisa, porque isto são. As é pá. Isto tem que entrar. Isto tem que entrar em. Altura, tu devias fazer um livro? Não é bem fatias. Isto são mulheres. Olha, há um eu agora, por causa de outro projeto, estive a rever. Agora vamos passar para um nível de alta cultura que tu vais ficar parva. É isto que estive vos a rever o bonho, o label do jorre. OK, estou a fingir que sim. Não conheces esse filme não. Pronto, esse filme é a caterine.

The 9 é muito antigo, esse filme é a caterine the 9, que tem uma vida incrível casada com um médico, ela é linda de morrer, nova esperta, high class e que está aborrecida e que está super aborrecida. E então o que é que ela faz? Torna se puta e bem, torna se puta, mas nem recebe nem recebe

a cena não é essa. Só que o que é mais engraçado é que ela não se torna qualquer puta, ela é uma gaja e o buñol tem uma entrevista incrível a explicar isso, ela quer ser humilhada, ela quer ser espancada, ela quer, ela quer a força que o marido não lhe dá em casa e então isto, isto a propósito das tias e do Leroy Merlin, EEO buñol diz uma coisa muito engraçada que é nós não sabemos as histórias das pessoas nem o que é que está lá dentro. É todo mundo, não é?

E tu és muitas coisas e tens muitos desejos. E então? As tias podem ser somente uma Belle do jorre. Ela tabboard, está aborrecida, tipo, aquilo é chato? As crianças são chatas, a casa é chata, o marido é uma seca, estás a ver. Já não há, já não há não. Mas era o clássico jardineiro, não é? Era o jardineiro. Era o clássico jardineiro, mas este eu acho que é um fator de risco mais interessante. É como a Belle do jorre, porque ela depois é apanhada e aquilo é uma grande vergonha.

Bom, há todo ali um enlã e o marido acaba. Bom, enfim, é. É uma grande cenaça aqui. Eu acho que as pessoas estão mais exigentes porque Oo jardineiro depois também se torna aborrecido porque é só o jardineiro, não é? Sim, é sempre o mesmo. Aqui, pergunto me um bocado, se nós vivemos agora 22 fases em simultâneo, acho eu que é. Por um lado, estamos a desconstruir o machismo em vários homens. Estão a questionar e também estão a batalhar. Um bocadinho com como é que é ser homem?

O que é que é ser homem hoje em dia? Porque perdem um papel que lhes era natural e que lhes lhes foi ensinado. E tenho que questionar tudo. Mas, por outro lado, também estamos a ver uma ascendência do machismo nos mais jovens. A. Haver 11 influência gigante nesse sentido. Também tem a ver com A direita? Não é? Com algum papel político da direita, sim. Às vezes eu pergunto me se determinadas mulheres não estão à procura de um determinado estereótipo de masculinidade.

👩‍👧 Desafios da Maternidade

Também já só encontram fora de casa percebes. Se calhar, também querem um trolha que é para é um homem a Sério, é um homem que constrói, é um homem que pinta, é um. Homem que trabalha com as mãos. Trabalha com as mãos que tem o escritório que que cheira a cu eh pá. Desculpem todos os trolhas que possam estar a ouvir. Exato, pode haver trolhas incríveis e que nós. Seguramente, a atitude. Neste. Mundo, claro, exato, essa ideia de masculinidade, não é?

Eu acho que os homens andam um bocadinho perdidos e nós também, sabes. Nós andamos um bocadinho perdidas no nosso papel e no deles. Eu pelo menos acho que estamos numa transição do caraças, sabes, nós vimos de de de uma geração das nossas mães, mas mais das nossas avós, que não foi assim há tanto tempo. Estás a ver quando as mulheres ficavam em casa sem trabalhar, certo? Hoje em dia, não só trabalham como tomam conta das crianças, como provavelmente sustentam os

gajos. Estás a versão as melhores Na Na escola estão a atingir cargos de topo, incríveis. Hoje em dia tu vais, por exemplo, ver nos, no, no, nos tribunais. A maior parte delas são juízas, asneiras, arquitetas, tudo, tudo, tudo, tudo, nós estamos a tomar conta, certo? E é pá por uma, por um drive incrível que as mulheres têm e isso é verdade e porque se calhar era como o Spike Lee. Exato, exatamente, exatamente, exatamente. Portanto, nós estamos a subir,

só que isto custa nos horrores. A nós e a eles, a minha, porque, espera, eu estou a falar de uma determinada classe masculina que tem consciência. Disto e que. Mudar? Claro que não podemos generalizar nem para o mal, nem para o bem. Claro. Mas eu sinto que. Também podemos, e eu não, não estudei sobre isto, mas podemos estar a cair num exagero, se calhar, de homogeneização de papéis sem ligar ao género, que também nos faz estar um bocadinho mais perdidos. É uma boa questão, não consigo

dizer te sobre. Isso, pois também não. Mas eu pergunto me sobre isso. Eu também. Pergunto muito sobre isso, que é, será que todas temos que ser CEOSA? Certa altura, já estamos nessa versão, não é? Onde é que tu própria te inscreves? E uma aversão também é um papel, mais que por acaso foi mais conservador. Mas que poderá também estar aqui, um bocado ligado à biologia percebes, eu reconheço. É pá, os, os, os, eu, eu estive.

Agora, olha, neste próximo livro do fuck boy, eu estive a fazer uma grande pesquisa sobre os caçadores coletores e a questão das relações entre homens e mulheres. Nas tribos de caçadores coletores não havia hierarquias, homens e mulheres eram iguais, mas havia sim, papéis completamente diferentes. Os homens iam caçar e as mulheres eram as coletoras e tratavam das crianças. Isso é verdade, e isso. Muda me claro que repara também há tribos onde as mulheres iam caçar?

Eu não digo que não, mas na maioria era assim que funcionava. Até pela força do corpo, não é? De e porque nós temos as crianças. O que é que tu vais fazer? Tens as crianças e depois, a seguir, vais matar um búfalo. É possível. Matas a criança e colhes o búfalo.

❤️ Educação e Empatia na Criação dos Filhos

É pá, é fazer matas a criança sabes, é isso? Tudo sei tu tens quantos filhos? 33 tens que parar? Não, já, já estou. Velha também, agora alguma vez? A outra já está velha, já nasces, a outra já quer lá saber disso? Não, mas, mas a mas a essa coisa da maternidade é uma cena muito complexa no sentido até da atribuição dos próprios papéis sociais. Não que os homens não possam educar as crianças, não é isso, mas é todo. Nós temos sempre aquela.

Eu acho que nós temos sempre aquela vontade de de de de educar as crianças. As mulheres têm, não é, já que as têm. De acompanhar uma mãe que deixa um? Filho, mas se tudo correr bem, se. Tudo correr bem? Exato. Uma mãe que deixa um filho não é um não. É uma mãe que vai ficar bem, não vai ficar bem na cabeça, não. Vai, nem esteja bem, nem esteja. Não vai, não vai. Esteja OK. Um pai que deixa um filho? Não sei se é a mesma coisa.

Também admito que possa estar a ser muito, muito usada nestas coisas. Estamos a especular se. Calhar uma má imagem e depois vão pensar que as feministas não. Nós até acho que até estamos a dar aqui 11 perspetiva bastante equilibrada. Por exemplo, uma das coisas que eu estudei quando eu fui mãe, há 11 anos, foi que os homens estão equipados biologicamente para o cérebro. Se adaptaram a um papel mais presente, desde que tenha uma ligação próxima com a criança

desde o início. Certo, ou seja, esse papel do pai mais ausente e que se desliga, acontece muitas das vezes porque não tem capacidade para o fazer, porque a vida não deixa porque está nesse papel mais provider e está mais fora, ou até às vezes, como foi no meu caso, eu comi por completo todas as responsabilidades da Irene foi eu deixa estar que eu faço, não deixa, eu é que sei fazer, sabes um bocado assim, há tudo

um bocado assim, sabes. Então acho que isto é o. Problema da da grande mãe Latina. Que tal? E a Espanha? Portugal, a mama, não é? A grande mãe, a grande patroa matriar e nós e nós incorporámos muito isso, nós temos muito isso na nossa, na nossa cultura. Os nórdicos não têm a maneira de educar, é completamente diferente.

Nós não, nós é a grande mãe, portanto, nós sentimos a obrigação de sermos a grande mãe como se as crianças fossem morrer se nós não fossemos as grandes mães, não é e não eu estou em cima e hoje em dia ainda está pior, porque além da grande mãe, tu agora tens a culpa de trabalhar. Portanto, ainda estás mais em cima das crianças, a. Culpa de trabalhar e a culpa de não ser a mãe perfeita, porque exato. Cada vez mais há a difusão de outros métodos. De é pá.

Eu odeio essas merdas, eu odeio qualidade positiva.

✍️ O Processo Criativo e a Vida Pessoal

Uh, até me vomito é pá. Eu sou o meu menos 80. Eu sou menos anos 80, sabes que isso? E é pá e apanhem a porrada volta e meia AI não posso dizer isso AI, meu Deus, cancelem me. Já sabes o que é que o van Dinho diz o quê? É cancelem me, já que eu preciso de férias. Exato, exato. Tipo larguem me da é pá sim, volta e meia obviamente não dou só porque até nem tenho força. Já, já, já não é pá porque só fazer uma chatice. Depois ficam todos marcados e

depois gritam ainda mais. Tipo, não podem ligar para o 112 e dão o nome deles. É uma chatice, não dá. Agora, uma palmadona assim, tipo, só para assustar, tipo, Ah, o que é que eu devo fazer? Nada, nada. Extremamente contra, mas já conheci crianças que eu e que são o resultado das mães e todos os outros fatores que eu pensei. Crianças horrorosas. Eu não suporto crianças ou eu não suporto pá. Eu levo logo. Eu não suporto crianças horrorosas.

Crianças que fazem birras, crianças que estão sempre que maçada é pá, tu sabes. Antigamente eu depois também estudei um bocado sobre isto também para me limpar da culpa, não é? Foi a carta dos o século 20, é o século da solidariedade, é um se fez isso e foi um bocado para para para limpar as atrocidades que nós cometemos contra as crianças a vida toda. OA história da humanidade que nós fizemos a carta dos direitos das crianças, mas isso foi em 1900 e tal. Até lá tu trabalhavas no campo,

ó filha, tu não te interessavas? A minha avó dizia isso AI, as crianças não interessavam, comiam na cozinha, não têm interesse, as crianças não sabem de nada, dizem umas merdas depois choram depois caem depois e tudo aquilo é é prepotência e é ego e é emoção. Reparem, são adoráveis e tudo aquilo é amor e está e então percebes. Mas por outro lado, as crianças não pensam em nada, as crianças não, não quero, mas porque é que não queres? Está bem? Então já quero foda se a Sério e

tu estás ali 2 horas, sabes. Olha, vou te contar esta uma vez na escola, numa escola dos meus filhos, a criança não queria entrar no carro, não queria. Então os pais ficaram com a criança até às 10 da noite no parque de estacionamento da escola. Eu sou um bocado essa pessoa. Patrícia, AI não, eu sou um bocado. E vem. Aqui para casa vem, traz a tua filha aqui para casa, vá todos os meus amigos dizem. Todos os meus amigos dizem eu vou mandar um filho ir para casa. Traz, traz, traz.

Não, não, mas. Sim, se calhar sim. Houve uma vez que ela não queria entrar na escola e estava a chorar aos autos berros e não sei quê mesmo, muita. E eu fiquei sentada ao lado dela até ela acabar de chorar. Para depois lhe explicar que a escola é importante que a mãe

🤹‍♀️ A Comédia e a Ficção como Reflexo da Vida

volta, pá, porque tenho aquela empatia e culpa de mãe e não quereres. Mas, espera, quanto tempo é que isso foi? Isto foi desde as 4 da tarde até às 10 da noite. Ah, não foi tipo. Ah, está bem? Se for um quarto de hora, Ah, está bem, está bem. Mas isso eu também. Calma, eu também. Pensava que lhe espetavas logo na vacinada. Achas? Claro que não. Coitadinhos. Eu sou muito boa com eles. Eles gostam. Os meus filhos gostam muito de mim. Um dia para os eu não levo. Não, eu vi, eu vi.

Eles gostam muito de ti e ao mesmo tempo são muito independentes. Portanto, acho whatever works é um bocadinho. Isso não. E sou muito independente, mais velho na faculdade, ótimas notas, porreiríssimo e gostam muito de mim. Andam sempre muito à minha volta. Estás a ver? Sou muito pintainhos porque eu sou muito bem galinha também, a mãezona. Está presente? Tem Oo primeiro, portanto, são 2 pais, não é? O primeiro pai vive no Brasil,

portanto, é mais ausente. E o segundo pai, sim, é muito presente. É muito presente. Muita gente, EE é bom e nós somos amigos.

E é pai. É pai, quer dizer, é mais ou menos pai porque depois as decisões mais lixadas sou eu, não é eu sou sempre a má, é a má sou sempre eu ele é sempre o diversão, Alegria, não cabrona sou eu quem eles queixam sou eu mas está tudo bem eu já lhe expliquei eu tenho uma missão aliás se tu perguntares algum dia aos meus filhos não vão dizer eu tenho uma missão qual é e tocar te para tu teres uma boa vida eu só vou ser a tua primeira parede eu eu vou ser o

teu primeiro amor mas também vou ser a tua primeira contrariedade. Porque senão eu já vi isto de pessoas que não têm contrariedades e não são educadas e vão para o mundo e o mundo ingóli as porque o mundo é cruel, é mau e não gosta da tua filha. Como tu gostas está se a cagar, se ela chora à porta da escola, ninguém quer saber, certo? Portanto, se ela aprender, tipo, levanta o cu, porque ninguém vai olhar para ti, levanta o cu, vá, vá, vá adiante. Há uma, há um.

Aprender AA relativizar os problemas e não ficar apaixonada por si mesmo, assim pela sua própria. E pelo só, pelo poder e pelo só, pelo seu próprio poder. Sabes? Porque é que AA história de de de de pronto, Freud explica a história do controlo anal, não é? As crianças controlam o mundo quando os. Pais. Percebem? Exato. Controlar o esfíncter e o e o é o resto da vida. Elas controlam te controlando a tua emoção. E tu sabes que é que tu vives em função delas?

Não tem como. Percebes, não tem como não viver em função delas. Eu vivo em função dos meus filhos, não tem como e portanto, mas há uma coisa que eu sei que é, se eu não estou, eles têm que estar bem, eles não podem estar a chorar. Eu, Oh, minha mãe, estou tudo. Só digo não porque isso é pior para mim e para eles. Eu tenho que educar para o mundo. Certo para a crueldade, para a maldade e para a bondade e para

o amor também. Mas há pessoas que vão ao extremo de o mundo é tão mau que mais vale levares agora. Merda e vou tratar te mal e não sei quê que é para depois, claro. Que. Não que. Horror, isso é horrível, não? Vou te bater agora, porque assim, quando levares uma sova, quando fores mais, já sabes defender. Não, não é nada disso. E eu, como é óbvio, não dou sovas, é só assim. Como é que dizem? Alguém era sacudir o pó, é, é fazer assim, tchaca às vezes nem olho, faço só assim. Pá.

Eu tenho uma amiga que diz, eu até bateria no meu filho, mas ele já tem mais força que eu. Não, isso é o problema do mais velho. O mais velho já, por exemplo, é, mas é tão engraçado os rapazes e as raparigas. A minha filha praticamente se levou 2 palmadas na vida. Foi uma sorte. Pá, não, nada, que é uma espertalhona, porque olha, pá, manipula, me como quer. É rata? Rata, tenho tudo o que quero e tudo o que o mais velho ainda levou. Talvez umas palmadas. O mais novo também muito pouco.

Também é muito pouco hoje em dia, o mais velho já é grande, tem mais força do que eu, como é óbvio, realmente tem 19 anos, é enorme, o mais, o mais novo também menos. Mas isto é por outra razão, porque Como Ele É o mais novo e é o bebé, é um matulão gigante, é um bebé, nós todos o tratamos um bocadinho com ainda com. Com. Violência o bebé bebé e lá vem o gajo calça 36 e ninguém o consegue levar ao colo porque ele pesa 40 kg. Portanto, quem é que leva um bebé de 40 kg ao colo dele?

Hum, lá vem ele. E, portanto, esse nós temos mais paciência. Mas isso também tem a ver depois com isto em carreira, não é? Tu só tens uma, é, é, é. É uma experiência completamente diferente do que teres ali 3 e está tudo em fila Indiana, certo? Então, mas só para terminar retomando aqui uma coisa que

🚀 Novos Projectos e Desafios Literários

depois acabamos por não falar. E eu percebo que tu investigas muito e falas muito com as tuas amigas, ou seja, estás sempre a absorver coisas. Identifico me com isso contigo, nisso que como comediante está a trabalhar. Estou sempre a olhar para tudo, sempre a escrever. Isto é o quê? Isto posso usar para isto, não sei quê, mas tu tu escreves imenso, tu passas muito tempo a escrever novelas, filmes, livros, quando é que tu vives?

Isso é uma ótima questão. Eu agora estou estou exatamente a pensar nisso, porque eu tive um ano muito intenso, muito difícil, difícil no sentido profissional, porque foi muito desafiante, mas foi ótimo, correu super bem, mas foi muito desafiante. E a certa altura eu estava a trabalhar, tipo, todos os dias, todo o dia estás a ver. E aquilo estava me era 11. Há um estalo de ficção horroroso e houve muita coisa que ficou e, portanto, emerge disto.

EE tu tens que tentar conciliar, é um pronto, é uma aprendizagem, tu tens que tentar conciliar este drive imenso e esta fura imensa estás a ver com essa parte da tua vida, até porque há uma razão, há uma, há uma, há uma consequência aqui, quanto maior, quanto melhor é a tua ficção, ou seja, quanto mais impacto tem a tua ficção em ti e no nesse sentido é melhor, menos

tem a tua vida. Ah, porque é como se estivesse AAAA suprir algumas necessidades tuas através da ficção que que estás a criar de dopamina, seguramente. Que dopamina, seguramente e depois sais daqui e onde estás a inventar histórias maravilhosas para pessoas maravilhosas e vais fazer sopa maravilhosas e vais fazer sopa, ó mãe, dói me o rabo e eu e não sei quê e o outro fez não sei quê. E é como se fosse um vício. Então tu queres voltar para a história? É logo do caraças.

Sim, que graça. No outro dia, não sei se foi através do extremamente desagradável da Joana Marques ou se ouvi efetivamente o podcast em que entrevistar o guionista do Bruno Aleixo, o João Moreira, certo? E perguntaram lhe como é que é escrever algo todos os dias, como é que é ser argumentista de um boneco há tantos anos? Ele disse, pá, é um trabalho, sabes? Então sentiu se ali um bocadinho, uma cena de como se estivesse na função pública do género, onde vocês veem

encantamento, eu vejo trabalho. Também. Também, claro, mas tu tens por ser ficção e por seres tão mudada. Sim, e é, é muito encantamento. Tu vives aí, é também? Tu vives aí? E é trabalho. Atenção, aquela coisa do Ah, hoje não consigo escrever nunca. Em tempo, há alguns. Sabe daquele bloqueio? Pá, OK, isso é tanga, tu sentas te aí escreves, podes ficar melhor, podes ficar pior, podes ficar mais, podes ficar menos. Mas tipo, senta te e escreve, trabalha, mas editas trabalha, trabalha.

Portanto, há aquele lado marceneiro. Não é? Estamos a fazer. Fomos ao laruá Merlin e de facto comprámos as ferramentas e depois há o lado em que não é só marceneiro, porque o marceneiro faz e faz, faz, faz produtos, materiais, cria matéria e não cria matéria. Tu não fazes nada real e é impossível tu não fazendo nada real. Estares AA criar vidas e pessoas muito melhores do que a tua,

como é óbvio. Imagina tu estares a tentar contar a tua história que seca a tua vida é aborrecida OA rotina, o dia a dia é son Boring. Estás a ver, não? Ontem o Aron sorkin vi uma entrevista dele muito, muito boa. Eu gosto muito do Aron sorkin, o argumentista e o gajo dizia, as pessoas e as personagens são parecidas, mas não têm nada a ver. Porque eu, quando eu crio uma personagem, eu estou a criar 111 simulacro, um Avatar de uma pessoa com uma rapidez, com uma

dinâmica, com os diálogos. Ele, ele gosta muito de diálogos, ele trabalha muito de diálogos, ninguém fala assim, ninguém tem aquela rapidez, ninguém, nada, aquilo é fake. E depois o entrevistador foi engraçado e disse, pois e Shakespeare? Ele disse, pior ainda em Shakespeare, porque essas pessoas rimam e tu na tua vida, não rimas, ninguém ri, portanto, pá qualquer pensas nisso e que são acontecimentos épicos. Romanciados, ainda por cima

aumentados, levados ao limite. Muito parecido com a comédia pronto, não, não é por acaso que ambos têm ali escrita persona, personagem. Exato, eu, eu, eu pedia na boa, fazer comédia, se se tivesse alguma graça, mas não tenho, portanto, não faço, mas pedia na boas. Quer dizer, tenho, mas não tenho. Não sei escrever comédia, sou engraçada porque é divertido, mas não sei escrever comédia. Sou bablin, sou muito bablin, mas depois tenho uma cena com o desconforto.

Da comédia Ah, tu falaste? Eu falei, eu estava a ver o cona nobrian estava a ver o conabrian pelo mundo, pá. E o conabrian diz umas coisas às pessoas. Eu morro. Por eu morro, mas eu morro, eu fico assim. Como é que ele disse isto? Porque ainda por cima não sou nada disso. Estás a ver. Eu depois. Sou muito agradável, é muito conciliadora. Eu morro a ouvir o Conan ao Brian a gozar com aquela gente e os gajos a rirem se, ou seja. Mas ele pode, estás a ver,

porque ele pode. Aquela personagem lá está, aquele próprio criou. Consegue compensar o desagrado com o desajeitado que ele é, sabes? Ninguém o vê como? Figura, não é? Ninguém o vê como nada porque é um homem franzino. Sim, com as pernas grandes. Exato, aquele troncozinho assim ruivo? Meio pálido Na Na. Na não e não, EE não se leva muito a Sério. Estás a ver. Acho que a. Pessoa ganhou agora o prémio Mark Twain.

Finalmente, finalmente bastantes anos de carreira lá foi reconhecido e aquilo foi muito importante não só para ele, mas para todos nós. Prevermos que um comediante de nicho também de nicho. É pá, é, é. Quem é que não é de nicho? É pá, não te consigo. Olha o, por exemplo. Não estou a brincar. O gervaze não é de nicho, não OCK, são já são nichos muito grandes. Percebes eu o sinefeld, não é,

não é de nicho. São pessoas mais consensuais que se te disserem 55 comediantes que estão no top ou qualquer coisa, surgem praticamente sempre. Mas o Conan era um bocadinho mais underground, até pelo conteúdo que ele fazia. No late Night show, ele tinha durante 10 minutos, 10 minutos. Não parecem 10 minutos porque é televisão, mas vá 2 minutos ou 31 urso a masturbar. Se tinha, tinha pá. E isto só dá só dá para brincar quando não estás em horário nobre, não é quando isto?

Só dá para brincar. Era assim em Portugal. Seria, obviamente, seria escandaloso. Ainda não conseguias, não tens, não tens escala para tanta diversidade. Exato, não tens público para tanta diversidade. Uns poucos EE agora, e os podcasts e não sei quê? Isso é o que é o que safa agora. Isso é o que safa agora. Isso é o que safa agora.

Porque No No mainstream, mas o que fala é que eu vou continuar com isto de entrevistar pessoas e eventualmente vou dar a volta e eu quero saber mais sobre ti, mais sobre AA tua cabeça e. Assim, e se eu fui ao ao ao Leroy Merlin, ao meio-dia, ver como é que era, se havia lá o José Carlos? Isso é um cruzing que de tias. É pá. A minha excitação ouvir aquilo. A minha excitação ouvir aquilo. Tipo os McDonald's, onde há pessoas homossexuais que vão

fazer cruzing no? McDonald's, eu sabia isso na estação do do bombarral. Sabias na estação de camionistas do bombarral. A estação de de de camionistas do bombarral, aquela aquela casa de banho e aquilo era um berço de habias. Meu Deus, as? Coisas, as coisas que uma pessoa sabe. Informação completamente inútil e desnecessária, mas isso compõe. Estás a ver isso? Compõe e para mim também. Por acaso é por acaso. É útil? E eu gosto. Estás a ver. É, é mesmo, é, é eu só ficar

assim. Estás a ver. Olha. Patrícia, alguma coisa que que vá estrear em breve e que queiras o arquiteto. O arquiteto vais estrear em breve. Acho que é em setembro. Setembro ou é? Mas acho que sim. E o meu próximo livro, que infelizmente já não se vai chamar fuck boy, porque me me me castraram. Fiquei triste, mas que pá. Espero publicar em breve. Qual é o nome, qual é que vai ser o nome? Não sei. Olha, se tiveres alguma ideia, manda me porque fuck boy é é o

pronto, é o é a piloca amiga. E eu disse, não, não é piloca, amiga. Que chatice é que fuck. Boy, é mesmo o que é? É que é mesmo o que é, só que as pessoas podem achar que é a faculdade. Sim, o Giga Law é bom, mas é que isto é muito, o livro é muito intenso. O livro não é uma comédia nem é piada. São 3 mulheres super afetadas por este homem. E como é que ele, como é que é que ele entrou na vida delas? É muito intenso, é um é um faz

romance. Na tua editora, tu és uma artista, uma renomada, mas não pode ser assim. Uma coisa é dizerem me a mim e a dizer migas, pronto, é obrigada. Não é iá exato. És tu acabou. É fuck boy e acabou. As pessoas não percebem não. Mas, mas tenho medo que as pessoas não, não, não alinhem depois no livro, porque achem que o título não está de acordo com o com o conteúdo percebes, mas. Acho que alguém tens. Não sei. Ah, tu julgas muito o livro pela capa julgas.

Julgas, mas fuck boy até é mais atraente, olha. A coisa depois as pessoas acham que é uma cena tipo meia pop e depois chegam lá e aquela merda é um arraso emocional. Pá. Quem vá ler também são pessoas que têm alguma. Não sei. Pronto, eu acho que. Não, o livro é fixe. O livro está fixe. Ele está fuck boy, então está bem? Vamos a. Isso pronto? Então fica assim, beijinhos. Até logo, meu amor, obrigada. Obrigada.

E eu que na altura, infelizmente, as mulheres é que eram vítimas depois de julgamento e de condenação, porque eram umas porcas e umas badalhocas, e eu senti isso na pele porque fui vítima de reven sporn. Tive relembrado na internet que espalhou fotografias. Fotografias, não que nós fazíamos aquilo pelo agora facetime na altura era netmeeting e o gajo espalhou fotografias minhas de 13 anos a masturbar me e fui para várias

escolas. Espalharam isso por várias escolas e imprimiram, se só para Veres o quão velho eu sou e eu é que sofri tudo, percebes eu é que é pá, imagina teres? AAAA. Olhe, não sei se superei, não é, mas arranjei aqui estratégias, se calhar. Acontece que. Sou, claro, faço terapia há anos, há anos, e acho que ainda tenho uma dissociação muito grande do meu corpo. Ainda não abracei muito o meu lado feminino porque eu considero mais vulnerável.

Percebes já aqui várias questões interessantes, mas sobre a abordagem que vais dar essa questão que já deste já está escrito, não é? Já está, já está. E já está filmado e produzido, estava em produção há uns tempos. Estava exato. Eu não posso falar muito sobre isto ainda não, OK? Ainda não, não posso falar muito, fuckboy repara. É isso, fuck boy, é isso. É alguém que de alguma maneira consegue. Através do sexo ou da emoção ou poder é tudo, não é as eu não sei.

Eu acho que é uma coisa completamente cultural. EE, é isso que nós estamos a mudar, que é explicar às mulheres, tentar perceber aquele fascínio por homens poderosos estás a ver. É uma cena completamente cultural, que vem e vem e vem. Não existe tanto fascínio por mulheres poderosas, mas por homens poderosos, existe. E, portanto. Não ser por acaso, na comunidade lésbica, eu acho que existe grande fascínio de das mulheres por por mulheres também poderosas.

Acho que existe assim determinados grupos em que, porque acho que muitas de nós, ou se calhar todas em medidas diferentes, procuramos segurança e de certa forma, o poder parece dar segurança de alguma forma. Claro, e está, por exemplo, está provado que as que os famosos e que são bonitos e têm bons dentes e são simétricos. À partida granjeiam mais simpatia e confiança das pessoas. Porque não têm um ar doente, porque? Porque é, é, é exatamente isso, porque têm, têm porque confiam.

As pessoas confiam nos famosos como se isso fosse, como quer dizer, como se isso fosse uma relação natural. Mas não é, é só estranha, é só absolutamente estranha. E isto, mais uma vez, são a história de 2 mulheres metidas aqui ao barulho, certo? Isto são a história de 2 mulheres. E apenas aproveitar um facto que foi completamente público. Tu se quiseres, vais ao youporn e ao exporn. Está lá, está lá, acredita? Passou uma tarde inteira a ver aquilo.

Está lá também. Não há assim tanto para. Ver há muito para ver. Há muito. E depois interessa os filmes que fizeram a seguir. O arquiteto quebra bilhas. AI, não estou a par. Nunca vi. Nunca, viste? O arquiteto quebra bilha. Não, a parte da bilha nunca me entusiasma muito. É um filme, é um filme clássico do porno. Português, AI, não estou a par. Vou te mandar depois o arquiteto que é Maravilhas. AI, que maravilha. Pronto. Então como é que se segue de bilhas?

Vamos fazer aqui uma passagem completamente quebrabilhas histórica de arquiteto que ébrabilhas para Leroy Merlin. Ah. Ah, são só os arquitetos que andam aí a quebrar, vilhas a torto e A direita. Mas sabes o que é? Sabes o que é que tu tens que perceber? Eu às vezes ouço estas histórias, mas eu acho que. Se calhar não é de roar, Merlin. Atenção, nós é, é. Roar Merlin é literalmente roar Merlin. A história começa no não, mas uma coisa tu tens que perceber é, eu ouço estas histórias.

Como por exemplo, ouço outro tipo de histórias. Olha, a semana passada estive a almoçar com um juiz incrível com quem espero vir a trabalhar, um homem maravilhoso que apanhou o padre Frederico na madeira. EE tu tens que perceber que a minha reação corporal a qualquer uma destas histórias é é começar a transpirar o coração, começar AA bater. E eu tenho uma subida de adrenalina. É tipo como se fosse a coisa que eu mais gosto de fazer no mundo. Imagina a coisa que tu mais gostas de fazer?

Eu é ouvir isto, qualquer que ela seja desde o padre Frederico. À história de sei lá, de um gajo das FP S25, que eu ainda quero trabalhar, que vamos fazer, ou Leroy Merlin, em que eu estava assim, a tremer de de excitação. Conta, por favor? Leroy Merlin, isto para as pessoas saberem, isto é uma coisa, isto é uma coisa, e as pessoas têm que saber que podem fazer. Esta coisa assadas pela Leroy. Não sei. Isto é um mito urbano. Pode ser ou pode não ser.

Isto pode levar mais pessoas ao. Leroy olha para comprarem cenas. Sabias que o Leroy é da da Daniela? Quem é a Daniela? Daniela, que merda, sim. Em americano, seria? O então hoje estavas muito bem foste ao Leroy Merlin. Não fui, não fui. Isto é, foi uma amiga que me contou, ou seja, EEO, que é que eu, eu, eu não quero ir ao Leroy Merlin ver isto. Eu quero que a minha amiga me esteja a contar isto.

Portanto, essa é a minha cabeça. Eu não quero ir para o lajoã à Merlin ver cenas, eu quero que me contem as cenas para eu, certo? Certo? Então, amanhã as pessoas já sabem, se dirigiram ao lajoã, à Merlin le Roy Merlin. Por volta desta hora, uma edita aluma, o que é que vai acontecer? Estão lá pessoas das obras, portanto, funcionários de construção, sim, chamemos e mais quem, senhoras carentes. Carentes. Maduras na zona.

Maduras louras já sou a minha cabeça que interpelam os os, os, os, os empregados das obras, portanto, os os senhores que estão lá à procura de material. As trolhas sim, eu digo, e está assim, com merda. Eu estou aqui mesmo, aqui à volta, interpelam as trolhas e acabam por irem para as carrinhas deles no parque de estacionamento. Onde são se viciadas. Viciadas em. Se viciadas. Pá aí está tanto trocadilho com

tinta, com balde com. Pincel com martelos era o resto do dia, era o resto do dia, mas pronto. Portanto, já sabem quem quiser, quem precisar, às vezes é o que ele precisa. Mas do Ananás, no mercadona. Exato. Esta é a coisa a seguir. Vou à Merlin. Vão à procura de coiso? AI e tal, pode me ajudar aqui? Não sei qual é a Lixa que eu devia levar o dona, o dona não sei quê ele chama dona o dona levo aqui esta Lixa. Ah, mas podia me ajudar a levar isto para o carro? Isto já sou eu na caixa.

Sim, sim, sim, sim, isto é. Pesado? Ah, mas são só 3 parafusos, mas é. Pesado, como é que diz isto é pesado? Exato, ele com um saquinho, ou assim de ele com um saquinho de nada, isto é pesado. E depois chegam lá abaixo. Ah, dona, eu tenho ali na minha carrinha, posso lhe mostrar como é que isto funciona? Jorge Sousa, Ah, sou simpática, então pumba, carrinha. E sabes o que é que eu acho?

Eu acho que anda para aí, tio, também a disfarçar se de trolha para no fundo estar a comer tias numa numa camionete. Eu não quero comer uma tia. O tio quer comer quem? Quer comer casas das camionetes? É, mas isto é a Sério. É que eu não estou a par dessa, eu não sou 2. Ah, pronto, disfarça se trolha e. Vai às camionetes, Ah, pá fenomenal. Isto vai servir de inspiração para alguma coisa, porque isto são. As é pá. Isto tem que entrar. Isto tem que entrar em.

Alguma tu devias fazer um livro? Não é bem fatias. Isto são mulheres. Olha, há um eu agora, por causa de outro projeto, estive a rever. Agora vamos passar para um nível de alta cultura que tu vais ficar parva. É isto que eu estou a rever, o bonho el, o label do jorre. OK, estou a fingir que sim. Não conheces esse filme não. Pronto, esse filme é a caterine.

The 9 é muito antigo, esse filme é a caterine the 9, que tem uma vida incrível casada com um médico, ela é linda de morrer, nova esperta, high class e que está aborrecida e que está super aborrecida. E então o que é que ela faz? Torna se puta e bem, torna se puta, mas nem recebe nem recebe

a cena não é essa. Só que o que é mais engraçado é que ela não se torna qualquer puta, ela é uma gaja e o bunhol tem uma entrevista incrível a explicar isso, ela quer ser humilhada, ela quer ser espancada, ela quer, ela quer a força que o marido não lhe dá em casa e então isto, isto a propósito das tias e do Leroy Merlin, EEO bunhol diz uma coisa muito engraçada que é nós não sabemos as histórias das pessoas nem o que é que está lá dentro. É todo mundo, não é?

E tu és muitas coisas e tens muitos desejos. E então? As tias podem ser somente uma Belle do jorre. Ela tabboard, está aborrecida, tipo, aquilo é chato? As crianças são chatas, a casa é chata, o marido é uma seca, estás a ver? Já não há, já não há. Ele é. Mas era o clássico jardineiro, não é? Era o jardineiro. Era o clássico jardineiro, mas este eu acho que é um fator de risco mais interessante. É como a Belle do jorre, porque ela depois é apanhada e aquilo é

uma grande vergonha. Há todo ali um élã e o marido acaba bom, enfim, é. É uma grande cenaça aqui. Eu acho que as pessoas estão mais exigentes porque Oo jardineiro depois também se torna aborrecido porque é só o jardineiro, não é? Sim, é sempre o mesmo. Aqui, pergunto me um bocado, se nós vivemos agora 22 fases em simultâneo, acho eu que é. Por um lado, estamos a desconstruir o machismo em vários homens. Estão a questionar e também estão a batalhar.

Um bocadinho com como é que é ser homem? O que é que é ser homem hoje em dia? Porque perdem um papel que que lhes era natural e que lhes lhes foi ensinado. E tem que questionar tudo. Mas, por outro lado, também estamos a ver uma ascendência do machismo nos mais jovens. Há haver 11 influência gigante nesse sentido. Também tem a ver com A direita? Não é? Com algum papel político da direita, sim. Às vezes eu pergunto me se determinadas mulheres não estão à procura de um determinado

estereótipo de masculinidade. Também já só encontram fora de casa percebes. Se calhar, também querem um trolha que é para é um homem a Sério, é um homem que constrói, é um homem que pinta, é um. Homem que trabalha com as mãos. Trabalha com as mãos que tem o escritório que que cheira a cu eh pá. Desculpem todos os trolhas que possam estar a ouvir. Exato, pode haver trolhas incríveis e que nós vemos nesse tipo de mulher.

Empunho ela seguramente à atitude neste mundo, claro, exato, essa ideia de masculinidade, não é? Eu acho que os homens andam um bocadinho perdidos e nós também, sabes, nós andamos um bocadinho perdidas no nosso papel e no deles. Eu pelo menos acho que temos de uma transição do caraças, sabes, nós vimos de de de uma geração das nossas mães, mas mais das nossas avós, que não foi assim há tanto tempo. Estás a ver quando as mulheres ficavam em casa sem trabalhar, certo?

Hoje em dia, não só trabalham como toma conta das crianças, como provavelmente sustentam os gajos. Estás a versão as melhores Na Na escola estão a atingir cargos de topo, incríveis. Hoje em dia tu vais, por exemplo, ver nos, no, no, nos tribunais. A maior parte delas são juízas, engenheiras, arquitetas, tudo, tudo, tudo, tudo, nós estamos a tomar conta, certo? E é pá por uma, por um drive incrível que as mulheres têm e isso é verdade. E porque se calhar era como o Spy. Cleaning.

Exato, exatamente, exatamente, exatamente. Portanto, nós estamos a subir. Só que isto custa nos horrores. A nós e a eles, a minha, porque, espera, eu estou a falar de uma determinada classe masculina que tem consciência. Disto e que. Mudar? Claro que não podemos generalizar nem para o mal, nem

para o bem, mas eu sinto que. Também podemos, e eu não, não estudei sobre isto, mas podemos estar a cair num exagero, se calhar, de homogeneização de papéis sem ligar ao género, que também nos faz estar um bocadinho mais perdidos. É uma boa questão, não consigo dizer te sobre. Isso, pois também não. Mas eu pergunto me sobre isso. Eu também. Pergunto muito sobre isso, que é, será que todas temos que ser CEOSA? Certa altura, já estamos nessa versão, não é?

Onde é que tu própria te inscreves? E uma aversão também é um papel, mais que por acaso foi mais conservador. Mas que poderá também estar aqui, um bocado ligado à biologia percebes, eu reconheço. É pá, os, os, os, eu, eu estive. Agora, olha, neste próximo livro do fuck boy, eu estive a fazer uma grande pesquisa sobre os caçadores coletores e a questão das relações entre homens e

mulheres. Nas tribos de caçadores coletores não havia hierarquias, homens e mulheres eram iguais, mas havia sim, papéis completamente diferentes. Os homens iam caçar e as mulheres eram as coletoras e tratavam das crianças. Isso é verdade, e isso. Muda. Claro que te repara. Também há tribos onde as mulheres iam caçar? Eu não digo que não, mas na maioria era assim que funcionava. Até pela força do corpo, não é? De e porque nós temos as crianças.

O que é que tu vais fazer? Tens as crianças e depois, a seguir, vais matar um búfalo. É possível. Matas a criança e colhes o búfalo. É pá matas, a criança sabes. Sei tu tens quantos filhos, 33 tens que parar? Não, já, já estou velha também, agora alguma vez? A outra já está aberta, já nasces, a outra já quer lá saber disso? Não, mas, mas, mas. Essa coisa da maternidade é uma cena muito complexa no sentido até da atribuição dos próprios

papéis sociais. Não que os homens não possam educar as crianças, não é isso, mas é todo nós temos sempre aquela. Eu acho que nós temos sempre aquela vontade de de de de educar as crianças, as mulheres têm. Já que as têm de acompanhar uma mãe que. Deixa um filho, mas se tudo correr bem, se. Tudo correr bem? Exato. Uma mãe que deixa um filho não é um não. É uma mãe que vai ficar bem, não vai ficar bem na cabeça, não. Vai, nem esteja bem que nem. Esteja. Não vai. Não vai. Esteja OK.

Um pai que deixa um filho? Não sei se é a mesma coisa, também admito que possa estar assim muito, muito usada. Nestas coisas estamos a especular, se calhar uma má imagem, e depois vão pensar que as feministas não. Nós até acho que até estamos a dar aqui 11 perspetiva bastante equilibrada. Por exemplo, uma das coisas que eu estudei quando eu fui mãe, há 11 anos, foi que os homens estão equipados biologicamente para o cérebro.

Se adaptaram a um papel mais presente, desde que tenha uma ligação próxima com a criança desde o início. Ou seja, esse papel do pai mais ausente e que se desliga, acontece muitas das vezes porque não tem capacidade para o fazer, porque a vida não deixa, porque está nesse papel mais provider e está mais fora. Ou até às vezes, como foi no meu caso, eu comi por completo todas as responsabilidades da Irene. Foi eu deixa estar que eu faço, não deixa.

Eu é que sei fazer, sabes um bocado assim, há tudo um. Bocado assim. Sabes, então, acho. Que é o problema da da grande mãe Latina. Que tal? E a Espanha? Portugal, a mama, não é? A grande mãe, a grande patroa matriar e nós e nós incorporámos muito isso, nós temos muito isso

na nossa, na nossa cultura. Os nórdicos não têm a maneira de educar, é completamente diferente, nós não, nós é a grande mãe, portanto, nós sentimos a obrigação de sermos a grande mãe como se as crianças fossem morrer, se nós não fossemos as grandes mães, não é? AI não, eu estou em cima e hoje em dia ainda está pior, porque além da grande mãe, tu agora tens a culpa de trabalhar. Portanto, ainda estás mais em

cima das crianças a culpa. De trabalhar e a culpa de não ser a mãe perfeita, porque cada vez mais há a difusão de outros métodos. De eh pá, eu odeio essas merdas, eu odeio qualidade positiva. Uh, até me vomito eh pá. Eu sou muito menos anos 80. Eu sou muito menos anos 80, sabes que isso? E gritei é pá e apanhem a porrada volta e meia AI não posso dizer isso AI, meu Deus, cancelem me. Já sabes o que é que o van Dinho diz o quê foi? É cancelem me, já que eu preciso

de férias. Exato, exato. E pular, que ainda é pá. Sim, volta e meia obviamente não dou só, mas porque até nem tenho força, já, já, já não é pá, porque só fazer uma chatice. Depois ficam todos marcados e depois gritam ainda mais. Tipo, não podem ligar para o 112 e dão o nome deles. É uma chatice, não dá. Agora, uma palmadona assim, tipo, só para assustar, tipo, Ah, o que é que eu devo fazer? Nada, nada.

Extremamente contra, mas já conheci crianças que eu e que são o resultado das mães e todos os outros fatores que eu pensei crianças? Horrorosas, eu não suporto crianças ou eu não suporto pá. Eu levo logo levanto me da mão. Eu não suporto crianças horrorosas. Crianças que fazem birras, crianças que estão sempre que maçada é pá, tu sabes. Antigamente eu depois também estudei um bocado sobre isto também para me limpar da culpa, não é? Foi a carta dos o século 20, é o

século da solidariedade. É um fala que fez isso e foi um bocado para para para limpar as atrocidades que nós cometemos contra as crianças a vida toda OOA história da humanidade que nós fizemos a carta dos direitos das crianças, mas isso foi em 1900 e tal. Até lá tu trabalhavas no campo,

ó filha, tu não te interessavas? A minha avó dizia isso AI, as crianças não interessavam, comiam na cozinha, não têm interesse, as crianças não sabem de nada, dizem umas merdas depois choram depois caem depois e tudo aquilo é é prepotência e é ego e é emoção. Reparem, são adoráveis e tudo aquilo é amor e está e então percebes. Mas por outro lado, as crianças não pensam em nada, as crianças não, não quero, mas porque é que não queres? Está bem? Então já quero foda se a Sério e

tu estás ali 2 horas, sabes. Olha, vou te contar esta uma vez na escola, numa escola dos meus filhos, a criança não queria entrar no carro, não queria. Então os pais ficaram com a criança até às 10 da noite no parque de estacionamento da escola. Eu sou um bocado dessa pessoa, Patrícia. AI, não eu. Sou um bocado e vem. Aqui para casa vem, traz a tua filha aqui para casa, vá todos, todos os meus amigos dizem. Todos os meus amigos dizem, eu vou mandar uma filha para casa.

Traz, traz, traz. Não, não. Mas sim, se calhar sim. Houve uma vez que ela não queria entrar na escola e estava a chorar aos altos berros e não sei quê, mas muita. E eu fiquei sentada ao lado dela até ela acabar de chorar. Vais lhe explicar que a escola é importante, que a mãe volta pá porque tenho aquela empatia e culpa de mãe e não, não quereres. Mas, espera, quanto tempo é que isso foi? Isto foi desde as 4 da tarde até às 10 da noite. Ah. Não foi tipo.

Ah, está bem? Se for um quarto de hora, Ah, está bem, está bem. Mas isso eu também. Calma, eu também. Pensava que lhe estavas logo na vacinada. Achas? Claro que não. Coitadinhos. Eu sou muito boa com eles. Eles gostam. Os meus filhos gostam muito de mim. Um dia para as vezes não levam. Não, eu vi, eu vi. Eles gostam muito de ti e ao mesmo tempo são muito independentes, portanto. Acho. Whatever works é um bocadinho isso.

Não, e sou muito independente. Eu tenho um mais velho na faculdade, ótimas notas porreiríssimo e gostam muito de mim. Andam sempre muito à minha volta. Estás a ver? Sou muito pintainhos porque eu sou muito bem galinha também. É mãezona. Mas tem um presente. Tem Oo primeiro, portanto, são 2 pais. Não é? O primeiro pai vive no Brasil, portanto é mais ausente. E o segundo pai, sim, é muito presente. É muito presente, muito presente. EE é bom e nós somos amigos.

E é pai. É pai, quer dizer, é mais ou menos pai porque depois as decisões mais lixadas sou eu, não é eu sou sempre a má, é a má, sou sempre eu ele é sempre o diversão, Alegria, não cabrona sou eu quem eles queres, são, sou eu mas está tudo bem, eu já lhe expliquei, eu tenho uma missão aliás, se tu perguntares algum dia aos meus filhos, ele vão dizer, eu tenho uma missão, qual é? E tocar te para tu teres uma boa vida.

E eu só vou ser a tua primeira parede, eu eu vou ser o teu primeiro amor, mas também vou ser a tua primeira contrariedade porque senão eu já vi isto de pessoas que não têm contrariedades e não são educadas e vão para o mundo e o mundo ingóli as porque o mundo é cruel, é mau e não gosta da tua filha como tu gostas está se a cagar, se ela chora à porta da escola, ninguém quer saber, certo?

Portanto, se ela aprender, tipo, levanta o cu, porque ninguém vai olhar para ti, levanta o cu, vá, vá adiante. Há uma, há um. Aprender AA relativizar os problemas e não ficar apaixonada por si mesmo assim. Pela sua própria pessoa e pelo só. Pelo poder e pelo só. Pelo seu próprio poder. Sabes? Porque é que AA história de de de de pronto, Freud explica a história do controlo anal, não é? As crianças controlam o mundo quando os. Pais. Percebem? Exato.

Controlar o esfíncter EOEOEO resto da vida elas controlam te controlando a tua emoção. E tu sabes que é que tu vives em função delas, não tem como. Percebes, não tem como não viver em função delas. Eu vivo em função dos meus filhos, não tem como e, portanto, mas há uma coisa que eu sei que é, se eu não estou, eles têm que estar bem, eles não podem estar a chorar. Eu ó, minha mãe, eu estou tudo. Só digo não porque isso é pior para mim e para eles. Eu tenho que educar para o mundo.

E para a? Bondade e para o amor também, mas há pessoas que vão ao extremo de o mundo é tão mau. Que mais vale levares agora, merda. E vou tratar te mal e não sei quê que é para depois não. Claro que horror. Isso é horrível. Não vou te. Bater agora, porque assim, quando levares uma sova, quando fores mais, já te. Sabes defender? Não, não é nada disso. E eu, como é óbvio, não dou sovas.

É só assim, como é que dizem? Alguém era sacudir o pó, é, é fazer assim, estás a ver tchaca às vezes nem olhe, faço só assim, está quieto, pá. Eu tenho uma amiga. Até bateria no meu filho. Mas ele já tem mais força que eu. Não. Isso é o problema do mais velho, o mais velho já por. Exemplo é, mas é tão engraçado os rapazes e as raparigas. A minha vida praticamente se levou 2 palmadas na vida foi uma sorte. Pá, não, nada, que é uma. Espertalhona. Porque olha, pá, manipula me

como quer. É rata, rata, tem tudo o que quero e tudo. O que o mais? Velho ainda levou talvez umas palmadas. O mais novo também muito pouco. Também é muito pouco hoje em dia, o mais velho já é grande, tem mais força do que eu, como é óbvio, realmente tem 19 anos, é enorme, o mais, o mais novo

também menos. Mas isto é por outra razão, porque Como Ele É o mais novo e é o bebé, é um matulão gigante, é um bebé, nós todos o tratamos um bocadinho com ainda com convergência o bebé e lá. Vem o gajo calça 36? E ninguém o consegue levar ao colo porque ele pesa 40 kg. Portanto, quem é que leva um bebé de 40 kg ao colo dele? Hum, lá vem ele. E, portanto, esse nós temos mais paciência. Mas isso também tem a ver depois

com isto em carreira, não é? Tu só tens uma, é, é, é. É uma experiência completamente diferente do que teres ali 3 e está tudo em fila Indiana, certo? Então, mas só para terminar retomando. Aqui uma coisa que depois acabámos por não falar e eu percebo que tu investigas muito e falas muito com as tuas amigas, ou seja, estás sempre a absorver coisas. Identifico me com isso contigo, nisso que como comediante, fosse a trabalhar. Estou sempre a olhar para tudo,

sempre a escrever isto é o quê? Isto posso usar para isto, não sei quê sempre, mas tu tu escreves imenso, tu passas muito tempo a escrever novelas, filmes, livros, quando é que tu vives? Isso é uma ótima questão. Eu agora estou, estou. Exatamente a pensar nisso, porque eu tive um ano muito intenso, muito difícil, difícil no sentido profissional, porque foi muito desafiante, mas foi ótimo, correu super bem, mas foi muito desafiante.

E a certa altura eu estava a trabalhar, tipo todos os dias, todo o dia estás a ver e aquilo estava me era 11 pá, um estalo de ficção horroroso e houve muita coisa que ficou e, portanto, emerge disto. EE tu tens que tentar conciliar, é um pronto, é uma aprendizagem. Tu tens que tentar conciliar este drive imenso e esta fura imensa estás a ver com essa parte da tua vida. Até porque há uma razão.

Há uma, há uma. Há uma consequência aqui, quanto maior, quanto melhor é a tua ficção, ou seja, quanto mais impacto tem a tua ficção em ti e no nesse sentido é melhor, menos tem a tua vida. Ah, porque é como se tivesse AA. Suprir algumas necessidades tuas através da ficção que que estás a criar de dopamina, seguramente, que dopamina. Seguramente. E depois sais daqui, onde estás a inventar histórias maravilhosas para pessoas maravilhosas e vais fazer sopa. Maravilhosas e vais fazer sopa.

Ó, mãe. Dói me o rabo. E eu? E não sei quê. E o outro fez não sei quê e é como se fosse um vício. Então tu queres voltar para a. História é logo do caraças, sim, que engraçado no outro dia. Não sei se foi. Através do extremamente desagradável da Joana Marques. Ou só vi efetivamente o podcast em que entrevistar o guionista do Bruno Aleixo, o João Moreira, certo? E perguntaram lhe como é que é escrever algo todos os dias? Como é que é ser argumentista de um boneco há tantos anos?

Ele disse, pá, é um trabalho, sabes? E então sentiu se ali um bocadinho. Uma cena de como se estivesse na função pública do género. Onde vocês veem encantamento? Eu vejo. Trabalho também também, claro. Mas tu? Tens se calhar. Por ser ficção e por seres tão mudada? Sim, EE é. É muito encantamento. Tu vives aí é muito Encanto, tu vives aí? E é trabalho, atenção. Aquela coisa do Ah, hoje não consigo escrever nunca em em tempo de alguns instantes, tu? Sentas te aí, escreves?

Pode ficar melhor, pode ficar pior, pode ficar mais, pode ficar menos, mas. Tipo, senta te e escreve, trabalha editas, trabalha, trabalha. Portanto, há aquele lado marceneiro, não é que estamos a fazer? Fomos ao la rô, à Merlin e de facto, comprámos as ferramentas. E depois há o lado em que não é só marceneiro, porque o marceneiro faz e faz, faz, faz produtos, materiais, cria matéria e não cria matéria iá. Tu não fazes nada. Real.

E é impossível tu não fazer nada real, estares AA criar vidas e pessoas muito melhores do que a tua, como é óbvio. Imagina tu estares a tentar contar a tua história que seca a tua vida é aborrecida OA rotina ao dia a dia som Boring, estás a ver, não? Ontem o Aron sorkin, vi uma entrevista dele muito, muito boa. Eu gosto muito do Aron sorkin, o argumentista e o gajo dizia, as pessoas e as personagens são parecidas, mas não têm nada a

ver. Porque eu eu, quando eu crio uma personagem, eu estou a criar 111 simulacro, um Avatar de uma pessoa com uma rapidez, com uma dinâmica, com os diálogos. Ele ele gosta muito de algo, ele trabalha muito de algos, ninguém fala assim, ninguém tem aquela rapidez, ninguém, nada, aquilo é fake. E depois o entrevistador foi engraçado e disse, pois e Shakespeare?

Ele disse, pior ainda em Shakespeare, porque essas pessoas rimam e tu na tua vida, não rimas, ninguém ri, portanto, pá qualquer pensas nisso e que são acontecimentos épicos. Romanciados, ainda por cima aumentados, levados ao limite. Muito parecido com a comédia. Pronto. Não, não é por acaso. Que ambos têm ali escrita persona, personagem. Exato. Eu, eu, eu pedia na boa, fazer comédia, se. Se tivesse alguma graça, mas não tenho. Portanto, não faço. Mas pedia na boas.

Quer dizer, tenho, mas não tenho. Não sei escrever comédia, sou engraçada porque é divertido, mas não sei escrever comédia. Sou bebling, sou muito bebling, mas depois tenho uma cena com o desconforto. Da comédia. Ah, tu falaste, eu falei, estava a ver o. Estava a ver o. Pelo mundo, pá. E o diz umas coisas às pessoas, eu morro, por eu morro. Mas eu? Morro eu fico assim. Como é que ele disse isto? Porque ainda por cima não sou nada disso estás a ver.

Eu depois sou muito agradável, muito conciliadora. Eu morro a ouvir o Conan ao Brian, a gozar com aquela gente e os gajos a rirem se ou seja, mas ele pode, estás a ver porquê ele pode. Aquela personagem lá está, aquele próprio criou. Consegue compensar o desagrado com o desajeitado que ele é? Sabes? Ninguém o vê como ambiente, não é ninguém o vê como nada, porque é um homem. Franzino. Com as pernas grandes? Exato. Aquele troncozinho assim, ruivo. Meio pálido Na Na, na, não e

não, EE não se leva. Muito a Sério estás a ver, acho que a pessoa. Ganhou agora o prémio Mark Twain. Ganhou. Finalmente, depois de tantos anos de carreira, lá, foi reconhecido e aquilo foi muito importante, não só para ele, mas para todos nós. Prevermos que um. Comediante de nicho, também de nicho, é pá, é é quem é que. Não é de nicho, é pá. Não te consigo. Olha o por exemplo. Não estou a brincar o gervaze. Não é de nicho, não OCK, são já são nichos muito grandes.

Percebes, eu o sinefeld. Não é, não é de nicho. São pessoas mais consensuais que se disserem 55 comediantes que estão no top ou qualquer coisa, surgem praticamente sempre. Mas o conden era um bocadinho mais underground, até pelo conteúdo que ele fazia no late Night show, ele tinha durante 10 minutos, 10 minutos. Não parecem 10 minutos porque é televisão, mas vá 2 minutos ou 31 urso a masturbar. Se tinha, tinha. Pá e isto só dá. Só dá para brincar quando não estás em horário nobre, não é?

Quando isto só dá para brincar. É assim em Portugal, seria. Obviamente, seria escandaloso. Ainda não conseguirias, não tens, não tens escala para tanta diversidade. Exato, não tens público para tanta diversidade, uns poucos. EE agora e os podcasts e não sei quê. Isso é o que? É o que safa agora. Isso é o que safa agora. Isso é o que safa agora, porque No No mainstream, mas o que fala é que eu vou continuar com isto de. Entrevistar pessoas?

EE, eventualmente vou dar a volta e eu quero saber mais sobre ti, mais sobre AA tua cabeça e eu. E se eu fui ao ao à Merlin ao meio-dia? Ver como é que era, se havia lá o José Carlos, isso é, é um cruzing de tias. Eh, pá, eu sabia a minha excitação, ouvir aquilo, a minha. Excitação ouvir aquilo tipo McDonald's, onde há? Pessoas homossexuais que vão fazer cruzing no McDonald's, eu sabia isso na estação. Do do bombarral sabias na estação de camionistas do bombarral.

Na estação de de de camionistas do bombarral, aquela aquela casa de banho e aquilo era um berço de habias, meu Deus, as coisas, as coisas que uma. Pessoa, sabe? Informação completamente inútil e desnecessária. Mas isso compõe. Estás a ver isso compõe. E para mim também. Por acaso é por acaso. É útil. E eu? Gosto estás a ver, é, é mesmo? É eu só ficar assim. Estás. A ver, olha Patrícia, alguma coisa que que vá. Estrear em breve e que queiras o arquiteto. O arquiteto, acho que é em

setembro, setembro, ou é, mas. Acho que sim, e o meu próximo? Livro que, infelizmente. Já não se vai chamar fuck boy, porque me me me castraram. Fiquei triste, mas que pá. Espero publicar em breve. Qual é o nome? Qual é que vai ser o nome? Não sei. Olha, se tiveres alguma ideia, manda me. Porque já o fuck boy é é o pronto, é o é a piloca amiga, eu disse, não, não é piloca, amiga, que chatice. É que fuck boy é mesmo o que é? É que é mesmo o que é só.

Que as pessoas podem achar que é. Fuck buy sim, o digal é bom, mas é que isto é muito, o livro é muito intenso. O livro não é uma comédia nem é piada, são 3 mulheres super afetadas por este homem. E como é que ele, como é que o que é que ele entrou na vida delas? É muito intenso, é um romance, é um romance. Na tua editora, tu és uma artista. Uma renomada, isso não pode ser assim. Uma coisa é. Dizerem me a mim? IA dizer migas, pronto, é obrigada, não é? Iá exato, tu acabou.

É fuck boy e. Acabou, as pessoas não percebem não, mas. Depois, tenho medo que as pessoas não, não, não alinhem. Depois, no livro, porque achem que o título não está de acordo com o com o conteúdo percebes, mas acho que alguém tens, não sei, Ah, tu julgas? Muito o livro pela capa julgas. Julgas, mas fuck boy até é mais atraente. Olha sim, depois as. Pessoas acham que é uma cena tipo meia pop, e depois? Chegam lá e aquela merda é um arraso emocional.

É pá quem vá ler também são pessoas que têm alguma. Não sei. Pronto? Eu acho que não. O livro é fixe. O livro está fixe. Ele está fuck boy, então está bem? Vamos a isto. Pronto, então fica assim, beijinhos. Até logo, meu amor, obrigada. Não valeu a pena, eu acho que muitos de. Vocês quando têm podcasts com pessoas, pensam, Ah, esta pessoa não me interessa, esta pessoa não me interessa. Quem é esta pessoa? Podem não ter conhecido o nome de Patrícia Muller logo no

início do episódio. A pensar é trema. É beta, sim. Mas vejam lá se não foi uma conversa que disparou para tanto lado que que falámos desde sexo em parque de estacionamento de lojas feminismo às origens do feminismo. Não fomos único, laterais falámos sobre tanta coisa, sobre uma série que vai estrear, sobre maternidade, sobre bater nos fins. Quero deixar aqui claro que ainda não bati na minha filha,

mas ainda há tanto para viver. Digo que sou contra é este tipo de. Conversas que eu que eu admiro. Percebem? É isto? Será que vou conseguir suplantar o prazer desta conversa com Kiko isot, que é quem é o entrevistado da próxima semana, se não se pode dar hoje eu baldei me à primeira. Não isto são pormenores de produção que não vos interessam, mas Kiko isot para a semana e vou vos pondo a par da minha sinusite, que eu sei que estão para aí relatos.

Beijinhos, Ah, e sigam sigam o podcast para não andar eh pá a outra gaja não sei quê e assim também aparece vos a seguir ouvem o podcast que gostam e depois oi, não se é e se é e sou eu comentem que eu respondo que eu sou a tangion Horace ponto partilhem pelas vossas amizades. EE cá estamos meus putos, cá estamos, vocês assoam se 2 vezes ao mesmo papel eu acho que não consigo. Mas assou me assim.

Uso mais papel higiénico para limpares na casa de banho do que propriamente para me assoar beijinhos. É o podcast? Não sei. Se Ah.

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