Rui Maria, é verdade que és bruxo? Olá, como é que vão essas férias? Lindas, lindas, lindas. Já foram à armação de pera. Já como é que está a praia, AI que está lá um restaurante este ano, que no que toca a marisco está em é o melhor sítio de marisco de todo o Algarve, tu sabes quem é que o meu tio já lá vai há 30 anos e diz, pá, não há mexilhão, mexilhão é marisco, não há mexilhão como aquele. Qual é que é o critério para ser
marisco? Estou a falar contigo, não sabes, é, é Conchas, é, é te carapaça. Senão, a tartaruga é marisco. A tartaruga é marisco. Não sei, não sabes se é marisco. A tartaruga tem carapaça ou marisco, mas quem é que tem carapaça de marisco? Tem todos. Têm todos uma certa forma de carapaça. É Ou Não É? Camarão, carapaça, caranguejo, carapada, lagosta, ostra, carapaça, percebes. Quem é que quem é que não tem
carapaça não toca a percebes? Pronto, isto é uma coisa gira que o Miguel e eu andamos a fazer aqui é falar, aprendemos, aprendemos aqui a falar e então andamos a jogar um jogo. Nem sequer sabia que IA falar disto. Partilho ou não vou partilhar porque partilhar é bonito. Eu estou a falar contigo, podes falar agora é está bem pronto então que é uma coisa muito gira que é dizemos letras, é jogar ao stop. Só que só uma categoria. Mas agora também já sinto que estás a falar de mais.
Vou dizer stop. Não. Eu digo as letras dizes, stop. Não vá a. Stop. Esqueci. Me desculpa outra vez. AFFQ marcas, não sei. F marcas. Então vá outro, não outra letra famosos está bem? Então vá começo. Eu, Rússia Moniz, fraeza, Guilherme, FFFF, Fernando Daniel. Fernando Correia. Marcos. Fernando Correia, quem é de burriquito? O que é isso? Estás a gozar? Fernando zamora. Fernando Mendes. Fernando. É da história, é do tratado, não o Fernandes.
Agora, isto foi uma das coisas que nós fizemos. Num eu digo, eu digo que fomos de retiro, fomos no para um retiro, mas retirámo nos é diferente. Fomos para um sítio lindo No No Alentejo. Não digas, onde é que é, Joana? Então, mas o Alentejo é grande. Vamos já das água da pistas. Então é um sítio feio? Pois tu dizes. Faço Alentejo com a boca. Não existe. Está bem pronto. Tens de censurar isso? É uma cabine no meio Do Nada. Cabine pode se dizer cabine. É cabine?
Então, mas acho que é uma cabana. Não é uma cabana porque não é feita de defesa. Mas é cabine. Então é o quê? Não sei, mas cabine parece me muito parece tradução de naifa estás. A ver. É uma casa, Mini casa, parece uma tinee home tem tudo do boi e do melhor tinha nos a nós que somos um beija aqui para as pessoas saberem que somos um casal aqui dá um beijo, está bem, tinha Lençóis de linho. Eu sei que isto parece estúpido, mas muda por completo a experiência.
Toalhas muita boas, daquelas que mesmo sem tomar banho vos apetece estar enroladas e não. Fizemos, não. É sim, nem tomámos. Banho aquilo Lava mais do que tu. Passaste Por Ela a fazer assim. Tomámos banho e vocês pensam, ei, essas cenas a nível de água ótima, água sem pressão nem depressão. A água estava sempre assim. Sem pressão, não tipo com. Pressão? Ah, com pressão, pá. É quentinha. Estava quentinha que um gajo vai para lá e sente o microbio todo. É, é tudo, embora super bem
equipada, tinhas joalheiras. Que tu precisas cultfleires que é para ser. Tinha tu está pronta para o patinho? E pá. Lindo. E como aquilo é uma cena offline, tem imensas coisas para brincar para além de nos termos um ao outro, OK? Xadrez. Rádio. Estivemos a ouvir rádio Granada. Rádio com cassetes tem. Ouvimos tipo discos, pedidos. Velhotes muito bem equipada. Sim. Café. Fizemos slowkoff como nós. Lá está. A minha avó sempre fez slowkoff.
Nós. Nós somos tão. Nós somos tão evoluídos que interrogámo nos porque é que o café sobe? Porque é que a água ferve? Porque é eles estão a ver o. Termo mais um bife no fogo. O Miguel ateou o fogo, foi mesmo mais cholas e eu estive a lavar a loiça. É muito tradicional, sem sentir que recuámos ali a uns. 50 anos, senti isto, mas depois comemos 11 salada com cenoura ralada. Porque é mesmo para sentir a
natureza? E ali, ao lado, havia imensas rochas, rochas que iam deixar os pedrólogos loucos porque parecia rochas mesmo, daquelas coisas que nós aprendemos na escola, que faz sentido, que é Antas de homens. Sabes? Conheço o programa. Conheço. Qual o programa de educativo de? Não há. E há. E os de homens? Pá. E havia charcos, porque aquilo tem uma barragem lá. O quê? Qual é charcotank? Não teve graça, vais continuar sem rir. Eu gostei. OKA minha foi melhor e tinha lá
tipo riozinhos ficou imensos. Girinhos não tinha. O Miguel estava cheio de ciúmes. O que é que vais fazer? Vou ver os girinhos. Estava lá o Guilherme a fazer o. Guilherme girinhos, andei descalça, andamos nus, Lemos para caraças. Foi, foi, foi incrível e é giro, porque a mim custa me um bocado sendo comediante. Falar disto sem ser com humor, porque é fácil, e para a para a ironia, para o sarcasmo e reconectámo nos e pá, foi muito
importante para mim. Eu, uma das coisas que eu mais gosto de fazer com o Miguel sem ser essa é ler. EE adoramos ler juntos. Estamos a ler um livro em conjunto. Miguel também está a ler e foi me citando, isto parece. Abusão não, não me citei a ti. Fui dizendo ao pulso, bem sabes o que é que a Joana disse hoje Na Na Na senti zero saudades do do telemóvel até o deixei no carro lá em foda. Se o Miguel teve ali o telemóvel
explica às pessoas. Tinha algumas ofertas de trabalho pendentes, então tive que ir vendo, é verdade. EE, eu, eu vi. Eu vi porque tu tens óculos e eu via as maminhas a passarem nos ecrãs. Vi, vi, não eram as minhas porque estavam no sítio das maminhas. Até mortes. O lábio disse me para quê? Para não não ser pior. Não para não dizer não. O quê? Não é que se depois isto ficar para um roasing não é bom? Bora, continua. EIA.
Recomendamos vivamente agora está lá uma rapariga que está a fazer uns stories e confesso, sim. EE confesso, senti um bocado, não, não, aquilo é meu, não é, mas é, é doentio e estou a tratar disso na terapia, que já agora aproveitei para fazer terapia, porque eu tenho um desconto de 30 EUR, viste? Fogo, isto é, um. Visto ou não? Viste ou não 30 EUR na vossa primeira não, não, não na vossa primeira consulta da high well, Joana gama, não pagam. Quem é que pões os bifes cá em
casa para mim, não me pagam. Olha, ontem foste a barrar, se ri e quem é que arretou a metade? Oh, pá, então, Ah, pois é. 30 30 EUR de desconto na primeira consulta na high well a consulta fica a 13 EUR isto melhor do que isto só se for o psicólogo a pagar vos para irem desconto o link para o desconto se estiverem a ouvir isto no Spotify ou no YouTube está na legenda recomendo vos então também o solo vou pôr também Na Na legenda e vale mesmo muito a
pena mesmo foi. Foi bom não só para a nossa vida em casal. Mas também para a minha própria cabeça foi, foi muito fixe, muito fixe mesmo. Rui Maria pega é um grande amigo meu há muitos, muitos, muitos anos. Admiro o imenso, acho uma pessoa incrível mesmo e aproveitei para falar com ele agora que tenho um podcast, porque somos daqueles amigos que não falamos. Rui Maria, é verdade que és bruxo. Eu sei, eu sei. Ó Joana, não foi por isso que eu vim aqui. Porque é que vieste essa?
Também é uma também não sei. Também não sei responder a essa pergunta agora. Não achei que ias expôr as minhas qualidades místicas que ainda por cima vem de uma longa linha de de. Família, primeiro tu és, tu és dos melhores entrevistadores que eu conheço e, portanto, sinto me só aqui. E depois, porque eu sei coisas sobre ti, quero aproveitar a nossa intimidade, mas não queres pôr? De maneira alguma, porque eu respeito o teu espaço público e privado.
No entanto, isto, seres bruxo, eu acho que interessa, explica. Então essa tua linhagem, de onde é que vem essa tua convicção? Porque tu estás a fingir que é cómico? Mas há uma percentagem, e essa é que é a questão. De que acreditas realmente que isso é verdade? Bom, já fiz vários caming outts na vida. Primeiro, obrigado por dizeres que sou um dos melhores entrevistadores. Que conheces és mesmo? Até porque conheces todos. Mas mas há uma, há 111 lado das conversas. Acho que nós hoje em dia
mercantilizamos a intimidade. Não é de repente a intimidade. Nós. É engraçado porque se pensarmos sobre isso, quando apareceu o alta definição e esses programas e as pessoas começaram a ir à televisão, eu acho que nós nos lembramos disso porque nós já trabalhávamos no na altura, esta coisa de. As pessoas antigamente não diziam nada e de repente diziam tudo e diziam as coisas mais escabrosas para ter atenção. Não é os holofotes virado para elas e sabias que se ias dar uma entrevista?
Bom, vou ter que falar do meu maior trauma, que é para vender a minhas peça. E é tipo, porquê, não é? Carolina Patrocínio falou recentemente sobre as pernas tortas. Sim, e nunca tinha falado sobre isso, não é? Mas. Mas tem de ser, porque já já partilhámos tanto que vamos às pernas. Pois eu acho, eu acho, é que, por um lado, é bom que as pessoas sejam capazes de falar sobre os seus traumas. Por outro lado, preocupa me que
não se saibam calar sobre eles. Hum, estás a falar com a pessoa certa para fazer esses comentários? Obrigada, Rui. Não, eu acho que tu fazes o que tu quiseres, não, eu acho que eu acho que. Mas uma coisa é o humor e a comédia. A poucos dias vimos a Chelsea handler, que é um bom exemplo de alguém que não se coíbe dizer nada, não é? EE pronto, mas isso é um tema para depois. Voltando à à minha linhagem Mística, eu tenho a convicção desde criança. Sim, que tenho uma costela.
Médium. Eu não estou a dizer que sou muito médium. Eu estou a dizer que sou médium, médium e, portanto, eu há um lado em mim que, sei lá, tenho intuições, sonho com coisas que vão acontecer. Se não vão acontecer, eu faço, temos uma. Eu acho que toda a gente tem isso. Eu não acho que eu seja. Intuição ou sensibilidade, o que é que conseguimos discernir aqui? Acho que há 2 coisas, acho que toda a gente, quanto mais.
Sintonizado está com quem é mais, consegue ter tempo de se separar de uma espécie de relação inconsciente com o espaço e com as pessoas e com os outros e, portanto, consegue ouvir se melhor. E às vezes, quando tu ouves, tens intuições e há pessoas que se calhar são mais tipo tijolos e, portanto, não têm esta, esta sensibilidade. Mas depois, acho que a maior parte de nós, isso nós temos isso na infância. Eu acho que as crianças têm têm uma ligação a um mundo espiritual.
Eu sei que isto não, não é muito. Sei lá, cool dizer não é, mas mas eu acho mesmo que nós temos essa, essa. Sim, depois com os porcamos, isso com as convenções, com as uma. Das coisas que eu mais gosto de fazer é sempre que apanho isto. Ou no Instagram ou sei lá, no Reddit ou uma coisa qualquer. São pais a contar. Quando as crianças se lembram das suas vidas passadas e fico horas a ler, é verdade. Ainda nunca fez essas coisas. Ela disse que gostava de ser
adotada por dragões. Não sei se é por se lembrar de vidas passadas ou é só por nos odiar. Quando eu estava no meu ovo? Com os bigodes os dragões têm bigodes. Agora é só do. Depende da zona. Então, mas olha, uma das coisas que eu sinto relativamente a isso, da sensibilidade e à medida que vamos avançando nesta escala da da autoconsciência, é que eu consigo sentir quando é que uma pessoa.
Quando eu quando é que eu quero que uma pessoa faça parte da minha vida ou não, ou seja, a energia que ela tem. Se quer gastar o meu tempo com isso? A partir do momento em que tu vês uma pessoa, nem é preciso falar com ela. Eu acho que tu consegues captar a energia e saber em que ponto é que essa pessoa está chamarias a isso, intuição ou aquilo que estava AA dizer então que é de estares mais desperto para isso, por estares mais.
Em ligação contigo mesmo. Eu acho que acho que as 2 coisas, acho que à medida que vamos ficando mais velhos, se tivermos com atenção ao mundo, eu acho que o grande problema também é, nós estamos tão encharcados de informação e estamos sempre nas redes sociais. EE, com esta ideia constante, estamos a consumir a energia dos outros? Eu fico muitas vezes muito. Não quero estar com tantas imagens na cabeça, não quero abrir o Instagram e de repente vejo um post teu, que horror.
Logo a seguir, vejo, sei lá. Gaza mais à frente vi A Entrevista de Carolina Patrocínio mais um bocado e tu e tu pensas eu não, eu não, não é normal e não é natural eu eu de estar a ser estimulado desta forma não me não me pode fazer bem e eu acho que quanto mais eu não sei se sentes isso quando quando estás a criar, quando estás AA escrever que é quanto mais, ou seja, é importante no teu caso que fazes observação de humor, não é tipo tu vês como é que as pessoas se comportam?
Isso é interessante, mas quanto mais eu estou encharcado dos outros, menos eu consigo ter uma voz vagamente original. E, portanto, esta leitura dos outros também tem que ter pausas. É lixo? Claro que não é lixo, no sentido em que temos de ter consciência social. Mas ocupa, não é?
EE portanto, eu acho que quando esta quando eu digo que tenho uma costela de bruxo é que eu sinto que pontualmente tenho assim uns insights, umas umas leituras que podem estar enganadas, não é supostamente Oo teu córtex pré frontal? Filtra 40 por, ou seja, só vês 40% da realidade, supostamente, e essas que esses 40% batem certo com os teus vieses. Não é com a tua identidade, a tua origem cultural, o teu, sei
lá, o teu caldo em que tu vives. Mas se isso é verdade, se eu conseguir 45, significa que eu se calhar estou a ver qualquer coisa que alguém não viu e se calhar é sobre isso, não é? Não é uma coisa de. Repente. O download do meu guia espiritual que me está a dizer. Não sei, eu acho. Acho que depois também isso. Isso é um lado que minha Rita imenso no Instagram, que são todos estes gurus que a cavalgam, a ideia de que nós temos de estamos todos à espera de alguma coisa que seja
despertado em nós, sabes? Tenho que ir para um retiro na ericeira, que que é nosso. Eu gosto, o que é que é especial em mim? Eu sou especial, especiais. Eu treino ténis e o meu treinador tem. É mais do que treinador percebes, ele alimenta, orienta me para a vida e no outro dia estávamos a ele decidiu comentar o facto de eu gostar bastante de terapia e de fazer terapia.
E ele disse, esta geração vai muito para a terapia porque tem o foco muito nelas, ou seja, qualquer coisa que não corra a seu favor. Como estão focados em si, pensam, o que é que eu tenho de errado? Em vez de pensar em como é que eu posso contribuir ou como é que eu posso ser mais para os outros? E nesse sentido, diminuiríamos muito mais este hiperfoco não é que que temos em nós? Eu sou o contrário disso. Eu foco me muito em mim. E gostava de saber como é que tu
estás nesse ponto? Porque nós somos amigos há tantos anos que eu sinto que te tenho visto crescer. Estás muito comunidade. Obrigado. Não falamos disso, não estávamos no ar. Ainda? Pois é, tem sido giro, tem sido giro. Ver te a evoluir, a ficares cada vez mais mais equilibrado. Faz parte da idade, mas também dessa, dessa importância que nós damos a nós próprios. E também a terapia. Atenção, eu, eu continuas. Sim, eu, eu tive. Fiz tipo 5 anos e depois parei e
voltei mais ou menos há 2 anos. E esta minha última terapeuta, é muito bruta. Eu acho direta, adoro isso. Eu adoro coisas um bocadinho mais bonitas, porque acho que muitas vezes nós também pagamos estas pessoas para nos irmos queixar. Ou seja, eu acho que há um lado que desta coisa também da terapia. Obviamente, atenção para muitas pessoas têm capacidade financeira para apagar. Não é porque o grande problema das pessoas não terem dinheiro para pagar isto.
Mas é um bocado uma espécie de pessoa contratada para ouvir as minhas frustrações. Em vez de ser alguém que me ajuda a pensar e portanto é, é, é ou que cujo o objetivo para mim é melhorar e não acho que haja mal tu tirares tempo semanal para pensares sobre ti acho acho que é fundamental, mas também teres, amigos, não é? Os amigos também servem para isso, não te servem para pensar o mundo contigo.
O que eu acho que muitas vezes as pessoas confundem é a terapia de ser só isso em vez de ser um sítio onde eu vou melhorar, eu quero melhorar porque eu tenho um lado mimdoente e portanto, eu quero trabalhar o meu lado doente e trazê lo para a luz e para e estar mais saudável e portanto, eu acho que melhorei. Imenso não só com esta terapeuta, mas com o trabalho que tenho vindo a fazer. Porque porque é natural, todos temos traumas, todos temos problemas.
Eu acho que nós hoje, e nós já falamos disso algumas vezes, a pressão de estares no ar, a pressão de tu. E atenção que a nossa vida não é tão grave quanto noutros países, mas há muitas coisas que nós interiorizamos como normais que não são. Basta pensar em coisas que me aconteceram em festivais, deverão a apresentar para a sic radical e eu penso, aquilo hoje era considerado abuso de coisas? Estás a falar profissionalmente ou eventualmente? Estar no ar. Imagina, eu tenho.
Eu lembro me de um episódio em particular. Eu estava em direto. Eu tinha para aí 21 anos, e tu? Passaste isto muito novo. Aos 19, duro e aos 21 anos eu estava, lembro perfeitamente de. Não há nada pior e tu sabes isto do que estar em direto para um festival a partir das 11 da noite, com uma Câmara ligada no festival, porque as pessoas estão cegas e. Até no Rock In Rio.
Até no Rock In Rio só me lembro dos diretos com os xutos e pontapés já estavam a tocar e as pessoas bocas lá fora, ainda por cima, tanto tu como eu, que muitas vezes sim, mas uma atitude, um bocadinho mais ácida no ar. Isso fazia com que as pessoas às vezes se passassem. Na nas reações, não é? Ou seja, não mediam nada. Aquilo que nós hoje dizemos AI, as pessoas são tão selvagens. Nos comentários a pensar, as pessoas às vezes eram selvagens,
connosco ao nosso lado. Mas mais contigo, mais contigo, por teres mais mediatismo e aquelas tretas? Coisa das lógicas de onde é que vens e a tua mãe e et cetera. Mas e seres gay, não é? E, portanto, havia ali uma, mesmo eu não tendo dito na altura que era, e as pessoas entoiam que eu podia ter qualquer coisa que não expressava. Para não seres alfa, não é? Sim, é um bocado isso também. E eu lembro me que foi também de ter começado de ser nomeeiro ter começado a estar.
Eu estava eu, eu, o homem que tinha aqueles balões no sudoeste, sabes com as luzes, e era um homem americano que nós invariavelmente tínhamos que entrevistar. E então eu IA entrevistá lo e eram 11 e meia da noite e ele estava com os balões. E a ideia era a Câmara começar de baixo e filmar os balões com os balões em direção ao céu, portanto, criar uma ilusão de ótica. E eu estou ao lado com o microfone. E estão à vontade, tipo 50 pessoas à nossa volta, uma
clareira de 50 pessoas. Isto só para dizer que os câmaras levavam holofotes e, portanto, nós éramos uma espécie de oásis luminoso, sempre No No meio do do. Recinto, sim, e são. Então, de repente, quando a luz se ligava, tu passavas a ser um alvo. Não é tipo, havia era como mosquitos que apareciam de. Repente? Exatamente, sim, sim. EE, havia aquela coisa da da falta de quase a ideia de que não existiam regras a partir de uma determinada hora.
E eu lembro me de de meter que ajoelhei me ao lado para fazer a ilusão de ótica. E comecei. Comecei a falar e, à medida que me IA levantando, ouvia à minha volta as piores coisas, tipo um nível de insultos, de violência verbal que eu tenho a imagem de eu me estar. AE eu dissociar um bocado, como estava a acontecer? Porque era aquela coisa de eu estou no ar, eu estou com o microfone. Estou a trabalhar, sim. Estou a trabalhar, mas mas eu, eu olho isso tu também tens que
é? Ninguém me vai tirar o microfone da mão porque eu sou responsável pelo que está a acontecer, uhum, independentemente daquilo ser assim, radical e, portanto, obviamente. Estou a trabalhar. Um direto, sei lá da da, da, do anúncio do papa, mas esta ideia de que eu estou a fazer uma coisa normal, que é apresentar e estou a ser alvo de uma violência Extrema e coisas tipo coisas que eu nem consigo nem vou reproduzir agora, mas coisas
que eu me lembro. Portanto, sempre que eu atravesso uma multidão à noite, isso fica me no corpo, existe no meu corpo. E, portanto, esta sensação de que nós temos muitos traumas para trabalhar, todos temos com mais privilégio, menos privilégio. Mas isso eu acho que a terapia é fundamental para isso. Portanto, às vezes fico um bocado irritado com as pessoas com a terapia. Um bocado só para, mas.
É engraçado que. Eu sinto que às vezes, e daí teres feito a comparação com os amigos, porque existe muita ideia de porque é que eu preciso de um psicólogo. Se falo com os amigos, é óbvio que são coisas diferentes, tendo em conta diferentes psicólogos. Há psicólogos maus, que também não puxam por aí e que são custos? Exatamente. Mas uma das grandes vantagens de fazer terapia ou de desabafar com amigos é essa função de
espelho. Porque como nós não temos noção da da gravidade daquilo que nos aconteceu, a tua vida é é exposta praticamente desde desde sempre. Isso para ti foi uma coisa que normalizaste ou que na altura até pensaste pá. Eu. Mesmo por isso, por algum motivo. Eu penso exatamente, faz parte. Um bocadinho, imagino como tu também não é noutras histórias que não temos agora que trazer, mas. Ao longo do teu processo, da tua vida profissional, também viveste isso, não é que é?
E a falar disso que é, já houve momentos de assédio e coisas do género com uma pessoa. Agora estou a rever o Doctor House, por exemplo, as temporadas todas. E na altura eu achava engraçado e percebo que aquilo seja um retrato satírico e tudo o resto. Mas eu normalizei muita coisa que me aconteceu com esse pretexto do Ah, esta pessoa é assim. É assim que funciona. Fui eu que provoquei e só quando contei.
E se alguém fora desse contexto profissional ou até mesmo em contexto terapêutico e vi a reação de outra pessoa, é que me apercebi da gravidade, porque até lá tinha normalizado, contei. Ah, por exemplo, a uma amiga nossa, a Rita, isto aconteceu assim e assim ela disse, a Rita também é bastante expressiva. A sua mãe tem que ir preso. Já percebes ao meu psicanalista esse esse tipo é um nojo. E eu e eu, na altura, não, não me apercebi disso, percebes, nós
normalizamo nos por completo. Achamos que é a cultura vigente, não é EE. Pensamos, bom, sempre foi assim. E atenção, eu sou homem, portanto não vivi metade das coisas que as mulheres vivem nestes contextos. EEA ver a ver esta ideia de que nós passamos incólumes pelas coisas e que se falamos sobre isso, nos estamos a queixar AI eu agora esta geração de não se pode dizer nada. É uma coisa que me deixa irritado, porque acho que é 11 coisa, é tu seres. Perderes um bocadinho.
O foco e todas as coisas têm que ser uma Batalha. E isso eu também acho que é uma coisa que tem a ver com a falta de maturidade, que é não. Eu tenho que escolher as minhas batalhas. Tu ficavas muito aflito no início porque tens uma empatia tão grande e preocupas te com tanta coisa e sempre foste tão informado que eu lembro me que tu tinhas uma espécie de de ansiedade gigante.
Eu eu estou a partilhar o meu pequeno almoço quando há pessoas a morrer noutra parte do mundo eu estou a contribuir para o lixo. Mas note que agora estás mais. Estou mais, estou mais tranquilo, eu acho que também também isso, essa sensação na sociedade também nos dá a falsa sensação que temos imensa importância e não temos. Não é, portanto, uma coisa, eu sou apenas uma pessoa que faz este trabalho neste contexto, quer dizer, à escala global, ninguém faz ideia, quem é que nós somos?
Ninguém tem interesse em quem é que nós somos. E não é por eu estar agora, ter bebido 11 capuccino. Que que estou AA não querer saber do que se passa no Sudão, quer dizer, e eu não sou a pessoa que tem que se preocupar, sobretudo com o Sudão. Todas as pessoas podem se preocupar, mas eu não estou numa posição de poder, eu não estou no governo, não é. Eu acho que há uma coisa e é muito interessante isto, eu acho que podemos discutir isso, que
acho que pode ser interessante. Eu gostava de ver a tua opinião, que é eu de repente entrevistar te, que é esta ideia de que as pessoas são muito mais duras que os humoristas. E com algumas piadas e por aí fora do que são, com pessoas que estão no poder. Eu tenho pensado imenso, imenso sobre isto que é, nem vou falar da cena dos Anjos e da Joana Marques e não sei quê que isso é só absurdo.
Estou a falar mesmo de tu fazes uma piada que é considerada ofensiva, que foste longe demais e as pessoas só faltam ir atrás de ti com forquilhos até a tua casa e com archotes. Como estão a ir com aquele humorista agora no Brasil? Não é que vai preso? Qual? Leu que vai vai preso ou está a ser condenado a 8 anos de prisão por ter feito umas piadas sobre pedofilia e coisas do género? Eu acho que há há uma zona que é, eu acho. Há consequências quando nós dizemos coisas, não é?
Eu não sei se não faço, não, se não conheço o caso, senão eu vou falar sobre ele. Mas esta ideia de que há maior movimentação para ir atrás de uma pessoa que disse uma coisa do que há. Às vezes, para coisas que acontecem do ponto de vista político, que afetam a nossa vida durante gerações, é uma coisa que eu acho que tem.
Nós temos a leitura da realidade ao contrário, claro que as pessoas que dizem coisas que são ofensivas e que e que merecem que isso seja avaliado, agora não faz absolutamente sentido nenhum que nós nos demitamos de ter uma relação com o nosso universo real, porque estamos mais. Eu vou, eu vou para o Instagram incendiar não sei o quê. Em vez de dizer é pá, este gajo foi condenado. Mas está a voltar a concorrer a um cargo político, certo? Não é. Eu acho que tem a ver.
Eu acho que tem a ver com bolhas. Ou seja, nós que não concordamos com esse tipo de coisas somos menos invasivos nos nossos comentários do que as pessoas que se cruzam com conteúdos humorísticos, por exemplo. Existe aqui um ímpeto, uma espontaneidade, um descontrolo. Que não querendo ser arrogante, mas que as pessoas menos literadas, digamos assim, ou ou que têm menos capacidade e oportunidades para serem racionais, têm.
E, portanto, quem esteja aberto a críticas construtivas ou queira perceber alguma coisa, não tem um comportamento tão, tão absurdo. Percebes, eu vejo muitas pessoas tão disseminada. Sim, sim, tão primitivo, percebes. E eu aceito totalmente que pessoas fiquem ofendidas com coisas que eu diga, especialmente fora do contexto do de espetáculos.
Acho que quando declinamos um determinado conteúdo para outros formatos, temos de perceber que o público é diferente, a exposição é diferente e, portanto, é isso que tu dizes é uma escolha que terá as suas consequências. Hum, Hum, em espetáculo, acho que é estúpido, principalmente atuando. Eu para o meu público. As pessoas já vão conhecendo o meu trabalho. Minha. Persona. É pá sim. EE, além disso, eu sei trabalhar
aquilo que estou a fazer. Já aconteceu várias coisas a ter uma pessoa com cancro, que é um que é um miminho. Para quem faz comédia, é maravilhoso. A minha cai tão bem AI AI que eu adorava para ter uma leucemia na próxima vez fizesse espetáculo. Quem é que tem leucemia? Malta, não, mas é incrível. Imagina, estava a falar de piolhos. E havia uma senhora que tinha o cabelo mais curto, e eu perguntei, isso é piolhos ou é cancro ou é cancro? E eu?
E tu tens este estilo de humor também, pá, que é fenomenal. E eu? Mas Ela Foi lá também se queria rir contigo, não é? Eu acho que é esse o ponto. Não vais ainda não está a dizer aula do IPOA fazer esta piada, claro. E fazer muito barulho, o soro, quando ela arrastava o soro para para se sentar. E eu disse lhe, mas você é insuportável. Você é daquelas pessoas que tem cancro e não põe uma peruca, porque é para nos deixar todos desconfortáveis. É isso, pá. E eu e eu gosto disso.
Agora eu tenho noção que se pusesse esse reel na internet, que viriam todos os cancerígenos chatear me a cabeça. Ou, se calhar, nem os cancerígenos, as famílias ou pessoas que. Como é que se atreve a fazer esta piada? Como é que se atreve? Não sei quê? E bem. E bem, e está tudo bem. O meu Instagram é um espaço público. Estou à vontade para comentar e eu estou à vontade para para apagar, se me apetecer lido com isso, se não me apetecer. Mas o que é que eu o que é que
eu te IA perguntar? Eu, eu queria voltar a esta questão do lado mais místico teu e que gostas de tarot e coisas desse. Género tenho 7 bruxas em Speed diyle. És capaz de ter ou não? Não tens nenhum não. Estou a brincar. Tens mesmo? Não, não. Eu. Eu tenho. Eu vou. Eu vou testando.
As bruxas, consoante a sua eficácia, não é AI que maravilha, imagina, e há um, há um ou outro onde eu vou mesmo só pelo entretenimento porque não acerta, tipo, não acerta e eu vou já com aquela onda do ó, pá, isto não, este senhor não acerta. Para que dia da semana ir a uma bruxa má? Dá me dá me um. Dia sexta-feira à tarde. Sexta-feira à tarde, o. K, quinta-feira à tarde. Imagina fazes programa? Imagina, gravo um programa na rádio.
Depois só tenho uma coisa, às 6, tenho ali 4 horas para matar. Em vez de eu ir para casa ler ou ir fazer outra coisa qualquer, penso, será que ele está disponível? Que maravilha. E mando e mando a mensagem. Mas tens de ir ao sítio ou é para o WhatsApp? Tenho que ir ao sítio, mas também faço online, claro que. Fazes. Claro que faço algumas com zoom, faço leitura da aura, faço limpeza dos dos chacras faço, eu tenho o nível 2 de Reiki Joana, tu nem sabes, mas o. Que é que é? Não.
Então o Reiki é uma prática milenar de manipulação de energia que serve olha, cura as pessoas No No no serviço de de saúde inglês há praticantes de Reiki que vão ajudar na parte da no fundo da recuperação pós químio, ou seja, fazes quimioterapia e depois fazem te uma terapia de Reiki para tu no fundo o teu corpo relaxa, não é? Portanto, os teus supostamente energia viagem melhor e portanto tu fica limpas, bloqueios e com isso ficas mais. Tranquila, mais equilibrada.
Obviamente que isto não está, não há. Não sei se há muita base científica, mas a verdade. É que Oo serviço o. Serviço de saúde inglês nacional de saúde inglês utiliza esta prática mesmo. Há mesmo pessoas contratadas para fazer isto, portanto, é uma prática que tem em milhares de anos, não é? Não é de agora. E eu tenho o nível 2, portanto, eu acho que o. Nível 2 é, já dá para quê? Nível 2 dá para eu fazer isto até com pessoas que não conhecem, ou seja, no nível só fazes a ti mesmo.
Ou pessoas conhecem? Nível 2, já podes fazer com as pessoas todas, podes mandar Reiki à distância. Manda Ah. Agora não vou fazer não, não, porque eu tenho que fazer os sinais. Aquilo que fazes uma coisa assim, eu não posso mostrar os sinais. É tipo. Assim, Ah, OK, é só para vocês, não, mas por. Exemplo, eu estou a falar disto, as minhas, as minhas mãos já estão a ficar quentes. Ó pá, que engraçado. Mas ouve lá, eu estou completamente disponível. Que me digam isso é tudo uma farsa.
Não estás a fazer nada? Eu é me indiferente. Eu não, eu não levo nada a mal que que que duvidem, sabes? Mas daí a achar que vejo fadas, vamos com calma, não é? Portanto, agora no outro dia, esta é uma história gira que eu te vou contar no outro dia. Nada me excita mais do que descobrir. Estou com 2 problemas, eu descobri uma app muito perigosa, mas ó Joana, não vais fazer isto? Eu acho mesmo que não é bom.
Para mim ou para todos? Para todos, eu, por isso é que eu não sei se queria falar desta. App OK, então, mas fala em termos gerais, vou.
Falar em termos gerais, uma app que existe, eu acho que desde 2012. E depois desapareceu e voltou na pandemia e é uma app de geo localização que supostamente tu dizes uma intenção na tua cabeça e aquilo manda te uma coordenada e tu vais, tu sais de casa e vais ter à coordenada como se fosse um GPS, portanto vais ter ao GPSEO que acontece é as pessoas relatam que encontram as coisas mais bizarras, imagina alguém põe intenção a amor e vai parar a ao sítio onde o pai
dela, sei lá, lhe deu não sei o quê, a intenção scary. E vai parar a um descampado, onde encontra, sei lá, uma arcaba, um. Bocadinho o pensamento mágico também, não é? Tu vais à procura de uma coisa e encontras um bocadinho de segredo também. É. Há ali uma ligação. Eu estou. Eu estou com imensa vontade de procurar, mas depois tive a ler sobre. Isto é, não. É que é vou encontrar. Será que vou encontrar um assassino?
Tipo mas. Mas entra ali uma onda may Dark web e então eu não vou dizer o nome da Apple, mas as pessoas que estão que estão a ouvir provavelmente chegam lá rápido, se quiserem perguntarem. Porque eu eu, eu fiz download, mas tenho medo de de entrar. Mas depende do que procuras. Se procurares amor é diferente, procurares. Mas eu vou procurar merda de certeza. Obviamente vou. Será que alguém já matou alguém perto de mim? E então vou. Mas isso isso era ótimo para um programa de televisão.
Tu já há imenso tempo gostavas de fazer um programa de televisão sobre ocultismo e coisas do. Género sim. E sabes o que é que aconteceu? O quê já não te lembras fizeram, se em ti não foi? Fizeram. Se dentro de mim não, o que aconteceu foi não, eu fui fazer. Eu nunca contei isto. Acho que te assustaste ou não? Não me lembrar daquilo que isso. Então eu fui. Eu IA fazer um programa sobre o Sobrenatural que ainda não morreu. Essa ideia que eu ainda vou fazer com o Diogo faz,
assassina. Aliás, houve o Diogo foi ao podcast ou debaixo da língua, e eu tive a pressionar pá aí durante 30% do programa, que era para as pessoas acharem que era boa ideia, sabes? Para depois lhes mandarem mensagens e chatear. E então AI eu acho que vocês os 2 deviam ter um programa, este tipo de merdas, e então eu a ideia Era Eu fazer um bocado 11 leitura. Sobre a relação dos portugueses com o Sobrenatural, EEEE, que histórias é que existem? Existem 47000 livros sobre os
mitos urbanos, et cetera. Pronto. E a ideia era, cada episódio era sobre isso. E eu fui com o Diogo. Com o Diogo. Fui que é mesmo assim. Que é mesmo assim? Como é que se chama associações espíritas? E fui a uma que era o pedacé Lisboa e valha, nossa senhora, sempre que eu entrava tinha uma quebra de tensão. Pois. Este tipo de coisas, ou seja, eu sou muito sensível, eu não se matizava.
Joana, eu canalizava OKE, portanto, eu entrei nesta nesta associação espírita e entrevistei uma médium e tenho 11 conversa com ela, que está gravada, em que eu dizia, mas espera lá. Mas o que me está a dizer é que há mediunidade. Há vários tipos de ela. Assim, toda a gente tem mediunidade, pessoas que têm mais, desenvolvida menos. Mas há pessoas que têm uma mediunidade ostensiva. Isto quer dizer que veem
supostamente figuras, não é? Veem espíritos que estão por cá, partindo do princípio que existem. E eu disse, mas está me a dizer que na secção dos congelados do continente eu vou ver uma pessoa que morreu há 30 anos. E ela sim. E eu, OK, saio da associação espírita, vou me embora, chego a casa e lembro me perfeitamente de estar em casa e estar a fazer coisas e um bocado, a pensar o que é que tinha acontecido e a fazer um bocado. Tipo AAA ouvir a conversa e a tirar notas e tal.
E depois fui dormir, entro no meu quarto e eu tinha um cão na altura que era o Bento, e o Bento morava nesta casa, que era uma casa antiga em Lisboa. E eu vou dormir, de repente estou a dormir e vejo a porta a abrir sozinha e penso, não é? Estou, estou a trepar, estou a trepar, isto não me está a acontecer, isto não aconteceu. Então a porta abriu sozinha e eu ligo para o Diogo, Diogo, Diogo, está a acontecer alguma coisa em
tua casa, é porque aqui? A porta do meu closet está a abrir sozinha, meu closet está a abrir sozinha e ele, ó pá, Rui, não está a acontecer nada, vai lá dormir, não está acontecer nada. Eu estou ótima, não sei quê. E eu, em pânico, ligo para quem? Raquel Strada, que está onde? Na madeira. Olá, desculpa. Então estás bom? O que é que andas a fazer? Estás a apresentar o meu dia, olá.
Olá, tudo bem? E eu sim, ela um bocado bêbada na madeira com isto foi há muito tempo, foi tipo há 12 dias e bem e muito bem. E na madeira é se é para estar é que estejas assim é só oásis, Felicidade que é madeira. Visito madeira e ela estava visito madeira e disse me não me ligou nenhuma e passou me ao namorado dela, que nem é que nem nem foi a pessoa com quem ela casou, portanto estava a falar com um gajo random com que ela andava. E ele a dizer me, mas o que é que estás a sentir?
E eu, Ah, isto está a acontecer, não sei quê, e nos meses seguintes a minha vida foi um desespero, eu trabalhava contigo na altura, eu não dormia, sentia me observado quando dormia porque sim, tinha. É verdade que tinha uma equipa de rei para ir dormir comigo nessa altura?
Não, porque tinha uma, porque tinha uma sensação que estava sempre acompanhado que tinha, ou seja, a minha, o meu cão não entrava no meu quarto, ele adorava para o vazio e depois isto tem outras histórias muito mais graves que eu não vou contar agora que eu sei que dava um ótimo programa, mas eu não vou contar. Que foi, como é que eu resolvi isto? Então, foste fazer uma limpeza qualquer. É muito a história é muito mais gira a história é muito mais gira.
Então eu senti que que isto estava a acontecer, senti me drenado, não tinha energia, tipo a minha vida estava uma merda. Na altura lá na rádio, uma pessoa com quem trabalhávamos disse, a minha avó canalizava espíritos e eu acho que tens o espírito em casa. Quem te disse isso? Não vou dizer. Diz me a primeira sigla, a primeira letra. Não vou dizer. Está bem? Não vou dizer. Digo depois por mensagem, não. Olha, já que também és intuitiva, vê lá se percebes. Qual é a letra que eu estou a
pensar? R, não. Ah, caraças é que essa pessoa é esquisita ao ponto de poder ter sido ela. É, não? Não. Quem é OR? É, depois vem por. Mensagem, mas pronto. Basicamente, eu disse à minha irmã que também é intuitiva, Sofia, eu acho que tenho respirado na casa. E a Sofia disse, Ah, é, e eu sim sabes que tenho 11 senhora, trabalho em minha casa, que é médium. E eu, qual é a probabilidade de isto estar a acontecer? Vamos fazer uma coisa, ela vai à tua casa, não lhe vamos dizer
nada. E se ela me ligar a dizer que tu tens alguma coisa em casa? Ponto um, provamos que ela é médium. Ponto 2, sabes, tens alguma coisa em casa? E eu, ela vem, eu na merda, na merda. Para soar a estupidez. É pensar, valha me, nossa senhora e eu abro a porta. Ela entra e eu saio. Vou à minha vida. EE volto para casa e Ah, e a meio do dia? Tipo a meio do dia, sei lá. 1 hora depois, liga me a minha irmã ao Rui. Ela acabou de me ligar e disse que tens uma presença em casa no teu closet.
Era alguém familiar? Não era um homem. Ela disse que era um homem. Atenção. Eu tive uma paralisia do sono. Eu estou te a contar imensas coisas, é porque te adoro, eu não contaria isto nunca. Eu tive uma paralisia do para quem não sei se as pessoas sabem como uma paralisia do sono, mas uma paralisia do sono já tiveste
é horrível mesmo. A ciência explicará dizendo que o teu cérebro acorda antes é uma, ou seja, tudo no fundo para quem nunca teve é, tu estás deitado e o não e o ou seja, nós estamos, não estamos em rigor Mortis, não é? Mas quando dormes o teu corpo está como se tivesse anestesiado. Sim, minicoma. Sim, minicoma e portanto, quando tu é como se o teu mente acordasse, mas o teu corpo não tivesse a noção que acordou. É terrível. Portanto, ficas trancado na cama
não te consegues mexer. Então eu acordei dentro antes dela, antes desta mulher ter ido lá a casa atenção nos nos dias seguintes, nas semanas seguintes, acordo e olho para o final da cama e no final da cama, portanto, o meu quarto igual, tudo igual, tipo, nada de especial e acordo. E no final da cama está um homem sentado. Tu costas para mim? Ainda por cima. Exato, falta de chá. E eu, quem és tu? Amiga, não te convidei? Para ir lá?
EE então ele começa a virar a cabeça, a rir se e eu achei que IA ter um ataque cardíaco porque comecei tipo e de repente consigo acordar. Portanto, tu consegues sair da tua paralisia, que era uma coisa que eu também achava. Eu lembro me de ter em miúdo. Tinha às vezes em miúdo em casa dos meus avós, e não me conseguia mexer. E só um olho abria e só pensava. Em pânico é menor, não é consegues. Ter, mas era como se o meu corpo não não quisesse participar. Era uma coisa meio estranha, mas
isto existe. Quem foi procurar está escrito ao longo da história, há milhares de histórias destas ao longo do dos séculos, e eu então vejo este homem e este homem depois, quando eu acordo, já não está lá, mas ele estava a apresentar se foi a sensação com a que eu fiquei. E então, quando, semanas mais tarde, esta senhora vai lá e diz que tem um homem e é um homem que está no closet, eu fiquei tipo, completamente estupefactos, não é que é isto, isto está mesmo a acontecer? Pronto.
Depois ela limpou a minha casa com salva com cânforas, que é o que se. Não sei o que é que são cânforas. Cânforas cânforas é uma espécie. Eu não sei explicar isto bem, mas é uma espécie de naftalina. Eu posso procurar enquanto vamos.
Mas basicamente é 11 espécie de de naftalina que se utiliza cânfora, uma substância serosa semi sólida, oparcialmente, Cristalina, branca ou translúcida, inflamável, com um forte e penetrante odor Acre. Ou seja, isto é um é uma coisa que se usava para pôr os armários e às vezes para desinfetar. E supostamente, quando tens uma assombração que afeta o teu sono, tu metes debaixo tipo dos teus pés, a meio da cama, no colchão e debaixo da tua cabeça. OK. E pronto.
E isto aconteceu, e eu vi isto, e depois ela limpou a casa, o meu cão passou a conseguir entrar no meu quarto. Eu não me senti mais observado, eu dormi tranquilamente. A partir daí, portanto, tudo isto pode ser efeito placebo. Não aconteceu nada, é o que é. Mas de facto? Levou um x ou não é que essas pessoas também estão a fazer 11 missão? Estão, estão.
Anão ela, ela, ela fazia. Ela faz isto muito frequentemente ela dizia que que que faz isto desde desde miúda que que desde miúda que há pessoas que vão ter com ela a pedir lhe ajuda. Faz todo o tipo de limpeza daquilo que. Sim, sim, exatamente. Ela. Ela é muito eficaz se precisarem de uma limpeza boa da casa e espiritual, que é aquela que é aquele pó que não se vê, que é o pó espiritual, se fizerem isso. É ótima e portanto, a partir daí nunca mais tive esse problema.
Portanto, eu tenho um enorme respeito.
EE não, porque acho que nós não compreendemos nada e acho que mesmo que um dia se descubra que vivemos numa simulação que é trazendo pouco outra vez a história para a tal app cujo nome eu não vou dizer o que se diz é, não vou dizer não vou dizer o que se diz é que é a app, sim, é porque aquilo eu acho que as pessoas dizem que têm uma ligação meia fora com a Dark web e portanto, eu não, não acho que seja fixe falar muito sobre isso, mas basicamente o que se diz é que supostamente.
Aquilo é meio inexplicável, sendo que se fores ao Reddit e até ao Reddit português, eles dizem lá não. Aquilo basicamente é um que vai ver as tuas preferências do telemóvel e os sítios vão te tiraste fotografias e, portanto, é por aí que vai buscar. Mas muitas pessoas dizem que no fundo, te apercebes, que vives numa simulação não é? Tipo que no fundo nada disto é real e que é tudo simulado. Eu acho sempre nós estamos tipo num Globo de neve, eu acho não,
mas imagino. Que há um Globo de neve de os aliens a olhar para nós. Mas o que é que os aliens fariam isto? Tipo, isto não faz sentido nenhum, mas isto para dizer que acho que há um mundo vastíssimo que nós não compreendemos. Portanto, eu eu estou sempre disponível para uma bruxa nova, para uma nova técnica. De a um x de bruxas ou depois vocês conhecem se uns aos outros? E, minha querida, eu deixem me que te diga que nada me dá mais prazer do que recomendar uma
bruxa. É das coisas que eu mais. Eu quero recomendo a uma bruxa. Já fui a um pai de Santo e ele já me pôs azeite, onde? Olha em sítios, fez 11 mistura de azeite com orégãos e de milho. Não sei se me queria grelhar a seguir ou fritar. Tomei banho em casa dele e tudo porque tinha de pôr o azeite por cima e depois tomar banho. Só fazer o quê? Tipo, era para limpares alguma coisa? Não vou por curiosidade, lá está.
Eu gosto dessas coisas. Acho que, mesmo que não seja como provável, que que os resultados podem ser muito, muito interessantes, não só por ser um estímulo para reflexões ou para ter comportamento ou mesmo sendo verídico, o quer que seja. Acho que todas as novas experiências são interessantes. E o e o homem é incrível. Chama se Armando. Brasileiro, claro, tem aquela sensibilidade, são aquelas religiões mais. Tipo dos. Escravos inicialmente importada, assim é, como é que, como é que era?
O que é que tu disseste da? Primeira. Não, a outra é cã qualquer. Coisa e. Isso cada um. Blair, vou ter que fungar e depois não sei se corto, já está alergias e é pá Superinteressante, porque o gajo lança os Búzios lá, faz as merdinhas dele e não sei quê. E ele disse me coisas. Que me chocaram grandemente mesmo. E poderia saber sobre ti com o Google. Não, essa é a questão. Sim.
Disse que eu sou comunicativa e não sei quê, não sei que mais ba, ba, ba, isso é fácil, mas eu tenho um sinal na perna igual ao da minha avó paterna, que morreu há muitos anos, e eu disse isso, pá, não há. Eu nunca fiz um post a dizer, olha esta verruga que eu tenho na perna. Que é igual a minha avó. Que é igual a minha avó e disse também a todos os irmãos do meu pai, onde é que eles estavam? O que é que estavam a fazer? Pá, ouve, é fenomenal.
Falou da minha filha a dizer, a sua filha não, não é nada sua, a sua filha vai, vai embora cedo e eu como assim vai viajar? Ela não é quer bazar? E a Irene diz me isso desde sempre, não quer, não quer isto, isto não quer. Isto em Portugal. Não quer quer Coreia quer conhecer isto tudo quer Coreia por causa do K-pop agora mas quer quer bazar quer? Quer viajar?
E uma das coisas que ele me disse e que foi muito interessante foi, você anda constantemente à procura de aprender mais, mas já está pronta? E ainda que isto seja verdade ou não seja, deu me um boost para ter um enquadramento diferente, que que funcionou muito bem. Percebes que é do género. Eu não preciso de estar a ler mais sobre isto ou não preciso de fazer mais workshops. Bora? Bora partir para fazer, sim e. Mas essa essa sempre foi interessante.
Eu sempre achei. Ou seja, quando tu tinhas uma confiança, desmesurada, se calhar nas tuas capacidades. Em miúda, havia um Ah, não, não, mas atenção, havia uma coisa que
eu acho que tu sempre tiveste. Que hoje em dia sinto que é muito mais ponderada mas ou seja, Oo teu eu eu sou um grande fã teu e acho que tu é farás o que tu entenderes e acho que és uma humorista ótima e acho que só não estás a fazer coliseus porque às vezes se calhar demoraste a querer ocupar esse lugar de fazer esse esse caminho. Mas isso cada um tem o seu processo e tudo bem, mas para dizer que tu a confiança que tu tinhas quando tinhas 23 ou 24 ou
25? Às vezes que eu também tinha por outras coisas, por exemplo, se calhar, às vezes temos de aprender para depois recuperarmos por outro de uma forma muito mais inteira. E, portanto, o que o que eu queria dizer com isso é, eu acho que todas estas coisas, estes oráculos, não são mais do que maneiras de olhar para O Presente. Eu não acho nada que o futuro esteja todo decidido. Acho que estás sempre a inventar. O que vais fazer?
Da última vez que fui a um disser, Ah, você jamais vai morar em Lisboa. E agora, só por causa disso, eu? Estou em Lisboa. Não mesmo, agora estás a morar cá. Sim. Ah, e parte da razão foi porque me disseram que eu não IA morar a claro. Como é óbvio, era isso que eu estava a dizer, agora não. Aceito isso AI que fixe, não?
EE acho que acho que há 111 ideia de quando se é curioso, e no meu caso, curioso, sei lá, no outro dia estava a ver há uma há uma universidade de médiuns em Inglaterra e eu estava a ver tipo short coursas para fazer este género. O que é que acontece se eu pegar uma mala e for tipo uma semana? Ter com estas pessoas e falar sobre, sei lá, a projeção astral, tipo, só para ver o que é que acontece agora, não quer dizer que isto seja tudo real ou que ou que seja absolutamente
verdade. É, é uma curiosidade. Eu acho que é arte. Eu acho que tem o mesmo impacto em nós. Não arte no sentido de ser um estímulo para nós, para desconstruirmos, para pensarmos, para abrirmos percebes. Eu eu sinto que isso nos dá ar. Um bocadinho indo ao encontro do nome do teu programa não sei ser ser está sempre a mudar todos os dias, não é? E se tu estás à procura de ser, não há, não deve haver Barreiras para aquilo que tu podes ou não podes experimentar, não é?
E, portanto, por isso é que eu, no outro dia, já há uns anos, me inscrevi numa coisa estava a acontecer há uma, há uma, espero que eles não se seguem para eu disser isto, espero que eles eles não sabem que eu estava lá, portanto acho que é irrelevante, que é uma. Ou será que sabem? Não há 11 espécie de que eu acho que até já entrevistaste, provavelmente no curto circuito há anos, que é 111 espécie de associação de ufologistas EOIPO, não, isso é.
Isso é, é ailianes. Ailianes e então há uma portuguesa que eu sei que já entrevistei no curto circuito. Eu lembro me que uma vez entrevistei com o Diogo ou com a Diana, já não me lembro e porque eu sempre fui fascinado. E obviamente temos de fazer um tema sobre eu, ovnis. Que era assim uma coisa que eu queria, bruxas, bruxas, ovnis.
E nessa altura, entrevistei os e depois, no outro dia, descobri que eles faziam 11 live, um zoom em que pessoas contavam, relatavam as suas histórias de abdução e eu, com um copo de vinho branco, sentei me 2 horas e meia a ouvir cada história. E deixa me que te diga, se eles fizessem isto todas as semanas, lá estaria o batido. Porque desde pessoas, desde um senhor, e aqui não vou e não sei os nomes das pessoas.
Portanto, também acho que não faz mal um senhor a mostrar aquelas coisas que tu vês às vezes que eu vi no Penn and Teller, que era um programa inglês de que basicamente destruia mitos, que se fazia de quando encontrava não, eu acho que era uma coisa, não era da BBC, eu acho que era tipo ITV, era uma coisa antiga que depois também foi feita nos Estados Unidos, que eram uns humoristas que basicamente não acreditavam em nada e portanto faziam esta coisa de vamos descobrir razões
para isto não ser verdade. E então eles faziam. Eu lembro me do episódio em que falavam com pessoas que eram casadas com aliens e portanto, elas imagens, tipo desenhos das suas famílias. Isto sou eu com o zork, e eu e o zork vivemos juntos e esta é a nossa filha sei lá x 34 que que morre aquele nome do filho do do Elon Musk? Mas em vez de ser isso é Telma, Telma Musk. EE moramos sei lá em na alfa centralian centralian 6.
EE, essas coisas. Primeiro tinha muita graça se se descobrisse que era mesmo verdade. Eu amava, amava e então Joana, mas melhor ainda é quando é em português. É tipo, eu não estou a acreditar que este senhor que se chama tipo Artur, mas está a mostrar o seu amigo alien que desenhou e eu a pensar, eu quero que isto seja a minha vida. Eu quero, eu quero ouvir história. Eu faço um programa só com estas pessoas? Claro que sim, porque parte de mim fica. E se isto for tudo verdade?
E se estas pessoas foram mesmo abduzidas? E se eu fui abduzida e não me lembro? Mas primeiro, deviam passar por um crivo de psiquiatria, ainda com os diagnósticos. Valham o que vale, valham o que valerem. Acho que era giro passar por esse crivo e a partir do momento em que as pessoas fossem minimamente neurotípicas, havia 2 programas, havia dos atípicos e dos neurotípicos e as intercalando. Mas isso teria de ser muito DLC, que é deixar aquela pausa.
Sabes que é para as pessoas é que sabem se é humor ou não. As pessoas é que retiram depois. Mas isso é não explicares há uma das coisas que eu mais que eu mais adoro é EE é uma coisa pela qual eu me tento bater, mas nem sempre com com aliás, sucesso é, nós não temos que explicar tudo o tempo todo, não é?
Eu acho que uma grande parte do entretenimento está super explicadinho e por isso é que é chato grande parte das vezes pelo menos a mim parece me ou seja tu passas um atestado de estupidez a quem está a ver eu acho muito mais gira essa coisa dessa suspensão de crença de será que é verdade? Olha, nesse sentido, já viste rehersil the naked? Feeling? Queria ver. As pessoas dizem que é muito bom, não é? Agora estou a ver Rex. Ah, ótimo, eu adoro. Excelente. Ainda só vi a primeira.
Lembro me de ti muitas vezes a ver o Rex. Eu também. E a menses made também pá. Tinha aqui uma entrevista completamente diferente para nós e por isso vou convidar te para daqui a 2 anos, voltarmos a falar quando nos. Apetece já acabou? Ah, já tem 45 minutos. Eu falo muito. Desculpa por mim, eu estou fixe. Vou fazer mais perguntas, se quiseres, eu não tenho nada para fazer. Então. É que ir aprender texto só daqui a bocadinho. AI porque ele bate texto?
Há tanta coisa que eu que eu quero, mas eu tenho que discernir aqui o que é que me apetece realmente saber de ti e num café e o que é que o que é que uma das coisas que eu acho que pode ser interessante. Está à vontade, uma das como se precisasses do meu à vontade, para o fazer uma das coisas que que eu reconheço em ti, mas que não sei bem explicar, é uma
espécie de retidão. És um tipo sempre com as costas direitas, que eu sempre sinto sempre que está não agora, mas num num estado meio performativo Hum. Hum. Acho que desde sempre tiveste de criar 11 persona Hum. Hum. Não só para defender, mas por seres filho de quem és, ou seja, não podias ser livre, não podias ser Totó, Hum, Hum. Tu já consegues ser tótó é uma coisa que tu almejas. Eu sei que foste ter vários cursos de representação e tiveste de desconstruir aí um bocado a personagem do
apresentador do Rui público. Tu sentes que agora já já estás mais livre, consegues ser Pateta? Eu consigo ser Pateta, mas eu eu não me interessa tanto em ser Pateta porque sim, tipo, ser só Pateta porque eu acho que nós estamos tão uma coisa na vida, na vida, claro que sou muito Pateta. Eu acho que o que me interessa criar. Não quer dizer que, por exemplo, ainda há poucos dias fiz o coelho, o coelho branco com a olho vermelho, e eu fui muito Pateta em palco, porque isso
permitia. Ah, só para deixar aqui claro, é uma peça em que os atores recebem o texto, em que não têm acesso ao texto anteriormente e que o autor fala diretamente com o ator e com o público. E é tudo feito de improviso. Descobres o texto em palco. Sim, tu foste para palco, estavas a dizer. Fui para palco e eu não tinha. Eu não. Eu não pude fazer. Ou seja, eu acho que o que primeiro há uma coisa inerente a primeiro, me obrigado pelo que disseste a minha retidão.
A minha tentativa de retidão tem a ver com a maneira como eu fui educado. Eu acho que quando era mais novo, rebelava me por vezes sendo mais ácido ou contundente ou problemático ou mais difícil. Porque isso faz parte de. Ti ainda não e isso está em mim. É muito British. Sim, mas é uma coisa de como é que eu vou descobrir o que é desconfortável? Isso é uma coisa que me que me interessa. Mas daí a querer magoar os
outros é outra. E eu acho que trabalhar neste meio e ceder a uma tentativa de tudo é válido. Todos os fins justificam. Aliás, todos os meios justificam os fins? Não, eu não concordo com isso e não fui educado assim. E acho que, e nós conhecemos muitas pessoas que fazem for necessário e eu acho que essa não é a maneira de que eu, como eu, quero estar no mundo, eu não quero aparecer no mundo assim. Isso para mim é evidente, não sucedam. Minhas relações, não é?
Não, e nem é só dormir, é eu. Eu não quero ter a sensação de que contribuí para o para uma espécie de, sei lá, nascimento do mal ou ou desconforto ou desconforto generalizado. Não, já é. Já é tão complicado, tantas coisas já há tantas coisas que que têm que ser mudadas. Não faz sentido eu contribuir para isso. Eu tento não contribuir para isso agora, essa coisa da patetice. Que que eu sempre tive e que tu
também tens. Eu acho que é muito bom de ter essa coisa de nos podermos atirar para o chão e rirmo nos EE não nos levámos muito a Sério. O que eu acho é como o nosso meio está tão refém de zero pensamento, de pouco pensamento. Enquanto enquanto o meu trabalho já não me interessa tanto que seja sobre isso, como foi durante anos que era entretenimento puro e. Exato, separar mais, não é? Muito mais. Não quer dizer que eu não possa fazer disparates percebes, mas.
Mas são disparates que têm que ter um contexto e que não são só a verborreia. Eu já não tenho muito interesse nisso e se calhar tem a ver com o processo que eu fiz de amadurecimento, tipo, estive fora também há algum tempo. Mas esta coisa estavas me a perguntar se eu já me, se eu já estou, se eu já parti isso, se eu já estou mais menos performático. Eu acho que estou muito menos performático na vida e com não só com os outros, como por exemplo, no amor, muito menos performático no amor.
E não estou a falar de croacias, estou a falar de essas. Continua trapezista ou waldoway? Não é uma coisa de como é que eu descongelo e mostro quem sou e sou vulnerável de facto, em vez de ser, como é que eu vou mostrar a minha melhor versão ou a versão mais cool, interessante? E isso é o que vai captar o outro, porque com este mar de
personas. Aquilo que acaba por criar e isso e tu percebes isso também é é afastamento, não é não é não é proximidade e não e não me interessa já isso não, não estou nada nessa onda esta nós fomos muito, nós trabalhamos muitos anos juntos e esta coisa de fazeres radio mainstream pop, referente como tendo como referência a que isso é, fam e essas grandes rádios Americanas em que? O como se faz lá fora? Como se faz lá fora? Esta referência de que nós temos que ser um bocado uns bonecos e
sempre. Sim, no início nem podia dizer se era comprometido ou não. Claro, mas isso também morreu. Que as pessoas têm que ambicionar estar contigo? Que horror, que disparate. Sabes tipo coisa, conta. E é uma coisa que já nem faz sentido e que peço perdão e que já passou. E, portanto, eu acho que nós também amadurecemos a nossa comunicação e as pessoas amadureceram em geral de de já não ser preciso isso. Portanto, eu eu não estou nada nessa onda de criar uma persona.
Não quer dizer que eu não utilizo na determinadas skills para criar um momento. Quer dizer, eu não posso, não posso ter a mesma atitude que tenho enquanto estou sentado no
sofá, não é? Não faz sentido isso, mas acho que aquilo que nos vai diferenciar da inteligência artificial e do e do que vem aí é quanto mais autênticos nós podemos ser, sendo que no nosso meio e nós vamos assistir a isso, a razia vai ser tremenda, sobretudo para as pessoas que fazem este tipo de rádio, que é uma Rádio POP, onde falas 20
segundos. E onde dizemos que o que interessa é a personalidade da pessoa, personality é o que traz as pessoas, mas o que interessa de verdadeiramente é a tua diferença. Eu aí sou arrogante, sou super arrogante porque é, já trabalhei com colegas que estavam muito preocupados com esta inteligência artificial, até porque o vai haver rádios também, assim que é tudo artificial? Um bocado. Sim, sim. Mas vai massificar? Se o próprio Spotify vai começar a ter também, eventualmente,
locutores por AA? E a pessoa estava muito preocupada a dizer, a rádio vai acabar, eu vou tornar me desnecessário ou desnecessário. Isto vai ser terrível a pensar. O meu papel é tão mais do que isso. Mas é um bocado isso. Eu digo mais do que as horas, eu digo mais que o. Mas esse é o ponto. Esse é o ponto para mim, que é as não é nós sermos, tipo brilhantes, não é isso. É nós, por termos disponibilidade para o erro, podemos sobreviver.
Não sermos máquinas lá está vai. Acho que isso as máquinas vão interferir com máquinas, com trabalho de máquina. Eu eu acho que nós vamos, nós nem conseguimos. Eu acho que conseguir exatamente. Quão grave vai ser isso? Eu acho que nós não temos a
noção. Mas acho que, por exemplo, pessoas como eu, como tu, como outras figuras que trabalham nesta área, que têm 11 personalidade muito vincada e uma e são muito inteiras da maneira como trabalham, têm mais chance de sobreviver, porque não é sobre. Ser perfeito na maneira, porque isso vai ser feito por um já é feito tipo, eu não sei se tens visto agora. Há uma coisa muito engraçada no Brasil que é OA Maisa de Marisa
de maiô. Não sei se já viste isso, que é uma coisa que que é um pá. Um gajo que faz um com os prompts, faz 111 programa de daytime pá hilariante de uma de uma apresentadora que está sempre com um fato de banho vestido e que diz coisas do género. A gente agora vai em direto para a Jéssica que está nas ruas. E fazes cotas para a Jéssica. E a Jéssica está, eu estou nas ruas e volta e volta. E essa EE tipo isto tem muita
graça. Havia era o. Marisa de maiô Marisa. De maiô e havia uma coisa que havia outro outro bloco do programa é tipo, mas é um programa daytime normal. Eles cozinham e ela diz assim, agora o trel está, estou a cozinhar a carne e ela AI não sei se se não está no ponto e ela quem é do público vai dar as costas para ele. Se está tipo este tipo de coisas assim, sabes? Depois era tipo 11. Cena muito triste a olhar para um caixão e o caixão está
coberto com com um pano preto. Estamos aqui com a Nayara e a e a Nayara está muito triste. Nós vamos descobrir a seguir, ela não sabe quem é que está dentro deste caixão e nós a seguir, vamos descobrir com ela quem é a pessoa da família dela que morreu. Não saia daí até já. E isto são coisas que nós escreveríamos e que poríamos em piadas. Ou seja, a única coisa que nos chateia é quanto do nosso trabalho não vai morrer, porque,
por exemplo, isto nós acabamos. De dizer tipo isto é um Sketch hilário. Não é tipo isto tem graça, mas que se calhar, não nos deixariam fazer. Sim, não é porque há uma responsabilidade. Humana não é pronto. Aqui também há de de quem é que passa ou quem é que não passa. Eu uso muito os chats do outro, não é custas muito os chats CPT. Sim, não muito por causa da água. Que está envolvida? Que é muita água. Eu até faço menos máquinas só para compensar o quanto tu usa chato.
GPT? Para que que serve? A cânfora pá eu amo. Chat GPTE é um bocadinho assustador. De facto, o gajo sabe. Ah, pá. Tenho os gatos a quererem entrar. Espera aí, dá me só um segundo? Pois não? É tão amador ter podcast. Com gatos a meio? Odeio isso. Acho que eu não se devia fazer. Não me importo nada. Obrigada. O. Que é que eu? Estava a dizer shat, GPTAEO, gajo. Sabe que eu sou comediante e não
sei quê. E então sempre que faço uma pesquisa, no final ele diz, queres ajuda para pôr isto em beat, para stand up, ter uma linguagem mais irónica, mais nanana e eu sim. E depois vejo como é que fica e depois não uso, porque sou uma artista. Esse para mim é um ponto muito interessante, que é no teu. Caso em particular, ele constrói te a piada. Perfeita, não é? Constrói te com a, com a, com a matemática perfeita, porque é que não hás de usar?
Honestamente. Existe um lado de vaidade da minha parte, antes de mais que é pá, não fui eu que fiz, não vou usar depois. Existe estética também, da mesma maneira que eu acho que o stand up tem que ser feito por texto escrito por nós ou feito em palco, como é o meu caso. Sim. EE sentir me IA a javarda porca
percebes. E por outro lado, mais e por outro lado é se a máquina conseguiu chegar a isto, é porque é o mais óbvio e eu tenho o dever de de encontrar mais textura, se isto imagina a máquina faz piadinhas de de humor básico para já vai à às palavras específicas. Aquele humor negro da piça isso tudo e eu, EE, isso dá me um é uma Pedra de toque para mim, eu acho que é uma coisa de.
Eu acho que tu. Veres alguém fazer por ti o processo de isto funciona, isto não funciona, isto é um bocado isto, ou seja, isso é uma coisa muito como ferramenta. Imagina, dá me. Uma lista de 100 terras em Portugal com nomes absurdos. Ah, pois claro. E aí uso em vez. De estar a pensar. Vou ao Google, vou ver o que é que há no Alentejo e não há terras, mas isso isso eu eu confesso. Que eu que eu estou a ter uma atitude de boommer? OK, ou seja, achas que é trabalho?
Que não está a ser. Facilitado. Que é eu? Inibo me de participar, eu só usei o ChatGPT para aí 2 × 2 vezes ou 3 a terceira usei uma vez para fazer um e-mail a francês, porque precisava de mandar um e-mail para um teatro e não sabia como fazer. E não, não, não falo bem o suficiente, sendo que eu queria fazer uma audição para um teatro para trabalhar em francês durante um ano, portanto também não estava. Depois é curso pronto, whatever. Tentei. E mandei um mail. Eles responderam e depois
fiquei. Depois tive que perguntar o que é que eles tinham exatamente dito, mas mas houve uma, ou seja, eu usei, mas usei também o Google transight e não sei quê, e usei, usava pontualmente para saber, para tentar perceber o que é que se dizia de determinadas pessoas, tipo se as informações batiam, certo? E depois percebi que muitas vezes não, também era importante é giro, ver onde é que é, é giro, é giro. E depois tentava corrigir.
O que se dizia e depois percebia que que ele não apanhava não. Não IA alterar uma espécie de matriz inicial. Nada. Só para ti, sim. E depois, acho que. Usei. Usei naquela fase inicial, tipo quando? Tipo quando apareceram, tipo os Ah, estás a falar com com Sócrates ou estás a falar com Aristóteles? E o que é que ele te responde? E esse tipo de coisas que começou a aparecer, tipo open AI no início. E pois porque lá está isto para ti, é uma coisa muito fechada, e
tu? Gostas mais do aberto, não é isto eu, eu não é bem, eu acho é que não consigo. Ainda entendê lo para mim como uma ferramenta como tu utilizas, mas o que tu me acabaste de explicar das sem terras é incrível e faz todo o sentido. AI é ótimo, é maravilhoso. Ainda no outro dia vim num podcast absurdo, que depois tenho que partilhar, porque é maravilhoso.
Em que as interlocutoras foram ao site GPT procurar perguntas absurdas também género diz me 20 perguntas para fazer um convidado, 20 perguntas random e pronto. E eram ótimas EE eram. Era o que era, era o que tinha. De ser mais do que se fosse um animal, porque depois tu podes pedir ao gajo para afunilar. Vá. Não me dês assim tão óbvias. Sim. Agora faz isto como se fosse um esquilo, sim. Pá é é fenomenal. Tenho, tenho adorado. Deixa me só ver aqui mais uma coisa.
O que é que andas a ler? Rui, ando a ler as. Metamorfoses de um vídeo, OK, fala me sobre isso. Como é que está? Não está aqui o texto. Está ali AI, não está, não é? Convenientemente, não vou explicar. Mas tem aí um imperdiso, não é? Minha querida, debaixo do meu computador está aqui porque é o texto que eu estou a fazer. AI, merda. Isto é o isto é um texto que foi adaptado, mas isto é o texto que eu estou a fazer agora vou fazer no teatro da garagem.
As metamorfoses do vídeo são, é um poema grego? Escrito há sei lá quantos anos, 3000 anos, 2000 anos. Estou aqui à procura, mas sim, eu tenho ali. O livro. Em si, vou buscar o livro. Espera aí, depois corta. Se isto está bem, é uma das. Obras mais famosas e consideradas, como a magnumópus do poeta Latino ao vídeo, ó micas, mas vais cozinhar agora? Está estou quase a acabar. Estás a fazer barulho de talheres e Panelas, está tudo bem? Pronto. Estou aqui.
As metamorfoses do vídeo são, é um poema grego, que foi que faz no fundo foi feito, foi escrito por o vídeo, lá está e tem a ver com as pessoas. Vão desligar, mas caguei, não quero saber. Porque as metamorfoses? Do vídeo têm, têm esta coisa. Na lógica ocidental, grande parte destas histórias nós crescemos a ouvi las de outra
maneira. Tem a ver com a mitologia grega, as relações dos deuses com os humanos, sei lá, um mito Orfeu que é. Aquele mito Orfeu que morre a Eurídice e ele vai pedir ao Hades que ela volte, e então ele diz que se não há hádes mesmo, hádes. Mesmo, eu sei. Amor, eu sei é que há pouco tempo vivi isso. Por isso é que. Estou a lembrar OOO Deus ás de EE. Eu estou a gostar muito de de olhar para isto, porque grande parte deste texto nós vamos fazer no teatro da garagem que
foste há dia 24 de julho. São. Ou seja, só vamos fazer bocadinhos. Não é porque isto é 11 livro gigantesco, que tem tipo, vários livros lá dentro. A ideia de que os nossos problemas são sempre os mesmos ao longo da história, é aquele básico do isto é muito atual. Isto, olha isto e de maneira como eu fui neste espetáculo. É assim, sabes? É muito atual este este texto parece que polita ser escritores. É isso, é esse, mas eu.
Acho que isso é interessante exatamente para voltarmos aqui ao início da conversa, que é para nos apercebermos também da nossa insignificância. E acho que essa insignificância traz nos sentimento de pertença, que é uma coisa que hoje em dia com as hits se a brincar, que hoje em dia nos falta muito para
as internautas para navegar para tudo o que seja multimédia. 11 última pergunta já, agora que sim, sim, eu eu adoro que sejas tão culto e para ti podes não, pronto, já sei as pessoas que eu considero cultas, não se isto é como os betos, não é? Eu considero determinadas pessoas betas que depois os mais betos olham e pá. Calma, isso isso não é ser Beto, portanto. Pronto do sítio onde tu estás. É só saber para que serve uma faca? Das pequeninas, mas eu gosto. De me rodear com.
De de pessoas que me ensinem e de pessoas que sejam mais cultas do que eu para aprender e para absorver. No entanto, gostava de saber se, relativamente ao teatro, por exemplo, já fizeste a avenida, que é, que é muito mais Pateta, mas se sentes muito mais comercial. Exatamente. Se tudo de alguma forma, provavelmente vais dizer que não.
Mas se desvalorizas um pouco o teatro comercial, porque eu sinto que os atores ganham mais importância, mais confiança, mais autovalidação quando fazem teatro. Um bocadinho mais erudito, não diria erudito, certo? Tu te faz esse, esse movimento também. O teatro erudito valida te mais do que o comercial. Bom, a minha cotação de mercado. Melhora, de alguma forma, por fazer teatro considerado mais alternativo, no sentido em que
és levado a Sério, não é? Sendo que eu tenho tido uma dificuldade grande, porque, pois tens aqui um marketing, não é que tens de. Fazer em relação àquela pessoa, mas há há uma zona, é um como qualquer.
Profissão, eu acho que há uma, há uma zona de neste caso, tem a ver com a minha notoriedade pré trabalhar como ator à vida que é um, é um grande sucesso e é um e é um Marco no teatro musical em Portugal. EE é um, mas é um projeto em stream, não é feito por uma produtora grande, visto por milhares de pessoas, portanto é outro tipo de coisa. É o que se chamado um grande sucesso tipo West and não é à nossa escala, e isso tem uma leitura.
Embora o espetáculo fosse bom, é uma leitura e os atores que participam nele, embora em Portugal, eu acho que isso tem vindo AAA esbater mais. Acho que hoje em dia as pessoas fazem todas muito mais tudo do que há há 10 anos ou há 15. Antigamente fazias cinema, só podias fazer cinema, fazias teatro, jamais fazias televisão. E hoje isso já não é assim, sobretudo porque é tão difícil sobreviver que toda a gente faz tudo faz locuções, quer dizer, uma pessoa que possa ser, possa
estar. A trabalhar no nacional. Não quer dizer que não faça um anúncio para o pingo doce. Isto não é a coisa. Não se cancela assim mesmo. E isso esbateu se a todos os níveis, mesmo a nível. De profissões, não é? Sim, claro. E tu viveste isso também. O que é que eu sou? São locutores, já não me interessa nada, é engraçado também. Não acabou, acabou essa. Unidimensionalidade que bom. E lá está este ciclo que vivemos agora, tudo ser um espectro e tudo ser tudo ser mais aberto.
Ficamos mais perdidos por um lado, mas por outro lado estão mais livres. Não é? Isso é completamente verdade, mas interrompi te. Não faz mal isto que eu queria dizer. Era que. O que me eu não sou nada do género, sou o teatro da alternativa, que é bom, acho. Primeiro acho mentira, porque grande parte das coisas que e tu tens ido muito ao teatro, nós encontramo nos muita peças. EE, muitas coisas, vamos versão bastantes chatas e não são.
EE que têm um problema que é, não me suscitam nada de novo. É isso, é isso. Às vezes é punheta, às vezes é, mas nem é só isso às. Vezes é um bocado um desperdício de tempo. No sentido em que se calhar para aquelas pessoas, não é. E atenção, eu não estou a dizer que só haja coisas más, há coisas boas que se fazem, mas eu acho que muitas vezes estás a pedir 2 horas do meu tempo e não me ensinaste nada ou não nem ensinar. No sentido de o teatro não tem que te ensinar.
Mas é aquela coisa, não me suscitaste nada, eu estou morto a ver isto. E não é porque eu estou desinteressado. Eu até vi, eu paguei, eu estou aqui. Sentado para te ver. E tu não me agitaste nada e, portanto, eu não tenho paciência para ir ao teatro. Isto tem a ver com a Inglaterra também, que é, eu não tenho paciência para ter trabalhado,
obviamente com o que eu treinei. O que eu fui, eu fui formado numa lógica muito mais clássica e muito mais da narrativa e muito mais do executante e menos do ator criador. Portanto, eu não estou tanto agora, estou tipo, por exemplo, na qualidade métrica que eu fiz há uns anos, era muito mais a cena do eu tenho que criar o meu próprio trabalho e, portanto, com isso, fazer ter um ponto de vista. O que eu acho que muitas vezes é mais difícil é tu teres um ponto
de vista que não seja lá, está. Entrópico que não seja uma coisa que é só sobre mim. EE, hoje não tenho tanta paciência para o trabalho artístico que não provoca nada. Mas isso é um bocadinho limitador, não é estarmos a. Pedir aos projetos que tenham. Essa intencionalidade eu percebo e acho que tens toda a razão que é, as coisas podem só. Existir e ser não é tipo sim, a responsabilidade fica um bocadinho do nosso lado e não. Somos todos iguais.
Mas sim, eu sinto isso. Eu acabo por sentir um bocadinho de desconsideração nessas alturas, que é pá. Já percebi pronto, és um pássaro há 2 horas que és um pássaro. Mas às vezes, às vezes houve, às vezes há, há muitas. Razões para terminar, sei lá. Este espetáculo que eu vou fazer agora é uma coisa 20 vezes mais alternativa do que à avenida.
Quê? No sentido em que é boa, eu gostava que conheces estou a. Falar a Sério é uma é. Uma leitura sobre estas histórias, o que eu acho que muitas vezes é, às vezes eu só quero que me contem a merda de uma história. Eu só quero isso, que é a Inglaterra, uma coisa base. Ou seja, eles contam bem história, eles vão contar bem história.
Mas depois, se calhar, como eu vi, por exemplo, há uma há uma companhia de teatro muito conhecida lá que se chama cumplicite e tem muito a ver com o teatro físico. E é uma coisa muito mais. Sobre lá está este ponto de vista da através do corpo. EE através do corpo eu vou não contar uma história, mas fazer te pensar. E eu vi um espetáculo que se chama na monic, que é um espetáculo que foi feito há 20 anos pelo cúmplicité e foi um espetáculo Marco no teatro inglês.
E voltei a ver agora com outra pessoa. E tem um tem um dispositivo muito interessante que é, imaginem o Nation Theater, tem tipo 1000 lugares ou 600, my tye para aí 1000 e nós estamos vendados durante, sei lá, 30 minutos, 20 minutos? E vamos assistindo a um monólogo. Talvez não tenhamos tanto tempo vendados, mas há um período grande em que estamos vendados. Ele faz o monólogo inicial, em que fala sobre a memória e depois faz te testar a tua memória.
Ou seja, é uma relação com o público. O público não está divorciado do que se está a passar. Isto tem um bocado esta onda, mais se tu quiseres de entretenimento ou de uma quase ali de uma cena da da da ideia. Um bocado também de como o coelho branco do improviso com o público e tal. Isso é muito engraçado, tirar 12 sentidos para. Sermos nós a projetar, fazermos um flashback. Não é da é agora. Volta lá ao dia em que tu. Sentiste não sei o quê.
E as pessoas têm todas memórias diferentes e, portanto, são o quê? Convidadas a criar contigo isso. Isso é interessante, mas depois de tudo, o resto foi uma seca.
A partir do momento em que eles. Começaram a fazer a. A leitura da ele tinha perdido a. A mulher e estava à procura da mulher e era a ideia, não, mas era a ideia que horror mulher era a ideia de o homem a atravessar a história e aquilo que o que é que aquilo me explicou que o ponto de vista, aquele ponto de vista britânico sobre aquilo eu já ouvi 200 vezes e portanto, não me interessa muito, mas também é do eu se calhar não é para mim, mas eu não estava enraivecido com isso.
Mas as pessoas que foram comigo estavam loucas porque não estão, porque não lhes aquilo, não lhes disse nada a mim ainda me disse umas coisas. Portanto, eu acho que tem que se ou seja por um lado o espetáculo não dizer nada, também é uma emoção que nos pode. Servir para o tédio se é uma coisa, o tédio se é. Uma coisa agora eu não tenho é. Que. Eu, eu só não quero. Às vezes é que não quero apanhar uma seca descomunal, ou é uma coisa assumidamente seca, que é uma performance do género.
Eu vou assistir. Deviam começar a dizer logo isso, olha, isto é merda. Não, eu vou ver um gajo comer uma maçaroca de milho. Durante 40 minutos e é assumido que é isto. Depois eu daí posso distrair o significado que eu quiser, isto é a ideia da ruminação, isto é, o pensamento, o contacto com a atividade recoletora. O tédio vamos pensar sobre o. Tédio? Eu acho isso fixe, mas isso é performance, o que às vezes nós eu acho que acabamos por não ter.
Às vezes os pontos de vista que existem são pobrezinhos, ou são ou são pouco maturados, e então estamos a ver. Aquilo pela estética ou pela beleza? EE, isso às vezes não chega e, portanto, eu às vezes penso, mas eu não senti nada e eu sinto isso. Eu sinto isso com espetáculos mais comerciais e espetáculos menos comerciais. Mas eu quando vou ver o sei lá o dreve anson, eu sinto alguma coisa.
Pode não ser o espetáculo que toda a gente adora, mas eu, mas eu sinto alguma coisa às vezes, acho Boring esse facto. Eu vi Oo dreve anson na Broadway e achei péssimo. Curiosamente, gostei mais da versão portuguesa, mas. Não é um espetáculo para mim, mas estão me a querer passar alguma coisa. Mas é um espetáculo que não tem também o objetivo de ser arte, não é? Eu acho que depois aí é a diferença. Tem um público, tem 11 missão. Interessante. E temos bons cantores. E atores.
Como não são cantores, são atores musicais. É assim que se diz atores cantores? Sim, atores cantores, mas há. Mas há 11 diferença. Entre tu. Se tu estás a querer criar arte, estás a querer de alguma forma criar o espaço para que daí haja um pensamento e um e 1 e 1 pergunta, não é? Eu não tenho que te dar as respostas, mas eu posso fazer algumas perguntas e tu saíres de alguma forma da sala confrontada, não é? Onde é que seja a pensar nesse
espetáculo do mnemónico? Ah, eu já não me lembrava que eu comia um gelado naquele dia. E o que é que isto quer dizer sobre a minha? Soube onde eu estou agora, como é que o relato? Eu acho que é por isso que é tão importante a. Curadoria em determinados teatros, não é. Acho que determinada altura, quando vais a um sítio, já sabes mais ou menos com o que é que com o que é que podes, com o que é que podes contar. Mas olha, Rui, vamos terminar, muito obrigado.
Adorei como sempre falar. Contigo, tenho saudades tuas, apesar de adorar. Eu sinto que eu te amo muito, mas que também estou apaixonada pela nossa coexistência. Eu adoro saber que existes e que andas para aí. Obrigado, percebes. Não é uma questão muito Pateta, não é? Olha que lindo, isso é teu. Por acaso, às vezes nem eu gosto muito, eu, eu. Eu adorava ser uma massa. Se calhar é um espetáculo. Vou propor isto agora, para estes, as metamorfoses, então, da altura em que isto foi para o ar.
Podemos promover a tua peça, a tua não a vossa, a nossa peça no teatro da garagem, a nossa peça, a nossa TVI. Eu quero agradecer teres me convidado. Obrigado por. Eu gosto muito de conversar contigo. Eu também sabes que é um sim. Porque é que nos demos tão. Bem, e é porque. Ambos disse os nossos signos e não sei quê. E é porque ambos não adoramos. Conversas superficiais. Acho que é possível. Ontem fui à mancha.
LGBTE consegui a proeza de eu não adoro estar em no meio de multidões, talvez na vida o que me aconteceu, mas eu consigo sempre a proeza de estar a falar horas com pessoas, o que às vezes queima as festas, não é? As festas são para estares a divertir e eu estou. Mas explica me porque é que o que é que sentiste isto? E eu acho que é uma tendência que tu tens e que eu tenho. O que não quer dizer que não sejamos superficiais também. Sim, sou super, mas obrigado me
teres. Convidado é sempre bom ela. Continua a achar um crime que tu não estejas e só reforça o. Facto de eu não estar, estás a ver, mas é uma questão que sejas subvalorizada. Pelo meio e que. Não tenhas um sucesso, apesar dos teus 20 anos de carreira. A tua vida é uma merda. Eu acho. Nada. Isso eu acho. Eu acho é que és tu. Tu vais conseguir isso e provavelmente quando menos esperas OKE, sem Búzios. Manifesta, estou, estou. Manifestando e já instalei
aquela. Aplicação, qualquer aplicação estás a ver de. Sard web e tenho de ir para, tenho de ir para. Alcácer, agora tenho de sair, então vá. Beijinhos, obrigado. Beijinhos, gostaram? Falamos sobre, vocês sabem, e estiveram a ouvir. Não vou fazer um resumo à posteriori, não é? Mas bruxaria, esta parte final do teatro carregadita não é as metamorfose e a cultura, eu percebo que não interessa a toda a gente, mas isto é como a sopa tem que ser, percebem a determinada altura.
Quando forem crescidos, pensam, olha, uma sopinha agora dava jeito EE, às vezes um gajo, eu farto me de aprender isto, para mim é um bocado assim, mas depois sopa incrível para a semana. Vamos ter. Vamos eu e a minha vasta equipa, vamos ter kickizot aqui no não sei ser com pessoas. Uma pessoa que eu considero que por acaso tem sabido cada vez mais ser não sabendo, lidando com isso, lidando. E é disso que se trata até para a semana. É o podcast não sei ser.
