Bem, com isto tudo, esqueci-me de dizer no episódio anterior que vou ter um espetáculo, vou ter um espetáculo dia 30 de abril, no. Lisboa, comedy Club é às. 9 da noite, cheguem um bocadinho mais cedo. Não que não dê para estacionar. Até quer dizer, dá ali um parque perto que é mais um x, se calhar, é mais o preço do bilhete. Fica-vos mais barato a irem a pé mesmo, que vão de Barcelos do que outra coisa, mas pronto, este podcast vai ser ao vivo. Lisboa, comedy Club.
Dia 30 de. Abril, às 9 da noite, os bilhetes estão à venda na ticketline. Entretanto, sou a Joana. Olá, ontem tive ali um vipe para gravar. Engraçado, porque não me tinha apercebido uma das belezas. De de fazer terapia e também de falar sobre nós mesmos, é? De, às vezes, haver assim revelações. E ontem apercebi-me. Então no podcast que ontem e há bocado o que eu estou a gravar a seguir, mas apercebi-me que realmente?
Que realmente eu tenho mais algum receio de me fazer, de de me fazer valer frente ao género masculino do que ao feminino. Talvez porque fui mais criada pela minha mãe e com a minha mãe, nunca tive problemas em. Em fazer-lhe frente, se calhar quando era pequenina muito. Queria muito. Agradá-la queria fazer tudo em condições, acordava todos os dias a pensar, vou ser a filha perfeita depois. Apercebi-me que era impossível. Depois comecei a ficar zangada
depois, não sei quê. Não sei que mais. E pronto e sempre consegui bater ali de frente. Com algum orgulho. E tristeza. Mas pronto, é assim. É feita a nossa personalidade também. Com homens eu nunca tive muito isso, da da discussão, sempre encarneio o papel. Vítimazinha nunca fui muito de discutir. Quando um homem é um bocadinho mais assertivo comigo, eu fico a sentir muito pequenina e muito, muito indefesa. Aquilo que me surge é uma mágoa gigante, um abandono gigante.
E. E zanga também, mas é uma zanga de novela, sabe? Ai, é, ai, é, espera aí que eu já te fumo assim, mas gostava de ser mais assertiva efetivamente as poucas vezes que fui assertiva com homens uma. Vez. Uma vez, acho que fui, não foi bem despedida, mas não me. Facilitaram a minha a minha subida na empresa, na última, também acredito, tenho a. Contribuir para. Para terminar da minha. Prestação de serviços, ainda que possa ser.
Apenas uma leitura minha e possa não ter sido sequer aproximada ou nem sequer faça parte dessa essa razão. Portanto, não, não sei. Mas eu. Não sou assertiva com homens, a verdade é essa. Aquilo que eu utilizo talvez seja a passiva ou agressividade, sim, disfarçada de humor, porque não consigo ter uma postura reta em relação a nada. A semana passada consegui sê-lo, mas acho que foi demais. Lá está. Houve qualquer coisa que foi. Exposta. Que eu? Numa outra circunstância.
E teria dito, está bem, OK? Pá. Eu pensava, não estou para isso. E sairia airosa. Do género? Bem, sou mesmo campeã porque consegui não responder a uma provocação. Eu sei calar-me e não. Respondo, mas não foi mesmo incapacidade de me? Eh pá, eu acho. Que aqui a questão vocabular também é interessante. Não é de me impor, não é de me defender, é de tecer, não sei ser. Meus amigos percebem a pescadinha de rabo na? Picha muito bem. Isto vem pá, obviamente que eu tenho aqui vários.
Problemas para resolver com o sexo masculino, nomeadamente, eu lembro-me de um episódio que aconteceu que eu tinha umas aulas de yoga em Monsanto com a naima ya. Uma coisa assim, não sei, pareceu o nome de uma. De uma marca? Da decatlo, de. Natação e houve uma vez que ela não pôde e que foi o marido. E eu senti-me desconfortável porque as aulas eram um para um e ir para o meio da floresta, ainda que. De manhã, ao final da manhã, não sei o que era, não pá, não era fixe. Não é.
Vou estar. Vou estar exposta, vou estar vulnerável, não. Até até estou a tremer a perninha. Não me apetecia e a roupa dele cheirava imensa. Perfume? Esperem? Onde é que isto vai chegar a uma parte no yoga? Pelo menos naquilo que eu fazia, em que achava a cena que no final, não sei se é assim que se diz. Mas no final ficamos quietinhos, de braços abertos. Só a aproveitar a energia ou a receber a energia? Energias? Pronto. E quando isso acontece quando?
Estamos nessa? Posição e relaxamos o nosso corpo. Arrefece, e. Portanto, o senhor, quando teve a hipótese de me tapar, em vez de escolher a minha camisola que estava. Lá, tampou-me com o casaco dele. E isso deixou-me. Super desconfortável, sentir o cheiro da roupa dele por cima do meu corpo foi horrível. Terrível, não, não é terrível. Do género não. Acho que foi evidente de um thriller meu qualquer. Que que tenha ali acontecido. Eu não me sinto nada. Segura. Em em. Frente a rapazes.
E acho que daí também vem esse é que ele. Está meu. Meu comportamento, que. Vos tenho? Falado ao. Longo dos tempos de olhem de. Olhem de, se calhar ter visto tanta pila, não é de não conseguir dizer que não ou querer tanto agradar por ter medo de não agradar ou por me sentir. Não. É ameaçada no sentido em que vou ser violada ou que é de não saber ser eu acho que é. Isso? Acho que isso tem a ver com. O que vocês perguntam? O que é que eu tenho a ver com isto?
Está bem? Pá não oiçam, olha. Mas via só o meu pai de 15 em 15 dias. E. E eu não sei até que ponto é que é justo dizer isto, porque tive um padrasto muito presente na minha vida que acabou. Também por. Desempenhar a função de de pai, no entanto género masculina, aquela masculinidade. Tudo isto são conceitos que são discutíveis. Como é óbvio. Mas que estou a usar esta generalizações, porque foi a linguagem com a qual eu cresci, a língua com a qual eu cresci.
Erradamente ou certamente e, portanto, ainda é a forma como eu. Descodifico a minha realidade. Apesar de respeitar totalmente toda a desconstrução que se tem vindo a fazer. Mas. Pá, não sei, não sei estar com com o género masculino, com raparigas que estou na boa, a minha. Passiva, agressividade, acho que a lida da da forma certa pelas raparigas, e. Vice-versa?
Vice-versa, acho. Que essa linguagem eu tenho bem desenvolvida em mim, apesar de não sei, não sei, eu não, eu acho que não sei ser com ninguém, mas claramente com homens é pior, é pior, é pior não, não sei o que é que hei de fazer ali. Se não for para, se não, se não houver atração mínima, eu não sei o que é que hei de fazer, não sei. E. Não, não sei. Mesmo havendo atração, a língua, a linguagem que eu uso quando existe o uma atração ou quando.
Não, não sei estar com eu tenho. Mesmo que resolver? Isto ou então não tenho, é? Pá, reparem este. Fim de semana estava lá então com a Irene e com o Miguel num hotel. Brutal de que vos falo depois, principalmente a quem tenha filhos que não sei se é Oo âmbito deste podcast. O âmbito? Não o target. E estava lá uma menina. Acho que todos nós já vimos isso.
Uma criança que não larga um estranho, que está sempre aos abraços a um. Monitor, um animador um pronto vocês percebem, não é um monitor da Samsung ou um monitor. E que não larga o estranho e que fica ali obcecado e não sei quê. E está ali. O Miguel? UI. Estava eu a dizer UI. Trauma de abandono, divorciados, os pais. Hum. Não vê o pai há algum tempo? Hum, o pai pode viajar, não sei quê. E o Miguel feira se diz assim, pá, mas porque é que estás
sempre com merdas? Porque é que não é só uma gaja quer dar mim e diz, eu pá nunca, nada é só é uma frase minha, nunca, nada é só se calhar é e eu só tinha a ganhar, senão não pensasse nessas coisas, mas da mesma maneira que há pessoas que olham para as. Estrelas e pensam, pá. Aquilo, aquela Estrela é o Mercúrio. Que deu reviravolta na marcha à ré e não sei quê. Está bem giro. Vamos. Inspecionar ou investigar? A quantos anos? Luz está aqui. Do do canto dos.
Lusíadas, muito bem, eu gosto de. Olhar para o comportamento humano e tentar perceber causas, apesar de saber que é tudo multicausal, que nunca chegarei à verdade agora, esta questão de eu não conseguir lidar. EE depois não sei o que é que é problema ou o que é que é característica, não é, mas claramente eu não consegui fazer frente a homens. E quando faço, vem ou quando tento fazer isso já me aconteceu porque acho que estou aqui num processo de. Transição já há 1 ano ou assim.
Ando a tentar fazê-lo assim, meio como não tenho muito convívio social, também não tenho grande. Espaço de experimentação e as coisas demoram mais tempo AA mudar. Mas e quando? E quando faço, faço uma imitação daquilo que é minha idealização do comportamento masculino. Que é o? Que é? Que foi o?
Que é que foi à merda? Pá, eu não quero isto, eu quero ser assertiva, quero conseguir ser assertiva também na relação com a Irene. Eu quando sou assertiva, sinto-me péssima pessoa, e a Irene não é um homem, está bem, mas pronto. Aqui entra a receção, a relação maternal e não sei quê. Pá não há. Olha, estão a ouvir isto que ouvi o episódio, só só os antigos é que sabem o episódio anterior ainda estou com
plástico Na Na cabeça. De de estar a melhorar, descoloramento descoloração do cabelo. Isto é lixado pá. Eu gostava de ser assertiva sem me sentir uma puta. Como é que se é assertivo sem ser uma puta? Será que esta questão? Agora, estaria aqui, Tânia graça, a dizer? Nós, mulheres, se somos assertivas, somos putas, se. For um homem? É só um líder. Tenho sempre tanta. Dificuldade de usar? Essa lente? Talvez por querer ser aceite pelos homens, não me querer distinguir como mulher.
Joana, estamos em 2024 para que essa separação de géneros esconde não sei quê, ainda por cima o cromossoma YE, não sei quê. Estou cansada da. Cabeça, mas o que é facto é que é assim independentemente. Da quantidade de géneros que haja, ou. Da da, da desimportância que isso poderá ter na sociedade. Fui criada segundo essa linguagem, eu acho. Que já disse isso na? No No podcast anterior e, portanto, é, é como nascer com televisão.
A preto e branco percebem? O meu cérebro continua a sonhar a preto e branco. E acho que pelo menos, não sei se é um mito ou não, mas acho que é uma boa maneira que eu arranjei aqui de de explicar. EE. De alguma maneira, Eu Acredito. Que quando era pequenina que me liguei mais à minha. Mãe como representante do meu género. E mais ao meu pai, como o género que eu queria agradar. É pá. Não faço ideia, não faço ideia. Freud anda-me a buscar.
Olha, está lá em baixo, dê-me um toque, vou descer. Prometo ser muito mais básica, básica, não é que agora esteja a ser complexa. Não é isso? Pá, a minha cabeça está cheia de fumo, se calhar literalmente por causa disto. Mas o espetáculo do dia 30 eu vou vou pensar numas coisas giras para falarmos das coisas muito giras, eu não sei. Ser a este podcast ao vivo, dia 30, em Lisboa. Comedy Club, em Lisboa. Os bilhetes estão à venda. Nos locais habituais, aí. Beijinhos.
