#6 - O que diria Voltaire sobre a mudança de hora? - podcast episode cover

#6 - O que diria Voltaire sobre a mudança de hora?

Oct 30, 202318 minSeason 2Ep. 6
--:--
--:--
Download Metacast podcast app
Listen to this episode in Metacast mobile app
Don't just listen to podcasts. Learn from them with transcripts, summaries, and chapters for every episode. Skim, search, and bookmark insights. Learn more

Episode description

Provavelmente não existe título menos sexy para um podcast. Vou medir pelo número de escutas o quanto filosofia repele e se repele ainda mais que matemática. Neste episódio falo sobre um Rock in Rio de Filosofia que me deixou atoladinha (é assim o contexto?) e temos uma convidada para nos esclarecer determinados assuntos, uma das melhores filósofas que conheço.


Entretanto, encham-se de bilhetes e alimentem a minha filha:


Bilhetes aqui para TUDO o que faço (em palco).


29 de Novembro em Lisboa - Stand-up Surpresa com Dagu

16 de Dezembro em Lisboa - Mamos de Boca ao vivo

Transcript

Bom dia, seus transeuntes pessoas que transam, portanto, sejam bem-vindos a mais um episódio do não sei ser diário, significa isso que é diariamente e também que vou contando aquilo que acontece no meu dia a dia ou então pensamentos que vou tendo diariamente, porque mesmo não parecendo um tipo, pensa, quero só avisar-vos que tenho 2 espetáculos aí para estes a acontecerem. A stand-up surpresa em breve, em novembro, na boutique da cultura e em dezembro, um episódio ao

vivo. 2 até do mamos de boca com Pedro Alves. Os links estão na linktry. No meu Instagram, vamos a isso. Ora bem, hoje é domingo, acabou de acontecer a mudança de hora que que me atrofio sempre a pensar, acho que não é para a frente, é para trás, não é para trás, é para a frente. Não sei. Supostamente dormimos mais 1 hora. Portanto, agora deveriam ser quase 9 e são quase 8 EE. Há muita gente que se enerva a dizer que é contra a mudança de hora, que é mudança de hora, é

isto e aquilo. E Na Na Na eu tenho um raciocínio diferente que é há sempre um motivo para as coisas acontecerem. Há sempre um motivo para as coisas serem como são, entretanto, comecei agora a editar um bocadinho o podcast imagina. Antes era muito menos perfecionista, gravava e gravava com psicoterapia e tal e tal. Mas ultimamente tenho sentido que se calhar, vocês não merecem bocejos, não merecem coisas.

Coisas que me venham à boca ou até mesmo quando eu estou um bocadinho mais a respirar um bocadinho, menos de forma profissional eu prefiro parar e depois, claro que vocês ouvem coisa. Coisas desse género, mas estava eu a dizer AA mudança de hora é uma coisa que muita gente se revolta contra ela. Eu acho que há sempre um motivo para as coisas, ainda que seja um motivo subconsciente, ainda que seja um motivo de, por exemplo.

Mudança de hora, por acaso eu até sei que fui investigar, mas tem a ver com a importância da exposição solar dos seres humanos e o quanto isso é importante para o nosso bem-estar mental, nomeadamente depressões e coisas do género, que até é fixe evitar. Portanto, os cientistas decidiram aumentar o número de de tempo em que estamos expostos ao sol. Não que haja muito sol nesta altura, mas vocês percebem que eu meti porque quer dizer, e

isso faz algum sentido? Agora, se nos moleste, se nos deixa assim um bocadinho desconfortáveis.

Deixa deixa cair desconfortáveis, apesar de eu preferir que eu a hora ande para a frente do que ande para não, eu prefiro, e eu tinha muito estas discussões durante a pandemia com outras pessoas que Era Eu seguia cegamente todas as indicações do nosso governo relativamente às coisas do fiquem em casa, não saiam, só vão pôr o lixo desinfetem não só não desinfetem as compras, porque tinha mais que fazer.

Por acaso não tinha mais do que fazer, mas pensei pá, pronto o bicho quiser aparecer, aparece, mas no resto era bastante. Leal àquilo que diziam, não por minha causa, que eu nunca tive assim, 11 atitude muito protetora de mim mesma. Alguns comportamentos de risco durante a adolescência.

A condução um bocadinho desenfreada e tal, mas porque eu acho que as pessoas se dizem se há especialistas envolvidos e se dizem que é melhor fazer determinada coisa, ainda que depois venha a revelar-se que não era.

Existe um motivo para as coisas estarem a ser tão conservadoras como estavam a ser na altura e eu sei que é necessário ter um espírito crítico e coisas do género, mas eu acho que esse espírito crítico só é válido a partir do momento em que nós tínhamos informações suficientes sobre as coisas e de Fontes fidedignas. Não é tipo do daquele jornal, ali na internet, daquele não sei onde, não é termos estudado tanto pelo menos quando um especialista estudou sobre o

assunto, senão. A nossa opinião não é tão válida. Se há interesses que possam consporcar essas comunicações, essas decisões, tudo isso. Claro que há, mas aí nós temos de pesar o útil e o desútil e pensar, OK, prefiro seguir a opinião de especialistas que poderão, eventualmente isto alegadamente, ou o que quer que seja estar a ser pagos ou ter um interesse económico por trás disto por causa das farmacêuticas, das vacinas. E não sei quê ou prefiro andar aí à parva.

E como eu estava a dizer, não é muito por mim era mais por causa da minha filha, não sabia o que é que era isto. Eu pensei, OK, isto não é mortal na minha idade. Apesar de já ter 37 anos, portanto, estou-me a 5 BA borrifar, mas no caso da Irene, também não era mortal. Mas aquilo que eu pensava é, eu não quero sentir-me culpada minimamente de que a minha filha apanha isto.

Portanto, eu não vou a jantares de 5678, 910 pessoas, mesmo que sejam em casa de pessoas que não tenham de estar positivo, porque se a minha filha estiver doente com isto, eu vou passar-me da cabeça e vou sentir-me culpado ou culpar a pessoa que tenha feito isto. Portanto, eu vou sempre muito atrás desta questão que é, existe algum motivo que eu desconheça para terem tomado determinada decisão? OK, certo. E qual é que é o motivo? Se for investigar não, OK? Então tenho medo.

Tenho respeito, as pessoas dizem, eu tenho respeito pelo mar. Eu tenho respeito por pessoas que alegadamente saibam mais sobre o assunto de do qual estão a falar. Portanto, eu vou a minha filha está ali a mexer em caixas e daí estar a fazer barulho, fecha lá a ira. Pronto, já está. Queres vir dizer olá às pessoas? Aí vem a ela a dizer olá às pessoas anda, senta aqui no colo da mãe que assim faço umas perguntas também, queres? Já vá, não fazes muito alto, diz bom dia às pessoas. Bom dia.

Irene, o que é que tu achas de nós? Às vezes acharmos as coisas parvas, por exemplo, a hora, a hora mudou-as não sabes, mas dantes, a esta hora, seriam 8 da manhã e agora são 7. O que é que tu achas disso? Eu acho, é fixe, porque eu acho que as pessoas assim não teriam de ter muita pressa. Porque se teve, se demora mais, as pessoas têm, podem ter menos pressa para ir a algum lugar. Para não chegarem atrasadas. Parece-me bem, e o que é que tu achas quando os adultos te dizem faz isto?

Faz isto porque eu sei, é o melhor. O que é que tu, o que é que te vem à cabeça? O que é que tu sentes na altura? Porque eu sei porque a mãe é que sabe o que é que tu, o que é que passa pela tua cabeça? O que passa pela minha cabeça é a minha mãe, não sabe? Porquê? Porque tu tens de ir procurar a pessoas que realmente sabem essas coisas. Essa boca, assim. Se tu realmente não souberes isso, não podes dizer isso. Mas a mãe, quando a mãe, quando não sabe o digo, não sai, não sai.

Sim, mas muitas vezes dizes que sabes e não sabes. E tu sabes. Sim. Porque é que tu sabes? Eu sei. Então são 2 pessoas que não sabem do que é que estão a falar, a dizer que sabem uma coisa. Não é isso, é tipo. Tu às vezes precisas de procurar um especialista, só isso. Está bem, mas eu não digo que estás doente. Toma isto, a mãe, como tu sabes, vai sempre à procura de médicos e de coisas. Ou vamos ver a internet. O que é. Mais ou menos. Então, que lado é este?

Estou apenas a descer a verdade e sincera à às pessoas. Podes dizer. E já disse. Ah, OK. Pensava que ias dizer a minha mãe no outro dia. Estás a pensar num exemplo. Eu já sei a minha vida inteira. Com esse exemplo? Passei a minha vida inteira a pensar nesses exemplos. Por isso, exemplos é o que não me falta. OK, vou acabar. Então o podcast pode ser. Não tens de procurar um especialista para saber.

Vá, a maior estava eu a dizer, então, pá, eu acho que é que é necessário antes termos opiniões de consultarmos Fontes relativamente a isso, senão temos todo o direito às nossas opiniões, mas não podemos ser arrogantes relativamente a isso. Ou seja, é a minha opinião. Vale o que vale, mas tomar decisões ou ter comportamentos com base em presunções. Da nossa parte, eu acho que é perigoso, especialmente no que, no que toca à à vida, não é no que toca à vida e à morte, eu

acho. E mesmo para emitir? Considerações sobre os outros no sentido em que eu acho que o contexto é muito importante, daí eu gostar muito de psicologia, daí eu achar que é muito importante este esta segunda e terceira camada do ser humano ao qual não damos assim tanta importância, especialmente pessoas que estejam mais focadas noutras coisas, mas, por exemplo, há quem pensa, Ah, esta pessoa é mesmo, a pessoa está bem? O que é que lhe aconteceu? Qual é que é o passado?

Já falei muito sobre isto no meu outro podcast de sairapia, que que vos aconselha a irem ouvir, não porque eu acho que é genial, mas porque há muitas pessoas que dizem que o podcast é fixe, portanto vão lá, vão lá ouvir. Entretanto, ainda sobre isto da psicologia. A semana passada, fiz uma coisa incrível que tenho muita incrível, isto é o que as influencers dizem, isto é incrível.

Ah, isto é incrível, mas fez uma coisa incrível que tenho muita pena de não poder ir todas as semanas por uma questão de logística materna. Às quintas-feiras em Lisboa, na fábrica do braço de prata, não, fábrica da pólvora não, fábrica de braço de prata, eu com fundo fábbricas é assim, eu não sou do proletariado, eu não, não sei onde é que ficam as fábricas, não sei onde é que elas andam às quintas-feiras, existe uma coisa chamada stand-up philosophy. Na sala NIE?

Eu bem, não interessa. É numa das salas da fábrica do braço de prata, exatamente dada por doutor Nuno da nabais. Assim é que é em que ele vai designando vários temas, um por cada sessão e depois vai acompanhando a nível histórico e filosófico. Vários conceitos, várias teorias de filósofos em relação a isso. A semana passada foi sobre o tempo e consegui sacar imensos livros, imensos títulos de de filósofos que me apeteceu ler e. O que é que isso faz?

Faz com que a Joana? Para de escorregar no sofá, faz com que a Joana tenha comprado imensos livros tanto para o ebook como cá em casa. Porque na minha cabeça? Falaciosamente, eu acho que se comprar os livros, estou a adquirir o conhecimento, ou seja, que é tipo uma disquete, que depois entra para a minha cabeça, não tenho que o ler, mas tenho aqui um fumo inacreditável. Vocês não têm noção o quanto eu quero ler, mas depois, em vez de ler, vou ver séries de merda da Netflix.

É, tenho de parar, ainda por cima ando tão cansado ultimamente por uma questão de medicação e não sei quê, não sei que mais que eu sinto-me para ontem, ontem foi passear. Como é que ao pavilhão do conhecimento não foi Irene, anda cá a contar às pessoas o que é que aconteceu? Fomos. Fomos com a Irene e um amigo tentou lá o jantar do sofá. Fomos ver, pensava que a exposição sobre o espaço já tinha começado, mas é só em

novembro. Isto não é o pavilhão do conhecimento, da ciência viva e o que é que aconteceu, mãe estava tão cansada que conta lá. Isto é, isto é oficial da minha mãe, por isso eu não estava assim tão assustada do que aconteceu à minha mãe, então a minha mãe. Eu e o Tiago, eu e o amigo. Meu, pode ser Tiago, há muitos tiagos. Eu e o Tiago, então fomos ver. 11 das partes da exposição e então começámos a ver. Não sei quê demorámos imenso tempo EAAA minha mãe depois de

ler o livro. Fui fazer essa cestinha. Não, eu adormeci a ler o livro no meio do pavilhão do conhecimento. Havia lá um sofá que era para os velhos. Sim, foste fazeres a vossa a tua cestinha. Não contei como é que foi a sestinha. Mas aconteceu, eu não. Sabia? Aconteceu, sim. E depois acordo, como? Acorda, fui lá a mãe e disse, olá. Minha mãe. E o que é que tu sentiste por Veres a mãe ali, toda a babar-se toda no meio das pessoas? É normal. É normal, acontece muito à mãe, é tu?

Ficas frustrada porque eu estou sempre a dormir. O que é que tu sentes? Eu e a parte do meu pai nunca te sonhava. Sente tudo, tudo tudo assim, porque tu estás sempre a dormir e é uma bosta de uma chatice. Porque tu não precisas dormir assim tanto. Olha outra. A tua necessidade não é tanto dormir, a tua necessidade é o que tu tens de dormir, e tu não tens de dormir a vida inteira. E tu ficas com saudades minhas, não. Então, pá.

De mim? Apenas quero que tu tenhas um dia saudável e não Andes aqui, a resmungar porque dormiste muito e tens sono mais outra vez. 9 anos. Verdade? Pronto, posso retomar, já veio as despedir das pessoas? Pronto, já vens despedir as pessoas com a tua personalidade? Tu vais ser patroa esta Malta toda. E então estava eu a dizer sono son sono, sono, sono, mas não adormeci. Durante o stand-up, falar ao Sophie, do doutor Nuno navais, eu não consigo dizer isto, parece que tenho o nariz

entupido, mas não tenho. Comprei imensos livros, entre eles o tratado sobre a tolerância de Voltaire, essas coisas por acaso não foram mencionadas, mas foram coisas que eu achei que seriam importantes ler, nomeadamente para ter alguma argumentação um bocadinho mais plausível. Quando falamos da questão da dicotomização e da falta de tolerância relativamente a outras opiniões, diz. Aqui na parte de trás, o direito de intolerância é absurdo e

bárbaro. É o direito dos tigres, e é bem horrível, porque os tigres matam para comer e nós andamos a exterminar-mo-nas por causa de parágrafos. Parece muito interessante e aplicado aos dias de hoje, nomeadamente, relativamente àquilo que aconteceu.

Num telejornal No No jornal da sic, creio eu, em que houve um comentário mais desajustado e repreensível, aliás, de 2 especialistas em comunicação, relativamente à à misse, ser transexual e pronto, é, é o é o que temos, e isso foi o que me fez ter vontade de ler mais um bocadinho sobre isso. Mas durante a sessão falou-se então sobre o tempo e sobre várias teorias do tempo de várias filósofos.

É muito. Muito interessante, desde que não há presente, desde que não há passado, não há futuro que o nosso tempo é medido por estarmos à espera da morte. E ainda há outro filósofo que eu gostei muito. Tenho de ir a investigar que diz que o tempo é medido pelo o tempo. O tempo acontece entre o momento em que nos fizeram mal e o tempo que demoramos a vingar-nos a nossa. Que a nossa vida é uma espera

para nos vingarmos de alguém. E que os chineses são pessoas que levam a vida inteira tranquilamente à espera xenófobo, não sei, mas muito interessante. Isto são coisas que me fazem pensar um bocadinho numa numa máxima que não é que eu tenho que eu não invento nada, mas que é isso mesmo, que é de certa forma, já foi tudo inventado, já

foi tudo feito. Portanto, eu estou-me a borrifar, já houve mais pessoas a fazerem formatos disto ou daquilo que eu depois venho a fazer publicamente, mas eu acho que, como nós somos seres individuais que damos sempre o nosso touch, o nosso touch. Isto foi insuportável. O nosso touch, o nosso take, era aquilo que eu queria dizer e, portanto, sim. Já houve muitos talques. Já há muitos podcasts, mas nenhum que foi feito por mim

neste contexto. Portanto, pronto filosofia serve para estas coisas, serve a meu ver, para aprofundarmos os nossos pensamentos, para termos um melhor espírito crítico sobre isso e para atalhar. Não é, em vez de estarmos a pensar em coisas básicas e estarmos a elaborar sobre coisas que os outros já pensaram e por muito que nós digamos que a sabedoria está nos mais velhos, está aquilo que eles nos podem

transmitir, certo? Mas então temos livros de filósofos da antiguidade de pessoas que viveram uma determinada época que passaram o tempo deles a pensar sobre estas coisas e, portanto, só temos a ganhar-se nos munirmos disto. Em conta, tendo isto em consideração, eu devia ler mais e quero ler mais, mas tem sido complicado e além disso, tenho o livro da Britney Spears para ler e não sei se esse não terá mais

uma maior prioridade. Pronto foi assim o podcast não sei ser diário este gravado ao domingo, porque sai hoje segunda-feira obrigado a prestarem a ouvir. Não se esqueçam dos bilhetes para mamnos de boca ao vivo, na boutique da cultura e também stand-up surpresa com o grande dagowo que anda por aí nas ruas. Não, calma, não é prostituto que podia ser, se lhe apetecer, ou se calhar até já foi.

Não sabemos, mas. Anda por aí uns cartazes nos a propósito de uma campanha com uma, com uma daquelas empresas de de apostas Na Na Na. Ele é mesmo? Olha, é incrível, é incrível e muito fã de Britney Spears. Portanto, provavelmente vai ser algo que irá ser abordado durante a atuação dele. Nisto. Tenho aqui uma cliente, diga cliente. Quero um sushi. Tu que jantaste tanto em sushi. Quê? Ah, tu disseste que eu era uma

cliente. Ah, quero uma boa tarde, quero um sushi, se faz favor, era isso, dava-me um sushi, está bem? Dou te um sushi, um beijinho, diz adeus às pessoas. Tchau. Tchau, pessoas beijinhos. Até amanhã. Não sei se. Eu esqueço.

Transcript source: Provided by creator in RSS feed: download file
For the best experience, listen in Metacast app for iOS or Android