Obrigada, então vou ver-me ao vivo, dia 30 de abril, na Lisboa comedy Club, vão ver este podcast ao vivo, depois de vários episódios a ouvir primeiro o jingle de do noiserv não é, não sei se é, não sei e depois de estar aqui a ter a termos estes momentos em conjunto, vão é pá, vocês são incríveis, dia 30 de abril, na Lisboa comedy Club. A ver se não me esqueço, os bilhetes estão à venda nos locais habituais, desconfio que eu não tenha de comprar.
Vocês, em princípio, não é. É o que tem de ser. Ora, bem, hoje vamos aqui a um tema. Comecei de lá do fumo, mas mesmo lá tão lá do fundo, que parece um homem nos seus 40 anos. Quando tenho de fazer aquele exame, vamos a isso. Não sei se. Vou aqui o esquecer. Estava aqui a falar muito alto, já me passou, estou muito entusiasmada, estive a jogar ténis, dopamina, lê, esta é a minha hora de sexta, não é bom.
O que eu queria contar, fazer é o seguinte, estava então antes de de ir jogar ténis e pus-me a fazer aquilo que depreende que muita gente deste meio faça aqueles que tenham idade e espaço mental suficiente para terem redes sociais. Eu espero que sim, que é pesquisar o meu próprio nome nalgumas redes sociais, nomeadamente. No Twitter e num fórum. Dedicado às pessoas da rádio. Que suspeito, eu, que a maior parte das pessoas que lá estejam
são pessoas que não fazem rádio. No entanto, é interessante, não é? Acaba por ser um fórum da especialidade. Eu já ouvi dizer em tempos que havia fóruns também de pessoas que tinham experimentado prostitutas e que depois faziam toda uma avaliação. Não era um fórum, era uma Fred dentro de um fórum de carros. Não vou comentar se é pertinente ou não. Estava eu a fazer essa pesquisa no Twitter quando encontro?
Encontro sempre para aí, mensalmente, 2 ou 3, comentários negativos sobre a minha presença nas manhãs da antena 3. E como é óbvio, na altura aquilo bate-me um bocado. O coração fica mais acelerado, mas eu creio ter alguma capacidade de relativizar. Aliás, eu tenho demasiada capacidade para relativizar as coisas que ainda não sei bem se é relativização ou se é dissociação que é do género. Arranjam raciocínio qualquer que sirva para estancar o sentimento
em relação àquelas. E vou à minha vida, portanto, o que é que eu senti hoje, como, como é no Twitter, as pessoas já sabemos que é, é uma das redes sociais em que as pessoas estão estão mais aborrecidas, mais chateadas, não é?
Não se pode bater em ninguém lá em casa ou não convém, depois vão para ali, não sei quê, não fazem terapia, que poderiam fazer atenção e se alguma dessas pessoas estiver a ouvir, tem o código Joana 20, que dá 20% de desconto em consultas online com psicólogos completamente orientados para as vossas necessidades. OK, vocês fazem um quiz no início, dizem o que é que era melhorar Na Na vossa vida e
depois o algoritmo? Orienta-vos para um psicólogo que tenha essa especialidade, as consultas são online, vocês têm 15 minutos de experimentação com o psicólogo para ver o que se pá, se há química ou não. Não é que isso é importante e a aplicação chama-se iwell high well começou agora em Portugal, já tem experiência noutros países, portanto já está testadíssima também por mim, portanto, experimentem Joana. 20 é o código de desconto a aplicação é Hi.
Well, consultas online deviam deviam fazer terapia claramente, porque. AA forma como como dão as suas opiniões, OK, que é 11 rede social curta e portanto não dá para fazer ali uma grande dissertação. Também não é um assunto que mereça grande dissertação, se gostam ou não da minha pessoa, e claramente é um desabafo na altura, é um peidinho, é um peidinho. Bucal. E os comentários são, não gosto. Deixei de ouvir as manhãs por causa dela. Ela não tem piada nenhuma, certo?
Tudo certo. As pessoas têm total Liberdade e quem sou eu para dizer não é, mas têm total Liberdade. Para, para o fazer de se aquilo me afeta, como estava a dizer, afeta-me no momento. Não é porque é é a mesma coisa, cair na rua E receber 11, olhar assim de lado de uma pessoa que não nos interessa minimamente. Mas primeiro, acho que o primeiro sentimento é ou não gosta de mim.
O segundo, é pá, que humanidade merdosa, e o terceiro, para mim, é de autorreflexão, que é eu não gosto de imensa gente. Se o vou dizer ou não para a internet, pá, não. Talvez porque tenha assim algum mediatismo. Mas, se calhar, não é. Se estiver a tomar café com uma pessoa ou outra, eu sou capaz de dizer, não gosto daquela pessoa. Eh pá. Acho que é natural não gostarmos de toda a gente está. Aqui estava aqui a pensar no impacto que isso poderá ter verdadeiramente ou não em mim.
E lembrei-me da primeira vez que que tive de lidar com isso, que foi quando fui fazer comédia para o curto-circuito, há muitos anos e pá. Não, não me quero. Não me quero escudar atrás da questão de ser uma mulher e de estar a fazer humor, mas realmente muitos dos comentários é quem eram. Esta puta. Quem é esta gaja que está aqui? Quem é que não sei quê? Mas aí sim, aí sim, custou-me bastante. Foi a primeira vez que que estive exposta a esse tipo de documentários. EE.
E questiono, fiz questionei-me em relação a tudo na minha vida. O que é que eu, ainda por cima, super depressiva EE, com todos os as minhas questões de de pseudo-adolescência e tudo o resto? Não sei se era adolescente ou não, já devia ter uns 22 anos, mas ainda assim não é o cérebro, só matura e nalgumas pessoas, aos 20 e tal anos 27 é uma coisa
do género. Gostou-me imenso, custou-me imenso, porque apesar de ter uma família na produtora do do curto-circuito, não havia aquele acompanhamento bebé de como é que te sentes, olha os comentários, não sei quê e uma pessoa não quer vulnerabilizar-se no local de trabalho quando não trabalha lá assim há tanto tempo. Isso custou-me custou-me bastante, mas como já tinha tido uma experiência prévia de ser vítima de pá, eu esqueço-me sempre de que não sei quê porn hate, porn Revenge porn.
Será que é isso? Não. Secundário que foi mesmo muito, muito grave. Eu creio que foi aí que também começou a. Começou a existir esta persona social que eu tenho. Todos nós temos a persona não sei quê, que é um autor, a metáfora teatral Na Na, na. Deve ter sido por isso que eu fiz uma licenciatura para meter esta bochazinha a meio do podcast, mas acho que foi aí que eu criei esta esta postura de de pessoa que parece um bocadinho super.
A essas questões é pá e tive que ser, tive que ser ter re. Armadas no telemóvel, depois conto-vos isto num num episódio
em breve. Agora não apetece muito falar sobre isso, mas pronto, tive de, tive de me escudar nem que fosse superficialmente em relação a isso mais tarde, noutros projetos, venha a aperceber-me que sou uma pessoa polarizadora, no sentido em que tenho, então, tantas pessoas que gostam de mim e que gostam muito de mim, como tenho pessoas que não gostam de mim como pá, não gostam mesmo de mim, e que e que e que se passam
comigo. E eu percebo, e de certa forma, eu gosto também de de trabalhar para essas pessoas. Acho graça de provocar essas pessoas. Gosto, gosto de de jogar aí. Talvez seja também para me, para me proteger um bocado. Já não gostam de mim porque eu sei, eu sei porque é que não gostam de mim, porque eu faço de propósito, mas daquilo que eu tenho vindo a reparar, esse tipo de hate. Hate, porque é um h. Esse tipo de hate acontece quando uma pessoa não está
enquadrada no projeto certo? Eu fiz parte do Maluco Beleza como sidekick. Tinha um papel um pouco mais interventivo do que do do que ler os sons. E quando foi lá, José, que ai joséca, imaginem o José castelo branco, que eu como comediante, conhecendo também AA persona dele, sei que é uma pessoa que tem muito traquejo e que sabe sabe brincar, ou que também lá está, desenvolveu as suas estratégias para para sobreviver às consequências da sua pessoa
também. Tomei algumas liberdades a brincar e não sei quê, não sei que mais. Recebi vários vários comentários negativos, não foi? Não foi irão de não. Foram de pessoas a. A defender AA comunidade LGBTQI, mais até porque eu faço um bocadinho um bocadinho parte dessa dessa comunidade e, portanto, acho que sei jogar aí um bocadinho também. Não, não estou, não estou a par de tudo, nem sou perfeita blá
blá blá. Mas pontuei, como tinha pontuado até aí, sempre que os programas eram mais Lights, com o meu humor e com os meus comentários, recebi imensos então comentários hatefeld a dizer que eu não tinha graça nenhuma. O que é que eu estava lá a fazer, que estava a interromper a conversa? Mas. Pronto de forma grunha não é pessoas a escrever de forma grunha. Primeiro eu tive de contextualizar. Qual é o público ou qual era o público da altura do do projeto? E isso era um público que
poderia gostar de mim. E, se sim, o que é que poderia gostar de mim e poderia não ser eventualmente a minha participação. E depois tinha a ver também com a história e o conceito do projeto. O conceito do projeto é um projeto de conversa livre, uma espécie tal creadio em que unas mostra uma persona a qual nós não estávamos assim, tão habituados anteriormente.
Que é uma pessoa extremamente interessada, espontânea, que faz perguntas na hora e realmente a minha intervenção, ao contrário das outras sidekicks na altura era demasiado presente, e comecei a reparar que realmente, para quem quisesse consumir o conteúdo habitual, eu estava mesmo ali, no caminho, não, não estava a fazer o trabalho que as pessoas gostariam que eu fizesse e, portanto, em vez de pessoalizar, senti realmente eu
não faço a minha postura. Não faz sentido neste projeto, a minha pessoa, o meu trabalho não, não faz aqui sentido, até porque eu não me consigo encaixar na outra posição que é de estar aqui e ter uma intervenção mais. Mais pontual, não pá, não, não é não é de toda a minha cena, eu gosto de participar, gosto de acho que uma das minhas mais-valias é é a rapidez e portanto, só entrar uma vez de de 40 em 40 minutos para imaginem dizer as horas. Para mim não, não faz muito sentido.
Então levei com esses comentários negativos, depois deixei de levar às tantas, não sei porquê, comecei a ter outro tipo de trabalhos, Ah, depois, a partir daí o meu trabalho como freelancers, as pessoas consomem mais o trabalho de freelancer. Se gostarem ou não é, é muito isso, as pessoas não não foram obrigadas a papar o banana papaia, os podcasts que eu que eu tenho feito ou o meu stand-up, ninguém é obrigado a
papar isso. Portanto, podem inicialmente mandar um não gosto de que merda é esta? Mas depois seguem com a vida delas, tal como devem seguir. No entanto, estando numa rádio nacional, não é de serviço público e num num, numa rádio que que tenha este tipo de de identidade. Uma identidade mais, não diria
flet, mas profundo. Se calhar profunda, no que toca AA assuntos, a cultura é normal que quando entre também uma mulher, vou por aí, mas quando entre uma mulher mais participativa, com 1 o volume mais alto e que esteja a desconstruir o tom habitual da da rádio ou pelo menos da daquelas manhãs à altura, e também que coincida com a saída de uma grande grande pessoa das mulheres, mais pá, mais impressionantes que eu já alguma vez conheci.
É normal que surjam este tipo de documentários, portanto, isto afeta. Mas depois consigo relativizar. Honestamente, eu achei. Eu acho é que o que é que eu, o que é que eu estou a querer dizer com isto? Que é uma das coisas que a terapia me tem dado e a maturidade acima de tudo. E o facto de eu ter uma personalidade muito intensa publicamente. Eu não estou a falar agora de mediatismo, mas é por causa da minha introversão, da minha. Da minha incapacidade de da
minha insegurança. A extroversão provocada, tudo o resto. Eu Gero uma reação nas pessoas, porque não. Infelizmente, por um lado, não consigo passar despercebida. E, portanto, tenho lidado, ao longo dos tempos, com pessoas que me odeiam, pessoas que ai eu, no início, odiava-te, agora já gosto de ti.
Ah, bem, me parecia que tu tinhas mais alto para dar anão ser a gaja que está sempre a falar de sexo, pá a quantidade de pessoas que me julga imediatamente e depois veio a mudar de opinião pá, o que é um comportamento completamente humano. Está-se bem, está-se bem, meu puto estão a ver e quês. Agora, aquilo que eu vos queria dizer é haters, OK, faz parte, faz parte do ser humano.
Acho que o tipo de comentário, timing do documentário, a necessidade de fazer o comentário, é muito mais revelador da pessoa, da pessoa que o faz do que necessariamente. De de quem o recebe, vá ou do do
objeto dessa dessa crítica. Mas não é por haver um comentário cheio de hate e até escrito por um grunho que isso não sirva de de autorreflexão e que até poderá ser útil para nos movermos para outros contextos, para para decidirmos se ficamos em em determinados, em determinados projetos, senão eu acho que é um bom índice para, para pesar, para pesar coisas. Não é da mesma maneira que podemos adorar comer pizza, mas depois ficamos inchados e passamos a noite toda mal
disposta. OK, isto é um é um feedback. Quero continuar a comer pizza, não quero. Gosto da sensação que daí advém, não gosto. Eu acho que é sempre uma boa, uma boa ferramenta para para, para medir as coisas. No entanto, se isto me irrita, irrita-me como é óbvio, é é aborrecido. No entanto, eu sei que seria controlável, que é muito mais fácil ter 11. Vida social? Calma se se. Formos mais consensuais, ou seja, eu acho que é. Isto é é polémico, amigos.
Mas eu, eu, Eu Acredito que seja mais fácil ser consensual do que não consensual. Ou seja, acho que a vida não sei se corre melhor porque será. Não sei. Eu acho que há por aí mais pessoas consensuais do que não consensuais. Muitas poderiam não ser consensuais, mas que escolhem ser consensuais, e depois pessoas consensuais que não conseguem ser outra coisa. E eu não gosto deste tipo de comentários, prefiro comentários positivos, como é óbvio, mas depois também vou ver o perfil
das pessoas. Sim, não tenho, não tenho nada para fazer, mas vou ver o perfil das pessoas. E também se depois julgo um bocado, não é esta pessoa, pronto, gosta, gosta de mim, gosta daquele, gosta de não sei quê, vê isto, não é? Mas, pá. É, é interessante e. Apesar de mexer comigo inicialmente. Eu acho que gosto da mesma maneira que imaginem, há quem me diga que que o facto de eu ser complexa me dá graça. Há quem goste mais de mim, por eu ser intensa, isto mais a nível pessoal.
Há quem se afaste de mim porque sou complexa, sei lá, a vida é um bocado, isto não é agora. Não odeio, odeio aquela mesmice e aquela nhonhice de dizer, falem mal de mim, mas falem não, não, não faço questão que falem, mas eu acho mais graça a isto se existir. EE acho tenho, tenho o preconceito que o mar, o mar estar, reflete. Realmente não serve para surfar e eu curto mais ondas estão a
perceber ou não é assim? Pá, é assim que vou terminar, isto é, com esta com esta bimbalhada claramente deveria. Deveria ter tido 11 sessão hoje, não consegui marcar, mas seria mais fácil se tivesse marcado, através da hiwell, a nova aplicação que. Pode ajudar-vos e que vai ajudar-vos no vosso bem-estar. Tem o código de desconto de 20%. Joana, 20 inscrevem-se. Dizem o que é que querem da da vossa vida, surge uma pessoa que diz muito bem, vamos trabalhar nisso e depois a vossa vida melhora.
E, se calhar, param de escrever comentários da piça. Beijinhos. Não sei. Bem difícil.
