Ainda no episódio de ontem vos falei sobre as pessoas no padle não baterem bem da cabeça e é pá eu ando. Isto é tão ridículo, porque? Eu, eu de vez em quando tenho estes vipes de de querer arranjar merda, mas de merda, tipo. Eu, isto deve haver, um adjetivo qualquer para isto não está que não me está a surgir.
São bem rescessiva, mas não é, vou explicar, ontem queria ir ao continente no instante comer pizza, porque pizza que é pizza de jeito é muito cara, e eu pensei, apetece-me pizza, mas não me apetece pagar 20, EUR para uma piza, portanto, fui comprar uma piza a 3 EUR e 50 no continente. Fui feliz a comê-la não foi, piza foi.
Portanto continuamos aqui na senda da pobreza e de criar um estilo alternativo de de vida, enquanto eu não inventar o Tesla outro e. Pá e como era só ir ali, eu não queria pôr o carro em segunda fila, porque tinham-me acabado de bloquear o carro com um carro em segunda fila. Portanto, eu pensei não vou fazer isto e então estacionei à entrada do parque. Também é estúpido, eu sei, à entrada do parque gratuito desse continente, mas ligeiramente
para o lado. As pessoas que entrassem e saíssem conseguiam tranquilamente, não estava a perturbar ninguém isto de repente vem um segurança a dizer, tira ido, tirem o carro e eu. Porquê? Porque sim, eu. Porque sim, porquê? Porque sim, e mas porquê? Porque é que tenho que tirar o carro, porque depois me assim a pensar é um segurança, pá, vejam, lá é um segurança do continente. Isto aqui não é uma zona
privada, é uma zona pública. Portanto, aquele senhor dali não tem autoridade nenhuma para dizer o que é que eu faço cá fora, porque aquilo é um passeio, aquilo não é do continente. E o gajo disse ter lá, daí o carro se faz favor. E eu pensei, pá, está bem, podemos ir por aí, podemos ir pronto, como ele disse, se faz favor, ganhei pá irritou-me não sei se eu já vos contei isto que eu estou numa numa de começar a verbalizar as coisas que penso e
que sinto e não sei quê. EE acho que estou a perder o medo, literalmente aquela expressão de ai, olha, este Pombo perdeu o medo quando fica ali mais tempo Na Na estrada. Quando nós estamos a fazer pontaria com o carro para para os matares sabem, é muito giro. No entanto, também estou mais atenta aos. Stresses que advêm de não dizer as coisas. Eu vou acabar um projeto recentemente no qual estive sempre a dar o meu melhor para contribuir para uma boa Harmonia.
Comecei. Como sei que não sou dotada de muito tato, dei o meu melhor para não é para filtrar as coisas, mas para escolher as minhas batalhas. Honestamente, foi isso pá e ando com uma vontade de deitar tudo abaixo, dizer assim, ó pá, isto, isto porque quando não sei se é. Aquilo aquilo que se diz sobre a questão do feminismo atual não é que que não é atual, mas que temos ouvido mais ultimamente estas gerações que é primeiro precisamos de ir ao extremo para
depois equilibrar. Pá, eu sinto isso, sinto que estou à procura do equilíbrio e que neste momento estou num extremo, pá, porque. Pronto. Também ando irritada, se calhar, se calhar, mas estou pronta. Estou pronta para a portaria. E por falar em portaria, o episódio é sobre isso, sobre eu ser uma puta. Foi algo que foi? Sempre associada à minha pessoa, sempre, enfim, desde que me lembre, fui sempre alvo de slot
shaming. De da escola, mas também de mim própria às tantas, comecei a incorporar essa etiqueta e juntá-la à minha identidade. E porquê? Porque me apaixonava por muita gente facilmente, porque queria namorar com toda a gente. Queria que as pessoas gostassem de mim porque queria sentir-me especial. Queria sentir-me amada e isso fazia com que eu realmente tivesse muitos namorados. E como sempre fui uma rapariga.
Ligeiramente abonada no que toca à. EE também sou esperta EE, portanto, sei lá, acho que sou uma pessoa divertida. Não é difícil, pelo menos a partir do quinto ano, arranjar gajos com com interesse em me beijarem na boca, em apalparem-me as mamas e não sei quê, sendo que o sexo nunca foi o meu objetivo.
Atenção, a minha cena nunca foi parta-me toda o que eu quero é ser partida se fosse, eu diria porque não sei se diria porque ainda tenho aquela vergonha em mim da gaja que quer é sexo é puta, quer é foda, tenho de desconstruir isto, mas. Tirei a manta da cabeça, portanto, se ficar com eco, olha, olha a merda. À merda, se ficar com eco, és tão perturbadinhos, porque está é eco. E então, pá. Eu não me lembro, por exemplo, de quantos namorados tive ou de quantos parceiros sexuais tive.
Lembro-me de uma vez, tinha para aí uns 20 anos de estar a tentar fazer uma lista com uma amiga minha. E a pergunta que eu fiz foi só quanto a penetração conta-meão ou no outro dia, com uma amiga, ela disse a pontinha, conta, tipo, se se é por só o pontinho. Eu nem sequer sabia que isso era uma atividade. Só pôr a pontinha quer dizer, fazia parte, faz parte de de do teasing para o todo. Agora vou só pôr aqui a plantinha pá.
Nunca pensei. E então sempre me ficou colado essa etiqueta, porque era isso que diziam de mim. A própria diretora do colégio onde eu andei chamou a minha mãe para dizer que eu era promíscua porque estava sentada ao colo de um e no dia a seguir estava sentada ao colo de outro. Isto no Recreio e para ela promiscuidade? Era mudar de pessoa de quem se gostava rapidamente, ora, ontem, em consulta com o meu. Com o meu psicólogo, que.
Não é ainda da Hi well, daquela aplicação de que vos falei, em que vocês podem encontrar, especializados os psicólogos especializados nas vossas questões para vos ajudarem da melhor maneira a trabalhar em vocês. Seja, já me aconteceu, vou a um psicólogo com uma amiga minha, disse para eu ir, gostei do tipo, mas depois percebi que não era a especialidade dele e andámos ali a perder tempo e dinheiro pronto. Por acaso não existe um quiz? No início, vocês dizem, Ah, não sei quê.
Tenho problemas com isto, tenho problemas com aquilo. E de repente, uma pessoa que está habituada a lidar com isso, que já investigou mais sobre isso, essa pessoa está lá para para, para vos ajudar da melhor maneira. Numa dificácia e rapidez, sendo que rapidez aqui noite. Ah olha, não é tipo OK, vamos ser práticos, vamos ser não sei quê. I wel é uma aplicação nova e podem fazer download para o vosso telemóvel, e ainda têm um desconto com a Joana gama 20, que é tipo Patrocínio perfeito.
Para este podcast, porque não só vos ajuda a melhorar a vossa vida, como também encaixa aqui perfeitamente no tema. É fixe. Não é melhor do que estar aqui a falar de carros, mas se quiserem, os carros também podem, vá. Um abraço, então ontem estava a ter uma consulta com o meu psicólogo e como tenho tido muitos sonhos reveladores de que estou a lidar com a questão do feminino e do masculino, do espelho que os meus pais foram são para mim e a minha forma de de entender cada género.
Fazer aqui uma reflexão sobre os assédios dos quais fui vítima ao longo dos tempos, os seus contextos, e, finalmente, ser um pouco honesta relativamente a essas minhas experiências durante a pré-adolescência e a adolescência, em que.
Acima de tudo? Estive em muitas situações de risco, situações de risco, por exemplo, encontrar-me com gajos da internet que eu nunca tinha conhecido irem ter comigo à natação, porque era o único momento em que eu não estava sobre a vigilância de nenhum adulto, nem da escola, nem nem da família entrar para o carro deles e de começarem a desapertar as calças, eu pá, não fazer a mínima ideia que era isso que IA acontecer. No entanto, pus-me nessa
situação. Saí do carro, fui nadar e disse, ai, afinal, tenho que ir e o gajo ficou a ver-me a nadar o resto da da. Aula e foi muito assustador. O termo convencido que namorava com um gajo da internet e de repente combino com ele um encontro ao pé da minha casa, na altura. Estamos a falar de quando eu tinha 1415 anos. EE acabamos por ir lá para para casa, disse, Ah, este é o meu namorado e vamos lá para casa, onde estavam lá os meus pais e vamos para o meu quarto.
Mal o conhecia e temos relações. EE, eu mal o conhecia de facto e ele era mais velho do que eu. Era já maior pá coisas deste género desde. Ter sido assediada por um membro da minha família e ninguém ter levado isso a Sério, porque, Ah, ele é um Pateta. Não sei quê ter sido assediada também por um homem, quando quando eu estava a jogar ténis.
Bem, isto entra, pronto, estão a perceber a cena e muitas das vezes fui eu que criei, que criei situações, conhecia pessoas na internet que IA ter com as pessoas. Eu não queria a minha cena, não era o sexo de todo, eu criava ali uma expetativa. Infantil. De crer que a outra pessoa me fizesse sentir? Existente. E apreciada um bocadinho como aquilo que eu fazia quando era pequenina para a minha mãe ou para o meu pai, que era, sei lá, fazer uma roda.
Ou representava qualquer coisa e dizia, de 0 a 10, quanto é que me dás? Ou seja, eu queria que me dessem uma nota alta. Queria que me validassem relativamente a que me tivessem visto. Queria ser vista, queria ser amada, queria isto, não entrava aqui nenhum, nenhum tipo de pessoa em particular no sentido em que tinham de ser pessoas. Que tivessem alguma característica que mostrasse compatibilidade comigo das.
Muitas das vezes, neste caso, eram pessoas que gostavam de hip hop, de rap, porque era uma das características que eu também tinha, que era de ouvir muito hip hop tuga e essas coisas do género. E eu fazia aquilo que fosse isto custa-me. Eu fazia aquilo que fosse necessário para que porque eles quisessem namorar comigo ou ficar comigo ou que me fizessem sentir. Especial. Só que esse desajuste de linguagem levava a que eu transmitisse uma mensagem. Eu estou aqui só para a foda, se calhar.
Também as pessoas cheiravam não é ou calma o desequilíbrio do meu comportamento? E as relações são isto não é que é as. As pessoas veem aquilo que tu transmites e tu transmites aquilo que achas que as pessoas querem ver? E fica aqui um buraco no meio. Pá, então, às tantas, isto. Entre pessoas da escola do liceu da internet, ei, k puta, já sei. Não sei com quantas pessoas é que é que estive e não estamos a falar de ter feito sexo com
todas? Estou não estamos a falar de pessoas com quem criei a expetativa de me poder sentir viva. E o que é que me apercebi ontem na consulta que isto foi um comportamento de risco a. Malta associa muito os comportamentos de risco AA álcool não é drogas? Sei lá, roubar merdas, coisas do género, mas não. Este tipo de comportamento é um comportamento risco e é um sintoma. Que pode ser incluído. Não, por exemplo, no transtorno de personalidade borderline, que é pá.
Apesar de não ser o meu main main, diagnhoses é um dos borderline. É um transtorno de personalidade caracterizado por um padrão generalizado em instabilidade, hipersensibilidade nos relacionamentos, auto-imagem, flutuações de humor, et cetera. Portanto, já agora, para quem tem a curiosidade sobre isto ser borderline porque é um conceito muito, muito vago é. Não sei se já faz parte sequer do do manual do diagnóstico do DS Na Na, na, na, na.
Porque é tem sido algo polémico este diagnóstico e também algo muito difícil de lidar, porque os pacientes são, parecem só cretinos. É difícil. Os médicos, os psiquiatras, têm muita dificuldade de lidar, de sentir empatia por este tipo de doentes. Aproveito então para referenciar um livro que eu gostei muito, muito de ler e no qual me senti muito vista, porque isto é tipo hipocondríaco. Não é depois qualquer coisa, nos assenta ou mas é um livro muito giro, chamado reféns das nossas,
das próprias emoções. De João Carlos Melo, um psiquiatra, um livro da Bertrand e se se viverem ou se conhecerem alguém que sofra de de um transtorno de personalidade, seja ele qual for. Mas, especialmente, borderline é um livro muito, muito engraçado para engraçado. Pronto, não é para se ler e então, por exemplo, ser borderline. Poderá ter algumas implicações a nível sexual, nomeadamente começar mais cedo a ter relações
sexuais. Comecei aos 13, pá, a minha filha tem 10 e eu olho para ela e penso, iá. Completamente. Claramente que houve aqui qualquer coisa que que não estava, que não estava certa. Ah, mas na altura medieval, não sei quê, está bem, não estamos na altura medieval, a cabeça cresce de outra forma. As exigências sociais são outras e, portanto, 13 anos. É realmente muito cedo ter um número maior e maior variação de parceiros sexuais, a chamada promiscuidade e até experiências
homossexuais. Agora isto é tudo muito, muito perigoso, não é estar a dizer isto ainda para mais nos dias de hoje, em que promiscuidade parece uma. Uma palavra condenatória de de Liberdade sexual, certo? Fui procurar o que é que poderá querer dizer promiscuidade, e aquilo que eu encontrei. Uma das designações foi relações sexuais, sem ligação emocional ou compromisso. É que eu percebo um bocadinho no sentido em que eu acho. Que. Mas estou a questionar toda uma
postura. E estou a pensar, está bem aqui, que ninguém nos ouve, que é, eu acho que é impossível. Ter relações sexuais sem qualquer tipo de de emoção associada, e não estou a falar só de emoção, de paixão pela pessoa ou de amor pela pessoa, mas de de projeção, de de colmatar, de alguma necessidade ou de de aproveitar aquela pessoa para estar a resolver uma outra coisa. Sem ser, só quer pôr ou quer que me ponham.
Não, não tem a ver com isso. E eu acho que essa dissociação das coisas é em si. Poderá ser em si um problema. Ah, mas vais-me dizer que na pré-história, não-sei-quê, pá. Esses argumentos, baseados na nossa história, na nossa biologia, fazem sentido para compreendermos pensamentos, pensamentos, não comportamentos mais primários, nossos, do de partes do cérebro mais primárias, mas não podemos refugiarmo-nos neles para para para uma argumentação, quando nos convém, não é? Então, e o resto?
Agora, violar, violar, violar não é a mulher está cá para não sei quê, não quer, não quer, mas é a continuação da espécie. Portanto, vamos, já estou aqui irritada, vamos, vamos com calma. E, portanto, esta palavra promiscuidade, como vem de uma história gigante de de condenação moral, não é isto associado muito, por exemplo, à igreja católica e tudo o resto e à questão da monogamia, blá blá, blá blá. Tem essa conotação imoral,
certo? No entanto, se retirarmos essa conotação e aplicarmos aqui algum tipo de de outro tipo de raciocínios, ou seja, se formos niilistas e acharmos que nada é certo ou errado, se formos relativistas no sentido de pensarmos, OK, é promiscuidade, mas depende do contexto. Imaginem questão numa relação não monogâmica? Hierárquica, em que ambas as pessoas decidem andar a farafar fora da da relação, mas que não querem ter um namoro. Pá, será promiscuidade? Não, não sei, será que é
promiscuidade? E não há problema nenhum nisso, entendem? Estou aqui um bocado também. Depois podem ter o raciocínio mais infantil e mais irritante, que é Oo raciocínio universalista, não é que é o quê? Ou está certo ou está errado que eu acho que caminhamos as pessoas um. Bocadinho mais. Caracas estou. Estou mesmo lixada, por favor tolerem a minha intolerância hoje. Que é mais provável que as pessoas mais abertas a ouvir e a discutir saudavelmente sobre as
coisas. Não sejam universalistas. Fui ver na internet qual é que é o número de parceiros médio e, a propósito, com the World population review, enove 9 parceiros, estando por homens, tanto para homens com mulheres. Essa pá claramente, não tive só 9 parceiros claramente. Claramente nós, parceiros, pá, pois. Não sei, não sei. E são pessoas lá, está que isto? Isto é a minha cabeça aqui, espelhada, eu não sou especialista, não sou psicóloga, não sou nada do género, mas eu
deduzo erradamente. E se calhar, aí está também o meu julgamento, que uma pessoa que tenha tido 9 parceiros tenha tido uma vida, ou. Ou. Relações mais equilibradas ou mais longas? Porque nós, parceiros, porra, quer dizer, também não sei com que idade é que imaginem, aos 70 anos, não é? Nós, parceiros são quantos por ano espera? Aí, 70 a dividir por 9. Não, não fiz bem as contas, deixem-me pensar. É esta a pessoa que vocês estão a ouvir. Eu não vou cortar para não parecer. Então vá.
Tem 70 anos, certo? 9 a dividir por 70, assim é que é dá 0,12 ao ano, portanto, é um de 67 em ó pá, não me li, não me Lixa é bué da pouco é bué da pouco estão a ver, não há maneira de de voltando, voltando àquilo que interessa. Se não formos pela questão de ser uma. Consequência direta de um transtorno de personalidade não foi uma escolha. Isso vos vos digo. Não foi uma coisa intencional, não foi uma coisa consciente, não foi uma decisão que eu tomei, eu não tirava prazer
disso. O sexo para mim era um dano colateral, era no sentido em que já tenho mamas e pipi. Se calhar ciuder isto, as pessoas querem ficar comigo e apaixonam-se por mim, nunca foi de toda ai que bom que é, porque raramente foi, raramente foi porque eu disseciava-me do meu corpo. Faz-me lembrar muito um livro que eu li quando era mais nova, que era as vendidas.
Podem, podem lê-lo, que é chocante, mas é muito interessante em que eu. Muitas das vezes o meu corpo estava presente, mas AA, minha cabeça não estava só, estava a trabalhar. Estão a perceber numa de pronto tem que ser, isto é, isto é só. Assim, gostam de mim, isto é triste. E então, se não formos pela questão patológica, existe aqui uma coisa gira, que se chama love addiction. Isto não é um diagnóstico, não é, não é nada, mas é uma coisa que se fala bastante.
EE, que vocês já terão passado por isto, quiçá ou algum amigo vosso. Que são pessoas que estão viciadas naquele sentimento de paixão, ou seja, que aquela mania que advém vou espirrar. É assim que eu espirro, aquela coisa que vem de estarem apaixonados de todos os dias, sem metirem aquilo, aquela vontade, aquela não sei quê, não sei que mais ficarem loucas com isso e acabarem as relações.
Quando isso se passa, que é para passarem ao próximo, eu sinto que isto também houve 11 componente aqui. Como eu tenho um desequilíbrio de certonina e de. E dopamina. E não sei quê, que é uma coisa que todos nós procuramos e que podemos melhorar. Por exemplo, exercício físico, praticar a gratidão, apanhar sol e não sei quê. A dopamina induz também prazer, vício, e eu acho que esta questão da paixão também nos nos traz essa dopamina que acaba por trazer uma.
Um mecanismo de não diria salutar, não é por ser uma questão de vício. Para compensar aqui ausências. Portanto, acho que também pode ter sido uma espécie de de procura de validação intensa. EE, procurar essa intensidade. De não é de validação, mas essa intensidade de emoção, visto que numa fase que isto interessa-vos para quê? Mas visto que numa fase mais depressiva, eu não sentia nada
em relação a nada. Portanto, todos todos os contactos que eu tinha com pessoas eram isto juntando também ao amor romântico, era uma nova oportunidade de conhecer alguém. Que cuidasse de mim e quisesse ficar comigo. Ya era isto? E andava tão esganada com isso, por todos os motivos, não é? Questões familiares e tudo o resto, a presença ou ausência de pessoas ou uma presença doentia ou o que quer que seja sem estar
a julgar. Os porquês, pegando apenas nas, na, nas causas e nas consequências. Que isto era feito sem raciocínio, sem sem me aperceber. E então eu própria retomando aqui o início do do episódio, me achava uma puta, porque era muito mais fácil, tipo ando para aí. Aliás, eu já disse aqui algumas vezes, fui vítima de Revenge porn, fotografias na internet, que lá está outra coisa, a masturbar-me que andaram por aí. Não sei quê quando eu tinha 1314 anos. E isso contribuiu também para
essa fama. EE foi muito para mim, foi muito para mim, ponto. EEA. Melhor maneira que eu arranjei de lidar com isso foi de incorporá-lo na minha persona. Tanto que quando faço stand-up e não sei quê, brinco a dizer que já rodei muito, não sei quê no ar. Também é uma questão feminista aqui que é gosto de dizê-lo para. Pá para normalizar essa questão, mas. Acho que tenho que começar a tratar-me melhor.
E acho que a pessoa que fez aquilo que eu fiz ou que andou à procura daquilo que andou, como conseguiu andar à procura, merece um abraço e não um julgamento. E porque é que vos estou a falar disto? Porque terapia do caralho é mesmo. E é engraçado como é que só aos 37 anos. Estou a chegar a este assunto, que é um dos centrais da minha vida. Estava a falar. Estava a falar com o meu psicólogo sobre isto, super envergonhada. Raramente apresente raramente,
não. Normalmente apresento segurança. Vós, sem estar trêmula e não sei quê. Neste caso, eu senti que fui mesmo ali, algures, porque até dizia, vamos, não quero, não quero estar em silêncio. EE. E conduz isto para criar mais empatia. Acho que quem ouve isto já não está naquela idade chamar puta, àquela ou àquela ou àquela, ou quer que seja. Isto é mais durante a adolescência, não é? Acho que é que é mais aí que
acontece. E acho que estas novas gerações, se calhar, já não o vão fazer, porque porque sabem mais sabem melhor, pelo menos. Umas bolhas, não é? Às quais espero que a minha filha tenha acesso a calhar. Mas, se calhar, muitas de vocês ou muitos de vocês que estão a ver isto, passaram por isto de um ou do outro lado da cerca, e. Fica aqui uma reflexão de alguém que, por acaso, ontem teve a oportunidade de a fazer e que se apercebeu que.
Que foi um mecanismo de defesa, que foi comportamento de risco e que foi a melhor maneira que eu arranjei. De sobreviver sem me molestar. Com drogas e com coisas do género. Já agora neste sentido também, porque é muito interessante. Nós às vezes pensamos só para fora, não é da cabeça, não sei quê. Como é que isto parece Na Na, na, há um livro muito giro, que se chama the body keep score, que é um livro. Que é um livro que eu gostei bastante de ler.
É um bocadinho, é simples, mas também é um bocadinho técnico. Diria e é um livro escrito então por um neurocirurgião. Chama-se Besson van the colk body keep score. Assim é que é que fala do quanto o trauma fica instalado no corpo e o quanto tão. Há de tão mais para para descobrir além dos nossos pensamentos, mas sim, também como se nós fossemos cavernas da pré-história em que ficaram marcadas, aí nós, todos aqueles desenhos rupestres e, portanto,
ainda que falemos sobre isso. Existem marcas e cicatrizes dentro de nós. Estou desconfortável. Se vocês também, se este tema vos disser alguma coisa, falem comigo, não vos vou ajudar minimamente, mas pelo menos sentimo-nos compreendidos. Se procurarem ajuda. É com a iwell. Já vos falei, aquela aplicação nova que chegou agora a Portugal, que vocês podem sacar e inscrevem-se. Dizem as coisas que que vos fazem. Fazem sentir que precisam de ser melhoradas, de serem trabalhadas.
E aí põe-vos em contacto com um psicólogo inclinado com pressas por essas questões, não é, portanto, força iwell tenho desconto 20%. Joana gama, 20 aliás, Joana 20, assim é que é Joana 20 não, não ponham letras, não gastem é Joana 20 e pronto, falem comigo. Estou aqui a sentir-me um bocado despida, isto é, capaz de ter saído os episódios mais. Difíceis de de gravar? Beijinhos. Não sei se. O benefício?
