Olá, amigos, isto vai. Ser um chavascal de gato nos próximos episódios, porque adotámos o kiwi. E o kiwi? Tem 6 meses e é bastante. Como é que eu hei de dizer vocal? Nas suas necessidades, o som. Poderá estar um bocadinho mais, é? Eco, eco. Eco, eco. Porque estou, estou. No nosso quarto? No nosso, meu e. Vosso não é não meu e do meu namorado, no nosso, no nosso quarto e o nosso quarto é incrivelmente vazio, apesar dos seus 9 m². 2020 e. 4. Olá.
Eu. Eu sei que é muito mais fixe dizer, não faço resoluções, não acredito nessas merdas, mas ando a questionar-me sobre esse cinismo, essa desinscrição. Cómica, cínica. Da vida, isto é, não fiz passagem de ano. Celebro. Muito o Natal, não nada, mas também não faço para que as épocas sejam mais criativas, festivas, acho que devo também assumir a responsabilidade de as tornar mais mais interessantes, porque acabam por ser um pretexto para ter um dia
diferente e de para transmitir. Alguma Felicidade certonina aos aos que nos rodeiam, nomeadamente à minha filha, não quero. Passar-lhe este cinismo, também não lhe quero passar aquele otimismo imbecil. Não, mas se calhar também aproveitar esta zetas épocas para para. Criar. OK, que. Que jogo é que podemos fazer? Que maneira é que há para explorar o ano que passou? E? De forma a que podemos tornar isto produtivo e divertido. Eu tenho. Não me posso esquecer do divertido, portanto estou.
Estou tentada a tentar celebrar mais. Datas, Datas. Levar mais a Sério? Os aniversários. Planeá-los com mais. Antecedência. Ter ideias mais criativas e menos facilitistas. Estou entusiasmada com isso porque sinto que que talvez os meus comportamentos e o meu modo de pensar tenham sido construídos durante uma fase da minha vida mais negativa, mais depressiva, e que a minha identidade agora esteja numa fase de. Chading será? Que é?
Assim que se diz tipo de descascar, de de libertar e. Portanto, gosto de de questionar aquilo que ainda fará sentido, fazer parte de mim ou. Não isto. Não tem necessariamente a ver com resoluções, mas porquê? Porque é que eu vos estava a dizer isto? Porque é muito mais fixe dizer. Passagem de ano, uma merda. Isto não significa nada. E realmente, no meu caso, não é a questão de ser uma merda. Eu fiz uma resolução há muito
tempo, há muitos anos. De acordo com a minha personalidade, nem sei se a fiz ou se aconteceu naturalmente, mas é algo que. Eu estimo muito que é encarar todo o dia, todos os dias, como uma nova oportunidade de refazer comportamentos e de melhorar coisas. Nem sempre consigo, mas é essa a minha filosofia. Em todas as decisões que. Que eu? Tomo, eu estou a suspirar mais. Um bocadinho, porque? Acho que tenho as calças demasiado apertadas, estou.
Já estou com a barriga desapertada, salvo seja, mas acho que ainda está como estou sentada e estou na cama. Não sei, vou repor a minha respiração, volto já. Isto. Anda a acontecer muito, e eu suspeito que seja da postura, porque em rádio também tenho falado bastante. Estou sozinha neste momento nas manhãs. Isto. Não me acontece se. Calhar, porque estou. Com as costas direitas? E essas coisinhas.
Bom. Posto isto de dizer que todos os dias são uma oportunidade de de resoluções para mim, claro. Que fiz? Aquelas do costume do vou beber mais. Água, quero ler. Mais? Estou aqui. Indecisa numa que é, eu sou. Sinto que sou bastante tolerante a imensas coisas. A avaliar comportamentos das outras. Pessoas a justificá-los? Não as. Responsabilizar porque reconheço o quanto a história das pessoas. Influencia, não? É os seus comportamentos, as suas decisões.
No entanto, sinto que tenho de encontrar aqui um equilíbrio que eu acho que passei de preconceituosa, de de julgadora rápida para muito namaste EE tenho de. Efetivamente. A responsabilizar as pessoas pelas suas ações, porque chega a um ponto em que esta empatia esta compreensão já já. Faz de mim xexe, não é? E até algum paternalismo que é coitado. Ele foi a mãe dele bateu-lhe quando? Ele era muito carinho, está bem, e o resto da vida não é?
Vamos lá, não é porque? Às tantas, parece que estou a chamar toda a gente de estúpida e que não não tiveram oportunidade para olhar para si mesmos. Ah, Joana, mas as pessoas que vivem surviville mode muitas das vezes nem sequer têm capacidade para se despertarem. É pá, está bem, mas onde é que estão os imbecis? Então, como é que não sei? Será que?
Vou ser namastê para sempre e atenção que isto é racionalmente, porque eu no. Dia a dia, consigo ser uma besta e dizer esta pessoa é uma imbecil, eu quero que ela não sei quê. Mas muitas das vezes é só venting, percebem venting? Ou então é, é. É puro ângulo cómico. Eu gosto de efetivamente de fazer isso, de ter de ter uma personagem zangada. Tipo. Larry, do do calma. Larry. Agora não me lembro do nome original. Que estupidez estou a ver isso na HBO. Ai, caraças. Ah. Deixa.
Eu ver. Pá, que vergonha, isto é um clássico e eu aqui a fazer esta figura. Ai meu Deus. Pois. Agora só apareço cá. Uma, Larry. Pá original, Larry pá, Larry David, pronto o. O criador dos dos dos dos do do Seinfeld, de tanta de tanta coisa. Comedian writers, snackman, deb your. Enfim, obviamente não é o. Ai. Filhos ai, nem nem posso. Desculpar-me por por, por o ter feito manhãs, porque isto é
mesmo uma característica minha. Mas para ter, sou muito essa personagem que que está sempre zangada com tudo que é passivo, agressiva, mas no fundo, no fundo, não sou. Existe esta Joana, por exemplo? Que que? Pensa o bem dos outros, que desculpa as suas atitudes, que tenta ser a melhor mãe possível, ou pelo menos a mãe suficiente. Suficientemente ótima? Existe este meu lado, e eu gostava de fazer uma maior separação. Ou não, não sei, meus amigos, não sei, não sei aquilo.
Que eu sei é que ou tenho de ser mais tolerante ou tenho que ser menos tolerante ou tenho que porque sinto que estou aqui num num extremozito porque às tantas não é? Acabo por não não ser assertiva, não tomar decisões, não impor limites por coitadinhos dos outros. Isto é, é imbecil, não é? Além de ser tóxica, é. É imbecil. Isto leva-me à outra ao outro assunto de hoje estava a fazer manhãs, primeiro, dia do ano, recebo uma mensagem, uma mensagem da minha mãe. E a? Dizer, olha.
Aproveita. Que começa? Agora, um novo ano para cuidar. E valoriza mais a tua beleza. Para cuidares? De ti? Houve aqui um lado tóxico. Ainda maior. Vou vou. Consultar que. Vocês vão dizer, não é nada a. Tua mãe, não é? Nada tóxica. Amigos, não estou a. Dizer que ela faça de propósito, não odeie nem nada. Do género, mas. Ano-Novo. Cuidados novos. Devias ser mais grata pela tua beleza. Cuidando-te um bocadinho. Ao que eu respondia, sim. Falemos de beleza e não de saúde
mental, porque. Existe uma dificuldade na geração anterior, não é de reconhecer o. Lado psicológico. Das coisas, e ela. Pentear e vestir pelo menos e eu, mas eu faço isso e depois mandei-lhe uma fotografia minha e ela disse, é disso que falo, se mal triste. Se maile triste. Duro, mas. O que é facto é, depois de muitos anos de terapia, isto. Faz-me rir como é óbvio, respondi a dizer és. Insuportável?
Mas há um lado meu que também já tem isto entranhado, que é como se fosse a novo cuidar mais de mim. O que é que é cuidar mais de mim? É cremes, é fazer mais. Bigode é fazer uma parceria com a depil concept para. Para pôr? Isto, isto em ordem para coitadinho do do meu namorado, que é praticamente um Caçador neste momento. Tem de andar, não é pela floresta à procura de uma
desculpem. Isto é tóxico, caramba, mas veio de um sítio tão fixe que do género filha, és tão bonita, por favor não-sei-quê, mas por outro lado, está a dizer, tu és um traje de pessoas. E eu disse, vejam só o quanto a minha mãe é inteligente. Que disse assim, ó mãe. Creio que a noção de bem vestida e estilo será subjetiva. Ao que ela responde a? Subjetividade, afere-se dentro de padrões de bom. Gosto do homem médio, e esse não
é eu pensei, tenho aqui. Pano para mangas, para continuar a. Discutir homem médio não sei quê, mas. Pensei, não tenho tempo, não tenho tempo, nem nem tenho vontade. Mas, por exemplo, esta conversa. Da minha? Tolerância relativamente às pessoas, acho que fez parte também da minha maturidade, da minha maturação. Para conseguir perdoar a minha mãe e o meu pai, perdoar não é que tenham sido estúpidos ou atrasados relativamente à modernidade. Viram aqui a voltinha, mas
cometeram muitos. Erros como é óbvio, apesar de. Supostamente terem dado o melhor que tinham EE. Sinto que. Existe sempre uma fase do nosso crescimento que faz com que nós tenhamos de de nos independentizar dos nossos pais crente, não. É a nossa. Própria identidade e se. Faz com que nos vejamos como um ser independente deles, tendo passando a expressão, tendo a capacidade de. Ter espírito crítico relativamente ao passado, depois desse espírito crítico, nos faz sentir.
Raiva, ódio, solidão, mágoa. No meu caso, existiu um. Ó pá, OK, mas isto vem daqui, isto vem de lá da Ana, não é? Eles não são umas. Bestas, eles realmente de acordo. Com aquilo que tinham à mão? Com as suas ferramentas, fizeram o melhor que podiam. Agora, até. Que ponto é que isso faz com que eu tenha de continuar a manter uma relação hiper próxima, profunda, discutir coisas até ao final? Responder a críticas deste. Género não implica.
Portanto, acho que está aqui mais ou menos a resposta à minha pergunta. Inicial, no entanto, isto acaba por ter influência em mim na mesma. A? Verdade é esta por muito que tenhamos maturidade emocional, inteligência. Não é relacional. O que quer que seja. Que eu? Acredito que já tenha alguma dada, dada a experiência na vida real e terapia, e ainda para mais, estas coisas que eu faço nos podcasts que vocês estão a ouvir, não pronto, não percebo bem porquê.
Isto é efeito em mim. Na mesma primeiro já tinha isto. Enraizado, não é? Já estava a pensar nos cremes e essas tretas todas depois. Eu penso, Ah, elas chamam-me bonita e depois, qual é o problema de usar um gorro e depois, quem? É o homem médio e o que é? Que agora se for buscar a minha filha à casa dela, vou vestir o quê? Não pode ser, não pode ser, e eu acho. Que isto ativa também uma rebeldia em mim. E? Por exemplo, no Natal eu fui vestida quase às às àsina,
sabem? À cena calças de cabedal daquelas rascas de napa, que se nos sentarmos numa cadeira, fica lá tudo fica o. Nosso rabo. Uma camisa larga de bombazinha, uma t-shirt por baixo, descuidado e botas de dogmar tens é assim, eu não acho. Que se tivesse mal vestida, simplesmente eu sei que não. Abracei o código que poderia ter abraçado para agradar toda. A gente e isso agrada-me beijinhos até amanhã. Certo? Bem-vindo, esqueceu-se?
