Hello, hello, hello, Helio, Helio, hello. Hello que. Não sei o que é que se passa falar para mim ao microfone é algo bastante natural, não é? Depois destes anos todos, mas de vez em quando, quando venho gravar o podcast, fico ansiosa. Não sei ou se calhar é da minha postura. Não sei. Olha, vocês também não sabem. Portanto, não vale a pena estar
a falar disto convosco. Por falar em falar isto, eu acho que este podcast deveria chamar-se por falarem, porque são essas as transições que eu faço. Não é por falarem olha, por falar em por falarem falar, recentemente estive muito. Então, uma pessoa enquanto esta falava não só ouvi-la, mas também a vê-la e vê-la No No sentido. Observador da coisa. Ou seja, não estive só a vê-la falar, mas estive a observar o
corpo, as mãos, os pés. A ruborização da face e foi muito interessante ver o quanto nós conseguimos conhecer uma pessoa. Se conseguirmos ter a distância para a ver e por distância, não estou a falar só de distância física, não é? Apesar de fazer sentido, porque se estiver muito perto de uma pessoa só vejo o nariz, mas.
Sim, de nos conseguirmos retirar um bocadinho de só da da parte verbal, da da conversa e nos isolarmos e conseguirmos ter uma visão em túnel daquilo que se está a passar e eu ouvir esta pessoa num momento importante em que era necessário justificar alguns raciocínios e argumentos. Apercebi-me da quantidade de coisas que premissas que nós nos damos a comer umas mais conscientemente do que outras e que realmente que mudam por completo a nossa percepção e narrativa.
EE que isso nos vai influenciar de forma determinante em tudo aquilo que nos acontece. Isto parece tudo muito básico, eu sei, mas, por exemplo, um dos argumentos dessa pessoa era. Que, por exemplo, que tudo na vida passa, que tudo na vida passa, os problemas acabam e as pessoas conseguem resolvê-los sozinhas e minha, a minha contra opinião é sim, tudo na vida passa tudo, fica. Não diria resolvido, mas tudo
passa, não é? O tempo presente passa a passado, mas as pessoas nem sempre conseguem resolver as coisas da melhor maneira. Fica feito, não é? Mas o ficar resolvido, a meu ver, é a melhor maneira de conseguir seguir em frente com alguma aprendizagem e paz relativamente a um assunto ou uma situação ou, ou ter espaço para ter o tempo suficiente para fazer luto de alguma coisa. Eu quero que seja o Sol passar e depois isto deixar de acontecer. Para mim não é solução de alguma coisa.
Mas esta pessoa sustentava tão bem na cabeça dela que isto era verdade, que as coisas acontecem depois, deixam de acontecer e, portanto, nada é. É, parece que não existe um conjunto de de de características que levam a uma personalidade ou que não existe um quadro de ações. E reações que tudo, junto, desenhe um perfil. Um perfil personalístico não é para esta pessoa. As coisas acontecem e deixam de acontecer. O que, a meu ver, é um bocadinho tipo Alberto caeiro para mim.
Seria um Descanso, não é? Ah, é giro. Houve uma altura em que eu, quando levantava, descia sangue, depois deixou de acontecer. Morri, morri, mas parei de de cuspir sangue e é giro ver. Enquanto as pessoas falam, os gestos que fazem a partitura, que têm com as mãos, como é que se inclinam na cadeira, se procuram contacto visual, se não, se se se recostam, se não recostam e com isto eu não vou falar do Alexandre, não sei quê do decifrar pessoas.
Nada contra, mas nada a favor. Não sei, parece-me tudo sempre um bocadinho. Mas é giro, é giro. Eu disse, diz muito da pessoa, diz muito da pessoa e acho que nós, nós, eu incluída, perdemos tanto tempo a pensar em como é que vamos responder com a pressa de responder que acabamos por não nos conhecer muito uns aos outros e nem a nós. No fundo, está a aparecer um programinha um bocadinho patoa, não é? Vai muito ao encontro da das minhas reflexões gerais, mas queria partilhar isto convosco.
Vou ver se consigo. Consigo estar mais atenta. Ando com culpa, pá, ando a sentir-me culpado. Porque não tenho passado pela minha bomba de gasolina do costume, porque ando a tentar comer de forma mais saudável, menos processados e não sei quê e merdas tenho que pôr aqui um em merdas, senão isto fica qualquer dia parece um não é um daqueles dos retiros da outra que agora não sei que estava tudo muita bem, fritou e passou para o outro lado e agora faz
retiros. Embora eu gostasse de ir a retiros atenção para show PrEP, sim, mas gostava. E então não tenho passado pela bomba, porque. Tento comer em casa um bom pequeno-almoço, mas sempre que passo por lá, sinto-me mal, porque eles eram sempre tão simpáticos comigo que eu, que eu parece que estou a fazer, mas não estou, meus queridos, não estou. Juro que não. Mas também não vou passar a passar aí só para vos cumprimentar, não é?
Tínhamos uma relação simpática, mas era uma relação comercial. Eu não, eu não tenho, não é? Eu não tenho que me sentir mal, eu não tenho que, que que passar e dizer ai Malta, desculpem lá, não tenho ido aí à bomba, mas não vos esqueci, caraças é pá, é uma sorte já não ter que acabar com pessoas honestamente. Se alguma vez, acabaram comigo. Acho que não acabaram lá, está como as pessoas nunca foram claras, se calhar levaram-me a acabar, mas não tenho saudades nenhumas de de acabar com
alguém. Ainda há pouco No No podcast mamos de boca, que estava a gravar com o Pedro Alves e que já agora temos o espetáculo dia 16 de dezembro, sábado, na boutique da cultura, em Lisboa. Podcast de mamos de boca, gravação ao vivo, bilhetes à venda no meu Instagram ou então na bola, estávamos a falar sobre o interesse de.
De ter uma relação. Claro que o homem é um ser social, precisamos de relações e que a nossa identidade, como já falámos aqui, eu e eu e eu e eu. É determinada pelos papéis que vamos exercendo nas nas relações às quais estamos expostos e que construímos. No entanto, eu não me consigo imaginar conscientemente numa relação. Em que aquilo que eu retiro não é um, isto pode durar para sempre. Ou seja, já conheci casais em que uma das pessoas não gosta da outra e está com ela porque
existe conforto financeiro. Atenção, essa pessoa poderia ser independente monetariamente mesmo. Mesmo assim. Pessoas que estão com pessoas mais burras, porque não lhes dão trabalho mais desinteressantes porque também não não arranjam muita coisa não. Não sei, nunca me cansei a esse ponto, nunca, nunca me cansei ao ponto de de estar com alguém que fosse. Que que não tivesse nada para oferecer no fundo, no fundo é
isso. Mas há pessoas que procuram o nada, o nada, portanto, sei lá quem sou eu, mas não me consigo imaginar nisso. Vocês conseguem, vocês conseguem? Vocês estão numa relação em que só querem uma pessoa que não faça barulho, EE que que disse isso? Não sei se foi o sinel um dia. Não sei o que foi, disse isso. Só quero que me façam jantar. Não, não, não, vou muito por aí, mas pronto, queria partilhar
isto convosco. Sobre observação visual, comportamental física que fazemos das outras pessoas. Desafio desafio-vos-os desafio-vos a fazer isso durante o dia de hoje. Vejam lá quem são as pessoas que EE já agora também uma coisa que é uma coisa é a kinésia. Podem ler e até a proxemia, que é a distância que as pessoas também guardam de vocês enquanto falam.
Como é que se, como é que reagem fisicamente àquilo que vocês estão a dizer, independentemente daquilo que estejam a dizer, se aproximam muito de vocês, se deixam uma distância de segurança, onde é que se estão a sentar na mesa para o almoço Na Na? Na? É muito giro, é muito giro, é, é é ver marketing a acontecer.
Eu gosto muito disso. Eu gosto muito de de ver, como é que, como é que acontece um negócio, como é que as pessoas decidiram vender o que é que está a resultar, o que é que não está gosto é uma espécie de teoria da conspiração ei a rataria, olha como eles fazem. E estar atento a estas coisas no dia a dia é muito giro, torna-se.
É um bocadinho incomodativo para a pessoa com quem namoramos, porque se nós tivermos a capacidade e se treinarmos essa capacidade, e se estivermos sempre a exercê-la ao pé da pessoa com quem estamos, estás desconfortável? Eu noto está extenso, estás? Não sei quê, não sei que mais não, não estou nada. Vês? Agora estás mais, agora estou. Portanto, façam do baixinho, não partilhem muito, mas fico a saber, imensa informação, mais do que se alguém vos contasse os podres daquela pessoa.
Carreguei, olha um beijinho, estou a gravar este podcast eu gosto de vos dizer para vocês imaginarem, sentada à secretária da da minha filha, ela está neste momento a comer uma sopa detestável da go natural. Ela não gosta, não tem batata. Eu não sei se aquilo já está podre ou não, mas eu dou sempre para ver o que é que acontece. Se ela disser que não é porque não dá EE neste momento são 6 e 50, sim. A miúda come a esta hora. A vantagem dela não saber as
horas com 9 anos é esta. OK, beijinhos, tenham um ótimo dia e façam o favor de irem Praga. Não sei se.
