Hello mesquiteiros os 3 mesquiteiros dá um bom anúncio para mesquiteiros. Não era Era Uma Vez. Os 3, os famosos mosquiteiros, o pequeno dartá mosco. Como é que vocês estão estão bem?
Segunda-feira mais uma semana, não sei se sentem o mesmo que eu, que é início de semana, parece que tenho assim, uma vontade de fazer isto, tudo bem, segunda-feira é bem, vou comer bem, vou limpar bem, vou ser bem bem, vou ser bem namorada, vou fazer bem desporto, vou fazer não sei quê espero que sinta o mesmo e que não falhem tanto quanto eu, então falhem só só boa intenção conta ainda que depois fumam. Fez suave o resto do dia, que não sei se ainda há ou não.
Como vos disse, fui passar o final da semana anterior aos Açores ainda cá estou, para dizer a verdade, estou a fingir que é segunda-feira e houve uma conversa que surgiu à mesa, entre. O pessoal das manhãs muito, muito interessante. Eu não. Eu não pretendo aqui estar a divulgar a vida dos meus colegas. No entanto, estou a proteger na mesma. No entanto, surgiu aqui uma coisa gira que é a diferença entre colegas de trabalho e amigos. EE mais do que explorar a minha
opinião, só falarei da minha. Interessa-me explorar as causas dessa opinião. Isto é, eu sempre trabalhei num sítio na mega hits, antiga mega FM, com pessoas que considerei minhas amigas, porque foram 1011, 12. Não sei anos, todas juntas, muitas raparigas, também menos rapazes. Não sei porquê no mundo da comunicação, sinto que não existe essa paridade que existe em muito mais raparigas comunicadoras do que do que
rapazes. Talvez seja uma tendência recente, porque em rádios mais antigas, RF, MS e não sei quê, até há algum tempo eram mais homens, mas sentiamo-nos mesmo amigas. E, aliás, ainda hoje em dia combinamos ou tentamos combinar café. E sinto um carinho mesmo muito grande por elas, não só por serem mais novas. Existe aqui um bocadinho de paternalismo na da minha parte, não sei se será bonito, mas não
sei porque nós acabávamos. Acabava por ser 24 horas sobre 24 na casa, víamos as tristezas de umas as felicidades das outras, sabíamos os finais das relações desabafarmo-nos muito, especialmente quando se IA fumar. EE rádio rádio em num open SPACE, é muito, muito poderoso. É mesmo porque sente-se tudo. Sabe-se tudo de toda a gente ou então as pessoas que ficam um bocadinho mais reservadas. Sente-se também essa reserva e quebra assim um bocado aquele bom ambiente. Mas é isso.
É? Encheu de de cada um, não das pessoas que se reservam estão completamente no seu direito, mas as pessoas que ficam incomodadas com o facto dos outros serem reservados que é o meu caso. EE estamos a falar disso, de ser colegas ou serem amigos. Existe aqui uma questão que é, foi aquilo que eu partilhei que eu acho que a diferença entre colegas de trabalho e amigos
poderá ter que ver com. Combinarmos coisas fora do trabalho, ainda que de acordo com a minha personalidade, eu nem com amigos combino muitas coisas fora da minha vida fora do do meu quotidiano. Portanto, não sei se esse poderá
ser um dos parâmetros. A outra coisa é já terem ido à minha casa, só que também não tenho muitos amigos que tenham ido à minha casa e talvez eu tenha dado essa resposta, porque eu. Sinto, sinto estas separações, estes conceitos de forma muito, muito negativa, porque eu quero tanto dar-me bem com as pessoas. Sempre fui muito problemática, conflituosa. Não só graças à minha autenticidade, ingenuidade, mas também falta de tato.
Não é falta de de cuidado e de pensar sobre as situações que aquilo que eu mais quero agora é paz. É não haver stress, quero comunicar o melhor possível, as minhas emoções. Quero estar atenta às pessoas que me rodeiam. Quero o mínimo de negatividade da minha parte, que é onde eu resido para as outras pessoas. Quero fazer bem caraças neste momento, somos todos adultos, o cérebro já está amadurecido pelo menos segundo consta, a partir
dos 25 anos, e acho que uma das. Obrigações que nós temos com o nosso crescimento e maturidade é realmente tornarmo-nos. Não digo em samaritanos ou padres, eu não digo, especialmente padres. Mas digo em pá, pegarmos nessa experiência e tornarmos, não digo o mundo num lugar melhor, porque não tenho esse tipo de de empatia ainda dessa forma, mas o dia uns dos outros acho que devemos esforçarmo-nos para isso, nem que seja numa perspectiva egoísta de de
melhorarmos o nosso dia também. E eu tenho esse cuidado com toda a gente. Eu tenho, tenho essa sensibilidade, acho, eu acho eu. E por isso eu não sei se terei dito essa questão de de separar a amizade do trabalho, porque eu não sinto isso. Eu no fundo, sinto-me amigo, amiga das pessoas com quem trabalho, ainda que neste registo. Realmente fazendo as manhãs, só só convivamos à volta de 344 horas por dia e, portanto, não é assim tão tão intenso como era dantes No No open SPACE da mega.
E também somos mais velhos, ou seja, quando eu era mais nova e estava com o resto da Malta, havia uma. Quer dizer, eu continuo a ser assim, mas as pessoas são mais maduras, têm menos necessidade de de atenção, não têm tanta volatilidade, volatilidade, oi, vulnerabilidade. Emocional, não sei, não sei. Existe uma partilha às vezes menos. Menos profunda, mais superficial e isso também danifica aqui um bocado a intimidade que não tem
que haver, essa é a questão. Eu procuro sempre essa intimidade nas nas minhas relações. E não, não tem havido tempo para para aprofundar, não é? E acho que a questão aqui das relações profissionais é muito. Não sei, entra aqui. Não, não sei porque não faço ideia. Já com as colegas de faculdade e Na Na Na são pessoas que eu não consigo ver a diferença. Honestamente, não consigo, não consigo e acho que fui muito taxativa relativamente a isso, porque tenho medo de estar a dar
demais atenção. Fazer meramente uma reflexão psicanalítica, psicanalítica, psicológica, da perspectiva do utilizador. Claro daquela situação, porque nada disto reflete AA realidade vivida No No coletivo. Não, não faço a mínima ideia, estou só a aproveitar a minha matéria-prima para para fazer um bocado essa separação, pelo menos à semelhança de quando saí da da rádio, da mega.
Houve pessoas que ficaram na minha vida, ainda que não as veja, mas que que as gosto de ver no Instagram que se precisarem de alguma coisa, vou a correr. Mas foram muitos, muitos anos e agora sinto, sinto o mesmo porque. Porque gosto das. Mas parece que tenho alguma necessidade de fazer essa separação, nem que seja verbalmente, porque acho que interiormente e organicamente, não é feita, porque.
Tenho medo. Tenho medo que um dia as pessoas se passem, no geral, no geral, não estou a particularizar e que depois eu penso, Ah, enganei-me. Eu gostava tanto desta pessoa e afinal, foi uma desilusão. Não sei quê, não sei. Vem de um, veio de um lado infantil, mas nunca fiz muito essas, essa separação, não sei e sempre me isto foi uma coisa que aprendi. Ou que tentei aprender com o
tempo que era. Tenho uma amiga, por acaso mora nos Açores há muito tempo, que era mais ou menos a tipa que organizava tudo no grupo de amigos, era aquela que dizia, embora passar o fim de semana, não sei onde, porque tinha meia quinta, embora sair para não sei onde, porque era a única que tinha carro, vamos anão sei quê, não sei que mais e ficava muito ofendida quando sabia que a Filipa tinha convidado outros amigos meus e não a mim, e isso gostava muito, porque na semana
passada tinha estado com ela e parece que ao convidar os meus outros amigos éramos um grupo, sei lá, de 7 pessoas, todos, todos próximos, porque tínhamos andado na escola juntos EE andávamos, se calhar nalgumas vezes ainda na escola juntos fazia muita confusão, porque. Sentia-me abandonada, magoada,
pronto, tudo problemas. Até que falei com o meu pai e o meu pai, disse Joana. Há vários tipos de amigos, há os tipos para os copos, há os amigos para não sei quê aos amigos para não sei quê e então, se calhar olhe, se calhar vou apropriar-me um bocadinho desse concelho do meu pai, que é são amigos do trabalho, não é? Em vez de colegas, são amigos do
trabalho e gosto tanto deles. Tenho, tenho claro que existem desavenças e, mas não existem assim tanto, só que trabalhei às 6 da manhã é porra pá 6 da manhã, é. 6 da manhã para mim, mas é, é porra, é muita coisa e rádio em direto tem que se estar ali apesar. Apesar do trabalho, para mim ser bastante facilitado porque em rádio existem vários níveis de de participação, pelo menos num programa das manhãs.
É isso que eu entendo. Temos a pessoa que está na mesa que faz a condução normal da emissão, que que segue o alinhamento que estipula, quando é que se entra, quando é que sai e que tipo de de conteúdo é que faz sentido para determinada altura, por ter acesso aos timings da das horas. Como vocês sabem, não é? Pelo menos na antena 3. Existe aqui a preocupação de entrar perto da certa para
passar os noticiários. Aquele clássico depois, existe o site kick ou co-host, que é uma pessoa que tem, tem de estar próxima e muito ativa para fazer a contracena com quem está a conduzir em missão para haver maior dinâmica para dar espaço também à pessoa que está a conduzir. Emissão para respirar, produzir o que é que seja e também para acrescentar algum contraste à emissão.
Geralmente são pessoas com perfis diferentes no que toca ao entretenimento, depois outras rádios informativas não têm conhecimento e depois existem. No meu caso, existe um terceiro site que que eu não não sei bem como é que se chama o meu lugar. Eu diria que é o de comediante, porque é assim que eu interpretei o meu papel ali, que é um bocado desconstrutivo é um bocado. Perturbador, vá, digamos, da Harmonia, para para quebrar ritmo, embora eu consiga fazer
os 2, creio. A parte de sidekick, barra co-host. Acho que também consigo fazer. Pelo menos foi o que fiz ao longo de de alguns anos. EE porque é que estava a dizer isto? Já não sei. Ah. Estava a dizer que o meu trabalho não é assim tão complicado, porque assenta muito nas minhas mais valias naturais. Contribuo também a nível de de produção, apesar de termos um produtor que é uma coisa que eu nunca tinha experimentado em rádio, mesmo quando fiz o café da manhã na RFM, eu fazia parte
da produção EE gosto. Gosto de fazer parte, para aprender, para estar envolvida, para, não, para não ser 11. Uma presença para não ser só café. Não sei, gosto, gosto de contribuir, gasto, de me sentir envolvida para já. Eu não sei se depois daqui a 10 anos de rádio se não me despedirem, entretanto, continuarei. Querer estar envolvida. Aliás, há que saber sair, não é? Há não, não posso fazer tudo porque sei lá no que é que sou má. Tenho que me dizer. E pronto, é giro.
Mas não é. Não é assim tanto trabalho. Eu gosto muito de o fazer. Exige, claro. Uma atenção redobrada a saúde mental dada a horas estou AA, não é prejudicar-me, mas AA abdicar um pouco do do meu bem-estar familiar, porque não levo a minha filha à escola? Não há acordo. O Miguel tem que a levar à escola diariamente e é um esforço gigante, gigante que ele faz. Adormeço mais cedo à noite e
adormeço em todo o lado, mas. Pronto, tenho gostado muito de o fazer e queria partilhar esta reflexão convosco porque. Porque eu aproveito-me disto para aproveito-me disto, para refletir no fundo, vocês são o meu journaling, e também porque gostava de saber o que é que vocês sentem em relação a isto se fazem essa separação, se não fazem, se gostam dos vossos colegas de trabalho, o que seja, beijinhos e até amanhã, se Deus quiser, se não quiser, olha, que se lixe.
Um, certo, sim. Eu quero especial.
