Olá, amigas, como é que vocês estão estão bem? Eu tenho aqui um problema, vim aos Açores, em trabalho com a antena 3. Já lá estou há 1 ano ou cá, estou há 1 ano, tinha muitas saudades de fazer rádio, porque vinha a aperceber-me, que é uma coisa na qual não é que seja boa, mas é que. Tive uns 14 anos a fazer rádio lá. O que é que foi? E realmente tenho uma expertise. Há coisas que não mudam de uma rádio para a outra. Há sensibilidade.
Trabalha em equipa, nomenclaturas e, portanto, é bom estar num sítio onde não anda a apalpar terreno. Como sinto que anda a apalpar. A afalfar na comédia tem sido muito divertido. Foi um ano Bueno e que me levou a esta viagem aqui aos Açores, já cá tinha vindo. Creio que o ano passado em família com o Miguel e com a
Irene, foi uma visita curta. Foi um fim de semana mais 1 dia, quiçá ficámos muito bem alojados e tivemos ótimas dicas de de autóctones que, ao que me parece falei com o Miguel Neves comediante e quando ele me viu cá através dos stories. E não me perguntas nada, então e não sei quê e eu, pá, que engraçado. Eu pensei que esta Malta estivesse farta de de ser referência, mas ao que parece, não, isso é. É muito engraçado, porque se me perguntassem a mim sítios para ir a Lisboa e não sei quê?
Eu estava um bocado a borrifar, confesso. Mas ainda bem que as pessoas nos recebem tão bem da última. Da última vez, fomos à dona beja, fomos à dona beja, não é? Fomos a vários sítios, jantar, comer. Ressalvo aquilo. Louvre de são louvre, de ponta delgada, não é. Magnífico, ótimo jantar. Foi romântico, foi querido, foi romântico mesmo a 3 com a minha filha. Foi uma espécie de de clima maravilhoso. Foi a melhor noite possível aqui
em São Miguel, em família. No entanto, sinto que viajar com uma criança em particular com a minha filha, que na altura tinha 78 anos, tem sempre algumas questões. Claro que há crianças diferentes umas das outras, mas a minha filha é um bocado. EIA tenho que andar e pronto e
não andar nos Açores. É é Totó, não é não fizemos aquela vertente muito turística de ir a sítios, agora com a antena 3, tivemos 11 roteiro muito fixe, providenciado pelo governo e também pelo produtor das manhãs e com toques óbvios de Tiago Ribeiro. Que é autóctone, e fizemos uma visita até agora, muito, muito gira muito interessante, onde fomos ver vacas, onde fomos a banhos.
Odeio, odeio a expressão a banhos EE eu percebo a cena de entrar numa água quentinha com ferro, argila que é que é aqui muito uma das atrações das muitas atrações nos Açores. No entanto, eu tenho, tenho nojos tenho. Pronto, eu não. Obviamente não posso estar aqui
a fazer. Negativos acerca daquilo que vi nos Açores, apesar de ser normal de todas as coisas terem coisas boas e más, e os meus reparos não serem no que toca à organização dos Açores, ao governo açoriano ou qualquer uma das parcerias que foram feitas, mas pronto, viam senhoras carraradas, viam senhoras Carrara e fiquei cheia de nojo. Portanto, o problema é do senhor, mas ainda assim.
Não sou, não sou uma boa clientela, porque gosto muito de comer bem, mas o meu comer bem é um bocadinho subjetivo. Aprecio muito carne, acho que tenho. Bom Gosto, não no sentido de. Como é que eu hei-de explicar de de barriga? Mas sei avaliar estruturas, sei sei apreciar coisas. No entanto, tenho um paladar muito infantil e, por isso, desperdiça-se um bocado de
comida aqui. Fomos comer cozido a um hotel incrível, Terra Nostra e, ao que parece que estava ótimo, comi um tártaro pronto, comi um tártaro, tentei adivinhar o que é que tinha. Não, não tenho essa cultura de tacho, não sei porquê eu acho que lá em casa o jantar era muito para despachar, não era visto como uma coisa para de gostar, era para despachar pronto, é para comer, é para alimentar, vamos embora, a sopa, a mesma sopa toda a semana.
Tínhamos dias para cada comida, panados à quinta pizza à sexta frangos à terça, costeletas com laçarotes, massa de laçarotes carbonara não original, mas feita pela minha mãe, que é ótima, que é ótima lasanha de vez em quando, ou seja, íamos variando pouco e, portanto, graças à minha falta de curiosidade geral, sou muito pelo conforto. Sou muito pelo pelo hábito, pela pela rotina também. Não sinto que tenha tido muita. Oportunidade natural de de
gostar coisas várias. Isso é uma das coisas que eu estava a falar há pouco com com Emanuel, que é o produtor das manhãs, que é, eu sinto que estou rodeada neste momento, tanto o meu namorado como a equipa das manhãs, por pessoas que têm vários interesses e muito aprofundados. Tanto o Tiago como a Ana, o próprio Manuel, ou seja, percebem que a astronomia percebem que literatura, cinema, até do big Brother percebem. Foi um dos grandes temas aqui.
Durante a estadia nos Açores e eu sinto que houve aqui um buraco qualquer no tempo em que não, não, não sei, não sei, não sei se foi o meu egocitrismo. Se foi ter interpretado a minha vida como uma vida difícil, mas que não, não parece que não tive acesso a esses. A esses materiais, reparem, eu. Eu quero ser uma pessoa que detém conhecimento sobre várias coisas, porque isto vai ser um bocadinho à Lili caneças, mas o que é que levamos daqui, não é claro.
Claro, memórias, descendência, que isso é importante para para pessoas. Não sei quê. Para mim não é descendência, é poder dar à minha filha coisas e trazer 11 pessoa ao mundo, que possa ser feliz. Nem é trazer coisas ao mundo, é. Poder dar dar tudo aquilo que tenho por por uma pessoa que amo. Espero que seja o suficiente para para uma coisa fixe, mas sinto que que não sei que isso não me chegou.
Parece aquela treta do que dizemos hoje em dia que dizemos hoje em dia que é anda 1000. Estou debaixo de água, estou, não sei quê estarei, estarei estado debaixo de água terei andado a 1000, estarei a resolver outras questões, será que fui mesmo traumatizada ao ponto de não conseguir nutrir interesse pelas outras coisas? Por um lado, sinto que sim, que a depressão fecha-nos a esse ponto, ou seja.
Ninguém que está deprimido, creio, pensa, Ah, olha, quero ler aquele livro ou quero ver aquele filme ou e sinto que isso que me afeta também diariamente nessa questão do hábito, da rotina que me traz conforto. Eu não gosto de desconforto, acho que ninguém gosta, mas ainda assim ordenhei uma vaca. Ai eu, isto casei-te e beber o de leite a seguir aquilo foi
demasiado erótico. Para mim, mas foi ao mesmo tempo, ou seja, estava desconfortável, mas quis ir na mesma, porque não me quero mais privar de de experiências, de conhecimento de vida. Por ser uma pessoa, naturalmente. Conas ainda que essa palavra hoje em dia não é com o feminismo mais mais à superfície
possa ser negativo. Então eu quero dizer mais sim às coisas, nomeadamente a jantares com amigos, fazer embora fique social e drama de, ou seja, estou a adorar estar com os meus colegas aqui nos Açores e tudo, mas estas pausas de 1 hora, 2 horas, faz. Bem, e a culpa não é das outras pessoas. Sou eu que tenho esta velocidade de raciocínio, vontade e agradar bem. Eu tenho que reparar na minha vontade de agradar aos outros. Isto isto é doentio. Eu não sei se é vontade de
agradar ou se é uma questão. Uma questão de de de sei lá, existem vários perfis de pessoas, não é?
Existe aquela questão dos arquétipos, de onde é que se encaixa cada pessoa mais ou menos um bocadinho, como aqueles testes da da piça da cosmopolita e eu reparo, mesmo que ou me tornei nesta pessoa, ou quero tanto agradar aos meus amigos e colegas que, Ah, precisas da mala, não leves isso sozinho, queres, se calhar, vamos convidá-lo para o almoço, vamos fazer, não sei quê, não sei que mais eu eu tenho muito esta
atenção. Se calhar é porque venho da minha sensibilidade também do não eu não nem estou. Tão atenta à atenção que têm comigo ou não, honestamente, eu não. Não estou aí. Se calhar é só se calhar sou, sou fixe. Se calhar sou uma pessoa fixe, bom adiante. Açores está a ser magnífico. Estamos num hotel incrível.
Não vou dizer o nome, é o grande hotel e eu já estive em hotéis de 5 estrelas, não só porque Instagram e blogs e não sei quê, mas também porque estive com uma pessoa que gostava de comer em bons restaurantes e muitos deles estavam associados a hotéis EE posso dizer-vos que este hotel, para não sem ser design, hotel sem ser boutique e não sei quê, dos hotéis mais bonitos, onde eu já estive. Uma paleta incrível com verdes
secos. Madeiras escuras, bom cuidado, bom, tudo e é giro ver a atenção que têm aos aos pormenores e ver também aqueles pormenores que escapam, mas a nível cómico, ou seja, é giro ver como houve aqui um marketing bastante claro. Conselheiros de imagem, consultores e não sei quê, mas depois haver pequenos pormenores, que geralmente pormenores são pequenos. Não é que vocês veem, OK, está aqui a entrar, está aqui a entrar uma coisa que falhou e
que torna isto ainda mais. Pessoal, pessoal, é isso, mais mais açoriano, digamos assim, menos menos formatado. Isso é muito engraçado, meninos. Vou apanhar o avião. Hoje à noite, esta semana estive assim, um bocadinho mais inconstante. Dei o meu melhor, no entanto, mas não quero gravar o podcast sem me estar a apetecer gravar o podcast. Tenho este compromisso convosco, que vocês nem não conseguem viver sem ele de gravar diariamente. No entanto, tenho uma vida, não
é? E como diz o um serviço que eu subscrevo no WhatsApp para marcar jogos de paddle, querem o melhor serviço, então paguem, estou a pensar em inaugurar isso, aquela coisa do só que não sei, eu também faço isto por gosto, não é? Mas mesmo as prostitutas cobram e isto foi horrível. Porque muitas delas não fazem por gosto. Pronto, é muito isto. Muito obrigada por terem ouvido. Venham conhecer-me a mim é o
dago. É dia 29 de novembro na boutique da cultura, em Lisboa. Lamento que seja em Lisboa, mas para o resto do país que está a ouvir. Eu não tinha muito esta sensibilidade antes de começar a fazer espetáculos, mas os artistas trabalham para ganhar dinheiro, não é? E imaginem as salas. Nós temos de pagar sala ou então uma comissão da bilheteira. Se em cima disso, para não aumentarmos os bilhetes para 80, EUR não é se em cima disso ainda temos de pôr alojamento,
deslocações. E refeições não fazemos dinheiro com as tours, portanto, um projeto que ainda esteja no seu começo ainda. Que ainda não tenha muito alcance ou que nenhuma das pessoas seja uma celebridade, é difícil conseguir fazer o break even até se formos a algum lado. Portanto, a nossa intenção é ir a todo o lado, sempre Porto, Coimbra, beja, Braga, tudo, tudo nomes que eu pudesse dizer.
Agora, no entanto, é essa questão, mesmo quem está nos Açores, Ah, venha os Açores, porque é que nunca vem aos Açores? Pá? É por isto, no fundo, é por isto não temos nada contra e obviamente que queremos andar aí de que o alampado, mas não dá. Não dá. Muito obrigada por terem ouvido muito obrigada por ouvirem este podcast a Sério que sim. Este podcast, à semelhança do é é tudo aquilo que me passa pela
cabeça. Não sei porque é que ouvem, mas sei que é que o ser humano se liga a pessoas e sei que vocês sabem aqui que eu sou uma pessoa. Portanto, b, citos e até já. Esqueci.
