Não sei se... Olá! Estou no quarto e estou-me a passar. O meu quarto é super pequenino. Se eu não abrir a janela, começa a ficar com pinguinhos nos tetos. E então abri a janela e há aqui um barulho. Ai, caralho! Há aqui um barulho que me está a deixar doida. Não sei se vocês conseguem ouvir. Espera aí. Vamos chegar ao pé da janela. Espera aí. E uma pessoa pensa, isto depois para, deve ser tipo uma senha no talho. E de repente...
Desculpem, desculpem, desculpem. Desculpem o volume, não volta a acontecer. E então, isto enerva-me porque não me enerva tanto quando está a aparecer. Estou a fazer aqui um bocadinho de filminho. No entanto, eu tenho medo que me enerve e enerva-me, acima de tudo, eu ser sujeita a isto sem saber o que é que se está a passar. Pronto, adiante. Ah, não consigo, filhos. Não consigo esta merda, meu. Mas o que é que é? Também está...
Já me andei a enervar. Tenho aqui uma portura qualquer debaixo do prédio que de repente tem umas seis ou oito carrinhas que decidi estacionar todas em frente à minha janela. Eu quando comprei aqui casa, como se tivesse comprado, mas quando comprei aqui casa não era para ter esta vista para as carrinhas. Tudo for torneu. Olá! Bom, nada como agora fazer um plugzinho aqui da parceria do podcast Não Sei Ser com a aplicação HiWell, que ajuda no vosso bem-estar mental.
Para vocês todos que não sabem ser, tirarem o melhor partido possível disso e para serem felizes ainda assim. Claro que o trabalho é muito vosso, mas porquê fazê-lo sozinho se existem especialistas? Especialistas que vocês podem escolher a torto e a direito nas várias consultas que vocês podem ter online com especialistas da High Well, escolherem o psicólogo que mais gostam. Porque, não sei se são como eu, mas...
Eu se for para um psicólogo e mesmo que não goste dele, acho sempre que o problema é meu, então continuo lá. E de repente ser por aplicação, mandar-lhes marchar, filhos, se calhar o vosso problema até fica resolvido só por mandar-lhes passear logo no início. E fico, era isto que eu precisava, precisava de rejeitar pessoas. Com licença, HiWell é uma aplicação incrível que vos reúne com os melhores especialistas em psicologia.
Vocês fazem no início um questionário muito engraçado, muito engraçado, que diz o que é que vocês procuram, o que é que vocês querem melhorar. E depois, sim, conseguem ter várias consultas com vários psicólogos até escolherem aquele que mais gostam. E deixam ter desculpa, ah, não tenho tempo para ir ao psicólogo. Ai, amigos, ai, têm, têm, que é mesmo assim, porque é online, portanto, é a vez de estarem a ver esses reels todos do PDD, do
BDD, do GSTBB. em vez disso, em vez de estarem a alimentar a vossa vida com os traumas dos outros, alimentem os vossos traumas com alguma cura. O código de desconto é de vinte por cento, GAMA VINTE. Não dá direito a prósis, ops, mas dá direito a prota para a vossa vida, porque ficam mais fortes. HiWell, o link está na
descrição. Ai filhos, falar em pedidos e não sei o que, obviamente que já vou estar neste comboio, já devia ter gravo, não é gravado, já devia ter gravo esta situação há muito tempo, no entanto continuo a acompanhá-lo louco e ferozmente, porque de quando em vez vou ao Facebook, o meu Facebook está morto, confesso que me irritei tanto com o Facebook e acabei por eliminar tudo aquilo que era amigo, e só para combinar com a vida real que eu tenho, E, portanto, no
Facebook só me aparecem omerdas do P. Didi, do Justin Bieber e de B. Didi ou... Vídeos bueda longos de malta a usar materiais de serralharia e esponjas e mais não sei quê, quando o resultado é um pedaço de pão. Eu não sei como é que eles começam com, ah, vamos usar barro, pintar este muro com um bocadinho de cabriolé, depois se formos buscar um somagem de ananol, pintamos isto tudo, juntamos um garfo meio maluco e dá pão. Eu vejo esses vídeos até ao fim.
Estou um bocadinho farta da questão das festas do pedido e eu sinto que se calhar isto não é tudo aquilo que se diz. É boi bizarro, não é? Não é bizarro imaginar que Hollywood de repente estava todo nestas festas. Aquilo que eu acho, malta, e é sim malta, eu já estive, eu tenho que confessar, eu já estive numa festa, desculpem
estar tão afegante, mas estou doente. eu já estive numa festa à pedidia em Portugal. É verdade, foi uma festa que envolveu comida, jogos eletrónicos, música, conversa, verdade à consequência, e de repente dei por mim na sala apenas com um escritor e toda a gente tinha desaparecido. Mais tarde vim a saber que as pessoas desapareceram para meter uma cocazinha aqui e ali e, quiçá, fazer uma orgiazinha. Agora, tendo em conta que é tudo consensual, Não vejo o drama.
E não percebo também porque é que estas merdas me passam todas ao lado. Toda a coca da minha vida, todas as droguinhas, toda a orgia, tive de ser eu a arranjar sozinha. Nunca fiz drogas, a não ser uma ervita perone, uma pedrita de chamone. Nunca vi droguita, mas já amigos meus vinha saber anos depois que se cocaínavam todos e eu pensava, pronto, ok, olha a
malta que está neutra, tatatá. E também vinha saber recentemente que há um comediante ou outro que não estava, pá, nada à espera, nada à espera também que tomou banho em cocaína e... E, portanto, nessa festa, as coisas também me passaram ao lado. Eu estava tranquilinha a jogar a minha cena. Era uma consola, juro que estava a jogar consola com o escritor. E, de repente, vão-me embora, não sei o quê, para onde é que foram as pessoas e depois é que soube do resto.
Pá, está tudo certo. Agora, o que eu acho... É que nas festas do pedido, e deve ter sido exatamente o mesmo que é, nós achamos que a Beyoncé e estava toda a gente envolvida, o facto de terem lá estado não significa que tenham andado a violar criancinhas. Eu acho que iam à festa e depois dentro da própria festa existem sítios para ir.
Um que tinha lá na porta a violar criancinhas, outro que era quantos shots de lube é que consegues deitar abaixo, um que era para isto, porque eu tenho uma teoria, E isto, pronto, se calhar devia falar com as pessoas da Highwell, que é, eu acho que a determinada altura, primeiro acho que só um determinado, em princípio há um perfil de ser humano com maior probabilidade de ter um sucesso desmesurado.
Eu acho que esse perfil tem sempre ali alguns traços meio malucos, tipo um narcisismo, um megalomanininho, E acho que essas pessoas, quando são reforçadas pelo exterior, pelo poder que têm, pela subserviência que têm as pessoas à volta, ou até mesmo o oportunismo, ou tudo o resto, são reforçadas por isso e auto-elevam-se ao estatuto de deuses. E o que é que um Deus quer fazer para sentir que é Deus? Tudo. Tudo o que pode e não pode, porque ninguém manda em mim.
E acho que chega um ponto em que, como nas épocas medievais, diria eu, aquilo que era mais iguaria, era aquilo que era mais raro, em que até mesmo sexualmente estão... Eu não estou a dizer que as pessoas que violem crianças, ou que violem, é por estarem aborrecidas, mas... eu acredito que seja realmente a última gota antes de começar a cortá-las aos bocadinhos. Acho que isto é tipo um crescendo de insanidade em paralelo ao poder, ok?
Que também acontece ao contrário, veio-se a saber esta semana que, alegadamente, um ex-concorrente do Secret Story tentou matar o puto fazendo engolir gasolina, mas está tudo parvo. Claro, eu sei, podia mandar essa do preço da gasolina, mas não me apetece. Mas eu acho que esta questão da violação e das crianças, talvez este poder, este narcisismo... Tudo aquilo que é mais intenso, então, dê vontade às pessoas de eliminarem as últimas convenções, os últimos moralismos, os últimos
comportamentos saudáveis. E talvez torne tudo... A meu ver, está sempre drogada essa pessoa. Portanto, nem sabe o que é que está a fazer. Está só drogada. Traga mais camarões. Vamos embora. Mas já tenho camarões. Traga mais camarões. Mas vivos ou adormecidos? Adormecidos que eu não como ninguém acordado.
E, de repente, todas as decisões da vida deixam de se pautar por aquilo normal, ou seja, esta pessoa já está a viver num outro código de ética com a personalidade completamente fraturada, ou seja, está neutra, está neutra. É uma pessoa, pronto, as pessoas vão dizer, porque toda a gente fala neste podcast, anda tudo louco, que eu compactuo muito com os criminosos, mas não é isso que eu estou a dizer. Estou a dizer que acho que existe uma causa para as merdas.
Eu acho que esta questão do poder, de uma predisposição patológica, claro, e talvez, eu não sei a história do PDD, e talvez esteja a ser um bocadinho injusta, mas quanto maior for a diferença do Estado anterior para o Estado atual, Eu acredito que isso fratura uma pessoa e que faça com que ela faça esse tipo de coisas. Agora, estar aí a dizer que a Beyoncé e a Jay-Z e nananã estão todos envolvidos nas festas, se calhar até estão, tipo, é uma festa, meu.
Só que não foram lá ao quartinho onde está a maltinha a xoxar, que é para pôr pilinhas, pidinhas. Falemos agora todos juntos sobre os Menendez Brothers. Vi o documentário, vi a minissérie, é o caso de dois irmãos que eram classe alta, moravam em Beverly Hills, e que de repente, para nós, para quem está de fora, mataram os pais
assim... E demorou bastante até descobrirem que eram eles os culpados, porque nada poderia adivinhar que eram os próprios filhos a matarem os pais, e depois também estavam em Beverly Hills, e então não se põe isso em questão, que ai coitados dos filhos, por amor de Deus, não vamos constituí-los suspeitos, blá blá blá.
Bom, mais tarde lá se veio a descobrir que sim e a defesa tentou atenuar a situação falando do contexto psicológico dos rapazes, ou seja, que alegadamente o pai os abusou muito, muito, muito sexualmente, porque se fosse só um bocadinho era na boa, mas abusou mesmo, abusou, estava mesmo a abusar do abuso, porque abusar, não é? Agora, um gajo quando abusa do
abuso, aí já acabou a brincadeira. abatia-lhes, dizia para enfiar em coisas em determinados sítios, a mãe também era bastante conivente, ao que parece, não sei o quê. Foram condenados na mesma à perpétua, apesar dessa defesa que decidiu ser ignorada a causa para o crime e apenas ser avaliado o resultado. E agora, mais tarde, como este caso está a tomar alguma outra atenção na parte da comunicação social e também da malta nas redes sociais, está a considerar-se uma reavaliação do caso.
Não sei de parte de quem, não sei se isto é relevante, sei que passado tantos anos... A visão que se tem sobre o psicológico, a psique de um criminoso está mais evoluída do que antes. Agora, se é mais justo ou não considerar o enquadramento do contexto, eu acho que sim,
honestamente. Mas acho que mais do que estarmos a averiguar se determinado castigo é proporcional... ao crime, ou se é justo, acho que, e este discurso é bastante previsível, acho que o mais importante seria pensar em formas de prevenir este tipo de acontecimentos, reforçar o controle deste tipo de situações, a avaliação psicológica, ainda assim, acho que há sempre forma de De passar
por baixo do radar, não é? Mas é isto, há muita coisa para explicar neste caso do P. Didi, não curto a cena do gajo, nunca gostei daquela cara de gripe que ele tem, nunca foi um gajo simpático, acho que nunca o vi sorrir, mas também se passasse por ele na rua, sempre que passei por ele na rua ele nunca me disse de ir, foi sempre de cabeça para baixo, não sei o quê... Mas estou intrigada para saber o
resto. Agora o gajo vai ficar preso até maio, sendo que daquilo que já veio à baila, farta-se de comer coisinhas boas na prisão e não são crianças, mas pode pedir o seu próprio menu. Como é óbvio, money, money, money. E estou para ver, pá, porque a cena, porquê que isto não veio ao de cima? Porque ele tem cassetes das cenas, não é? Pai, então... Peixe.
Não sei. É que ainda por cima agora anda a circular uma música alegadamente de Justin Bieber a dizer perdi-me numa festa do não sei o quê, do pedido e perdi-me. E isto é inteligência artificial. Só que ninguém sabe e há todo um conjunto de população que ainda não está a par desta capacidade que agora existe de podermos fabricar o que quisermos com as vozes de quem quisermos. Aliás, eu não estou a gravar este podcast.
É um gajo chamado Rui E portanto isto é super grave, mas se o gajo realmente tiver as cassetes, foram apreendidas neste momento e portanto toda a gente poderia falar. Não sei, sei que me faz alguma confusão realmente isto ter acontecido durante a minha adolescência, tenho trinta e oito, isto, esta cultura de hip-hop e nananã, de ser tão abertamente negativa, machista e violenta e toda a gente achar que os gajos estavam a gozar. Ah, isto é teatro.
Ah, não, isto é gozar. Isto é só os que parecem maus e que dizem isto para parecer maus. No entanto, um comediante quando vai para a palca e diz coisas para parecer não sei o quê, essa pessoa é má pessoa. Mas do... Ah, vou-te partir a boca toda a sua não sei o quê e... E... Ah, vamos lá curtir as músicas. As musiquitas.
É... Se calhar, se o pedido... tivesse feito acompanhamento psicológico com a Hywell, que podia fazer na boa, no seu estúdio, podia até ter lubrificante em todo o lado, podia estar todo tipo, todo brilhante e não sei o quê, que o psicólogo até pensa, olha, ok,
este gajo, que horror. Podia ter aproveitado para sacar a aplicação HiWell e usar o meu código de desconto GamaVinte para ter desconto de vinte por cento nas consultas da HiWell, sendo que a primeira de quinze minutos é totalmente gratuita para descobrirem quem é o psicólogo das vossas vidas. By the way, hoje é terça-feira, amanhã vou para o Porto, para o Ferro Comedy Club, fazer o Não Sei Ser Ao Vivo. Está esgotado, carago. No dia a seguir vou para Braga.
Não está esgotado, mas vai ser boa da fixe. Dia dezoito vou para Leiria, fechadíssimo. Vinte e cinco para Coimbra. Dia um em Lisboa. Quando gravei isto, faltavam dois bilhetes para escutar.
Isto de escutar parece um bocadinho estúpido, mas sabendo que os artistas fazem muitas das coisas, tal como todos os seres humanos para escutar, para sentir invalidados e amados e tudo o resto, a cena de escutar para mim, que se calhar ainda é um bocadinho infantiloide, mas para mim é importante, faz-me sentir que a minha vida está a acontecer e ajuda-me a ser mais grata. Portanto, obrigada a vocês que ouvem este podcast e obrigada também à malta que me tem
chateado para eu gravar. Tenho sentido aqui alguma reticência, não sei porquê, não sei se estou chateada com o podcast ou não, o que é que se passa, mas vou falar disso com a Haywell. Beijinhos e até já!
