Olá, Rui, bom dia, olá. Já soube que compraste bilhete para o meu espetáculo no Porto, no ferro comedy Club, no dia 16 de outubro. Obrigada. Especialmente sabendo quanto é que esse bilhete custa a ganhar trabalhando como caixa num supermercado. Rui, sinto me lisonjeada e na obrigação de te dar uns frutos secos no ferro comedy Club. Quer dizer, te que isto é esquisito porque parece que estou a falar do telefone, mas mesmo assim estou com ritmo de comunicação.
Mesmo assim, eu reparei que estavas nervoso quando me conheceste no ooks, nos Carvalhos, depois da da minha excelente atuação como headliner, num dia em que também foi Pedro caçua. Sou Miguel, sou Miguel.
Acho que é assim que se diz Bicalho, Hugo Sousa, John Mendes e eu. EE agradeço bastante o facto de teres querido falar comigo, ainda que tenha sido uma amiga tua a meter conversa e me ter criado alguma expetativa de talvez me calhar alguma nessa noite, mas não, afinal eras tu senti que estavas nervoso as tuas Palmas das mãos está estavam algo suadas ou então estou a ser injusta e provavelmente tinhas acabado de as lavar para tocar na minha
excelente pessoa. Fiquei nervosa também, porque a partir do momento em que tu me disseste, que conhecias o meu trabalho desde o início, desde o programa da Joana, na sic radical, comecei a pensar, caramba, este rapaz já viu tanta caca? E não estou a ser litoral. Rui nunca te diria isso, muito menos num podcast. Mas quero agradecer te que depois de uma atuação que me tenha corrido, bonzinho, benzinho, como diria um amigo.
Que me tenhas dado esse carinho, esse calor, esse brilho nos olhos, essa transparência, essa sei lá, sente se sente se quando uma pessoa não é uma merda não é, não se sente. É claro que levamos o nosso tempo, não é? Já toda a gente teve namorados que eram escumalha que é, e eu se calhar, já fui escumalha para alguns, se calhar, mas eu senti que tu tinhas bom coração com isto. Eu não quero dizer que dispenses fazer umas análises.
E uns exames e uns testes de esforço, porque nunca se sabe estas merdas de vez em quando EIA, mas senti mesmo que eras boa pessoa e acredito por isso não numa de espiritualidade ou de pensamento mágico que estás rodeado de amigos fixes, tirando uma, houve ali uma que já estava farta de lá estar e do do nosso convívio fofinho, que uma tipo assim mais loira, que disse assim, pá, já podemos ir e eu Oh, estou a curtir a minha cena.
O Rui está a curtir a cena dele, tipo tem calma, Mana, eu sei toda a gente tem os seus dias de merda e para quem não conhece é o meu trabalho é normal que pensem pronto, já já está, já já já lembraste tu com a menina podemos ir andando que eu tenho, tenho, tenho que ir mungir uma vaca, eu compreendo, eu seria essa pessoa, mas deu me muita força, não foste só tu, Rui nessa noite lamento dizer te, mas traí te. Houve mais uns quantos seguidores do meu trabalho que
vieram ter comigo. E o que é engraçado é que eu desvalorizo sempre desvalorizo, não no sentido de tu não seres importante para mim, mas acho sempre que algo que está errado, quando as pessoas reconhecem o meu trabalho e, acima de tudo, quando parecem um bocadinho nervosas de me conhecer, eu penso, pronto, é, é, é, é retardado, é retardado, só pode que isto aqui. Não é? E até houve algumas pessoas no Porto que me trataram assim, que
é do género. Ah, também não queremos, ó Joana. E assim, pá, está tudo parvo ou quê? Está, está, está, está, está, está tudo. Mas tu não Rui porque eu sei que tu me vês eu sei que não me queres ver o interior literalmente porque se nota que não estás interessado nesse meu interior de baixo para cima mas vejo que estás interessado no meu interior de cima para baixo e quero agradecer te o teu
abraço, o teu sorriso. E o facto de, depois de tantos anos, continuares aí desse lado, queria sugerir todos os comediantes para seguires, para teres a tua vida de forma mais interessante e com mais conteúdo, mas não o vou fazer, porque gosto de te ter só para mim. Rui, eu prometi te que gravava um podcast só para ti, mas não vou gravar só para ti, porque as pessoas não é, estão estão no carro neste momento a pensar, quem é o caralho do Rui?
O Rui em russo, quer dizer, caralho, sabias disso. Rui, ficaste com um bocadinho disto para ti. Não do meu, não tenho. Estou aqui à procura dos nomes. Ah, eu conheci o Rui. Beijinhos Rui até já. Eu conheci o Rui no ouk 100, nos Carvalhos, que é uma casa de comédia muito afixe, com a curadoria do Joca Joca humor. Sigam na no Instagram. Todas as semanas. Creio eu que todas as semanas têm um cartaz magnífico. E desta vez não foi exceção porque eu fui headliner.
Headliner é uma coisa que acontece no stand up, que é põe a pessoa mais exclusiva, mais interessante, com mais qualidade, supostamente. No final da noite, não foi o que aconteceu. No meu caso, eu sinto que foi por ter ido de Lisboa, que é do género. Olha as tintas, vocês não viram e puseram me lá. Mas adorei tanto atuar fora. Atuar no ar livre ao ar livre é sempre um bocadinho mais, mais complicado, ainda que normalmente as noites no woks. Sejam lá dentro.
No entanto, foi foi bom conhecer o público, ou seja, havia luz perfeita em todo o lado. A nível técnico, a noite também foi ideal, mas foi bom ver vos cara a cara o desconforto de muitos de vocês ou muitos deles que não. Não sei se se se há quem me siga ali. Muita gente. Foi, foi muito engraçado. Eu fiquei muito tímida, como já tive oportunidade de dizer num num post No No Instagram, não só porque estava lá o Hugo Sousa que é grande, o John Mendes que gosta de gozar com lisboetas, é
pá e esteve extremamente bem. Estava lá ele a falar, bé, bé, bé, bé, bé lá com o sotaque deles e de repente, olhem, desculpem, ir atrás, será que podem fazer menos barulho? Pá. O tipo é é excelente, é excelente, adorei ver lá atuar Pedro caçua, um comediante novato. Creio eu, de Angola.
Se não estou em erro, sou Miguel e Bicalho, que acho que já me tinha cruzado com eles nas redes sociais, no Instagram e no e no TikTok, mais pá. E depois tiveram lá imensos comediantes que eu não queria de todo que estivessem, porque. Eu sinto que os comitentes ficam mais nervosos quando têm comediantes a ver do que o próprio público, apesar de terem
sido quase 300 pessoas. Mas esteve lá, o menino Lacerda esteve lá, o é o Adriano. Estou aqui a tentar, o Márcio, o João Dias, a Daniela Barbosa. Oo Bruno Soares não é? Foi muita bom. Obrigada por terem, eu sei que não foram por mim. Mas obrigada por terem ido, porque uma pessoa não fica nada nervosa. Sim, senhor, mas não foi no só no ooks que eu que eu atuei, atuei também no irreverente. Aliás, essa foi a primeira noite. O irreverente é em castelo da Maia, organizado pelo Hugo madeira.
Acho que agora vai passar a 15 anal ao mensal. No entanto, convido vos a irem em frente ao ejmai. Será, não é? Esteve por lá o David man, o David Silva é gigantes, teve também o rafu, esteve a uchia, uma comediante galega muito fixe. Esteve também q estou aqui a tentar o próprio Hugo madeira, o Roberto Correia e mais quem mais eu. Foi uma noite muito fixe e apesar de a Malta brincar de direito, basta em frente ao balcão. Pá, curti. Bué atuar em frente ao balcão.
Qual é a vossa cena agora? Agora, a Malta que atua em bares também. Ah, eu já estou em bares, mas não em frente ao balcão. Vou se foder, meu, as pessoas estão lá na mesma, não é por aí. E digo vos já casa que tem público muito habitual e que se sabem rir como deve ser e que respeitam muito aquilo que está a acontecer em palco, apesar da proximidade física com o público, sabem? Sabem entrar, sabem sair, sabem pá, curti muito.
E o Hugo madeira é também terapeuta da fala de meninos com dificuldades cognitivas ou pelo menos como é que se diz, neuroatípicos neurodivergentes e gostei muito de o conhecer e deu me boleia. Obrigada Hugo, espero estar contigo em breve. Ele que está a pensar, fazer o workshop de comunicação que também vou dar no Porto, no dia 12 de outubro, com a Creative Studios, eu do Renato Duarte, Catarina palmo e Carolina Torres. Creative Studios, entretanto, atuei também no hard rock a
convite da rotina produções. Pá, adorei conhecê Los, adorei sentir esta vontade de vamos vencer caraças, então não vamos, vamos sim, senhora. E fui entrevistada para o podcast deles. Os calados calados eram poetas que foi muito, muito fixe e estou aqui a tentar, não me quero esquecer de ninguém. Como é que se chama este gajo?
Ah, exato, o Zé Pedro Rodrigues atuou o Pedro da Silva Almeida também, que adora o seu cabelo e adora se a si próprio, o Luís Cruz, que confessou gostar de mim e da Rita Blanco. Quem é que ele podia ter atirado para o pacote salvo? Seja mais aleatório que eu em Rita branco, branco está Blanco. Eu, EE, neli Furtado e Rita Blanco. Pá Luís és doente. Bruno Azevedo, também um comediante de Braga. Maravilhoso.
Gostei muito de o conhecer. Uma pessoa que que acabou de se despedir, que acabou de se despedir, meus amores para se dedicar à comédia e, portanto, está aí cheio de força e de desespero e pensa muito sobre aquilo que faz. É muito dedicado, muito perfeccionista daquilo que me pareceu seguir o trabalho dele vai ser mesmo muito interessante ver Oo desenvolvimento da carreira dele, tal como de todos os outros que eu já mencionei anteriormente.
Quero agradecer muito ao público também do hard rock, porque foi impecável. Desde lésbicas camionas a lésbicas menos camionas a 2 senhores, tinham visto a minha entrevista no na com a Júlia Pinheiro e que foram para lá completamente a 2 pessoas na frente que levaram muito com as minhas graças e com o meu cuspo, por terem aturado também o Luís Cruz a tocar flauta e ter levado 2 flautas. Para, para quê? Não é para quê? Foi muito giro, foi muito giro, foram.
Ainda há mais uma casa. Pois é, estou em mais um sítio no em Vila do Conde, no goya gastropub goya como o artista. Uma casa extremamente pequena, com uma comida maravilhosa, um folhado de francesinha, piments, padrone, queijo de cabra com. O que é que era? Não sei se era com mel, em princípio sim, pá, casa maravilhosa, onde atuei com o Lacerda, com o Hugo Soares, com o próprio Joca e mais quem mais eu pá e que foi uma noite muito fixe. Curti muito os donos do do do pub.
O público estava preparado para ser uma noite de humor negro, que apesar de eu sei lá o meu humor, é sempre um bocadinho negro. Mas pronto, deixa ali a Malta um bocadinho mais à vontade para fazer aquilo que quiser e estar mais relaxado no que no que toca aos limites. No entanto, tenho por ter voltado a fazer este tipo de stand up e não só os meus espetáculos. Tenho vontade de evoluir mais um bocadinho Na Na produção dos
meus textos. Quero não me ficar por aquilo que me é mais atrativo, que é o humor. Mais malandro, mais malandro. E quero ir um bocadinho mais longe. Vamos ver como é que isto corre nos próximos tempos e dizer que já descobri porque é que porque é que Ah, porque é que gosto de fazer isso de humor malandro e que pise os limites. Não é porque me acho boa, é porque me acho má. E acho que ao fazer isso, se as pessoas continuarem a gostar de mim, isso valida me de mais
algum, de mais uma forma. Portanto, acho que é isto, pelo menos eu estava a ver the Circle, nova temporada, e foi isto que me surgiu. Vejam, the Circle é giro, é giro, eu gosto, eu gosto, é, é assim, é um nada, no fundo é um nada, mas é aquele nada que um gajo pensa, pá, é giro dantes, o que é que víamos? Era os intervalos, não é? Na televisão, OIIE os homens. Havia mais o quê? Não se esqueça da escova de dentes e de repente, tenho 60
anos, tenho 60 anos. Por isso, aproveitem que esta pode ser a última tour de todo o sempre. Dia 27 de setembro para a semana é para a semana.
Já está esgotado em Lisboa, mas dia 16 de outubro vai ser no ferro comedy Club no Porto, dia 17 numa vi em Braga, dia 18 em leiria, na sala Jaime Salazar Pacheco, dia 25 em Coimbra no grémio operário de Coimbra e dia um de novembro novamente em Lisboa comedy Club. Aproveitem para me ver ao vivo antes de eu fazer uma operação para pôr implantes capilares, porque depois o aparecer daquelas galinhas de penadas que andam no meio da rua super stressadas.
Obrigada, Porto. Obrigada, Rui beijinhos.
