#169 - Grr!! Agora a mala do outro também é assunto? - podcast episode cover

#169 - Grr!! Agora a mala do outro também é assunto?

Sep 18, 202414 minSeason 2Ep. 169
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Episode description

Também não me convém ficar zangada porque os outros estão zangados, não é? É.


Aqui vai: www.linktr.ee/joanagama

Ponham as vossas mulheres a comprarem os bilhetes para Lisboa, Porto, Coimbra e Braga.



Transcript

Honestamente, por mim, podem pôr a mala nos meandros da vossa goela. Eu já não vos posso ouvir com essas zanga gigante em relação a tudo e mais alguma coisa que eu considero que beneficio bastante dela no que toca à luta pela igualdade de género e por uma reflexão ativa.

Sobre aquilo que se passa na sociedade, no entanto, eu acho que conjugando uma fome absurda de conteúdo e um fome ao gigante de não fazer parte da onda e também alguma adrenalina e dopamina de estar em cima do acontecimento, de virar hype. Não só não diria que é pelo número de seguidores, mas de de. De de uma sofreguidão de interação, de de conversa, de de estar em palco, de não sei. Parece que estamos viciados em açúcar, em polémica e sempre que existe um assunto que deforma.

De uma forma mais evidente ou outra, se consegue levar para um lado mais polémico, mais mais chocante, mais divergente. Parece que andamos com fominha, parece que andamos com fominha. E é óbvio que o senhor a atirar a merda de um cigarro para o meio de um incêndio. É burro. É burro, principalmente estando a ser filmado, em princípio, aquilo que estava húmido e, portanto, atirando um cigarro não iria. Causar mais nenhum problema, no

entanto, está bem retratado. Sim, o comportamento de um cidadão que não esteja a ser sensível ao quadro e que evidencia maior necessidade de de de civismo, de ensinamento, de conhecimento e também de apoio. Porém, a questão da mala. A questão da mala está me aqui a enervar um bocado, porque é óbvio, e eu não não me fartarei de ressalvar isto que eu estou inscrita nesta sociedade, neste sistema e, portanto, tenho muito machismo, muito patriarcado para

desconstruir. No entanto, se as pessoas que estão a desconstruí la ativamente, às quais agradeço, têm o direito de ter um tom mais arrogante, mais sarcástico, mais inflamado, eu também posso reagir de forma mais inflamada. E eu senti que. Que ainda que a situação do do ministro adjunto, que disse que não sabia quanto tempo é que iria estar no local, dependendo do tempo que demorasse para ser resolvido o assunto, mas que a mulher dele lhe tinha preparado

uma mala para 3 dias, pá eu? É óbvio que quem trabalhe muito esses assuntos e verso muito sobre esses assuntos esteja mais sensível à questão, da mesma maneira como eu gosto de psicologia, estou mais sensível à à questão da das dinâmicas na conversa, nos comportamentos e tudo o resto. No entanto, vamos ter calma com o apito. Por amor de Deus, nós não sabemos efetivamente e isto vai ser óbvia a minha argumentação. Bem sei o que é que se passa na

vida na relação deste casal. Imaginem que a mulher não trabalha e portanto, algo que está acordado entre eles, mesmo que silenciosamente não trabalha por opção e É Ela que gosta e que cuida da casa, poderá estar a fazê lo por causa de um estereótipo. OK, poderá estar AA fazê lo por causa da da da pressão social para o fazer, no entanto, também poderá não estar a fazê lo Ah, mas o que é que ela sabe se está inscrito ou não, certo? O que é que tu sabes?

Isto chega um ponto em que eu sinto que, apesar de ser bastante necessária esta sensibilização, este equilíbrio para conseguirmos evoluir enquanto sociedade, protegermos os direitos e também os deveres da sociedade para ambos os

géneros. Também acho que começa a crescer aqui uma espécie de paternalismo em relação ao sentido crítico da mulher, que eu compreendo que estando mais uma vez inscrita nesta sociedade, possa não estar dotada da do ar, do exemplo necessário para refletir sobre a questão. No entanto, paremos de também de nos desresponsabilizar do papel que nós temos também em fazer com que estas coisas mudem. Se a nossa missão, nós mulheres, é mais complicada, porque temos de questionar o patriarcado, temos.

Temos que nos fazer valer, temos que falar com os homens, temos que nos impor, ainda que isso possa implicar não sermos bem recebidas, não sermos compreendidas e perdermos valor de mercado, certo? É uma luta nossa que temos de fazer e que nos vai saber muito bem. Fazê la também. Agora eu eu sinto que é de um.

É um espasmo. Parece me ser compulsiva esta necessidade constante de apontar o dedo a tudo aquilo que se assemelhe ou que se possa assemelhar eventualmente a um comportamento de machismo machista ou uma afirmação machista, o quer que seja. Agora, eu acho que se se comentasse com o tom de olha, eu não sei como é que é a relação deste senhor em casa. Não sei como é que isto funciona, não sei porque razão é que a mulher lhe fez a mal.

Se se foi porque ele estava muito ocupado e teve que passar em casa e Na Na, na, se é porque ele está com uma tendinite e não consegue fazer a porcaria da mala. Se é porque quando ele faz a mala, a mala vai demasiado pesada e a e a mulher não quer pegar extra de bagagem. Se é porque não sabemos, não fazemos a puta ideia e estar a usar este tipo de situações como uma espécie de Pelourinho para exemplificar discursos, ainda que saudáveis, mas de um tom

militante para tentar. Ir buscar uma igualdade. Eu não acredito que este exemplo seja um exemplo que nos nos entorte por completo as emoções, ao ponto de falarmos de maneira sarcástica. Não sei, não sabemos. Eu acho, eu proteger. Me IA neste tipo de situações. Se quisesse referir me a elas, EEEE. E criar um discurso para as pessoas que me seguem, que me

ouvem, motivador. Eu tentaria que fosse sempre apaziguador, tentaria que fosse usando cuidadosamente a situação como exemplo, mas ressalvando que não tenho conhecimento da da situação em particular. Um bocadinho como os exercícios de matemática é o Pedro foi comprar 6 laranjas? Deixou, desculpem, deixou cair 6 laranjas ao chão. Isto não é o Pedro que deixa cair as laranjas, portanto estamos à vontade. Ninguém vai dizer, Ah, então e o Pedro, quem é que deixou cair as laranjas?

Está ali escrito é, é o Pedro. Não percebi este assunto, acho que meteu um peido cerebral, no entanto, é pá. Eu eu tenho o telefone com som tipo uma vez, 3 em 3 meses. EE é nisto, é neste momento no podcast. No entanto, eu acho que sim, podemos refletir sobre exemplos, mas com empatia, porque da mesma maneira que nós mulheres estamos inscritas nesta sociedade, os homens também estão inscritos

nessa nesta sociedade. E existe, claro, uma corresponsabilidade das mulheres que se permitem estar nesse papel, ainda que não tendo o sentimento crítico, e das mulheres que. Não se permitem estar nesse papel puro sentimento crítico, mas que às vezes eu também penso se não estaremos AA danificar e a prejudicar o equilíbrio de algumas relações por termos 11 receio, uma sensibilidade extra.

E bem, é esta questão da desigualdade entre géneros, porque eu se o Miguel me pedisse para lhe fazer mal, eu faria e nunca veria isso como um papel de género, nunca veria com ele. Está me a pedir porque eu sou mulher, ou se eu gosto de fazer malas, por exemplo, eu gosto muito disso.

Se ele não sabe fazer uma mala, pá, tem todo o direito de não saber fazer uma mala de de a mãe pode nunca lhe ter ensinado também por uma questão de de matriarcado e do patriarcado, sim, mas ensina, se ó pá, não estou. Não estou aí neste, neste tom, confesso, não, não estou. Há muita coisa que tenho de aprender, há muita coisa à qual ainda não sou sensível. Passa aqui por uma questão de evolução e também de me cultivar, sem dúvida alguma.

Eu não estou a par de muito de daquilo, de nada, de nada, eu tendo noção, não sei nada daquilo que se está a passar. Aquilo que eu sei é que quando falam comigo com um determinado tom, eu deixo de querer ouvir, deixo de conseguir ouvir. E passo a estar defensiva. Crio anticorpos. EE. Eu gostava muito que o trabalho que está a ser feito por determinadas pessoas que têm esse lugar de fala, que têm essa inclinação, essa vontade, essa identidade, eu gostava que esse fosse feito com um tom.

Ainda que zangado e preocupado, aliás, não zangado, mas preocupado e construtivo EEEE irrita me se vejamente que estejamos através do pretexto, com o pretexto de criar um mundo melhor, mais igual, estarmos a dividir cada vez mais o discurso, o discurso vigente. Acho que podíamos tentar trabalhar esta argamassa de forma a misturar as coisas.

Pá que chegamos a um ponto de. Ser conversa um ministro adjunto, ter dito que a minha mulher que que me fez a mala para 3 dias, que eu eu até achei honestamente, e isto pode ser um problema meu, discutível. Achei querido ele ter feito a referência como uma espécie de agradecimento. Olha, a minha mulher fez me a mala para para 3 dias por achei querido a Sério. É como se imaginem um jogador de ténis. E dissesse assim, olha, vou estar aqui 3 dias, porque a minha mulher me pôs roupa para 3

dias. Aí se calhar nós pensávamos, Ah, é estrangeiro? Que querido, ele é amoroso. Mas cá parece que estamos à caça da putaria, de uma maneira. Isto é uma reação minha, obviamente, daí estar eu a falar, mas. Mas é algo que que me deixa. Que me deixa para também o outro lado também não estou a curtir. Há muita gente que está a aplidar, essas pessoas que têm esse discurso mais atualizado e mais inflamado sobre as situações de bulis. Eu não sinto que sejam bulis.

Eu sinto que são pessoas que naturalmente sentem as coisas que estão a dizer. Sem dúvida alguma, não acho que pelo menos eu não conheço posing nesse aspeto nunca. Imaginem o Diogo Faro por muito que ele me enerve e já lhe disse que ele me enerva. Não sei se se lembra porque ele tem uma vida mais do que eu ao saber que ele me enerva o tom dele enerva me, mas Eu Acredito que ele viva estas coisas.

Eu não eu, Eu Acredito que o gajo fique mesmo enervadinho com com estas questões e que e que fique extremamente desagradado com esta questão da desigualdade de género. E ainda bem, agora não, não acho que haja haja posting. Acho sim, que temos de ter calma, que temos de ter empatia e que apesar de eu não ser católica, religiosa, não sei quê eu tento reger me por uma não a 100%.

Estou a trabalhar todos os dias nessa coerência, mas tento reger me por uma pauta que nos conduza a uma aproximação e de de de tolerância, de inteligência, e não a uma constante polarização e. E às tantas parece que não digo que seja o caso do Faro ou de quem quer que seja, mas às tantas parece que ao sermos bandeiras Morais de determinados raciocínios, acontecimentos, parece que estamos também a criar um culto da personalidade, assentado na no simbolismo de de

ser a pessoa que transmite o certo e o bem. Isso faz me um bocadinho confusão quando reparo eu, que sou extremamente egocêntrica, com uma carreira hiper egocêntrica, faz me alguma confusão que nos sirvamos, ainda que inconscientemente, destes assuntos sociais para uma espécie de indiretamente, haver um culto em torno da da pessoa, do nome que está a ser utilizado para o bem, sim, mas que também

está a causar danos. Com com a forma zangada como como é feito, todos temos direito à forma, todos temos direito ao feitio, todos temos direito à expressão está certo e utilizei aqui o meu espaço. Rui, eu sei que tenho que gravar, pá. Quem é o Rui? O Rui foi um gajo, um rapaz que eu conheci.

Na atuação no ocs, nos Carvalhos, no Porto, um rapaz que acompanha o meu trabalho e que houve mesmo o podcast regularmente, ao ponto de ter citado o meu episódio gravado no próprio dia nesse dia, e eu disse lhe que gravava um episódio só para ele. Só que, entretanto, tem havido

aqui temas, não é? Tem havido aqui temas EE, este foi mais um Rui, beijinhos e Rui não me lembro, tu já compraste o teu bilhete ou será que estou só a utilizar este momento para fazer uma ponte para a divulgação dos meus próximos espetáculos, dia 16 de outubro, no hard rock?

No ferro comedy Club, assim é que é, no Porto, dia 17, em Braga, numa havi, dia 18, em leiria, dia 25, em Coimbra, os bilhetes estão à venda na ticketline e já agora, dia um de novembro, também em Lisboa, um beijinho e cultivem se na vossa sanidade mental, que é aquilo que eu faço há anos e que nunca terei terminado esse trabalho, mas também nunca julgarei que estará terminado.

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