#167 - Olá, Porto! Cheguei! - podcast episode cover

#167 - Olá, Porto! Cheguei!

Sep 11, 202413 minSeason 2Ep. 167
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Já cá estou, pessoas! E fico cá até Domingo, sempre a actuar que nem uma pessoa que vive disto, mas volto! Volto para o espectáculo a solo dia 16 de Outubro no Ferro. Bilhetes aqui (para Lisboa, Coimbra, Braga e Leiria também): www.linktr.ee/joanagama

Transcript

Não sei se... Estou numa caixa, numa caixa de madeira, que no fundo é isto, é uma caixa que tem uma cama, cama com aquele lençolzinho de hotel que nos faz pensar, pá, porquê que eu não compro desta merda lá para casa?

que tem uma prateleira, é tudo madeira, tudo madeira assim, aquela madeirinha, não sei, não sei, pinho, cerveira, cerveja, eu não sei nomes, pinheiro, manso, hum... carvalho, não sei nomes de madeiras quando se faz assim e é um som mais é cá para lá e não para lá duro pronto, depois tem aqui umas mesinhas eu estou num hotel que é o Zero Box Lodge Zero Box Lodge que é no Portinho Coimbra já fiquei cá várias vezes para fazer stand up

e coisas de género, não aqui dentro mas sim, também atuei lá em cima no no city pá, eu gosto imenso de cá estar porque faz um Além de ser um exercício engraçado, estar num sítio com esta acústica e vocês vão dizer, toma-se a luz natural. Sim, há luz natural lá fora, mas gosto desta imersão, parece-me que algo citadina, asiática, de estar dentro de uma caixa de madeira. Lá fora há um corredor, há elevadores, há uma sauna, há uns tanques de água, há pequeno

almoço, há uma vista incrível. Eu nos stories devo mostrar-vos mais disso. Mas pá, curto estar aqui. E fiz aquilo que faço quando chego aos hotéis logo, imediatamente, que é comecei a arrumar as merdas. Tenho a minha roupinha ali, a minha roupinha ali. Depois, como isto é muito minimalista, não tem armários, não tem nada... Era um macaco. É engraçado que as nossas coisas passam a fazer parte da decoração. É giro. A casa de banho também é toda em microcimento, que eu adoro.

Tem um duche muito sexy, que se eu tivesse vindo com alguém que não é o próprio, provavelmente... Mas não, vim sozinha. Estou no Porto, malta. Não sei se mal tinha. Subscrevam. Estou no Porto. Até domingo vou cá estar. É uma espécie de mini-tour de stand-up que eu estou a fazer.

Quando eu digo stand-up, eu faço essa diferenciação porque stand-up, para mim, ultimamente têm sido atuações entre quinze a trinta minutos de stand-up puro e duro, dentro de uma género, claro, mas em que faço participações de espetáculos de outras pessoas, em que há um alinhamento com vários comediantes. E depois tenho os meus espetáculos a solo, que são o não sei ser, que são o meu estilo também, mas que não encaro como uma noite de

stand-up. Portanto, aqui vou estar a fazer, no Porto até sábado, vou estar a fazer minutos de stand-up em várias noites. Hoje é no Hoje Dia, que é para que vocês não vão ouvir isto hoje, onze de setembro. Vou atuar no Irreverente, na Maia, amanhã no Oaks, na sexta-feira no Goia, estou no sábado no Hard Rock, por isso vou andar por cá. Isto também para vos dizer que, deixem-me só cancelar aqui o vídeo, que eu estou a tentar gravar isto para o iPhone. Parem lá, não precisam de passar

por isto. Então aí vocês agora dizem assim, então agora a gente interrompe aqui o podcast e supostamente vai ter uma aula de masterclass, uma masterclass de podcast em Lisboa, dia vinte e um de setembro e pode saber mais informações falando com ela no Instagram. Sim, mas teve mesmo que ser. E eu não gosto de editar coisas, não é por uma questão de preguiça, mas é porque gosto de mostrar, de haver uma transferência com o público.

Mas estava a dizer, vim aqui ao Porto não só porque, pá, momento para mim... alguns dias para mim, sem Miguel, sem Irene, fazer aqui a rentrée, sempre adorei setembro, depois porque adoro Porto, já estive aqui a investigar coisas para fazer exposições, quero ver e não sei o quê, pá, e sinto, eu sei que isto é muito abimbo de se dizer, mas sinto que estou no estrangeiro, eu sei que é muito abimbo, pá, mas é verdade, vi

já... A cena de vir de comboio, de estar a ver a agenda, de não saber onde é que é o metro, ai migas, o que eu adoro, adoro. Pronto, e como venho em outubro também, dia dezesseis, com o não sei ser, assim deitada, parece que engoli o fígado, com o não sei ser, acho fixe estar esta semana aqui para ler a Malta do Porto, para também publicitar um espetáculo, estou toda cagada nas calças, pá. Isto é do quê? Enfim.

Sabem que hoje vi alemães no comboio e percebi-me que é para lá que vai a roupa que nós doamos. Eu não percebo, supostamente, uma nação tão evoluída, blá, blá, blá, blá, blá, como é que se vestem tão mal? Vestem-se tipo como ao refugio da CIA dos anos noventa. As istpecs que ninguém compra, que estão ali no continente, as últimas, lá mesmo ao fundo, ao pé dos dossiers da Charro. O que é que se passa com os alemães? Porto, muito afixo, estou muito contente por cá estar.

O que é que eu queria falar convosco? Tinha uma ideia bué da afixo, vocês iam ficar, como assim? Como assim ela teve esta ideia? Pá, eu ia dizer, não é? E vocês, foda-se, como é que é, como caralho? Mas agora não me lembro. Por acaso, era o quê? Pá, desculpem, estou toda frita. Eu até pensei, fuga, isto vai ser um tema gigante. Se calhar parto em dois episódios. Bebi ali um galãozinho, não sei o quê. Olhem, filhos, eu posso dizer-vos que a minha filha começa a sexta-feira às aulas.

Vai para uma escola nova. Uma escola que também tem... É uma escola inclusiva, que deviam ser todas, com pessoas portadoras de deficiência auditiva, será assim que se diz.

É uma escola diferente, espero eu, e estou muito entusiasmada com a passagem da quarta classe para o quinto ano dela porque pá, imensas disciplinas, lembram-se quando fizemos essa passagem da primária para, de repente, para a escola a sério, tinha a professora de História e Geografia de Portugal, estive a ouvir no horário, Ciências da Natureza, Música, EVT, ainda se usa EVT ou EV, não sei, depois há estudo acompanhado, pá, há

almoço, coisas que não havia no nosso tempo, há mata que almoça, E apetecia-me reviver isso tudo outra vez. Lembro-me que na altura parecia tudo um bocado complexo, havia matérias que eu não conseguia lidar. História, por exemplo, eu nunca fui boa à história. Parecia que me faltavam as bases. Ah, tenho de ir comprar uma base, por acaso. Faltavam umas bases, no geral, e então tudo aquilo que eu estava a aprender, pá, passava-me ao lado, como se fosse uma nesga de

vento. A minha professora de História também não era incrível. Pelo menos não me sabia cativar. Li o livro, pronto. Dizia, ah, sei que alguém tem dúvidas. Pá, ninguém estava a ouvir. Eu já estava a comer a capa do livro, já estava a mastigar o plástico, a plastificação dos livros. Lembro-me, eu ficava com aquelas bolhinhas todas...

Ainda houve um ano em que eu, em vez de ter os livros com as bolhinhas que ia arrebentando, por acaso a minha mãe era grande da bossa a forrar, sempre foi algo que eu... Não parece uma expressão ótima? Bem, a minha mãe forra, que safar, está sempre na forra. Houve um ano qualquer em que, não sei porquê, foi moda, em vez de forrar os livros com papel transparente, forrava-se com um plástico, mas com um padrão.

Tipo, aqueles padrões que havia dos necessários da loja sempre em festa para as crianças, que havia em azul aos quadrados, a cor de rosa aos quadrados e que dizia Bernardo, Leonor. E então, depois não sabia que livro era que era porque estava tudo forrado, tinha de escrever numa etiqueta, estudo meio, Joana. E só assim é que sabia. Mas estou entusiasmada por ela, pá. Porque a escola onde ela andava era super...

Não era super pequena, calma. Para isso é... É este sítio, este quarto onde eu estou aqui no zero. Zero box loads. Na rua do Ateneu, no Porto. Mas... Era uma escola muito restritiva, só tem até o quarto ano, e esta já tem até o nono, até o décimo, ele vai poder sair e entrar na escola, se não ficava a morar lá dentro, vai ter um cartãozinho para os almoços, um euro e

quarenta e nove. o almoço de uma escola pública, diz-me assim, ah, é barato, calma, é barato, mas nós estamos a pagá-lo duas vezes, porque eu não só pago, estão a perceber ou não? Não só pago para a escola, não sei o quê, quando depois ainda

pago. Mas eu só opino quando vir, a minha filha vai lá, vai-me tirar a fotografia de todos os almoços que tiver, E os almoços que eu achar que são inferiores no que toca à qualidade a um euro e quarenta e nove, eu vou enviar para o e-mail das escolas, dos refeitórios das escolas e vou dizer, amigos, nem pensar, quero os meus um euro de volta, isto é tudo lentilha, só dou quarenta e nove cêntimos para esta merda. E eles dizem, ah, mas ela também comeu alface, filha, devolve a

alface ao senhor. É, ele a devolveria a ela. Estão a dizer-me nada. Atividades extracurriculares. No meu tempo, pá, eu por acaso não sei, andei na pública do... Da primeira classe até à terceira e depois décimo, décimo primeiro e décimo segundo. E não me lembro de haver

atividades extracurriculares. Na escola número dois de Rinchoa acho que não estava forrada a atividades extracurriculares que não fugir de alguns meninos que me queriam apalpar o rabo, mas isso enfim prolongou-se até à faculdade. E nos liceus onde eu andei, que foi no Camões, que é ali ao pé de picôs, no Doueiras, que é ao Eiras, e no Maria Amália Vaz de Carvalho, que é ao pé do Marquês, não me lembro de atividades extracurriculares, lembro-me sim de eu mandar um

tralho em todos os períodos. Sempre, sempre, todos os períodos lá ia a Joana ou estava com ela fisgada, estava numa de não, eu vou dar tudo neste período da educação física, pá, esbarrava-me sempre, sempre, esfolava-me toda e depois começou a hipertímida, tinha de fingir que estava tudo bem, mas a sangrar de todo lado, foi assim que fiquei com narinas, eu de antes não tinha, mas depois caí e fizeram-me uns buraquitos, pá, mas não era nada disto que eu queria falar hoje.

Pronto, filhos, olhem, é muito isto, se estão pelo Porto, venham ver-me, venham ver-me a mim e às minhas colegas, mas acima de tudo reservem o vosso bilhete para dia dezesseis de outubro no ferro, por acaso está a correr bem, obrigada, ferro e ainda por cima ferro com a Madi Club, é uma casa do caraças, o Eduardo Madeira, o Eduardo Madeira.

O Eduardo trata muito bem daquilo, tem escutado todas as semanas, é um privilégio atuar lá, adoro a mística da cena, sei que isto é o que parece que a Ana Rita Clara diria de qualquer restaurante onde fosse, mas se não conhecem o ferro têm de conhecer aqui no Porto. Depois, deixe-me então dizer-vos, dia vinte e sete tenho a primeira atuação em Lisboa desta vaga do Não Sei Ser, então dia dezasseis aqui no Porto no Ferro, dezessete em Braga no Mavi, dia dezoito em

Leiria, na sala Jaime Salazar Pacheco, dia vinte e cinco em Coimbra, dia um de novembro outra vez em Lisboa. Espero ver-vos. Era o quê, pá? Estou tão irritada, cá. Ah, falo disso. Não é na mesma, mas falo disso amanhã. Sobre o reality show Influencers, coreano. Não foi, percebem? É como estar a cantar a garota de Ipanema se estivesse a falar do Brasil. Mas, pronto, é isso. Vou tentar lembrar-me. Foram três minutos a tentar lembrar-me de uma coisa.

Este podcast é qualidade. Este podcast... Ah, era o debate! Foda-se! O debate do Trump e da Kamala. Vocês também não queriam saber, ou queriam? Foda-se, amanhã. Pronto. Pá, desculpem, passou-me. Beijinhos! Até amanhã!

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