Não sei se... O que eu acho engraçado é que vocês acham que é tudo vosso, não é? Entram aqui, não sei quê, lá vem a musiquinha, deixa lá ver o que é que ela diz hoje, como se eu vos devesse conteúdo, como se eu todos os dias agora tivesse de pegar no microfone e dizer, ah, olha que interessante, que coisa, se me sinto pressionada a
fazê-lo, de todos. Se foi um compromisso que eu fiz para aí há um ano, agora vou começar a gravar todos os dias e do qual me arrependo praticamente diariamente. Não, porque me dá muito gosto fazê-lo, inclusive neste destino magnífico de férias onde eu estou presente. Vocês sabem quando gostam tanto de um sítio, ou tanto de um restaurante, ou tanto de uma loja, que não querem dizer a ninguém? Porque acham que depois vai lá toda a gente à parva e ficam sem o bife preferido, ou depois não
conseguem arrendar essa casa. Arrendaram o lugar, nós estamos a fazer o quê? nós estamos a alugar a casa porque toda a gente já alugou as casas pronto, não vou dizer o que é provavelmente irá aparecer nos stories, portanto eu vou-vos dar aqui uma dica é entre o Tejo e Marrocos agora é pensar vejam no Google Maps vejam lá onde é que andou o carrinho satélite Pá, não me sinto pressionada. É um gosto, é um gosto mesmo fazer este podcast. É claro que há dias que não me
apetece. Hoje, por exemplo, quero dizer, estou aqui neste sítio entre o Tejo e Marrocos, acabámos de chegar, estou numa casa lindíssima de dois andares. que tem alguns inconvenientes, nomeadamente, tem uma praia lindíssima, estou com a minha família, parto da minha família, o que é? É para experimentar, ver como é que é, uma vez por ano corre sempre bem, e o que é que, ah, já sei, já sei o que é que vos queria falar, pronto, estava
aqui a engonhar. Agora lembro-me, fiz um story com isso hoje, hoje dia dezessete de outubro de mil novecentos e noventa e oito, em que disse que anda a correr seis quilómetros por dia. De facto, é verdade, isto já me tinha acontecido antes na minha vida, já tinha tido uma fase em que andava a correr todos os dias, mas fumava.
E aí se fumava, portanto, estava a fazer metade do caminho que estou a fazer agora, que era um quilómetro e meio, portanto, se bem se lembram, não, não é um quilómetro e meio, metade de seis é três, fica três quilómetros. Fazia três quilómetros, mas ia com os bofos todos de fora, saíam tanto os bofos que eu demorava mais tempo a apanhar os bofos do que a correr. Tudo ali a apanhar bofos, aí a malta toda, olha, deixou cair mais um bofo, pronto, cá estou
eu, tudo a bofar, a bofar. Deixei de fumar há precisamente um ano, eu lembro-me que estava nesta casa quando estava mesmo de ressaca, ou seja, não tenho noção, estava mesmo intenso na boca, sabem? Sabem? Mas não é isso que eu queria dizer, é, serrava os dentes, doía-me as bochechas de estar a desmamar do hicos, para vocês dizem. Icos. Mas então, pá, tem feito imensa diferença ter deixado de fumar. Não só a nível de orçamento, que... Ai, quando deixas de fumar ganhas imenso dinheiro.
Ok, ganhas ou não gastas. Mil e tal euros por ano. Se era isso que me fazia deixar de fumar, não era. Porque eu era muito boa a fumar. O pessoal... Pronto, eu não queria dizer isto porque acho que me estou a armar um bocado, mas... Mesmo quando eu andava na rua e ia a sítios. Ó Miguel, atende aí a Ângela no telemóvel que eu estou aqui a gravar. Está ali no chão. Amor, tem que ser a Ângela. Ligas de volta como? Se a senhora pode estar a precisar agora a perguntar como é que é do jantar.
Vou ter que me enervar. Para com os tiros, se faz favor. Eu não sei como é que são os vossos parceiros, mas o Miguel descobriu agora um jogo qualquer de telemóvel. Atende lá, se faz favor, a senhora.
Que não interrompe, eu posso estar-lhe a ligar a dizer que me caiu o fígado e o Miguel tem que esperar para marcar golo e joga em rede com os amigos, pá no telefone, isto lembra-me os namorados que eu tive que jogavam CM e FIFA e que ficavam no computador, só que este parece que está apto, que está no telefone e que é só dizer Miguel e ele olha, mas não, depois está ali assim, parece que está a fazer compras, sim. Sempre, a jogar, a marcar golos. Para que é que isto serve para o
currículo? Zero. Se é bom, olha, ganhou, fez um golo. Já podes atender a Ângela? Já, já li de volta. Bem. O que é que eu estava a dizer? Ah, e então deixei de fumar e não sei quê, e a diferença é gigante. E que bem que eu fumava, minhas pessoas. Era aquilo que eu estava a dizer. Eu passava na rua e eu reparava que a malta dava coteladas umas às outras. Coteladas? Cotelada? Cotelada? coteboladas umas às outras e dizem, pá, já viste aquela tipa a fumar?
Eu nunca, mas a gaja faz ao contrário, a gaja expira, porque o cigarro, vocês têm de perceber uma coisa, popularizou-se muito a cena de inspirar o fumo do tabaco, mas a ideia não é essa, a ideia é expirar e depois é que inspiram, que assim puxa mais. Quem fumou cigarros de pó talco sabe que é assim, porque só expirando o cigarro é que vem o fumo e só aí é que parece que
estamos a fumar. Já com cigarros de chocolate, era estúpido se a inspirássemos para o cigarro, ou se inspirássemos porque aquilo era um pedaço de chocolate. Não sei que tivesse furinhos, se calhar fazia bolinhas. E então, assim sendo que corro seis quilómetros, partilhei isso com alguém, acho que foi com uma amiga, é capaz, não gosto de partilhar coisas, mas às vezes partilho. E ela disse-me, ahá, e tens os mamilos a sangrar? Estamos a falar de correr, porque é que estamos a falar dos
meus mamilos? Para quem já tenha sido mãe, falar sobre mamilos sangrentos não é grande novidade. Os mamilos sangram, os mamilos doem, os mamilos às vezes têm covos por cima para melhorarem, existe pomada para o mamilo, existe muita coisa no mamilo. Existe um rio chamado... Exatamente. E eu comecei a pensar, mas como assim? Sangrar dos mamilos? Ah, o não sei quem, o marido dela sangra muito dos mamilos. E eu, ir ver essa merda. É que eu já vi malta a sangrar e
não era dos mamilos. Já vi o outro gajo na cruz e os mamilos estavam em peque. Portanto, passa-se qualquer coisa com o teu marido. Não, é a correr. Aquilo ginja na t-shirt e fica tudo em sangramento. Fica mal passado. E eu, oh... Eu estou a toquejar que é por isso que a malta corre em tronco nu. Eu pensava que era tipo, olha que grosso que eu sou, estou a bronzear, mas é só... Ai, ai, que não quero que os meus mamilos doam. Ai, que não quero os mamilos a sangrar.
Não estava a par desta condição de mamilos sangrentos. Vim a saber também que se deve pôr vaselina nos mamilos. Portanto, se virem alguém a comprar vaseline, que antes era... Pois é, vasenol deixou de ser vasenol, passou a ser vaseline. Não era? Nós pensávamos que Vasenol era o nome. E agora, de repente, se calhar é só Vaseline. Põem Vaseline nos mamilos. Sempre que vocês virem um gajo a passar a correr, está cheio de Vaseline nos mamilos. Cheio. Vocês até sentem o cheiro.
Deixam o fumo de Vaseline. Mas a mim ainda não me aconteceu. Ainda mando aqui grande mamilão. Já sangrei o que tinha a sangrar, meus amigos. As pessoas têm os mamilos invertidos, fiquem a saber que passam a divertidos depois de darem de mamar. Portanto, mamilos a mim já não me fazem a folha, não é preciso vaselina, não é nada. Sinto que é comprar o número abaixo de um cetimarrasco numa loja que tem tudo para o desporto e depois é rezar para que a quesila não fique assada.
Queria dar-vos, portanto, aqui algumas dicas, já que perguntei no Instagram quem é que queria dicas para correr, disse-me quase toda a gente, menos este gajo que é o Mário Sousa, Mário Sousa, estou a ver, toda a gente, toda a gente disse, grandes dicas, este Mário Sousa disse, não, fica-te pela comédia, Mário. É melhor ires descer para ver como é que está o teu carro. Ora, dicas que eu tenho para
quem começa a correr. O primeiro é, devem mesmo investir, se quiserem fazer isto a médio prazo, devem mesmo investir nos ténis de jeito, de corrida. Faz toda a diferença. Eu antes tinha ténis que não eram de corrida e facilmente quando ocorre a primeira lesão ou o primeiro dedo fica fanfo, nós desistimos, o ténis depois continua ali a roçar, portanto investir nos ténis de corrida
vale a pena. Eu comprei uns muito bons da Adidas a sessenta euros e a Adidas tem uns com sola da Continental. Então parece que estou a correr com pneus, que estou, e é por isso também que estou a correr.
Depois, o que é que eu ia dizer? Pá, não sejam abéculas como eu e não comprem calções sem bolsos, correr com o telemóvel na mão é só absurdo, e se forem cheinhos como eu, não se esqueçam que têm coxas a roçar umas das outras, eu acho que o ideal, antes de irmos para aqueles calções à Rosamota, Parece que não há coxa, é tudo só a partir do joelho para baixo. Eu acho que ela tem o joelho nas varilhas e depois é tudo perna,
não há coxa. Antes de irmos para aí, acho que devíamos comprar, pelo menos eu tenho que comprar calções dois em um, aqueles que têm o forrinho em baixo que aperta, aperta, aperta e nada roça. Mais, pá, borrifei para a água, há malta que anda a correr com a água na mão, água que tenha calma, que eu posso beber água quando chegar a casa.
Phones ótimos que não se mexam, aqueles mesmo que é para mesmo enfiar dentro do tímpano, que até vem em forma de cotonete, esses são os ideais, estou a usar agora uns, que até dão para trocar de música só com o toque nos próprios earphones, porquê? Earphones, diz-se, não é? In-ears, earphones... Porquê? Porque qualquer desculpa serve para quebrar a corrida. Ai, agora quer mudar de música, ai, agora quer responder a esta mensagem.
Não há, não há nenhum motivo para saírem do vosso momento de concentração, porque é assim que vale a pena correr, na minha opinião, existe ali uma nuvem de foco, em que estamos a correr, em que o tempo está a passar, o corpo não está a ficar cansado porque estamos neutra, estamos a acertar a passada com a respiração passada e ouvir música e é aí que fica a magia,
não é no início quando é... Não, é quando já estamos ali a meio e para isso não há, ah vou só mandar ver isto da Glovo, deixa-me só mandar uma mensagem, não sei o quê, não há, não há,
portanto o que é que eu faço? Aqui a burguesinha tem um Apple Watch, inicia lá o treino, mete o telefone na bufa lá atrás, vou correr com os fones, não gosto de Papa Roach, passo à frente e calha-me Demis russos, está tudo bem, passa à frente outra vez, quando é uma subida grande, olho para o chão, tento não ver o fim, que é para não pensar, eia, vão-se, não, continuo a olhar para o chão, divirto-me a dizer bom dia às pessoas que correm,
às pessoas das bicicletas, eu acho que estão a fazer batota, portanto, não merecem o meu bom dia, pá, e é... Depois também me apercebi que de antes, quando eu corria, ficava muito a cansar, era um esforço gigante ir correr no dia a seguir. Primeiro porque saía de casa, não é? Tinha um trabalho e, portanto, mexer as pernas cansa. Mas depois porque também não fazia um bom pós-treino e apercebi mesmo que é importante fazer um bom pós-treino porque, não sou especialista, mas
explicando por miúdos é... Os músculos ficam cansados e depois estão assim cheios de sede. Ai, tanta sede que eu tenho de proteína que é para ficar bonzinho. Está bem, proteína, hidratos, que eu preciso de açúcar também, o pós tenho. Então o que é que eu vou fazer? Vou papar, vou tentar papar coisas boas e equilibradas. E é isso que vamos fazer supostamente, mas isto são os pintelhos que eles dizem, até quarenta e cinco minutos depois do treino.
E faz muita diferença, eu ando a mamar ovos que nem louca. E fico sem fome durante imenso tempo. Ovos e fruta. Iogurte. Pronto, no fundo é comer. É comer e correr. E tem sido mesmo muito bom. Isto também porque antes li um livro sobre caminhar de um tipo que é o Frédéric Gros.
Frédéric Gros. que faz um ensaio gigante e uma compilação da postura de vários filósofos e escritores relativamente ao caminhar, que a cabeça funciona de determinada forma, que isso melhora a criatividade, que blá blá blá blá blá blá, e eu tentei juntar o útil ao agradável, não tenho tempo para andar seis quilómetros, tenho mais que fazer, por acaso comecei a andar em vez de correr, Então se eu correr seis quilómetros no meu ritmo, que não é uma das minhas preocupações, o meu principal
objetivo é não parar, é fazer até ao fim não parando, são os seis quilómetros em que o percurso para lá tem mais descidas do que subir, mais subidas e depois engraçado para cá olhar é o contrário é mais subidas e no final fazer a subida é mesmo pá para quê para quê que eu me meto mas depois de superar isso eu não parar eu penso passou maior vem quem quiser quem quiser eu doutorei a toda a gente eu resolvi isso não não instante Portanto, pós-treino muito importante,
tomo também vários suplementos, mas é tudo, fui uma vez à prósis e comprei tudo aquilo que dizia pele e cabelo, é isso que eu ando a tomar no fundo, beber água que eu não bebo porque fazer xixi é uma coisa que faz perder tempo. e é isso são as minhas dicas para começar a correr se quiserem podem deixar nos comentários este podcast especialmente no Spotify quanto tempo é que vai durar esta minha fase eu diria, o que é que tu
achas Miguel? para sempre isso é mentira eu vou tentar que seja para sempre é o meu desejo é o teu desejo Eu diria, tenho a tour, vou fazer uns intervalos, não vou pôr a correr em Coimbra, mas se calhar vou, sei lá. Até novembro, até novembro eu diria, mas estou a comprar calções na Nike, portanto tenho de fazer valer até março. Mas tem sido muito fixe mesmo, faz-me bem à cabeça. Eu sei que nem toda a gente tem este luxo, no entanto, eu hoje
fui correr às sete da manhã. Por isso, acho que, e é uma coisa que não envolve dinheiro, a não ser tipo uns cento euros nos ténis, portanto, aconselho a toda a gente. E é fixe, especialmente porque eu lembro-me que há uns anos andava a fazer terapia, fazia psicanálise duas vezes por semana e me disseram, pá, tu focas-te muito na saúde mental, mas pareces-me enviesada só para a parte da... Da terapia. Ah, mas porquê? Eu sei o que é que eu estou a fazer.
E agora que faço desporto reconheço a importância que isso tem na confiança, na flexibilidade de pensamento, na energia. É um momento em que podemos aproveitar para fazer aqueles quinze minutos de sol, que também mudam imenso a nossa disposição. Esta vertente holística acho que é extremamente importante para o nosso bem-estar no geral. Sim, descobri agora o desporto e estou-vos a fazer um human explaining da importância do
desporto na vossa vida. Mas se por acaso já fizerem terapia, aproveitem e não se esqueçam deste lado físico, que
isto é tudo junto, não é? Se ainda não fizerem terapia e precisarem e tiverem uma vida muito ocupada e precisarem de tempo, por exemplo, para correr e tiverem de compensar com ida para a terapia, façam terapia online, porque não, têm um desconto de vinte por cento num pacote de consultas se se inscreverem na HiWell, uma aplicação recente cá em Portugal em que vocês Não é tipo mercadona em que encontrou a pessoa, não é isso, mas encontra um psicólogo que está
indicadíssimo e louco, está mesmo louco para vos ajudar a melhorar algumas questões. Ele tem acesso ao questionário que preencheram no início, a dizer o que é que querem que melhore na vossa vida e ele pensa, olha, sou muito bom nisto. Sou muito bom nesta questão. Vou ajudar esta pessoa. Portanto, vocês ajudam-se a fazer terapia online. Eu ajudo-vos com um código de desconto de vinte por cento e o link está aqui na descrição do
episódio. E fazer terapia online é engraçado porque é como se fosse uma reunião no Zoom, certo? Mas uma que nos interessa. É bom.
E é bom também depois, sei lá, ter esse momento a meio do dia, ou de manhã, ou à noite, ou quer que seja, que é só para nós e que depois nos mete ali num ambiente mais... introspectivo e é engraçado porque se pode aplicar logo o conhecimento, vocês estão numa reunião em que se estão a queixar, por exemplo, da pessoa com quem moram em casa e o psicólogo diz ok, é isso que está a sentir, tudo bem já experimentou talvez dizer desta maneira vocês saem da consulta e viram-se e outra pessoa, pá e
vocês, ah Oh, isto é magia? Não é magia, é terapia. BAM, HiWell, saquem a aplicação HiWell, usem o desconto e o link que está aqui em baixo, digam que vão da minha parte e têm um desconto de vinte por cento. corram, façam desporto, façam qualquer coisa, pá, a sério que é fixe, juro-vos que é fixe, e nem é só pela questão da aparência, que por acaso estou a curtir o recorte do meu corpo, que geralmente parece um quadradito de chocolate, isso é verdade em vários sentidos.
É mesmo porque vivem mais tempo, têm uma desculpa fixe para sair de casa, apanham sol nas trombas, deixam de ter aquele ar de quem está mortinho ou de quem fuma ganso há anos e se esquece de almoçar e jantar. Portanto, aproveitem. Quanto a nós, olhem, um beijinho e até amanhã.
Diretamente de Tanger. Ah, esperem, esqueci-me de dizer, tenho uma tour em breve, já sabem, não sei se é ao vivo, Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria e Braga, os bilhetes estão à venda na Ticketline, ou então podem ir ao link no meu Instagram, venham ver-me ao vivo. É bué da bom, pá, bué, eixo, olhem, nem digo nada. Música
