#160 - Errus Ortográficus. - podcast episode cover

#160 - Errus Ortográficus.

Aug 16, 202415 minSeason 2Ep. 160
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Episode description

Super snob. Super grammar nazi. Super preconceituosa. Supermercado.

💥NOVA TOUR💥

🎟️ Bilhetes aqui: www.linktr.ee/joanagama

📍Lisboa📍Porto📍Braga📍Leiria📍Coimbra

Transcript

E já foi fixe em tempos só, sup guys! Bom dia! Olá! Como está aí? Hoje vamos falar de... vamos voar eu, não é? De erros de ortografia, no outro dia pus -me a pensar relativamente aos vários preconceitos que tenho na minha cabeça, isto porque os outros têm muitos e portanto eu também devo ter e tenho sim senhor, um deles são os erros de ortografia. Bem mas isto desde sempre, desde sempre sou bastante

anal com isto. Existe uma expressão em inglês para isso que é Grammar Nazi. Nazi é com dois S já agora, tal como Segurança Social, só que estão juntos. É Nasi, como na palavra Pisa também, também é com dois S. Já pinça para as sobrancelhas eu escrevo com o Keto Kwa Kwa. Sabemos que é Keto Kwa Kwa, porque se fosse com C, o A ficaria Kwa Kwa, não é? Ainda bem que é o Keto Kwa Kwa.

Ora, não sei se se lembram do miro, que muitos de vocês lembram -se -ão do miro, que... Mais miro que até do que Messenger de velhos tempos, porque aí falávamos com pessoas que não conhecíamos. Era um servidor, um instant relay, chat, client, acho que era assim que se dizia daí. Miro que o M era de Madalena e nós falávamos com pessoas que não conhecíamos e dava logo para ver, não é? Escrevendo como é que as pessoas

lidavam com o português ou nem por isso. E irritávamos suavejamente, porque eu discrim... E irritávame não na altura, não me irritávame, mas eu discriminava as conversas e às vezes até dava ghost nas conversas quando as pessoas davam erros ortográficos. Eu sentia, julgava, comecendo atrasados, burros, bimbos, saloios... Olha a quantidade de raiva que está aqui completamente

injustificada, completamente, completamente. Mata que escrevia Coentro com U e o que engraçada é que depois da justificação, era sempre uma justificação da Pisa de Gênero, olha, deste um erro e isto não é assim, é assim, primeiro, qual é a necessidade de corrigir, mas eu acho que talvez seja um pouco de solidariedade. E a pessoa dizia, ah, é para ser mais rápido, porque estou na neta. Pá,

amigos, ninguém escreve pior porque está na internet. Eu entendo as abreviaturas e canava muita malta que abreviava palavras aparentemente necessariamente porque não sabia escrevê -las. E aí, até o eslovo, acho rateria e aquela palavra que se diz que é muito portuguesa, que não é saudade, é outra que é o desenrascanso. Aí eu penso, pá, pode não saber escrever, mas é rato. Este gás pode ter um negócio

próprio, nem que seja só para um cliente. Mas eu puse -me a pensar, porque às vezes isso acontece e encontrei aqui algumas razões. Donde é que vem essa questão das abreviaturas? Por exemplo, eu acho que vem de três cítis. O primeiro é o Fundão, que é muito conhecido por isso. E depois, por exemplo, Dantes de Stella é móvel, isto

tem um teclas. Queria... Estou a explicar como se isto fosse há muito tempo, porque eu não sei quantas pessoas é que têm de dois anos a ouvir isto. E então era uma seca do caraças ficar -me com mãos de T -Rex descrever tanto nas SMSs, nos nossos Nokia. Então, mãos de pianista em inciso, que está ali tipo... Tudo assim, cheio de artrosas. E inciso é com T, em inciso. Depois,

haveria outro motivo para também para abreviaturas. Eu tenho ideia, tenho ideia, não tenho certeza que a internet era paga ao período. Sempre adoré essa porra do período. Ou seja, era paga uma vez por mês, faz todo sentido. Mas

que era paga pelo tempo. Então, nós não conheciamos o conceito de dados e achávamos que quanto mais tempo estivéssemos a usar o net, etc. Mais dinheiro gastávamos, o que não deixava de ser verdade, porque mais tempo, mais dado. Mas era completamente diferente. E portanto, gastando mais tempo na internet o que implica gastar mais dinheiro, mais necessidade da abreviatura, que é para ser mais rápido, faz todo sentido. E

ainda outro ser motivo. Que é aquele tal das pessoas que se esquivarem aos erros, aos erros

ortográficos. Eu pensei assim, isto é super injusto, porque estou a discriminar pessoas que não têm tanto jeito para a escrita, ou que não têm tanto conhecimento do português, que talvez não tenham tido oportunidade para o ter, ou que simplesmente não tenham uma parte do cérebro que sirva para isso, mas não entendo que podem ser super boas para outras coisas, só que, a termidade de altura, o

primeiro, o principal meio de comunicação não presencial, passou a ser a escrita. Há pessoas que ainda falam ao telefone, aos voices e não sei o que, mas acho que é muito mais, na minha bolha,

não é? A cita dina, não sei o que, segundo mundo, ou lá o que é, falarmos por escrita, e se é lixado para essas pessoas, que não têm esse talento, não tiveram essa oportunidade, não tiveram esse interesse, de repente, são expostos por completo, relativamente a uma das suas, sei lá, principais

falhas. Se calhar essas pessoas, não têm também algumas... É pá, que horrores, estou a discriminar imenso, não têm consciência que dão alguns erros ortográficos, mas tem que ter, não é? Não sei, porque falam... Mas se calhar, falam também contra as pessoas que não têm... Então isto fica aqui, depois, a casá -lo uns com os outros,

e vão todos para o Mirk, ainda hoje em dia. Eu acho que ainda existe o Mirk, eu acho que sim, mas quem serão as pessoas que ainda lá estão a marinar? Quem serão? Eu ia muito para o canal, o Eiras, Rep, Hip Hop, Líxado Eiras e Légbicas, cada um onde quer estar, e Légbicas

era 95 % homens, como é óbvio. Mas imaginem, é super injusto estarmos a julgar essas pessoas pelos erros ortográficos, porque isso não significa que não sejam excelentes, por exemplo, acho eu, a inteligência emocional, que é aquilo que falta muito nas pessoas que nos rodeiam, e também em nós próprios, que é essa pessoa, se calhar, é super sensata, é incrível, tem uma compaixão a nível da

média, tem outro tipo de inteligências fabulosas, e é como pessoas usarem calças da salsa. Essa pessoa pode ser maravilhosa, mas como está vestida assim, eu não consigo falar comigo e ouvir as costas, não quero se quer privar com uma pessoa que use calças de avar, um beijinho a todos, mas imaginem que agora de repente o mundo mudava e só podíamos comer

aquilo que caçásemos, ok? De repente, os caçadores eram os maiores do mundo, sabiam caçar e não sei o que, a caçar é com 2 S's, mas eu, por exemplo, como é que é? Eu só sei caçar covetes, e o que? Fazia

o que? O globo deixava de entregar coisas, era só um mapa intempo real onde estavam os javelis, sim, é de haver demasiado lost, e obviamente que eu não ia gostar de ser gozada, de ser discriminada pelos caçadores, não ia granda burra, a caçar um javeli com um X -ato, obviamente

que não, não é? Agora, eu não sou obrigada a sentir -me atraída por alguém que dê resortográficos, não sou, da mesma maneira que... isto é tudo tão feio de se dizer, que não sou obrigada a sentir -me atraída por uma pessoa que não tenha um braço só para não a discriminar. É

pá, existem motivos para isso. Por exemplo, as mulheres com mamas maiores, além da sexualização que houve, que há relativamente às mamas, também poderá ter que ver com a questão da amamentação, é de estar em cheias de leite e de haver também aqui uma espécie de regressão, quando eram pequeninos e mamavam nas tetas da mãe, porque se vocês virem bem, a única coisa sexual, para que as

mamas servem na prática servir mesmo, é para as...

exatamente. E então, imagine, de repente, essa... é que nós... eu não sei quem sou as pessoas além dos erros ortográficos, é como que o Sarmarral também foi sempre um grande tirapau para mim, apesar de eu ter tido Meryl, mas malta que use Meryl, ou que use tênis fininhos tipo Azix, acho que isto é ansioso, é que parece um tipo... gás fininhos, gás muito fininhos que andam assim, e depois tinham calças a direito,

mas tênis muito fininhos, parecia que estavam de sapatilha, de balé, e se eu não conseguia, mas calhar essas pessoas até... sei lá, as pessoas que dão erros até podem adorar música clássica. Não, eu acho que não. Eu acho que isso não acontece, sinceramente. E então? E então, ouvir música clássica é sinónimo de inteligência? Como é que... como é que eu, por acaso, acho que sim, e que estava muito... muito

caro relativamente a música clássica. Mas, epá... era aquilo que eu estava a dizer. Eu acho que não sou obrigada a sentir -me atraída por pessoas que cometam erros ortográficos. Primeiro, eu quando estou numa relação, so far, não me sinto atraída por outras pessoas, não sei que a relação já tenha acabado, e aí o meu corpo começa e a minha cabeça começa, e não

que toca, mas isso precisa estar mesmo nas lonas. Eu preciso já de ter um SSR fechado, já de ter as cuequinhas na mala, preciso mesmo que seja já ali o final. Só que... uma pessoa que dê erros, e eu que também dou alguns erros certamente, só que, se calhar, não tenho noção disso, mas é um nível mais... mais aceitável que essas pessoas. Que horror, que horror! Olhem para isto, como é que isto

é... Eu deduzo que não tenha tanto em comum com essas pessoas. Agora, se nos tivermos sempre... agora, agora, se nos tivermos sempre a dar, como pessoas que tenham coisas em comum com nós, que temos menos oportunidade para aprender com a diferença. No entanto, é natural do ser humano termos uma tribo, e a tribo geralmente não é assim tão enclética quanto isso. Minha cabeça está a dar um nó.

O que é que aconteceria se as pessoas que não dão erros ortográficos acasalassem como pessoas que dão erros ortográficos? Não podem ser imigrantes. É mesmo... o que é que acontece a salsa? E como é que era? E, hoje, vi um meme do van der ding, da mãe egípcia, e eu não sei o que... E puse -me a pensar, como é que seria, no tempo de... Pô, como é que estava escrito um livro de história? De civilização egípcia, dar

erros nos hieroglivos. É que eu tive a ver. E há uma letra, agora não sei qual é que é. Acho que era um N, um N -U -M. São iguais. Já na língua gestólica é a mesma coisa. O M são três pernas para baixo e o N tira uma. Agora, em Egípcio, naqueles hieroglifos, era tudo mocho. Era mocho. Eu ainda fui ver se um tinha duas pernas e o tinha uma. Não, é mocho. É só mocho. Não há cá outra coisa que não

mocho. É mocho com uma perna. Com duas? Não, uma perna que os gás nem sequer conseguiam pensar em perspectiva. Era tudo dois D. A grande das burros. Mas era mocho. Imaginei um gajo que, parley -me do mocho, desenha outra perna, que letra fica, quanto é que tinha nos testes. É o se calhar até era criativo, se calhar até era um gajo que punha um bonez

no mocho. Havia bonez durante o Egipto? Ou não, porque entretanto, deixou de existir o Egipto. Havia bonez, punham bonez em mocho. Bom menos. Bom menos na questão do mocho. Não pode ser. Até porque ainda há outra cena que é... A língua está sempre a evoluir. A língua portuguesa e todas as outras está sempre a evoluir e você é esse muito, na utilização comum, no colloquial, na utilização

das pessoas da mesma língua. Portanto, eu sei lá se a maneira de escrever pistas, se passar a ser dois S's, não começa a ser mesmo dois S's, eu prefiro ser de silla, honestamente ser de silla para mim é como se escreve Pissa, mas Pissa com dois S's pode vir a ser a cena. Muita atenção. Portanto, decidam vocês o que querem fazer relativamente a pessoas que não sabem

escrever. Eu sinto mesmo que é um preconceito a minha parte, acho que concordo um bocadinho com ele, mas não tenho orgulho, não tenho orgulho nenhum. E o que é que é do erros? Há erros que eu dava, por exemplo, há erros de pessoa da odislexia de dedo, por exemplo, eu escrevo bastante rápido, não tem claro, agora todos escrevemos, não é? Todos não. E sempre que escrevia colchão,

escrevia colhão. Era uma cena que me acontecia. Parteléria e parteléria é uma coisa que tenho que pensar bastante school, mas isso é outro tipo de erro. Ser de silla para mim o Vó C com o Silla, ainda há pessoas que, é que os telemóveis também já têm autocorrect. Para um gajo, hoje em dia, escrever Vó C com dois S's precisa mesmo de ser arrogante ao ponto de achar

que ele sabe mais de escrita que o telemóvel. E aí estamos esperando um gajo cheio de autoestima e isso também me dá meio palo. Mas é autoestima burra. No entanto, são todos bem -vindos, os que saibam escrever, os que não saibam escrever. Estejam à vontade. Existe toda uma turma ontada para vocês em outubro e novembro. Não digo setembro porque já está escutado, mas outubro tem Porto, Braga, Leiria,

Coimbra e um de novembro Lisboa. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e se conseguirem escrever Ticketline, chegam lá ou então no meu Instagram. Um beijinho e desculpem lá que o sinobismo me concede, mas tinha de partilhar isto com fosco.

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