Ah, como está, princesa? Ai, que príncipe tão lindo! Sai mesmo ao teu avô! Que bom, né? Que bom, porque não lhe ouça, é lisboa, fica um bocadinho vazia, pelos vistos ao garfo também, daquilo que vem nas notícias, o resto do país também calcula que sim, por um lado é bom,
porque não há pessoas, né? Por outro lado, há de ser mau por algum motivo, por causa da cultura das chuvas, por causa das batatas, vocês sabem, quando não chove a batata, pfff, explode e depois fica tudo assim amarfanhado tipo, ovos
rutos, só que é batata. Então, hora, segunda -feira, dia 5 de agosto, era para ter gravado na semana passada, não que eu vos devo alguma explicação, quem mesmo assim, mas tive toda a fanfanhada da garganta, porque estive a trabalhar no Starbucks, a fingir que sou estrangeira, e os gajos do quarto de inglês, ah, de manhã está fresco, a pessoa pensa, ok, está fiche, está fiche, não me
importo, mas ao meio -dia, começa a dar uma ventania, que a minha própria chave não andava ali a balançar de cu de um lado para o, era uma, não sei, era, e vocês, ah, levava -se uma camisola, podia levar uma camisola, mas sempre que eu abria a boca para respirar, ou até mesmo só o nariz, ficava com estalactitos, estalagmitxá, não aconteceu, mas estalactitos, que aquilo é... e eu queria ficar lá, porque
no fundo eu penso, bom, um até é caro, mas o killowote que eu estou aqui a roubar ao Starbucks corta, corta e ficou com a chave na degrassa, portanto não é bem assim, ah, fiquei mesmo, fiquei à velho de rua, àquele velho que gosta de fazer aquela gosma, e de atirar como sou -se para arruar, portanto, não consegui gravar o podcast, foi uma escolha, foi uma, isto sim, foi uma escolha, não
entende, tem coisas para, para vos contar além de ator, já devem estar a paras, vendas em Lisboas estão incríveis, gotamos a primeira data, gotamos amigos, a primeira data, já uma segunda, em novembro, estou aqui a abrir uma cena, que me deixou super feliz, que foi o ar -condicionado do, o quarteiré não dá a propor ar -condicionado, e eu neste momento também não estou cheia de dinheiro para o
fazer, que a altura é só, como estava eu a dizer, em setembro, no porto, em Braga, Leiria, Coimbra e Lisboa, depois novamente, ah, portanto até aí um gajo vai se aguentando, e como não conci para que ar -condicionado, basicamente comprei uma ventoinha na box, que é tipo a vortem do jumbo, que já não é jumbo, é o chan, que é tipo 12€, tipo daquelas, daquelas ventoinhas quase que dá para ligar para o
SB, que faz... O que é que eu fiz? Tensão, extensão, extensão, o gajo ficou com um cordão enorme e colei a ventoinha ao teto do quarto da minha filha, boé, fita cola, daquelas teatras, sabe, mesmo, de bomba, bomba, bomba, tem demasiada fita cola ali, parece claramente que está a morar dentro de um palco, mas este palco é a vida e todos nós, e então consegui fazer com camiuda, não tivesse
afrontamentos durante a noite, por uma questão de fortíssima, mas também de Michael Guy Verisse, que
orgulho muito destas pequenas soluções. Estava a dizer, faz então, tem coisas para vos contar, além da tour que estamos a vender muito bem em Lisboa e bilhetes que podem comprar na Ticketline, ou então no link de meu perfil, quero também agradecer todas as partilhas que vocês têm feito dos reels que eu vou pondo, mais virão, e tinha também para vos contar uma espécie de observação que eu fiz
esta semana, que eu quero já ter partilhado com vosco, no entanto, porém as coisas vão se sedimentando,
que é a vontade ou necessidade de discutir. Eu confesso que desde muito novo, que adoro argumentar e eu revejo isso na minha filha, que é qualquer coisa mais absoluta ou mais geral que eu diga, que outra pessoa diga, eu tenho sempre necessidade de rebater para me divertir, para me divertir, para haver aquele confronto, para xics partir -se, também para que em conjunto nos aproximemos um bocadinho
mais daquilo que poderá ser chamada a realidade ou a verdade, mas gosto, gosto desse debate, gosto desse debate de ideias mesmo que às vezes tenho a dir contra as minhas próprias ideias para criar uma conversa mais interessante. No entanto, eu nunca me identifiquei com a putaria, não nesse sentido neste que é a malta estar de repente aos berros a discutir coisas. Eu
nunca consegui perceber isso. Houve uma vez há uns anos fui passar férias com uma amiga e também com outra malta e às tantas estávamos num debate, estavam, eu estava a ver, estava num debate aberto para a vida, que essa expressão também em si
é bastante discutível, e estavam aos berros. Aos berros, eu percebo que seja um assunto forte que nos envolve a todos emocionalmente, no entanto, eu pergunto nessas circunstâncias qual é o intuito dessas conversas, se é servir a tentativa de mudança da opinião de outra pessoa, devido que o façamos aos berros, isso é bater na outra pessoa e dizer, gosta de mim, gosta de mim, já gostas de mim,
então passa a gostar imediatamente. Se é para aprenderem mais sobre a opinião do outro, a sustentação, também não me parece que vá acontecer. Portanto, é para quê? Por que as pessoas gritam nas discussões? Porque eu sei que às vezes é difícil não adotarmos o tom que a outra pessoa está a ter. Eu às vezes já o fiz uma vez ou outra no passado do ano, que é também para... é tipo, como é que eu vos ai de explicar? É
animal, não é? Que é... Pá, já percebi que te apetece a andar apatada, toma lá uma para perceberes que daqui também não levas, ou que levas neste caso. Mas faz -me confusão como é que as pessoas entram nesse espírito automático mais primitivo e animal numa suposta troca de ideias, quando em princípio o objetivo será ser positivo
ou produtivo. E aquele torna -se num momento, como me parece, meio Fight Club, que é a tuz a andar a tareias, que era assim uma cena mais mais macha, para perceber assim mais que a gente, não é? Porque não sei o que é, o racismo, o aborto e tés um parulho, eu não sei, eu não consigo compreender isso. Não gosto, faz -me mal estar nesses momentos e confesso
que nem tenho capacidade para tal. Eu até me gavo de ter alguma rapidez de raciocínio, mas a quando de um sentimento de maior insegurança física, ainda que não sejas justificável, ou por ando uma situação que não me parece produtiva, a minha cabeça pensa, eu não estou a equipar -me o riso, se isto é arrogante, é arrogante, porém será esta minha peixatura resultante de anos e anos de terapia
e portanto terei eu alcançado um ponto em que consigo ver estas coisas do lado fora e pensar, é, por amor de Deus, será isto um senobismo alto ao imposto do género, por amor de Deus, não vamos ser como eles e portanto não dar ao luxo de desfrutar de uma
bela discussão primária goriolática? Será eu apenas uma pessoa que não se sinto confortável com a alteração de tons de voz e portanto há mínima subida de tom de voz ou quando pessoas estão a discutir de forma mais apaixonada, fique tão perturbada ao ponto de me defender da minha incapacidade de participar, dizendo e distanciando -me que não faço parte desse cenário e que não me
parece produtivo, que é para não me sentir incluída de forma desculpada? O que é isto? O que é facto? É que eu não tolero tons agressivos, não tolero. Não sei, objetivamente, qual é que é, a partir de que ponto é que é um tom
agressivo ou não? Factualmente, não sei se existe uma escala de gravidade de tom, mas eu sinto que se eu estiver a falar com uma pessoa que goste de mim ou de quem eu goste, se a pessoa me conhecer e vir que estou a ficar perturbada ou se eu verbalizar que estou a ficar perturbada, independentemente de ser razoável ou não para a pessoa que está a falar naquele tom, tem que se adaptar ao meu estado.
Agora, supostamente, falar -me sobre o assunto e a pessoa dizer olha que eu nem senti que estivesse, não sei o que, eu posso já conhecer -me e dar um desconto, dizer assim, Joana, estou
realmente a atenção. Estou às vezes também, sabes que é uma sensibilidade tua, a relação com os tons de voz, há muitas pessoas que... portanto respira fundo, mas ainda bem que partilhas, ainda bem que se adaptaram aos dois, mas eu não lido bem
com isso. Porém, tenho uma amiga psicóloga, quando a filha dela era mais nova, ela estava super atenta com tudo aquilo que fazia com a filha, por vários motivos e nunca mudava o tom de voz com a filha. Se tivesse a filha a fazer o que fosse, imagina, ia fumar lá fora, sei lá, a tirar pelos do nariz do pai com lanças -chamas, qualquer coisa, ela dizia, então, Souza, não faças
isso, isso não é indicado, pois não. Até que eu lhe disse, não me leves a mal, mas isto parece -me que está esdrunfada a falar com a criança e talvez assim a criança não se aperceba da gravidade das circunstâncias, porque não existe modelagem do tom. Isso é uma coisa que eu vou
pensar, muito obrigada. Então às vezes fica aqui, num ponto de, será que é necessário haver uma tolerância maior esta diferença de tons a falar, porque é indicador dos sentimentos das pessoas que estão a falar e é bom que elas transpareçam essas emoções, será que sou demasiado sensível estas questões e tenho de trabalhar e dar uma margem à minha sensibilidade, ainda que me faça de sentir desconfortável, porque não
estou na norma daquilo que é considerado, lá está normal? O que é isto? E obviamente que aqui contribuo sempre para isto, não é? Nossa perspectiva da realidade vem sempre sobre o nosso interior, o nosso interior das nossas experiências passadas, também genética, não é? Mas eu associo estas subidas de tom a fraca inteligência emocional ou a uma fase da
vida menos equilibrada. Gostava de saber o que vocês acham disto, porque de certeza que há alguém a ouvir este podcast que seja uma pessoa muito apaixonada quando fala, é para, olha, isto sobe e eu não consigo controlar, e até faz cena disso, é não para, sou muito apaixonada, eu falo mesmo assim, pois há outra que eu acho muito mal, gente, nós realmente sofremos muito com estas
pessoas que parecem precisam de falar alto para serem ouvidas. Quero, quero, quero, genuinamente saber, saber a vossa opinião. Eu tenho problemas em gritar, eu não consigo gritar, não consigo. Acho, e depois há aqui várias questões que tive muitos berros durante a minha infância e a delocência, e portanto eu acho também que gritar, que cria um clima de medo, autoritarismo, que parece vir de uma pessoa que não tem justificação
para as suas ações. Portanto, gostava de saber, gostava de saber, este episódio está uma seca, não sei, não sei, não sei o que vocês querem, o que querem, esses eventil. Há um ano que não fumo praticamente, daí o fumar da apacada, agora esses eventil. Isso já esteve mais difícil, mas também já esteve mais fácil, seja como for. Acompanhem -me, venham não fumar um cigarro, apalm, vocês também
comem plástico, vez em quando. Pará lá, aqui um bocado numa tampa, estou no quarto da Irã, depois na boca e agora em engasgante, engasgante. Desculpem, vou só parar, que é panão. Venham não fumar um cigarro comigo, Lisboa, um de novembro é freado, eu sei,
mas pá, né? Pronto, tem também dia 16 de outubro no Porto, 19 de outubro em Braga, dia 20, em Leiria, depois dia 25 em Coimbra, portanto aparecem locais à venda nos bilhetes habituais e até amanhã, beijinhos. Quero mesmo saber a vossa opinião, comentem aqui no podcast, dêem estrelinhas, façam estrelinhas e beijinhos.
