#146 - Então, mas deixa-se de gostar de pessoas, afinal? - podcast episode cover

#146 - Então, mas deixa-se de gostar de pessoas, afinal?

Jul 09, 202413 minSeason 2Ep. 147
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Não fazia a mínima ideia... A sério! Juro! Mindinho com mindinho - se tiverem.


💥NOVA TOUR💥

🎟️ Bilhetes: ⁠⁠⁠www.linktr.ee/joanagama⁠⁠⁠

📍Lisboa - 27 de Setembro - Lisboa Comedy Club

📍Porto - 16 de Outubro - Ferro Comedy Club

📍Braga - 17 de Outubro - RUM by Mavy

📍Leiria - 18 de Outubro - Sala Jaime Salazar Sampaio

📍Coimbra - 25 de Outubro - Grémio Operário de Coimbra

Transcript

Bomel Osaka, o cheiro dolara Sim, o sentimento. Também eu me armo em esperta e vou consultar o site da Peach Fork. Isto porque acho que o Spotify tem aquela cena de nos dar coisas do... Pronto, tem o algoritmo, não é? Portanto, sugere -nos coisas que nós, em princípio, vamos gostar, mas nem sempre assim, não é? Eu não quero estar ouvindo Shakira Astuano. Portanto, a Peach Fork é como se

fosse uma referência. É um site de pessoas muito entendidas em música que apresentam os álbuns, que apresentam os álbuns, os melhores álbuns, quando é que saem novas músicas, novas artistas. E é interessante porque vamos pacientes estilo em estilo, vamos odiando coisas. Por exemplo, o último álbum da Lana de Roy... É? Foi um bocadinho? E assim parece que trabalhamos todos na Antenna 3, o que

é ficha? Acabamos de ouvir Norma Winston, Outpost of Dreams, que eu não faço puta ideia quem é. Podia fingir, podia ter ido à Wikipedia e ver... Eu vou ver aqui coisas de Norma Winston para dizer às pessoas e para ser grande e entendida, mas nunca, por causa disso, nunca foi uma coisa que me abtecesse a fazer. Nunca precisei ou também nunca consegui, porque nunca senti que tivesse maior cultura do que as outras pessoas.

Aqui se fosse uma coisa que fizesse parte, no entanto, posso dizer -vos, imagine ao contrário. Acabaram de ouvir Norma Winston, Norma Anne Winston. Ela que é uma cantora jazz,

tem uma carreira que já dura mais de 50 anos. Ela é mais conhecida pelas improvisações no jazz, os músicos com que ela já trabalhou, por exemplo, Michael Garrick, John Serman, Grande John Serman, Michael Gibbs, Michael Westbrook e também, por exemplo, pianista John Taylor, que todos nós mesmo muito conhecemos e que é o ex -marido dela. Não é fácil hoje em dia com a internet. Parecemos

todos entendidos em qualquer coisa. Desculpe, é muito cedo. São 7 e meia. São 7 e meia, 6 e meia nos assores, estarei com soldados da rádio. Já ontem fui pesquisar, existe um fórum só de pessoas da rádio, que é o fórum ondas da rádio, onde muitas pessoas ligadas à rádio, tanto regionais como audiais, como nacionais vão comentar coisas, pessoas ligadas imitialmente a isso.

Descobri -se, foram há muitos, muitos anos, quando trabalhava na mega FM na altura e ontem fui pesquisar aquilo que faço sempre, porque põe o João na gama e vejo o que é. Não havia nada. Não havia nada de novo. Eu não sei se me identifico como locutora, eu fiquei bastante entesiasmada por... Foi aqui que falei sobre isso ontem, por saber que sabia andar nisso. Agora estão todos a bossejar, não

é? Estão todos a bossejar. Por saber que sabia ainda andar nisso da rádio, que ainda conseguia conduzir emissões sozinhas, mas porque não? A não ser que tivesse um AVC a fazer rádio, não é? Não é muito complicado aqui honestamente. Pelo menos para mim. Como vocês veem é falar e dizer merdas e pesquisar merdas, que é para não estar a

dizer merdas sem merdas e portanto dizer merdas. Não sei se estou num mundo certo para vos falar da turma, assim, meio a de preuas, mas venham ter um momento divertido comigo, primeiro não bossejar em palco, a turma começa em setembro, dia 27 de setembro em Lisboa, 16 de outubro no Porto, 19 de outubro em Braga, no Mavi, 18 de outubro em Leiria, e 25 de outubro em Coimbra. Os

bilhetes estão a venda na Ticketline, não se quiserem que seja ainda mais simples, podem passar pelo link que está em uma profil. Ora, ontem tem um dia complicado, acordei com vontade de chorar, mas não sabia por que, então puse em causa que fosse a doença, a doença que eu tenho, a bibloridade, que era de género, olha pronto, estou num dia mau em que isto não tem estímulo

nenhum e portanto só não abtece de chorar. Não entendo, depois tive uma consulta com o psicólogo e lá consegui descobrir qualquer coisa, porque ter consultas psicologias é fixe, não só para percebermos o passado, para interpretarmos o presente, mas também para nos lixar a cabeça do aquilo que

aconteceu ontem. Eu descobri que, afinal, isto parece uma descoberta muito estúpida, muito básica, e parte do interesse da minha cabeça é que tenho muitos raciocínios ainda, infantis, que tenho de descontruir muitos coping mechanisms que tenho de descontruir, ou seja, raciocínios que arranjei durante a minha infância e a delocência para me preservar, para não ter vontade de me matar, e que agora que estou num

sítio mais seguro, posso olhar, é tipo a Xuxa, posso olhar para ela e pensar, não preciso de Xuxa, portanto vamos lá ver como é que isto é sem

Xuxa. E uma das coisas que descobriu ontem, e como deixou mesmo muito, muito abandonada, que era giro que se usassem outras frutas com esta nananada, a tangerinada, a mamamada, papai azada, foi que nós às vezes gostamos e não gostamos das pessoas, que é possível, eu sei, eu sei, isto é ridículo, mas que gostar das pessoas tem dias, mesmo numa relação, seja familiar ou não, existe o vinculo, que é aquilo que se costuma

dizer, mas é minha filha, gostaria dela para sempre, mas que poderá não haver, ou que poderá até ser uma invenção do ser humano como um instinto maternal, qualquer coisa, aliás devem estar ligados, mas que

existe depois o gostar. E eu não fazia a minha ideia, porque o gostar para mim sempre foi, além de ser humana -nicidade, ou seja, nunca pusem, em causa -se que gostava ou não de uma pessoa, porque a minha prioridade era ser gostada e, portanto, transformava -se numa tarefa, manter outra pessoa interessada por mim, estar a tentar isso, e o eu gostar ou não de uma pessoa, teria de chegar a límites muito grandes de

toxicidade e de ansiedade para ser de uma relação, mas ainda assim, ainda assim, nunca me tinha questionado se gostava dessa pessoa, ou não, é só, pronto, isto já faz mal, só para verem o meu

automatismo. Mas afinal existe isto, existe esta coisa do a fase em que costo mais de ti, a fase em que costo menos de ti, para isto para mim mudou por completo o meu mundo, você está pensando, mas acho que é meia, é meia, é meia, porque nunca imaginei, nem nunca da liberdade que isso acontecesse, nunca pensei que se pudesse costar mais ou menos de um filho com as suas semanas, aos meses,

aos anos, tudo bem que existem fases mais fáceis e mais difíceis, mas eu encaro isso com

naturalidade. Eu não estou em nao de ser a minha forma de não pensar sobre o assunto, não é isso, até porque engraçado como universo nos provoca esse tipo de pensamento sobre várias vertentes, ou seja, antes de ontem esse pensamento surgiu e depois no dia a seguir houve uma conversa com outra pessoa que também valido isso de nada, nem fui eu a começar

a conversa. E isto deixou -me assim, pá, deixe -me com medo, então as pessoas podem gostar e não gostar de mim, essa ambiguidade, isso é muito chato, deixa -me aflita, e eu também posso gostar e não gostar das pessoas, então é assim, isso dá -me trabalho, mas isso é muito duro ou não? Não isolem isto só para pôr no telefone, mas isso é muito duro ou não? Assim é chato? Não.

Pai, isso é tão esquisito, porque a meu ver, pois ainda por cima as pessoas vão se conhecendo com o tempo, houve um escritor qualquer, não sei se o olho palco ele ou não, que disse, ou o saramago, é mesmo a merda, que disse, eu amo a minha mulher, mas tenho amado todas as mulheres que ela tem sido pelo caminho, ou seja, que nós estamos sempre a mudar e que temos liberdade de gostar da pessoa, não

gostar da pessoa com santa mudanças que ela tem. Pois, mas eu nunca vi as coisas assim. Vi sempre com, pá, estamos juntos, estamos juntos, é o que é? Vamos, siga. O que tem as pessoas é vantagens, a atenção torna -me bastante resiliente, por outro lado, é lixado, porque não me questionando sobre isso, não me dou liberdade de tomar decisões. Não

feito atenção. E é verdade que tem alguns amigos, lá está, se calhar é, se calhar já não gosto deles. Pai, isso parece -me tão bruto, parece o final de uma atuação no talent show. Bom, amiguinho, é assim, não foi suficiente e estava lá na praça. Sei lá, isto é tão bruto. Mas, eu fiquei, ontem fiquei mesmo, pá, parecia que tinha levado com um taco na cabeça, o Kikwizote, anda a fazer uns rills,

anda a passar, não sei. E, no outro dia deu como burrito na cara, assim, duas vezes, e disse, quanto, as saudades do teu ex, ou quanto, tudo faz lembrar do teu ex. Admiro imensa a forma como ela está a criar conteúdo, é interessante. E depois, tenho -me percebido que minha vida está um bocado secante, daí, estes episódios de podcast não serem tão dinâmicos que estava de descontar mais

coisas. Portanto, nos próximos tempos, até aproveitando as férias de verão, vou tentar tornar -me uma pessoa mais interessante, até porque agora tenho medo que vocês deixem de gostar de mim. Hoje, vou amessar com um colega comediante que gosto muito da personalidade dele, parece uma pessoa muito interessante e, por isso, terei mais conteúdo em breve para vos falar. Ou seja, vou chuchar calma a vida desta pessoa para

acrescentar conteúdo à minha. É isto, é isto que toda a gente faz, é isto, é assim que funciona, é sair de casa e estar com pessoas, não é? É isto, que é para saber merdas e dizer merdas e ouvir merdas. Estamos se dizer merdas, ouvir merdas e dizer merdas. Tive

um sonho de exquisito hoje. Graças a que nós achamos que às vezes temos as coisas resolvidas na nossa cabeça, nomeadamente a relação que tem com a minha mãe, mas depois nos sonhos, ainda me surge ali vontade de espancar, vontade de gritar, vontade de... mas estou tranquila pelos vistos, não. E vocês, como é que vão os vossos traumas? Gostava de falar mais com vocês,

gostava de vos ouvir, de vos ouvir. Mas há várias formas aqui, podem comentar no episódio, no Spotify, todos os comentários que são estúpidos, eu apago, porque não vou, no outro dia fiz aquele episódio das Crianças Musicais em que... foi mais, foi mais, às vezes é que pode ser uma merda, não sei o que é, mas não devia ter dito. E tive que comentar, ah, é um nojo de person, não

tenho razão, mas afinalmente não vou publicar. E podem comentar aí no Spotify, e depois tenho também um daqueles canais no Instagram, que no meu caso chama -se Não Sei Ser, onde está para aí um capa de malta, e que dá para eu pôr coisas e para vocês responderem, por isso já é ficha. E depois, claro, podem enviar DMs, que em princípio eu responderei, que já percebi que é uma cena ficha,

falar e receber, falar e receber. Vou atuar no live, no dia 13 estou aqui toda fã, porque com isso há uma coisa que me deixa muito nervosa, se quiser falarmos sobre isso amanhã, pode ser? Beijinhos e tenham um dia... ok.

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