#138 - Fui polarizada no Despolariza. - podcast episode cover

#138 - Fui polarizada no Despolariza.

Jun 18, 202415 minSeason 2Ep. 138
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Episode description

Mas ainda bem que faço terapia 😏

Façam vocês também! Aproveitem a app HiWell (saquem aqui: https://hiwell.app/joanagama- )

com o código de desconto joana15. Este não dá para prota, mas dá para uma cabeça mais saudável :)


Hoje (18/6/24) é o último espectáculo desta leva do Não Sei Ser. É em Lisboa no Lisboa Comedy Club. Última meia dúzia de bilhetes aqui: www.linktr.ee/joanagama


Vejam o episódio todo do Despolariza comigo (e/ou conheçam o projecto do Tiago Magalhães - muito interessante), aqui:

https://tinyurl.com/jj7zec99


Em breve, mais datas de stand-up :) <3

Transcript

Hey, fui cancelada por Malta, que tem ADHD. E eu digo ADHD, não é para me armar ao cocurruto, é porque todas as séries, inicialmente antes de se falar tanto sobre ADHD em Portugal, eram inglesas ou americanas e portanto foi assim que me ficou na cabeça. Aliás, eu nem sei transtorno de déficit de atenção e operatividade, será? Não é ser cancelada, isso do que é ser cancelado ou não

merece muita atenção. Muita atenção, muito cuidado. Mas fui entrevistada pelo Tomás Doutes Polariza, que é interessante porque a personalidade dele é bastante polarizadora. Sempre que eu falo com alguém sobre ele ou que vem falar sobre ele comigo, sempre que alguém me dá opinião sobre ele, é sempre muito assertiva ou então uma amiga minha diz, não sei

bem o que é que é de pensar nels. Por um lado, acho que existe aqui uma confusão do Doutes Polariza ser um projeto que pretende falar sobre vários assuntos de perspectivas diferentes e achar -se que o apresentador tem de ser uma pessoa imparcial nos

assuntos. E ele é bastante assertivo nas coisas que pensa, acho o ótimo entrevistador e depois existe aqui outra questão que é para promover o projeto e mesmo para o projeto funcionar, tem de isolar clipes para o Instagram e, como é óbvio, para fazer uma boa promoção, uma boa promoção não, uma promoção, uma comunicação do projeto, há que selecionar clipes que digam algo às pessoas e

que façam com que elas assintam coisas. E obviamente vai -se buscar, naturalmente, coisas mais agudas que se tenham dito, mais polêmicas, eu não acho que sejam polêmicas, mas que tende dencialmente polêmicas se forem parar as pessoas certas. E foi o que aconteceu com o clipe meu onde esse cara

passa aqui um cherte. Fui diagnosticada de bipolar recentemente, seria, sei lá, foi quando acabou o cycle, 4 anos, alguma coisa assim, e eu acredito que é ver nos diagnósticos, no sentido em que deu muito jeito de receber esse diagnóstico porque... Está na moda? Não, o ADHD é que está, meu, eu sinto mal agora por não ter a ADHD, é toda a

gente tem, porque que eu não tenho? Não que pareça insensível, mas também sinto que hoje em dia toda a gente acha que tem. Sim, é isso, toda a gente tem, também é fixe de ser especial e eu senti isso. Sim, e a tecnologia é constantemente a requear o

nosso ser, para conseguir a nossa atenção. Completamente, completamente, e a falta de amor que nós tivemos em crianças faz com que nós queiramos ser especiais e os diagnósticos comprem muito essa funcionalidade. Mas no meu caso, o dia de nós ter que ter um mesmo muito jeito, porque como fez

sentir menos doente. Ah, ok, existe uma etiqueta para isto, não sei o que estou a inventar, que sou maluca, não sou eu que estou a exagerar, não sou eu que invento merdas, ok, existe mesmo um determinado grupo de pessoas dentro de um espétro que tem mais ou menos as mesmas sensações do que eu, e isso fez -me

sentir vista, foi fenomenal. Ok, então, eu, como pessoa não afetada por aquilo que disse, não vejo nada de errado aqui, mas entendo que as pessoas que sejam sensíveis a este assunto do, do, do TDAH, tenham sentido maltratadas por eu ter dito que é um diagnóstico que está na moda. Aliás, eu nem disse um diagnóstico, eu disse que parece que toda a gente

tem, ou que toda a gente tem. Isto porque nas redes sociais, pelo menos aquilo que me calha nos, nos rails, o Tik Tok eu não uso muito, está toda a gente a dizer sintomas de ADHD, como é que eu descobri que era, o meu ADHD, e depois à minha volta existe efetivamente cada vez mais gente com, com esse diagnóstico. E portanto, isto faz -me mesmo sentir vontade de encontrar a ADHD em mim, a gente

sou eu? Será que eu tenho ADHD? Aliás, eu olho para a minha filha e penso, e o argumento destas pessoas é, estás a desvalorizar um diagnóstico, estás a fazer com que nós sejamos vistos como pessoas que não têm legitimidade para ter tido este, este, este diagnóstico ou que nossa vida não custa, e

não era nada disso que eu queria dizer. Estava apenas a dizer que acho, eu acho que é efetivamente muita gente que acha que tem ADHD e que não tem. Porque, lá está, eu não estou a dizer que quem tem não tem. Eu estou a dizer que acho que há muita gente que quer ter e que não tem. E essas pessoas não são as

pessoas diagnosticadas com isso. As pessoas que, ai, eu, se calhar, tenho aqui um bocado disto, um bocado daquilo, se calho um bocado no espétero. Existem estas pessoas, essas pessoas sim que desvalorizam. A importância desta, desta doença, a gravidade desta doença, o desconforto, a tristeza, até algumas tendências menos saudáveis

para desistir de viver e tudo o resto. Agora, o que eu acho interessante discutir depois de ter formalmente colocado o meu pedido de desculpas no post porque efetivamente falei de uma forma pouco sensível relativamente ao assunto e acho que poderia ter

antecipado um pouco as reações. O que é que ao longo da entrevista eu fui expondo a minha personalidade e percebe -se o meu tom e, portanto, chegando a essa altura, alguém já conseguiria deduzir o que é que eu queria dizer, especialmente ouvindo a entrevista na Integra, sem aquele clipping que foi feito pelo Tomás para o

Real, dá para perceber o contexto. Então, pedido desculpas por isso, porque ainda assim eu podia ter sido mais sensível dizer não são todos, aquilo que eu quero dizer é não sei que é, só que eu utilizei uma perspectiva mais humorística e, portanto, mais insensível relativamente ao assunto e percebo que pessoas que estejam a passar por um péssimo bocado por causa disso, que se tenham

sentido magoadas e que tenham sentido que eu não tenha feito um favor à comunidade e, portanto, pedi as minhas desculpas. No entanto, achei interessante abordar esta questão do cancelamento online e dos comentários em catadupa, uma espécie de... É normal sermos reactivos quando alguma coisa nos afeta e, especialmente quando a nossa perspectiva

já está atoldada, não é? Por comentários anteriores ou por ser um assunto que já seja repetidamente abordado de forma insensível, é normal que não pensemos muito no assunto, não é? No entanto, é pá, este vídeo está a ter demasiadas visualizações. Gosto de pensar também que é por eu ter assumido que tive um diagnóstico e que esse diagnóstico me dá jeito. Me dá jeito no sentido, não é de me fazer sentido

especial, mas de me sentir vista, como eu disse. E então as pessoas começaram a dizer que só o meu diagnóstico é que é bom, os outros não. E não era nada disto que eu queria dizer. E é interessante como funcionamos cada vez mais assim, não é? Retiramos conclusões das gordas e... literalmente também. E depois também não nos damos ao trabalho de ver o

resto. Coisa que eu não abomino, porque eu acho que há muito mais do que andar a ver entrevistas de uma hora e meia das pessoas sobre isso e acho natural que se tenha essa reação. E acho que parte do sucesso da minha meterapia ao longo dos anos é isto, é saber encaixar a reação das pessoas, saber ter empatia pelas pessoas. E obviamente não vou dizer que isto me alegrou o dia

de todo, exatamente por causa da empatia. Deixou -me um bocado em raio -vestida, gente, para 15 justiça do caraças, ainda percebi -o que sou bastante verbal relativamente a isto da saúde mental. Até

tenho um código, até tenho um código, né? A verdade é esta, não tenho um código na Raio -El, tenho sim senhoras, vana 15, vana 15 tem 15 % de desconto em consultas que vocês marcam através desta aplicação com especialistas em saúde mental em que no início podem escolher o que é que mais vos preocupa ou aquilo que querem melhorar a vocês e depois são recaminhados para psicólogos que vos consigam ajudar de

forma mais eficaz nisso. Minha cabeça está um bocado cá, não está, está assim. E portanto, Joana 15, Raio -El, saquem a aplicação, o link está ali na descrição, saquem muito, porque assim eles pensam assim, bem, vamos continuar a patrocinar o programa da Joana e assim continua a fazer programas também. Eu já fazia, eu não sei,

patrocinar. Mas eu achei um bocado injusto e apeticei -me sacar daquela cartada, vocês sabem lá quem é que eu sou, não no sentido de, aham, mas eu sei que, ah, foda -se, anda há que tempos a usar o público para me fazer sentir mais saudável para estar a falar de saúde mental, mas sou uma pessoa que defende mesmo a terapia que reconheça a importância da saúde mental e portanto senti -me perfeitamente

injustiçada. Mas graças à terapia consegui então empatizar com a malta, consegui perceber o fenômeno que estava a acontecer, consegui até perceber a pertinência de publicar um cheiro de aqueles. O que eu já não consegui entender muito bem foram as pessoas que disseram que este tipo de clipes que fazia mal à comunidade e que inclusive podia reforçar a vontade de suicídio de algumas pessoas com esse diagnóstico e depois terem

feito um novo real com meu real lá incluído. Isso achei um bocadinho, não compreendi tão bem, não compreendi tão bem, mas perceba raiva, sensibilidade, leva a isso, mas depois achei também que poderia ser algum aproveitamento do assunto estar a ser viral.

Mas isto sou eu, ok? Foi uma manhã que fui à feira de livro, ao meçar com uma amiga minha, minha energia estava assim um bocadinho off, estava um bocado inervada, isto meusco a ansiedade de uma pessoa, mas assim consegui processar, além de já levar alguns anos de experiência disto, já sei mais ou menos qual é que é o processo que vai acontecer na minha cabeça para não é

normalizar, eu não acho que seja desejável que haja este tipo de tonas redes, no entanto eu percebo, eu percebo e faz sentido, quando estamos magoados, falamos de determinada forma, quando estamos inflamados por vermos toda a gente no mesmo sentido, um bocado aquela coisa do povo mediaval, um bocado as tochas e o enfrecamento no meio da praça e o pelarinho, não sei o que, e são coisas que são

naturais, não é? Agora, como animais racionais, eu espero que muitos de nós tenham a oportunidade de refletir um bocadinho sobre o assunto, que é para nem tudo nos doer tanto, e é um trabalho que eu tenho feito ao longo dos anos, eu lembro -me das primeiras vezes que trabalhei no Curso Circuito, foi no início do Facebook, caio em Portugal e recordo -me de levar, pai eu tinha que 20, 21 anos ou 22 e levar

com comentários muito agressivos, gente, que é esta puta, quem não sei o que, foi doeu muito e no entanto já na altura tentei justificar, não era aceitar, mas justificar, ou seja, era uma mulher com status alto a fazer humor, aquilo estava escrito, portanto o meu status era mesmo muito, muito a direito, muito agudo, não havia partes, não havia meios sorrisos para mostrar que estava a brincar, estava a trabalhar,

no fundo estava a trabalhar, ainda não tinha muito, muito endamente nisto da minha persona, e portanto estou fiche, estou fiche com isto, vejo isto não como uma reflexão, uma reflexão no sentido não como, como é que eu ia dizer, é uma reflexão, não como espelho, não como espelho daquilo que eu falei no geral, porque se não tivesse dito aquilo não aparecia no clipe, o contexto eu acho que salva

a questão, mas entendo perfeitamente a reação das pessoas, que estava no entanto de poder providenciar a toda a gente, a terapia, porque é realmente muito importante não estar -me sempre em nossos dedos, e um estado de sobrevivência tão grande em que tudo nos custa tanto, e sou muito empática em relação a isso, porque é uma coisa, é uma aventura que ainda estou a viver, estou muito orgulhosa

de mim de ter passado por este episódio de forma tão leve, porque reconheço a quantidade de anos em cima, e espero que eu tenha visto a quantidade de anos em cima, foi uma festa incrível, cheia de anos em cima, tenho para conseguir lidar com isto, e lamento que tenhamos de lidar com tanta coisa, especialmente pessoas que tenham problemas tão graves como doenças, doenças assim, ainda que eu acho que talvez, e agora

vou ser alvo de coisa outra vez, ainda que eu acho que dentro do TDAH, que seja a mesma coisa com as outras doenças mentais, digo eu, que há já sim um nível, um espétro, diria eu, de gravidade à situação, acho que nem toda a gente está a de sofrer assim tanto, da mesma maneira que eu fui diagnosticada de bipolar, mas não estou naquele espétro em que tenho de ser internada, portanto acho

que tem alguma legitimidade, não para falar sobre esse diagnóstico, mas para falar sobre doenças mentais, a minha pelo menos, pronto, fica aqui a dica, esteque fica aqui a dica, não é só ficar a dica, e ficar a dica também do código Jbana15 na app HiWell, como disse, vocês sacam a aplicação e é tudo muito rápido, vocês pensam, ah como é que é que esse é

esse caixa de psicólogo, ou não? Mas não há nada mais difícil do que ir a uma consulta de um psicólogo, não gostarmos dele e não voltarmos lá mais, porque estamos a rejeitar uma pessoa, agora sua pela internet, amigos, além de termos de pensar que um psicólogo tem de lidar bem com a rejeição, pelo menos profissional, e isso até

serve para melhorar. Bom, adiante, HiWell, sacam a aplicação, Jbana15 tem 15 % de desconto na vossa consulta e tem também direita uma consulta da apresentação de 15 minutos, portanto faça uma listinha com as perguntas que vocês querem fazer, ou aquilo que vocês querem falar, e vejam se o psicólogo da HiWell

faz um match ou não. Isso é fixe, é uma coisa fixe, além de que é superprático, porque não tem de andar com a vossa cola lampada um lado para o outro, poupam dinheiro em gasolina e deixam de haver desculpas, para além do dinheiro claro, para não fazer terapia, porque eu lembro -me de estar, se calma, foi por isso que achei de lá trabalhar, de estar num emprego anterior e durante a hora de almoço

ir para um sítio recatado e fazer lá as minhas consultas, portanto, ai não tenho tempo, calma, há sempre forma, pera, percebem que eu quero dizer, ainda bem, ainda bem que disseram que sim. Hoje é dia de espetáculo, hoje é dia de espetáculo, no Lisboa com a D -Club, faltam poucos bilhetes, mas eu sei que há Portugal, beijinhos.

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