#134 - Houve clima entre mim e Marcelo Rebelo de Sousa. - podcast episode cover

#134 - Houve clima entre mim e Marcelo Rebelo de Sousa.

Jun 05, 202416 minSeason 2Ep. 134
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Episode description

O homem tem uma pele incrível.

E eu hoje vou encher-me de betume para o NÃO SEI SER em Coimbra:


📍 Grémio Operário

⏰ 21h

🎟️ Bilhetes aqui.

Transcript

E alá, Coimbra? É hoje? É hoje? É hoje dia 5 de junho de 2024. Não sei ser ao vivo no gremio operário de Coimbra. Vou tentar não cair nem do palco, nem das escadas monumentais. Até logo, bilhetes na Ticketline! Mas vale pegar o toro pelos cornos e falar aqui do que aconteceu? Não vale a pena fazer a suspense porque não vou fingir que não está no título do episódio? Ou

então vou fazer o mesmo? Ontem aconteceu uma coisa que já há muito tempo, já estava a espera que acontecesse. Senti que todo o país já tinha tido a oportunidade de fazer -lhe. Não estou indiferente à quantidade de festas que tenha vido com influencers como oportunidade para divulgar algumas iniciativas

ou uma escala nacional e às vezes até global. Sempre me senti de um lado, de parte, por outro lado, orgulhosamente só, porque significa que não tenho um perfil institucional, com o qual estou OK. No entanto, ontem, ontem sim, ontem finalmente, tornei -me

mulher, credo! E tornei -me portuguesa. Ontem fui convidada por não ter origens humildes para um evento, diria, para leigos, que é o meu caso, um evento estatal, vá, que até gostei bastante de ir, apesar de ser forçada pelas convenções, a usar uma indumentária com a qual não estou confortável, não só por não quer desvalorizar o que é uma disforia séria, mas não me identifico e sinto -me profundamente mal

naquele tipo de roupas, mas também porque neste momento não me sinto no meu prime físico, apesar da minha cara estar melhor que nunca, e eu nunca pensei que tal fosse possível. Nunca pensei ser ainda mais bonita do que aquilo que

era e a vida surpreende -nos bastante. Até gostei de lá estar, foi engraçado fazer o chamado People Watching, gostei de representar e eu, a minha própria pessoa, naquele evento, porque fui apoiar uma pessoa que é muito importante para mim, e no final deste tal evento, houve toda uma sessão de cumprimentos, três figuras de estado e primeiro inervém, porque houve toda uma fila, diria, de 200

pessoas, se calhar estou a exagerar, talvez não, não estive a contar, 200 pessoas para ir cumprimentar, o Miguel teve a brilhante ideia, tal como faz numa gate para o avião, vamos só no fim, porque é que vamos estar ali para eles na fila, eu gosto de estar na fila porque já está feita aquilo que eu tenho para fazer, é só andar, não tenho de estar a ver, é para ir, não é para ir, ah, acabou,

está feito, a nível físico está tudo feito, mas não, encaramos aquela fila como uma gate, e eu submissa como sou e Dormat como sou, claro que fiz aquilo que o Miguel queria, até porque o acho mais inteligente que eu, triste, mas é verdade, não só que o acho mais inteligente que eu, mas também, de facto,

ele é mais inteligente que eu, na algumas coisas. E então, fomos para a fila só no final, isso significa que ainda assim, além de termos esperado, aquele tempo todo, até chegar àquele momento da fila, quando, provavelmente, se tivéssemos ido antes, já teríamos sido atendidos, que é isso que me inerva, porque eu tinha irando para ir buscar, ainda tive de assistir as pessoas a usarem as piores desculpas

de sempre, para passarem à frente na fila. E estamos a falar de pessoas, não é de pessoas, é de pessoas. Houve, eu não estou a passar à frente, estou só aqui a compreender, ah, ah, ah, ah, ah, ah... Houve outra que é boa, assim me parece que estamos a entrar, se calhar não

devíamos, ah, ah, ah, ah... Mas havia outra a dizer, bem, desculpe lá, estar a passar à frente, Estão a assinalar a caca que estão a fazer e continuam a fazê -la, como se isto desculpasse de alguma forma. Não é? Eu não sei até que ponto é que não terá sido um abuso de posição, porque estas pessoas eram claramente, mas não diguem -me portanto, nos geral, mas tinham outro

estatuto neste evento. E eu acho que era muito, ah, esta tipo está aqui, tem sapatos de azar, caguei. Mas isto também é um preconceito meu, uma insegurança minha, pode não ter sido nada disto. Mas houve uma molécula, e não a bécula, molécula, soa muito melhor, que disse

peço desculpa, peço desculpa, que não foi. Nem no meio da fila, nem no princípio da fila, chegou a campeã, já aquilo estava tipo, o cigarro já estava apagado no cinzeiro, que é mesmo assim, com a cinza toda. E disse sim desculpei, mas eu tenho que ir só, tenho que apanhar um comboio. E passou a rata velha pela fila toda. E

eu, e o ando, e o ando, e como eu ando. Primeiro ontem andei descalça em Lisboa, porque não aguentava mais os saltos, então andei descalça, credo que horror que seria por Lisboa. Mesmo à campeã. Ei, a quem é que quer doenças sou eu, quem é que quer

um vidro na planta do pé sou eu. Depois quando a senhora me disse isto, eu tive que me controlar, porque disse até meio, qualquer coisa como, tenho um comboio para apanhar, eu tenho uma, e pensei, tenho uma filha, mas depois, e tenho, de facto tenho, e depois pensei, estou só, isto é negativo, esta senhora que fico as ações para dentro dela. Depois perguntam -se, por que é

que tem terminadas doenças? É por isto, porque estão cheios de ratice velha dentro delas. E eu fiquei bastante inervada.

Ao ponto de, e é aqui que o humor me salva, porque é graças ao humor que eu não andei à tareia agente, agente no geral, que quando a fila estava a acabar para dar o tal comprimento, o tal bacalhau a essas figuras, a casa ainda lá estava, no par la pied, ainda lá estava no beca beca, ainda estava no bricobraque, ainda estava a fazer amizades, estava claramente a deficar -se

para tudo aquilo que tinha feito, de repente poderá ter pensado, ah, não há comboio, não há, também inventei a desculpa, porque é que noite ficar, é que nem teve a deficiência de se fingir a pressada, é que nem estava ali, desculpa, eu tenho que, não, não, estava tranquila, que nem um gato em posição os finge, a meter a sua conversa, não sei o que, só faltava uma cigarrilha para o bicho e umas

aveianas, que bem que ela estava, claro que eu estava

inervadíssima. Zabafei com o meu namorido, que foi assim, que foi tratado pela minha mãe durante a cerimónia, este é o namorido da Joana e o Miguel achava que era namorico, eu achava que seria pior, ia me chatear se fosse namorico e se ela descesse, este é o outro namorico, este é mais um namorico, ainda era pior, mas não, disse namorido, porque não contei este acaba bem se fossemos

casados, mas não, e então quando chegamos ao fim da fila e vi lá a Ana Paula, porque não era Ana Paula, aquilo parecia -me, não diria Sandra, parecia -me o quê, uma Susana, era uma Susana, uma terminada Susana e disse, é que não, tem um convoy nem para apanhar nem nada, acho que foi isto que eu disse, ali rimos, rimos barrigadas de riso, barrigadas, barrigadas, ficamos ali, olha, nem sabia o que é que me

poderia, estava me a dar uma coisinha má, fiquei com calor dos calores, até pensei que era a menopausa que me estava a atingir e afinal, oiça, foi incrível, nisto, quando acaba esse inervamento, porque não estamos a rir, porque o humor me salva de dar galhetas alheias, ali está, a excelência, Marcelo Rebeldo de Soso, é isto aí, digo -vos, eu não sei o que é que o bicho faz à pele, mas a pele dele

não tem poros, o bicho não tem poros, eu não sei se é base da benefit, se é clinic, se é este, l 'oder, l 'oder, l 'oder, l 'oder, por acaso tenho que ver isto, este, este, é francês, l 'oder, l 'oder, l 'oder, deve ser, la russe, eu sei dizer palavras em francês, la russe, la russe, la ru, rolan, garrosse, garrette, pronto, não tem poros, o bicho não tem poros, parece -me um boneco, um boneco insuflável

só que vestido, sem paxiás e olhei para ele e parecia, eu fiquei, estragia, existe isto mesmo, este gajo, é um gajo, este gajo existe e fiquei assim um bocado de starstruck, um bocado ah, e não é, ah, ele está pela primeira vez consegui constatar a altura dele, porque sempre que o vejo é na televisão, está nas palhas tende ido, ou nas palhas deitado, neste caso o bicho estava de pé, estava de pé, eu não sei

até que ponto é que não estou a cometer um crime para estar a referir -me assim, ou nossa ainda presidente, mas ele aceita, ele tem sentido de humor acho eu, e assim que estive com ele por acaso vem -me à cabeça a polémica do decote, veja lá que se não faz fériu, estava por dentro a pensar, ah pois realmente é que o senhor já é velho, já tem 70 e tal anos, ainda é do tempo da calça abacadecine do

velho da baixa, na referência, incrivelmente para um nicho incrivelmente pequeno em Lisboa, peço desculpa, e de repente olho para ele, vou lhe dar um bacalhau e o gajo dá -me duas chapadas, e não estou a agonizar, mas não foi tipo, fez -me aquela coisa, ah, oi ai ai que mais velhas fazem de apertar as peixeiras, mas neste caso foi chapadas, e reparei que muita gente ali dava chapadas uns aos outros,

estão, estás bom, assim, papá, e Marcelo fez -me isso, e fez, eu, oi, que que está -me a estapar, veio, ia sacando de um osso autogário, é um came -ame, ia me transformando em super -guerreiro, e ele daram -me um enchovalho de tareia, que o bicho nem sabe onde é que é, nem sabe que livro se anda a ler, e enquanto me deu essas chapadas, que já há muito tempo ninguém me dava chapadas na cara, deixemos

o resto para eu for privado, é, isso assim, tão novinha, tão novinha, eu, tão novinha, como assim, parecê -me -se, parecê -me -se uma pessoa que tem, parecê -me -se uma estrada, e eu, ah, não sou, não sou, ele, ah pronto, seja, primeiro, o rapaz não me deu 37 anos, muita atenção, e atenção que eu só tinha posto um peseguinho, tinha só posto assim um pozinho na face, um rímel, nada por aí além, portanto,

estava bastante no meu estado mais natural, e eu acho sinceramente que houve clima, houve clima entre mim e Marcelo Rebelo de Souza, ele deu -me aquelas chapadinhas, ai, tão novo, eu, ah, pare com isso, eu, vocês sabem onde é que é o metro, eu, ah, para, que engraçado, lalalalalala, e foi minha primeira vez com Marcelo, creio eu, creio eu que sim, não tirei -me a Marcelo -fi, porque há determinados contextos em

que selfies é cocó, é cocó, eu, eu, eu, eu só fico muito contente com selfies quando tiram comigo, e mesmo assim, sinto -me estranha, que é porque razão é que me estou a tirar, não percebo qual é que é, depois já estudei sobre isso, sobre a origem da fotografia, querer ficar com a alma, a questão da memória, da materialização de um momento, mesmo que depois nunca soubenha a ver essa fotografia, da, da

fama, das consequências da fama, do quanto nós famosos temos que aturar estas coisas, e faz parte, é uma

relação, não é? E, escalhar foi isso que me uniu a Marcelo, foi ambos termos uma, uma notoriedade igual no país, um índice de confiança já proporcional, aquilo, um ou outro, estamos, tac -a -taco, estamos tac -a -taco, porque daquilo que li a confiança em Marcelo tem diminuído, que é uma pena, creio que infelizmente terá a ver com alguns assuntos caricatos mais recentes, para mim torna humano, eu gosto de

uma figura humana, de uma boa figura humana, de uma figura humana fresquinha, com boa bolha, que as, as cozinhtendidos não dizem boa bolha, não sei, tenho que, que avaliar mas pronto, então houve aquele clima, fiquei naquela do, dois shows no canto da boca ou não, não sabia bem ainda que era o canto da boca, porque a pele dele tem toda a mesma tese, mas foi um momento engraçado, como fez sentir uma pita parba,

que ai é um Marcelo, é um Marcelo, e, e, e eu senti que ele estava pronto para fez o seu comentário, vamos embora, que ele tem mais que fazer a vida, dele é um carrossel, aquilo está sempre endamente, as pessoas vão passando, ele está na chave na zinha de um lado para o outro a rodá -la, mas eu tentei dizer uma frase em tu a seguir ao tal nova, mas isso já foi,

já estava de fugida, e, e, e foi um momento parba, eu devia saber, assim, por que, por que que eu tentei estabelecer uma relação com, com esta pessoa, ele claramente só estava interessado numa curte, amigos, hoje estou em Coimbra, a, a bilhete ainda estou à venda na Ticketline, esgotem isto, porque se um gajo vai a Coimbra, é porque vai, se não vai é porque não vai, vou andar duas horas de

FlixBuzz, que é para que, ah, está bem, estão lá várias dúzias de pessoas, mas eu quero ter centenas de, não cabem, não cabem, não cabem na sala, mas as cavalitas existem para isso mesmo, portanto um beijinho e até logo no Grêmio Apará, e de Coimbra, e já agora já é 5 de junho de 2024, se ouvirem isto no outro ano, ou em qualquer, não sei se estarei lá a atuar, podem sempre tentar, mas não sei se lá estarei,

beixos.

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